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Abiove projeta esmagamento recorde de soja em 2027, com 66 mi de toneladas

Processamento deve alcançar 63,6 milhões de toneladas em 2026; para 2027, entidade prevê aumento da produção de farelo e óleo de soja

Abiove projeta esmagamento recorde de soja em 2027, com 66 mi de toneladas

Safra da soja – Foto: Gilson Abreu/AEN

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja no Brasil alcance 63,6 milhões de toneladas em 2026 e avance para 66 milhões de toneladas em 2027. As estimativas fazem parte da atualização do balanço de oferta e demanda do Complexo Soja, que também prevê crescimento da produção de farelo e óleo no próximo ano.

Para 2026, a projeção de esmagamento foi elevada em 0,2% em relação ao levantamento anterior. A produção de farelo de soja deve chegar a 48,95 milhões de toneladas, alta de 0,1%, enquanto a de óleo está estimada em 12,8 milhões de toneladas.

No comércio exterior, a Abiove prevê exportações de 113,9 milhões de toneladas de soja em grão em 2026, recuo de 1% em relação à estimativa anterior. Os embarques de farelo devem somar 25,3 milhões de toneladas, enquanto os de óleo de soja estão projetados em 1,95 milhão de toneladas, aumento de 8,3% ante a previsão prévia.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, o avanço do processamento está relacionado à demanda interna por farelo, utilizado na produção de alimentos para animais, e por óleo de soja, empregado na fabricação de biocombustíveis e destinado à exportação.

“O forte ritmo de esmagamento reflete a resposta ágil da nossa indústria à crescente demanda nacional por farelo, essencial para a produção de alimentos, e por óleo, fundamental para a fabricação de biocombustíveis e para as exportações”, afirma.

O executivo também destaca a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel para B16, prevista para março, como um fator relevante para o setor.

Projeções para 2027

Para 2027, a primeira estimativa da entidade aponta para um esmagamento de 66 milhões de toneladas de soja. As exportações do grão devem alcançar 113 milhões de toneladas, enquanto as importações estão projetadas em 900 mil toneladas.

A produção de farelo deve chegar a 50,8 milhões de toneladas, com exportações de 26,3 milhões de toneladas. Para o óleo de soja, a projeção é de 13,27 milhões de toneladas produzidas, 1,9 milhão de toneladas exportadas e importações de 100 mil toneladas.

As estimativas indicam aumento tanto do processamento quanto da produção dos derivados em relação às projeções para 2026, acompanhando a demanda por produtos do complexo soja.

Processamento cresce 8,4% no acumulado do ano

O processamento de soja no Brasil somou 5,03 milhões de toneladas em agosto de 2026, queda de 1,8% em relação a julho, mas alta de 9% na comparação com agosto de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

De janeiro a agosto, o volume processado alcançou 38,67 milhões de toneladas, crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2025, também com ajuste pelo percentual amostral.

Os dados reforçam o avanço da atividade industrial em 2026 e ajudam a contextualizar as projeções de crescimento do esmagamento para o próximo ano.

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