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Notícias

Desembolsos do crédito rural atingem R$ 152 bilhões até outubro

Por Redação 18/11/2024
Escrito por Redação

Desembolsos do crédito rural atingem R$ 152 bilhões até outubro

A Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec) divulgou a edição número 4 do Informe Mensal de Crédito Rural, mostrando a evolução da aplicação dos recursos do crédito rural nos últimos anos, com base nos dados do Banco Central (BC).  Segundo o levantamento, na safra 2023/2024, o total alcançado foi de R$ 413,10 bilhões, com um valor acumulado de R$ 197,76 bilhões neste período. Para a safra 2024/2025, o valor acumulado até agora é de R$ 152,05 bilhões, representando uma variação negativa de 23,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Os recursos aplicados no ciclo 2024/25 são provenientes de diversas fontes, com destaque para Recursos Livres, que representam 48% do total. Outras fontes incluem Recursos Obrigatórios (21%), Poupança Rural (14%), Fundos Constitucionais (6%), BNDES (8%) e outras fontes que somam (3%). Esses dados refletem a diversificação das origens de financiamento disponíveis para o setor rural, conforme informações do BC.

Conab prevê aumento de 8,2% na safra de grãos 2024/2025

O montante de recursos captados pelas cooperativas brasileiras na safra 2023/2024 foi de R$ 44,62 bilhões. No Paraná, o valor aplicado pelas cooperativas na safra 2023/2024, foi de R$ 15,38 bilhões, evidenciando a importância das cooperativas no financiamento rural e representando 34% na participação.

Para a safra 2024/2025, até o momento, o montante de recursos já captado a nível nacional é de R$ 15,16 bi, sendo que R$ 3,92 bi foram as cooperativas do Paraná que captaram, ou seja, aproximadamente 26% do total captado pelas cooperativas brasileiras.

Fonte: Datagro

 

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EmpresasNotícias

Quadtrac 715 da Case IH recebe o prêmio de Trator do Ano de 2025

Por Redação 14/11/2024
Escrito por Redação

Quadtrac 715 da Case IH recebe o prêmio de Trator do Ano de 2025

O Quadtrac 715, o maior e mais potente trator já produzido pela Case IH, marca da CNH, ganhou o prêmio de Trator do Ano 2025 na Categoria HighPower para modelos com potência acima de 300 cv, durante a EIMA 2024, uma das maiores feiras na Europa, realizada em Bolonha, na Itália, na última semana.

Apresentado no Brasil durante a Agrishow 2024, o Quadtrac 715 já garantiu à Case IH outros prêmios, como o AE50 (da entidade norte-americana ASABE), pela excelente inovação agrícola; o Good Design 2023, que destaca inovações industriais globais e designers gráficos de ponta; e, mais recentemente, o prêmio de Inovação Técnica da EIMA, por sua nova suspensão mecânica, com amortecimento hidráulico.

“Esse é o trator mais potente do portfólio da Case IH, permitindo trabalhar com os maiores implementos do mercado. Isso garante aos nossos clientes cobrir grandes áreas de trabalho, aproveitando ao máximo as curtas janelas de preparo de solo e plantio com qualidade e baixos custos operacionais”, afirma Eduardo Penha, diretor de Marketing e Comunicação da Case IH para América Latina. “Estamos muito satisfeitos por mais esse importante reconhecimento, que valoriza ainda mais o excelente trabalho de toda a nossa equipe de engenharia”, complementa.

O painel de jurados pan-europeu, composto por jornalistas especializados em máquinas agrícolas, baseou suas avaliações em áreas como desempenho do motor, eficiência de combustível e normas de emissão, suavidade e confiabilidade da transmissão.

Conab prevê aumento de 8,2% na safra de grãos 2024/2025

Projetado para ajudar as maiores operações agrícolas a cobrir mais terreno de forma eficiente, enquanto minimiza o uso de combustível, horas de trabalho e compactação do solo, o Quadtrac 715 conta com um motor FPT Cursor 16 com turbo de dois estágios. Ele gera até 778 cv a 1.900 rpm e torque máximo de 3.356 Nm a 1.400 rpm, com pós-tratamento sem necessidade de manutenção para atender aos regulamentos de emissões Stage V. A transmissão PowerDrive powershift minimiza a perda de torque, enquanto uma alavanca de reversão no Multicontroller no lado direito controla a direção em combinação com uma alavanca de reversão na coluna de direção do lado esquerdo.

Outras inovações no Quadtrac incluem botões configuráveis que permitem aos operadores ajustar os controles de acordo com suas preferências, o AccuTurn – um sistema totalmente automático de giro nas bordas – um bloqueio automático de direção para implementos rebocados que evita danos ao fazer ré, e até 428 l/min de fluxo de óleo para operar implementos exigentes.

Recursos de conforto e conveniência incluem degraus pivotantes automáticos e uma iluminação total de 76.620 lumens de um novo pacote de luzes. O Quadtrac 715 também conta com o sistema de direção automática AccuGuide e é compatível com o novo aplicativo de monitoramento e gerenciamento Case IH FieldOps.

 

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EmpresasNotícias

LS Tractor amplia a rede de concessionários para o norte e nordeste do Brasil

Por Redação 14/11/2024
Escrito por Redação

LS Tractor amplia a rede de concessionários para o norte e nordeste do Brasil

Novos parceiros da marca passaram a fazer parte da rede de concessionários da LS Tractor. A expansão chega às regiões norte e nordeste do Brasil, um objetivo que vinha sendo trabalhado pela Companhia. “É importante atingir esta meta justamente no ano em que completamos 11 anos de presença no mercado brasileiro, fortalece a marca e permite que mais produtores possam conhecer todos os benefícios que os nossos tratores podem oferecer para o seu trabalho”, salienta o vice-presidente da LS Tractor, André Rorato.

As novas lojas estão localizadas no interior dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará, Pará, Roraima e Acre. Para o diretor comercial da concessionária Maquiparts, Ronaldo Pereira, a abertura da loja no Acre representa o fortalecimento dos negócios do grupo, uma vez que a empresa já possui unidades no Mato Grosso e em Rondônia.

Conab prevê aumento de 8,2% na safra de grãos 2024/2025

Ele diz que o estado do Acre passa por um franco desenvolvimento, com aberturas de novas áreas de lavouras de grãos, crescimento da cafeicultura e a já conhecida base forte na pecuária. “Por isto estamos atuando, primeiramente, com a linha de tratores compactos R e a linha Plus, de 80 a 100 cv”, concluiu.

A produção agrícola baiana é bastante vasta, região oeste com grandes produções de grãos e a região mais central com uma grande quantidade de pequenos e médios produtores principalmente de frutas em projetos de irrigação. Conforme diz Francisco Martinelli, sócio diretor da Motopema, concessionária LS com lojas em Feira de Santana, Juazeiro e Irecê, na Bahia, os tratores LS Tractor estão tendo grande aceitação por conta das suas características diferenciadas.

“Um dos principais diferenciais que encontramos na marca LS Tractor é a qualidade das tecnologias embarcadas em tratores de média e de pequena potência, algo não encontrado na concorrência e que tem sido bastante valorizado pelos produtores rurais, na hora que nos conhecem”, assinala Martinelli.

Segundo ele, o eixo dianteiro com menor raio de giro da categoria (55 º) e a transmissão com inversor de frente e ré sincronizado, garantem maior agilidade e rapidez nas operações. A direção hidrostática ajustável proporciona melhor ergonomia, o maior vão livre (altura do solo de 50,7 cm) e a tomada de força com três velocidades, são os diferenciais que fazem dos tratores LS Tractor um equipamento bastante procurado pelos produtores.

O vice-presidente ressaltou que o processo de expansão não está concluído. Atualmente a marca possui mais de 75 lojas em todo o território nacional e pretende checar a 100 pontos de vendas ainda neste ano.

“Mas especificamente em relação ao norte e nordeste, acreditamos que com as novas concessionárias fecharemos 2024 com cerca de 10% de share no mercado nacional, concluiu ele.

 

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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
MercadoNotícias

Conab prevê aumento de 8,2% na safra de grãos 2024/2025

Por Redação 14/11/2024
Escrito por Redação

Conab prevê aumento de 8,2% na safra de grãos 2024/2025

A segunda estimativa para a safra de grãos em 2024/25 indica um volume de produção de 322,53 milhões de toneladas, aumento de 8,2% se comparado com o resultado obtido no último ciclo, o que representa cerca de 24,6 milhões de toneladas a mais a serem colhidas. Os dados constam no 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O crescimento reflete uma estimativa de elevação na área plantada e uma expectativa de recuperação na produtividade média das lavouras no país. No geral, os agricultores deverão semear ao longo deste ciclo 81,4 milhões de hectares, ante os 79,9 milhões de hectares cultivados em 2023/24. Já a produtividade deve atingir 3.962 quilos por hectares, aumento de 6,3% quando comparada à temporada passada.

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

De acordo com a estimativa da Conab, o maior crescimento é esperado para a área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no atual ciclo. A semeadura já teve início nas principais regiões produtoras e chega a 65% da área, conforme publicado no Progresso de Safra desta semana. Com uma produtividade estimada em 6.814 quilos por hectare, a produção deve ficar acima de 12 milhões de toneladas.

Para o feijão também é esperada uma recuperação de 3,6% na área cultivada da primeira safra da cultura, estimada em 892,3 mil hectares. Com isso, a produção no primeiro ciclo da leguminosa está prevista em 991,6 mil toneladas. Somando as três safras do grão, a expectativa é de uma safra em torno de 3,3 milhões de toneladas, 1,8% acima do volume obtido em 2023/24.

Soja

Para a soja, as projeções levam para um aumento na área plantada em torno de 2,6%, chegando a 47,36 milhões de hectares destinados à cultura, e recuperação nas produtividades médias das lavouras de 9,6%. Esse cenário aponta para uma produção estimada em 166,14 milhões de toneladas.

As condições climáticas, nesse período inicial, vêm favorecendo as atividades de preparo do solo e a semeadura, que já atinge 66,1%, acima do percentual semeado na última safra no mesmo período.

Milho

No caso do milho, a área deve permanecer estável em torno de 21 milhões de hectares. Com estimativa de recuperação nas produtividades, a safra total deve chegar a 119,8 milhões de toneladas. No primeiro ciclo de plantio do cereal, as operações de preparo de solo e semeadura vêm se intensificado, favorecidas pelas boas condições climáticas nas principais regiões produtoras, com o plantio já concluído em 48,7% da área.

Nesta primeira safra, é esperado que os produtores destinem 3,77 milhões de hectares para a cultura e a produção fique em torno de 22,8 milhões de toneladas.

Culturas de inverno

As culturas de inverno começam a entrar nos estágios finais, com a colheita do principal cereal, que é o trigo, respondendo a 79,4% da área semeada. A previsão atual aponta para uma produção de 8,11 milhões de toneladas para o grão, volume estável quando comparado com o ciclo anterior.

A redução em relação às primeiras estimativas é ocasionada, principalmente, pelo comportamento climático desfavorável, sobretudo no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Mercado

Os preços internos da soja registraram alta em outubro de 2024, impulsionados pela valorização do dólar e pela demanda aquecida. Com o dólar elevado e prêmios de porto positivos, as exportações de soja em grão mantiveram-se em níveis elevados, totalizando 94,2 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2024.

Esse cenário levou a Conab a revisar a estimativa de exportação para a safra 2023/24, que passou de 92,43 milhões para 98 milhões de toneladas, um aumento de 5,56 milhões de toneladas.

Feijão e trigo

Já no mercado de feijão, o carioca atravessa período de entressafra, com abastecimento dependente da safra do sudoeste de São Paulo. A colheita está acelerada, mas o excesso de chuvas em novembro afetou a qualidade. Com a chegada da nova safra, espera-se um mercado estável, já que a intensificação da colheita em dezembro coincide com um período de menor consumo.

Para o feijão preto, a oferta deve aumentar nas próximas semanas com a colheita paranaense, mas a demanda permanece fraca devido à baixa qualidade e à grande diferença de preço em relação ao feijão carioca.

Para o trigo, as chuvas persistentes no Sul do país têm dificultado a colheita e, para minimizar as perdas, a colheita foi intensificada nos intervalos em que as precipitações cessaram.

 

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MercadoNotícias

Com alta da Selic, produtores devem pesquisar melhores condições de crédito

Por Redação 13/11/2024
Escrito por Redação

Selic: produtores devem avaliar condições de financiamento

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic – a taxa básica de juros da economia – em 0,50 ponto percentual, alcançando 11,25%. Este é o segundo aumento neste ano, em setembro o acréscimo foi de 0,25%, registrando 10,75%. Essa nova alta apresenta um desafio adicional para o produtor rural, que precisa de recursos para a próxima safra.

A expectativa de redução nos juros, frustrada pelo Plano Safra 24/55, não é o único obstáculo enfrentado pelos produtores rurais que buscam recursos para financiamento, conforme Thays Moura, fundadora da Agree. Segundo a especialista, a falta de conhecimento amplo sobre as linhas de crédito disponíveis nos mais diversos bancos atrapalham na corrida pelo financiamento.

“Havia uma grande expectativa no mercado por uma redução, mas o plano agrícola veio praticamente igual ao anterior, com taxas de até 12%. Isso significa que os agricultores que não conseguirem obter empréstimos por meio do Plano Safra terão que lidar com o aumento da Selic, enfrentando taxas mais elevadas com financiamentos convencionais”, afirma.

Nesse contexto, a informação é a maior aliada, tanto para credores quanto para o trabalhador do campo. “Na análise de risco realizada pelos bancos, é essencial dispor de dados completos que reflitam a realidade das propriedades rurais para que o crédito seja oferecido na condição mais adequada e com agilidade. Na outra ponta, o produtor precisa conhecer as melhores opções, com produtos personalizados, e, principalmente, entender esse cenário de juros altos para escolher o melhor produto”, explica Thays.

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Para garantir a saúde do negócio, os agricultores devem monitorar indicadores, como índice de liquidez, margem de lucro, custo de produção, rentabilidade e alavancagem. São esses dados que indicam a saúde financeira, a sustentabilidade do negócio e ajudam a identificar áreas que precisam de melhorias ou investimentos adicionais.

A Agree desenvolveu uma plataforma própria, voltada para analisar os índices financeiros do produtor e automatizar o envio de informações para diferentes bancos, acelerando a análise de crédito, uma peça crucial na gestão financeira da propriedade rural.

Há ainda diversas ferramentas disponíveis para apoiar os fazendeiros, como softwares de gestão financeira adaptados ao agronegócio, aplicativos móveis que permitem o controle de despesas e receitas, e sistemas de análise de dados que ajudam a prever tendências de mercado.

O planejamento financeiro de longo prazo permite que os trabalhadores rurais antecipem possíveis adversidades, aproveitem oportunidades de crescimento e mantenham a estabilidade financeira.

“Para desenvolver um plano eficaz, é essencial analisar a situação financeira atual, prever cenários futuros – como possíveis aumentos ou quedas nos preços dos grãos e insumos – e ajustar o plano conforme necessário. Manter uma reserva financeira para emergências e investir em melhorias tecnológicas e de infraestrutura também são práticas indispensáveis em um bom planejamento”, conclui Thays.

 

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NotíciasTecnologia

Pulverizador com tanque de 18 mil litros de capacidade inicia testes na Bahia

Por Redação 13/11/2024
Escrito por Redação

Pulverizador com tanque de 18 mil litros de capacidade inicia testes na Bahia

A agricultura brasileira não para de crescer, gerando recordes seguidos de produção e produtividade, principalmente no cultivo de cereais. Para acompanhar essa evolução no campo, as agroindústrias investem incansavelmente em tecnologias e inovação acelerando ainda mais esse processo. Entre essas empresas está a Incomagri, fabricante de máquinas agrícolas com mais de 40 anos de mercado, que está prestes a redefinir os padrões do setor.

Em parceria com a alemã Nexat, conhecida por seu sistema holístico e disruptivo, a empresa brasileira sai na frente e prepara o lançamento do Overlander 18.000. Este que é o maior pulverizador do País, e um dos maiores do mundo, desenvolvido para operar em grandes áreas agrícolas, chega para elevar a produtividade e a sustentabilidade no campo a patamares inéditos.

“A boa impressão que a equipe da engenharia da Nexat teve em relação a robustez e a alta tecnologia dos nossos pulverizadores autopropelidos impulsionou essa parceria iniciada em 2023”, detalhou, Carlos Reinaldo Nogueira Filho, gerente comercial da Incomagri.

A empresa que já disponibiliza o Overlander nos modelos de 2.000L e 2.700L, desenvolvidos para atender as necessidades dos agricultores mais exigentes, agora dá mais um importante passo em sua história com o Overlander 18.000.

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Equipado com dois tanques de aço inoxidável de 9 mil litros cada, totalizando 18 mil litros, e mais dois tanques de 1.000 litros para limpeza do sistema, este pulverizador gigante promete não somente aumentar a produtividade, mas também promover uma agricultura mais sustentável com sua autonomia incomparável.

Essa grande capacidade foi viabilizada devido ao extenso chassi e a alta potência do Nexat, que conta com dois motores Diesel de 550 hp cada, operando em sistema híbrido. As rodas são acionadas por motores elétricos acoplados a super redutores que garantem alto torque e controle absoluto para tocar o conjunto com alta performance e baixo consumo de combustível. No caso das operações de pulverização, espera-se operar com somente um motor Diesel acionado, entregando consumos de combustível ainda menores.

O protótipo conta com uma barra de pulverização de 42 metros de comprimento com sistema de estabilização e controle automático da altura de operação. Além disso, a Incomagri pretende desenvolver a opção para um conjunto de barras de 56 metros. Também incorporar novas tecnologias que agregam valor na operação de pulverização, buscando ainda mais racionalização dos recursos e insumos, eficiência e rendimento operacional.

De acordo com o gerente, a expectativa é grande pelos primeiros resultados e indicadores de performance desse gigante que está sendo testado a campo, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, nesta safra 2024/25. “Saímos na frente e seremos o primeiro fabricante brasileiro a desenvolver um projeto 100% dedicado ao sistema holístico da Nexat”, destacou.

Diferenciais

O Overlander 18.000 não é apenas um pulverizador de grande capacidade, pois ele também proporciona ao produtor a realização de aplicações com misturas diferentes de calda, otimizando entradas na lavoura e alcançando um rendimento operacional jamais visto na agricultura mundial.

“Com quatro bombas de pulverização de 300l/min cada, duas para alimentar os circuitos de pulverização e duas para manter a calda homogeneizada, o sistema garante eficiência e precisão. Toda a comunicação do sistema é ISOBUS, controlada pela tela touch screen presente na cabine do Nexat”, detalhou Nogueira Filho.

Ainda segundo o profissional, com o Overlander 18.000, a Incomagri reafirma seu DNA inovador e seu compromisso com a excelência, trazendo ao mercado uma solução que combina alta tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional. “Este lançamento marca um novo capítulo na história da agricultura brasileira, colocando a empresa na vanguarda da inovação”, finaliza.

 

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São Paulo registra crescimento de 11,2% nas exportações do agronegócio

Por Redação 13/11/2024
Escrito por Redação

São Paulo registra crescimento de 11,2% nas exportações do agronegócio

As exportações do agronegócio paulista registraram uma expressiva alta de 11,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2024, alcançando US$25,77 bilhões. Esse resultado gerou um superávit de US$21,03 bilhões na balança comercial do agronegócio paulista, um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram US$4,74 bilhões.

O dados fazem parte do levantamento realizado pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, e pelos pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Vale destacar que entre janeiro e outubro de 2024, o setor agrícola respondeu por 43,6% das exportações paulistas. Em contrapartida, os demais setores da economia estadual, excluído o agronegócio, apresentaram um déficit de US$26,13 bilhões, com exportações de US$33,27 bilhões e importações de US$59,40 bilhões.

“Isso evidencia o papel fundamental do agronegócio na balança comercial paulista, contribuindo para reduzir o déficit geral do comércio exterior do estado”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

E pelo segundo mês consecutivo, São Paulo se manteve na liderança das exportações de produtos agropecuários no Brasil, com uma participação de 18,4% do total nacional entre janeiro e outubro de 2024. O bom desempenho dos embarques paulistas contribuiu para superar o tradicional líder da balança comercial: Mato Grosso, que respondeu por 16,9%. O estado destacou-se em grupos específicos, como sucos (83,7% da exportação nacional), complexo sucroalcooleiro (63,1%), e produtos alimentícios diversos (73,9%), confirmando a importância desses setores para o agronegócio brasileiro.

Balança comercial do agro brasileiro

Já as exportações do agronegócio brasileiro registraram um leve crescimento de 0,3% no período observado, atingindo o valor de US$140,02 bilhões, o que corresponde a 49,3% das exportações totais do Brasil. As importações do setor aumentaram 17,2%, somando US$16,24 bilhões, representando 7,3% das importações nacionais.

O saldo da balança comercial do agronegócio brasileiro registrou um superávit de US$123,78 bilhões entre janeiro e outubro de 2024, uma ligeira redução de 1,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Tal superávit evidencia a relevância do agronegócio para o comércio exterior brasileiro, sendo que, neste período, os demais setores da economia apresentaram um déficit significativo.

Com exportações de US$144,44 bilhões e importações de US$205,20 bilhões, os setores não relacionados ao agronegócio acumularam um déficit de US$60,76 bilhões até outubro de 2024. Assim, o saldo positivo do agronegócio foi essencial para o resultado do superávit de US$63,02 bilhões da balança comercial brasileira.

 

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Notícias

Pesquisa mostra que semeadura customizada aumenta a produtividade

Por Redação 12/11/2024
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Pesquisa mostra que semeadura customizada aumenta a produtividade

O estudo de semeadura à taxa variável envolve técnicas de AP, aprendizado de máquina e a Solução de Plantio Inteligente // Foto: Embrapa/divulgação

Variar a quantidade de sementes plantadas, dependendo de características de cada talhão da propriedade, ajuda a aumentar a produtividade. Em experimentos com produtores de fazendas de Mato Grosso e Paraná, foi possível observar ganhos de produtividade de até 8% no milho e 3% no algodão na safra 2023, graças às dosagens de sementes recomendadas para plantio.

O trabalho é resultado de cooperação entre a Embrapa e a empresa Bosch para o desenvolvimento de métodos e recomendações de semeadura em taxa variável usando ferramentas de agricultura de precisão (AP).

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Conduzido pela Embrapa Instrumentação (SP), que coordena o trabalho com a Embrapa Agricultura Digital (SP) e a Embrapa Soja (PR), o estudo de semeadura à taxa variável envolve técnicas de AP, aprendizado de máquina e a Solução de Plantio Inteligente (IPS, na sigla em inglês) da Bosch embarcada em plantadoras.

Essa ferramenta aplica as sementes em quantidades específicas, de forma precisa, em qualquer tipo de relevo, de acordo com o mapa de aplicação estabelecido pelo gestor da produção. De maneira simplificada, a tecnologia permite que o potencial produtivo de cada área do talhão seja aproveitado ao máximo.

A semeadura é feita sob medida e leva em conta parâmetros do solo (argila, condutividade elétrica aparente e fertilidade) e das plantas (índices de vegetação). São usados também mapas de produtividade elaborados por colhedoras com sensores.

Parte desse trabalho de pesquisa é capacitar produtores rurais a coletar essas informações e inseri-las nos equipamentos de precisão.

“Estamos desenvolvendo uma metodologia que permita aos gestores das propriedades terem autonomia para conduzir seus experimentos on-farm, que ocorrem durante a produção das culturas. O objetivo é capacitá-los a executar, analisar e interpretar os resultados, facilitando a tomada de decisão sobre ajustes na aplicação de insumos, seja por meio de taxas fixas ou variáveis”, conta o coordenador do projeto, João de Mendonça Naime, pesquisador da Embrapa Instrumentação.

Experimento on-farm

O trabalho é executado no formato de pesquisa on-farm, que utiliza a experimentação agronômica nas condições reais de produção. O objetivo é aumentar a produtividade e a lucratividade aplicando os conhecimentos acumulados em safras anteriores, nas safras seguintes

O sistema on-farm emprega implementos e máquinas disponíveis na fazenda, permitindo que o produtor possa fazer ajustes de doses e taxas de aplicação de insumos como sementes, fertilizantes e corretivos por unidade de produção – talhão – e em taxa variável nos talhões com alta variabilidade espacial. Ao fim de 30 meses, os pesquisadores devem elaborar uma publicação técnica para orientar os produtores a plantar em taxa variável.

Resultados preliminares

Os experimentos estão sendo realizados nas fazendas Tucunaré e Tanguro, do Grupo Amaggi, em Sapezal e Querência, ambas em Mato Grosso. No Paraná, o estudo se dá nas fazendas Minas Gerais, em Santa Mariana; Londrinópolis e Águas das Nogueiras, em Londrina; Tupi, em Astorga; Cachoeira, em Arapongas; e Indaiá, em Campo Mourão.

Um exemplo desse trabalho ocorreu na fazenda Minas Gerais, onde foi realizado um teste de populações de sementes de milho.

Júlio Franchini, pesquisador da Embrapa Soja, à frente dos estudos no Paraná, explica que o híbrido B2702 apresentou um aumento de produtividade com o aumento de população, enquanto para o B2401 não houve ganhos para taxas de sementes maiores que a recomendada pelo obtentor.

“Para o híbrido responsivo, um aumento de 10% na população de sementes trouxe um aumento de 8% na produtividade. Os custos com o aumento da quantidade de sementes aplicada foram superados pelo aumento da produtividade, proporcionando maior lucratividade”, relata o pesquisador.

Pesquisa mostra que semeadura customizada aumenta a produtividade

Apesar de os ganhos de produtividade no algodão serem menores do que os observados com o milho, os dados são interessantes // Foto: Sérgio Chagas

Em Mato Grosso, por exemplo, o estudo com algodão apresentou resultados de aumento da produtividade do algodoeiro de até 3%, com aumento de 10% na população de sementes, mas apenas nas áreas de maior potencial produtivo, ou seja, as que apresentaram teores de argila maiores que 30%.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação Carlos Vaz relata que, apesar de os ganhos de produtividade no algodão serem menores do que os observados com o milho, os dados são interessantes, pois indicam um potencial de resposta da população de sementes para as áreas de maior potencial produtivo dentro do talhão.

Entretanto, o cientista destaca a necessidade de mais experimentos para uma melhor comprovação, bem como de avaliações econômicas. “Nesse sentido, na safra 2023-2024 foram realizados mais sete experimentos on-farm que estão sendo avaliados, com talhões plantados em diferentes épocas e meses, que deverão trazer mais subsídios para o desenvolvimento das recomendações propostas no projeto”, detalha Vaz.

“Qual é a população ideal de sementes que o produtor deve semear? Sem o estudo que está sendo realizado pela Embrapa, não temos como determinar com precisão.”, afirma o engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura Digital da fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal (MT), Sérgio Chagas.

Segundo ele, correlacionar a quantidade de sementes a ser plantada com as necessidades específicas de cada talhão é fundamental não apenas para otimizar a produção, mas também para reduzir o consumo de combustível e a frota de caminhões utilizados no transporte do insumo. “Esperamos semear a quantidade exata no local adequado. A expertise da Embrapa nos proporcionará a segurança necessária para esse processo”, conclui.

Zonas de Manejo

O projeto também elaborou uma metodologia para a definição de zonas de manejo (ZM), áreas dentro do mesmo talhão que apresentam potenciais produtivos diferentes. Essa metodologia baseia-se em mapas dos parâmetros físicos do solo, índices de vegetação obtidos por meio de imagens de satélite e mapas de colheita. As diferentes zonas de manejo definidas para um talhão específico podem ser utilizadas na análise dos dados dos experimentos on-farm, gerando recomendações de aplicações diferenciadas por ZM.

Foi definida, no projeto, uma metodologia baseada em aprendizado de máquina e dados acessíveis para delinear zonas de manejo com base em diferentes tipos de solo e atributos de diferentes sistemas de produção.

Os experimentos mostraram que zonas de manejo podem ser obtidas com boa qualidade utilizando basicamente as informações de índices de vegetação de imagens de satélite de uso aberto, como o Sentinel.

“Ao analisar os resultados das quatro parcelas delineadas para o estudo, ficou evidente que os índices de vegetação podem efetivamente funcionar como únicos atributos que definem zona de manejo em cenários sem variações significativas na textura do solo e fatores externos que possam introduzir variabilidade nas culturas”, conta o analista da Embrapa Agricultura Digital Eduardo Antônio Speranza.

Uso de sistema inteligente

O estudo realiza experimentos com a Solução de Plantio Inteligente (IPS) desenvolvido pela Bosch. Embarcado em plantadoras, o sistema ajusta em tempo real o fluxo de sementes de modo a compensar as variações de velocidade linear e angular da máquina.

Para o gerente de engenharia da Bosch Leonardo Vecchi o objetivo principal é entender os benefícios que a tecnologia para plantio e fertilização pode gerar, como o aumento de produtividade, uma vez que o sistema é uma solução de aplicação precisa de insumos, sementes e fertilizantes, baseados em mapas de prescrição à taxa variável.

“Mas, como essa aplicação é construída a partir da condição de solo inicial, que pode sofrer mudança, o estudo visa compreender esse fenômeno e corrigir a nova taxa de sementes por meio de um fator, de forma que se adeque à nova condição do solo. Assim podemos esperar um aumento de produtividade ainda maior”, detalha o gerente. Vecchi revela que os resultados iniciais têm se mostrado promissores, e destaca a necessária continuidade da investigação para gerar modelos ou recomendações de aplicação mais gerais.

“A parceria com a Embrapa é muito importante para o desenvolvimento tecnológico realizado pela Bosch. Nosso objetivo é buscar inovações que gerem grandes benefícios para clientes e mercado e que aumentem a sustentabilidade ambiental”, afirma o engenheiro industrial.

Desafios do projeto

“A obtenção de mapas de colheita fidedignos esbarra em dois problemas principais: a falta de calibração rotineira dos sensores e o emprego de diferentes colhedoras que podem operar no mesmo talhão. Como são comuns frotas multimarcas e de diferentes modelos e gerações tecnológicas, há desafios técnicos para a integração dos dados, muitas vezes intransponíveis dentro da realidade do produtor”, explica João Naime.

 

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Produção de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26
MercadoNotícias

Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Por Redação 12/11/2024
Escrito por Redação

- Moagem de cana acumula 566 milhões de toneladas na safra 2024/2025

Clarisse Sousa – As usinas de cana-de-açúcar do Centro-Sul processaram 27,17 milhões de toneladas na segunda quinzena de outubro, uma queda de 21,62% em comparação com as 34,66 milhões de toneladas da mesma etapa na safra 2023/2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12/11) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No acumulado da safra 2024/2025, até 1º de novembro, a moagem atingiu 566,03 milhões de toneladas, superando em 0,88% as 561,09 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior.

Plano Safra da agricultura familiar movimenta R$ 29,5 bi em quatros meses

De acordo com a Unica, na segunda quinzena de outubro, 250 unidades produtoras estavam em operação no Centro-Sul: 231 processando cana, nove produzindo etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período da safra 2023/2024, o número de unidades em operação era de 258.

Até o fim da segunda quinzena de outubro, 27 unidades já haviam encerrado a moagem. Desde o início do ciclo 2024/2025, o total de unidades que finalizaram as operações chegou a 38, comparado a 26 usinas que encerraram no mesmo período da safra anterior.

Além do encerramento da safra em algumas unidades, a queda na moagem quinzenal foi influenciada, segundo a entidade, pelas chuvas em Goiás, Minas Gerais e nas regiões central e noroeste de São Paulo, que dificultaram a colheita.

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de outubro totalizou 1,78 milhão de toneladas, uma queda de 24,30% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, quando foram produzidas 2,36 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 1º de novembro, a fabricação somou 37,38 milhões de toneladas, levemente acima das 37,27 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior (+0,27%).

Na última quinzena de outubro, apenas 46,12% da matéria-prima disponível foi direcionada para a produção de açúcar, ante 48,85% observados no mesmo período da safra 2023/2024.

A produção de etanol no Centro-Sul alcançou 1,64 bilhão de litros na segunda quinzena de outubro, com 990,3 milhões de litros de etanol hidratado (-8,22%) e 650,3 milhões de litros de etanol anidro (-8,03%). No acumulado da safra atual, a produção total de etanol somou 28,85 bilhões de litros (+6,87%), sendo 18,38 bilhões de hidratado (+15,11%) e 10,46 bilhões de anidro (-5,08%).

Do etanol produzido na segunda quinzena de outubro, 21,8% foram derivados do milho, com 357,92 milhões de litros, frente a 268,62 milhões no mesmo período da safra 2023/2024 (+33,25%). No acumulado até 1º de novembro, o etanol de milho somou 4,49 bilhões de litros, um crescimento de 27,80% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Vendas de etanol

No mês de outubro, as vendas de etanol totalizaram 3,03 bilhões de litros, o que representa uma variação positiva de 4,65% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,82 bilhão de litros, o que representa um aumento de 6,27% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 1,09 milhão de litros, avanço de 13,21%.

No acumulado desde o início da safra até o término de outubro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 20,86 bilhões de litros, registrando crescimento de 14,38%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 13,49 bilhões de litros (+ 25,96%), enquanto o de anidro alcançou 7,37 bilhões de litros (-2,09%).

“Desde agosto de 2023, o preço do etanol hidratado na bomba ficou abaixo de 73% daquele registrado para a gasolina em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná, oferecendo a possibilidade de descarbonização com economia aos proprietários de veículos flex-fuel. Como reflexo da competitividade do biocombustível, desde as vendas de etanol hidratado continuam registrando crescimento anual robusto, com aumento médio superior a 46% em 2024”, explicou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA.

CBios

Dados da B3 até o dia 11 de novembro indicam a emissão de 36,04 milhões de créditos em 2024 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 29,17 milhões de créditos de descarbonização.

“Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2024, já temos quantidade de títulos suficiente para o atendimento integral da quantidade exigida pelo Programa em 31 de dezembro deste ano”, destacou o diretor da UNICA.

 

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Notícias

Plano Safra da agricultura familiar movimenta R$ 29,5 bi em quatros meses

Por Redação 11/11/2024
Escrito por Redação

Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/25 movimenta R$ 29,5 bilhões nos primeiros quatros meses

A agricultura familiar já acessou mais de R$ 29,5 bilhões nos primeiros quatro meses do Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025. O valor é 4% maior do que o contratado no mesmo período da safra passada. É o que mostra balanço do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Até o momento, foram 677.935 operações de financiamento para agricultoras e agricultores familiares, agroindústrias e cooperativas.

Neste Plano Safra, foram disponibilizados R$ 76 bilhões para apoiar a produção sustentável de alimentos saudáveis para a população brasileira. “O presidente Lula conseguiu aumentar o valor do financiamento e reduzir os juros. São taxas muito inferiores às de mercado, o que facilita a vida do agricultor”, explica o ministro do MDA, Paulo Teixeira.

Os beneficiários da reforma agrária, indígenas e quilombolas vem sendo atendidos pelo Pronaf A com um aumento de 76% sobre o número de operações e de 134% no valor financiado, passando de R$ 54 milhões na safra passada para mais de R$ 125 milhões.

Vale destacar também o aumento expressivo no acesso às linhas de financiamento do Pronaf que possuem finalidades mais sustentáveis. Houve ampliação do volume financiado nas linhas Pronaf Bioeconomia (+53%), Pronaf Semiárido (+26%) e Pronaf Floresta (+39%), além das linhas voltadas para Jovens (+64%) e Mulheres (+33%).

O Secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA (SAF/MDA), Vanderley Ziger, explica que houve um aumento de quase 4% nos valores contratados nos quatro primeiros meses, passando de R$ 28,4 bilhões para R$ 29,5 bilhões em relação à safra anterior, refletindo o fortalecimento da política que impacta diretamente na alimentação saudável que chega até a mesa dos brasileiros e brasileiras.

“Estamos comprometidos com o incentivo à produção de alimentos saudáveis e o Plano Safra é uma política central para garantir a segurança alimentar em todo o país. Quando mostramos que é possível ao agricultor acessar crédito com juros baixos e prazos estendidos, estamos impulsionando a sustentabilidade da agricultura familiar e fortalecendo essa política que leva alimentos à mesa dos brasileiros e brasileiras. Por isso, realizamos lançamentos estaduais e mantemos uma articulação contínua com instituições financeiras, governos estaduais e lideranças dos movimentos, assegurando que os produtores tenham acesso a esses recursos” destaca o secretário.

As regiões no Brasil que mais acessaram o crédito rural do Pronaf, no atual Plano Safra, por quantidade de operações, foram o Nordeste, com 48% das operações e o Sul, com 34%.

O Plano Safra vem contribuindo para a tecnificação e a mecanização da agricultura familiar no âmbito do Programa Mais Alimentos. Nos primeiros quatro meses, foram mais de R$ 6,3 bilhões aplicados no financiamento de máquinas, equipamentos e implementos, o que representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período da safra anterior. Destacam-se os tratores, com aumento de 31%, equipamentos de irrigação, com 22%, e embarcações para pesca artesanal, com um aumento de 33% do volume financiado em relação à safra anterior.

Financiamento de alimentos básicos

Já em relação ao custeio de produtos da alimentação básica da população brasileira, destaca-se o feijão, com aumento de 176% sobre o valor financiado no mesmo período da safra anterior. Outros alimentos que compõem a mesa do brasileiro, como a cebola, a batata, o repolho e a cenoura, tiveram aumento de 53%, 24%, 56% e 42%, respectivamente. Vale destacar que a taxa de juros para o custeio destes produtos foi reduzida nesta nova safra para estimular o aumento da produção e os reflexos desta medida já podem ser observados.

A avaliação do primeiro quadrimestre, por tipo de agricultura, mostrou que houve um aumento de 28,5% no volume de recursos aplicados no Pronaf quando se trata de agricultura orgânica.

Sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar

Uma das principais políticas do MDA, o Plano Safra da Agricultura Familiar reúne um conjunto de ações para fortalecer a produção sustentável de alimentos pela agricultura familiar em todo o Brasil. Entre os destaques do Plano Safra 2024/2025 estão a redução da taxa de juros em 10 linhas de financiamento no âmbito do Pronaf, além da criação de uma nova finalidade de financiamento para aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, com taxa de juros de apenas 2,5% ao ano. Os juros também foram reduzidos para 3% ao ano para a produção de alimentos básicos e 2% para práticas sustentáveis.

O Plano 2024/2025 ampliou de forma histórica o volume de crédito disponibilizado, prevendo um volume total de recursos da ordem de R$ 76 bilhões. Com a participação de aproximadamente 20 instituições financeiras, entre bancos privados, bancos públicos, bancos de desenvolvimento e agências de fomento, além de cooperativas de crédito. O Plano foi lançado em 25 dos 27 estados brasileiros, destacando o diálogo e a interlocução com governos estaduais e agentes bancários que ofertam o crédito na ponta, para os agricultores e agricultoras familiares.

 

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