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Especialistas comentam mitos e verdades sobre pulverizadores autopropelidos

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Pulverizadores

Você sabia que a pulverização não deve ser realizada somente se houver algum problema na lavoura? E que o uso do piloto automático diminui o amassamento de culturas? Os pulverizadores são essenciais na produção agrícola, pois permitem o controle da dosagem de aplicação de defensivos e fertilizantes sobre a área de interesse. No entanto, há muitos mitos sobre o uso desses equipamentos. Especialistas da John Deere esclarecem o que é verdade e como fazer melhor uso do pulverizador. Confira:

1. Um pulverizador com grande capacidade operacional permite fazer grandes quantidades de hectares por hora em uma lavoura.

VERDADE. Algumas empresas no mercado afirmam que um pulverizador pode aplicar insumos em grandes quantidades de hectares por hora, no entanto, essa informação pode ser contestável, pois é considerada uma eficiência de campo de 100%, ou seja, sem considerar paradas, manobras, abastecimentos e demais condições reais de operação.

É importante esclarecer que, em um pulverizador, vários itens devem ser considerados como importantes, juntamente com a logística de operação que o cliente vai utilizar em sua lavoura, e a correta capacidade do equipamento não depende de um único opcional, mas sim de toda a operação de aplicação.

2. Tecnologias milagrosas nas operações de pulverização trazem resultados milagrosos.

MITO. O mercado agrícola, no ramo da pulverização, oferece muitos produtos e opcionais ditos “milagrosos”. É muito importante que o produtor observe a real necessidade e quais os benefícios que essas tecnologias podem trazer para sua produtividade.

3. A pulverização só deve acontecer quando alguma praga for identificada na lavoura.

MITO. Apesar do ataque de determinadas pragas e doenças ser frequente na maioria das culturas, o acompanhamento da lavoura é um fator essencial para a definição da necessidade ou não de aplicações de defensivos.

A aplicação preventiva e o uso de pulverização no momento adequado reduzem a necessidade de realização de operações adicionais, diminuindo o custo com defensivos, combustível e mão de obra, além de minimizar as perdas por danos mecânicos em pulverizações tardias. Outra frente de redução de custos com insumos tem relação direta com o pulverizador utilizado.

4. O uso de piloto automático diminui o amassamento nas culturas.

VERDADE. A tecnologia de piloto automático está cada vez mais acessível e popular na vida dos produtores rurais. Nos pulverizadores, essa ferramenta evita o amassamento da lavoura por onde passa os pneus do equipamento, o que pode provocar perdas consideráveis. Com o uso do piloto automático, é possível aumentar a produtividade por hectare em mais de 1,5 saca. Pensando em um preço médio de R$60 por saca de soja, estamos falando de valores acima de R$90/ha, no final da safra.

Outro benefício do piloto está associado à atenção do operador, que juntamente com outros opcionais permite manter a instabilidade de barra e desligamento de seções, e ajuda o profissional a se atentar a aspectos mais importantes no momento da operação, reduzindo a fadiga, aumentando a capacidade operacional e evitando o risco de acidentes ou problemas.

5. A melhor pulverização é aquela sempre feita rente a cultura e com gotas muito finas.

MITO. A definição de local adequado para deposição das gotas e o tamanho das mesmas deve ser feita baseada em uma série de variáveis, como arquitetura da planta, praga ou doença a ser combatida e seu nível de infestação, produto a ser aplicado e as condições climáticas no momento da aplicação. A vazão de aplicação deve ser determinada considerando qual o alvo, qual o tipo de bico, qual a arquitetura da planta, tipo de produto e condições climáticas no momento da aplicação.

Assim, a correta definição do tamanho da gota tem relação direta com a eficácia do produto que será aplicado. Gotas muito grossas podem escorrer pela folha e cair no chão, enquanto que gotas muito finas podem evaporar. Em ambos os casos, temos perda do produto e baixa qualidade de cobertura, o que implica diretamente em redução da produtividade e aumento de custos. Questões topográficas também devem ser consideradas, uma vez que ondulações naturais do terreno podem provocar instabilidade na barra de pulverização.

6. Pulverizador em alta velocidade tem pior qualidade de aplicação do que quando em baixa velocidade.

MITO. A qualidade de aplicação é essencial numa lavoura, assim como a velocidade de aplicação, que garante uma maior capacidade operacional. Dessa forma, quanto maior for esta capacidade, maior a área pulverizada durante determinado período de tempo, adequando-se as janelas cada vez mais apertadas das aplicações de insumos.

Isso implica em economia, maior efetividade do processo de aplicação de insumos e em maior rentabilidade. Sendo assim, o pulverizador ideal é aquele que combina maior velocidade de aplicação e, consequentemente, mais hectares pulverizados por hora, com excelente qualidade de cobertura do defensivo, sem esquecer que fatores como logística de abastecimento e manobras são algumas variáveis que não podemos descartar na operação de pulverização.

7. Garantir o conforto e segurança do operador durante a pulverização pode influenciar diretamente em redução de custo e aumento de produtividade.

VERDADE. Em qualquer operação agrícola, o conforto e a segurança do operador são fatores que afetam, e muito, a qualidade do trabalho. Na pulverização, isso não poderia ser diferente. Por se tratar de uma etapa do processo produtivo onde a qualidade da aplicação é fator decisivo em termos de redução de custos e aumento da produtividade da lavoura, o operador precisa dispor de itens como visibilidade, ergonomia, segurança e conforto, para executar bem seu trabalho.

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