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Notícias

Entressafra reduz impactos, mas exportadores de café têm prejuízo de R$ 6,1 mi em janeiro

Por Redação 24/02/2025
Escrito por Redação

Entressafra reduz impactos, mas exportadores de café têm prejuízo de R$ 6,1 mi em janeiro

De acordo com levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a 23 empresas associadas, que representam 65% dos embarques totais, os elevados índices de atrasos e alterações regulares nas escalas dos navios para exportação, além de rolagens de cargas constantes, fizeram com que o país acumulasse 672.113 sacas de 60 kg – 2.037 contêineres – do produto não embarcadas, nos portos, em janeiro de 2025.

A continuidade desses gargalos logísticos nos portos brasileiros faz com que os exportadores sigam acumulando prejuízos portuários, da ordem de R$ 6,134 milhões no primeiro mês deste ano e de R$ 57,7 milhões no acumulado dos últimos oito meses — junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o levantamento, a janeiro de 2025 — devido a gastos extras relacionados a armazenagens adicionais, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

Programa Desenrola Rural entra em vigor nesta segunda-feira

Considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 336,33 por saca (café verde) e um dólar médio de R$ 6,0212 em janeiro, o não embarque desse café implica que o Brasil deixou de receber, no mês passado, cerca de US$ 226,05 milhões, ou R$ 1,361 bilhão, nas transações comerciais do país, levando ao menor repasse de receita para os produtores.

Segundo o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, do volume total acumulado de 1,8 milhão de sacas que estava represado nos portos até dezembro de 2024, cerca de 1,2 milhão foi embarcado no mês passado, o que justifica o bom volume de 3,9 milhões de sacas que o Brasil exportou em janeiro.

“O (café) que estava parado nos portos até dezembro vem saindo aos poucos, pois o Brasil está em período de entressafra e com menor oferta disponível, lembrando que o país bateu um recorde anual de 50,5 milhões de sacas exportadas em 2024. Contudo, nossos associados informaram que o cenário logístico, apesar de apresentar melhoras em janeiro por conta da oferta reduzida, permanece desafiador, com muitos entraves e despesas adicionais elevadas, não previstas, e que essa pseudo sensação de melhoria deve permanecer até a chegada da nova safra”, explica.

Ele completa que, apesar dos investimentos anunciados nos portos serem muito importantes para o comércio exterior brasileiro, o reflexo dessas medidas será sentido somente mais a frente e o agronegócio nacional precisa de “ações céleres e urgentes” para evitar a continuidade dos prejuízos logísticos.

“O esgotamento da infraestrutura nos portos é uma realidade que afeta diversas cargas conteinerizadas. É importante reconhecer os esforços que os terminais portuários estão empenhando para seguir atendendo os exportadores de café, bem como a obstinada busca pelo diálogo, tanto dos agentes privados do comércio exterior, quanto das lideranças públicas, como autoridades portuárias, Ministério de Portos e Aeroportos e da (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ANTAQ, que demonstram crescente interesse em informações reais, como os dados apurados pelo Cecafé, para entenderem os desafios e buscarem soluções”, comenta.

 

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Notícias

Programa Desenrola Rural entra em vigor nesta segunda-feira

Por Redação 24/02/2025
Escrito por Redação
Programa Desenrola Rural entra em vigor nesta segunda-feira

O programa Desenrola Rural estima beneficiar até 1 milhão de agricultores familiares // Foto: Albino Oliveira – ASCOM/MD

Entra em vigor, nesta segunda-feira (24), o Programa Desenrola Rural. Sancionada pelo presidente Lula por meio do Decreto 12381/2025, a medida dará a oportunidade aos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, de renegociarem créditos em situação de inadimplência. Dessa forma, os beneficiários poderão voltar a acessar o crédito rural e aumentar a oferta da produção de alimentos saudáveis para a mesa do povo brasileiro. 

Como o Desenrola Rural pode ajudar o agricultor familiar a quitar dívidas

O agricultor familiar já pode procurar uma agência bancária para renegociar as suas dívidas, que podem ter descontos de até 96%. A renegociação vale para aqueles que possuem dívidas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras, como cartões e empréstimos nas instituições financeiras, do Crédito de Instalação e dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros débitos federais, todas com inadimplência superior a 1 ano.

Não haverá impedimentos para a obtenção de novos créditos para o agricultor familiar que tiver pendências relacionadas a pequenas dívidas, como, por exemplo, débitos em contas de água, luz ou telefone.

Como vai funcionar

  • Quem estiver inscrito na Dívida Ativa da União poderá acessar, a partir do dia 24/02, o site do Regularize com seu CPF e selecionar “Consultar Dívida” para selecionar suas opções de pagamento.
  • Se a dívida for do Pronaf, ou outras adquiridas junto aos bancos, o interessado deve procurar sua instituição financeira para regularizar sua situação.
  • Se a dívida for de Crédito de Instalação, o interessado pode ir direto ao Incra para quitar os débitos com desconto ou acessar a Sala da Cidadania.
  • O interessado em aderir ao Programa também pode procurar os sindicatos, associações e entidades representativas para obter auxílio.

 

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Notícias

Governo anuncia liberação de R$ 4 bilhões para o Plano Safra 24/25

Por Redação 24/02/2025
Escrito por Redação
Governo anuncia liberação de R$ 4 bilhões para o Plano Safra 24/25

Medida Provisória (MP) deve abrir crédito extraordinário de cerca de R$ 4 bilhões para atender às linhas do Plano Safra // Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na sexta-feira (21/2) uma solução para assegurar o andamento do Plano Safra 2024/2025 e manter acesso ao crédito para o setor agropecuário, que deverá ser o principal motor do crescimento econômico neste ano. Conforme estimativas recentemente apresentadas pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do MF, o setor deverá obter expansão de 6,0% este ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que seja editada uma Medida Provisória (MP) abrindo crédito extraordinário de cerca de R$ 4 bilhões para atender às linhas do Plano Safra.

“O presidente pediu uma solução imediata para o problema. O fato é que, como não tem o Orçamento aprovado efetivamente, isso coloca problemas na execução orçamentária, o que poderia comprometer o andamento do Plano Safra. Mas em virtude de uma determinação do presidente da República, nós estamos editando uma medida provisória para abrir crédito extraordinário para atender as linhas de crédito do Plano Safra”, disse Haddad, segundo informações da Agência Brasil.

Entidades criticam suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 24/25

“O presidente da República disse que, em virtude do ritmo em que as coisas estão, nós não podemos aguardar o Orçamento ser aprovado. E o ministro do Tribunal de Contas deixou claro que, efetivamente, sem essa solução que foi encontrada, não haveria possibilidade de execução do Plano Safra”, esclareceu o ministro.

“Apesar de ser um crédito extraordinário, o governo está anunciando que ele estará dentro dos limites do arcabouço fiscal. Portanto, é como se tivesse sido aprovado dentro do Orçamento com os limites do arcabouço fiscal. Lamentavelmente o Congresso ainda não apreciou o Orçamento”, disse.

O Orçamento deveria ter sido apreciado pelos parlamentares no ano passado, mas o tema foi postergado para 2025, sem data para conclusão.

Haddad explicou haver, neste momento, linhas de crédito que estão sendo demandadas e contratadas pela agropecuária brasileira, ou seja, há demanda imediata de acesso ao Plano Safra. “O presidente Lula disse: não há tempo a perder, vamos tomar uma medida emergencial para não haver descontinuidade das linhas de crédito. Essa decisão está tomada, portanto, semana que vem as linhas de crédito estarão normalizadas, mesmo sem a aprovação do Orçamento”, reforçou o ministro da Fazenda.

O ministro Haddad anunciou a solução após ter conversado com o presidente Lula e com o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo.

“Será um crédito extraordinário porque não há outra solução jurídica possível, mas vamos acomodar dentro dos limites do arcabouço fiscal. Foi a solução encontrada diante da informação do TCU [Tribunal de Contas da União] de que não haveria possibilidade de execução sem aprovação do Orçamento”, comentou o ministro da Fazenda. 

Próximos passos

Na sexta-feira, o ministro da Fazenda informou que a MP será publicada, “no mais tardar”, até esta segunda-feira (24/2) no Diário Oficial da União. Mas ressaltou que os bancos já estão sendo informados sobre essa solução.

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Entidades criticam suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 24/25

Por Redação 21/02/2025
Escrito por Redação

Entidades criticam suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 24/25

Clarisse Sousa – A suspensão das contratações de linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025, anunciada em portaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (20), gerou forte reação de entidades do setor agropecuário. Apenas as operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seguem mantidas, segundo o documento.

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) atribui a suspensão ao aumento da Selic e à desvalorização da moeda, que, segundo a entidade, são consequências da “falta de responsabilidade fiscal do governo”. A FPA ressalta que o plano foi aprovado no orçamento de 2023 e anunciado como “o maior Plano Safra da história”, mas que “os recursos já se esgotaram no momento crítico da safra”.

A FPA critica a gestão econômica do governo, afirmando que “no mesmo dia em que o crédito rural é suspenso, a Presidência da República afirma não haver necessidade de cortar gastos”. Além disso, rejeita a tentativa de responsabilizar o Congresso, destacando que “culpar o Congresso Nacional pela própria incapacidade de gestão dos gastos públicos não resolverá o problema”.

Governo suspende linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025

Segundo a nota, a falta de controle orçamentário compromete o planejamento da agropecuária, afetando os custos de produção de itens essenciais, como proteínas e ovos, já que “as rações utilizadas são produzidas a partir de grãos, culturas impactadas pela falta de recurso”.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em nota assinada por Vilmondes Tomain, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato),  manifesta preocupação com a decisão e afirma que a medida “compromete diretamente a continuidade da produção agropecuária, a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor”.

Haddad aciona TCU para viabilizar retomada do crédito do Plano Safra

A entidade alerta que a suspensão afeta a previsibilidade e o planejamento dos produtores, especialmente em um momento em que “muitos ainda colhem a safra atual e iniciam o plantio da próxima”. Além disso, destaca que o setor já enfrenta dificuldades como a “oscilação cambial, aumento nos custos de produção e uma taxa de juros elevada”, e a retirada do suporte governamental agrava esse cenário.

A Organização das Associações de Produtores de Cana de Açúcar do Brasil (Orplana) afirma que, embora entenda que a medida se baseia no aumento dos custos de equalização das taxas de juros, “ela prejudica diretamente o setor agrícola, que necessita de investimentos urgentes em manutenção, renovação e melhoria na infraestrutura para os pequenos, médios e grandes produtores” – e solicitou ao Ministério da Fazenda que reconsidere a decisão do Tesouro Nacional.

 

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Haddad aciona TCU para viabilizar retomada do crédito do Plano Safra

Por Redação 21/02/2025
Escrito por Redação
Haddad aciona TCU para viabilizar retomada do crédito do Plano Safra

Haddad também defendeu a necessidade de um orçamento equilibrado para garantir taxas de juros menores // Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Clarisse Sousa – Diante da suspensão das linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (21) o envio de um ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) em busca de respaldo técnico e legal para a retomada imediata dos financiamentos com recursos equalizados, de acordo com informações da “Agência Brasil”.

Haddad ressaltou a importância das políticas públicas de subsídio aos pequenos e médios produtores rurais, especialmente em um cenário de juros elevados. “Em geral, a gente compensa o aumento da Selic para não comprometer a produção”, explicou o ministro. 

Governo suspende linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025

No entanto, a falta de aprovação do orçamento tem dificultado essa compensação. “O orçamento não foi aprovado ainda. Eu, inclusive, mandei para uma das lideranças da FPA [Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária] um comunicado, dizendo que nós estamos oficiando o TCU hoje sobre esse problema da não aprovação do orçamento. Não queremos nenhuma descontinuidade das linhas de crédito [do Plano Safra]”, afirmou.

Haddad: 1º passo para conter inflação de alimentos é Plano Safra maior

O ministro também defendeu a necessidade de um orçamento equilibrado para garantir taxas de juros menores no médio prazo, sem comprometer a sustentabilidade fiscal, “sem penalizar a população que depende do Estado, inclusive os produtores que também dependem do Estado para continuar produzindo alimentos baratos”, disse Haddad, em entrevista ao ICL Notícias nesta sexta-feira (21).

 

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Haddad: 1º passo para conter inflação de alimentos é Plano Safra maior

Por Redação 21/02/2025
Escrito por Redação
Haddad: 1º passo para conter inflação de alimentos é Plano Safra maior

Haddad: 1º passo para conter inflação de alimentos é Plano Safra maior // Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista nesta sexta-feira (21) ao ICL Notícias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a primeira providência do governo federal para conter a inflação de alimentos é a expansão do Plano Safra, que apoia o setor agropecuário e oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas aos produtores rurais, segundo informações da “Agência Brasil”.

“A primeira providência é a seguinte: vamos fazer planos safras cada vez mais robustos, maiores e melhores. E o governo [do presidente] Lula vai para o seu terceiro ano preparando um terceiro grande plano. Nós batemos dois recordes em 2023 e 2024 e queremos fazer o mesmo em 2025. Assim que o orçamento for aprovado, vamos lançar o Plano Safra para a próxima colheita e quero crer que o Brasil tem todas as condições de continuar ampliando a produção de forma adequada, sem desmatamento, que caiu vertiginosamente no país”, disse.

De acordo com o ministro, os problemas causados pela seca e as enchentes em 2024, além da manutenção dos juros americanos em patamares elevados e que impactaram o valor do dólar em todo o mundo, contribuíram para a alta da inflação no Brasil. Esses problemas, ressaltou, precisam ser contornados pelo atual governo.

Como o Desenrola Rural pode ajudar o agricultor familiar a quitar dívidas

“Tivemos episódios que precisam ser contornados. Tivemos problema de seca e inundação no ano passado, isso afetou. Tivemos a manutenção dos juros americanos em patamares muito elevados, o que faz com que o dólar fique muito forte no mundo inteiro. E quando o dólar está muito forte, ele causa inflação no mundo inteiro”, disse.

Exportações da agropecuária somam US$ 11 bilhões em janeiro

Durante a entrevista aos jornalistas Leandro Demori e Deborah Magagna, do ICL Notícias, Haddad ressaltou que a expectativa para este ano é de que haja grande safra, talvez recorde, o que deve ajudar a baixar o preço dos alimentos.

“Provavelmente vamos colher uma grande safra a partir do final deste mês, começo de março. Uma grande safra, se não for a maior vai ser uma das maiores. E é assim que vamos continuar exportando muito alimento e garantindo o abastecimento interno”, garantiu.

Essa safra recorde, aliada à queda do dólar, disse o ministro, deve ajudar na queda do preço dos alimentos. “Com a queda do dólar, que começou a baixar para patamares mais aderentes aos fundamentos da economia brasileira, e com a safra que vai entrar a partir do final do mês, acreditamos que esses preços vão se estabilizar num patamar mais adequado”.

Outra medida necessária para ajudar na queda dos preços dos alimentos, disse Haddad, vem sendo tomada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro: a expansão das produções de determinada cultura agrícola para outras regiões do país. “Ele tem feito vários instrumentos novos sobre a produção de alimentos pelo território nacional. Esse é o caso do arroz, por exemplo, que tá muito concentrado numa região e agora há uma tentativa de espalhar as culturas por vários estados. Estamos num período de crise climática. Vamos ter que lidar hoje com a questão da mudança climática, diversificando as culturas pelo território”, acrescentou.

Orçamento

Na entrevista, Haddad criticou a demora do Congresso na aprovação do orçamento. Para ele, o orçamento precisa ser aprovado o quanto antes para que o governo possa continuar subsidiando os produtores rurais. Hoje de manhã, o Ministério da Fazenda disse ter encaminhado ofício para o Tribunal de Contas da União buscando “respaldo técnico e legal para a imediata retomada das linhas de crédito com recursos equalizados do Plano Safra 24/25”.

Segundo o ministro, os juros altos acabam tornando as políticas públicas de subsídio aos pequenos e médios produtores rurais ainda mais importantes para garantir a safra. “Em geral, a gente compensa o aumento da Selic para não comprometer a produção”, explicou.

Sem a aprovação do orçamento, disse o ministro, esse subsídio ao pequeno ou médio produtor se torna difícil de ser feito. “O orçamento não foi aprovado ainda. Eu, inclusive, mandei para uma das lideranças da FPA [Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária] um comunicado, dizendo que nós estamos oficiando o TCU hoje sobre esse problema da não aprovação do orçamento. Não queremos nenhuma descontinuidade das linhas de crédito [do Plano Safra]”, afirmou.

Quero crer que, aprovado o orçamento, um orçamento equilibrado, vamos ter, no médio prazo, taxas de juros menores e com sustentabilidade fiscal, sem penalizar a população que depende do Estado, inclusive os produtores que também dependem do Estado para continuar produzindo alimentos baratos”.

 

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Notícias

Governo suspende linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025

Por Redação 21/02/2025
Escrito por Redação

Governo suspende linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025

A Secretaria do Tesouro Nacional publicou, nesta quinta-feira (20), uma portaria que determina a suspensão de novas contratações de crédito rural que só utilizem do subsídio na linha do Plano Safra 2024/25, a partir desta sexta (21). De acordo com o ofício, seguem apenas as operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O documento, enviado para 25 entidades financeiras que operam recursos da temporada, sinaliza que a medida foi tomada após um “aumento relevante dos gastos devido à forte elevação nos índices econômicos que compõem os custos das fontes em relação aos utilizados na confecção do Projeto de Lei Orçamentária”. O PL do Orçamento de 2025 ainda está em tramitação no Congresso Nacional.

“Diante desse quadro e considerando que o Projeto de Lei Orçamentária para o exercício ainda não foi aprovado, determino a suspensão, a partir de 21/02/2025, de novas contratações de financiamentos subvencionados pelo Tesouro Nacional do Plano Safra 2024/25 — excetuando-se as linhas de financiamento de Pronaf”, diz o ofício.

Fonte: Datagro

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MercadoNotícias

Aviação agrícola brasileira cresce 7,21% em 2025, com 2.722 aeronaves

Por Redação 20/02/2025
Escrito por Redação
Aviação agrícola brasileira cresce 7,21% em 2025, com 2.722 aeronaves

Setor também marca presença no evento com o estande do Sindag em parceria com a Mirim Aviação Agrícola e tendo à mostra o avião Ipanema prefixo PP-FFC, que pertencia à frota da antiga Fazenda Ipanema – foto: Castor Becker Júnior/C5NewsPress

O Brasil registrou um crescimento de 7,21% na frota aeroagrícola em 2025, totalizando 2.722 aeronaves em operação no campo, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle. A informação foi apresentada durante o evento de Abertura da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizado no município de Capão do Leão, no Rio Grande do Sul.

Com esse avanço, o Brasil mantém a posição de segunda maior frota aeroagrícola do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que contam com 3,6 mil aeronaves. O país segue à frente de nações com forte presença no setor agrícola, como Canadá, Argentina, México e Nova Zelândia.

Tecnoshow Comigo projeta movimentar R$ 10 bilhões em negócios

O levantamento aponta que, das 2.722 aeronaves em operação no Brasil, 2.088 são aviões, representando 77% da frota, enquanto 634 são helicópteros, correspondendo a 23%. Nos últimos dez anos, o crescimento acumulado da frota foi de 42%, refletindo o avanço do uso da tecnologia no setor agropecuário.

Entre os estados brasileiros, Mato Grosso lidera com 749 aviões agrícolas, seguido por Rio Grande do Sul (385), São Paulo (320), Goiás (307) e Bahia (173). Do total, 1.054 aeronaves são operadas diretamente por produtores rurais ou cooperativas que possuem frota própria, enquanto 1.648 pertencem a empresas aeroagrícolas (SAE), que prestam serviços especializados aos produtores.

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Exportações do agro paulista somam US$ 2,16 bilhões em janeiro

Por Redação 20/02/2025
Escrito por Redação

Exportações do agro paulista somam US$ 2,16 bilhões em janeiro

As exportações de café produzido em São Paulo aumentaram 82,7% em janeiro na comparação ao mesmo período do ano passado. A alta impulsionou a balança comercial do agronegócio paulista, que se manteve positiva com superávit de US$ 1,64 bilhão. Ao todo, o setor exportou US$ 2,16 bilhões no primeiro mês de 2025.

As vendas de café para o exterior representaram 7,7% desse valor e registraram US$166,4 milhões. Os dados são do levantamento de dados da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Os órgãos são vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Como o Desenrola Rural pode ajudar o agricultor familiar a quitar dívidas

O agronegócio paulista destacou-se mais uma vez na balança comercial do estado de São Paulo. Ao todo, 45,3% das exportações que partiram do território paulista vieram do agronegócio.

Confira os principais produtos exportados por São Paulo em janeiro de 2025:
  • Complexo sucroalcooleiro: 27,8% de participação no agro paulista, com US$599,47 milhões (açúcar representando 89,3% e etanol 10,7%);
  • Sucos: 15,5% de participação, somando US$334,41 milhões (99% de suco de laranja);
  • Produtos florestais: 13,1% de participação, com US$282,39 milhões (58,6% de celulose e 33,7% de papel);
  • Carnes: 12,7% de participação, na ordem de US$274,09 milhões (82,4% carne bovina);
  • Café: 7,7% de participação, registrando US$166,43 milhões (71,1% de café verde e 25,3% de café solúvel).

Na comparação com janeiro de 2024, destacam-se os aumentos nas exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%). O pesquisador do IEA-Apta Alberto Ângelo indicou que há previsão de aumentar as exportações do complexo sucroalcooleiro a partir de fevereiro: “Houve atraso no plantio no ano passado, provocado pela seca, portanto, a colheita deve se concentrar nos meses de fevereiro e março”.

Participação do estado de São Paulo no agronegócio brasileiro

As exportações paulistas representaram 19,6% do total brasileiro no agronegócio. As importações do setor caíram de 29,2% para 28,3%. Destaque para os grupos de sucos (88,2%), produtos alimentícios diversos (71,5%), produtos de origem vegetal (65,9%) e complexo sucroalcooleiro (54,4%), que mantiveram expressiva participação nas exportações brasileiras.

São Paulo liderou as exportações do agronegócio brasileiro em janeiro de 2025, com 19,6% de participação, seguido por Mato Grosso (13,2%), Minas Gerais (12,3%), Rio Grande do Sul (11%), Paraná (10,3%) e Mato Grosso do Sul (6,5%). Esses seis estados somaram 72,9% das exportações totais do setor.

 

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Feiras & EventosNotíciasTecnoshow Comigo

Tecnoshow Comigo projeta movimentar R$ 10 bilhões em negócios

Por Redação 20/02/2025
Escrito por Redação

Tecnoshow Comigo projeta movimentar R$ 10 bilhões em negócios

A 22ª edição da Tecnoshow Comigo pode alcançar R$ 10 bilhões em intenções de negócios e receber mais de 150 mil visitantes, de acordo com projeções da organização do evento apresentadas nesta quarta-feira (19) durante coletiva de imprensa. A feira ocorre de 7 a 11 de abril, em Rio Verde (GO), e terá como tema “Gerações do Agro”, buscando difundir a sucessão familiar no agronegócio. No ano passado, a feira movimentou R$ 9,3 bilhões.

De acordo com o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral da Tecnoshow Comigo, Claudio Teoro, a sustentabilidade será um dos principais destaques da edição. “Em parceria com a Eccaplan, a cooperativa neutralizará as emissões de carbono da estruturação do evento, assegurando o Selo Evento Neutro, fazendo a compensação com créditos de carbono”, afirmou. Além disso, também será permitindo que os visitantes calculem sua pegada de carbono por meio de totens interativos e QR Codes na feira.

Como o Desenrola Rural pode ajudar o agricultor familiar a quitar dívidas

Além desta ação, a feira também prevê que a coleta seletiva de resíduos gerados atinja 100 toneladas. Desse total, 70% serão reciclados pela Coop-Recicla, enquanto os 30% restantes serão encaminhados ao aterro sanitário.

“A feira terá, ainda, estandes em colaboração com o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba e Rio dos Bois, que orientarão os produtores rurais sobre o uso sustentável dos recursos hídricos; além da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (SEMAD-GO), que oferecerá informações sobre licenciamento ambiental, outorga para uso da água e regularizações ambientais”, explicou o coordenador, destacando também a distribuição de mais de 20 mil mudas de árvores nativas.

Esse compromisso com a sustentabilidade, como ressaltou o presidente executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel, reflete a rotina da cooperativa. “A Tecnoshow é uma vitrine para mostrar o trabalho realizado ao longo do ano. Temos nos dedicado muito, especialmente neste ano, quando completamos 50 anos, o que inspirou o tema ‘Gerações do agro’, ressaltando a importância das diversas gerações que integram esse setor essencial para o país”, comemorou.

Estrutura atualizada

Semelhante à edição anterior, a feira de 2025, 100% comercializada e com 695 expositores, contará com a ampliação dos espaços de convivência, melhorias na segurança e expansão da área gramada. Entre as principais ações, destacam-se a ampliação de banheiros femininos, a pavimentação asfáltica de 1.800 m², a expansão de 2.000 m² na área gramada para locação e a instalação de um transformador adicional de 150 KVA, totalizando 20 unidades.

“Essas melhorias visam aprimorar a infraestrutura, garantindo mais conforto, segurança e funcionalidade para os visitantes, que devem somar 150 mil pessoas este ano, um aumento de 10% em relação à edição anterior, além de impulsionar a comercialização na feira, que deve crescer 5%, atingindo aproximadamente 10 bilhões de reais”, explicou Claudio Teoro.

Em complemento, o presidente do Conselho Administrativo da Comigo, Antonio Chavaglia destaque que o cenário positivista está atrelado aos bons resultados da última safra. “Estamos em um momento muito positivo para a produção regional que, mesmo com alguns problemas enfrentados, como os causados pelo clima, tem entregado bons resultados e isso poderá ser visto nas comercializações durante essa edição da Tecnoshow”, frisou Chavaglia.

Na área de Pecuária, a feira contará com cerca de 800 animais, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares, ovinos, peixes, pôneis e cães pastores. Estão previstas exibições de equinos, muares e cães pastores, além de palestras sobre saúde animal, nutrição e manejo das diferentes espécies, e apresentações sobre novas tecnologias no auditório 3, além de dinâmicas pecuárias que serão definidas.

No setor de Paisagismo, a previsão é de plantar 90 mil mudas ornamentais de 12 espécies diferentes, além de cerca de 100 vasos com flores variadas. O processo teve início com os pedidos de mudas em julho de 2024, seguido pelo plantio no CTC em janeiro de 2025.

Palestras

A programação da Tecnoshow Comigo 2025 incluirá mais de 300 horas de palestras com especialistas, como Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon. A escolha dos temas e convidados, conforme Teoro, levou em consideração o desempenho do agronegócio no ano anterior.

“É essencial pensarmos no futuro do setor, por isso teremos profissionais que abordarão maneiras de continuar crescendo de forma segura e eficiente. Serão 3 auditórios com apresentações diárias”, detalhou.

 

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20/02/2025 0 Comentários
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