
Clarisse Sousa – As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,6 bilhões em julho, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, segundo informações do Ministério da Agricultura (Mapa). O resultado representa um crescimento de 1,5% em relação a julho do ano passado, com acréscimo de US$ 225 milhões, impulsionado tanto pelo aumento no volume embarcado quanto pela elevação de preços.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o café foi um dos destaques do mês, com alta de 25,3% no valor exportado. Recentemente, 32 empresas brasileiras foram habilitadas pela primeira vez, totalizando agora 452 estabelecimentos autorizados a vender este produto para a China.
Motores agrícolas mais sustentáveis ganham força e impulsionam inovações
Outros produtos que registraram forte crescimento no período incluem suco de maçã, fumo, bananas, ovos e gemas, couros e peles, frutas e carnes, com destaque para a carne bovina.
Produtos com menor participação histórica no comércio exterior do agro brasileiro também ganharam espaço, como corvina, uvas frescas, castanha de caju, óleos vegetais, e mel e seus derivados que cresceram 37% no valor exportado.
China: maior compradora
A China manteve-se como maior compradora, com US$ 5,62 bilhões em aquisições no mês, seguida pela União Europeia (US$ 2,36 bilhões; +16,4%). Entre os mercados que mais cresceram estão México (+23%), Arábia Saudita (+28,8%) e Tailândia (+18%), além de avanços relevantes em Marrocos, Bangladesh e Taiwan.
Sete meses de avanço
De janeiro a julho, as vendas externas do setor somaram US$ 97,5 bilhões, em linha com o mesmo período do ano passado. Nesse período, os produtos fora do núcleo tradicional da pauta exportadora cresceram 21% em valor.
Incertezas no cenário internacional
Em nota, o Mapa destaca que, apesar do cenário internacional de incertezas, o Brasil mantém o ritmo de crescimento e consolida sua posição como “fornecedor confiável, estável e seguro”. A
“estratégia de abertura, ampliação e diversificação de mercados, somada ao diálogo permanente com parceiros comerciais, sustenta a competitividade do agro e reforça sua presença global. Exemplo disso é que mesmo com a queda nas cotações de soja em grão, açúcar, celulose e algodão, o setor manteve as receitas cambiais”, afirma o texto do Mapa.
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