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Alluagro aluga de máquinas e implementos

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ConsórcioTodo início de ano é a mesma correria. O produtor de soja que não tem maquinário próprio corre para encontrar colheitadeira e operador para trabalhar para ele. A pressa tem justificativa: a soja não espera. Se abrir a baga, os grãos caem no chão, e todo o investimento se esvai. Esse cenário corriqueiro na vida do agricultor brasileiro levou o mineiro Marco Aurélio Chaves a criar a Alluagro, uma startup que conecta quem tem máquina à disposição com quem necessita do serviço. “Sou de uma família ligada ao agronegócio e via a dificuldade do meu tio em encontrar equipamentos”, conta Chaves, CEO da Alluagro.

O problema impulsionou uma pesquisa de mercado que comprovou a informalidade do mercado de aluguel de máquinas agrícolas. “Muitos que trabalham com terceirização nem contrato fazem. É algo que movimenta milhões, mas de forma mal organizada”, diz o empreendedor. A lacuna motivou a criação da Alluagro, startup que recebeu R$ 150 mil da aceleradora ACE no programa para desenvolvimento de startups do agronegócio conhecido como Agrostart. O funcionamento é semelhante ao aplicativo Uber. O produtor ou prestador se cadastra na plataforma da Alluagro (disponível na Google Play e na App Store), que conecta quem precisa e quem oferece máquina agrícola por meio de geolocalização. Quando o negócio é fechado, a máquina selecionada segue para o produtor com o operador. A Alluagro recebe, em média, 6% do valor da transação, cujos preços podem variar. No Mato Grosso, por exemplo, a locação de uma colheitadeira oscila entre R$ 180 e R$ 200 por hectare.

MAIS DE 3.500 MÁQUINAS

Lançada em janeiro, a startup possui mais de 3.500 máquinas catalogadas e diferentes perfis de usuários. Entre eles:

• O produtor que não tem máquina e precisa alugar;

• Quem possui, mas não em quantidade suficiente;

• O agricultor que já colheu e deseja alugar seu maquinário;

• Os frentistas que têm caminhão-prancha para carregar a colheitadeira de um ponto a outro ou possuem caminhões graneleiros para o transporte da soja;

• O prestador de serviço, que não possui fazenda, mas tem máquinas e CNPJ para executar a tarefa.

Jonas Eduardo Petri é um dos usuários. Dono da Uniservice, ele possui vários caminhões para aplicação de corretivos e tratores usados para fazer curva de nível. “Presto serviço para uma usina em Goiás, mas, nesta época do ano, a demanda cai devido às chuvas”, explica. Com a plataforma, suas máquinas não ficam mais ociosas. “O serviço estava restrito à minha região, mas a Alluagro abriu as portas para o Brasil”, comenta. “Eles me ajudam e auxiliam o produtor que não precisa comprar uma máquina para usar só três meses por ano”, diz Petri.

O fato é que cresce o número de produtores que prefere terceirizar o trabalho com máquinas a ter parte do capital imobilizado em maquinários. Detalhe: uma colheitadeira custa mais de R$ 1 milhão e demanda manutenções periódicas que, a depender da avaria, podem chegar a R$ 100 mil. “Começamos transacionando R$ 29 mil na plataforma. Atualmente, ultrapassamos os R$ 3,2 milhões”, aponta Marco Aurélio Chaves, da Alluagro.

A startup faz um filtro das máquinas, espécie de curadoria para garantir que os equipamentos disponíveis na plataforma estejam revisados e em bom estado. Além disso, tem técnicos agrícolas que reúnem dados das áreas que estão sendo colhidas e colocam as informações no Alluagro Center, uma plataforma na nuvem que o produtor acessa por meio de login e senha. “É o nosso diferencial e permite que ele acompanhe do celular o andamento da colheita”, explica Chaves.

A maior rentabilidade da plataforma vem da locação de colheitadeiras, mas cresce a demanda por outros serviços, sobretudo preparo de solo e distribuição de calcário. Presente em oito estados, a Alluagro tem planos para se expandir ainda mais. Hoje, o foco está em intensificar a atuação nas novas fronteiras agrícolas, a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Ela só não está presente no Piauí.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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