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NotíciasTecnologia

Acordo entre empresas busca democratizar o uso de dados pelos produtores

Por Redação 19/03/2025
Escrito por Redação

Acordo entre empresas busca democratizar o uso de dados pelos produtores

Um dos principais gargalos das tecnologias no agronegócio é a grande quantidade de dados que são gerados, que muitas vezes não são integrados e, consequentemente, não são utilizados. Para resolver essa lacuna, a divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon fez uma parceria de colaboração estratégica com a Analítica, empresa de soluções para o agro sediada em Ribeirão Preto (SP), centralizando todos os dados que seu cliente precisa em uma única plataforma.

“Além de evoluir constantemente em nossas soluções de geoposicionamento, agricultura de precisão e planejamento e monitoramento de operações, ouvimos o mercado sobre a demanda por integração com dados vindos de outras fontes como drones, sistemas de abastecimento, imagens de satélites, estações meteorológicas, softwares de gestão, entre outros e decidimos agregar na nossa entrega o compilador de dados Metrics, da Analítica, integrando todas as informações de desempenho que o cliente precisa. Com isso, oferecemos um serviço ainda mais completo, inclusive ampliando nossos serviços de suporte e pós-vendas,” explica Fabio Perna, diretor Comercial e Serviços agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Juntas, as empresas querem criar um hub de integração e padronização de dados de diferentes fontes, para levar decisões até a ponta, utilizando tecnologia para reduzir ou eliminar dados represados, tempos improdutivos e outros desperdícios, sem necessidade de interferência de profissionais para análise e tomada de decisão.

“O produtor não precisará mais gerenciar dados fragmentados. Um assistente virtual faz tudo isso de forma simples, apoia operadores e gestores e o resultado pode ser customizado da forma como o cliente quiser. No fim do dia, ele vai ter mais lucro na sua operação, reduzindo o desperdício no consumo de água, de combustível, de químicos, de mão de obra, de manutenção, entre outros, através de recomendações automatizadas com IA”, explica a COO da Analítica, Melina Cais.

O acordo entre as empresas visa a democratização do uso da plataforma também por pequenos produtores, baseado nos canais de venda e modelo de precificação diferenciado da Analítica, permitindo que os dados destes sejam visualizados e tenham as mesmas oportunidades que produtores maiores recebem na aquisição de insumos, máquinas, seguros e na venda de sua produção, através da rastreabilidade de produtos, processos e decisões.

“O nosso foco é aumentar a eficiência no agronegócio, eliminando as desconfianças do produtor quanto à tecnologia, alto investimento e necessidade de profissionais caros”, complementa Perna.

A expectativa é que clientes atuais e futuros possam usufruir da oferta do novo serviço e as condições especiais para a expansão, inclusive com direcionamento de dados de sistemas de terceiros utilizados por eles.

 

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19/03/2025 0 Comentários
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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
MercadoNotícias

Abiove mantém projeção de novo recorde para o complexo soja em 2025

Por Redação 19/03/2025
Escrito por Redação

Abiove mantém projeção de novo recorde para o complexo soja em 2025

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou suas atualizações sobre o desempenho do Complexo da Soja, destacando os números consolidados de 2024 e apresentando suas projeções para este ano. O setor registrou resultados expressivos ao longo do ano, consolidando-se como um dos principais pilares do agronegócio brasileiro.

Encerrando 2024, a produção de soja atingiu 154,39 milhões de toneladas, refletindo um crescimento de 0,6% em relação à última previsão. O esmagamento foi revisado positivamente para 55,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,7%. A produção de farelo de soja também acompanhou essa evolução, finalizando o ano com 42,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja cresceu 2,2%, totalizando 11,34 milhões de toneladas.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

O crescimento expressivo das exportações de farelo de soja, especialmente frente à crescente concorrência internacional com os EUA e a Argentina, foi um dos principais fatores que explicam esses resultados.

Em contraste com os dados finais de 2024, os primeiros dados de 2025, referentes ao mês de janeiro, indicam que o processamento foi de 3,27 milhões de toneladas, representando uma queda expressiva de 6,5% em relação a dezembro de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral.

De acordo com Daniel Furlan Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, “o menor esmagamento em janeiro pode ser explicado pelo atraso da colheita aqui no Brasil em relação aos anos anteriores”.

Projeções para 2025

Para 2025, a projeção passa por uma alteração, demonstrando queda em alguns números, mas mantendo a projeção de novo recorde para o setor. A produção de soja recuou 0,5%, devendo alcançar 170,9 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá se manter, chegando a 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja permanecerá estável, atingindo 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

No cenário das exportações, os números também seguem otimistas. A expectativa é que o Brasil exporte 106,1 milhões de toneladas de soja em grãos, enquanto o farelo de soja deve atingir 23,6 milhões de toneladas, um crescimento de 3,1%.

Já o óleo de soja deverá exportar cerca de 1,4 milhão de toneladas, apresentando um avanço de 27,3%. Além disso, as importações de óleo de soja devem recuar em 50%, caindo para 100 mil toneladas, e as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para complementar a oferta no mercado interno.

 

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MercadoNotícias

Brasil exporta 62,5 mil toneladas de arroz em fevereiro, com US$ 21,6 milhões

Por Redação 18/03/2025
Escrito por Redação

- Brasil exporta 62,5 mil toneladas de arroz em fevereiro, com US$ 21,6 milhões

O Brasil exportou 62,5 mil toneladas de arroz (base casca) em fevereiro, com receita de US$ 21,6 milhões. O relatório é divulgado mensalmente pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume exportado no último mês caiu 43,6% na comparação com o mesmo período de 2024, quando os embarques totalizaram 110,8 mil toneladas. Também houve queda na receita, de 36,8%.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Em relação às importações, o Brasil comprou, no mês passado, 152,2 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 46,2 milhões. Houve queda de 3,7% nas importações se comparado ao montante adquirido no mesmo mês de 2024.

Arroz beneficiado

Os envios de arroz beneficiado pela indústria ao exterior somaram 22,5 mil toneladas em fevereiro de 2025, com receita correspondente a US$ 11,4 milhões. Em volume, o recuo foi de 68,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior; já em receita, houve queda de 54%.

“A nova safra começou a ser colhida no final de fevereiro e início de março. Por isso, ainda não havia muita disponibilidade do produto no mês passado, levando em conta que a safra do ano anterior foi menor. Esse foi o principal motivo para a queda nas exportações brasileiras”, avalia o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

Os principais destinos das exportações de arroz beneficiado em fevereiro foram Peru, Cuba, Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Panamá, São Tomé e Príncipe, e Curaçao. Em termos de valor, destaque para o Peru, para onde foram embarcadas cerca de 10,6 mil toneladas do cereal, ao preço de US$ 5,3 milhões.

 

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Feiras & EventosNotícias

Femagri: Jacto leva soluções em equipamentos portáteis que garantem eficiência operacional

Por Redação 18/03/2025
Escrito por Redação

Femagri: Jacto leva soluções em equipamentos portáteis que garantem eficiência operacional

A Jacto confirma sua participação na Femagri, um evento fundamental para o setor cafeicultor. A feira ocorrerá entre os dias 19 e 21 de março, na cidade de Guaxupé, e espera atrair cerca de 33 mil visitantes, abrangendo todos os elos da cadeia produtiva da cafeicultura.

A Jacto desenvolveu o Jacto DJB-S, com 3 anos de garantia, é o primeiro pulverizador a bateria capaz de gerar mapas e relatório da aplicação. Com dois modos de operação, dosador e pulverizador, esse equipamento é reconhecido por sua eficiência e assertividade, trazendo redução do custo da operação na propriedade.

Em um experimento comparativo realizado no cultivo do café, foram aplicadas doses de 25 ml em 8.000 plantas por dia, utilizando o Jacto DJB-S e um pulverizador manual com dosador. Ao final do dia, foi identificado uma economia de até R$ 260,00 por operador ao utilizar o Jacto DJB-S, em comparação ao manual.

A variação entre os dois equipamentos se deve à precisão e repetibilidade das doses no equipamento a bateria, que não depende da performance do operador no pulverizador manual, sujeito a variações na disposição, força para bombear e apertar o gatilho ao longo do dia de trabalho.

Para o produtor de café atento aos custos da propriedade, essa conta traz uma redução considerável, tanto no desperdício do químico, quanto no melhor aproveitamento da diária paga ao operador. Além disso, é importante destacar que o investimento para compra do dosador e pulverizador Jacto DJB-S é menor do que uma saca de café, em valores recentes.

Soluções em pulverização
Jacto SB-18P – pulverizador costal a bateria

Na linha de pulverizadores costais a bateria, o Jacto SB-18P se destaca como um equipamento de alta pressão com reservatório de 18 litros, bomba de alta capacidade que atinge até 150 psi e vazão de 3,8 litros por minuto, garantido ao produtor mais agilidade na jornada de trabalho.

Além de apresentar fácil usabilidade, tem um potenciômetro para ajustes finos de pressão e duas baterias de lítio-íon recarregáveis. Tanto equipamento quanto as duas baterias possuem 3 anos de garantia.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Um outro destaque da linha de equipamentos portáteis para o evento é o pulverizador costal Jacto SB-20. Este modelo elimina a necessidade de bombear a alavanca, reduzindo o esforço operacional. O Jacto SB é movido por uma bateria de lítio-íon intercambiável e recarregável (modelo JB-1680P), reconhecida por sua qualidade e durabilidade, além de não apresentar efeito memória.

O painel eletrônico do Jacto SB é equipado com um dispositivo de regulagem da pressão, permitindo ao operador agilidade e eficiência na pulverização de cultivos e insumos diversos. Tanto o equipamento quanto a bateria possuem 3 anos de garantia e poderá ser adquirido sem kit elétrico (bateria e carregador).

Bateria JB-1680P

Uma bateria para várias aplicações – conheça a Bateria JB-1680P, intercambiável entre diversos equipamentos portáteis da Jacto, possui vida útil superior a 2.500 ciclos, mantendo a tensão constante durante toda a operação. É fabricada com Li-íon (Lítio-Ion) e conta com 3 anos de garantia.

Além disso, essa bateria permite aos produtores, que já possuem equipamentos dos modelos Jacto PJB, DJB, SB, DJB-S ou GB-18, adquirir novos produtos sem o kit elétrico (bateria e carregador), utilizando assim a mesma bateria nos dois equipamentos. Um ótimo custo-benefício ao produtor que prefere usar equipamentos diferentes para aplicação de herbicidas e fungicida, por exemplo.

Foco em práticas sustentáveis

Desde 2021, a Jacto firmou uma parceria com a Green Eletron, gestora sem fins lucrativos, para operacionalizar a logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos, coletando e destinando corretamente os produtos no fim da vida útil, promovendo, assim, a economia circular.

Por isso, o estande da empresa na FEMAGRI 2025 será um ponto de coleta voluntária (PEV) para painéis eletrônicos, baterias e carregadores de equipamentos portáteis no fim da vida útil. “Uma das premissas da Jacto ao longo de sua trajetória é maximizar a sustentabilidade de seus produtos e processos, reduzindo o uso de recursos naturais e a geração de resíduos”, aponta Marcelo Sulpicio, Gerente da Qualidade e Validação da Jacto.

 

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Notícias

CNA discute cenários e perspectivas para o agronegócio em 2025

Por Redação 18/03/2025
Escrito por Redação

- CNA discute cenários e perspectivas para o agronegócio em 2025

O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, falou sobre os cenários e perspectivas para o agro brasileiro em 2025 no 6º Encontro do Conselho do Agro do Rio Grande do Norte, nesta segunda (17).

O evento foi realizado no Centro de Treinamentos da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RN), em Parnamirim (RN), com a presença do presidente da Faern, José Álvares Vieira, do superintendente do Senar, Luiz Henrique Paiva, e representantes do agro regional.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

“É importante para nós termos alguém da CNA no encontro para ouvir o setor e levar nossas demandas para serem discutidas nas comissões temáticas da instituição e nas reuniões em Brasília”, afirmou José Vieira.

O diretor técnico da CNA abordou questões econômicas e como elas impactam o setor agropecuário, principalmente no Plano Safra 2025/2026 e na disponibilidade de crédito para os produtores rurais.

“A CNA está trabalhando para melhorar esse ambiente de negócios do plano safra, mercado de capitais e seguro rural”, disse.

Para o diretor, a reunião foi importante para apresentar aos produtores do estado as ações da confederação no Congresso Nacional e no Executivo.

“Ouvimos também dos produtores as demandas e os problemas da região que irão nos ajudar a ter mais subsídios para lutar por eles em Brasília”, concluiu.

 

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MercadoNotícias

Agro paulista registra superávit de US$ 3 bi no primeiro bimestre de 2025

Por Redação 18/03/2025
Escrito por Redação

Agro paulista registra superávit de US$ 3 bi no primeiro bimestre de 2025

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, as exportações do agronegócio paulista totalizaram US$4,03 bilhões e as importações US$1,02 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial apresentou um superávit de US$3,01 bilhões, representando uma queda de 25,7% em relação ao primeiro bimestre de 2024. Os dados fazem parte da análise mensal do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O resultado é fruto de uma queda brusca nas exportações de açúcar, principal produto da pauta paulista para o mercado internacional, que estava aquecido devido à maior disponibilidade do produto proveniente da Índia, Tailândia e União Europeia, associado ao período de entressafra brasileiro. “Os produtores optaram por comercializar o açúcar no mercado interno, onde o preço está mais vantajoso com a desvalorização do dólar frente ao real no começo de 2025”, comenta José Alberto Ângelo, pesquisador científico do IEA-Apta.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Apesar da queda registrada, os embarques paulistas garantiram mais uma vez o status de maior exportador brasileiro a São Paulo, com 18,1% de participação, seguido por Mato Grosso (15%), Minas Gerais (11,6%) e Paraná (11,5%).

“Os embarques registrados no início do ano deram uma enfraquecida diante da instabilidade do câmbio, mas o agro paulista manteve sua representatividade nos resultados nacionais. O setor de sucos e o complexo sucroalcooleiro respondem por mais de 50% do total exportado pelo Brasil. Esses números representam a força das agroindústrias paulistas na economia do Estado e do País”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Segundo os dados do IEA-Apta, a participação do setor de sucos nos embarques totais foi de 88%, seguido pelos produtos alimentícios diversos (69,8%), produtos de origem vegetal (65,8%) e complexo sucroalcooleiro (55,2%).

Exportações do agro paulista por grupos de produtos

Os cinco principais grupos de produtos exportados pelo agronegócio paulista no primeiro bimestre de 2025 foram:

  •  Complexo sucroalcooleiro: 27% de participação no agro paulista, US$1,09 bilhão, sendo que o açúcar representou 91,6% e o etanol, 8,4%.
  • Grupo de sucos: 14,2% na fração, somando US$573,74 milhões, dos quais 98,6% correspondem ao suco de laranja.
  • Setor de carnes: 14,1% de porção, na ordem US$567,76 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%.
  • Produtos florestais: 12,3% de participação, US$494,75 milhões, com celulose representando 54,7% e papel 36,2%.
  • Grupo de café: 7,4% na cota, registrando US$297,21 milhões, sendo 70,4% referentes ao café verde e 26,5% ao café solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75% das exportações do agronegócio paulista. O complexo soja aparece na sétima posição, com vendas de US$175,91 milhões, sendo 24,1% referentes ao farelo de soja e 68,5% à soja em grão. A expectativa é de um aumento nas vendas desse grupo nos próximos meses, conforme avance a colheita no estado de São Paulo.

 

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Notícias

Plano Safra 2024/25: desembolso até fevereiro atinge R$ 249 bilhões

Por Redação 17/03/2025
Escrito por Redação

Plano Safra 2024/25: desembolso até fevereiro atinge R$ 249 bilhões

A evolução do crédito rural aponta um crescimento expressivo ao longo dos anos, segundo levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), em parceria com a empresa de consultoria Fator Agro, com base em informações do Banco Central.

Na safra 2023/24, o volume total aplicado foi de R$ 415,46 bilhões, com um valor acumulado de R$ 301,80 bilhões até este período. Para a safra 2024/25, até fevereiro de 2025, o valor acumulado é de R$ 249,02 bilhões, de um total de R$ 476,6 bilhões disponibilizados para o atual ciclo agropecuário. “No entanto, ao compararmos o montante captado até o momento com o mesmo período da safra passada, observa-se uma redução de 17%”, observa o analista da área de mercado da Getec, Salatiel Turra.

Fontes

Na safra 2024/25, os recursos aplicados no crédito rural são provenientes de diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que representam 52% do total. Outras fontes incluem Recursos Obrigatórios (18%), Poupança Rural (11%), Fundos Constitucionais (7%), BNDES (8%) e outras fontes (4%). Esses dados, fornecidos pelo Banco Central do Brasil, demonstram a diversificação das origens de financiamento disponíveis para o setor rural.

Vendas de máquinas sobem 5,7% em janeiro no comparativo anual

As cooperativas brasileiras captaram R$ 45,07 bilhões na safra 2023/2024. No Paraná, o montante captado foi de R$ 15,50 bilhões, representando 34% da participação nacional, o que evidencia a relevância das cooperativas no finciamento rural. Para a safra 2024/2025, até o momento, as cooperativas brasileiras captaram R$ 23,73 bilhões, sendo R$ 6,46 bilhões referentes às cooperativas paranaenses, o que corresponde a aproximadamente 27% do total captado no país.

Fonte: Datagro

 

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Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões
Notícias

Cultivo de arroz na região Centro-Oeste gaúcha tem boas expectativas

Por Redação 17/03/2025
Escrito por Redação

Cultivo de arroz na região Centro-Oeste gaúcha tem boas expectativas

Já foi dada a largada para a temporada 2025 do cultivo de arroz na região Centro-Oeste do Rio Grande do Sul. Os municípios de Uruguaiana e São Borja, trazem expectativas positivas entre os produtores locais. Após enfrentarem desafios climáticos na safra anterior com as enchentes, os rizicultores estão otimistas com as projeções de crescimento, tanto para a área plantada quanto para a produtividade.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), na última safra, por exemplo, a área total semeada no estado foi de 970.194 hectares, representando um aumento de 7,8% em relação à safra anterior, que registrou 900.203 hectares.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Uma das primeiras e principais etapas no plantio do cereal é a preparação do solo que começa meses antes da semeadura. Em junho e julho, os produtores realizam a incorporação da palha remanescente da safra anterior, nivelamento do terreno e outras práticas essenciais para garantir um bom desenvolvimento da cultura.

“O arroz tem uma janela de plantio entre meados de setembro e outubro, mas todo o preparo de solo começa bem antes. Esse processo é fundamental para garantir uma lavoura produtiva e de qualidade”, explica Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing de produto e mercado da FertiSystem.

Apesar das oscilações do clima, até o momento as condições têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Temperaturas mais elevadas e tempo seco proporcionam maior radiação solar, essencial para o crescimento saudável das plantas, especialmente durante o período reprodutivo.

“As previsões indicam que teremos uma boa safra, desde que o clima continue colaborando assim. Principalmente porque o produtor tem investido cada vez mais em tecnologia e manejo eficiente para garantir bons resultados”, afirma o especialista.

Novas tecnologias

A introdução de novas cultivares, como a BRS A709, desenvolvida pela Embrapa para regiões irrigadas por inundação, também tem contribuído para o incremento da produtividade no RS. “A pesquisa e o desenvolvimento de variedades têm sido fundamentais para garantir um arroz mais produtivo e resistente a mudanças climáticas. Precisamos sempre inovar para manter a competitividade no setor”, destaca o engenheiro agrônomo.

Dauto aponta também que a utilização de tecnologias avançadas e práticas de manejo eficientes são estratégias-chave para garantir bons resultados. “Estamos vendo um avanço significativo na adoção de semeadoras com acionamento elétrico e sistemas de dosagem de precisão. Isso elimina a necessidade de ajustes manuais e melhora a uniformidade do plantio. Esta é uma forte tendência”, destaca Carpes.

Redução em outras áreas

Apesar do incremento de área de plantio com arroz em RS, em algumas regiões há redução devido ao aumento do cultivo de soja e milho nessas terras que antes, tradicionalmente eram utilizadas para a cultura irrigada. “Nas áreas do extremo sul, produtores estão aderindo ao plantio dos grãos em sistemas de camaleão, uma prática que melhora a fertilidade do solo e amplia as opções de rotação de culturas”, finaliza o especialista.

 

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Feiras & EventosNotícias

Femagri 2025 começa na próxima quarta-feira em Guaxupé (MG)

Por Redação 17/03/2025
Escrito por Redação

Femagri 2025 começa na próxima quarta-feira em Guaxupé (MG)

A Cooxupé vai promover desta quarta-feira, dia 19, até sexta-feira, dia 21, a Femagri – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas em Guaxupé/MG, das 8h às 18h. O evento chega à sua 24ª edição e será realizado em uma área de 107 mil metros quadrados, com 153 estandes e mais de 12 mil produtos cadastrados e em exposição. Ao todo, a feira de negócios terá mais de 120 expositores e vai receber mais de 35 mil cooperados e produtores rurais da região.

Neste ano, o evento vai discutir o tema “Agricultura e Mudanças Climáticas: Resiliência e Oportunidades”, trazendo soluções e oportunidades para as lavouras diante dos desafios do clima.

Produção de grãos na safra 2024/25 pode atingir recorde com alta de 10,3%

Guaxupé é uma cidade de grande importância para a cafeicultura nacional. A matriz da cooperativa está localizada no município, que é um dos maiores centros de produção cafeeira no país. Por isso, a Femagri é realizada em Guaxupé, com o objetivo de atender, principalmente, as famílias produtoras do Sul de Minas e da Média Mogiana paulista.

A feira é aberta a todos e será realizada na Avenida Vereador Nelson Elias, s/n, bairro Japy. O credenciamento é gratuito e acontecerá na recepção do evento. O estacionamento, de graça, comporta mais de 3.200 veículos.

Feira de negócios

Com estrutura completa, o evento facilita as negociações com o suporte do Centro de Negócios. No espaço, os cooperados encontram as tradicionais linhas de crédito com instituições financeiras. Os cafeicultores ainda podem fazer compras por meio da Operação Barter, com pagamento utilizando o café como moeda de troca.

A Femagri 2025 também vai apresentar aos visitantes as últimas tendências em tecnologias, além de inovações para o campo e insumos agrícolas. Entre os lançamentos estão uma colhedora de café elétrica 100% mecanizada, drones pulverizadores e modelos de tratores de 26 até 140 cavalos de potência.

Já o Espaço Novas Culturas vai apresentar às famílias cooperadas orientações e informações sobre o mercado de grãos, novo nicho da Cooxupé em sociedade com a empresa Agrobom.

Na Fazendinha, espaço dedicado à demonstração de tecnologias e boas práticas agrícolas, os visitantes vão conferir de perto soluções inovadoras para minimizar os impactos climáticos no campo. O local ainda contará com informações sobre o uso de bioinsumos, irrigação por aspersão com carretel, manejo de pastagem e até espaço de nutrição animal, entre outras novidades.

Os cooperados também vão encontrar na feira diversos serviços ofertados pela Cooxupé, como os estandes da Corretora de Seguros, Vect.Ag, Torrefação e Master Expresso, SMC Specialty Coffees e Empório Cooxupé. Além disso, os visitantes podem curtir os espaços Kids e Beleza e a Barbearia Femagri.

Femagri 2025

Quando: De quarta-feira, dia 19, a sexta-feira, dia 21/03
Horário: Das 8h às 18h
Onde: Avenida Vereador Nelson Elias, S/N, em Guaxupé/MG
Credenciamento: Gratuito na recepção do evento
Estacionamento: Gratuito

 

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Notícias

Venda de etanol atinge 2,8 bilhões de litros em fevereiro, um aumento de 1,15%

Por Redação 14/03/2025
Escrito por Redação

Venda de etanol atinge 2,8 bilhões de litros em fevereiro, um aumento de 1,15%

As vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiram 2,80 bilhões de litros em fevereiro deste ano. Desse total, 2,70 bilhões foram comercializados domesticamente, registrando crescimento de 1,15% na comparação com igual período do ano anterior.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,71 bilhão de litros, o que representa um aumento de 0,64% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 996,61 milhões de litros, avanço de 2,04%.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, destaca que as vendas aquecidas de etanol têm garantido economia ao consumidor.

“Desde o início da safra, a redução de custo oferecida pelo biocombustível no mercado interno já superou R$ 8,0 bilhões de reais. Em outras palavras, se não tivéssemos etanol no mercado nacional os consumidores teriam gasto R$ 8,0 bilhões a mais nesta safra para rodar a mesma quilometragem”, afirmou o executivo.

No acumulado desde o início da safra até 1º de março, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 32,62 bilhões de litros, alcançando crescimento de 9,54%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 20,97 bilhões de litros (+15,92%), enquanto o de anidro alcançou 11,65 bilhões de litros (-0,32%).

Moagem e produção de açúcar e etanol

Na segunda quinzena de fevereiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram apenas 282,5 mil toneladas ante a 551,7 mil da safra 2023/2024. No acumulado da safra 2024/2025 até primeiro de março, a moagem atingiu 614,69 milhões de toneladas, ante 647,12 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 5,01%.

Operaram, na segunda quinzena de fevereiro, 18 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo três unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e cinco usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 17 unidades produtoras.

A produção de açúcar na última quinzena de fevereiro totalizou nove mil toneladas. No acumulado desde o início da safra até 1ª de março, a fabricação do adoçante totalizou 39,82 milhões de toneladas, contra 42,18 milhões de toneladas do ciclo anterior (-5,58%).

Na segunda metade de fevereiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 337,8 milhões de litros, sendo 277,5 milhões de litros de etanol hidratado (-8,25%) e 60,3 milhões de litros de etanol anidro (+125,03%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 33,91 bilhões de litros (+3,71%), sendo 21,66 bilhões de etanol hidratado (+9,79%) e 12,26 bilhões de anidro (-5,54%).

“Como era de se esperar, nesse período de entressafra, a moagem de cana, assim como a fabricação de açúcar e etanol, é praticamente inexistente”, esclarece Rodrigues.

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de fevereiro, 94,24% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 318,30 milhões de litros neste ano, contra 293,03 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 8,62%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,46 bilhões de litros – avanço de 30,77% na comparação com igual período do ano passado.

 

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14/03/2025 0 Comentários
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