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Conab estima safra de grãos 2019/20 em 246,4 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para a cima a estimativa para a safra brasileira de grãos, que deve registrar um novo recorde no ciclo 2019/2020. No segundo relatório relativo à safra nova, divulgado nesta quarta-feira (13/11), é estimada uma produção de 246,369 milhÕes de toneladas, um crescimento de 1,8% em comparação com a temporada 2018/2019. No relatório anterior, divulgado em outubro, eram previstos 245,814 milhões de toneladas.

“A intenção de plantio sinaliza uma variação positiva de 1,4% quando comparado com a área da última safra, chegando a 64,1 milhões de hectares”, informa a Companhia, no comunicado oficial. O relatório anterior, de outubro, apontava uma área plantada de 63,933 milhões de hectares com grãos no país.

Mesmo com o atraso do plantio em relação ao ano passado, a Conab elevou sua estimativa para a produção nacional de soja, de 120,393 milhões para 120,860 milhões de toneladas. Se confirmado, será um crescimento de 5,1% em relação à colheita passada (115,030 milhões de toneladas).

Na avaliação dos técnicos, a produção da oleaginosa tende a aumentar em função, principalmente do ganho de área. As exportações são estimadas em 72 milhões de toneladas, menos que no ano passado. Mas o cenário é de demanda interna aquecida.

“A demanda interna deverá se manter aquecida em virtude do crescimento da economia, do aumento da produção de carnes para exportação, da mistura do biodiesel, que passará de B11 para B12 e os estoques finais de soja que deverão se manter baixos por mais um ano e, com isso, preços mais elevados no mercado interno para 2020”, avalia a Conab, conforme a versão resumida do relatório.

Já a produção de milho passou por uma leve revisão para baixo, considerando os três ciclos anuais para a cultura, conforme a Conab passou a estimar para a safra atual. O número passou de 98,389 milhões para 98,366 milhões de toneladas. Para os técnicos, a expectativa é de aumento de 2,4% na primeira safra, que deve atingir 26,269 milhões de toneladas.

A segunda safra deve totalizar 70,936 milhões de toneladas. A estimativa é a mesma de outubro e representa uma redução de 3,1% em relação ao mesmo período na temporada 2018/2019. A terceira safra, plantada em uma região que inclui parte de Sergipe, Alagoas e Bahia, deve ser de 1,159 milhão de toneladas.

No algodão, a Conab fez uma pequena elevação nos números, mas mantém uma expectativa de produção praticamente estável em relação à safra 2018/2019, apontando um crescimento de apenas 0,2%. O volume de algodão em caroço deve ser de 4,093 milhões de toneladas e o de pluma, 2,730 milhões.

A Companhia prevê uma produção praticamente estável também de arroz, que deve crescer apenas 0,2% em relação à safra passada. O volume estimado no relatório divulgado nesta quarta-feira é de 10,471 milhões de toneladas, sendo 9,596 milhões de áreas irrigadas e 875,3 mil toneladas de lavouras de sequeiro.

Estabilidade é o que os técnicos projetam também para a produção de feijão, considerando os três ciclos anuais para a cultura, nas variedades cores, caupi e preto. A colheita total deve ser de 3,025 milhões de toneladas, sendo 1,039 milhão no primeiro ciclo, 1,250 milhão no segundo e 736,5 mil toneladas no terceiro.

“Embora o plantio da primeira safra da temporada atual tenha sido prejudicado pelo atraso das chuvas e índices pluviométricos abaixo da média para o período em algumas regiões, a estimativa é que ocorra um aumento da produção nacional em cerca de 5%, resultado do aumento da produtividade média das lavouras”, informa a Conab.

Culturas de inverno
Entre as culturas de inverno, a Companhia Nacional de Abastecimento também revisou a estimativa para cima. Passou de 6,570 milhões de toneladas para 6,737 milhões. Na principal dessas culturas, a do trigo, é prevista uma colheita de 5,277 milhões de toneladas.

O Brasil também deve produzir 933,2 mil toneladas de aveia e 426,6 mil toneladas cevada. Canola, centeio e triticale devem totalizar, juntas, 100 mil toneladas, de acordo com a Conab.

Fonte: site Globo Rural

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