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Tecnologia

APTA ensinará técnica de enxertia de maracujá na Agrishow

Por Daniel Santos 17/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Os fruticultores que visitarem a Agrishow 2019 terão a oportunidade de aprender a técnica de enxertia de maracujá, que ajuda a prevenir a morte prematura, doença que pode causar até 100% de perda das plantas e inviabilizar a produção em áreas contaminadas. Os treinamentos serão realizados no estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A técnica proposta pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) é usada por diversos produtores da Alta Paulista, região responsável por 25% da produção de maracujazeiro do Estado de São Paulo e que produz cerca de cinco mil toneladas da fruta por ano. Antes de usar a tecnologia os produtores ficavam expostos aos prejuízos provocados pelo fungo, podendo chegar a 100%, dependendo do nível de infecção. “A tecnologia pode ser adotada em outras regiões do Estado e do País. A cultura do maracujá é interessante para pequenos produtores, por oferecer o mais rápido retorno econômico entre as frutíferas, e uma receita distribuída pela maior parte do ano”, afirma José Carlos Cavichioli.

Segundo o pesquisador da APTA, a morte prematura não tem tratamento. Quando afetada pelo patógeno, certamente a planta morrerá. A aplicação de defensivos agrícolas não tem sido uma solução eficiente, sendo a melhor opção para os agricultores é o controle preventivo.

A doença é atribuída à associação de fungos de solo, nematoides e bactérias, que atacam o sistema radicular e que se manifestam e dizimam rapidamente, causando a morte das plantas em plena fase produtiva. “O uso de enxertia tem sido a solução para o plantio em áreas com histórico da doença, locais em que as produções são inviabilizadas por conta dos fungos patogênicos presentes no solo”, diz.

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A tecnologia desenvolvida no Polo Regional de Adamantina da APTA consiste na utilização de espécies tolerantes à morte prematura como porta-enxerto, já que todas as variedades de maracujá azedo existentes são suscetíveis à doença. As pesquisas mostram que a melhor espécie para uso no porta-enxerto é o Passiflora gibertii, conhecido como maracujá-de-veado, e que o método de enxertia mais eficiente é o de garfagem do topo em fenda cheia, com pegamento de até 90%. A técnica pode ser realizada quando as plantas apresentam idade de 40 dias, aproximadamente, e deve ser feita na altura de cinco a 10 cm da região do colo da planta.

Segundo Cavichioli, a técnica é recomendada para locais com a ocorrência do fungo. “Em áreas com o histórico da doença, a produção de enxertado é maior, por não existir morte das plantas. Em condições normais, ou seja, em áreas sem histórico da doença, a produção de maracujazeiro enxertado é menor do que a sem enxerto”, explica.

- APTA ensinará técnica de enxertia de maracujá na Agrishow
Foto: Divulgação

Enxertia
Apesar de ser bastante utilizada na citricultura e viticultura, a enxertia ainda é pouco empregada nos plantios de maracujá. A explicação, segundo Cavichioli, é que os produtores ainda não possuem informações suficientes para utilizar a técnica.

“Os porta-enxertos são espécies tolerantes aos patógenos habitantes do solo. Eles servem de base para a instalação de cultivares com características comerciais desejáveis, que está na copa da planta e responde pela produção. Queremos ensinar essa técnica ao pequeno produtor de maracujá, que pode reduzir os danos causados pela morte prematura”, explica Cavichioli.

Fonte: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)

17/04/2019 0 Comentários
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Notícias

ABIMAQ solicita recursos para financiamentos agrícolas

Por Daniel Santos 17/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Com o objetivo de solicitar a suplementação de verbas de linhas de crédito no segmento agrícola, como Moderfrota, Inovagro e Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), e Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da entidade, reuniram-se com os deputados  Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, vice-presidente Região Sudeste da FPA, além de  Rogério Boueri, subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia, na última terça (16), em Brasília.

“Já prevíamos desde o fim do ano passado que os recursos do Plano Safra 2018/19 não chegariam até o fim ciclo agrícola 2018/2019, em 30 de junho, e já solicitamos na época o remanejamento de verbas de outros programas suplementar”, ressaltaram os representantes da Abimaq e CSMIA na reunião.

Na audiência, foi solicitado por Marchesan e Bastos especial atenção dos parlamentares no sentido de atender satisfatoriamente a demanda de investimentos especialmente para atendimento das feiras que serão realizadas, entre elas a Agrishow, que acontecerá de 29 Abril a 03 Maio, em Ribeirão Preto.

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João Marchesan sugeriu que para manutenção dos investimentos, ganhos de produtividade e produção no setor agropecuário brasileiro haja aporte de R$  2,5 bilhões na linha do Moderfrota. Originalmente o pleito era de R$ 3 bilhões, mas houve recentemente um remanejamento de R$ 470 milhões para a linha. “O segmento agrícola está investindo, renovando seu parque de máquinas, que tem 50% da frota com idade média de 10 a 15 anos de uso. Não podemos perder este momento de contínuos investimentos na modernização, levando em conta que estamos entrando na era da Agricultura 4.0”.

- ABIMAQ solicita recursos para financiamentos agrícolas
Audiência João Marchesan, da Abimaq e Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA da entidade, reuniram-se com os deputados Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, vice-presidente Região Sudeste da FPA, além de Rogério Boueri, subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia | Foto:

Para Pedro Estevão Bastos, é importante o governo buscar alternativas a fim de aumentar a disponibilidade de crédito para investimento. “Os recursos do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) necessita aporte de R$ 500 milhões. Já as linhas Moderagro e Inovagro também precisam de incremento de R$ 500 milhões cada. Esta situação influencia diretamente na movimentação dos negócios no segmento agroindustrial”.

O pleito foi apresentado também para Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no dia 1 de abril, em Brasília. “Continuaremos nossos esforços para defender o setor de máquinas e implementos agrícolas”, reforçaram os presidentes da Abimaq e CSMIA.

Fonte: Abimaq

17/04/2019 0 Comentários
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Notícias

Banco de dados traz informações e fotos sobre doenças agrícolas

Por Daniel Santos 17/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisadores, estudantes, técnicos agrícolas e produtores rurais agora têm à disposição uma base com imagens com a correta descrição fitopatológica dos principais sintomas de doenças e sinais de várias culturas agrícolas. A base, conhecida como repositório Digipathos, é gratuita e está disponível para acesso público pela internet.

São quase três mil fotografias digitais das principais culturas de interesse comercial, como soja, café, arroz, feijão, trigo, milho e frutíferas, entre outras, que podem ser consultadas e baixadas, para uso especialmente em trabalhos técnicos, acadêmicos e de pesquisa. O repositório já vem sendo usado pela comunidade científica internacional na África, China e Índia, além do Brasil.

Esse catálogo de imagens de doenças que atacam as espécies vegetais é extremamente relevante para facilitar o diagnóstico precoce. A ação é fundamental para garantir a segurança alimentar e evitar prejuízos, mas o monitoramento constante das plantas no campo torna-se inviável, dependendo da extensão da cultura e da habilidade humana para detectar as enfermidades.

Tipos de cultura catalogados
Fitopatologistas de 14 centros de pesquisa da Embrapa distribuídos pelo País colaboraram na iniciativa, alimentando o repositório. Além de soja, café, arroz, feijão, trigo e milho, compõem o catálogo: algodão, cana-de-açúcar, sorgo, citros, videiras, abacaxi, cupuaçu, açaí, antúrio, meloeiro, palma de óleo, coqueiro e pimenta-do-reino
.


“Uma base de dados com imagens ilustrativas de doenças de plantas auxilia sobremaneira os profissionais envolvidos com a produção agrícola, pois eles frequentemente se deparam com problemas fitossanitários em suas lavouras cujo diagnóstico é difícil ou que geram dúvidas”, afirma Flávia Rodrigues Patrício, pesquisadora do Instituto Biológico (IB), do estado de São Paulo. “O diagnóstico correto é fundamental para que sejam acertadas as decisões com relação às medidas de controle e manejo”, complementa.

Doenças similares podem ser causadas por patógenos diferentes. Por exemplo, na cultura do cafeeiro, a seca de ramos pode ser provocada tanto pela mancha de phoma, uma doença causada por um fungo, Phoma tarda, como pela mancha aureolada, uma doença causada por uma bactéria, Pseudomonas syringae pv. garcae, ou ainda por fatores abióticos, como excesso de carga e deficiências na nutrição. “Caso haja erro no diagnóstico, as medidas corretas não serão aplicadas a tempo e os produtores poderão sofrer consideráveis prejuízos”, detalha a pesquisadora.

Diagnóstico automático
A base foi criada para também servir de referência ao desenvolvimento de métodos para detecção e reconhecimento automático de doenças em plantas. A ideia é ampliá-la com sintomas e descrições detalhadas das causas e consequências de cada doença. “Todas as imagens foram rotuladas por fitopatologistas experientes, fornecendo assim dados confiáveis para treinamento dos algoritmos desenvolvidos”, explica o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Jayme Barbedo, que coordena o Digipathos.

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Um app para diagnosticar doenças
Na Embrapa, pesquisas com processamento digital buscam desenvolver tecnologias que apoiem o diagnóstico automático em plantas de interesse comercial e social no Brasil. Por isso, os trabalhos em andamento focam também no desenvolvimento de métodos para gerar diagnósticos confiáveis, executados por computador, a partir de imagens fornecidas pelos usuários. A equipe tem como objetivo criar um aplicativo e um serviço na web para ajudar o produtor rural a identificar diretamente no campo que doença está atacando a lavoura. A primeira versão dessa tecnologia está prevista para ser testada no primeiro semestre de 2019.


Os pesquisadores Bernardo Halfeld, Kátia Nechet e Daniel Terao, da Embrapa Meio Ambiente (SP), participaram do processo de alimentação do banco e concordam que o diferencial desse tipo de tecnologia é a grande variabilidade de sintomas contidos, que pode ser traduzida em uma maior precisão no diagnóstico final.

Nechet observa que os sinais e sintomas de doenças de plantas que anteriormente eram descritos somente em livros, às vezes sem o acompanhamento de alguma imagem, dificultavam o entendimento, prejudicando um diagnóstico preciso. “Agora, por meio de imagens digitais, a identificação de problemas fitopatológicos no campo será facilitada com maior agilidade. Essa rapidez na diagnose contribuirá para a redução das perdas no setor produtivo”, conclui.

O pesquisador Bernardo Halfeld explica que a ferramenta foi pensada para auxiliar diretamente no reconhecimento de padrões específicos de doenças, sejam eles ocasionados por fatores bióticos, ou seja, por ação de microrganismos (por exemplo: vírus, fungos, bactérias) ou por fatores abióticos, que são aqueles causados por fitotoxidade ou por influência de elementos do meio ambiente, como radiação solar, temperatura, fatores nutricionais, entre outros.

- Banco de dados traz informações e fotos sobre doenças agrícolas
Foto: Bernardo Halfed

“O banco vai facilitar o trabalho da pesquisa, uma vez que usa imagens verificadas, determinando com maior precisão o agente causal e a melhor abordagem a ser adotada. É uma ferramenta que opera em todos os níveis e, na prática, vai fornecer subsídios para determinação da melhor forma de manejo, ocasionando redução de aplicações químicas na lavoura, diminuição dos custos de produção, melhoria do controle de doenças e da produtividade, além de apoiar os trabalhos científicos voltados ao tema”, avalia Halfeld.

O banco de dados é resultado de uma parceria entre a Embrapa e o Instituto Biológico, com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O uso é livre, desde que seguidas as regras de publicação e citação. Não é permitido o uso comercial, a não ser que ocorra autorização expressa da Embrapa. Para referenciar a base, é necessário citar os autores, conforme termo disponível no repositório.

Fonte: Embrapa

17/04/2019 0 Comentários
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Notícias

ABIMAQ oferece curso sobre válvulas de segurança

Por Daniel Santos 17/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Conhecida por sua capacidade de proteção em diversas categorias de equipamentos utilizados nas indústrias, as válvulas de segurança e alívio são de extrema importância nesses ambientes e saber manuseá-las com precisão e alto conhecimento é fundamental, para que os materiais utilizados na produção, como água, vapores, gases, dentre outros componentes químicos sejam preservados, além do trabalhador responsável.

Por esses motivos, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e equipamentos (ABIMAQ) desenvolveu o curso que irá capacitar ainda mais as equipes de empresas que fazem uso do dispositivo. O treinamento acontece nos dias 22 e 23 de abril, na sede da entidade que fica em São Paulo.

Durante o encontro, o foco será proporcionar aos participantes conhecimentos teóricos a respeito das válvulas de segurança e alívio, que mais são utilizadas nas plantas industriais, petroquímicas, de papel, celulose, siderúrgicas, álcool, açúcar, entre outras produções de químicas em geral.

O treinamento, ministrado por Artur Cardozo Mathias, técnico mecânico industrial e responsável pelo setor de válvulas na indústria de celulose, é direcionado a profissionais da área, estudantes e encarregados pela segurança nas fabricações.

O conteúdo programático, que visa contemplar as camadas mais profundas das técnicas de manuseio, irá trabalhar temas como:

Histórico das válvulas de segurança

– Princípios de operação (funcionamento)
– Classes de pressão
– Limites de aplicações (pressão e temperatura)
– Sede metálica e sede resilente
– Materiais de construção para corpo, castelo e componentes internos
– Contrapressão superimposta (constante e variável); contrapressão desenvolvida
– Tipos de castelos, alavanca e capuz (aberto, fechado e suas aplicações)

Principais terminologias
PMTA – Pressão de Projeto – Acumulação – Sobrepressão
Pressão de Alívio – Pressão de Ajuste – Pressão de operação
Diferencial de Alívio para caldeiras e vasos de pressão

Inspeção (testes e calibração)
– Procedimentos conforme API Std. 527 e API RP 576
– Exigências da NR-13 (prazos de inspeção para caldeiras, vasos e tubulações)
Inspeção de Componentes

Teste de Pressão Diferencial a Frio
– Teste de Recepção e da Pressão de Ajuste (compensação pela contrapressão e temperatura)
– Testes (Real e On-Line) em operação
– Testes de vazamentos na bancada e em operação (tolerâncias permitidas)
– Testes de Contrapressão
– Ajuste de aneis para válvulas de caldeiras e vasos de pressão
– Regras para escalonamento da pressão de ajuste para caldeiras (Balão de Vapor e Superaquecedor)
– Regras para escalonamento da pressão de ajuste para vasos (Válvula Única e Múltiplas Válvulas)
– Faixa de ajuste da mola
– Tolerâncias da Pressão de Ajuste para Caldeiras e Vasos de Pressão

Dimensionamento de Válvulas de Segurança e Alívio
– Equações de Dimensionamento da áreado bocal conforme API e ASME
– Informações necessárias do fluido (vapor saturado, vapor superaquecido, água, óleo, gases)
– Capacidade de Vazão (requerida, máxima e certificada)
– Unidades de Vazão Aplicadas
– Coeficientes de Descarga (Kd x K)
– Fatores de Correção (Ksh; Kw; Kb; Kv; Kn; Kp; Kc)
– Cálculos para caldeiras e vasos de pressão
– Normalização e Padronização da vazão para ar comprimido e outros gases
– Condições de Escoamento Crítico e Subcrítico
– Cálculos para líquidos (Água e Óleos)

Instalação
– Instalação em Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações
– Boas práticas recomendadas para as tubulações de entrada e de saída
– Limites de queda de pressão na entrada e saída de válvulas em caldeiras e vasos de pressão
– Instalação em vasos protegidos com válvula única e com múltiplas válvulas
– Instalação em conjunto com disco de ruptura e com válvulas redutoras de pressão
– Válvula de Bloqueio a Montante e/ou a Jusante da Válvula de Segurança
– Fenômenos operacionais (Chattering, Simmering e Flutting) – Causas e Soluções
– Cuidados necessários no armazenamento, transporte e instalação
– Acidentes envolvendo caldeiras e vasos de pressão.

Serviço:
Data: 22 e 23 de Abril
Horário: das 9h às 18h
Local: Sede ABIMAQ SP – Avenida Jabaquara, 2925 (Próximo à Estação São Judas do Metrô)
Telefone para contato: (11) 5582-6321/5703
Mais informações pelo site www.abimaq.org.br/cursos

17/04/2019 0 Comentários
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Notícias

Quatro tecnologias que vão digitalizar a agricultura

Por Daniel Santos 17/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Drones, irrigação por controle remoto, aplicativos e inteligência artificial são tecnologias que têm gerado ótimos resultados na agricultura. A simples introdução de GPS em máquinas colheitadeiras, por exemplo, consegue otimizar o deslocamento dos tratores, economizando combustível. “A tecnologia tem conseguido resolver de forma simples problemas de diversas áreas. Para irrigação, por exemplo, são desenvolvidos pivôs com controle remoto, para controle de pragas podem ser utilizados drones”, conta Guto Ferreira, Presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A ABDI mapeou iniciativas em todo o país e traz uma lista com algumas delas.

GPS aliado a inteligência artificial: Os tratores altamente tecnológicos já são uma realidade. O Gerente de Implementação de Soluções Integradas da John Deere, Rois Pillon Nogueira, aponta que modelos da marca já podem melhorar o desempenho das lavouras por meio de inteligência artificial. “A máquina me informa o que ela fez e de que forma ela fez. Quando eu junto a informação com um diagnóstico, o desempenho no campo começa a melhorar. Ela pode fazer caminhos menores na plantação economizando combustível, por exemplo. Quando eu incluo a inteligência artificial, a própria máquina começa a operar, diante de algumas situações, otimizando os gastos”, relata.

Aplicativos para celular: Um aplicativo de celular está transformando a cadeia produtiva do leite em Cacoal (RO). Graças à funcionalidade da tecnologia, houve melhora no manejo do rebanho e das pastagens, na coleta e no transporte, aumentando a produtividade. Depois de seis meses de utilização do “Esteio Coleta” a produtividade do queijo da empresa Laticínio Jóia teve um incremento de 3,2%. O aplicativo oferece, por exemplo, georreferenciamento desde a coleta do leite, a saída dos caminhões, rota traçada, informações sobre o motorista e a condição das estradas, até o horário da chegada dos tanques no laticínio. A ferramenta também permite melhorar a gestão do rebanho leiteiro pelos produtores, assim como o manejo da pastagem. O projeto piloto do app foi desenvolvido pela ABDI a partir de diagnóstico realizado junto aos produtores locais. “Para cada quilo de queijo, utilizava-se 9,8 litros de leite. Agora, são usados 9,2 litros. Isso representa para o laticínio uma economia de 40 mil reais por mês”, explica o Especialista em Desenvolvimento Produtivo da ABDI Antonio Tafuri. A redução de custos pode chegar a R$ 480 mil ao ano.

- Quatro tecnologias que vão digitalizar a agricultura
O Esteio Coleta oferece o georreferenciamento desde a coleta do leite, a saída dos caminhões, rota traçada, informações sobre o motorista e a condição das estradas, até o horário da chegada dos tanques no laticínio

Um outro aplicativo, desenvolvido por alunos da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, promete traduzir o que a vaca sente. Com um sensor que colocado em uma coleira instalada no pescoço dos animais, é possível monitorar a ruminação. “Até hoje, nós não conseguíamos saber quando o animal precisava ir ao médico, quando tinha que comer ou mesmo se ele gostou da ração. Pelos movimentos diários dele, nós temos estas respostas”, explica Leonardo Martins da CowMed. Com esses dados, o produtor consegue manejar de forma mais adequada o animal. “Com a análise do ruminar do animal, eu consigo saber com antecedência se ele está ficando doente”, relata Martins. Antes, o mesmo tipo de diagnóstico dependia do olhar do criador. Em um projeto piloto, de um ano, uma fazenda quase dobrou a produção, passando de 1500 litros para 2700.

Drones: Para o controle de pragas, uma tecnologia que tem mostrado ótimo potencial são os drones. As máquinas voadoras permitem uma definição e qualidade nas imagens superior às geradas do modo mais comum hoje. “Um satélite gera uma imagem de 30 m² por pixel, enquanto no drone cada pixel retrata 5 cm² do território”, explica Luis Lui, um dos Sócios da empresa Nong. Acoplados aos drones estão sensores infravermelhos e termal, que geram fotos, mapas e dado. As informações auxiliam na contagem de plantas e animais, na identificação de falhas no plantio, na detecção de pragas e doenças, no georreferenciamento da propriedade e no acompanhamento do desenvolvimento da lavoura. “O produtor necessita deste mapeamento o mais preciso possível para a melhor aplicação de insumos, para evitar perdas e para obter os resultados em menos tempo”, afirma Luis.

- Quatro tecnologias que vão digitalizar a agricultura
“A tecnologia tem conseguido resolver de forma simples problemas de diversas áreas. Para irrigação são desenvolvidos pivôs com controle remoto, para controle de pragas podem ser utilizados drones”, diz Guto Ferreira, presidente da ABDI | Foto: Divulgação

Gestão de resíduos: Outra tecnologia que tem ajudado as fazendas brasileiras são as pequenas usinas de biomassa. O conceito não é tão novo, mas vem se popularizando cada vez mais. A matéria prima para geração de energia é praticamente qualquer tipo de rejeito. Ou seja, um agricultor de milho pode usar as cascas do produto como combustível para o funcionamento da caldeira. Um projeto da ABDI, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pretende fazer um mapeamento dos resíduos gerados pela atividade agrícola. Um dos principais benefícios destacados pelos desenvolvedores do projeto é a possibilidade de geração de energia pela biomassa. “A ABDI identificou, em 2017, que existe uma carência de energia elétrica na região agrícola de Mato Grosso. Atualmente, cada novo empreendimento que surge é obrigado a pensar em alternativas para obter luz elétrica”, destaca o especialista em desenvolvimento produtivo da Agência Antônio Tafuri. Em Foz do Iguaçu, outro projeto piloto, desenvolvido na Usina de Itaipu, vai pelo mesmo caminho. A planta de biogás processa 500 quilos de restos de alimentos gerados nos restaurantes do complexo de Itaipu e transforma o composto em energia.


Fonte: ABDI

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Tecnologia

Netafim apresenta tecnologia de irrigação 4.0

Por Daniel Santos 09/04/2019
Escrito por Daniel Santos

O campo tem se tornado palco para inovações e tecnologias diversas. A atividade rural entrou de vez na era digital e os produtores busca com a tecnificação mais eficiência, praticidade e segurança. Atendendo esse mercado, a Netafim/Amanco, multinacional israelense pioneira e líder no mercado de irrigação por gotejamento, apresentou o primeiro sistema de irrigação com cérebro do mundo durante a Farm Show 2019, realizado em Primavera do Leste (MT), no início de abril.

O Netbeat é uma tecnologia que possibilita monitorar, analisar e automatizar todo o sistema de irrigação, em tempo real, com apenas um clique. “O NetBeat é uma espécie de combo digital do agricultor, que graças ao advento do monitoramento inteligente, garante seu cultivo sempre com ele, na palma da mão”, destaca o Diretor do Marketing da Netafim/Amanco, Carlos Sanches.

O grande diferencial da solução é oferecer recomendações técnicas ao produtor a partir da análise de dados em tempo real, combinado com modelos de cultivo para auxiliam em tomadas de decisões mais assertivas e, consequentemente, em safras mais produtivas.

“O agricultor pode programar as operações de manejo da irrigação, nutrirrigação remotamente através de smartphone, tablet ou PC”, explica Bruno Toniello, Gerente Digital Farming da Netafim/Amanco. Além disso, “as recomendações de irrigação, serão atualizadas diariamente e para os próximos cinco dias, garantindo um planejamento mais eficiente”, acrescenta.

A tecnologia abrange várias áreas, como sensoriamento de solo, controle de irrigação, gestão de fazenda, gerenciamento do ciclo de máquinas e cultivos. Com os sensores é possível obter informações sobre as condições do solo, desempenho e saúde das plantas. Já a automação facilitará o controle remoto de processos cruciais, como sistemas de irrigação e nutrirrigação.

- Netafim apresenta tecnologia de irrigação 4.0
Solução oferece recomendações técnicas ao produtor a partir da análise de dados em tempo real para auxiliar nas tomadas de decisões mais produtivas no campo | Foto: Divulgação

O monitoramento inteligente também ajuda na redução de custos, ao evitar falhas de produção, desperdícios de insumos, gastos excessivos com água e energia elétrica, tornando a atividade mais rentável em todos os aspectos. É um sistema de irrigação é o primeiro a combinar modelos de cultivo e dados em tempo real para oferecer soluções customizadas e adaptáveis a todos necessidades.

O NetBeat é uma tecnologia revolucionária que busca ajudar o agricultor a produzir mais com menos, tornando o manejo da água e de todos os componentes da lavoura, mais rápido, prático e seguro. “Se com a irrigação inteligente os produtores já conseguem aumentar a produtividade em mais de 100% e melhorar a produtividade da água em suas lavouras, com o NetBeat será possível ter ainda mais precisão na aplicação dos recursos e nutrientes, garantindo safras cada vez mais produtivas e rentáveis”, destaca o Sanches.

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Tecnologia

Case revela o Projeto Tetra, pá carregadeira conceito movida a metano

Por Daniel Santos 09/04/2019
Escrito por Daniel Santos

A CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial apresentou uma visão dos avanços tecnológicos e conectados do futuro da construção na feira Bauma, em Munique, na Alemanha, com a revelação do Projeto Tetra: inédito conceito de pá carregadeira movida a metano.

Desenvolvido em conjunto pelas equipes de design da CNH Industrial internacional e de engenharia da CASE, este protótipo reflete a importância de combustíveis alternativos e demonstra sua viabilidade no ambiente de construção. O motor da pá carregadeira conceito, fabricado pela FPT Industrial, pode ser abastecido com metano e tem como diferencial fornecer exatamente o mesmo desempenho que o seu equivalente a diesel.

A eficiência do propulsor combina com estilo da máquina da CASE, que faz uso extensivo de tecnologias de tela de toque e controle de voz, criando um ambiente avançado para o operador. Além disso, recursos de segurança incluem biometria junto com um sistema de detecção de obstáculo, que provêm do programa de pesquisa e desenvolvimento do veículo autônomo da CNH Industrial.

A CASE demonstrou a viabilidade deste conceito em uma vasta gama de ambientes de construção no mundo real assim como a comprovação da estratégia comercial, em termos de sustentabilidade, reduziu o custo total de propriedade e viabilidade operacional.

A pá carregadeira conceito movida a metano da CASE é resultado do compromisso de longo prazo da CNH Industrial com as tecnologias de combustível alternativo e flexibilidade do gás natural, demostrando sua viabilidade tanto em aplicações on road quanto off road.

- Case revela o Projeto Tetra, pá carregadeira conceito movida a metano

Fonte: Case

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Notícias

Venda de máquinas e insumos agrícolas ganha espaço no mundo virtual

Por Daniel Santos 09/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Trator, colheitadeira, pulverizador, carregadores, enfardadeiras, caminhões e até relíquias do campo. Isso tudo pode ser consultado em detalhes sem sair da fazenda ou sem precisar ir a feiras agropecuárias, concessionárias ou revendas. As negociações envolvendo produtos do agro, incluindo insumos como sementes, fertilizantes e peças para equipamentos, estão ganhando espaço no mundo virtual, despertando a atenção de grandes investidores e fazendo nascer negócios que prometem alto faturamento.

Um deles, que começou na Argentina e acaba de desembarcar no Brasil, já recebeu mais de US$ 10 milhões de fundos de investimentos e agora está numa segunda rodada de captação de recursos para levantar outros US$ 20 milhões. O objetivo da Agrofy é globalizar o negócio de market place (como são chamadas as plataformas que reúnem diversas categorias de produtos e serviços numa mesma página na internet) para o agronegócio. Em seu país de origem, a empresa, criada em 2015, tem 65 mil produtos anunciados de 6.200 companhias.

Os itens são divididos em 11 categorias, de máquinas e implementos a veículos, insumos, produtos financeiros e até mão de obra especializada. A receita do negócio vem dos anunciantes, que pagam uma espécie de assinatura para ter sua loja online e produtos expostos na plataforma. “Estamos trabalhando para lançar novas categorias relevantes para o agro e desenvolvendo uma ferramenta para ter um meio próprio de pagamento online”, diz Rafael Sant’Anna, responsável pela operação da companhia no Brasil.

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Se na Argentina a empresa já alcança bons resultados, em território brasileiro as expectativas dos gestores são ainda mais animadoras. “Somos líderes na Argentina, onde o agronegócio tem um peso muito menor no PIB que no Brasil. Aqui, temos 3,8 milhões de produtores e uma participação no PIB de 26%, com projeções de crescimento”, afirma Rafael.

Atualmente, não há estatísticas de quanto o setor produtivo movimenta em negócios online, mas o potencial é enorme, aposta Rafael. A consultoria Nielsen estima que, em 2019, o comércio eletrônico no país vai atingir a cifra de R$ 61,2 bilhões. Apesar do alto valor, o e-commerce, como é chamado, só representa 2,5% de todo o valor comercializado. “É uma questão de tempo. Estamos de olho na nova geração que tomará decisões no campo”, diz o gestor da Agrofy no Brasil sobre o futuro.

O aumento da procura por máquinas agrícolas na internet levou a OLX, um dos maiores market places em operação no Brasil, a segmentar sua plataforma. No final de 2017, a palavra “trator” estava entre as mais buscadas, conta Bruno Valle, diretor de estratégia e planejamento da OLX Brasil. Foi a deixa para ir atrás desse mercado. “Combinamos nosso foco na necessidade do usuário com a avaliação constante dos mercados e vimos que valeria a pena fazer esse investimento para customizar o segmento agro.”
Do primeiro para o segundo semestre de 2018, as vendas na categoria tratores e máquinas agrícolas aumentaram 35,7%. Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, houve um aumento de 29,3%, com 73% dos anúncios recebendo contato em até 24 horas depois da divulgação. “A ideia é continuar investindo no agro, com a customização e abordagem que a gente precisar”, comenta Bruno, sem detalhar metas.
Um dos destaques da plataforma neste início de ano tem sido as colhedoras de algodão, movimento que a OLX associa ao crescimento da produção na safra atual. Segundo a empresa, as ofertas desse tipo de equipamento aumentaram 33,55% entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

Segundo Bruno Valle, a procura pelos equipamentos agrícolas na plataforma costuma acompanhar o calendário das diversas culturas no Brasil. Mas, de um modo geral, os tratores são os itens mais buscados, além de veículos seminovos anunciados por produtores ou até mesmo revendas fazendo seu “showroom” virtual. Além dos mais atuais e modernos maquinários e equipamentos, há verdadeiras relíquias anunciadas. Marcelo Miguel, de Santana do Parnaíba (SP), por exemplo, quer R$ 27 mil em um trator Ford 8N ano 1952. O modelo foi totalmente restaurado, inclusive com peças originais trazidas dos Estados Unidos. Foram dois anos de trabalho e R$ 25 mil de investimento. “No passado, meu pai reformava tratores. Eu gostava, mas ficava doido quando ele vendia. Um tempo atrás, resolvi comprar um para restaurar. Esse estava em uma oficina, descaracterizado, mas íntegro”, conta Marcelo, lembrando que ele mesmo chegou a procurar tratores antigos na internet, mas não encontrou. Ele não tem propriedade rural. Costuma dar passeios com o 8N no condomínio onde mora e resolveu colocar à venda. Há quem entre em contato só para elogiar e há quem se interessou pela raridade. “Recebi contatos do sul do Brasil e de Goiás. Vou deixar anunciado até vender.”

Fonte: Globo Rural

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Notícias

Parceria entre Lindsay e Climate Corporation foca precisão na irrigação

Por Daniel Santos 09/04/2019
Escrito por Daniel Santos

A Lindsay Corporation, empresa que atua na produção e distribuição de tecnologia para irrigação e a Climate Corporation (Climate), subsidiária da Bayer, anunciaram parceria para estabilizar a conectividade de dados bidirecionais entre a plataforma digital de agricultura Climate FieldView™, da Climate Corporation’s, e a plataforma da Lindsay, FieldNET.

Através da cooperação mútua, agricultores poderão, ao mesmo tempo, tomar decisões de gerenciamento de irrigação mais rápidas e com mais informações de campo. “Conforme o uso global da água para agricultura aumenta, agricultores estão adotando práticas mais eficientes de irrigação para otimizar sua produtividade de modo sustentável”, destacou Mike Stern, CEO da Climate Corporation e Digital Farming da Bayer.

Ainda segundo ele, assim como a Climate, a Lindsay reconhece os benefícios de ajudar os fazendeiros a potencializar suas informações de campo, para otimizar e simplificar toda sua tomada de decisão. “Através desta nova parceria, estamos ansiosos para ajudar os agricultores a conectar suas informações entre ambos os sistemas, a fim de adquirir mais precisão na irrigação e no uso consciente da água, aproveitando ao máximo cada hectare”, acrescenta o CEO.

Com a parceria, os produtores verão valores adicionais, transferência de dados otimizada, monitoramento de irrigação com mais precisão e a habilidade de visualizar e analisar dados de ação. Combinando essas informações com outras camadas de dados de campo importantes na plataforma FieldView, obteremos uma nova compreensão sobre o desempenho no campo. “Estamos animados para trabalhar com a Climate Corporation e ajudar mais agricultores a aproveitar o poder de seus dados para gerenciar, de modo mais eficiente, o uso da água, a fim de melhorar a produtividade”, disse Tim Hassinger, Presidente e CEO da Lindsay. 

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O executivo da Lindsay, acrescenta ainda que o objetivo é tornar a economia de água e energia acessíveis a todos os agricultores, através das melhores soluções de agendamento de irrigação. “Com essa parceria com a Climate, estamos dando grandes passos em direção ao nosso objetivo”, destaca.

A FieldNET da Lindsay é uma plataforma de gerenciamento de irrigação que permite que os agricultores façam o monitoramento remoto e controlem seu sistema de irrigação, de qualquer lugar. Através da FieldNET, os produtores têm acesso ao FieldNET Advisor, uma ferramenta em nuvem de primeiro mundo para o agendamento de irrigação, que fornece recomendações diárias automatizadas, ajudando os agricultores a decidir com mais precisão quando, onde e quanto irrigar.

Fonte: Lindsay/Assessoria

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Notícias

Compostagem melhora produtividade de lavouras no Nordeste

Por Daniel Santos 09/04/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisas realizadas na Região Nordeste pela Embrapa indicam que o uso de composto orgânico, produto gerado no processo de compostagem, traz benefícios econômicos e ambientais. No plantio de milho, foi capaz de gerar um aumento de até três mil quilos por hectare na produção do grão sem a adubação, comparando-se ao cultivo tradicional feito por agricultores com baixa capacidade de investimentos.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio-Norte(PI) Henrique Antunes, esse é um valor interessante comparado às médias de produção no Ceará, por exemplo, que costumam ser abaixo de mil quilos por hectare. Para as áreas de capim-elefante para corte, o incremento da produção é de cerca de 20% nos primeiros dois cortes, quando o composto é a única fonte de nutrientes da capineira. As pesquisas foram feitas nos campos experimentais da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral (CE).


Destino para 47 mil toneladas anuais de resíduos
Nas criações de caprinos e ovinos, muito comuns nas propriedades nordestinas, os resíduos podem se tornar um importante insumo, reduzindo custos de produção com preservação do ambiente. Segundo dados do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos da Embrapa, o Brasil possui um rebanho de cerca de 28,2 milhões de cabeças desses animais e 520 frigoríficos e abatedouros registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desse total, aproximadamente 71% encontra-se na Região Nordeste, ou seja, cerca de 20 milhões de cabeças e 62 frigoríficos. Estudo realizado por técnicos da Embrapa estima que os processos de criação e abate dos animais geram cerca de 47 mil toneladas de resíduos por ano no Brasil que, sem tratamento adequado, podem causar severos danos ambientais e à saúde pública.


Bom para mudas e áreas degradadas
O composto orgânico beneficia também a produção de mudas, quando empregado na formação de substrato. Experimentos mostraram que ele também é útil na recuperação de áreas degradadas por disponibilizar uma grande quantidade de matéria orgânica, que atua na melhoria das condições físicas do solo. Outra vantagem é a redução na aplicação de fertilizantes minerais no solo, diminuindo custos da produção e promovendo a ciclagem de nutrientes, ou seja, o retorno desses elementos para o sistema por meio da decomposição de matéria orgânica e incorporação ao ambiente durante o ciclo de produção das plantas.

A matéria orgânica é fonte de energia para microrganismos importantes para a agricultura. Ela ajuda a melhorar a estrutura e o arejamento do solo. Além disso, sua capacidade de armazenar água contribui para a retenção de potássio, cálcio, magnésio e outros nutrientes em formas disponíveis para as raízes, protegendo-as da lavagem pela água das chuvas ou da irrigação.

Pesquisas indicam ainda que alguns produtos de decomposição da matéria orgânica têm efeito hormonal ou estimulante para o desenvolvimento das raízes das plantas. Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos(CE) vêm trabalhando desde 2010 com compostagem como alternativa para reaproveitamento de insumos para a agricultura.

Como funciona a compostagem
De acordo com o médico-veterinário da Embrapa Eduardo Oliveira, a compostagem é uma técnica biológica de decomposição e sanitização controlada da matéria orgânica à alta temperatura (45º a 70º C) pela ação de bactérias e fungos que transformam as carcaças em um produto útil, denominado de composto. “A tecnologia pode atender produtores e indústria de abate com instalações de baixo investimento, praticidade e fácil operacionalização, impedindo a produção de moscas e odores, reduzindo e reciclando matéria orgânica na origem,” detalha. A compostagem feita pela Embrapa reaproveita resíduos do trabalho realizado nos campos experimentais, como restos de capim-elefante ou silagem que sobra dos comedouros ou podas de jardins (fontes de carbono), carcaças, placentas, animais natimortos e esterco (fontes de nitrogênio). Em aproximadamente 150 dias, já é possível obter composto orgânico, que pode ser usado como adubo em áreas agrícolas. O volume das carcaças também é reduzido em 90% e a presença de microrganismos como Salmonella, Escherichia coli e coliformes termotolerantes é eliminada ou reduzida aos níveis estabelecidos por lei.

Oliveira explica que o custo para construir uma composteira pequena, que atenda a um rebanho de cerca de 80 a 100 animais, fica em torno de R$ 2 mil. O produtor pode ainda utilizar materiais que já existam na propriedade ou restos de construção, como madeiras, telhas de qualquer tipo, cimento e lonas, reduzindo muito o custo final da instalação. A estrutura é simples e rústica. O piso pode ser cimentado ou protegido por lona, desde que impeça a entrada da água da chuva, e fechado na lateral, com paredes de 1,6 metros de tijolo ou madeira.

A partir deste ano, pesquisadores da Embrapa vão utilizar a técnica da compostagem em unidades de processamento que serão implantadas em municípios do interior do Ceará, no âmbito de projetos realizados com pequenos produtores. “O objetivo é mitigar os impactos dos resíduos produzidos e gerar uma alternativa de receita para essas unidades, com a venda da matéria orgânica proveniente”, explica o pesquisador da Embrapa Jorge Farias. Segundo ele, após a implantação, serão ministradas capacitações sobre compostagem para técnicos e agricultores.

Além dos benefícios ambientais, compostagem aumenta a produtividade da lavoura | Fotos: Eduardo Oliveira

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Fonte: Empraba

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