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MercadoNotícias

Plano Safra da Agricultura Familiar movimenta R$ 43,3 bilhões nos primeiros 7 meses

Por Redação 28/02/2025
Escrito por Redação

Plano Safra da Agricultura Familiar movimenta R$ 43,3 bilhões nos primeiros 7 meses

A agricultura familiar já acessou mais de R$ 43,3 bilhões nos primeiros sete meses do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025. O valor é 6,4% maior do que o contratado no mesmo período da safra passada. É o que mostra balanço do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Até o momento, foram 1.078.789 operações de financiamento para agricultoras e agricultores familiares, agroindústrias e cooperativas.

Neste Plano Safra, foram disponibilizados R$ 76 bilhões para apoiar a produção sustentável de alimentos saudáveis para a população brasileira. Os beneficiários da reforma agrária, indígenas e quilombolas vem sendo atendidos pelo Pronaf A com um aumento de 49% sobre o número de operações e de 105% no valor financiado, passando de R$ 116 milhões na safra passada para mais de R$ 239 milhões.

Vale destacar também o aumento expressivo no acesso às linhas de financiamento do Pronaf que possuem finalidades mais sustentáveis. Houve ampliação do volume financiado nas linhas Pronaf Bioeconomia (+51%), Pronaf Semiárido (+49%) e Pronaf Floresta (+64%), além das linhas voltadas para Jovens (+76%) e Mulheres (+25%).

Queda nas vendas de máquinas agrícolas perde força em janeiro

As regiões no Brasil que mais acessaram o crédito rural do Pronaf, no atual Plano Safra, por quantidade de operações, foram o Nordeste, com 52% das operações e o Sul, com 29%.

O Plano Safra vem contribuindo para a tecnificação e a mecanização da agricultura familiar no âmbito do Programa Mais Alimentos. Nos primeiros sete meses, foram mais de R$ 9 bilhões aplicados no financiamento de máquinas, equipamentos e implementos, o que representa um aumento de 18,6% em relação ao mesmo período da safra anterior. Destacam-se os tratores, com aumento de 30%, equipamentos de irrigação, com 26%, e máquinas e equipamentos para armazenagem e beneficiamento, com um aumento de 65% do volume financiado em relação à safra anterior.

Financiamento de alimentos básicos

Já em relação ao financiamento de produtos da alimentação básica da população brasileira, destaca-se o feijão, com aumento de 22% sobre o valor financiado no mesmo período da safra anterior. Outros alimentos que compõem a mesa do brasileiro, como a cebola, a beterraba, a cenoura e o repolho tiveram aumento de 64%, 90%, 53% e 40%, respectivamente. Vale destacar que a taxa de juros para o custeio destes produtos foi reduzida nesta nova safra para estimular o aumento da produção e os reflexos desta medida já podem ser observados.

 

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28/02/2025 0 Comentários
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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
MercadoNotícias

Moagem de cana no Centro-Sul cai 5% na primeira quinzena de fevereiro

Por Redação 27/02/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana no Centro-Sul cai 5% na primeira quinzena de fevereiro

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 244,78 mil toneladas, ante a 548,58 mil da safra 2023/2024, na primeira quinzena de fevereiro. No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de fevereiro, a moagem atingiu 614,40 milhões de toneladas, ante 646,57 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 4,98%, segundo informações da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Operaram, na primeira quinzena de fevereiro, 18 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo três unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e cinco usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 16 unidades produtoras.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de fevereiro atingiu 134,74 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 138,74 kg por tonelada na safra 2023/2024 – queda de 2,88%. No acumulado da safra, o indicador marca 141,27 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,24%) ao do último ciclo na mesma posição.

Queda nas vendas de máquinas agrícolas perde força em janeiro

A produção de açúcar nos primeiros 15 dias de fevereiro totalizou apenas 7,23 mil toneladas. No acumulado desde o início da safra até 16 de fevereiro, a fabricação do adoçante totalizou 39,81 milhões de toneladas, contra 42,16 milhões de toneladas do ciclo anterior (-5,57%).

Com relação ao etanol, nos primeiros 15 dias de fevereiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 380,62 milhões de litros, sendo 95,84% do total fabricados a partir do milho (364,78 milhões de litros) e 15,84 milhões de litros de etanol de cana-de-açúcar.

No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 33,57 bilhões de litros (+3,72%), sendo 21,37 bilhões de etanol hidratado (+10,05%) e 12,20 bilhões de anidro (-5,77%). A produção de etanol de milho, por sua vez, atingiu 7,14 bilhões de litros – avanço de 31,97% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de fevereiro, as vendas de etanol totalizaram 1,39 bilhão de litros, o que representa uma variação positiva de 7,03% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol anidro vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 548,03 milhões de litros, o que representa um aumento de 14,79% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol hidratado, por sua vez, atingiu a marca de 847,35 milhões de litros, avanço de 2,55%.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, aponta que as vendas de etanol hidratado no mercado interno continuam em ritmo aquecido há 12 meses, posicionando o mercado em um patamar superior àquele observado no mesmo período na safra anterior.

Segundo o executivo da Unica, “dos 367 municípios com preços apurados pela ANP na última quinzena, 209 deles apresentaram preço do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina, reforçando a expectativa de manutenção do consumo do biocombustível”.

No acumulado desde o início da safra até 16 fevereiro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 31,21 bilhões de litros, registrando crescimento de 10,49%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 20,05 bilhões de litros (+17,33%), enquanto o de anidro alcançou 11,17 bilhão de litros (+0,04%).

“A maior oferta de etanol registrada neste ciclo, sustentada pela expansão do etanol de milho e de um mix mais alcooleiro pelas usinas de cana-de-açúcar, somada à produção de biocombustível, que ainda será realizada até o final de março, oferece segurança para o abastecimento do mercado interno, mesmo considerando a competitividade atual do hidratado”, destacou o diretor da Unica.

 

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Notícias

Saiba como aumentar a produtividade no campo com o uso das plantadeiras

Por Redação 27/02/2025
Escrito por Redação

Saiba como aumentar a produtividade no campo com o uso das plantadeiras

O uso eficiente das plantadeiras pode elevar a produtividade das lavouras, impactando diretamente na rentabilidade do produtor rural. Para ajudar os agricultores a obter o melhor desempenho de seus equipamentos, Leonardo Plixo, coordenador de Marketing Produto Massey Ferguson, esclarece as principais dúvidas sobre uso das plantadeiras e traz orientações para garantir o melhor aproveitamento da máquina no campo.

Segundo o especialista, uma dúvida muito comum entre os produtores é a diferença entre plantadeira e semeadora. A plantadeira é projetada para culturas que exigem a colocação precisa de sementes e fertilizantes em linhas, como soja, milho e algodão. Já a semeadora é voltada para culturas de sementes pequenas e em maior densidade, como trigo e arroz. “A escolha entre esses dois tipos de equipamentos depende das características da cultura e das necessidades específicas da lavoura”, informa Plixo.

Para determinar o modelo ideal de plantadeira, o produtor deve considerar aspectos como o tamanho da propriedade, o tipo de solo, o espaçamento desejado entre as linhas e as culturas a serem plantadas. Em áreas menores, plantadeiras compactas são mais indicadas, enquanto grandes propriedades ou terrenos desafiadores demandam modelos maiores ou articulados, que proporcionam maior eficiência. Em terrenos inclinados ou irregulares, é fundamental que a plantadeira conte com sistemas de copiagem do solo ou sistemas articulados, além de discos de corte e sulcadores apropriados.

Queda nas vendas de máquinas agrícolas perde força em janeiro

A profundidade de plantio e o espaçamento entre as linhas são fatores que também impactam a produtividade. A escolha errada desses parâmetros pode resultar em falhas no plantio e comprometer a produção. O distanciamento adequado entre as plantas garante que elas recebam luz e nutrientes suficientes, e a profundidade correta favorece o desenvolvimento radicular saudável, essencial para o crescimento da cultura.

Outro ponto fundamental para garantir um bom desempenho no campo são os cuidados adequados do sistema de distribuição de sementes. Para evitar falhas de plantio ou desperdício, o especialista recomenda que os dosadores sejam calibrados corretamente e ajustados conforme o tipo de semente e a densidade de plantio desejada. Além disso, a regulagem da plantadeira deve ser feita de acordo com as recomendações técnicas para cada tipo de cultura. “Antes de iniciar o plantio, testes preliminares em uma área pequena são sempre recomendados para assegurar que todos os parâmetros estejam adequados”, orienta.

Um alerta é sobre a utilização da plantadeira em solos argilosos. Segundo Plixo, é possível que aconteça a compactação do solo, prejudicando a germinação das sementes e o desenvolvimento das raízes. Para minimizar esse impacto, é importante utilizar pneus apropriados, ajustar a pressão da máquina conforme o tipo de solo e distribuir melhor o peso da plantadeira, evitando a pressão excessiva sobre o solo.

Para que as plantadeiras funcionem de forma eficiente ao longo da safra, a manutenção preventiva é outro ponto essencial. A limpeza após o uso, a lubrificação de peças móveis e a verificação de desgastes são importantes para garantir o bom funcionamento da máquina. A revisão completa das plantadeiras antes da safra também é fundamental para evitar que problemas mecânicos prejudiquem o desempenho do plantio.

Com o avanço da tecnologia, as plantadeiras equipadas com sistemas de precisão contribuem para o aumento da produtividade. Tecnologias como dosadores elétricos, controle de seções e mapeamento via GPS proporcionam maior eficiência no uso de insumos e garantem uniformidade no plantio, o que resulta em economia de recursos, como sementes e fertilizantes, além de tornar a lavoura mais sustentável e rentável.

Com a escolha correta da plantadeira, regulagens adequadas e uma rotina de manutenção preventiva, é possível obter melhores resultados no campo. “Com essas práticas, o produtor aumenta a eficiência da plantadeira e garante melhores resultados na safra, elevando a produtividade e a rentabilidade da sua propriedade”, conclui o especialista da Massey Ferguson.

 

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27/02/2025 0 Comentários
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Kepler Weber encerra 2024 com receita líquida de R$ 1,6 bilhão
Empresas

Kepler Weber encerra 2024 com receita líquida de R$ 1,6 bilhão

Por Redação 27/02/2025
Escrito por Redação

Kepler Weber encerra 2024 com receita líquida de R$ 1,6 bilhão

A Kepler Weber encerrou o ano de 2024 com R$ 1,6 bilhão em receita líquida, aumento de 6,3% em comparação com o ano anterior, e confirmou o segundo melhor resultado da história, atrás apenas de 2022, ano que foi marcado por uma supervalorização de commodities.

“Resultados consistentes destacam um ano de sucesso e reafirmam a estratégia de crescimento sustentável rumo aos 100 anos”, afirma a companhia, que completa o primeiro centenário em 12 maio.

O balanço, apresentado nesta quarta-feira (26), também destacou o aumento do EBITDA Ajustado no acumulado de 2024, que somou R$ 334,8 milhões, aumento de 3,6% em comparação com 2023. No mesmo período, a empresa reporta uma margem EBITDA de 20,8% e 0,6 pontos percentuais menor que o ano anterior.

Queda nas vendas de máquinas agrícolas perde força em janeiro

“Iniciamos 2024 com o maior desastre natural do Rio Grande do Sul, quando todos na Kepler Weber se uniram em solidariedade e colaboração, mostrando a força de nossa equipe diante de grandes desafios. Esse espírito de união e resiliência foi essencial para que a Kepler Weber continuasse a apresentar resultados robustos, demonstrando nossa capacidade de superação em um cenário econômico desafiador para o agronegócio”, diz um trecho da mensagem da administração.

O Lucro Líquido ajustado no acumulado de 2024 foi de R$ 200,9 milhões, com margem líquida de 12,5% e 2,2 pontos percentuais menor que o resultado do ano anterior.

O CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, ressalta que a diversificação de receitas tem sido uma estratégia fundamental para fortalecer a resiliência e a sustentabilidade do negócio em um cenário desafiador. Segundo o executivo, os resultados refletem essa abordagem, com crescimento em segmentos estratégicos, mitigação de riscos e consolidação da posição de liderança da empresa no mercado.

“Esse avanço é impulsionado por investimentos em inovação, eficiência operacional e um olhar atento às oportunidades, garantindo um portfólio mais equilibrado e preparado para o futuro”, afirma Nogueira.

“Para 2025, esperamos um mercado promissor, com uma safra recorde e volumes expressivos, mas também com altas exigências em termos de eficiência. Toda a cadeia do agronegócio está focada em fazer mais com menos, e na Kepler Weber não será diferente. Além dos ajustes realizados em 2024, nosso foco será otimizar ainda mais a eficiência dos nossos processos, sempre alinhados à cultura LEAN. Visualizamos um ano com sazonalidade para nosso segmento e um segundo semestre robusto e promissor”, destacou outro trecho do documento.

No fim do ano passado, a Kepler Weber anunciou um plano estratégico KW 2030, no qual preveem o lançamento de três novos produtos que ampliarão o portfólio e mercado.

No quarto trimestre, a receita líquida da companhia alcançou R$ 460,1 milhões, redução de 8,4% em comparação aos R$ 502,2 milhões do mesmo período do ano anterior. O EBITDA Ajustado foi de R$ 82,3 milhões, redução de 28,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior (R$ 114,4 milhões). A margem EBITDA do trimestre foi de 17,9%, queda de 4,9 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2023.

No trimestre, o lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 52 milhões, com margem líquida de 11,3% e redução de 5,1 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2023.

Negócios internacionais

A área de Negócios Internacionais da Kepler Weber atingiu uma receita líquida de R$ 199 milhões em 2024, número que cresceu 78,8% em comparação ao ano anterior. Este desempenho marcou o melhor resultado da história do segmento.

Resultado que “foi impulsionado pela forte atuação da Companhia em mercados estratégicos, como Paraguai e Uruguai, com destaque para os produtores de arroz, que apresentaram um desempenho excepcional. Além disso, a recuperação do mercado sul-americano, especialmente com o retorno das vendas na Argentina, contribuiu positivamente para os resultados”, segundo o balanço da Kepler Weber.

Durante o último trimestre, nova vendas foram concretizadas, com destaque para dois projetos destinados a cerealistas e um para um médio produtor, totalizando aproximadamente R$ 17,3 milhões. Valor que será incorporado ao faturamento da companhia no primeiro semestre de 2025.

No quarto trimestre, o segmento alcançou R$ 78 milhões em receita líquida, crescimento de 142,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

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MercadoNotícias

Queda nas vendas de máquinas agrícolas perde força em janeiro

Por Redação 26/02/2025
Escrito por Redação

Ritmo de queda nas vendas de máquinas agrícolas desacelera em janeiro

Clarisse Sousa – As vendas totais de máquinas agrícolas recuaram 5,5% em janeiro em relação a dezembro de 2024, somando R$ 4,2 bilhões no período, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (26) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Na comparação com janeiro de 2024, porém, o setor avançou 23,3%, indicando uma recuperação que já era esperada para este ano, segundo a Abimaq. Após a retração de 20% no faturamento no ano passado, a entidade mantém a projeção de alta de 8,2% nas vendas para 2025.

Para Cristina Zanella, diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, os números de janeiro são amplamente positivos. “Percebemos a continuidade da recuperação iniciada em agosto do ano passado, com resultados favoráveis de forma generalizada, incluindo o setor de máquinas agrícolas”, destacou.

Valor Bruto da Produção do agro alcançou R$ 1,41 trilhão em janeiro

Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, afirmou que o crescimento registrado em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, “chama atenção por ser bastante expressivo”, apesar do desempenho fraco do setor em 2024.

A forte seca foi o principal fator por trás da queda nas vendas do setor em 2024. “Os produtores estavam inseguros sobre a colheita e, por isso, evitaram investir em máquinas agrícolas. Neste ano, tivemos um janeiro ‘normal’, não aconteceu nada excepcional”, avaliou Bastos.

A recuperação observada reforça a expectativa da Abimaq de um ano mais positivo, apesar do impacto das altas taxas de juros, conforme Bastos. “O Moderfrota, com taxa de 11,5%, deve se esgotar até março, em no máximo 15 dias. Quem precisar investir depois disso encontrará juros entre 18% e 20% no mercado”, alertou.

Exportações e importações

As exportações de máquinas agrícolas recuaram 6,8% em janeiro em relação a dezembro de 2024. Na comparação com janeiro do ano passado, houve uma queda de 19,5%. Já as importações cresceram 45,6% em janeiro em relação ao mês anterior e diminuíram 5,7% na comparação com o mesmo período de 2024.

As exportações de máquinas agrícolas caíram 6,8% em janeiro frente a dezembro de 2024 e registraram um recuo de 19,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Por outro lado, as importações avançaram 45,6% na comparação mensal, mas ficaram 5,7% abaixo do volume registrado em janeiro de 2024.

Tratores e colheitadeiras

As vendas totais de tratores e colheitadeiras registraram um crescimento de 53,9% em janeiro quando comparado ao mesmo mês de 2024, somando 3.289 unidades frente às 2.137 comercializadas no ano passado.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras tiveram uma redução de 50,9%, somando 247 unidades, em comparação com as 503 registradas no mesmo período do ano passado.

 

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MercadoNotícias

Exportações do agronegócio paulista caíram 15% em janeiro

Por Redação 26/02/2025
Escrito por Redação

Exportações do agronegócio paulista caíram 15% em janeiro

Em janeiro de 2025, as exportações do agronegócio paulista totalizaram US$ 2,16 bilhões, queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente pela redução do valor exportado de açúcar de cana bruto (-53,6%), açúcar refinado (-43,2%) e álcool etílico (-51,9%).

Apesar do desempenho negativo do setor sucroenergético, houve crescimento nas exportações de suco de laranja (+33,8%), celulose (+51,8%) e café verde (+81%). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (26) pela Faesp.

No Brasil, as exportações do agronegócio também registraram queda, somando US$ 11 bilhões, uma redução de 5,3% em comparação com janeiro de 2024. O saldo da balança comercial do setor, entretanto, permaneceu positivo em US$ 9,2 bilhões.

Plano Safra: publicada MP com crédito extraordinário de R$ 4 bilhões

A soja em grãos foi a principal responsável pela retração, com um recuo de 70,1% no valor exportado, equivalente a US$ 1 bilhão a menos comercializado. Em contrapartida, os destaques positivos foram café verde (+79,4%), celulose (+44,1%) e algodão não cardado nem penteado (+47,5%).

Os dados refletem as oscilações do comércio exterior do agronegócio brasileiro e paulista, influenciadas por fatores como demanda internacional, preços das commodities e condições climáticas.

 

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26/02/2025 0 Comentários
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Notícias

FPA fará a condução da articulação do Plano Safra junto à Fazenda

Por Redação 26/02/2025
Escrito por Redação

FPA fará a condução da articulação do Plano Safra junto à Fazenda

A presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, entregou uma carta de posicionamento em nome de 50 entidades do setor produtivo nacional ao presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, reforçando a importância do Plano Safra para a previsibilidade e a segurança no campo. Segundo o documento, qualquer incerteza no acesso ao crédito pode comprometer a produção e impactar diretamente o abastecimento e os preços dos alimentos no país.

“Na carta, destacamos não apenas a relevância do Plano Safra, mas também a atuação firme da FPA, cuja reação imediata pressionou o governo a reverter o corte e garantir a continuidade dos recursos, indispensáveis para o setor agropecuário”, disse a presidente do IPA.

A decisão do Tesouro Nacional de suspender novas contratações de crédito do Plano Safra vigente foi anunciada na última quinta-feira (20) e causou indignação no setor produtivo. Para Pedro Lupion, a falta de comunicação prévia sobre o esgotamento de recursos “expõe a inabilidade política do governo federal com o Congresso Nacional, em busca de solução”.

Diante do impacto da decisão, parlamentares e entidades representativas iniciaram uma reação imediata, denunciando a falta de articulação do governo e pressionando pelo retorno do crédito rural, especialmente pelo período de plantio da safrinha (milho e soja), responsável pela ração animal. O impacto desta medida atingiria diretamente produtos que compõem a cesta básica brasileira.

A suspensão das linhas de crédito rural do Plano Safra 2024/2025 resulta do aumento da taxa Selic de 10,50% em julho de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025, impulsionado pela falta de responsabilidade fiscal do governo e pela desvalorização da moeda.

No ápice da crise, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad consolidou sua posição de interlocução junto à bancada. Em primeira mão, informou à FPA sobre a solução encontrada pelo governo e reforçou a urgência do assunto. “A principal interlocução sobre o Plano Safra ocorreu diretamente com o Ministério da Fazenda. Essa foi uma escolha política do governo, que nos obrigou a tratar diretamente com ministros mais influentes, como Fernando Haddad”, disse.

Mudanças estruturais no Plano Safra

A FPA e as entidades do setor produtivo reforçam a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra. Hoje, o planejamento ocorre no meio do ano, o que gera incertezas para os produtores rurais. A proposta defendida pelo setor é de que o programa seja incorporado à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo maior previsibilidade e segurança.

“O modelo atual precisa ser revisto. O Plano Safra deve ser planejado no início do ano, permitindo que seja negociado junto com o orçamento da União. Isso daria mais estabilidade ao setor e evitaria cortes inesperados”, defendeu o presidente da FPA.

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Valor Bruto da Produção do agro alcançou R$ 1,41 trilhão em janeiro

Por Redação 26/02/2025
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção do agro alcançou R$ 1,41 trilhão em janeiro

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária referente à safra 2025, com base em janeiro deste ano, alcançou R$ 1,41 trilhão, um aumento de 11% sobre a safra 2024 (R$ 1,27 trilhão), segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa. 

Os produtos que tiveram maior aumento foram café (46,1%), mamona (40,5%), cacau (25,0%), amendoim (23,8%), milho (16,7%) e soja (13,4%). As variações negativas mais significativas foram da batata-inglesa (-61,1%), tomate (-20,0%), banana (-9%), trigo (-8,2%) e arroz (-7,2%).

Na atividade de pecuária, a bovina teve maior evolução (21,8%), seguida por aves (6,5%), suínos (4,6%) e leite (2,2%). Já os ovos tiveram redução de 5,6%, não tendo sido captado, neste período, o recente reajuste nos preços.

Plano Safra: publicada MP com crédito extraordinário de R$ 4 bilhões

A atividade de lavoura, considerando as 17 culturas levantadas, teve aumento de 11,0%, e a pecuária bovina, suína, frango, leite e ovos, de 10,9%.

Quanto aos valores da produção, a soja segue tendo a maior participação, respondendo com R$ 341,5 bilhões, seguida do milho com R$ 147,0 bilhões, cana-de-açúcar com R$ 121,6 bilhões e café com R$ 116,4 bilhões. Esses quatro produtos somados representaram 51,8% do total do VBP apurado.

Na pecuária, a bovinocultura responde por R$ 206,1 bilhões, avicultura R$ 113,0 bilhões e leite R$ 69,3 bilhões, sendo que a bovinocultura representou 14,6% do total do VBP.

O fator mais relevante no resultado deste levantamento, para os seis principais produtos que tiveram aumento na participação do VBP, foi o crescimento no preço para café, cacau e milho e o aumento na produção para mamona, amendoim e soja. Na pecuária, o aumento de preço foi o fator mais relevante, exceto para ovos, cujos preços deflacionados tiveram queda de 5,6%.

 

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NotíciasTecnologia

Protetor solar reduz a queima de frutos e aumenta adaptação das plantas às mudanças climáticas

Por Redação 25/02/2025
Escrito por Redação
Protetor solar reduz a queima de frutos e aumenta adaptação das plantas às mudanças climáticas

Drones estão sendo utilizados para aplicação do produto no Espírito Santo, garantindo distribuição homogênea em folhas e frutos // Foto: LithoPlant

A Embrapa, em parceria com a indústria de biofertilizantes Litho Plant, desenvolveu o Sombryt BR, um protetor solar para plantas que diminui a queima de folhas e frutos, aumenta a resiliência e a adaptação das culturas às mudanças climáticas. Já testado em culturas como abacaxi, banana, citros, mamão, manga e maracujá, o produto demonstrou alta eficiência na redução de danos físicos e no aumento da produtividade.

Prestes a ser lançado comercialmente, o Sombryt BR é classificado como fertilizante mineral simples à base de carbonato de cálcio. Foi projetado para ser aplicado diretamente nas folhas e frutos, adaptando-se tanto aos sistemas de cultivo orgânico quanto aos convencionais. Em testes realizados em todo o País, o protetor reduziu até 20% os danos físicos aos frutos. No caso dos citros, por exemplo, registrou-se também aumento médio de 12% da produtividade de laranjeiras Pera, sob diferentes condições de irrigação. Esse resultado foi publicado em artigo na Revista Brasileira de Fruticultura.

“O produto melhora o balanço energético da planta, tornando-a mais eficiente no uso de água e na realização de trocas gasosas, o que resulta em maior resiliência e produtividade”, explica Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e coordenador dos experimentos.

Doutorado

O trabalho com citros em Rio Real embasou a tese de doutorado do engenheiro-agrônomo Valbério dos Santos, defendida na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ao longo de três colheitas, houve a combinação do protetor solar com três tratamentos de manejo de água: irrigação plena, irrigação com déficit moderado e ausência de irrigação. Santos, que realizou os experimentos com 175 plantas no Sítio Nova Esperança, propriedade particular, conta que o pico de floração do pomar acontece em setembro, quando a temperatura começa a se elevar, período também em que as chuvas diminuem.

“Os frutos estão novos, ainda muito pequenos, e já se inicia a estação seca. Daí temos muito aborto de fruto e, no fim, há queda na produção. Resolvemos testar o protetor, e foi bem interessante o resultado, principalmente na condição de sequeiro, chegando a 17% o aumento de produtividade, apesar de o produto ter influenciado nos três tratamentos. Identificamos uma melhoria nos indicadores fisiológicos da planta, que permaneceram mais estáveis, e também na qualidade do fruto em si.”

Engenheiro-agrônomo da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Santos diz que a expectativa é utilizar o produto com os citricultores da região dos Tabuleiros Costeiros. “Observamos o aumento da massa dos frutos na condição de sequeiro, o que é muito bom para os citricultores daqui, pois na nossa realidade a predominância é plantio sem irrigação mesmo”, completa.

Resiliência da planta e redução do dano físico do fruto

Coelho destaca que a aplicação do protetor tem dois focos. O primeiro é o aumento da resiliência da planta. “Melhorando o balanço energético, mitigamos os efeitos deletérios dos estresses abióticos [influências derivadas de aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente] nos processos bioquímicos. O objetivo é melhorar as trocas gasosas, a eficiência do uso de água e reduzir os danos fisiológicos, com maior eficiência fotossintética. A planta se torna mais resiliente e, por consequência, mais produtiva.”

O outro foco é a prevenção do dano físico nas folhas e nos frutos, causado pela alta irradiância em regiões de temperaturas elevadas. Quando há a queima, o fruto perde valor comercial e os ganhos do produtor são menores. Um problema para culturas como manga e abacaxi, em que a perda é grande em termos de produção final por conta desses danos na casca dos frutos.

“O produtor pode ganhar das duas maneiras, tanto na resiliência como mitigando a queima de frutos. Mas, se o objetivo principal é reduzir a queima, o produtor pode tomar, por exemplo, a decisão de, em vez de pulverizar toda a planta, focar a pulverização nos frutos mais expostos à irradiância no período da tarde”, pontua o pesquisador.

Resultados promissores na aplicação em diversas fruteiras

Protetor solar reduz a queima de frutos e aumenta adaptação das plantas às mudanças climáticas

Os estudos se iniciaram em 2021, e desde então já foram elaboradas diversas dissertações e teses de bolsistas que atuam nos experimentos espalhados pelo País, focados em áreas comerciais de polos de produção importantes. “Fizemos testes com várias culturas. Está comprovado que o produto funciona, e os processos vão evoluindo. O próprio produtor vai desenvolvendo estratégias e adotando práticas melhores”, pontua Coelho.

No caso dos citros, além do de Rio Real, há experimento em Bom Jesus da Lapa (BA), em condições semiáridas, com a lima ácida Tahiti, na área experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), e com laranja, na área comercial de produtor parceiro, na qual os ganhos com resiliência foram verificados em dois anos de avaliação. Foram instalados ainda ensaios iniciais em área comercial de parceiro em Monte Azul Paulista (SP).

Quanto ao abacaxi, experimentos foram desenvolvidos no município baiano de Itaberaba ao longo de três anos. O foco inicial é nessa região semiárida por sofrer mais com a questão da queima de frutos. Há testes menores com produtores orgânicos na Chapada Diamantina (BA) e em Itapororoca (PB). Alguns experimentos para avaliar o desenvolvimento dos frutos foram instalados também na sede da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas (BA), e no município de Jaíba (MG).

Plano Safra: publicada MP com crédito extraordinário de R$ 4 bilhões

“Os danos físicos diretos nos frutos foram mitigados em torno de 20%, quando trabalhamos com a proteção solar em Itaberaba. Isso é importante principalmente para a agricultura orgânica, porque os abacaxicultores costumam usar jornal para proteger o fruto, o que não é permitido no cultivo orgânico. Então o protetor solar é uma excelente alternativa”, acrescenta.

O pesquisador salienta que houve benefícios também na resiliência da planta. “Verificamos ganhos em tamanho e qualidade dos frutos do abacaxi. Tanto em condições irrigadas, que é o caso de Jaíba, onde trabalhamos com a variedade BRS Imperial, desenvolvida pela Embrapa, como também em Itaberaba, trabalhando com o Pérola, variedade mais consumida do País, em condições não irrigadas”, explica Coelho.

Já quanto à cultura do mamão, foram desenvolvidos experimentos em Pureza (RN), em áreas de produção no sul da Bahia, em Cruz das Almas e norte do Espírito Santo, neste último o produto está sendo aplicado via drones, garantindo, segundo Coelho, excelente distribuição em folhas e frutos. Ele acrescenta que o mamão ganha tanto na questão da resiliência quanto na qualidade do fruto.

No Rio Grande do Norte, verificou-se melhora na firmeza de polpa (18%) e aumento da massa dos frutos (20%), e, no Espírito Santo, alguns estudos indicam que a proteção mitiga problemas de mancha fisiológica causada na casca dos frutos estimulados por períodos com elevada amplitude térmica.

Com a cultura da manga, a maior parte dos testes ocorreu em Bom Jesus da Lapa, na mesma fazenda em que estão instalados os experimentos com laranja, e os resultados são relevantes, conforme pontua o pesquisador, no que se refere à redução da queima solar, algo em torno de 20%. Há também experimentos preliminares em Livramento de Nossa Senhora (BA) e em andamento em Petrolina (PE).

Bom Jesus da Lapa também conta com experimentos relacionados à cultura da bananeira, na área do produtor Ervino Kogler, situada no perímetro irrigado Projeto Formoso. No fim de 2023, o produtor fez uma aplicação aérea de fertilizante em toda a área comercial de banana (100 hectares). Ele dividiu a área em três e realizou três voos, sendo que em um deles utilizou o protetor solar, abrangendo uma área de 33 hectares, e este ano realizou duas pulverizações com trator.

“Já identificamos melhorias, mas a área é muito grande, ainda estamos avaliando”, diz Kogler, que acrescenta ter resultados já consolidados com a pitaya. Embora não seja foco de estudos da Embrapa, o produtor decidiu testar o protetor solar em uma área de um hectare de pitaya, revelando que, com o aumento da frequência de aplicação (cerca de dez pulverizações), registrou-se uma redução de 70% da escaldadura das folhas e frutos.

“O protetor solar tem dois efeitos: um é evitar a queima do fruto e da folha; o outro é o conforto térmico para a planta produzir melhor. A pitaya queima muito no sol quente, fica literalmente toda escaldada. E aí a queima da folha é uma porta de entrada para doenças. O efeito desse protetor solar foi bastante satisfatório”, avalia Kogler, corroborando a fala de Coelho.

Há ainda experimentos com banana relacionados à avaliação do fluxo vegetativo em Cruz das Almas, e no Espírito Santo, com aplicações via drone, sempre no período mais quente do ano e quando a ocorrência de veranicos é mais frequente.

No caso da cultura do maracujá, há três anos é realizado experimento em condições semiáridas no município baiano de Dom Basílio, no Território Sertão Produtivo, principal região produtora da cultura no Brasil. Coelho explica que o foco não é o dano físico, visto que os frutos de maracujá ficam escondidos. O foco é, portanto, a questão da resiliência.

“Tivemos ganhos fisiológicos independentemente do manejo de água de irrigação. Ganhos em fotossíntese, 28%, em transpiração da planta, 9%, condutância estomática [capacidade das folhas de realizarem trocas gasosas], 27%, e 17% na eficiência fisiológica de uso de água, afetando 45% da produtividade da água de irrigação”, conta o pesquisador.

Por fim, Coelho informa que houve estudos também voltados para outras culturas, como café, melão e inclusive grãos, no caso, soja. As avaliações aconteceram em nível de campo e casa de vegetação em Mato Grosso, Alagoas e Espírito Santo, com ganhos comprovados na resiliência das plantas e na produção de vagens e produtividade da cultura.

O forte do trabalho da Embrapa dentro desse projeto, como ressalta o engenheiro-agrônomo Luciano Rastoldo, diretor da Litho Plant, empresa nacional localizada em Linhares (ES), foi essa capilaridade de atuação, realizando experimentos com diversas culturas e em ambientes onde existem mais problemas de insolação nas plantas.

“Saímos de um universo que era o de achar que funcionava para um em que temos certeza de que funciona. Hoje os trabalhos da Embrapa mostram que tem muito mais coisas impactadas pelo efeito do produto. É isso que vai nos colocar numa posição de liderança e de diferenciação dentro do mercado, pois estamos junto com a pesquisa, acompanhando os resultados”, salienta.

A aplicação do produto

De acordo Rastoldo, o processo de produção industrial está pronto para atender às demandas do mercado brasileiro, com capacidade inicial de produção de 100 mil litros por ano. O público-alvo são pequenos, médios e grandes produtores, sem restrições para aplicação nos cultivos em ambientes protegidos. O Sombryt BR será lançado logo que se concluir o modelo de negócio, com as definições sobre a exploração comercial do produto.

O protetor solar é aplicado via pulverização nos pomares, apenas diluindo-se com água, sem nenhum aditivo auxiliar. Essa formulação aumenta a reflexão de luz para mitigar efeitos térmicos no dossel vegetativo de fruteiras. As aplicações podem ser feitas por meio de pulverizadores costais, atrelados a máquinas agrícolas ou a veículos aéreos (aviões ou drones).

Em termos de custo, Rastoldo explica que o valor médio do litro do Sombryt BR deve variar de R$ 80 a R$ 100, e a dose por aplicação fica em torno de 300 ml a 1,5 l por hectare.

 

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Notícias

Plano Safra: publicada MP com crédito extraordinário de R$ 4 bilhões

Por Redação 25/02/2025
Escrito por Redação

Governo publica MP com crédito extraordinário de R$ 4 bi para o Plano Safra

O governo publicou nesta segunda-feira (24) à noite a medida provisória (MP) que libera R$ 4,18 bilhões em crédito extraordinário para o Plano Safra deste ano. O dinheiro assegurará a continuidade do programa, suspensas por causa da não aprovação do Orçamento de 2025, diz nota da “Agência Brasil”.

O texto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Desde quinta-feira (20), a concessão de financiamentos para o Plano Safra estava suspensa pelo Tesouro Nacional.

O projeto de lei do Orçamento de 2025 deveria ter sido aprovado em dezembro, mas só será analisado em março, após o carnaval e a montagem da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Embora a MP não entre em detalhes sobre o tema, o crédito extraordinário ficará dentro dos limites do arcabouço fiscal, que limita o crescimento real (acima da inflação) dos gastos a 70% do crescimento real das receitas no ano anterior.

Na última sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia anunciado que os créditos seriam submetidos às limitações do marco fiscal.

Pela Constituição, créditos extraordinários, normalmente destinados a despesas imprevistas, urgentes ou emergenciais, não são submetidos ao teto de gastos do arcabouço fiscal.

“Apesar de ser um crédito extraordinário, o governo está anunciando que ele estará dentro dos limites do arcabouço fiscal. Portanto, é como se tivesse sido aprovado dentro do Orçamento com os limites do arcabouço fiscal. Lamentavelmente o Congresso ainda não apreciou o Orçamento”, disse Haddad na última sexta.

Solução

A solução da MP foi costurada após Haddad consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) para encontrar uma solução legal que permitisse a continuidade do Plano Safra.

Com R$ 400 bilhões em crédito para médios e grandes produtores, o Plano Safra tem juros mais baixos que os de mercado.

Para evitar prejuízo para as instituições financeiras, o Tesouro Nacional cobre a diferença nos juros, num processo chamado de equalização.

Por causa do aumento da Taxa Selic (juros básicos da economia) nos últimos meses, o Tesouro tem de gastar mais recursos para equalizar os juros. A Selic passou de 10,5% ao ano em setembro para 13,25% em janeiro.

 

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