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Notícias

John Deere apresenta novas soluções autônomas na CES 2025

Por Redação 07/01/2025
Escrito por Redação

John Deere apresenta novas soluções autônomas na CES 2025

A John Deere leva para a CES (Consumer Electronics Show) 2025, em Las Vegas (EUA), sua nova geração de máquinas autônomas. As soluções apresentadas pela companhia utilizam inteligência artificial, visão computacional e sensores avançados, para trazer mais eficiência, sustentabilidade e produtividade aos setores de agricultura, de construção e de jardinagem.

“Ampliar o portfólio de tecnologias da John Deere para permitir que mais máquinas operem de forma segura e autônoma não beneficiará apenas nossos clientes, mas toda a cadeia responsável por fornecer alimentos, combustível, fibras, infraestrutura e jardinagem”, afirma Jahmy Hindman, vice-presidente de Tecnologia da John Deere.

Esse é o 5º ano consecutivo que a empresa participa da feira, considerada o maior e mais importante evento de tecnologia do mundo.

Trator autônomo 9RX

Entre as inovações destacam-se o trator autônomo 9RX, projetado para operações agrícolas de larga escala. Essa solução representa um avanço significativo no uso de tecnologia para lidar com os desafios de mão de obra e eficiência.
Com a introdução do kit de autonomia de segunda geração, que combina visão computacional avançada e inteligência artificial, o trator elimina a necessidade de um operador na cabine, permitindo que os agricultores se concentrem em outras tarefas.

Veja como fica o clima em janeiro; previsão indica chuvas concentradas

Equipado com 16 câmeras individuais dispostas em cápsulas para garantir uma visão de 360º do campo, o sistema oferece uma percepção precisa de profundidade em distâncias maiores, possibilita que o trator puxe mais equipamentos e ande mais rápido, proporcionando operações seguras e eficientes.

Tratores estreitos 5ML autônomos

Em culturas especiais, como pomares, nas quais a pulverização com jato de ar é uma tarefa exaustiva e repetitiva, o trator estreito autônomo da John Deere surge como uma solução para aliviar a escassez de mão de obra especializada. O sistema de autonomia de segunda geração, permite uma navegação precisa mesmo sob densa cobertura de folhas.

O trator pode identificar obstáculos e ajustar sua rota automaticamente, além de ser gerenciado remotamente para garantir precisão e eficiência. A máquina inicial será oferecida com motor diesel e em um segundo momento será disponibilizada a versão movida à bateria elétrica.

Caminhão basculante articulado autônomo (ADT) 460 P-Tier

A área de Construção está representada na CES 2025 com a versão autônoma do caminhão basculante articulado 460 Versão P, que revoluciona as operações de transporte de materiais em pedreiras. O caminhão opera de forma autônoma, conectando as zonas de carga e descarga de forma contínua.

Ele utiliza o mesmo kit de autonomia de segunda geração disponibilizado para os equipamentos agrícolas da John Deere, com câmeras que oferecem visão 360º e sensores avançados para detectar obstáculos e localizar-se no terreno.

O John Deere Operations Center permite definir rotas, monitorar missões e integrar máquinas autônomas e operadores humanos, otimizando os fluxos de trabalho e aumentando a eficiência nas pedreiras.

Cortador autônomo movido à bateria elétrica

Focado nos serviços de jardinagem, o cortador comercial autônomo utiliza a mesma tecnologia de câmeras que outras máquinas da John Deere, mas em uma escala reduzida, uma vez que o equipamento ocupa uma área menor. Com duas câmeras na frente, esquerda, direita e traseira, é possível ter uma cobertura de 360º, sendo assim a equipe pode se concentrar em outros aspectos do trabalho.

 Embora ainda não haja previsão para a introdução dessas soluções no Brasil, a possibilidade de adaptar os kits autônomos a máquinas existentes oferece um exemplo inspirador de como a modernização pode ser acessível para produtores ao redor do mundo.

“Com essa nova geração de soluções, a John Deere reafirma sua visão de liderar a transformação da produção agrícola e industrial, ajudando a moldar um futuro mais produtivo, rentável e sustentável para nossos clientes, entregando cada dia mais valor para eles”, acrescenta Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina.

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07/01/2025 0 Comentários
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Notícias

Inscrições para o concurso público da Embrapa foram prorrogadas

Por Redação 06/01/2025
Escrito por Redação

- Inscrições para o concurso público da Embrapa foram prorrogadas

O prazo de inscrições para o concurso público da Embrapa foi ampliado para o dia 14/01/2025. O concurso será nacional e as provas objetivas e discursivas estão previstas para acontecer em 23/03/2025, em todas as capitais do país e nas cidades com unidades da Embrapa. Além da prorrogação do prazo de inscrição, o Cebraspe, banca organizadora do certame, publicou ontem (02/01/2025) uma nova retificação ao edital.

Conheça o edital, demais informações e faça sua inscrição no site do Cebraspe. São 1.027 vagas divididas entre cargos de assistente, técnico, analista e pesquisador. 

As vagas são distribuídas em 189 áreas e subáreas de atuação, chamadas de “opções” no edital. Elas foram definidas para atender às demandas estratégicas da Empresa, integrando competências humanas, tendências científicas e necessidades sociais.

 

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Notícias

Rio Grande do Sul encerra a semeadura de arroz irrigado

Por Redação 06/01/2025
Escrito por Redação

Rio Grande do Sul encerra a semeadura de arroz irrigado

O Rio Grande do Sul encerrou a semeadura de arroz irrigado, atingindo 927.8885,90 hectares. Algumas regionais não atingiram 100% da intenção de semeadura, sendo a região Central na qual sofreu o maior impacto das enchentes que ocorreram no mês de maio e posteriormente com frequência intensa de chuvas o que atrasou a reconstrução das áreas, atingindo 84,78 % da intenção de semear.

Já a Zona Sul e Planície Costeira Interna semearam uma área um pouco menor que a intenção. Sendo assim, o Estado fechou com semeadura de 97,84% da intenção prevista para a safra 2024/2025.

O Irga salienta que durante o mês de janeiro as equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) estarão realizando novos levantamentos para que os números finais da semeadura sejam divulgados durante a abertura da colheita do arroz, que acontece de 18 a 20 de fevereiro, em Capão do Leão.

O trabalho é coordenado pela Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) a partir de informações apuradas junto aos orizicultores pelos núcleos da autarquia no interior do Rio Grande do Sul.

Rio Grande do Sul encerra a semeadura de arroz irrigado

 

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Chuvas favorecem desenvolvimento das lavouras de primeira safra, diz Conab
Notícias

Veja como fica o clima em janeiro; previsão indica chuvas concentradas

Por Redação 06/01/2025
Escrito por Redação

Veja como fica o clima em janeiro; previsão indica chuvas concentradas

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o clima em janeiro indica chuvas entre a média climatológica e acima da média em grande parte das Regiões Norte, Sul e do leste e norte do Nordeste.

No entanto, em algumas áreas dessas Regiões, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, sul e norte do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, os acumulados poderão variar entre próximo e abaixo da média histórica.

Por outro lado, em São Paulo e áreas localizadas no centro-sul do Rio de Janeiro, os acumulados poderão ficar na normalidade ou acima da média, enquanto que Minas Gerais e Espirito Santo poderão registrar precipitação abaixo da média.

PIB do agronegócio deve crescer 2,5% em 2025, projeta Ipea

Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para precipitação dentro da normalidade e acima da média em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Porém, em Goiás e áreas no noroeste e sudeste do Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva podem ficar abaixo da climatologia.

Temperatura

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país, com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso, principalmente no norte do país, onde as temperaturas médias do ar podem ultrapassar os 28ºC.

 

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Ministério da Agricultura lança plataforma Agro Brasil + Sustentável

Por Redação 20/12/2024
Escrito por Redação

Ministério da Agricultura lança plataforma Agro Brasil + Sustentável

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) lançaram, nesta quinta-feira (19), o primeiro ambiente voltado para qualificação do setor agropecuário brasileiro: a Plataforma Agro Brasil + Sustentável.

A plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade. Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.

A tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.

Segundo o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), Pedro Neto, a plataforma é acima de tudo um instrumento de soberania nacional, e que ela será continuamente aprimorada para acompanhar as mudanças nas demandas dos mercados nacionais e internacionais. “Com esse instrumento de soberania em mãos, teremos condições mais robustas de acessar mercados exigentes e ter um instrumento de discussão frente à mecanismos de negociação internacional,” afirmou.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

Alexandre Amorim ressaltou a segurança e confiabilidade do sistema, afirmando que a tecnologia oferece aos produtores acesso simplificado e eficiente aos serviços governamentais.

Na ocasião, foi assinada a Portaria que oficializa o Programa e a plataforma. Além disso, o secretário Pedro Neto e o presidente do Serpro, Alexandre Amorim, firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento de protótipos, sistemas e plataformas de dados.

Certificações 

Na plataforma, está disponível o serviço para acelerar a análise de crédito, voltado para as instituições financeiras validadas pelo Banco Central para participar do Plano Safra 2024/25.

Um dos destaques é o serviço que acelera a análise de crédito para instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, permitindo um cruzamento rápido de informações e a liberação ágil de financiamentos, conforme a resolução n° 5152 do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Produtores que aderirem a boas práticas sustentáveis poderão obter descontos de até 0,5% em financiamentos, com base na mesma resolução. Até o momento, a plataforma conta com a participação de 30 certificadoras, e sua interoperabilidade com sistemas privados permitirá a expansão de suas funcionalidades.

 

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Safra 2024/25 do Paraná pode chegar a 25,3 milhões de toneladas de grãos

Por Redação 20/12/2024
Escrito por Redação
Safra 24/25 do Paraná pode chegar a 25,3 milhões de toneladas de grãos

Deral estima segunda safra e mantém otimismo para culturas de verão – Milho // Foto: Gilson Abreu/AEN

Apesar do tempo seco preocupar os produtores em determinado momento, a volta das chuvas manteve boas perspectivas para a safra de verão que começa a ser colhida. Espera-se uma recuperação nas produtividades obtidas no ciclo anterior, que podem gerar 25,3 milhões de toneladas ou 19% a mais que as 21,3 milhões obtidas em 2023/24.

Os dados fazem parte da Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A divulgação também conta com a primeira projeção de área para a segunda safra, que pode produzir 16,4 milhões de toneladas, um aumento de 23% sobre os 13,4 milhões produzidos em 23/24.

PIB do agronegócio deve crescer 2,5% em 2025, projeta Ipea

A estimativa aponta que o milho, com seu importante papel como principal matéria-prima que alimenta frangos, suínos e bovinos, apresentou na segunda safra um aumento sutil na área plantada, que corresponde a 1% a mais em relação ao ciclo anterior (de 2,53 milhões aumentou para 2,56 milhões de hectares), mas que pode render uma grande produção de 15,5 milhões de toneladas, 24% a mais do que a do ano anterior (12,5 milhões de toneladas). As lavouras da primeira safra apresentam ótimas condições e devem ofertar 2,6 milhões de toneladas, 5% mais dos 2,5 milhões do ciclo anterior.

O feijão de segunda safra também ganha destaque. A cultura apresenta uma diminuição de 11% de área plantada, ainda assim a segunda maior já registrada. O volume esperado pode superar em 4% a produção de 23/24 e atingir 694,4 mil toneladas.

A primeira safra, que já apresenta 5% da produção colhida, pode apresentar problemas em função da dificuldade de aplicar fungicidas por causa das chuvas, mas o volume esperado ainda é grande. Ao final da colheita são esperadas 329,5 mil toneladas de feijão no período, o dobro do ano anterior.

A segunda safra da soja se destacou no aumento de área plantada. A área de 72,1 mil hectares representa um aumento de 44% em relação ao ano anterior (que era de 50,2 mil hectares), resultando em uma produção de 189,6 mil toneladas, 41% a mais em relação ao ano anterior (134,4 mil toneladas). A primeira safra pode registrar 22,2 milhões de toneladas, se as lavouras se mantiverem em boas condições.

Tomate

Dos 399 municípios do Estado, 328 plantam tomate e primeira safra da cultura permanece estável em todos eles, evoluindo rapidamente, tendo 94% da cultura já plantada e 43% já colhida e a produção segue dentro do previsto, que é de 170,9 mil toneladas.

Batata

A colheita da batata de primeira safra segue em ritmo acelerado, com um aumento de 17% nos últimos 24 dias, totalizando 23% da área total colhida. Por outro lado, a produtividade está cerca de 10% menor do que o previsto, uma diferença de 2 mil toneladas, podendo melhorar quando as principais regiões produtoras finalizarem a colheita. Apesar disso, 97% desta safra encontra-se em boa qualidade, favorecida pelo clima.

O preço recebido pelo agricultor ficou menos atraente, representando uma média de R$ 33,20 a saca de 25kg, 21,61% menor que o mês anterior (R$ 42,35). No entanto, a média paga consumidor nos últimos dias é de R$ 3,65 o kg, que mês passado era de R$ 5,85.

Cebola

A colheita da cebola aumentou em 33% nos últimos 24 dias, favorecida pelo clima, chegando a 72% da área colhida e com 88% em qualidade boa. 63% da safra está em maturação, 33% em frutificação e 3% ainda em desenvolvimento.

Café

As expectativas para o café são boas. O clima chuvoso favoreceu a umidade do solo em um momento essencial de frutificação das plantas, que passaram por um momento crítico causado pelas ondas de calor que antecederam as chuvas, abortando algumas flores. A expectativa para a safra atual é uma produção de 42,7 mil toneladas de café. 6% a mais do que o ano passado (40,4 mil toneladas).

A área plantada do café também é destaque, já que parou de diminuir e tem aumentado sutilmente pelo segundo ano consecutivo, representando uma recuperação importante e relação às safras passadas. Para o produtor os preços têm sido atrativos, chegando nos últimos dias a R$ 1975,26 a saca de 60 kg, mais que o dobro que o mesmo período do ano passado (R$ 846,45).

Mandioca

A mandioca, que é uma cultura com um ciclo mais longo em relação às outras culturas, tem tido boa produtividade apesar da seca do primeiro semestre. A expectativa é de 3,7 milhões de toneladas, 4% a mais que a última safra (3,6 milhões de toneladas). Apesar dos preços ruins em praticamente metade do ano, próximos do custo, atualmente as cotações dispararam e superam R$ 700, estimulando um aumento de área para 2025.

Cana-de-açúcar

Também com um ciclo mais longo, a cana-de-açúcar segue com uma boa produção estimada, de 35,8 milhões de toneladas, 2% a menos que o ano passado (36,6 milhões de toneladas), mas alta considerando o longo período de estiagem.

 

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Notícias

PIB do agronegócio deve crescer 2,5% em 2025, projeta Ipea

Por Redação 19/12/2024
Escrito por Redação

PIB do agronegócio deve crescer 2,5% em 2025, projeta Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (18), a Visão Geral da Conjuntura, uma análise do desempenho da economia brasileira. O Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a projeção de crescimento do produto interno bruto (PIB) brasileiro de 3,3% para 3,5% em 2024 – mesmo prevendo nova desaceleração no quarto trimestre, com altas de 0,3% na comparação com ajuste sazonal e de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado. Para 2025, a estimativa foi mantida em 2,4%.

A projeção do PIB para o próximo ano manteve-se inalterada por conta dos níveis de incerteza embutidos nas previsões, que estão bastante elevados no momento. A expectativa de que a economia encerrará o ano com um crescimento superior ao esperado previamente pode compensar a piora verificada no balanço de riscos.

Pela ótica da produção, o Ipea prevê uma alta de 0,5% para o setor de serviços, na comparação dessazonalizada, com crescimento de 3,6% interanual. Mesmo com o ritmo moderado, o Ipea espera que os serviços continuem como um dos principais motores de crescimento do PIB, acumulando altas de 3,7% e 2,4% para 2024 e 2025, respectivamente.

A previsão para a indústria é de avanço de 0,3% na margem, com alta de 2,6% em relação ao quarto trimestre de 2023. Espera-se que o PIB industrial registre uma expansão de 3,3% em 2024, em um contexto de estoques ajustados e com o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) operando acima de sua média histórica. Já sob os efeitos do ciclo de aumento das taxas de juros iniciado em setembro, o Ipea estima um desempenho mais modesto em 2025, com crescimento acumulado de 2,3%.

Em relação à produção agrícola, com base nas projeções para o resultado da lavoura em 2024, divulgadas pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os modelos do Ipea apontam para uma queda de 2,6% do PIB agropecuário no acumulado do ano e um crescimento projetado de 2,5% para 2025.

Do lado da despesa, o Ipea prevê mais um bom desempenho da formação bruta de capital fixo (FBCF) no quarto trimestre de 2024, com crescimento de 0,8% na série dessazonalizada, resultado compatível com a alta de 9,8% comparação interanual. Para 2024 e 2025, o Ipea estima aumentos de 7,4% e 3,6%, respectivamente.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

O consumo de bens e serviços deve continuar crescendo, embora com menos folga no orçamento das famílias, em função de um cenário de inflação menos favorável, expectativa de menor impulso fiscal e crédito mais caro devido à política monetária contracionista. Com isso, a projeção de crescimento do consumo é de 0,2% com ajuste sazonal e de 5,1% sobre o mesmo trimestre de 2023. Para 2024, após um desempenho que superou as expectativas dos pesquisadores, o Ipea revisou o resultado acumulado para 5,1%. No entanto, com uma taxa de juros projetada para o fim de 2025 superior à anteriormente estimada, o consumo de bens e serviços tende a desacelerar, avançando apenas 2,6% em 2025.

O consumo do governo deve crescer 0,9% na margem, com alta de 1,5% em termos interanuais no quarto trimestre. No acumulado do ano, o Ipea prevê aumentos de 2,0% e 2,2% para 2024 e 2025, respectivamente. Também se espera uma contribuição positiva das exportações líquidas na margem no quarto trimestre, com altas de 0,9% para as exportações e de 1,0% para as importações. Já na comparação com o mesmo período de 2023, a contribuição permanecerá negativa, com as exportações crescendo 4,0%, contra uma alta de 17,1% das importações. No acumulado do ano, em 2024 e 2025, supondo um cenário externo sem maiores rupturas, as exportações cresceriam a taxas de 4,1% e 3,4%, enquanto as importações registrariam expansão de 15,0% e 4,4%, nessa mesma ordem.

Juros e câmbio

Quanto à política monetária, o Ipea avalia que o ciclo de aperto iniciado em setembro – que já trouxe a meta da taxa Selic de 10,50% para 12,25% ao ano (a.a.) – continue ao longo do primeiro semestre de 2025, levando essa taxa a atingir um patamar em torno de 14,25% ao ano. Ao final de 2025, porém, supõe-se que o arrefecimento das pressões inflacionárias e a estabilização das expectativas de inflação, em um contexto de redução do diferencial de juros em relação aos EUA e de controle da percepção de risco fiscal pelos agentes de mercado, permitirão dar início a um ciclo de redução da taxa Selic, que deve fechar o ano em torno de 13,25%.

No front externo, a manutenção de um ritmo de crescimento razoável da demanda na China deve contribuir para a relativa estabilidade dos preços de commodities, ao passo que o esperado aumento de tarifas de importação nos EUA, combinado à possível redução de impostos no país, deve compensar os efeitos da flexibilização da política monetária e resultar em certa valorização do dólar. Diante dessas hipóteses, o cenário pressuposto pelo Ipea é de certa apreciação da taxa de câmbio real/dólar no horizonte de projeção, tanto em termos nominais como reais, conforme a tabela abaixo.

Inflação

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nos 12 meses encerrados em novembro a inflação brasileira acumulava alta de 4,9%, repercutindo os aumentos de 8,4% dos alimentos no domicílio, de 2,5% dos bens industriais, de 4,7% dos serviços e de 5,2% dos preços administrados. Com isso, as previsões do Grupo de Conjuntura para a inflação em 2024 foram revistas. Em relação ao IPCA, a alta projetada passou de 4,4% para 4,8%. A taxa estimada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), por sua vez, avançou de 4,2% para 4,7%.

As projeções do Ipea indicam alta de 4,4% do IPCA e de 4,2% do INPC para 2025. A desagregação por grupos mostra que, na comparação com 2024, espera-se um comportamento mais benevolente dos preços administrados, sobretudo dos combustíveis, e uma pressão ainda forte dos preços livres, especialmente dos alimentos e dos serviços.

 

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SP lança linha de crédito de R$ 10 milhões para a fruticultura paulista

Por Redação 19/12/2024
Escrito por Redação

SP lança linha de crédito de R$ 10 milhões para a fruticultura paulista

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, anunciou nesta quarta-feira (18/12), o lançamento da Linha de Crédito Fruticultura SP, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

A nova linha de crédito tem o valor disponibilizado de R$ 10 milhões. A liberação começa a partir de 2025, com taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência.

Para o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, a linha tem o objetivo de garantir mais uma frente de suporte à citricultura do estado. “A Secretaria de Agricultura já garante assistência técnica e extensão aos fruticultores de São Paulo, agora vamos buscar capitalizar essas pequenas propriedades para que possam, para além de sua importância regional, credenciarem para o mercado externo”, comenta o secretário executivo da Pasta.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

Além de produzir e abastecer o mercado nacional, a produção paulista de fruticultura também possui participação significativa no comércio exterior. Só o setor citrícola, por exemplo, conforme a Balança Comercial, exportou o equivalente a mais de US$ 2,65 bilhões, de janeiro a novembro.

“Estamos muito satisfeitos com este projeto que vai beneficiar bastante, principalmente o pequeno e médio produtor rural a manter e expandir as atividades da produção agrícola”, frisou o presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, Oswaldo Mazziero.

Apenas em 2024, o FEAP designou cerca de R$ 290 milhões em crédito rural, um recorde já disponibilizado, beneficiando diversas cadeias produtivas do agro paulista.

Para ter acesso ao crédito, o produtor deve buscar a Casa da Agricultura de seu município.

Vale destacar que São Paulo é líder nacional no segmento. Somente em 2023, segundo dados levantados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – APTA), órgão ligado à SAA, foram cultivadas mais 14,5 milhões de toneladas. Sendo que do total produzido, os destaques são: laranja (10,6 milhões), limão (1,2 milhão), banana (1,12 milhão), abacate (192,16 mil) e caqui (84,23 mil).

 

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NotíciasTecnologia

John Deere lança modelo de negócios para oferecer pacote tecnológico

Por Redação 19/12/2024
Escrito por Redação

- John Deere lança modelo de negócios para oferecer pacote tecnológico

A John Deere está com um novo modelo de negócio para a aquisição de tecnologias que são essenciais para habilitar a Agricultura de Precisão, visando democratizar o acesso às suas soluções. A partir de agora, os clientes poderão adquirir o pacote de tecnologias a um custo reduzido, mediante a compra de uma assinatura que habilita várias funcionalidades.

O pacote de tecnologias é composto pelas soluções de hardware, incluindo o monitor (G5 ou G5 Plus), receptor StarFire™ 7500 e o JDLink™ Modem (M ou R), e a assinatura de software, que é disponibilizada em diferentes níveis habilitando diversas funções na máquina.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

Essas tecnologias possibilitam piloto automático, documentação de operações, conexão das máquinas ao John Deere Operations Center, e outras funcionalidades avançadas, permitindo o gerenciamento da produção e a análise de dados em tempo real. Isso auxilia o produtor a aumentar sua rentabilidade, sustentabilidade e a reduzir custos.

“O objetivo da John Deere é acelerar a digitalização do agronegócio. Desbloquear o potencial tecnológico do campo, por meio da agricultura de precisão, automação das operações e conexão dos equipamentos, é um fator decisivo para o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirma Rois Nogueira, gerente de Agricultura de Precisão para América Latina.

Este novo modelo de negócio faz parte da estratégia da empresa de facilitar a modernização de máquinas, conectando todos os equipamentos John Deere e de outras marcas e ampliando o acesso às tecnologias da companhia.

“Com esse formato, o produtor consegue diluir os custos de aquisição da tecnologia, pagando pelas funcionalidades necessárias por meio de assinaturas anuais. É uma novidade que busca trazer mais eficiência e economia para os clientes, democratizando o acesso à tecnologia”, complementa Nogueira.

 

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Notícias

Yanmar prevê encerrar o ano com 14% de participação no mercado de tratores

Por Redação 19/12/2024
Escrito por Redação

Yanmar projeta fechar o ano com 14% de participação no mercado de tratores

Em um ano desafiador para o setor agrícola, marcado pela alta das commodities e flutuações cambiais, a multinacional japonesa Yanmar comemora os resultados no mercado de tratores. De janeiro a outubro, a empresa alcançou 11% de crescimento no market share. Até o final de dezembro, prevê atingir 14%.

“Apesar dos desafios econômicos e setoriais, conseguimos manter uma trajetória sólida de crescimento, principalmente devido à forte atuação da nossa rede de concessionárias e às parcerias com cooperativas e bancos, que têm viabilizado o acesso ao crédito para os produtores no financiamento de nossas máquinas”, conta Welinton Silva, coordenador de Desenvolvimento de Rede da Yanmar South America. “Além disso, nosso foco na nacionalização de produtos e na manutenção dos preços estáveis, mesmo com a alta do dólar, foi essencial para garantir a competitividade da marca”.

Com o setor agrícola representando mais de 60% do faturamento total da empresa, a marca destaca que entre os modelos de tratores mais vendidos em 2024 estão os de 26, 75, 80 e 90 cavalos de potência, com um crescimento expressivo especialmente no modelo de 105 cavalos, que passou a ser comercializado este ano. A estratégia de nacionalização também ajudou a impulsionar os resultados.

Parcerias estratégicas e foco em inovação

Os investimentos em inovação para apoiar ainda mais o crescimento no setor ampliam as iniciativas da marca. Recentemente, a empresa firmou uma parceria estratégica com o PwC Agtech Innovation com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia para pequenos e médios produtores.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

“Embora a conectividade no campo ainda seja um desafio, acreditamos que é essencial iniciar um trabalho focado em soluções tecnológicas que viabilizem o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira”, explica Silva.

Lançamento de trator

Para 2025, a Yanmar tem uma projeção de crescimento mais moderado, estimando um aumento de 5% nas vendas. A empresa prevê a expansão do portfólio com o lançamento de um trator com 125 cavalos de potência, um novo sistema de monitoramento remoto que passa a integrar as linhas de tratores Solis, e ainda, entrada no mercado de implementos agrícolas que a marca passará a ofertar. A reestruturação do consórcio de máquinas para melhores condições de crédito e de financiamento também contempla os planos, juntamente com a expansão da rede de concessionárias.

“Em 2024 saltamos de 72 lojas para 80 e queremos chegar a 90 no próximo ano. E para melhorar ainda mais o atendimento aos clientes, também investiremos em melhorias logísticas. O objetivo é reduzir os prazos de entrega de nossas máquinas. Com essas ações, estamos confiantes de que iremos colher bons frutos no futuro. Todas essas iniciativas irão fortalecer nossa presença no mercado, uma vez que buscamos oferecer aos nossos clientes ainda mais agilidade, inovação e novas soluções para o campo”, finaliza o coordenador de Desenvolvimento de Rede.

 

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19/12/2024 0 Comentários
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