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COP 30: segundo dia reforça protagonismo do agro brasileiro

Em artigo, Eduardo Pavão, pesquisador do FGV Bioeconomia, afirma que primeiros dias da COP 30 foram marcados por uma combinação de demonstração técnica e posicionamento do agro brasileiro

COP 30: segundo dia reforça protagonismo do agro brasileiro

Eduardo Pavão* – Os dois primeiros dias da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30/UNFCCC, nas siglas em inglês), em Belém, deixaram claro o papel central que o agronegócio brasileiro ocupa no debate climático global. Ao contrário da narrativa que muitas vezes circula fora do País, o Brasil está se provando com dados, tecnologias e práticas concretas que já demonstram a sua liderança no tema. Há um esforço evidente em mostrar como a agricultura brasileira funciona na prática, baseada em ciência e cada vez mais orientada por métricas de carbono, solo e uso da terra e sustentação. É uma grande oportunidade para o mundo enxergar o potencial real do País como potência ambiental e produtiva.

Entre os destaques na AgriZone, o evento realizado pelo Canal Rural e seu fórum temático reuniram alguns dos principais líderes do agro nacional. As discussões refletiram maturidade e alinhamento com as agendas globais, abordando temas como agricultura sustentável, sistemas regenerativos, pecuária de baixa emissão e inovação em monitoramento territorial. A presença de representantes de diferentes setores, produtores, cooperativas, pesquisadores, indústrias e instituições financeiras mostrou que a agenda climática no campo deixou de ser periférica e se tornou estratégica.

As conversas também evidenciaram que o Brasil possui condições únicas de liderar a transição para uma agricultura de baixo carbono no mundo: diversidade produtiva, conhecimento técnico, capacidade de integração entre produção e conservação, além de iniciativas robustas de tecnologia e monitoramento ambiental. O sentimento predominante é o de que o País está finalmente comunicando ao mundo, com clareza, a qualidade do trabalho já existente, unindo produtividade, conservação e inclusão de produtores.

Em resumo, os primeiros dias da COP 30 foram marcados por uma combinação de demonstração técnica e posicionamento do agro brasileiro. O setor está mostrando resultados e abrindo diálogo qualificado sobre como produzir mais com menos impacto, e de forma responsável. Há um clima de confiança e de oportunidade: o Brasil não apenas tem potencial, mas vem afirmando-se como protagonista da transição para uma agricultura de baixo carbono, que alia produtividade, conservação e desenvolvimento. (Reprodução: Linkedin)

*Eduardo Pavão, Pesquisador do FGV Bioeconomia 

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