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Notícias

Agro precisa de novas formas de financiamento e crédito privado

Por redação 31/05/2023
Escrito por redação

Agro precisa de novas formas de financiamento e crédito privadoPara especialistas, os recursos do Plano Safra não dão mais conta de atender a demanda do setor e, por isso, é necessário se pensar em financiamento e crédito privado diversificados

O financiamento e crédito privado são fundamentais para que o Brasil possa exercer seu papel de protagonismo no fornecimento de alimentos e bioenergia, em um momento em que uma das principais preocupações mundiais é o retorno da insegurança alimentar e energética. Essa foi uma das avaliações trazidas pelos especialistas participantes do evento “Agronegócio: Financiamento, Mercado de Capitais e o Papel do Fiagro”, realizado pela Demarest Advogados, em parceria com a Abag e a XP Investimentos, nesta terça-feira (30).

“Precisamos desses mecanismos porque vemos o sofrimento dos produtos rurais com os recursos limitados do Plano Safra. O agro precisa produzir, sem ficar amarrado em questões que podem ser resolvidas, unindo as iniciativas privadas às públicas. A evolução do crédito privado tem nos ajudado e esse é o caminho para sustentar nosso crescimento”, afirmou Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Para Carvalho, além de ampliar os mecanismos de crédito privado, há outros desafios que precisam ser superados no setor, como seguro e armazenamento. “Em um período em que os preços das commodities estão em queda, os produtores não conseguem segurar seus produtos por falta de uma infraestrutura de armazenagem”, destacou.

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

Nesse sentido, o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), comentou que seria importante que no Plano Safra houvesse uma modalidade específica voltada para a armazenagem, a fim de que os produtores, cooperativas e cerealistas pudessem realizar os investimentos necessários nessa área. A seu ver, o fato de o produtor vender seus grãos em um preço menor afeta sua rentabilidade. Ele calculou ainda que são necessários cerca de R$ 25 bilhões de equalização de juros para o Plano Safra, mas que esse valor deve ser menor.

Em seu discurso, Carvalho recordou que o agro brasileiro, entre as décadas de 1960 e 1990, dobrou sua produtividade e ampliou em sete vezes a aplicação de fertilizante, enquanto a frota de tratores setuplicou entre 1970 e 2017. “O desenvolvimento da ciência agrícola para o mundo tropical e de novas tecnologias justificam o salto do Brasil no agronegócio nas últimas cinco décadas, passando de importador de alimentos para o maior exportador líquido de alimentos no mundo”, explicou.

Essa evolução do agro trouxe benefícios ao país e, também, para o comércio global e para as sociedades locais, mas também acentuou a competitividade dos concorrentes internacionais. “Um exemplo é o Green Deal, uma decisão unilateral, fora da lógica da Organização Mundial do Comércio (OMC), com medidas nitidamente protecionistas e precaucionistas. A novidade é a mistura da agenda ambiental nesse processo”, ponderou Carvalho, que enfatizou que o Brasil não pode realizar uma agricultura extensiva como é feita na Europa, pois o mundo tropical é diferente do temperado. “A agricultura intensiva é a melhor para nossa região, pois melhora a biodinâmica do solo, fazendo a diferença de nosso agro perante o mundo”.

Na avaliação de Lupion, o país enfrenta uma guerras de narrativa, com os principais concorrentes criando narrativas com o agro brasileiro. Entretanto, ele pondera que esses concorrentes também são importadores dos produtos brasileiros. “Essa guerra não é positiva, mas vamos superá-la, buscando soluções para isso”, pontuou.

Segundo Thiago Giantomassi, Sócio, Mercado de Capitais, Agronegócios da Demarest, o evento teve o objetivo de mostrar a relevância do agro e o papel do mercado de capitais para financiar o setor. Ele lembrou ainda que as primeiras operações de securitização voltadas ao agronegócio foram realizadas há pouco mais de uma década, o que significa que há ainda muito espaço para crescer.

A programação do encontro contou com as palestras de especialistas como Bruno Gomes, superintendente de securitização, investimentos estruturados e agronegócio da CVM; Bruno Gagliolli, sócio e head de fundos listados da XP investimentos; Bruno Santana, sócio da Kijani Investimentos, Letícia Possari da Silva, diretora de crédito e ferramentas de financiamento a clientes para América Latina na divisão da Crop Science da Bayer; Luís Felipe Trindade, diretor da Czarnikow, e Pedro Freitas, sócio da área de agronegócio da XP Investimentos.

 

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Curiosidade

O que são commodities? Entenda o papel do Brasil no mercado mundial

Por redação 30/05/2023
Escrito por redação

O que são commodities? Entenda o papel do Brasil no mercado mundial

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de commodities agrícolas, atendendo à crescente demanda global por alimentos, rações e outros produtos derivados

As commodities desempenham um papel fundamental na economia global, sendo produtos básicos ou primários que são amplamente negociados nos mercados internacionais. Esses produtos podem ser agrícolas, minerais, energéticos ou financeiros, e são caracterizados por terem qualidade uniforme e serem amplamente substituíveis entre si.

No contexto do agronegócio brasileiro, o Brasil se destaca como um dos principais players no mercado de commodities. O país possui uma vasta extensão territorial e um clima favorável, o que permite uma produção diversificada e abundante de commodities agrícolas. Isso inclui produtos como soja, milho, café, açúcar, algodão, carne bovina, entre outros.

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

A posição de destaque do Brasil no mercado de commodities agrícolas se deve a diversos fatores. Primeiramente, o país possui condições naturais favoráveis para o cultivo e criação de animais, o que resulta em altos índices de produtividade. Além disso, o agronegócio brasileiro se destaca pela adoção de tecnologias avançadas, como o uso de maquinários modernos, técnicas de irrigação e manejo do solo, além do emprego de biotecnologia na produção de sementes.

O agro brasileiro no mercado de commodities

A importância do agronegócio brasileiro no mercado de commodities se reflete nos números. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de commodities agrícolas, atendendo à crescente demanda global por alimentos, rações e outros produtos derivados. Essa posição privilegiada no mercado internacional contribui para a geração de divisas, impulsiona a economia do país e fortalece o setor agropecuário como um dos pilares da sua atividade econômica.

No entanto, é importante ressaltar que a produção e exportação de commodities agrícolas também trazem desafios. O setor enfrenta questões relacionadas à sustentabilidade, como o desmatamento, a preservação ambiental e as condições de trabalho. É fundamental buscar um equilíbrio entre a expansão do agronegócio e a preservação dos recursos naturais, garantindo uma produção sustentável e responsável.

As principais commodities agrícolas brasileiras são:

Soja:

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo. A soja é utilizada na produção de óleo vegetal, farelo de soja (para ração animal) e como matéria-prima na indústria de alimentos.

Milho:

O milho é amplamente cultivado no Brasil e possui diversas aplicações, como ração animal, produção de biocombustíveis, indústria alimentícia e consumo humano.

Café:

O Brasil é o maior produtor de café do mundo. O país é conhecido por seus cafés de alta qualidade, sendo o café arábica o mais cultivado.

Açúcar:

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de açúcar. O país é conhecido pela produção de açúcar de cana-de-açúcar, utilizado tanto na indústria alimentícia como na produção de biocombustíveis.

Algodão:

O Brasil é um dos principais produtores de algodão do mundo. O algodão é utilizado na indústria têxtil para a produção de tecidos e roupas.

Carne bovina:

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo. A pecuária é uma atividade de destaque no país, com produção voltada tanto para o consumo interno como para exportação.

Além dessas commodities, o Brasil também é produtor e exportador de outras culturas e produtos agrícolas, como o feijão, o arroz, as frutas tropicais, o suco de laranja, entre outros.

Em suma, as commodities desempenham um papel essencial no mercado mundial, e o Brasil, especialmente o setor do agronegócio, tem um papel de destaque nesse cenário. Com sua produção abundante e diversificada, o país se consolida como um dos principais fornecedores de commodities agrícolas, contribuindo para a economia global e alimentando a crescente demanda por produtos básicos em todo o mundo.

 

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NotíciasVídeos

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

Por redação 30/05/2023
Escrito por redação

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícolaA bitola do trator possui um papel crucial no seu desempenho e na sua capacidade de adaptação às variadas demandas agrícolas. Ela corresponde à distância de centro a centro dos pneus dianteiros ou traseiros e é ajustável em diversos sistemas de rodagem disponíveis.

A medida da bitola do trator é regulável para atender a várias funções importantes, tais como:

1. Adequação nas entrelinhas de cultivo:

Ajustar a bitola permite que o trator se encaixe perfeitamente entre as linhas de plantio, evitando danos às culturas e garantindo um manejo eficiente.

2. Adequação ao implemento:

Através do ajuste da bitola, é possível alinhar corretamente o trator com os implementos agrícolas, garantindo um acoplamento seguro e eficaz. Isso melhora a estabilidade durante as operações e maximiza o desempenho do conjunto.

Conheça as regulagens no trator para implementos montados nos três pontos
3. Estabilidade em terrenos acidentados:

Ao ajustar a bitola, o trator pode obter maior estabilidade em terrenos irregulares ou acidentados. Isso reduz o risco de tombamentos e permite um trabalho mais seguro e preciso.

6. Adaptação em culturas perenes:

Culturas perenes, como pomares ou vinhas, exigem um ajuste adequado da bitola do trator para evitar danos às plantas. Através desse ajuste, é possível garantir o acesso às fileiras de plantio sem prejudicar o desenvolvimento das plantas.

TV MIA: conheça os indicadores do painel para operar o trator

É essencial compreender a importância da bitola do trator e realizar os ajustes necessários para cada situação específica. Dessa forma, é possível obter melhores resultados nas operações agrícolas, preservar as culturas e maximizar a eficiência do trabalho no campo.

Sistemas de regulagem da bitola do trator

No rodado traseiro do trator, existem três sistemas para regulagem da bitola:

• Sistema de aros e discos (mais utilizado):

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

• Sistema de eixo prolongado:

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

• Sistema servo ajustável:

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

No rodado dianteiro dos tratores 4 x 2, o sistema utilizado é o de barras telescópicas presas por parafusos.

Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

No rodado dianteiro dos tratores 4 x 2 com tração dianteira auxiliar (TDA), o sistema utilizado é o de aros e discos.

bitola do trator - Conheça as variações da medida da bitola do trator agrícola

Conheça as variações da medida da bitola

Em tratores convencionais, a média da variação da medida da bitola é de 1,50 a 2,30 metros.

Alguns tratores utilizados especificamente na cultura da cana-de-açúcar possuem o eixo estendido, para adequarem-se nas entrelinhas da cultura. Tratores específicos para culturas perenes como os cafeeiros e fruteiros possuem intervalos de medida de bitola entre 1,0 e 1,70 metro.

Na videoaula desta semana, uma produção do Senar, e parceria de divulgação da MIA TV, você vai conhecer as variações da medida da bitola.

Assista:

Com informações da Coleção Senar – Mecanização: operação de tratores agrícolas

 

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Notícias

Os 5 erros mais comuns na declaração de IR pelos produtores rurais

Por redação 30/05/2023
Escrito por redação

Imposto de renda: os 5 erros mais comuns pelos produtores ruraisPrazo para declaração do Imposto de Renda se encerra nesta quarta-feira (31)

Todas as pessoas físicas que praticam atividades rurais e que, pela regra fiscal, são obrigadas a entregar a declaração de Imposto de Renda, devem ficar atentas às informações fornecidas à Receita Federal. O prazo é até o dia 31 de maio.

Quem entregar fora do prazo, ou deixar de apresentar a declaração, fica sujeito à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso incidente sobre o imposto devido.

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentes

Ainda que esta tributação tenha sido integralmente paga, o valor mínimo de multa será de R$ 165,74 e o máximo de 20% sobre este tributo. Inexistindo dívida com a Receita Federal, a multa aplicada será de R$ 165,74.

No caso da atividade rural, de forma sumária, está obrigado a entregar a declaração de Imposto de Renda o contribuinte que:

I) Obteve receita bruta superior a R$ 142.798,50;

II) Pretenda compensar, no ano-calendário de 2022, ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2022;

III) Teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00. Vale ressaltar que é importante que o contribuinte verifique todas as situações que tornam obrigatória a entrega da declaração e não apenas aquelas relacionadas à atividade rural.

Calculadora quantifica emissões e mede carbono de safra de soja

De acordo com Marcos Grigoleto, sócio da área de Impostos da KPMG no Brasil, os cinco erros mais comuns dos produtores rurais no preenchimento da declaração do imposto de renda são:

1- Receitas

Deixar de informar todas as receitas no imposto de renda provenientes da atividade rural, inclusive aquelas que são provenientes de vendas de animais e de produtos que não foram produzidos na propriedade rural.

Além disso, informar valores e rendas diferentes das informações fornecidas pelas fontes pagadoras é um dos principais motivos dos contribuintes serem questionados pelo Fisco.

2- Receitas de aluguéis

Declarar receitas de aluguéis de pastagens, máquinas e equipamentos como receitas da atividade rural. O valor desse tipo de aluguel não é considerado receita da atividade rural, devendo ser incluído como rendimento mensal sujeito ao carnê-leão, se recebido de pessoa física, ou submetido à retenção na fonte, se pago por pessoa jurídica, e, também, ao ajuste na declaração anual.

3- Despesas

Deixar de informar todas as despesas relacionadas à atividade rural, tais como os gastos com insumos, sementes, adubos, mão de obra, serviços, e combustíveis, entre outros.

4-Despesas com aquisição de máquinas e equipamentos financiados

Declarar os valores das despesas com financiamento de máquinas e equipamentos em duplicidade, sendo que tais despesas devem ser informadas na data do pagamento do bem, mesmo sendo este pagamento efetuado em parte com recursos próprios e outra parte com recursos financiados.

Assim, o valor das despesas dos financiamentos deverá ser lançado no quadro específico de “Dívidas vinculadas à atividade rural”. Dessa forma, quando o produtor rural efetuar o pagamento das parcelas do financiamento, as despesas com os juros e demais acessórias serão efetivamente consideradas como “despesas da atividade rural”, enquanto que o capital é “amortização de dívida”.

Nesses casos, o contribuinte precisa ficar atento para não informar a amortização do capital como despesas da atividade rural, pois estará duplicando essa despesa que já foi informada quando da aquisição do bem.

5- Bem imóvel rural

Quando da aquisição de um imóvel rural em que constar na escritura separadamente o valor da terra nua e o valor das benfeitorias e melhoramentos, é muito comum o produtor rural deixar de informar os valores de forma segregada. Ele deve declarar o valor que cabe a terra nua em “Bens e Direitos”, e benfeitorias e melhoramentos como “Bens da Atividade Rural”.

 

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Notícias

Rio Grande do Sul registra primeiro caso de influenza aviária em aves silvestres

Por redação 30/05/2023
Escrito por redação
Rio Grande do Sul primeiro caso de influenza aviária em aves silvestres

Influenza aviária é confirmada em aves silvestres // Foto: Cesar Augusto Chirosa Horie

Com os casos notificados hoje, sobe para 13 o número de confirmações de casos de influenza aviária em aves silvestres no Brasil

Foi confirmado na noite desta segunda-feira (29) o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) no estado do Rio Grande do Sul, na ave silvestre da espécie Cygnus melancoryphus (nome popular cisne-de-pescoço-preto), encontrada na Estação Ecológica do Taim, sul do Estado. O local já foi interditado para visitação.

Outros dois casos em aves silvestres também foram confirmados: um Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando) na Ilha do Governador, na capital do Rio de Janeiro, e um Sterna hirundo (nome popular Trinta-réis-boreal), no município de Piúma no Espírito Santo.

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

Com os casos notificados hoje, sobe para 13 o número de confirmações de casos em aves silvestres no Brasil, sendo nove no estado do Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares, Itapemirim, Serra e Piúma, três casos no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra, Cabo Frio e Ilha do Governador, e um no sul do Rio Grande do Sul.

Em nota, a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares afirmou que “a vigilância sanitária animal está estruturada e conta com servidores capacitados e comprometidos, realizando suas ações conforme os protocolos sanitários vigentes. Isso compreende uma averiguação em toda a área de vigilância onde os focos foram localizados, para monitorar e encontrar novas aves que possam estar contaminadas, bem como vigilância e atendimento a notificações de suspeitas nas demais regiões do Estado. Também reforçamos o alerta ao setor produtivo avícola do Estado para que sejam reforçadas todas as medidas de biosseguridade das granjas”, disse.

Casos confirmados de influenza aviária acende alerta no Brasil

A doença já foi identificada ao todo em seis espécies: Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Thalasseus maximus (trinta-réis-real), Sterna hirundo (Trinta-réis-boreal), Megascops choliba (corujinha-do-mato) e Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto).

É importante lembrar que doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos. As infecções humanas pelo vírus da Influenza Aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas). Deste modo, pedimos para que a população evite contato com aves doentes ou mortas e acione o serviço veterinário local ou realize a notificação por meio do e-Sisbravet.

O Mapa informa que com a intensificação das ações de vigilância é comum e esperado o aumento de notificações sobre mortalidades de aves silvestres em diferentes pontos do litoral do Brasil.

O Brasil continua livre de influenza aviária na criação comercial e mantém seu status de livre de influenza aviária, exportando seus produtos para consumo de forma segura. O consumo de carne e ovos se mantém seguro no país.

 

bitola do trator - Rio Grande do Sul registra primeiro caso de influenza aviária em aves silvestres

 

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AgroBrasília alcança montante de R$ 4,8 bilhões em negócios fechados

Por redação 30/05/2023
Escrito por redação
AgroBrasília alcança montante de R$ 4,8 bilhões em negócios fechados

Brasília, 25 de maio de 2023. AgroBrasilia. Foto: Trilux

De 23 a 27 de maio, AgroBrasília reuniu 562 expositores e recebeu 175 mil visitantes

A AgroBrasília 2023 registrou um total de R$ 4,8 bilhões em negócios fechados, com a participação de 562 expositores de diversos setores que apresentaram produtos e serviços essenciais para impulsionar o agronegócio, em linha com o tema desta edição, “Tecnologia para Sustentabilidade”. Durante os cinco dias, o Parque Tecnológico Ivaldo Cenci recebeu 175 mil pessoas. O evento também gerou 350 empregos apenas na sua organização.

Os números são um novo recorde. Para o presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), José Guilherme Brenner, que realiza a Feira, o objetivo de reunir o setor produtivo foi alcançado.

“Juntamos todos os componentes de um ambiente de negócios ideal – empresas, produtores, instituições financeiras. Vimos que o produtor esteve presente e incorporou tecnologias para melhorar sua produtividade com sustentabilidade, o que resulta em renda no campo.” Em 2022, a AgroBrasília registrou R$ 4,6 bilhões de negócios. Foram 520 expositores e 135 mil visitantes.

Durante a semana, uma programação de palestras abordou temas atuais e de debate fundamental para os produtores. Sustentabilidade, tributação da atividade rural, uso da Inteligência Artificial (IA) no campo, aplicação de drones, e desafios como a conectividade e o abastecimento de energia no meio rural foram itens da pauta.

Financiamento na AgroBrasília

Um dos destaques da feira foi a presença de instituições de crédito, que apresentam condições únicas para o empreendedor rural financiar a atividade. Patrocinador master da AgroBrasília 2023, o Banco de Brasília (BRB) ampliou sua estrutura e foi a única instituição bancária com dois estandes no parque, um deles dedicado exclusivamente à agricultura familiar. No ano passado, o banco teve volume recorde de prospecção e, nesse ano, superou o número.

A mesma expectativa é compartilhada pelas equipes do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Sicredi e Sicoob, presentes na Feira.

O produtor também teve acesso a diversos tipos de seguros agrícolas oferecidos pelos bancos, que podem abranger máquinas, implementos, a terra, a casa, a safra.

 

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Calculadora quantifica emissões e mede carbono de safra de soja

Por redação 29/05/2023
Escrito por redação

Calculadora de carbono quantifica emissões e mede pegada de safra de sojaCalculadora de Carbono foi projetada por especialistas da Embrapa para a cultura da soja em regiões tropicais, para obter dados sobre a produção

Um marco histórico foi alcançado com a entrega da primeira remessa de soja brasileira produzida na fazenda do grupo Bom Futuro Agrícola, sem qualquer desmatamento. A produção teve sua pegada de carbono mensurada e rastreada por meio da tecnologia desenvolvida pela Embrapa, a Calculadora PRO Carbon Footprint, que utiliza a metodologia de Análise de Ciclo de Vida (ACV), reconhecida internacionalmente. A pegada de carbono representa as emissões de gases de efeito estufa (GEE) ao longo do ciclo de vida do produto.

Representantes da Embrapa participaram do lançamento do PRO Carbono Commodities – Powered by Forest Protection, uma iniciativa da empresa Bayer, realizada em Matupá, MT, no dia 25 de maio. Esse programa global da Bayer tem como objetivo promover a proteção das florestas e vegetações naturais, ao mesmo tempo em que destaca o papel do agronegócio na mitigação das mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade.

Brasil participa de Assembleia Mundial sobre influenza aviária

O evento contou com a presença do assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Ernesto Augustin, da presidente da Embrapa, Silvia Maria Massruhá, do líder Comercial da Bayer Crop Science, Marcio Santos e de representantes de dezenas de empresas relacionadas ao agronegócio e produtores rurais.

A Calculadora de Carbono foi especialmente projetada por especialistas da Embrapa para a cultura da soja em regiões tropicais, sendo fundamental para obter dados precisos sobre a produção. Essa iniciativa é resultado da parceria entre a Embrapa e a Bayer, que começou em 2020.

O PRO Carbono Commodities é uma extensão do PRO Carbono, iniciada em 2021 com a participação de 1,9 mil produtores brasileiros, buscando aumentar a produção e o sequestro de carbono no solo por meio de práticas regenerativas de produção.

Desde o início do PRO Carbono, a Embrapa tem contribuído com a participação de especialistas de três Unidades da Embrapa no estado de São Paulo: Agricultura Digital (Campinas), Meio Ambiente (Jaguariúna) e Instrumentação (São Carlos).

A safra foi entregue, sendo os primeiros grãos mensurados destinados à trader ADM, uma empresa global de gestão e processamento da cadeia de abastecimento agrícola. Esses grãos fazem parte da safra do PRO Carbono Commodities, um produto desenvolvido por dez agricultores brasileiros que trabalham em 159 mil hectares nos biomas do Cerrado e da Amazônia.

O projeto monitora a pegada de carbono de todo o processo agrícola, desde o pré-plantio até a colheita e transporte dos grãos até as unidades de armazenamento da trader. Todo o processo é realizado com total transparência e rastreabilidade.

O projeto da Bayer garante que a soja produzida provém de áreas completamente livres de desmatamento, incluindo 90 mil hectares de vegetação nativa. Os agricultores participantes comprometeram-se a não converter áreas naturais em campos agrícolas nos últimos dez anos e preservar a vegetação excedente em suas propriedades.

O programa registrou dados primários das áreas referentes a 240 mil toneladas de soja produzidas, e a pegada média de carbono foi mostrada em 861,55 CO₂ eq/t.. No entanto, o diretor do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina, Fabio Passos, destaca que há uma diferença considerável em relação aos valores disponíveis em bases de dados internacionalmente reconhecidas, que indicam uma média de 2600 kg CO₂ eq/t para a pegada de carbono da soja brasileira. Ele enfatiza a importância de atualizar constantemente essas referências à medida que o conhecimento cientifico avança, para obter informações mais precisas.

Nos próximos meses a Bayer anunciará outras iniciativas de proteção de florestas e vegetações naturais ameaçadas de conversão, como parte da dinâmica do programa. O lançamento inicial ocorre no Brasil, com foco em apoiar a produção sustentável nas cadeias de grãos e fibras, criando valor para os agricultores que seguiram para a preservação da vegetação natural.

Como funciona

A carga de soja produzida foi entregue com qualificação da origem, contendo as informações que atestam sua rastreabilidade e produção em consonância com padrões socioambientais, que contemplam a avaliação de sobreposição com terra indígena ou quilombola e unidades de conservação, livre de trabalho escravo, de áreas embargadas pelas autoridades de meio ambiente (Ibama, Sema e ICMBio), além da conformidade ambiental com o Código Florestal e avaliações do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Com um sistema de rastreabilidade via QR Code para compilação de informações através de blockchain, auditado por terceira parte independente, a Bayer atesta que a produção dos agricultores participantes do PRO Carbono Commodities é cultivada sob um conjunto de práticas regenerativas que ajudam a reduzir o volume de emissões de carbono e livre de desmatamento.

Além disso, ao disponibilizar informações de rastreabilidade, o programa propicia uma maior transparência sobre a origem dos grãos para toda a cadeia, indo mais além do que existe no mercado atualmente.

Contribuição da Embrapa para a sustentabilidade no setor agrícola

Durante seu discurso, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, enfatizou a contribuição da empresa nas principais etapas da revolução verde, por meio do desenvolvimento de tecnologias avançadas, pesquisas e estudos nas áreas do setor primário.

Essas contribuições permitiram a expansão da cultura da soja no cerrado, a implementação de sistemas integrados para intensificar a produção, a adoção da agricultura de precisão e da agricultura de base biológica, entre outras inovações.

Segundo Silvia, agora é o momento de uma nova revolução, com foco na sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Nesse contexto, ela destaca que o PRO Carbono Commodities é um marco importante, impulsionando essa nova revolução voltada para a sustentabilidade na agropecuária tropical.

O presidente ressalta a importância das parcerias da Embrapa com outras instituições, sejam elas públicas ou privadas, enfatizando a necessidade de cooperação para seguir em direção à descarbonização das cadeias de produção.

Silvia também destaca a colaboração integrada das três unidades da Embrapa envolvidas no projeto: Meio Ambiente, Agricultura Digital e Instrumentação. Ela enfatiza que, ao trabalharem juntas em cooperação, a força da equipe é amplificada.

Pro Carbono FootPrint

A Pro Carbono FootPrint é uma calculadora de carbono para produtos agrícolas, está integrada à Plataforma Pro Carbono Conecta, uma estrutura informatizada que agrega informações georreferenciadas, imagens de satélite e histórico de uso da terra.

Essa plataforma, juntamente com um protocolo de certificação, possibilitará a rastreabilidade da soja cuja pegada de carbono foi avaliada.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Marília Folegatti destaca o conhecimento do projeto em análise de solo por métodos não convencionais, modelagem de estoques de carbono em sistemas tropicais e projeção da pegada de carbono em sistemas de produção. Tudo isso é apoiado na melhor ciência e na tecnologia da informação para fornecer soluções tecnológicas.

Marília ressalta que a Pro Carbono Footprint é uma ferramenta em constante desenvolvimento e que a primeira versão, dedicada à cultura da soja, acaba de ser entregue. Ela destaca o trabalho competente e colaborativo de uma equipe multidisciplinar de 16 investigadores, com o importante apoio de bolsistas de inovação.

Já a analista da Embrapa Meio Ambiente Anna Leticia Pighinelli, membro da equipe de desenvolvimento da calculadora de carbono, destaca que os próximos passos do projeto incluirão a inclusão das culturas de milho e cana-de-açúcar na próxima versão da calculadora.

A ideia é avançar ainda mais, adicionando novas funcionalidades à ferramenta e permitindo a avaliação da pegada de carbono em diferentes sistemas de produção agrícola. Anna Leticia também explica que o grupo de trabalho irá buscar alinhar a ferramenta ao GHG Protocol, para, segundo ela, “propiciar a busca contínua de avanços científicos no aprimoramento da Pro Carbono Footprint”.

 

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Brasil participa de Assembleia Mundial sobre influenza aviária

Por redação 29/05/2023
Escrito por redação

Brasil participa de assembleia mundial da OMSA sobre influenza aviáriaUma delegação do Mapa esteve na 90ª Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para debates sobre influenza aviária com mais de 170 países

Uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da 90ª Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em Paris, de 21 a 25 de maio. O evento reuniu representantes de mais de 170 países para discutir a maior epidemia já registrada de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em todo o mundo.

Durante dois dias do encontro, as discussões foram pautadas a respeito dos desafios estratégicos no controle global da IAAP. Delegados escolhidos pela OMSA puderam compartilhar a experiência de seus países em prevenção e vigilância para detecção precoce de influenza aviária, estratégias para resposta rápida e continuidade das atividades, além do comércio internacional seguro.

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

O Delegado do Brasil e diretor do Departamento de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo, abordou sobre as normas internacionais para facilitar o comércio internacional seguro. Na ocasião, destacou as dificuldades atuais para o reconhecimento de zonas e compartimentos pelos parceiros comerciais, e a preocupação com as barreiras sanitárias injustificadas impostas em negociações bilaterais, independentemente das diretrizes da OMSA, as quais podem ser agravadas com a implementação da estratégia da vacinação contra influenza aviária.

Casos confirmados de influenza aviária acende alerta no Brasil

Líder mundial na exportação de carne de aves e importante exportador de material genético avícola, o Brasil é contrário, a princípio, à adoção de vacinação das aves como medida preventiva de controle.

“Até o momento, o Brasil não conseguiu revisar os requisitos dos países relacionados à certificação de país livre ou a sua aceitação mediante vacinação. O país tem adotado a postura de ser contra a vacinação ainda, pois ao iniciar a imunização podemos não ter mais o status reconhecido e ter o mercado fechado pela adoção dessa medida”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Para o secretário, ainda é considerada a melhor medida de controle as aplicações de biossegurança nas produções comerciais aliada a rápida detecção, contenção e erradicação dos focos com vírus da influenza aviária.

Outros temas

A Assembleia da OMSA, em seu objetivo de prevenir, combater e erradicar doenças, busca discutir e definir propostas de normativas e recomendações, geradas pelas Comissões Técnicas e Especializadas. As deliberações são utilizadas pelos países membros para construção dos certificados sanitários internacionais que possibilitam a exportação de animais, material genético animal e seus produtos de origem animal.

No encontro, além da influenza aviária, também foram apresentados os relatórios anuais de situação mundial de saúde animal, dos grupos de trabalho de animais selvagens e de resistência aos antimicrobianos, além das atividades das comissões especializadas da OMSA.

A delegação brasileira participou também dos eventos paralelos. No global burden of animal diseases (GBADs), o Delegado do Brasil enfatizou a necessidade de dados e informações de qualidade sobre o impacto das doenças animais não apenas em saúde animal, mas também econômico, social, no meio ambiente e na saúde pública, a fim de subsidiar a priorização das ações dos serviços veterinários.

“Outro destaque muito importante na Assembleia Mundial da OMSA foi a aprovação da resolução que alterou o tratamento dado para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Agora, os países não são mais obrigados a notificar casos atípicos da doença, o que é um ganho muito positivo para países como o Brasil, pois pode favorecer em futuras discussões técnicas de revisão de protocolo com os países importadores”, informou Goulart.

 

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29/05/2023 0 Comentários
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Manutenção

Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícola

Por redação 29/05/2023
Escrito por redação

bitola do trator - Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícolaA inspeção diária e a realização de manutenções preventivas no maquinário agrícola é medida fundamental 

A mecanização agrícola no Brasil parece estar acontecendo de forma um “pouco atropelada”, dada a urgente necessidade de ganhos de escala e de suprimento da falta de mão de obra no campo, entre outros fatores. Em consequência disso, uma medida fundamental para conter custos e prolongar a vida útil do maquinário vem sendo negligenciada: a inspeção diária e a realização de manutenções preventivas. Simples cuidados, observados no dia a dia, podem fazer a diferença.

O primeiro passo é orientar adequadamente e cobrar das equipes de operação a execução da inspeção diária, prevista inclusive nas normas regulamentadoras de segurança mantidas pelo Ministério do Trabalho, como as NR 11, NR 12 e NR 31.

As normas estabelecem que as fichas de inspeção, devidamente assinadas, devem ser arquivadas para situações de perícias em casos de acidentes. A verificação de certos itens pelo operador também faz parte dos cuidados com a sua segurança pessoal.

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentes

É verdade que a execução dessa inspeção diária do maquinário agrícola exige algum tempo. Quanto? Cinco minutos ou pouco mais. E quanto se ganha? Uma clara resposta pode ser obtida junto a quem já teve de reformar um motor por falta de óleo ou líquido de arrefecimento, ou que substituiu conjuntos de transmissão ou freios por igual problema ou de filtros.

Quando dos treinamentos de equipes de operação, constantemente observa-se o quanto procedimentos básicos não são executados. Como tratores com filtro de ar obstruídos, ou sem esse elemento, ou ainda tomadas de ar rompidas, deixando a passagem de ar direto para o motor – apenas para citar casos mais recorrentes. Óleos lubrificantes de motor, transmissão e redutores são custos operacionais tanto de manutenção quanto de horas indisponíveis da máquina. Por isso, não podem ser ignorados.

10 dicas de manutenção para garantir o funcionamento do trator agrícola

 

bitola do trator - Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícolaInspeção diária ajuda a conter custos e a assegurar o bom funcionamento das máquinas

Indo direto ao ponto, vamos analisar quais itens devem ser inspecionados no dia a dia. Não existe um padrão único, pois depende da máquina ou do trator, bem como da marca e do modelo, mas podemos afirmar que alguns itens são básicos e no geral servem como referência, com pequenas variações.

Como exemplo, podemos considerar o modelo de roteiro que consta na Ficha de Inspeção Diária a seguir:

Bateria

As condições em que se encontra a bateria devem ser sempre observadas pelo operador, pois é o componente responsável por fornecer corrente elétrica para o motor de partida, como é identificado. Ela é que dá início ao funcionamento do motor de combustão.

Claro, existem outras formas de realizar a partida, a mais conhecida e utilizada no meio rural é “fazer pegar no tranco”, inclusive muitos usuários deixam o trator estacionado em uma rampa ou local com declive para facilitar esse procedimento. Vale lembrar que essa prática não é recomendada, pois pode causar danos à transmissão e ao próprio motor, sendo que muitas causas de quebra de anéis de segmento e até de mancal de virabrequim acabam acontecendo.

Portanto, uma bateria em condições adequadas de funcionamento, com capacidade de armazenagem de carga elétrica e eletrólito em quantidade certa, é fundamental para uma partida plena do motor.

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Outros itens relacionados diretamente são os cabos e as conexões do sistema de partida. Estes devem estar firmes e, de preferência, protegidos das intempéries, pois as mudanças bruscas de temperaturas, associadas à umidade do ar, fatores bastantes comuns no meio rural, causam o surgimento de uma goma em volta dos contatos e conectores elétricos – conhecida como “zinabre” e que pode causar resistência ao circuito elétrico e até a sua interrupção, ocasionando falhas na partida ou fazendo o motor não funcionar. Destaca-se assim a importância da verificação diária desses dois itens iniciais.

Óleo hidráulico

Acrescenta-se ainda a presença cada vez maior nas máquinas de componentes eletrônicos, tanto no gerenciamento de dados quanto no controle e funcionamento do motor. Sendo, neste caso, a bateria componente indispensável, pois sem ela torna-se impossível o motor funcionar, não há  mínima possibilidade de fazer o tal “pegar no tranco”.

A esse respeito já houve situações cômicas de operadores que permaneceram tentando fazer “pegar no tranco” por mais de uma hora, rebocando e deixando o trator correr ladeira a baixo, sem obter êxito e até executando outros procedimentos mecânicos no sistema de alimentação de combustível, tudo sem obter sucesso, pois o sistema eletrônico do módulo de injeção não estava alimentado com a energia necessária. Neste caso, a bateria, os cabos e as conexões, mais do que nunca, devem estar em perfeitas condições.

Sistemas hidráulicos

Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícola

Cada vez mais se utiliza o recurso da força hidráulica nas máquinas agrícolas. E, por incrível que pareça, é uma ilustre desconhecida da imensa maioria dos operadores.

Os sistemas hidráulicos são sistemas bastante simples de funcionamento e a principal exigência para que funcionem corretamente é o óleo específico e em boas condições. Portanto, essa inspeção diária no maquinário é de fundamental importância para se obter o correto desempenho do sistema e plena vida útil.

Existem duas formas para inspecionar os sistemas hidráulicos: através de uma vareta que fica mergulhada junto ao depósito, ou utilizando um visor de vidro ou acrílico transparente, em ambos há marcação do nível máximo e mínimo.

O conjunto da transmissão envolve vários componentes constituídos de eixos, engrenagens, redutores e dispositivos de acoplamentos, que necessitam de plena lubrificação. Para tal, os fabricantes optam por diferentes tipos de óleos que requerem verificação diária.

Também, neste caso, há duas formas de executar a inspeção: por vareta (mais usual) ou de visor transparente, com as referidas marcações. Em tratores agrícolas ainda é muito comum a utilização do mesmo óleo da transmissão ser o hidráulico, sendo assim necessária apenas uma verificação para as duas funções.

Óleo do motor

Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícola

O sistema de lubrificação do motor envolve vários componentes e peças internas que necessitam estarem cobertas de uma permanente película de óleo. O óleo, normalmente, está depositado na parte inferior do motor (chamada de carter), deve ser verificado diariamente antes da partida.

A verificação também é feita através de uma vareta com marcação de níveis máximo e mínimo. É bom lembrar que a vida útil de um motor está relacionada diretamente a esse óleo, tanto quanto ao nível correto quanto em relação à especificação indicada pelo fabricante.

Tubulações de combustível e filtros

Trata-se de um item importantíssimo do ponto de vista de segurança, pois é um produto inflamável e que pode causar sérios danos às pessoas e ao meio ambiente. O principal a ser observado pelo operador é a presença de vazamentos, tanto nas tubulações quanto em conexões e filtros.

Nos motores com ciclo diesel é necessária atenção especial às tubulações de alta pressão, situadas entre a bomba injetora e os bicos injetores, as quais devem estar fixadas corretamente e com as abraçadeiras antivibração em boas condições.

A quantidade de combustível disponível no tanque também faz parte da inspeção, sendo que a recomendação é manter os tanques de combustíveis abastecidos de um dia para outro, para se evitar a condensação do ar úmido dentro dos tanques, o que causa sérios danos ao sistema de alimentação.

Filtro de ar do motor

Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícolaO motor de combustão é o grande consumidor de ar, pois a combustão só acontece com a presença do oxigênio, que vem da atmosfera. O ar necessita ser filtrado para que as impurezas não entrem para as partes internas do motor, causando desgaste prematuro das peças.

Percebe-se também que esse filtro afeta a vida útil. O procedimento na inspeção diária do maquinário deve ser feito conforme a recomendação do fabricante, pois existem várias formas para sua execução.

Em alguns motores mais antigos esse item era lavável – hoje, na imensa maioria dos casos, é descartável e a máquina é provida de um sensor que informa as condições do filtro.

Líquido de arrefecimento do motor

O que se verifica na prática cotidiana, porém, é que os filtros descartáveis, em locais de muita poeira e umidade, acabam sendo obstruídos com muita facilidade, às vezes até em um dia ou menos de trabalho. Em função disso, os fabricantes vêm adotando vários recursos para realizar uma pré-filtragem, o que requer dos operadores a observância das recomendações previstas no manual da máquina.

Há situações em que as equipes de manutenção recomendam a limpeza do filtro descartável – o cuidado que se deve ter nesse tipo de operação, executada pelo operador, é não usar sistemas de ar comprimido com pressão elevada.

A recomendação é que seja empregado no máximo três kgf/cm2, ou seja, apenas pressão suficiente para soprar as impurezas retidas nas paredes do filtro. Vale lembrar:

Filtro obstruído significa combustão incompleta, portanto, perda de potência e aumento de poluição e consumo de combustível, e filtro sem capacidade de filtragem implica perda de vida útil do motor.

Esse é um item que está na causa de muitos problemas nas máquinas atuais, pois a imensa maioria dos operadores ainda associa tal líquido a água, e procedem a verificação com o acréscimo de água causando sérios danos ao sistema e ao motor.

Os motores modernos não trabalham mais com água pura para o arrefecimento, e sim um fluído especial desenvolvido pelos fabricantes para que possibilite uma elasticidade maior na temperatura de funcionamento, tanto em baixas como em altas temperaturas.

Os motores de combustão são máquinas térmicas, e como tal, necessitam de calor, e quanto mais calor mais rendimento, claro que há limitações dos materiais dos componentes, por isso, a importância do uso do líquido correto, que é o recomendado pelo fabricante.

Condições dos pneus

bitola do trator - Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícolaDeve-se verificar a pressão recomendada e o tipo de pneu, bem como as condições de uso necessitam ser observadas, pois qualquer incorreção, além de levar a perdas de desempenho, causam danos aos componentes da transmissão e até acidentes.

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Eixo dianteiro

Principalmente nos tratores atuais esse eixo também é de tração e, como tal, deve ser inspecionado quanto a vazamento e lubrificação. Além do óleo lubrificante temos, neste caso, a presença de pontos que devem ser engraxados com equipamento correto.

Nos eixos com tração há redutores finais junto ao cubo da rodas lubrificados com pequena quantidade de óleo – esse item nem sempre é contemplado na inspeção diária, pois a operação requer uma ferramenta para retirada de um tampão. No entanto, a falta de atenção dada a esse item tem sido um problema: já presenciei tratores trabalhando sem óleo nos redutores, e evidentemente, já apresentando folgas nos cubos.

Luzes e faróis

São itens de segurança que devem ser verificados na inspeção diária do maquinário, principalmente para uma eventualidade de trabalho noturno, situação frequente nos períodos safras, bem como o correto funcionamento do painel de instrumentos da máquina.

Sistema de freios

É o principal item de segurança e que, muitas vezes, é esquecido. Muitos acidentes acontecem por problemas de freios. O operador deve verificar constantemente seu funcionamento e, percebendo qualquer irregularidade, providenciar imediatamente a correção.

A verificação consiste em detectar folgas no acionamento dos pedais e nos dispositivos do freio estacionário, bem como no teste com a máquina em deslocamento.

Mangueiras e conexões do sistema hidráulico

Nos tratores antigos esse item quase não existia, pois o sistema hidráulico era reduzido apenas para o dispositivo de três pontos. Porém, hoje é largamente utilizado em função de diversificação de implementos que se utilizam dos recursos da força hidráulica.

Na verificação o operador deve estar atento à presença de vazamentos, tanto nas conexões e mangueiras quanto junto a cilindros e válvulas. Outro aspecto importante é a condição das mangueiras, pois a presença de rupturas indica possibilidade de rompimento completo, causando acidente e perdas operacionais

Sistema de direção

Como fazer uma inspeção diária e correta no maquinário agrícola

É outro item de segurança que deve ser verificado quanto à presença de folgas. Em relação à lubrificação dos pontos móveis, hoje em dia são utilizadas juntas esféricas blindadas.

O operador deve verificar as condições das juntas, principalmente as guarnições (“borrachinhas”) de proteção, pois em função das condições climáticas há ressecamento e rupturas, facilitando a entrada de poeiras abrasivas e o consequente desgaste e folga no sistema. Atualmente, por ser um comando hidráulico, também deve ser verificado juntamente com a inspeção anterior.

Esses são alguns itens básicos que devem ser observados sistematicamente pelos operadores de máquinas e tratores na inspeção diária do maquinário agrícola.

Em um primeiro momento parece muito, mas com a prática, torna-se uma rápida rotina diária, e, mesmo que demande alguns minutos, o investimento representará muitas horas ganhas com o equipamento funcionando em condições adequadas.

Texto: Joel S. Alves, instrutor nas áreas de Operação e Manutenção de Máquinas e Implementos Agrícolas e Rodoviários 

 

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ManutençãoNotíciasRevista

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentes

Por redação 27/05/2023
Escrito por redação

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentesAo fazer a inspeção diária na manutenção preventiva, é essencial prestar atenção no estado de conservação de peças e componentes

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As máquinas e os implementos agrícolas precisam estar em boas condições de conservação, principalmente nos períodos de colheita ou entressafras, já que operam com fluxo bastante intenso de carga, peso, potência e torque. Os equipamentos necessitam cuidados para garantir seu funcionamento por longo período de uso. A manutenção, especialmente de peças e componentes, é o que garante o funcionamento pleno do maquinário. Sem ela, os danos e panes dos equipamentos se tornam frequentes e acarretam perdas econômicas significativas, pois a máquina sempre deixa de funcionar quando mais se precisa dela.   

A falta de uma manutenção adequada pode elevar os custos operacionais diretos das máquinas agrícolas, mas também os indiretos, como atrasos em etapa de plantio e colheita. E, muitas vezes, estes custos indiretos são superiores ao custo de reparo do equipamento. A manutenção do maquinário visa garantir o funcionamento adequado, a segurança operacional, o desempenho e o aumento da vida útil. 

Por isso, é fundamental que o proprietário siga corretamente o plano de manutenção estabelecido pelo fabricante e que consta no manual do proprietário, executando as etapas previstas das inspeções periódicas. “Uma boa manutenção dos tratores e máquinas agrícolas é essencial, pois as janelas de plantio, preparo e colheita são cada vez mais curtas e o produtor não pode correr o risco de ficar com a máquina parada quando mais precisa”, observa o instrutor de operação Joel Sebastião Alves, de Cachoeira do Sul (RS).

O produtor rural deve prestar atenção no estado de conservação das peças. Normalmente, os fabricantes indicam a vida útil das peças pelo número de horas de funcionamento. Muitas peças e componentes, principalmente dos motores, como pistão, biela e engrenagens, só precisam ser substituídas durante a retifica das máquinas agrícolas. No entanto, para evitar quebras futuras, alguns componentes precisam ser substituídos antes mesmo do indicado no manual. “Se o produtor rural seguir o plano de manutenção e fizer uma inspeção diária do equipamento, o risco de ter um problema é bem menor”, garante Alves. 

Cuidados importantes com peças e componentes

A manutenção pode ser preventiva, corretiva ou preditiva. A preventiva refere-se a todos os serviços de inspeções sistemáticas, ajustes, conservação e eliminação de defeitos, visando evitar falhas ou defeitos. Já a manutenção corretiva, como o nome indica, corresponde a todo e qualquer reparo feito no equipamento com falha. 

A manutenção preventiva é a intervenção programada, realizada para reduzir ou evitar a queda de desempenho do maquinário. Inspeções, reformas, lubrificação e trocas de alguns componentes e fluidos são atividades preventivas. Enquadram-se as trocas periódicas de filtros e óleos, regulagens de válvulas ou troca de correias, mesmo sem avaliação do desgaste. “Os serviços a serem executados são preestabelecidos por horas de funcionamento, semanas ou quilômetros rodados, com base nos manuais do fabricante, histórico de manutenção do equipamento ou ensaios de desgastes”, ensina o consultor.

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentesA manutenção corretiva ocorre quando há imobilização do equipamento por queda de desempenho ou falha de algum componente que impede o funcionamento adequado. A manutenção corretiva é feita em tempo aleatório e normalmente é causada por mau uso do equipamento, acidentes ou negligência na manutenção preventiva. Dependendo da gravidade da ocorrência, os custos de reparação podem ser elevados, pois além dos custos com peças e mão de obra, deve-se considerar os custos com perda de produtividade.

Já a manutenção preditiva consiste na substituição de componentes em períodos estabelecidos mesmo que o componente ainda apresente condições de uso. Esse tipo de manutenção geralmente é feito no gerenciamento de grandes frotas. Consiste na determinação da vida útil de alguns componentes críticos, até mesmo lubrificantes, por meio da utilização de equipamentos de diagnose e laboratoriais. Os períodos de troca são definidos pela análise estatística dos dados coletados.

A inspeção diária realizada pelo operador é o primeiro passo da manutenção preventiva, pois é ele quem convive sistematicamente com a máquina, e é quem pode e deve detectar possíveis falhas e mudanças no rendimento do equipamento. Para isso, no entanto, é necessário um profissional qualificado e treinado para saber executar tais procedimentos. 

“Outro aspecto importante a destacar, e que sempre frisamos, é seguir sempre as recomendações do fabricante, tanto na operação quanto na manutenção, por isso a importância de manter o manual da máquina sempre disponível para toda a equipe de trabalho”, ensina Alves.

Para esses casos, o especialista diz que o primeiro passo é ter procedimentos escritos para desencadear os serviços de manutenção a serem executados em tempos também determinados. Ele recomenda que o produtor tenha um plano (tabela ou ficha) de manutenção preventiva da máquina agrícola. 

Troca dos fluidos

Os fluidos líquidos e gasosos da máquina exigem revisões sistemáticas, principalmente em regiões com climas úmidos e com variações elevadas de temperatura e pressão, pois se contaminam facilmente nessas condições. O produtor precisa incluir na verificação lubrificantes de todos os conjuntos mecânicos (desde o motor até a transmissão e redutores finais), líquidos de arrefecimento, fluidos hidráulicos, fluidos pneumáticos (o ar e combustível).

Todos os fluidos requerem filtros para se manterem o mais limpo possível, o que exige limpeza e substituições desses componentes quando já saturados. “O produtor precisa fazer a troca de todos os fluidos e filtros antes mesmo do momento recomendado pelo fabricante”, assinala. 

Peças e componentes: elementos de vedação

Também é necessário cuidado redobrado com os elementos de vedação, que protegem máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases, e a entrada de sujeira ou pó. São genericamente conhecidas como juntas, retentores, selos, gaxetas e guarnições. As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Em função da solicitação, as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais. 

Dispositivos de fixação como parafusos, porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância como elementos de fixação dos mais diversos dispositivos de uma máquina. São empregados para unir e manter juntas as peças da máquina e precisam ser inspecionados com frequência pelo operador da máquina.

O especialista observa que, a partir destes quatro parâmetros, é possível estruturar um plano de manutenção preventivo para cada máquina. Os serviços de manutenção preventiva devem ser planejados e programados: todas as etapas dos serviços devem estar bem definidas, considerando o material e a mão de obra necessários.

Alves reforça que os fabricantes fornecem junto aos manuais de operação um plano básico de manutenção preventiva, que pode e deve ser aperfeiçoado pelo proprietário, conforme a sua realidade. O referencial de controle para elaboração das planilhas é o número de horas trabalhadas pela máquina, e o horímetro é o instrumento a ser verificado e controlado diariamente. 

O consultor em mecanização agrícola destaca que os serviços de manutenção preventiva variam conforme o tipo de máquina, local de trabalho e tipo de operação e equipamentos. No caso de um trator agrícola, o plano de manutenção parte de 50 horas semanais, depois 250 horas ou 300 horas, 500 horas, e, por fim, 1000 horas trabalhadas. 

Porém, dependendo das condições de trabalho, do fabricante e do tipo de máquina, alguns itens ainda devem ser realizados com 2000 horas, 3000 horas ou 5000 horas trabalhadas. Entre esses itens estão regulagem de válvulas do motor, limpeza e teste dos bicos injetores, revisão geral no sistema de acoplamento de três pontos, inspeção e lubrificação dos rolamentos das pontas de eixo.

Saiba quando é a hora certa de trocar peças e componentes
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