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Notícias

Ministério da Agricultura começa a testar drones para fiscalizar plantio em SP

Por Redação 24/03/2025
Escrito por Redação

Mapa começa a testar drones para fiscalizar plantio em São Paulo

Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa.

A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos.

BNDES aprova R$ 216,6 milhões para projetos de armazenagem

Os dados e imagens captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos.

Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovadas pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo.

A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações.

Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais.

“O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa no Estado de São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela.

O ministério capacitou servidores do Estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens.

Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal.

A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no Estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade.

 

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Notícias

BNDES aprova R$ 216,6 milhões para projetos de armazenagem

Por Redação 24/03/2025
Escrito por Redação

BNDES aprova R$ 216,6 milhões para projetos de armazenagem

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos a projetos de armazenagem nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que somam R$ 216,6 milhões. Os recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25, e do Finem.

São R$ 83,8 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) – sendo R$ 52,84 milhões em recursos PCA e R$ 31 milhões em Finem –, R$ 52,84 milhões em recursos PCA para a Coamo Agroindustrial Cooperativa, R$ 40 milhões para a Energética Santa Helena S.A – sendo R$ 25 milhões em recursos PCA e R$ 15 milhões em Finem –, e R$ 40 milhões para a Vale do Paracatu – sendo R$ 25 milhões do PCA e R$ 15 milhões do Finem.

“Os projetos estão alinhados às políticas públicas do governo do presidente Lula, pois atendem aos objetivos de fortalecer a produção agrícola brasileira, além de modernizar, reformar e construir novos armazéns, ampliando a capacidade de armazenamento e gestão de estoques para enfrentar sazonalidades”, salientou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Coamo

O apoio do BNDES corresponde à totalidade dos investimentos da Coamo na modernização e ampliação da estrutura de armazenagem de soja e milho das unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul, e Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Paraná. Além de expandir a capacidade de armazenamento, o projeto melhora o fluxo de recebimento e armazenagem da produção, aumentando a confiabilidade dos processos e a conservação dos grãos com qualidade inalterada, enquanto o produtor cooperado aguarda as melhores condições de comercialização.

PIB da agropecuária deve crescer 6% este ano, projeta Ministério da Fazenda

No total, a capacidade de armazenamento das três unidades deverá ser ampliada das atuais cerca de 123,6 mil toneladas de grãos para aproximadamente 183,6 mil. Durante a execução do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

Santa Helena

O crédito concedido à Santa Helena representa 90,6% dos recursos a serem investidos em Nova Andradina, no Leste de Mato Grosso do Sul, onde serão construídos um armazém com capacidade para até 50 mil toneladas de açúcar e uma fábrica capaz de produzir até 850 toneladas de açúcar por dia junto à usina de etanol.

Com os investimentos, a companhia, cuja principal linha de receita vem da venda de etanol (anidro e hidratado), terá flexibilidade para alternar entre a produção de açúcar e álcool etílico, maximizando a geração de receita e mitigando os riscos do negócio.

A Santa Helena estima a geração de 100 postos de trabalho diretos durante a implantação do projeto e de 50 empregos diretos após a conclusão, ampliando seu quadro de funcionários de 1.280 para 1.330. Indiretamente, o projeto deverá empregar 150 trabalhadores durante a fase de implantação e 70 após a conclusão.

Copacol

Para a Copacol, o financiamento aprovado pelo Banco, de R$ 83,8 milhões, representa 91,4% do investimento que a cooperativa fará em três unidades no Oeste do Paraná. A finalidade é ampliar a capacidade de armazenamento de grãos da unidade Melissa, em Cascavel, passando das atuais 23.500 toneladas para 58.000 toneladas de grãos. Serão construídos três silos armazenadores de 11.500 toneladas cada, juntamente com a instalação de linhas de carga e descarga, com capacidade de 200 toneladas por hora.

Em Jesuítas, a capacidade de armazenamento da Fábrica de Rações passará de 163.000 toneladas para 209.000 toneladas e serão construídos quatro silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 46.000 toneladas a serem acrescidas. Já na Unidade de Recebimento e Armazenamento de Grãos, também em Jesuítas, a capacidade de armazenagem de grãos passará das atuais 45.000 toneladas para 68.000 toneladas, e serão construídos dois silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 23.000 toneladas.

Durante a execução das obras, a previsão é que sejam gerados, indiretamente, 62 empregos na unidade Melissa, 170 na Fábrica de Rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento de Jesuítas.

Vale do Paracatu

Em Paracatu, no Noroeste de Minas, o BNDES apoiará, com R$ 34,9 milhões, a Vale do Paracatu Bioenergia S/A na construção de armazém com capacidade para estocar até 60 mil toneladas de açúcar (ou 1,2 milhão de sacas). Também financiará a construção de uma fábrica de açúcar, com R$ 5,1 milhões, para a produção de 155 mil toneladas do produto por ano. O financiamento do Banco representa 25,7% do total do investimento da empresa no projeto. Durante a implementação do projeto devem ser gerados 300 empregos diretos e 70 após a conclusão.

PCA

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, os projetos apoiados pelo Banco estão alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil. “Fortalecer as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para garantir a segurança alimentar, nutricional e energética no país.”

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns é um dos programas agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que contam com juros equalizados pelo Tesouro Nacional, operados pelo BNDES. O PCA financia produtores e cooperativas rurais para ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e de câmaras frias.

 

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EmpresasNotícias

Case IH testa primeira colhedora de cana movida a etanol em campo

Por Redação 21/03/2025
Escrito por Redação

Case IH testa primeira colhedora de cana movida a etanol em campo

A Case IH realizou o primeiro teste em campo de uma colhedora de cana movida a etanol em uma das unidades da São Martinho, em Pradópolis (SP). O projeto faz parte de uma iniciativa para reduzir as emissões de carbono no setor, utilizando um combustível renovável e amplamente disponível no Brasil.

“A Case IH tem investido há anos em propulsores alternativos, e vimos que o etanol é a melhor solução, principalmente para o Brasil, e por diversos fatores: é um combustível produzido por nossos clientes e amplamente utilizado no país, e que não demanda novos investimentos em infraestrutura e logística por parte dos produtores”, explica Christian Gonzalez, vice-presidente da Case IH para América Latina.

A primeira fase do projeto foi apresentada na Agrishow 2024, quando a marca anunciou e expôs o protótipo do motor movido a etanol para colhedoras de cana. Desenvolvido pela FPT Industrial, o propulsor é um Cursor 13, com Ciclo Otto, o mesmo utilizado em carros flex.

PIB da agropecuária deve crescer 6% este ano, projeta Ministério da Fazenda

O motor seguiu então para testes de bancada durante o restante do ano e foi introduzido em uma colhedora de duas linhas da série Austoft 9000 para ser levado para o campo. Os primeiros testes foram realizados no final de 2024.

Segundo a fabricante, os resultados foram positivos e a máquina voltará a campo no início da próxima colheita.

“Já nesse primeiro teste a colhedora teve excelente performance, conseguindo trabalhar em níveis similares de produtividade e eficiência que a versão a diesel, mesmo em canas de alta produtividade. Testamos outras versões e tecnologias no passado, mas não obtivemos os resultados promissores dessa versão. Durante essa safra continuaremos a testar e desenvolver o motor para chegar ao seu máximo potencial, e, em paralelo, iniciaremos o desenvolvimento em outras classes de motores e produtos”, comenta Gonzalez.

Para Fábio Venturelli, CEO da São Martinho, o projeto pode transformar não apenas o setor sucroalcooleiro. “Acreditamos que tem potencial de ser uma transformação significativa no aspecto de pegada de carbono não apenas para o nosso setor, mas para toda a agricultura”, enfatiza.

O uso de etanol como uma possibilidade de abastecimento de máquinas agrícolas traz diversos benefícios. É um combustível renovável e que reduz a emissão de carbono, fatores que contribuem para as metas ambientais e regulatórias do meio agrícola, como o mercado de CBIOS (créditos de descarbonização).

Estudos mostram que, quando se é analisado o ciclo de vida completo dos combustíveis, o etanol proporciona uma redução de até 90% na emissão de gases de efeito estufa (GEE) em relação aos combustíveis fósseis. Além disso, pode trazer redução de custos operacionais com transporte e logística e ter menos oscilações de preços, em relação aos derivados do petróleo.

A colhedora de cana é o início de um projeto que contará com um portfólio de máquinas movidas pelo combustível.

“Faz todo sentido iniciarmos o projeto atendendo o setor de cana, contribuindo para que tenham um ciclo autossuficiente dentro da própria usina. Mas o etanol produzido a partir do milho está crescendo bastante, e em regiões com alta demanda de máquinas agrícolas como o Centro-Oeste e a região conhecida como Matopiba. Então acreditamos que teremos uma alta demanda também do setor de grãos e nosso objetivo é oferecer outras opções de máquinas movidas a etanol como tratores, colheitadeiras e pulverizadores”, conclui o vice-presidente.

 

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Feiras & EventosNotícias

Husqvarna lança derriçadores de café com foco na redução de danos à planta

Por Redação 21/03/2025
Escrito por Redação

Husqvarna lança derriçadores de café com foco na redução de danos à planta

A Husqvarna apresenta os derriçadores KS12 e KD24, desenvolvidos para a colheita de café. O lançamento ocorre na 24ª edição da FEMAGRI – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas, promovida pela Cooxupé, evento reconhecido como um dos mais importantes do setor cafeeiro no Brasil.

Os novos acessórios foram projetados para garantir alto rendimento na colheita do café, reduzindo o impacto sobre os ramos e preservando a saúde das plantas, um diferencial para a produtividade dos cafezais.

“Além de atingir maior eficiência na colheita, um dos avanços importantes alcançados por nossos engenheiros foi a baixa vibração nas mãos dos operadores, permitindo operações mais prolongadas com conforto para o operador”, afirma David Teixeira, gerente regional de vendas da Husqvarna.

Bucher Hydraulics reforça estratégia de expansão e anuncia nova sede em Canoas

A área de Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos, que fica junto a fábrica em São Carlos, interior de São Paulo, aplicou no projeto componentes que suportam condições intensivas de uso e testou o acessório em campo junto a usuários. Segundo a empresa, essa medida reduz a necessidade de manutenções frequentes e ainda permite desempenho superior na colheita.

“Nosso objetivo é oferecer equipamentos que elevem a produtividade dos cafeicultores sem comprometer a qualidade e a sustentabilidade das lavouras. Os derriçadores da Husqvarna chegam ao mercado para proporcionar eficiência, conforto e resistência, garantindo uma colheita mais ágil e segura”, destaca David Teixeira.

A empresa acaba de anunciar investimentos para expandir a fábrica de São Carlos, que vai permitir triplicar a produção até 2026, além de ampliar o desenvolvimento de novos produtos focados na agricultura familiar brasileira.

Características do produto

Os novos derriçadores KS12 e KD24 foram desenvolvidos para atender diferentes perfis de produção e necessidades dos cafeicultores.

  • KS12: versão de mão simples, com 12 dedos, indicada para áreas menores ou colheitas específicas.
  • KD24: versão de mão dupla, com 24 dedos, projetada para uma colheita mais abrangente e produtiva.

O design leve e otimizado dos produtos foi pensado para facilitar a operação no cafezal. Os equipamentos têm motor de alta rotação (12.500 rpm), que garantem máximo rendimento na colheita.

 

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Notícias

Seguro rural: FPA pede reforço de R$ 1 bi em recursos para subvenção ao prêmio

Por Redação 21/03/2025
Escrito por Redação

Seguro rural: FPA pede reforço de R$ 1 bi em recursos para subvenção ao prêmio

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) , em ofício assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), encaminhou ao Governo Federal uma solicitação de urgência para inclusão de R$ 1 bilhão para recursos ao Seguro Rural. O colegiado ressalta que o acréscimo deste valor significa encaminhar uma política de segurança da produção nacional para todos os produtores.

Bucher Hydraulics reforça estratégia de expansão e anuncia nova sede em Canoas

De acordo com Lupion, a adição do valor se faz indispensável para a construção da política pública, com a devida manutenção ao longo do desempenho orçamentário, bem como para auxiliar a durabilidade dos programas e linhas de financiamento do crédito rural.

“A segurança do produtor é fator essencial para que ele possa assumir riscos na sua atividade, garantindo a produção, o abastecimento e contribuindo para a manutenção de preços justos dos alimentos e o acesso à comida para a população de baixa renda”, afirmou o deputado.

Importância do Seguro Rural

A cobertura do seguro rural tem caído, mesmo diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e severos, como El Niño e La Niña. A ausência de uma política robusta de mitigação de riscos tem agravado a inadimplência no crédito rural, que triplicou em operações de mercado no último ano, o que torna o acesso ao financiamento ainda mais difícil para os produtores.

Enquanto isso, programas como o Proagro, que deveriam servir como rede de proteção, apresentam ineficiência e elevado custo. Em 2023, o Proagro teve uma sinistralidade de 428%, e custou dez vezes mais ao governo que o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural), mas cobriu uma área menor.

Em 2024, por exemplo, o setor agropecuário solicitou R$ 2,1 bilhões, com aprovação, na Lei Orçamentária Anual (LOA), de R$ 964,5 milhões. Entretanto, após o contingenciamento, esse valor caiu para R$ 820,2 milhões, ou seja, menos de 60% do valor solicitado pelo agro brasileiro.

Segundo Lupion, é necessário dar prioridade ao fortalecimento do Seguro Rural e alavancar a competitividade do setor agropecuário brasileiro.

“Se compararmos o modelo de seguro dos Estados Unidos com o nosso, vemos uma disparidade gigantesca em relação a cobertura, a obrigatoriedade, o tipo de seguro e os subsídios. Estamos muito atrás e não podemos transformar em secundário o que é fundamental para o desenvolvimento do agro e do Brasil”, concluiu.

 

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Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026
Notícias

PIB da agropecuária deve crescer 6% este ano, projeta Ministério da Fazenda

Por Redação 21/03/2025
Escrito por Redação

PIB da agropecuária deve crescer 6% este ano, projeta Fazenda

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer no primeiro trimestre cerca de 1,5% na margem, segundo previsão da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF). De acordo com o Boletim Macrofiscal. divulgado nesta quarta-feira (19), pela SPE, o maior ritmo de crescimento projetado está relacionado principalmente ao avanço esperado de 12,8% para o PIB da agropecuária, impulsionado pela maior produção de soja, milho e arroz.

A SPE também projeta alta de 0,3% para o PIB de serviços nos três primeiros meses do ano, impulsionada por atividades ligadas à agropecuária, como o comércio, e pelo reajuste real do salário mínimo. Já para a indústria, a expectativa é de retração de 0,2%, devido a um recuo na margem da indústria de transformação.

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Apesar da alta na margem no primeiro trimestre, na comparação interanual o PIB deverá desacelerar. Nessa base, o PIB do primeiro trimestre deve crescer 3%, ante alta de 3,6% no quarto trimestre. Para o ano de 2025, a SPE manteve a projeção de crescimento de 2,3% do PIB.

Isso porque, segundo o boletim, depois de um aumento da atividade, no primeiro trimestre na margem, o PIB deve desacelerar e ficar próximo da estabilidade no segundo semestre. Por setor produtivo, a SPE projeta expansão de 6% para o setor agropecuário, de 2,2% para a indústria e de 1,9% para o setor de serviços. Para os anos seguintes, o crescimento deve ficar próximo a 2,5%.

Fonte: Datagro

 

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EmpresasEntrevistaNotíciasVídeos

Bucher Hydraulics reforça estratégia de expansão e anuncia nova sede em Canoas

Por Redação 21/03/2025
Escrito por Redação

Clarisse Sousa – A Bucher Hydraulics, grupo global especializado em soluções hidráulicas, segue firme em sua estratégia de crescimento no Brasil. Em entrevista, o diretor-geral da empresa no país, Rinaldo Fernandes, destacou os pilares que sustentam esse avanço e anunciou uma importante mudança: no primeiro semestre de 2025, a companhia operará em uma nova sede, também em Canoas (RS).

“Nossa nova sede vai sofrer algumas melhorias e algumas modificações para nos colocar mais em condições de competir de forma mais robusta com os players que são maiores no mercado e consolidar essa presença cada vez mais”, afirmou Rinaldo Fernandes. A mudança ocorre, entre outros fatores, como resposta às cheias que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, afetando diretamente a empresa.

Com 100 anos de história global e 11 anos de atuação no Brasil, a Bucher Hydraulics busca fortalecer sua presença no mercado nacional, investindo na fabricação de blocos hidráulicos e no fornecimento de componentes como bombas, motores, válvulas e soluções customizadas. “Nossa estratégia é de crescimento no médio e longo prazo”, ressaltou o diretor-geral.

Entre os produtos de destaque está o motor de engrenagem QXM-Móbil, que oferece alto desempenho e durabilidade para aplicações agrícolas. Além disso, os comandos Directional Control Valves (DCV) são apontados como fundamentais para a expansão da marca no Brasil, proporcionando controlabilidade e rendimento.

A eficiência energética também é um dos focos da companhia. “Os produtos da Bucher prezam por uma alta eficiência energética, por agregação de valor e economia de energia do ponto de vista da aplicação do cliente e, claro, para o consumidor final”, destacou.

Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, a empresa segue investindo e acredita no potencial do mercado brasileiro. “Nossa expectativa de crescimento vem justamente da nossa filosofia de agregar valor e desenvolver soluções ao lado dos clientes”, afirmou o diretor-geral, reforçando a importância do trabalho conjunto com fabricantes de máquinas e implementos agrícolas.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA: 

 

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MercadoNotícias

Entidades do setor produtivo criticam aumento de 1 ponto percentual da taxa Selic

Por Redação 20/03/2025
Escrito por Redação
Entidades do setor produtivo criticam aumento dos juros

Entidades do setor produtivo criticam aumento da Selic // Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A elevação de 1 ponto percentual da taxa Selic (juros básicos da economia) recebeu críticas do setor produtivo. Segundo entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, os juros de 14,25% ao ano, no maior nível em quase dez anos, prejudicam a recuperação da economia e ameaçam o emprego e o consumo, de acordo com nota da “Agência Brasil”.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não tem outros efeitos além de prejudicar a economia. Segundo a entidade, a taxa alta desconsiderou a queda do dólar e da cotação do petróleo no mercado internacional, fatores que ajudam a segurar a inflação.

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

“Outros fatores vão contribuir para a redução da inflação e, por isso, não poderiam ter sido desconsiderados pelo Banco Central em sua decisão, avalia a CNI. Um deles seria a valorização cambial. O dólar, que fechou 2024 a R$ 6,19, passou a R$ 5,68, em 18 de março de 2025.”

O segundo é a queda no preço do petróleo, com o valor do barril Brent caindo de US$ 85, em outubro de 2024, para aproximadamente US$ 70, em março de 2025, destacou a CNI. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) pediu mais “parcimônia” ao Copom para calibrar melhor a política monetária e não prejudicar a economia.

“O Brasil já possui uma das maiores taxas reais de juros do mundo e, com a recente calibragem da Selic, torna ainda mais difícil fomentar o nível de investimento necessário para o país se manter competitivo internacionalmente neste cenário de neoprotecionismo. Além disso, os efeitos sobre os empregos e sobre o consumo das famílias são deletérios”, ressaltou a associação.

Apesar do impacto sobre o consumo, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) considerou que a decisão do Copom veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Para a entidade, o BC terá de aumentar os juros enquanto os gastos do governo estiverem altos. “Apesar da redução da cotação do dólar, houve aceleração da inflação, que se mantém acima da meta anual, num contexto de incertezas fiscais e expectativas inflacionárias ainda desancoradas, justificando uma política monetária mais contracionista”, afirmou a entidade.

 

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Notícias

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Por Redação 20/03/2025
Escrito por Redação
Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano // Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano, segundo informações da Agência Brasil. 

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento.

Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde outubro de 2016, quando também estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do bônus de Itaipu sobre a conta de luz e o preço de alguns alimentos contribuíram para o índice.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2025, a inflação desde abril de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,99% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

 

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NotíciasTecnologia

Biocombustível de coco impulsiona a transição energética no Brasil

Por Redação 19/03/2025
Escrito por Redação

Biocombustível de coco impulsiona a transição energética no Brasil

A crescente preocupação com a pegada de carbono tem incentivado o desenvolvimento de estratégias para a descarbonização das atividades econômicas. Entre as principais abordagens estão a diversificação das fontes energéticas, o aumento da eficiência dos processos e a implementação de tecnologias de captura de carbono. Dentro desse contexto, se destaca a produção de biocombustível a partir da biomassa residual de coco verde, um dos resíduos mais abundantes em Aracaju (SE), onde está instalado o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Vinculado ao Grupo Tiradentes, o ITP abriga o Núcleo de Estudos em Sistemas Coloidais (NUESC) criado há 15 anos em parceria com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPES) e Petrobras. O núcleo de pesquisa científica se consolidou como um dos mais importantes do segmento, servindo ainda de instrumento para a formação de profissionais de alta qualificação para o mercado local e nacional, em colaboração com os Programas de Pós-graduação Stricto sensu da Universidade Tiradentes (Unit).

“O Núcleo tem impacto muito positivo para o equilíbrio ambiental. Em Aracaju, por exemplo, ele contribui para dar nova utilização às 190 toneladas de resíduos de coco verde descartadas por semana na cidade. Transformamos em energia um material que representa um grande desafio para o meio ambiente, em função do alto volume e baixa taxa de decomposição”, esclarece o coordenador-adjunto de Programas Profissionais da Área de Engenharias II na CAPES, docente da Unit, pesquisador do ITP e coordenador do NUESC, Cláudio Dariva.

Desafio ambiental

O coco verde é amplamente consumido em regiões tropicais, e seu resíduo, especialmente a fibra, representa um grande desafio ambiental em razão do seu alto volume e baixa taxa de decomposição. Em Aracaju, um estudo realizado pela Diretoria de Operações da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) apontou que a cidade gera cerca de 190 toneladas de resíduos de coco verde por semana. E foram identificados 87 pontos de venda, sendo 30 deles considerados grandes geradores, que descartam até 200 kg diários ou 400 kg em dias alternados.

Esse montante de resíduos sobrecarrega a coleta domiciliar e gera um custo anual de aproximadamente R$ 900 mil para a limpeza pública. Além disso, quando não destinados ao aterro sanitário, muitos desses resíduos acabam descartados de forma inadequada, agravando o passivo ambiental da cidade. A conversão desse resíduo em biocombustível não apenas reduz o impacto ambiental, mas também oferece uma alternativa energética renovável e sustentável.

Processo de produção do biocombustível

A transformação da fibra do coco verde em biocombustível pode ocorrer por diferentes rotas tecnológicas, como a pirólise, a gaseificação e a fermentação. No caso da pesquisa realizada no NUESC do ITP, prioriza-se um processo eficiente e de baixo impacto ambiental:

  • Secagem e trituração: a fibra do coco é coletada, seca e triturada para facilitar o processamento.
  • Conversão térmica: a biomassa pode ser submetida à pirólise, que converte o material em bio-óleo, biocarvão e gases combustíveis.
  • Refino e aproveitamento: o bio-óleo pode ser refinado para uso em motores e geradores, enquanto o biocarvão pode ser utilizado como fonte de energia ou para melhorar a qualidade do solo.
Processo integrado

Recentemente, avanços tecnológicos permitiram a integração de três etapas essenciais para a produção de combustíveis sustentáveis: extração de óleo, produção de biodiesel e produção de bio-óleo a partir de oleaginosas. Essa tecnologia inovadora emprega fluidos pressurizados, reduzindo significativamente o uso de solventes orgânicos e promovendo uma abordagem ambientalmente sustentável.

De acordo com a pesquisa do ITP, a abordagem maximiza o aproveitamento dos resíduos gerados no processo, contribuindo para uma economia circular e reduzindo o impacto ambiental da produção de combustíveis..

A iniciativa não apenas contribui para a redução da dependência de combustíveis fósseis, mas também melhora a gestão de resíduos urbanos, evitando o acúmulo de lixo orgânico. Além disso, a criação de uma cadeia produtiva em torno do biocombustível fomenta a geração de empregos e o desenvolvimento local, promovendo a economia circular.

 

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