segunda-feira, outubro 19, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
segunda-feira, outubro 19, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Tecnologia

Governo oficializa programa que incentiva o uso eficiente da água na agricultura familiar

Por Redação 19/11/2025
Escrito por Redação

Governo oficializa programa que incentiva o uso eficiente da água na agricultura familiar

Clarisse Sousa – O Programa Nacional de Irrigação Sustentável para a Agricultura Familiar (Pronisaf), criado para promover o uso eficiente da água pelos agricultores familiares, foi oficializado nesta quarta-feira, 19, com publicação no Diário Oficial da União. O Pronisaf visa promover tecnologias de irrigação de baixo impacto ambiental e alta eficiência, associadas ao uso de energia renovável e étodos de manejo agroecológicos, e incentivar o uso racional da água, com a capacitação da agricultura familiar para o manejo consciente de recursos hídricos.

A ideia é incentivar os agricultores familiares a produzir alimentos saudáveis, preservando o meio ambiente e aumentando a produtividade agrícola, incluindo a participação de povos e comunidades tradicionais e assentados da reforma agrária.

O programa pretende ainda integrar práticas de conservação do solo e da água, com a diversificação das fontes de captação de água, incluindo técnicas de captação da água da chuva e sistemas de reuso de águas pluviais.

Benefícios do programa

O programa inclui ferramentas de acesso a crédito e financiamento para a aquisição de tecnologias para a irrigação sustentável e o incentivo ao uso de fontes de energia renováveis, como a solar, para acionar os sistemas de irrigação.

Serão atendidos pelo Pronisaf os agricultores familiares que:

  • apresentem sistemas de irrigação ineficientes ou inexistentes;
  • que produzam alimentos em bases agroecológicas ou estejam em transição agroecológica;
  • que estejam em áreas com escassez hídrica; ou
  • que estejam organizados em associações.

Em julho, durante o anúncio do programa, o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou que o Pronisaf representa um avanço na garantia de infraestrutura e desenvolvimento para os pequenos produtores.

“A gente pegou parte do dinheiro dos fundos de desenvolvimento para financiar a juros baratos a irrigação e a adoção de sistemas de energia limpa para os agricultores familiares”, explicou à época.

A expectativa é que o programa contribua para ampliar a produtividade da agricultura familiar. Ao integrar políticas públicas e investir em tecnologias sustentáveis, o programa visa fortalecer um modelo de desenvolvimento que alia inclusão social, segurança alimentar e enfrentamento à crise climática, de acordo com informações do governo federal.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

19/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
EmpresasTecnologia

Pós-venda: por que a assistência técnica é tão decisiva quanto o motor

Por Redação 18/11/2025
Escrito por Redação

Pós-venda: por que a assistência técnica é tão decisiva quanto o motor

Conteúdo patrocinado – Na agricultura, cada detalhe faz diferença para uma boa produtividade e rentabilidade. A escolha de uma máquina robusta, aliada a um bom motor é, sem dúvida, decisiva para garantir potência e eficiência no campo. Mas há um aspecto que muitas vezes é subestimado: o pós-venda. Afinal, de que adianta contar com a melhor tecnologia se, diante de uma falha ou necessidade de manutenção, o produtor rural não tem suporte rápido e confiável?

Um pós-venda eficiente vai muito além de uma simples troca de peças. Ele representa a continuidade do trabalho, a redução de perdas e a tranquilidade de quem depende da máquina em operação para colher, plantar ou transportar.
No campo, cada minuto conta.

Uma máquina parada significa perda de produtividade e aumento de custos. Por isso, não basta ter motores potentes, é preciso suporte confiável e rápido.

O pós-venda Cummins vai além da troca de peças: ele traz confiança.
Nosso pós-venda garante:
  1. Estoque ágil, com peças genuínas sempre disponíveis
  2. Proximidade aos clientes com uma rede de distribuição presente em todo o Brasil
  3. Atendimento rápido e eficiente
  4. Manutenção preventiva e contratos de serviços
  5. Profissionais capacitados pela fábrica
Benefícios para o produtor:
  1. Continuidade do trabalho sem surpresas, mantendo a operação do campo segura e produtiva
  2. Equipamentos com vida útil prolongada
  3. Tranquilidade e segurança para focar na produtividade
  4. Maior valor de revenda dos equipamentos com as manutenções realizadas pela rede especializada Cummins
Potência + assistência = resultado

No agronegócio, potência sem suporte é apenas teoria. Com uma rede estruturada de assistência técnica, tecnologia avançada e profissionais capacitados, a Cummins mantém o agro em movimento, garantindo produtividade, confiança e resultados consistentes, transformando máquinas em aliados estratégicos.

No campo, tempo é dinheiro. Com o pós-venda certo, cada máquina trabalha pelo produtor, sem pausas, sem riscos.

A Cummins está presente no agro de ponta a ponta: nos equipamentos agrícolas, nas máquinas que constroem estradas para o avanço do setor, na geração de energia e nos caminhões que transportam alimentos para os lares dos brasileiros. Um ecossistema completo, que a Cummins e sua rede têm orgulho de suportar, oferecendo a melhor experiência aos clientes.

 

18/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Sistema de reuso aumenta em 61% a eficiência no uso da água na irrigação de hortaliça

Por Redação 18/11/2025
Escrito por Redação

Sistema de reuso aumenta em 61% a eficiência no uso da água na irrigação de hortaliça

Um sistema baseado no uso de filtros de areia e equipamento de esterilização ultravioleta (UV) permite tratar e reutilizar na própria cultura, de forma segura, a solução nutritiva recolhida na irrigação de hortaliças cultivadas em substratos (sem solo). Desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE), o sistema de reuso aumenta em 61% a eficiência de uso da água na produção e reduz em 29% o consumo de fertilizantes na irrigação, com economia para o produtor e benefícios para o meio ambiente.

Segundo o pesquisador Fábio Miranda, responsável pelos estudos, entre outras vantagens, o cultivo irrigado em substrato proporciona melhor desempenho produtivo nas culturas, em relação ao cultivo no solo.

Entretanto, essa estratégia de produção requer a aplicação diária de um volume de água ou solução nutritiva maior do que a necessidade hídrica das plantas, para lavar os sais e manter a salinidade no interior dos vasos de cultivo nos limites tolerados pela cultura. Altos níveis de salinidade dificultam a absorção de nutrientes e prejudicam o desenvolvimento das plantas e, consequentemente, a produtividade.

O especialista explica que as perdas de água e de nutrientes nessa forma de cultivo podem chegar a 30%, dependendo da salinidade da água utilizada na irrigação. O aproveitamento da solução drenada dos vasos, denominada solução lixiviada, possibilita o uso mais racional de fertilizantes, diminui o processo de salinização do solo, evita o descarte inadequado de efluentes com substâncias potencialmente poluentes e reduz o uso de águas subterrâneas e de superfície na irrigação. Apesar das vantagens econômicas e ambientais, esse tipo de sistema ainda é pouco utilizado no Brasil e em outros países, devido às dificuldades de manejo.

Os principais desafios para reutilização da solução nutritiva em cultivos irrigados estão relacionados à disseminação de patógenos causadores de doenças e ao aumento dessa salinidade dessa solução.

“O aproveitamento da solução recolhida de uma planta doente pode contaminar todo o cultivo. Para evitar esse problema, no sistema de reuso, incorporamos processos de tratamento do líquido recolhido, que garantem a reutilização com segurança para a cultura e menor custo no processo produtivo, em função da redução de gastos com fertilizantes, além de ganhos ambientais”, ressalta Miranda.

As pesquisas para desenvolvimento do sistema foram realizadas por meio do projeto Otimização do uso da água e de fertilizantes no cultivo protegido sem solo de tomate cereja na Serra da Ibiapaba, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com a empresa Estufa Timbaúba. Os resultados estão reunidos na publicação Sistema de cultivo protegido do tomate em substrato com reuso da solução nutritiva.

Validação para a cultura do tomate

Para validar o sistema, foram avaliados plantios comerciais de tomate tipo grape em substrato de fibra de coco, implantados em uma estufa com 2.500 metros quadrados, em Guaraciaba do Norte (CE). A pesquisa comparou o consumo de água e fertilizantes em dois cultivos com 1.000 plantas cada, com o sistema de reuso e sem o reuso.

Na cultura do tomate, uma planta adulta recebe 2,4 litros de água por dia, às vezes até mais, dependendo das condições climáticas, e cerca de 20% a 30% se perdem por lixiviação. Os resultados mostraram que o consumo de água efetivamente utilizada na irrigação, no sistema com reuso, foi 25% mais baixo que sem o reuso da solução. A eficiência no uso da água (EUA) na irrigação das plantas foi de 18,6 quilos de tomate por metro cúbico, 61% maior que no cultivo sem reuso (11,5 quilos por metro cúbico de água).

Já a quantidade de fertilizantes utilizada reduziu 29%, em relação ao sistema sem reuso. Esse resultado corresponde a uma economia de 900 quilos do produto, em apenas um ciclo produtivo de 180 dias e redução de 24% nos custos desse insumo, no sistema com reutilização da solução nutritiva na irrigação.

A análise de custos mostrou que, embora o investimento inicial no sistema com reuso seja maior, seu custo operacional é menor que do sistema sem reuso, devido à economia com fertilizantes e energia elétrica na irrigação. “Além disso, os custos com implantação são compensados ao longo do ciclo de produção, pela redução de despesas com esses insumos e, com o tempo, essa economia passa a constituir receita, aumentando a rentabilidade na cultura”, complementa o pesquisador.

Aproveitamento de água de chuvas

O uso de água de chuvas misturada com a solução coletada dos vasos das plantas aumenta ainda mais as vantagens do sistema de reuso, por possibilitar a formulação de uma nova solução nutritiva com água de alta qualidade (baixíssima salinidade) e reduzir a necessidade do uso de águas subterrâneas e de superfície na irrigação. Coletada da cobertura das estufas, por meio de calhas e tubulações, essa água deve ser armazenada em um reservatório escavado no solo e revestido com geomembrana (material flexível e impermeável), conforme orientações da pesquisa.

De acordo com os estudos realizados na Serra da Ibiapaba, o volume de água de chuvas recolhido da cobertura de uma estufa com área de 2.500 metros quadrados, utilizado em conjunto com a solução nutritiva reaproveitada, foi suficiente para atender a demanda total de água na irrigação das plantas de tomateiro, nessa estufa, em dois ciclos de cultivo, ao longo de um ano.

Segundo Bezerra, como o cultivo protegido de hortaliças já é disseminado na região da Ibiapaba, os produtores podem integrar essa produção ao sistema de reuso da solução nutritiva, com a captação de água da chuva. “Essa estratégia é muito vantajosa tanto do ponto de vista econômico, por reduzir custos na atividade produtiva, como em termos ecológicos, por proteger o meio ambiente”, acrescenta.

Dinâmica de funcionamento do sistema

agricultura familiar - Sistema de reuso aumenta em 61% a eficiência no uso da água na irrigação de hortaliça

A tecnologia é composta por filtros com leito de areia fina, de filtragem lenta, instalados em paralelo, seguidos de um esterilizador ultravioleta (UV) e reservatórios para o armazenamento da solução recolhida dos vasos de cultivo e da solução tratada. A solução nutritiva é coletada por meio de calhas de polipropileno (plástico leve e resistente), posicionadas debaixo dos vasos de cultivo, que levam o produto para um tanque reservatório. Quando esse tanque enche, a solução é bombeada para os filtros de areia, para tratamento de impurezas e desinfecção.

Os filtros são construídos com bombonas de plástico de 200 litros, tubos de PVC para passagem da água, uma camada de brita no fundo, areia como elemento filtrante, medidor de vazão e válvula de controle para regular a velocidade do fluxo de água.

Miranda explica que no processo de filtragem lenta a solução deve passar pelos filtros com baixa vazão (100 a 250 litros por hora, por metro quadrado de área filtrante). Cada filtro do sistema tem capacidade para filtrar até 125 litros de solução nutritiva por hora. Quando é necessário filtrar uma quantidade maior de solução, são utilizados também filtros paralelos, de acordo com o volume que precisa ser filtrado. “Adaptamos o filtro de areia com materiais econômicos e agregamos um equipamento de esterilização também com preço acessível, para viabilizar um sistema de baixo custo”, destaca.

Na cultura do tomate, uma planta adulta recebe 2,4 litros de água por dia, às vezes até mais, e cerca de 20% a 30% se perdem por lixiviação.

Após a filtragem, a solução passa por tratamento de esterilização com raios ultravioletas (UV), para eliminação de possíveis micro-organismos transmissores de doenças para as plantas, e vai para outro reservatório. Tratada, ela é utilizada na formulação de uma nova solução nutritiva, com as quantidades de nutrientes adequadas à necessidade das plantas, que será utilizada na fertirrigação da cultura.

Eficiência atestada

Também chamado de filtro biológico, o filtro de areia é um equipamento com alta eficiência no processo de desinfestação de água. Estudos revelam que, devido à filtragem lenta, na superfície de areia se desenvolve uma camada de micro-organismos (espécie de lodo) com elevada atividade biológica, que atuam na eliminação de patógenos no processo de filtragem da solução nutritiva lixiviada. Já o esterilizador ultravioleta (UV) é um equipamento com alta capacidade de eliminar bactérias e outros micro-organismos na água.

Para garantir a qualidade necessária para reuso da solução nutritiva drenada, na irrigação das plantas, o processo de desinfestação com filtro de areia e equipamento ultravioleta foi testado no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Agroindústria Tropical, com uma solução contendo esporos do fungo Fusarium, de ocorrência em culturas como tomate e pimentão. Os resultados dos testes microbiológicos, realizados antes e após a passagem da solução pelo tratamento, atestaram a ausência de micro-organismos patógenos no produto, comprovando a eficiência do processo.

“Verificamos que a filtragem lenta em areia é uma alternativa eficiente na desinfestação da solução nutritiva, com ou sem radiação ultravioleta (UV), especialmente na eliminação de esporos de Fusarium. A técnica pode ser promissora no tratamento dessa solução para diferentes culturas hidropônicas sensíveis a outros microrganismos causadores de doenças. O sistema de reuso é vantajoso para o produtor, mas é importante que, na sua adoção, ele leve em consideração a possibilidade de presença de patógenos na solução nutritiva coletada e tome a decisão de realizar o tratamento adequado para não ter a sua produção comprometida”, afirma o pesquisador Marlon Valentim, responsável pelas análises.

Imagem/Arte: Fábio Miranda

18/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Tecnologias podem zerar, e até negativar, a pegada de carbono do etanol brasileiro

Por Redação 18/11/2025
Escrito por Redação
Tecnologias podem zerar, e até negativar, a pegada de carbono do etanol brasileiro

Na avaliação dos pesquisadores, o etanol brasileiro já ocupa posição de destaque como combustível de baixo carbono, mas poderia dar um salto qualitativo com a adoção de tecnologias de “emissão negativa” // Foto: Freepik

Estudo de cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a adoção de tecnologias promotoras de emissão negativa é capaz de transformar radicalmente a pegada de carbono do etanol brasileiro, reduzindo-a a patamares próximos de zero ou até mesmo negativos.

A pesquisa avaliou como a integração de bioenergia com captura e armazenamento de carbono (no inglês, Bioenergy with Carbon Capture and Storage – BECCS) e com a aplicação de biochar (ou biocarvão) em áreas agrícolas poderiam ampliar os ganhos ambientais do RenovaBio, política nacional de biocombustíveis lançada em 2017. Apesar do alto potencial nos efeitos no clima, os resultados também revelam que a viabilidade depende de novos mecanismos de incentivo econômico e regulatório.

O BECCS é uma tecnologia que captura o carbono biogênico, de origem vegetal, emitido na produção de etanol e energia em usinas de cana-de-açúcar. Durante a fermentação do caldo e a queima do bagaço e da palha para gerar vapor e eletricidade, há liberação de CO₂, que pode ser capturado e injetado em formações rochosas subterrâneas não porosas, onde permanece armazenado de forma segura.

O processo, ainda caro e complexo, exige prospecção geológica e infraestrutura adequada. No Brasil, a Usina FS é pioneira na aplicação do BECCS, iniciativa que reforça o papel dos biocombustíveis na redução das emissões e na transição para uma economia de baixo carbono.

Trata-se de uma tecnologia que combina a geração de energia a partir de biomassa com a captura e o armazenamento geológico do CO₂ emitido no processo (nesse caso, em uma usina de cana-de-açúcar). Já o biochar, ou biocarvão, é um material vegetal — como o bagaço de cana — submetido à pirólise, processo de aquecimento com pouco oxigênio que o transforma em uma estrutura sólida e estável de carbono.

Aplicado ao solo, o biochar melhora suas propriedades físicas e atua como um reservatório de carbono de longa duração, ajudando no sequestro de CO₂ e na sustentabilidade agrícola.

Baseando-se na metodologia oficial do programa, a intensidade de carbono (IC) do etanol hidratado brasileiro é de cerca de 32,8 ramas de dióxido de carbono equivalente por megajoule (gCO₂e/MJ), medida que expressa o total de gases de efeito estufa emitidos adotando o CO2 como unidade padrão.

Caso o BECCS fosse incorporado na etapa de fermentação, o índice poderia cair para +10,4 gCO₂e/MJ. A aplicação de biochar nos canaviais, na proporção de uma tonelada por hectare, reduziria o valor para +15,9 gCO₂e/MJ, explica Lucas Pereira, pesquisador associado à equipe de Avaliação de Ciclo de Vida da Embrapa Meio Ambiente.

“Em cenários mais ambiciosos, a captura de carbono também durante a combustão da biomassa permitiria resultados negativos, alcançando –81,3 gCO₂e/MJ,” relata Pereira.

O resultado de ambos – BECCS e biochar – evita que o carbono retorne à atmosfera. O biochar é um insumo agrícola obtido do aquecimento de biomassa vegetal, formando um material estável que, ao ser aplicado ao solo, mantém o carbono fixado. Já no BECCS, o CO₂ emitido nas caldeiras e na fermentação é capturado e injetado sob pressão em formações geológicas no subsolo.

Apesar da relevância, nenhuma das mais de 300 usinas certificadas pelo RenovaBio adota hoje essas tecnologias. O principal entrave está nos custos: enquanto os créditos de descarbonização (CBIOs), negociados em bolsa, giram em torno de US$ 20 por tonelada de CO₂, os custos estimados de BECCS variam entre US$ 100 e US$ 200/tCO₂ até meados do século. Já o biochar, com benefícios comprovados de sequestro de carbono no solo, custa em média US$ 427 por tonelada.

Bioenergia com captura e armazenamento de carbono

De acordo com Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, o estudo analisou duas frentes de aplicação do armazenamento de carbono na cadeia de etanol: durante a fermentação alcoólica e na geração de eletricidade a partir de bagaço e palha.

“A fermentação se mostra a opção mais promissora, já que o CO₂ emitido nesse processo é relativamente puro e tecnicamente mais fácil de capturar. A captura na combustão, embora capaz de gerar emissões negativas em larga escala, esbarra em custos muito mais altos e em desafios de infraestrutura, como transporte e armazenamento geológico do carbono”, disse Ramos.

Ainda que já existam plantas-piloto testando o armazenamento de carbono em usinas de etanol de milho no Brasil, nenhuma unidade sucroenergética opera com a tecnologia. Os especialistas apontam que é necessário mapear formações geológicas adequadas para o armazenamento permanente do CO₂ e garantir a segurança contra vazamentos.

A segunda tecnologia avaliada, o biochar, é um produto da pirólise de resíduos como palha e bagaço. Quando aplicado ao solo, destaca Cristiano Andrade, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, ele atua como corretivo agrícola e pode sequestrar carbono de forma estável por décadas.

A pesquisa considerou duas taxas de aplicação: 1 t/ha, compatível com a rotina atual das usinas, e 4 t/ha, que seria o limite viável diante da disponibilidade de resíduos. Cada tonelada de biochar pode representar o sequestro de 1,42 tCO₂e.

Além do sequestro direto, o pesquisador esclarece que o biochar pode melhorar a fertilidade do solo e reduzir emissões de óxido nitroso (N₂O), gás de efeito estufa muitas vezes mais potente que o CO₂. No entanto, experimentos de curta duração mostram que, em alguns casos, as emissões de CO₂ podem aumentar após a aplicação, além do efeito negativo na fertilidade, em usos excessivos.

Comparação com gasolina e veículos elétricos

Para dimensionar o impacto, os pesquisadores compararam os cenários dos veículos movidos a etanol, a gasolina e elétricos, usando dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) e do banco internacional ecoinvent. Mesmo sem tecnologias de emissão negativa, o etanol de cana, sendo biogênco, apresenta menor intensidade de carbono que a gasolina, de origem fóssil.

Com a adoção de BECCS e biochar, a diferença se amplia e, em alguns cenários, o etanol pode apresentar desempenho ambiental comparável ou até superior ao de veículos elétricos carregados com eletricidade média do sistema brasileiro.

O RenovaBio foi criado para estimular a produção de biocombustíveis com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) por meio da emissão do CBIO – ativo ambiental comercializado em bolsa de valores – que cuja unidade equivale a uma tonelada de CO₂ evitada. Os créditos são adquiridos por distribuidoras de combustíveis fósseis para compensar suas emissões, criando um mercado regulado.

Embora o programa já tenha consolidado um incentivo financeiro, ele pode não ser suficiente para viabilizar tecnologias caras como a captura e armazenamento de carbono e biochar. A pesquisa sugere que políticas complementares, linhas de financiamento e a participação no mercado voluntário de carbono (VCM) serão cruciais para destravar esses investimentos. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, o crédito tributário 45Q remunera projetos de captura de carbono com até US$ 180/tCO₂, valor muito acima da média praticada no Brasil.

Se implementadas em larga escala, as tecnologias poderiam gerar ganhos expressivos. O estudo estima que a combinação de armazenamento de carbono (fermentação e combustão) e biochar em todas as usinas certificadas poderia resultar em até 197 MtCO₂e em créditos de carbono, o equivalente a 12% de todas as emissões brasileiras em 2022. O cenário mais viável, com BECCS aplicado apenas na fermentação, capturaria cerca de 20 MtCO₂e/ano, uma média de 75 kt por usina.

O impacto seria decisivo para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, que preveem reduzir as emissões líquidas para 1.200 MtCO₂e até 2030 — cerca de 500 Mt a menos do que em 2022.

Desafios para avançar

Apesar do otimismo, os autores alertam para lacunas importantes. A maior parte das usinas ainda apresenta fragilidades no inventário de dados agrícolas, o que pode levar a superestimativas ou subestimativas das emissões. Além disso, a análise de mudanças no uso da terra, central para a sustentabilidade da bioenergia, ainda carece de maior detalhamento.

O estudo reforça, contudo, que o Brasil tem condições de liderar a transição para combustíveis de “emissão negativa”. Segundo maior produtor mundial de etanol e biodiesel, o país dispõe de infraestrutura agrícola e industrial robusta e de políticas já consolidadas, como o RenovaBio.

Na avaliação dos pesquisadores, o etanol brasileiro já ocupa posição de destaque como combustível de baixo carbono, mas poderia dar um salto qualitativo com a adoção de tecnologias de “emissão negativa”. Isso colocaria o país na vanguarda da transição energética global, disputando espaço não apenas com fósseis, mas também com veículos elétricos e hidrogênio verde.

Para que isso ocorra, será necessário equilibrar inovação tecnológica, mecanismos econômicos e políticas públicas mais ambiciosas. O futuro do etanol, conclui o estudo, dependerá menos da disponibilidade técnica e mais da capacidade de o Brasil articular incentivos econômicos que tornem o carbono negativo um ativo competitivo no mercado internacional.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

18/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Manejo sustentável impulsiona subvenção do seguro rural para até 35% na soja

Por Redação 18/11/2025
Escrito por Redação
Manejo sustentável impulsiona subvenção do seguro rural para até 35% na soja

A nova modalidade está em fase piloto, tendo como foco inicial a cultura da soja no Paraná // Foto: Gabriel Faria/Embrapa

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM) começou a ser operado pela primeira vez no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A nova modalidade está em fase piloto, tendo como foco inicial a cultura da soja no Paraná. Vinte e nove áreas de produção, totalizando cerca de 2.400 hectares, aderiram à iniciativa e efetivaram a contratação de seguro rural, acessando percentuais diferenciados de subvenção nas apólices de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade.

O piloto usa a metodologia desenvolvida pela Embrapa que permite classificar talhões em quatro níveis de manejo (NM), baseada em indicadores objetivos, verificáveis e auditáveis. Juntamente com as avaliações de risco climático do ZarcNM, o produtor e demais interessados podem verificar o quanto a adoção de boas práticas pode reduzir os riscos potenciais de perdas da produção por seca. Quanto melhor o nível de manejo, maior a subvenção do seguro.

Da área total participante do projeto-piloto, cerca de 5% foram classificadas com o nível quatro, o melhor da escala do ZarcNM e que resulta numa subvenção de 35% no valor do seguro rural. Do restante, 27% da área foi classificada no nível de manejo 3, com subvenção de 30%, 57% no nível 2, com 25% de subvenção da apólice, e 11% da área ficou com o nível 1, mantendo os 20% de subvenção padrão do PSR.

De acordo com Diego Almeida, diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, o novo formato de subvenção deve se tornar permanente. Ele explica que, após a avaliação dos resultados da primeira fase, a expectativa é ampliar o programa para outros estados, começando pela cultura da soja e, posteriormente, incluindo o milho.

A metodologia ZarcNM contribui para reduzir um problema recorrente do seguro rural que é a necessidade da quantificação mais individualizada do risco, por gleba ou talhão, conforme o manejo de cada área. Ao aplicar incentivos financeiros, a gestão do PSR coloca em prática um mecanismo de indução de boas práticas e adaptação da agricultura brasileira, tornando-a mais resiliente à variabilidade climática e aos crescentes riscos de seca.

Aumento de produtividade

O pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), afirma que essa atualização do ZarcNM é muito relevante porque quanto melhor o nível de manejo adotado, menor será o risco de perdas por déficit hídrico. De acordo com o pesquisador, a adoção de práticas conservacionistas é determinante para aumentar a infiltração de água e reduzir o escorrimento superficial, comuns durante chuvas intensas e em grandes volumes. Junto a outras práticas de manejo do solo, elas promovem maior disponibilidade de água às plantas.

“O aprimoramento do manejo do solo leva a um aumento significativo na produtividade das culturas, à redução do risco de perdas causadas por condições de seca e ao aumento da fixação de carbono no solo. Além disso, promove a conservação tanto do solo quanto dos recursos hídricos”, destaca Farias.

Segundo o pesquisador, culturas não irrigadas, como a maior parte das áreas de soja no Brasil, dependem da água da chuva e da umidade armazenada no solo para suprirem suas necessidades hídricas. Farias destaca que práticas de manejo capazes de aumentar a disponibilidade de água no solo são fundamentais para reduzir os riscos de perdas por seca, especialmente diante de cenários climáticos cada vez mais desafiadores para a atividade agrícola.

Modelo de operação

Neste modelo testado pela primeira vez, são considerados seis indicadores: tempo sem revolvimento do solo, porcentagem de cobertura do solo em pré-semeadura (palhada), diversificação de cultura nos três últimos anos agrícolas, percentual de saturação por bases, teor de cálcio e percentual de saturação por alumínio. Além dos indicadores quantitativos, alguns pré-requisitos precisam ser observados como, por exemplo, semeadura em contorno ou em nível, explica Farias.

No projeto-piloto, os agricultores submetem seus projetos às seguradoras e agentes financeiros, indicando o talhão a ser analisado, passando as informações solicitadas e análises de solo feitas em laboratórios credenciados. Por meio de uma plataforma digital desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital, o Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), os dados são cruzados com informações de sensoriamento remoto para cálculo e classificação dos níveis de manejo.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital e coordenador da Rede Zarc de Pesquisa, Eduardo Monteiro, destaca a importância do sensoriamento remoto nesse processo. Ele exemplifica com uma das áreas aprovadas no Nível de Manejo 3 e que está ao lado de outra com sinais de erosão.

“Apesar de vizinhas, as classificações podem ser bem diferentes. A área erodida não obteria classificação maior que NM1. Isso mostra a importância de um sistema de verificação independente e bem estruturado para ser capaz de observar esses detalhes de forma automatizada à medida que ganha escala e o número de operações chega aos milhares”, afirma.

Recompensa

De acordo com o gerente executivo técnico da Coocamar Cooperativa Agroindustrial, Renato Watanabe, essa é uma demanda antiga. E é altamente positivo que o nível de manejo de solo venha beneficiar financeiramente os produtores.

“A gente encontra produtores nos solos arenosos com mais habilidade de produção do que os dos solos argilosos, muito em função do nível de manejo. São duas realidades. Onde se faz apenas a rotação soja e milho, é comum isto causar problemas físicos e biológicos para o solo, principalmente físicos, em função de as raízes ficarem concentradas somente a até 20 cm de profundidade. Com isso, as lavouras acabam sentindo mais um período de seca, mesmo de curta duração. Já quem faz um bom trabalho, seja em solos arenosos ou argilosos, mesmo em anos difíceis, tem conseguido manter a estabilidade da produção”, afirma.

Watanabe destaca ainda que o ZarcNM se conecta com outras frentes trabalhadas pela Cocamar, como soja baixo carbono e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O cooperado José Henrique Orsini, do município de Floresta (PR), é reconhecido por técnicos da Cocamar por dedicar especial atenção ao solo, utilizando braquiária logo após a colheita da soja como forma de melhorar o solo e ter palhada em abundância para o plantio direto na safra de verão seguinte.

“Faltava um seguro assim para reconhecer o trabalho do produtor que faz um bom manejo do solo”, diz Orsini, explicando que, neste ano, por não ter feito o consórcio milho e braquiária conseguiu acessar o NM2 do seguro e terá direito a uma subvenção de 25%. Se tivesse feito o consórcio, chegaria ao nível 3 e a subvenção seria de 30%.

Já o produtor e cooperado José Rogério Volpato alcançou classificação NM3. “Importante diferenciar os produtores que investem no manejo sustentável do solo. É um reconhecimento que serve de incentivo para outros”, ressalta.

Ele cultiva solos arenosos em Ourizona e em Presidente Castelo Branco (PR), onde implementa o programa de integração lavoura-pecuária (ILP) e o consórcio milho e braquiária como opção de inverno. Há mais de uma década, Volpato investe em práticas que asseguram a estabilidade das safras, mesmo quando há períodos de veranicos e altas temperaturas em momentos críticos da lavoura.

Entre outros benefícios, a braquiária, com seu enraizamento agressivo, rompe a camada de compactação e abre pequenos canais que propiciam a infiltração das águas das chuvas, evitando as enxurradas e contendo a erosão. Além de aumentar o volume de matéria orgânica, o capim cicla nutrientes das camadas mais profundas e, com sua palhada intensa, inibe o surgimento de ervas daninhas e mantém o solo úmido por mais tempo após uma chuva, criando um microclima que favorece o desenvolvimento da lavoura. A cobertura protege o solo, também, da incidência dos raios solares, mantendo uma temperatura mais suportável para as plantas.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

18/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

Exportações do agro somam US$ 15,5 bilhões em outubro e registram recorde para o mês

Por Redação 17/11/2025
Escrito por Redação

Exportações do agro somam US$ 15,5 bilhões em outubro e registram recorde para o mês

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, com crescimento de 8,5% em relação a outubro de 2024. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,79 bilhão, resultando em superávit de aproximadamente US$ 13,7 bilhões.

O desempenho foi sustentado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, em um cenário de recuo de 1,4% nos preços médios internacionais. Outubro mantém a sequência de resultados elevados observada no segundo semestre: em julho, as exportações do agro somaram US$ 15,6 bilhões, e em setembro, US$ 14,95 bilhões, sinalizando patamar próximo de US$ 15 bilhões mensais.

Entre os destaques, soja em grãos, carne bovina, café, açúcar, milho, celulose, carne de frango e carne suína registraram recordes de valor e/ou volume para meses de outubro.

A China segue como principal destino, com US$ 4,95 bilhões (32% do total exportado pelo agro no mês), impulsionada principalmente por soja em grãos e carne bovina. Em seguida aparecem União Europeia e Estados Unidos, além de mercados como Egito, Índia e Irã, que reforçam a diversificação geográfica das exportações brasileiras, especialmente na Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

Nichos em alta

O mês de outubro também trouxe recordes em produtos menos tradicionais da pauta exportadora, que sinalizam novas oportunidades para empresas de diferentes portes:

  • Amendoim: recorde em volume, com 33 mil toneladas (+85,3%);
  • Rações para animais de estimação: recorde em valor, com US$ 43,2 milhões (+42,7%);
  • Café solúvel: recorde em valor (US$ 101 milhões; +32,8%) e volume (8 mil toneladas; +11,3%);
  • Sementes de oleaginosas (exceto soja): recordes de valor (US$ 69,8 milhões; +41,8%) e quantidade (68,6 mil toneladas; +77%);
  • Pimenta piper seca, triturada ou em pó: recorde em valor, com US$ 435,7 milhões;
  • Miudezas bovinas: recorde em quantidade, com 25,2 mil toneladas (+29,6%);
  • Sebo bovino: recorde em valor (US$ 431,03 milhões) e quantidade (390,41 mil toneladas);
  • Feijões secos: recorde em valor (US$ 379,73 milhões) e quantidade (452,88 mil toneladas).

Esses itens vêm ganhando espaço no mercado internacional graças à estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em outubro, essa iniciativa resultou na abertura de 28 novos mercados, o equivalente a quase uma nova oportunidade por dia para empresas que buscam diversificar sua atuação internacional.

No geral, os produtos menos tradicionais da pauta exportadora incrementaram 9,1% em outubro e 17,9% no acumulado do ano (janeiro a outubro), em relação a igual período de 2024.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 141,97 bilhões, crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 17 bilhões, alta de 4,9% na comparação com 2024, resultando em superávit de US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do registrado em igual intervalo do ano passado.

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

17/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Fotos – Tratores em destaque na Agritechnica 2025
Agritechnica

Agritechnica 2025: eficiência inteligente redefine o futuro da agricultura

Por Redação 17/11/2025
Escrito por Redação

Agritechnica 2025: eficiência inteligente redefine o futuro da agricultura

Leonardo Gottems (enviado especial em Hannover, Alemanha) – A Agritechnica 2025, maior evento de tecnologia e maquinário agrícola do planeta, encerrou suas atividades no dia 15 de novembro na cidade alemã de Hannover com números que consolidam sua posição como o epicentro global da inovação no setor. Com mais de 2.800 empresas expositoras provenientes de 52 nações e centenas de lançamentos tecnológicos inéditos, o evento estabeleceu um recorde de participação internacional e apresentou ao mundo o que pode ser o futuro da agricultura nas próximas décadas.

Confira as novidades da Agritechnica 2025 

Sob o lema “Touch Smart Efficiency”, a edição deste ano concentrou-se em três eixos fundamentais: inteligência artificial aplicada ao campo, otimização de recursos produtivos e transformação digital dos processos agrícolas. A escolha do tema reflete uma mudança estrutural no setor, que deixa de ver a tecnologia como diferencial competitivo para tratá-la como requisito básico de sobrevivência no mercado global.

Internacionalização sem precedentes

Segundo dados divulgados pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), organizadora do evento, a participação de empresas estrangeiras cresceu significativamente em relação às edições anteriores. Mais de dois terços dos expositores não eram alemães, caracterizando esta como uma das edições mais internacionalmente diversificadas da história da feira. A presença marcante de companhias asiáticas, europeias e de outras regiões conferiu ao evento um caráter verdadeiramente global e uma atmosfera de intensa competição tecnológica.

A diversidade geográfica dos participantes evidencia que a corrida pela modernização agrícola não é mais exclusividade de potências tradicionais. Países emergentes, especialmente da Ásia, demonstraram capacidade técnica e industrial comparável à de fabricantes estabelecidos, sinalizando uma redistribuição de forças no mercado mundial de maquinário agrícola.

Revolução digital ganha contornos definitivos

O destaque absoluto da Agritechnica 2025 foi a consolidação das tecnologias digitais como parte inseparável da operação agrícola moderna. Expositores apresentaram soluções integradas que combinam robótica avançada, sensoriamento remoto, inteligência artificial e gestão de dados em tempo real.

Uma novidade desta edição foi o lançamento do “Digital Farm Hub”, espaço inédito dedicado exclusivamente a demonstrações de soluções orientadas por dados. O hub funcionou como vitrine para sistemas que prometem revolucionar a forma como agricultores tomam decisões, gerenciam recursos e otimizam resultados produtivos.

As tecnologias apresentadas incluem plataformas capazes de monitorar simultaneamente dezenas de variáveis – umidade do solo, condições climáticas, saúde das plantas, desempenho de máquinas – e fornecer recomendações precisas sobre quando e como intervir em cada área da propriedade. O nível de automação demonstrado surpreendeu até observadores mais experientes do setor.

Competição acirrada pela inovação

O prestigiado “Prêmio de Inovação Agritechnica 2025” recebeu 234 inscrições provenientes de 25 países, número que supera marcas históricas e atesta o vigor criativo do setor. Os vencedores finais concentraram-se em categorias estratégicas: redução no consumo energético, aumento de precisão operacional, motores movidos a hidrogênio, sistemas híbridos de propulsão e equipamentos que minimizam a compactação do solo.

O volume e a qualidade das submissões transformaram esta em uma das edições mais inovadoras da história do evento. Analistas destacam que muitas das tecnologias premiadas já estão prontas para comercialização, o que significa que seus impactos serão sentidos rapidamente no campo.

Agricultura regenerativa

A DLG aproveitou o palco da Agritechnica 2025 para formalizar os “Cinco Princípios Internacionais da Agricultura Regenerativa”, conjunto de diretrizes que busca conciliar produtividade com conservação ambiental. Os princípios incluem:

  1. Mínima perturbação do solo
  2. Cobertura permanente da superfície
  3. Promoção da biodiversidade
  4. Ciclagem de matéria orgânica
  5. Reintegração de criação animal e produção vegetal

Esta seção da feira deixou claro que o futuro da agricultura não se resume à adoção de máquinas mais sofisticadas. Mudanças nos métodos de produção e compromisso genuíno com a sustentabilidade ambiental são igualmente indispensáveis. Equipamentos que reduzem a compactação do solo, preservam sua estrutura e minimizam erosão ganharam destaque especial, refletindo preocupações crescentes com a saúde dos ecossistemas agrícolas.

Impactos econômicos e transformação do modelo de negócios

Analistas de mercado que acompanharam o evento chegaram a conclusões convergentes: a indústria de maquinário agrícola está atravessando uma transformação fundamental em seu modelo de negócios. As fronteiras entre hardware (máquinas físicas), software (sistemas de gestão) e serviços (suporte técnico e consultoria) estão se dissolvendo rapidamente.

Empresas não vendem mais apenas tratores ou colheitadeiras, mas sim soluções completas que incluem monitoramento contínuo, atualizações remotas de software, análise preditiva de falhas e assessoria especializada para otimização de operações. Essa mudança de paradigma exige que fabricantes desenvolvam competências completamente novas e repensem suas estruturas organizacionais.

A gestão remota de frotas, a manutenção preditiva baseada em dados e a capacidade de ajustar parâmetros operacionais sem deslocamento físico emergem como vantagens competitivas decisivas. Para agricultores, isso significa não apenas máquinas mais eficientes, mas sistemas de produção fundamentalmente diferentes.

Principais lançamentos

Marcas líderes europeias e asiáticas, incluindo AGCO, CNH e Zoomlion, apresentaram tratores híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio. Esses equipamentos combinam consumo reduzido de combustível, emissões minimizadas e sistemas de controle de altíssima precisão, representando o que há de mais avançado em “agricultura de baixo carbono”.

Robôs especializados em plantio e controle de plantas daninhas, drones agrícolas de grande porte para múltiplas aplicações e sistemas de colheita totalmente automatizados foram destaques. Tecnologias de navegação baseadas em GPS de precisão centimétrica e inteligência artificial permitem operações ininterruptas, incluindo trabalho noturno, com mínima supervisão humana.

Fabricantes europeus concentraram esforços em chassi leves, pneus de baixa pressão e implementos com controle preciso de profundidade de trabalho. Essas inovações atendem aos novos padrões DLG para agricultura regenerativa e respondem a preocupações crescentes sobre degradação física dos solos agrícolas.

Bosch e AGCO Power revelaram motores compatíveis com combustíveis sintéticos, sistemas de propulsão híbrida e motores alimentados por hidrogênio. Diante das pressões globais por descarbonização, essas tecnologias devem transformar rapidamente o mercado de motores agrícolas.

Sistemas de Gerenciamento de Informações Agrícolas (FMIS, na sigla em inglês) com capacidades de controle remoto, análise de desempenho em tempo real, previsão de produtividade e ajuste automático de parâmetros operacionais ocuparam posição central na feira. A unificação de dados provenientes de sensores de solo, máquinas e aeronaves não tripuladas representa o futuro imediato da agricultura digital.

A Agritechnica 2025 não foi apenas mais uma feira comercial, mas sim um marco histórico que delineou com clareza o futuro da produção de alimentos no planeta. A mensagem central é cristalina: agricultura moderna é, inevitavelmente, agricultura inteligente, sustentável e altamente tecnificada.

Países, empresas e agricultores que compreenderem e abraçarem essa realidade estarão posicionados para prosperar nas próximas décadas. Aqueles que resistirem ou demorarem a se adaptar enfrentarão desafios crescentes de competitividade e relevância em um mercado global cada vez mais exigente e dinâmico.

17/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

A moagem de cana atingiu 556 milhões de toneladas, uma retração de 1,97%

Por Redação 14/11/2025
Escrito por Redação

agricultura familiar - A moagem de cana atingiu 556 milhões de toneladas, uma retração de 1,97%

Na segunda quinzena de outubro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 31,11 milhões de toneladas ante a 27,21 milhões da safra 2024/2025. No acumulado desde o início da safra 2025/2026 até 1º de novembro, a moagem atingiu 556,03 milhões de toneladas, registrando retração de 1,97% na comparação com as 567,18 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior.

Na segunda quinzena de outubro, operaram 242 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 222 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período da safra anterior, 251 unidades produtoras estavam em operação.

Nos últimos quinze dias de outubro, 54 unidades encerraram a moagem. No acumulado desde o início da safra, 74 unidades já concluíram o processamento da cana, ante 40 usinas no mesmo período do ciclo anterior.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, explica que “na primeira quinzena de novembro, outras 50 unidades estavam programadas para encerrarem a moagem deste ciclo. Com isso, ao final da primeira quinzena de novembro, mais de 120 empresas devem estar com safra encerrada no Centro-Sul”.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de outubro atingiu 151,56 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar. No acumulado desde o início da safra 2025/2026, o indicador marca 138,32 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 3,07% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de outubro totalizou 2,07 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 1º de novembro, a fabricação do adoçante totalizou 38,09 milhões de toneladas.

A proporção da matéria-prima direcionada à fabricação do adoçante recuou dois pontos percentuais na segunda quinzena de outubro, atingindo 46,02% ante o índice observado de 48,28% na quinzena anterior.

Rodrigues acrescenta que “a retração observada no índice médio do Centro-Sul está presente mesmo nos importantes polos de produção de açúcar”. Regiões como São Carlos, São José do Rio Preto e Piracicaba registraram retração de 4 a 7 pontos percentuais na proporção de matéria-prima destinada a produção de açúcar, explicou o executivo.

Com isso, na segunda metade de outubro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul cresceu, atingindo 1,90 bilhão de litros – sendo 1,16 bilhão de litros de etanol hidratado (+14,05%) e 747,19 milhões de litros de etanol anidro (+14,90%).

No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 26,95 bilhões de litros (- 6,91%), sendo 16,78 bilhões de etanol hidratado (-9,19%) e 10,17 bilhões de anidro (-2,88%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de outubro, 21,57% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 410,97 milhões de litros neste ano, contra 377,54 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 8,85%.

No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 5,27 bilhões de litros – avanço de 16,73% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de outubro, as vendas de etanol totalizaram 3,05 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,19 bilhão de litros – avanço de 6,18% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,86 bilhão de litros – recuo de 5,18%.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,79 bilhão de litros, o que representa um recuo de 4,44% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, seguiu sentido contrário e atingiu a marca de 1,17 milhões de litros, avançando 7,74%.

No acumulado desde o início da safra até o final de outubro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 20,57 bilhões de litros. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 12,84 bilhões de litros (-5,42%), enquanto o de anidro alcançou 7,72 bilhões de litros (+4,67%).

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

14/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

Crescimento de consórcio impulsiona compra de máquinas agrícolas

Por Redação 14/11/2025
Escrito por Redação

Crescimento de consórcio impulsiona compra de máquinas agrícolas

O consórcio rural vem ganhando força como uma das principais alternativas de financiamento para produtores que desejam investir na modernização do campo sem recorrer ao crédito tradicional. A modalidade tem atraído especialmente pequenos e médios agricultores interessados em ampliar a produção e renovar o maquinário.

Para Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e produtos financeiros, o avanço do consórcio rural reflete uma mudança no perfil do produtor e na forma de planejar os investimentos no agronegócio:

“Essa alta se dá exatamente porque quem compra pelo banco, têm até 60 meses para pagar. No consórcio, o pagamento pode ser feito em até 180 meses, ou seja, 15 anos para pagar. É por isso que cada vez mais pessoas do campo têm buscado essa modalidade, ainda mais em um momento em que o crédito está caro e difícil de obter”, explica o especialista.

De acordo com dados divulgados em novembro pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o consórcio de máquinas agrícolas passou a representar 51% do total de consorciados de veículos pesados, ultrapassando caminhões (41%) e outros equipamentos (8%).

Entre os consorciados contemplados, 91,6% adquiriram máquinas novas, sendo os tratores os mais procurados. O estudo mostra ainda que 67% dos participantes são pessoas físicas e 45% têm mais de 45 anos, o que evidencia a adesão crescente de produtores já consolidados no setor.

O levantamento aponta que o consórcio rural tem atraído principalmente pessoas físicas (67%). Cerca de 90% dos consorciados ativos estão no campo, atuando em propriedades de diferentes portes e cultivando, sobretudo, soja, milho e arroz. Nos primeiros oito meses do ano, o Centro-Oeste concentrou o maior volume de cotas de máquinas agrícolas vendidas, seguido por Sudeste e Sul.

“Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás são as regiões com a maior aquisição de máquinas e procura por cotas no consórcio. O produtor rural está cada vez mais consciente da importância do planejamento financeiro e da gestão do fluxo de caixa. Essa modalidade permite que ele programe a compra de um trator, colheitadeira ou implemento sem precisar se endividar com juros altos, o que garante mais previsibilidade e segurança para o negócio”, afirma o CEO de Maestria.

Com o setor agrícola cada vez mais dependente de tecnologia e eficiência, o consórcio rural desponta como uma alternativa sólida para financiar o crescimento de forma planejada e sustentável, conectando o campo à inovação financeira. O executivo ressalta que o modelo se destaca também como ferramenta de gestão de patrimônio.

“Muitos produtores têm usado o consórcio como uma forma de poupança programada, que, além de proteger o capital, viabiliza a expansão da produção com custos menores. É uma estratégia inteligente de modernização e sustentabilidade financeira no agronegócio”, completa Gomes.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

14/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
OpiniãoTecnologia

COP 30: segundo dia reforça protagonismo do agro brasileiro

Por Redação 13/11/2025
Escrito por Redação

COP 30: segundo dia reforça protagonismo do agro brasileiro

Eduardo Pavão* – Os dois primeiros dias da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30/UNFCCC, nas siglas em inglês), em Belém, deixaram claro o papel central que o agronegócio brasileiro ocupa no debate climático global. Ao contrário da narrativa que muitas vezes circula fora do País, o Brasil está se provando com dados, tecnologias e práticas concretas que já demonstram a sua liderança no tema. Há um esforço evidente em mostrar como a agricultura brasileira funciona na prática, baseada em ciência e cada vez mais orientada por métricas de carbono, solo e uso da terra e sustentação. É uma grande oportunidade para o mundo enxergar o potencial real do País como potência ambiental e produtiva.

Entre os destaques na AgriZone, o evento realizado pelo Canal Rural e seu fórum temático reuniram alguns dos principais líderes do agro nacional. As discussões refletiram maturidade e alinhamento com as agendas globais, abordando temas como agricultura sustentável, sistemas regenerativos, pecuária de baixa emissão e inovação em monitoramento territorial. A presença de representantes de diferentes setores, produtores, cooperativas, pesquisadores, indústrias e instituições financeiras mostrou que a agenda climática no campo deixou de ser periférica e se tornou estratégica.

As conversas também evidenciaram que o Brasil possui condições únicas de liderar a transição para uma agricultura de baixo carbono no mundo: diversidade produtiva, conhecimento técnico, capacidade de integração entre produção e conservação, além de iniciativas robustas de tecnologia e monitoramento ambiental. O sentimento predominante é o de que o País está finalmente comunicando ao mundo, com clareza, a qualidade do trabalho já existente, unindo produtividade, conservação e inclusão de produtores.

Em resumo, os primeiros dias da COP 30 foram marcados por uma combinação de demonstração técnica e posicionamento do agro brasileiro. O setor está mostrando resultados e abrindo diálogo qualificado sobre como produzir mais com menos impacto, e de forma responsável. Há um clima de confiança e de oportunidade: o Brasil não apenas tem potencial, mas vem afirmando-se como protagonista da transição para uma agricultura de baixo carbono, que alia produtividade, conservação e desenvolvimento. (Reprodução: Linkedin)

*Eduardo Pavão, Pesquisador do FGV Bioeconomia 

13/11/2025 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui