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Notícias

Mulheres lideram mais de 30% das propriedades rurais no Brasil

Por redação 08/03/2024
Escrito por redação

Para Anna Paula Nunes, que é engenheira civil de formação e administra a própria propriedade rural, onde produz grãos e cana, o cenário para as mulheres no agronegócio melhorou muito e vem melhorando a cada dia

Mulheres lideram mais de 30% das propriedades rurais no BrasilEmbora ainda possuam muitos desafios, a presença feminina em cargos de liderança no agronegócio brasileiro tem crescido. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas, elas ocupam atualmente cerca de 34% dos cargos de gestão na área, o que representa mais de 1 milhão de mulheres que comandam mais de 30 milhões de hectares no país.

Outro estudo que comprova esse cenário foi realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e mostra que 59,2% das mulheres que atuam na área são proprietárias ou sócias, 30,5% fazem parte da diretoria e atuam como gerentes, administradoras ou coordenadoras e 10,4% são funcionárias ou colaboradoras.

Para Wladimir Chaga, presidente da BRANDT Brasil – empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal, biossoluções e tecnologia da aplicação –, “o crescimento da presença feminina no agronegócio é um sinal de que estamos evoluindo enquanto sociedade. Precisamos ter em mente que a mulher exerce papel fundamental, especialmente pelas contribuições em estudos, pesquisas, planejamentos estratégicos, desenvolvimento de mercado, implementação de metodologias e liderança”.

Para Anna Paula Nunes, que é engenheira civil de formação e administra a própria propriedade rural, onde produz grãos e cana, o cenário para as mulheres no agronegócio melhorou muito e vem melhorando a cada dia.

“É mais comum hoje ver outras colegas conquistando o seu lugar no setor e mostrando seu protagonismo. O agronegócio ainda é um mundo muito masculino, o que aumenta os nossos desafios para nos destacar, mas estamos conquistando nosso espaço”, diz. Nunes é a quarta geração na fazenda Jangada Brava e tem como braço direito sua filha Giovanna.

A engenheira comenta ainda que “a inspiração para as que querem entrar no ramo tem que vir do exemplo e das conquistas de outras personalidades femininas, que mostram que é possível sim. Conquistamos nossos cargos pela nossa competência, mas nos inspiramos em outras histórias de sucesso também”.

Carla Rossato, veterinária de formação e produtora de cereais, soja, milho e pecuária de corte no Paraná, diz que o crescimento da presença feminina no campo reflete um movimento que está ocorrendo em toda a sociedade.

“É importante dizer que essas conquistas não são exclusivas no setor do agronegócio, mas de outros segmentos também, como indústrias, bancos, entre outros. Discriminação e preconceito ainda existem, mas sinto que isso está diminuindo ao longo do tempo porque as mulheres estão se preparando para se destacar no mercado e estão conseguindo”, diz.

Carla, que foi ganhadora do Prêmio Mulheres do Agro 2019 com a primeira colocação na categoria Grandes Propriedades, acrescenta ainda que a presença feminina em cargos de liderança é fruto de muito empenho para se capacitarem para conquistar espaços que antes eram ocupados apenas por homens.

“Muitas vezes, quando um homem e uma mulher estão concorrendo a uma vaga de liderança, o homem é contratado mesmo que a mulher comprove ter as mesmas competências, habilidades e formações. Por isso, é comum vermos mulheres que se preparam para ir além e mostrar que podem ocupar a liderança. Isso tem inspirado cada vez mais mulheres a fazerem o mesmo”, diz a produtora.

Para a co-proprietária da BRANDT, Sierra-Shae Brandt, que além de sócia, atua na área de marketing da companhia, o agronegócio ainda é um setor muito masculino, mas as mulheres podem e devem aproveitar todas as oportunidades e acreditar no próprio trabalho.

“Temos que trabalhar duro, ser firmes, íntegras e humildes. Se tivermos esses valores, cumpriremos nossa missão e isso nos torna líderes e mulheres de destaque”, afirma. Ainda segundo ela, “as empresas não devem ter limites. O mais importante é conseguirmos realizar o nosso trabalho com liberdade e convicção”.

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data criada para elevar em todo o mundo a consciência e importância acerca do papel que as mulheres exercem no mundo, em todas as profissões.

08/03/2024 0 Comentários
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Notícias

Mulheres na agricultura: histórias de quem faz a diferença no setor

Por redação 08/03/2024
Escrito por redação

Empresa traz a trajetória inspiradora de mulheres que atuam dentro e fora do campo

Mulheres na agricultura: histórias de quem faz a diferença no setorSeja no campo ou na cidade, a presença feminina é capaz de impulsionar qualquer negócio. Apesar de ser um assunto que ganhou mais destaque nos últimos anos, há tempos mulheres vêm fazendo história e conquistando seus espaços. Por isso, a Agristar, empresa nacional no desenvolvimento, produção e comercialização de sementes de hortaliças, frutas, ervas e flores, traz trajetórias inspiradoras de mulheres que superaram barreiras e fazem a diferença na agricultura.

Sócia-proprietária do Viveiro MK – revendedor dos produtos das linhas Agristar, localizado em São Mateus do Sul (PR), Simoni Machado tem uma rotina agitada cuidando da gestão do negócio. Mas, apesar disso, reforça a importância de manter os cuidados, também, consigo mesma.

“Especialmente sendo mulher, não podemos nos deixar de lado, precisamos nos cuidar e nos fortalecer. Afinal, temos uma grande importância no campo, no setor, e precisamos estar bem para que essa presença cresça cada vez mais”.

E essa força tem como maior inspiração sua mãe, que, segundo ela “nunca deixou faltar nada em casa. Todos os dias estava lá, batalhando, trabalhando no campo e não desistia das coisas”.

Tanto no viveiro como na região, Simoni diz perceber uma forte presença feminina e deixa um recado de incentivo a todas que atuam no agro. “A mulher vê antes de ocorrer, graças à sua destreza, estratégia e atenção aos detalhes a sua volta. Temos que usufruir disso para continuar conquistando espaços que também são nossos”.

Assim como a viveirista, Zádina Camelo Mesquita, diretora comercial da revenda Agrofértil Camelo, localizada em Guaraciaba do Norte (CE), também construiu uma história de sucesso estando em um cargo de liderança.

Tudo começou quando ela entrou ‘de cabeça’ no pequeno negócio montado pelo pai. A partir disso, Zádina percebeu que nascia ali uma paixão grande e duradoura pela agricultura.

Com mais de 30 anos envolvida no agronegócio, ela diz que, como mulher, considera esse um ramo desafiador, mas gratificante ao mesmo tempo.

“Iniciei com a empresa aos 17 anos de idade, em outra época. Então, como mulher, passei sim por alguns desafios, mas sempre fui muito otimista, sempre mantive minha fé de que iria dar certo e sempre estudei muito, para também conseguir transmitir tudo isso aos colaboradores e clientes. Consequentemente, ao longo do tempo, fomos construindo essa troca de experiências, confiança e respeito. Ver esse retorno é algo que me faz muito feliz”.

Em relação à percepção sobre a presença de mulheres no setor, sobretudo em campo, Zádina comenta que ainda há muitas barreiras, mas, com a perseverança, disciplina e a crença em si próprias, isso, aos poucos, vem se modificando.

“As mulheres têm um ‘feeling’ para os negócios, para as oportunidades. Então o que eu digo é para que, principalmente, acreditem em si mesmas e tenham muita disciplina e perseverança para alcançar seus objetivos, porque, no final, vale muito a pena”, conclui. E, sobre isso, a assistente técnica de vendas da linha Topseed Premium da Agristar no Rio Grande do Sul, Daniela Dumke, entende bem.

Filha de produtores rurais no interior do estado, desde cedo já trabalhava na vida do campo, quando, então, surgiu a oportunidade de fazer seu primeiro curso técnico na área de agricultura. Depois, realizou outros três cursos em agroindústria, fruticultura e horticultura.

Mas foi neste ano que alcançou um de seus maiores sonhos desde quando iniciou sua trajetória: cursar agronomia.

“Acredito que não parar de estudar e trabalhar é um grande incentivo também. Há 10 anos, quando comecei o curso técnico, havia poucas meninas e nem todas chegaram ao final. Logo após me formar vi o desafio de achar algo na área, pois existia muito preconceito. Hoje, vejo que as empresas já estão muito mais receptivas ao trabalho feminino. Vejo no campo mulheres como eu sujando a botina mesmo, fazendo igual qualquer um”, compartilha.

Unir para mudar

Para modificar qualquer cenário no âmbito social, a união é uma das peças-chave. E, no segmento agrícola, isso não seria diferente. Dentro de empresas ou em meio a estufas e campos, a união entre mulheres também se faz presente e é um importante elo de fortalecimento entre elas e pelas mudanças que ainda são necessárias.

“Trabalhar com as meninas, em equipe, é muito bom. Nós trocamos experiências, nos fazemos companhia e estamos sempre cuidando umas das outras, unidas. Assim, o trabalho também fica mais leve e produtivo”, conta a auxiliar de campo da Agristar na Estação Experimental de Santo Antônio de Posse (SP), Umbelina Leite de Campos.

Trabalhando, principalmente, nas estufas com outras duas mulheres, Umbelina realiza todos os manejos das culturas, desde o plantio até a colheita, fazendo, inclusive, a avaliação dos materiais quando solicitado.

“Amo o que faço e sempre me dediquei ao trabalho. Nós mulheres somos muito fortes, exercemos uma dupla jornada com família e trabalho e, de algum jeito, damos conta. Acredito que as empresas ganham muito com a nossa presença e que, juntas, apoiando umas às outras, vamos conquistar cada vez mais espaço dentro do mercado de trabalho”, finaliza.

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Notícias

STIHL inaugura expansão do Centro de Distribuição em São Leopoldo

Por redação 07/03/2024
Escrito por redação

A nova estrutura possui um investimento de R$ 85 milhões e visa o aumento da capacidade de armazenagem de produtos prontos, matérias-primas e componentes, reduzindo o custo da operação logística da empresa

STIHL inaugura expansão do Centro de Distribuição em São LeopoldoA STIHL Brasil realizou, nesta quarta-feira (6), a cerimônia oficial de inauguração da expansão do Centro Logístico da fábrica de São Leopoldo da empresa. A solenidade contou com a presença do representante do board executivo do Grupo STIHL, Martin Schwarz; do presidente da STIHL Brasil, Cláudio Guenther; demais membros da diretoria da organização no Brasil; e lideranças e autoridades municipais. O valor total do investimento é de R$ 85 milhões.

“Este movimento faz parte do plano de crescimento e qualificação da operação logística da STIHL no Brasil. Significa mais um investimento robusto e expressivo em meio a outros já realizados em outros estados do País. A empresa entende que a capacidade de inovar e modernizar os processos produtivos é fundamental para manter a competitividade no cenário cada vez mais globalizado, tendo em vista as relações internacionais da STIHL Brasil, que exporta para mais de 70 países a cada ano”, disse o presidente da STIHL Brasil, Cláudio Guenther.

Além disso, segundo ele, a medida “permite atender o mercado interno, que significa mais da metade do faturamento da organização, de forma mais completa e com mais agilidade. O projeto conecta todas as pontas estratégicas da gestão sob o conceito de visar uma produção cada vez mais limpa e sustentável”, afirmou Guenther.

Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito meses

A estrutura passou de 7.069 para 16.700 posições de pallets, resultando em um acréscimo de 137% na capacidade de armazenagem, embora a área construída aumente em apenas 57%, passando de 14.200m² para 21.600m².

Isso se fez possível devido à verticalização da armazenagem, em estantes de até 16m de altura, utilização de corredores estreitos e da tecnologia de empilhadeiras semiautônomas.

Com esta ampliação, a empresa possui área suficiente para armazenar internamente todos os produtos acabados, matérias-primas e componentes, reduzindo significativamente o custo da operação logística. Além disso, a internalização das atividades no novo espaço, reduzirá os fretes para armazenagem externa, evitando a emissão de 93 toneladas de CO2 por ano.

O novo prédio conta com 2.076 mil painéis fotovoltaicos na cobertura, o que significa, aproximadamente, 5 mil m² de placas solares.

Esta é uma das maiores usinas de geração solar própria do Rio Grande do Sul, com instalação em telhado. Tecnicamente, representa 1,058 Mega-Watt de potência de pico instalada uma geração de até 1,4 GWh por ano, o que significa uma produção suficiente para 540 habitações.

 

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Opinião

Semeando igualdade: jornada das mulheres no agronegócio

Por redação 07/03/2024
Escrito por redação

Semeando igualdade: jornada das mulheres no agronegócioLarissa Neves* – Como mulher e profissional do agronegócio, minha jornada tem sido marcada por desafios, conquistas e uma busca constante por oportunidades de crescimento e reconhecimento. À medida que celebramos o Dia Internacional da Mulher todo 8 de março, é importante refletir não apenas sobre o progresso alcançado, mas também sobre os obstáculos que enfrentamos e as perspectivas para o futuro.

Ao longo dos 12 anos de carreira em uma empresa de desenvolvimento e comercialização de sementes para pastagem, superei desafios técnicos e gerenciais que exigiram dedicação e habilidades específicas.

Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito meses

A implementação de normas técnicas rigorosas, como a ISO/IEC 17025:2017, e a busca pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro, foram processos complexos que demandaram tempo, esforço e conhecimento especializado. No entanto, o maior desafio não está apenas nas exigências do trabalho, mas na conciliação entre responsabilidades profissionais e as demandas familiares, que comumente são da mulher.

Equilibrar a vida profissional com os cuidados da casa, dos filhos e da família é uma realidade enfrentada por muitas. A pressão por desempenho e a necessidade de estar sempre disponível para as exigências do trabalho muitas vezes colidem com as outras expectativas. Criando um ambiente de constante malabarismo entre as múltiplas responsabilidades.

Essa capacidade de desempenhar múltiplas funções, por vezes, faz com que muitas figuras femininas se destaquem no mercado pelo alto grau de adaptabilidade e proatividade, porém, ao mesmo tempo, reflete o excesso de trabalho que enfrentam diariamente. Por serem consideradas obrigações inerentes das mulheres, essas tarefas domésticas muitas vezes não são reconhecidas como trabalho, o que torna ainda mais desafiadora a luta pela igualdade, não apenas no meio rural.

Porém, apesar desses desafios, existe um cenário promissor para as mulheres no agro. Cada vez mais, elas estão ocupando posições de liderança e assumindo papéis de destaque em todas as áreas da cadeia produtiva. Seja na gestão das propriedades rurais, na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, ou na representação de empresas e cooperativas, mostrando sua competência e habilidade em diferentes campos.

Os dados também confirmam essa tendência positiva. De acordo com estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Embrapa e o IBGE, as mulheres administram mais de 30 milhões de hectares de terras rurais no Brasil, representando aproximadamente 8,4% do total. Além disso, cerca de 30% dos profissionais do setor agro são mulheres, desempenhando papéis essenciais em áreas como insumos, agroindústria, agrosserviços e serviços primários.

Pesquisas conduzidas pela Food and Agriculture Organization (FAO) também revelam que em países menos desenvolvidos, mais de 70% das mulheres economicamente ativas trabalham na agricultura.

No Brasil, as Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSAs) contam com cerca de 45% de trabalhadoras na força de trabalho e nas atividades produtivas. Ou seja, as mulheres rurais contribuem no desenvolvimento da agricultura, na promoção da segurança alimentar e no fortalecimento socioeconômico regional.

Além disso, há também a busca por formação e capacitação para ocupar espaços de liderança e alavancar os negócios. Como aponta o levantamento feito pela Agroligadas, entidade formada por profissionais do agronegócio, em que das mais de 400 mulheres entrevistadas, 95% delas priorizam a capacitação profissional para aumentar a produção em suas propriedades.

A criação de sistemas de formação e educação feminina é uma das principais estratégias para atingir essa equidade e ampliar o protagonismo. Cada vez mais conscientes de que são capazes de desempenhar funções de gestão e liderança nas empresas rurais.

Celebramos o Dia Internacional da Mulher e devemos valorizar as conquistas alcançadas até aqui. Mas também devemos renovar o compromisso em enfrentar os obstáculos.

É essencial continuar lutando por uma cultura organizacional mais inclusiva e equitativa, que reconheça e valorize o potencial em todos os níveis e setores.

Que o Dia Internacional não seja apenas mais uma data comercial e sim um momento de reflexão, celebração e empoderamento das mulheres, especialmente no setor.

*Larissa Neves é Coordenadora de Qualidade da SOESP – Sementes Oeste Paulista

 

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Expodireto Cotrijal

Público da Expodireto Cotrijal 2024 já ultrapassa 256 mil pessoas

Por redação 07/03/2024
Escrito por redação

Em 2023, nos cinco dias, a feira recebeu 320 mil pessoas

mulheres - Público da Expodireto Cotrijal 2024 já ultrapassa 256 mil pessoasConforme dados apresentados pela direção da feira, passaram pelos portões do parque quarta-feira, 6 de março, 85.200 pessoas, totalizando um público de 256.300 visitantes nos três primeiros dias de feira. Em 2023, nos cinco dias, a feira recebeu 320 mil pessoas.

“Este número mostra a importância da Expodireto Cotrijal, com dias muito produtivos de debates e informação. O volume de negócios vamos divulgar no último dia da feira, mas visitando expositores e instituições financeiras, se percebe o clima de otimismo em relação aos índices de comercialização”, destacou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

A feira atrai produtores de todo o Rio Grande do Sul e também de fora do Estado. Armando e o filho Bruno Santini, de Santa Maria/RS, todos os anos reservam um dia para vir a Não-Me-Toque, de olho nas novidades em termos de maquinário e cultivares. Eles produzem soja em 300 hectares e arroz em 100 hectares e trabalham com gado de corte.

Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito meses

“A feira é muito bem organizada e possibilita ótimas oportunidades de negócios. Já compramos máquinas em outras edições, mas agora vamos segurar um pouco os investimentos até a colheita, por causa da seca dos últimos dois anos”, explica Bruno (foto).

Otimismo dos expositores

Além do cenário de tecnologia, pesquisa e inovação nos mais diversos setores, o que se vê no parque da Expodireto Cotrijal é o clima de otimismo em relação à expectativa, já confirmada pela Emater/RS na terça-feira, de números muito positivos em relação à safra de verão, o que deverá se refletir na comercialização.

“Temos expectativa de uma safra maravilhosa, então isso me anima a dizer que, no mínimo, vamos chegar ao mesmo número do ano passado em comercialização”, destaca o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier.

O diretor comercial da empresa de implementos agrícolas Stara, Márcio Fülber, divide o mesmo otimismo em relação às vendas nesta edição da feira.

“A perspectiva é positiva, visto que estamos em um ano de safra cheia em todo o Estado e em uma parte de Santa Catarina. Isso tem trazido um novo ânimo para o agricultor, que apresenta uma renda maior do que no ano de 2023”, avalia.

A grande presença de público nestes dias de feira mostra que as oportunidades estão abertas para que um índice elevado de comercialização se concretize. Este é o pensamento do CEO da Fockink, George Silva. A empresa atua no mercado de sistemas de irrigação e soluções diversas para o agronegócio.

“Estamos bem mais otimistas que no ano anterior. Este grande fluxo de público reflete o desejo do produtor de buscar informação e tecnologia para aplicar em sua propriedade e aqui todos podem encontrar o que melhor se aplica às suas necessidades”, destaca.

A Expodireto Cotrijal 2024 se encerra na sexta-feira, 8 de março.

 

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Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito meses
Notícias

Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito meses

Por redação 07/03/2024
Escrito por redação

Até o momento, o total do desembolso corresponde a 67% do montante que foi programado para a atual safra para todos os produtores

Desembolso do crédito rural chega a R$ 293,1 bilhões em oito mesesCom um aumento de 17% em relação a igual período da safra passada, o montante do desembolso do crédito rural chegou a R$ 293,1 bilhões no Plano Safra 2023/24, no período de julho/2023 até fevereiro/2024. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 164 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram R$ 69 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 36 bilhões e, as de industrialização, R$ 24 bilhões.

Foram realizados 1.517.656 contratos no período de oito meses do ano agrícola, sendo 1.133.860 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 144.716 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

Os demais produtores formalizaram 239.080 contratos, correspondendo a R$ 211,7 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras.

O total de R$ 293,1 bilhões corresponde a 67% do montante que foi programado para a atual safra para todos os produtores (pequenos, médios e grandes), que é de R$ 435,8 bilhões.

Vendas de máquinas agrícolas recuam 43% em janeiro

Na agropecuária empresarial (médios e grandes produtores rurais), a aplicação do crédito rural atingiu R$ 251 bilhões de julho a fevereiro, correspondendo a uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor significa 69% do total programado pelo governo, de R$ 364,2 bilhões.

Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 42 bilhões no Pronaf e, de R$ 39,3 bilhões no Pronamp.

Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) teve contratações da ordem de R$ 4,9 bilhões, significando um aumento de 41% em relação a igual período na safra anterior. E os financiamentos para o Pronamp alcançaram R$ 3,9 bilhões, alta de 101%.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis atingiu R$ 13,6 bilhões, significando um aumento de 338% em relação a igual período da safra anterior, sinalizando uma maior utilização dessa fonte, colocada à disposição pelas instituições financeiras para equalização dos encargos financeiros, dentro do Plano Safra.

Cabe destacar, ainda, a contribuição da fonte não controlada, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA Livre), para o funding do crédito rural, que respondeu a 49% do total das aplicações da agricultura empresarial, nos primeiros oito meses da safra atual, se situando em R$ 123,9 bilhões, um aumento de 115% em relação a igual período da safra passada, quando essa fonte representou 27% (R$ 57,6 bilhões) do total das aplicações da agricultura empresarial.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 05 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

 

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Notícias

CNA avalia futuro das exportações agrícolas entre Brasil e China

Por redação 06/03/2024
Escrito por redação

País asiático e a Ásia como um todo continuarão como o principal mercado do agro brasileiro já que o gigante do Oriente prevê, para os próximos dez anos, o aumento da população, da renda e da demanda por alimentos

CNA avalia futuro das exportações agrícolas entre Brasil e ChinaA diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, participou de um webinar do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), nesta terça-feira (5), para debater o futuro das exportações para o país asiático.

O presidente do CEBC, embaixador, Luiz Augusto de Castro Neves, fez a abertura do evento online, que contou com a presença do head de Relações Externas da Vale, Gustavo Biscassi, e do gerente-geral Ásia e Pacífico da ApexBrasil, Rodrigo Gedeon. O diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC, Tulio Cariello, foi o moderador do debate.

As exportações brasileiras para a China chegaram ao quarto recorde consecutivo em 2023, atingindo US$ 104 bilhões, o maior valor vendido pelo Brasil para um só país na história. Diante desse cenário, os painelistas discutiram as perspectivas de aumento dos negócios no mercado chinês e os desafios para os próximos anos.

Em sua fala, Sueme Mori destacou a importância de manter as exportações brasileiras de commodities para a China, mas também de diversificar a pauta do agro.

“O governo chinês sabe que, mesmo que aumentem a produção interna, não vão conseguir chegar à autossuficiência. Então, temos que aproveitar o espaço desse mercado para também exportar produtos como café, mel, frutas”.

Sueme afirmou que a China (e a Ásia como um todo) continuará como o principal mercado do agro brasileiro já que o país prevê, para os próximos dez anos, o aumento da população, da renda e da demanda por alimentos.

Ao ser questionada sobre os fatores que levaram ao aumento significativo das exportações brasileiras de milho para a China no ano passado, Sueme citou a quebra de safra nos Estados Unidos e na Argentina e a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou na disponibilidade e oferta mundial de grãos.

“As exportações de milho dos EUA para a China caíram de US$ 5,3 bilhões, em 2022, para US$ 1,7 bilhão em 2023 e quem ocupou esse espaço foi o Brasil, graças à nossa safra recorde. Uma junção de fatores fez com que o milho se destacasse no ano passado”, afirmou.

Na Expodireto, Fávaro diz que é preciso ampliar linhas de crédito

Já em relação às exportações de proteína animal, a diretora de Relações Internacionais da CNA disse que o Brasil é um grande fornecedor de carnes bovina, de frango e suína para a China, mas a queda de preços no mercado internacional tem preocupado o setor.

“Em 2021 as exportações de carne suína cresceram. No médio prazo, a expectativa da China é reduzir as importações das carnes suína e de frango, mas de aumentar a de carne bovina, principalmente pelo crescimento da urbanização e da renda per capita.”

 

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Vendas de máquinas agrícolas recuam 43% em janeiro
Notícias

Vendas de máquinas agrícolas recuam 43% em janeiro

Por redação 06/03/2024
Escrito por redação

Segundo a Fenabrave, queda no preço das commodities agrícolas, somada aos efeitos da instabilidade climática, têm causado reflexos no segmento

mulheres - Vendas de máquinas agrícolas recuam 43% em janeiro

As vendas de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno recuou 42,94% em janeiro no comparativo mensal, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados nesta segunda-feira (04). Segundo a entidade houve queda de 42,63% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2023.

Na Expodireto Cotrijal, Fávaro diz que é preciso ampliar linhas de crédito

De acordo com o presidente da entidade, José Maurício Andreta Jr., a queda no preço das commodities agrícolas, somada aos efeitos da instabilidade climática, têm causado reflexos no segmento agrícola, e nas vendas de máquinas.

Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresce 15,1% em 2023

“Devemos ficar atentos, no entanto, que as grandes variações percentuais, na comercialização destes equipamentos, têm relação com o menor volume, que é característico deste segmento. Ou seja, diferenças de centenas de unidades podem provocar uma grande variação percentual, diferente do que acontece em segmentos de alto volume, como motocicletas, por exemplo.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

 

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Expodireto Cotrijal

São José apresenta carreta graneleira 20.000 Multiuso Inox

Por redação 06/03/2024
Escrito por redação

Empresa participa da Expodireto Cotrijal com equipamentos que prometem aumentar a eficiência operacional

São José apresenta carreta graneleira 20.000 Multiuso InoxA São José participa da Expodireto Cotrijal com o lançamento de Carreta Graneleira, modelo 20.000 Multiuso Inox. O equipamento pode auxiliar o produtor rural tanto na colheita quanto no plantio, além de melhorar a eficiência da colheita.

Isso porque, segundo a fabricante, a linha Gran Multi Speed promete alta eficiência também na descarga de grãos, tornando as operações ainda mais dinâmicas e econômicas.

A linha de implementos agrícolas também promete eficiência no abastecimento de fertilizantes em plantadeiras, distribuidores de arrasto e distribuidores autopropelidos, obtendo um maior aproveitamento da janela de plantio.

Bandeirante Máquinas destaca Plaina Agrícola na Expodireto

Durante o evento, a empresa apresenta ainda a carreta graneleira de 33.000 litros, que faz alusão ao centenário do plantio de soja no Brasil, que será comemorado no mês de maio, durante a Feira Nacional da Soja (Fenasoja) no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.

 

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Expodireto CotrijalTecnologia

Kepler Weber lança novo silo, mais robusto e focado em segurança

Por redação 06/03/2024
Escrito por redação

Equipamento para unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos é um dos primeiros no mercado brasileiro a atender a nova normativa NBR 17066

Kepler Weber lança novo silo, mais robusto e focado em segurançaA Kepler Weber acaba de lançar uma nova linha de silos para unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos. Desenvolvido pelos engenheiros e especialistas da companhia, o equipamento torna a armazenagem mais segura, porque, além de ser mais resistente, atende às normas previstas na NBR 17066.

“Esta normativa foi desenvolvida em colaboração da Kepler Weber com nossos clientes e autoridades brasileiras, e tem o objetivo fundamentar no Brasil uma normativa focada em dimensionamento estrutural de silos metálicos de chapas corrugadas, que antes era baseado em normativas internacionais”, explica Fabiano Schneider, diretor industrial e de produto da Kepler Weber.

Líder na América Latina em soluções de pós-colheita, a empresa investiu, apenas em 2023, R$ 71,4 milhões para expansão e modernização das fábricas em Panambi (RS) e Campo Grande (MS), atendimento às normas regulamentadoras e tecnologia da informação. Desse total, R$ 3,5 milhões foram aportados em desenvolvimento de produtos, como o novo silo.

“Dentro do processo de desenvolvimento, e seguindo a metodologia Lean Manufacturing, investimos recursos e pessoas para criar um equipamento que seja robusto e adequado às condições de armazenagem”, reforça Schneider.

Segundo a Kepler Weber, o novo silo é um dos primeiros disponíveis no mercado que atende à normativa de dimensionamento NBR 17066. O modelo ainda possui portas de acesso, incluindo porta no telhado, conforme às normativas de segurança.

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“O desenvolvimento de produtos cada vez mais seguros é uma prioridade para nós e para os nossos clientes, por isso temos investido em equipamentos como o novo silo ou como a rosca varredora, inovação que permite a descarga do silo sem a necessidade de entrada de pessoas no equipamento”, explica Bernardo Nogueira, diretor comercial da Kepler Weber.

 

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