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O retorno de Trump à presidência dos EUA e o impacto no agro
Notícias

O retorno de Trump à presidência dos EUA e o impacto no agro

Por Redação 11/11/2024
Escrito por Redação
O retorno de Trump à presidência dos EUA e o impacto no agro

O retorno de Trump à presidência dos EUA e o impacto no agro // Foto: reprodução X

Passada a euforia da histórica, e até certo ponto inesperada, vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, os setores da economia global começam a esboçar possíveis cenários para os próximos quatro anos, baseados nas radicais mudanças propostas pelo republicano durante sua campanha eleitoral.

Na manhã de quarta-feira (6), após a confirmação da vitória, falando aos seus apoiadores na Flórida, o empresário prometeu um “mandato poderoso e sem precedentes”, que inaugurará “a era de ouro da América”. Ao seu lado, Trump terá a Câmara dos Representes e o Senado norte-americano, que formaram maioria republicana.

Trump e o agro

De acordo com o Censo de 2020, mais de 66 milhões de pessoas, ou quase 20% da população dos Estados Unidos, vivem em áreas rurais do país, dedicando-se à agricultura, à pecuária ou atuando na agroindústria.

Apesar de ser um setor que historicamente tende a apoiá-lo, durante sua campanha, foram raras as vezes em que Donald Trump sinalizou apoio direto ao agronegócio.

A falta de ideias claras e as promessas de protecionismo e disputa comercial deixa o setor em dúvida quanto ao seu futuro; todavia, o mesmo segue confiante no novo governo para atender suas demandas.

“Nossos líderes eleitos precisarão fazer da agricultura uma prioridade máxima ao encerrarmos 2024”, disse em nota Zippy Duvall, presidente da American Farm Bureau Federation, principal entidade representante dos produtores rurais norte-americanos.

Entre as prioridades do agronegócio está a renovação da Farm Bill, principal instrumento de política agrícola e alimentar do governo federal, que expirou em setembro deste ano.

Sua renovação permitirá o desenvolvimento de programas de commodities, comércio, desenvolvimento rural, crédito agrícola, conservação e pesquisa. Normalmente, o congresso norte-americano aprova um projeto de lei agrícola a cada cinco ou seis anos.

A questão da soja

Uma pesquisa feita por economistas da Bloomberg colocou a soja como o “alvo mais eficaz” da nova disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, que deverá surgir no ano que vem.

De um lado, Trump propõe eliminar gradualmente as importações chinesas de bens como eletrônicos, aço e produtos farmacêuticos, assim como busca proibir empresas chinesas de possuírem imóveis e infraestrutura nos Estados Unidos nos setores de energia e tecnologia.

Como reposta, Pequim deverá usar a mesma ferramenta, aplicando restrições às importações da soja norte-americana.

Atualmente, estima-se uma safra recorde nos Estados Unidos, com 124,70 milhões de toneladas, segundo o último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura (USDA). A China, maior compradora da oleaginosa norte-americana, desempenha papel fundamental nesse mercado.

“Há uma preocupação entre os players da Bolsa de Chicago de que uma escalada no conflito comercial possa resultar em um excesso de oferta da commodity dos EUA, sem a participação do seu principal comprador”, analisa a equipe de pesquisa da DATAGRO Grãos.

“Essa situação, no entanto, pode ser favorável ao Brasil, que já tem o país asiático como seu maior mercado consumidor. Até outubro, conforme levantamento nosso, os embarques brasileiros de soja totalizaram 94,255 milhões de toneladas, das quais 68,978 milhões de toneladas (73,2% do total) foram destinadas à China”, conclui.

A relação com o Brasil

Apesar de Donald Trump deixar claro que a China é seu principal adversário comercial, o republicano lançou a ideia de uma tarifa de 10% ou mais sobre todos os bens importados para os Estados Unidos, independente do país, uma medida que, segundo ele, eliminaria o déficit comercial.

Em entrevista coletiva, Trump declarou que “tarifa” é a sua palavra favorita, chamando-a de “a mais bonita do dicionário”.

Depois da China, o país norte-americano é o segundo maior comprador do agro brasileiro. Na última década, entre 2014 e 2023, os Estados Unidos importaram US$ 76,7 bilhões em produtos do agro brasileiro, dos quais US$ 36,7 bilhões ocorreram no primeiro mandato de Trump, entre os anos de 2017 a 2021, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Os produtos são dos mais variados tipos e vão desde café até couros, passando por fumo, lácteos, pescados, Entre os demais estão: animais vivos (cavalos, por exemplo), cacau e derivados, carne (bovina, aves e suína), cereais e farinhas, chá mate e especiarias, complexo soja (farelo, óleo e grãos), complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), fibras têxteis, frutas (incluindo castanhas), plantas vivas e floricultura, produtos apícolas, florestais e hortícolas, oleaginosas além da soja, ração animal e sucos.

(Bio) energia

Buscando se reaproximar do novo presidente, os fabricantes de etanol dos Estados Unidos emitiram nota parabenizando Trump e acenando para que o republicano permita o consumo da gasolina com 15% do biocombustível (E15), o ano todo, e em todo o país, como ele já fez no mandato anterior.

Atualmente, o consumo de E15 é proibido na maior parte dos Estados Unidos nos meses de verão devido ao fato de não atender ao requisito da legislação americana de poluição ambiental, de 1990. Sendo assim, a maior parte da gasolina no país é consumida com 10% de mistura de etanol (E10).

“Nós o apoiamos que ele permita uma solução permanente que garanta uma economia contínua nas bombas para todos os americanos, todos os meses, por todos os 50 Estados”, afirmou Emily Skor, CEO da associação Growth Energy, em nota. A Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) também se pronunciou na mesma linha.

Para o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, a eleição de Trump é uma oportunidade para o Brasil e Estados Unidos “caminharem juntos em direção de uma transição energética sustentável, que reconheça os atributos de combustíveis renováveis e limpos”.

Novembro terá chuvas concentradas do noroeste ao sudeste do país

Ao mesmo tempo em que deve agir beneficamente para o setor de biocombustíveis, Donald Trump, prometeu, em sua campanha eleitoral, aumentar a produção de combustíveis fósseis dos Estados Unidos, facilitando o processo de permissão para perfuração em terras federais.

Todavia, ainda é cedo para dizer se a indústria petrolífera seguirá adiante e aumentará a produção em um momento em que os preços do petróleo e do gás natural estão relativamente baixos no mercado internacional.

O republicano também disse que retirará novamente os Estados Unidos dos Acordos Climáticos de Paris, uma estrutura para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa, e apoiará o aumento da produção de energia nuclear.

Em relação ao setor automobilístico, Trump garantiu revogar as determinações do atual presidente Joe Biden sobre veículos elétricos e outras políticas destinadas a reduzir as emissões de automóveis.

Segundo ele, os Estados Unidos precisam ser capazes de aumentar o potencial energético do país para serem competitivos no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial, que consomem grandes quantidades de energia.

Fonte: Datagro

 

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Saiba como escolher o trator ideal para a agricultura familiar
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Saiba como escolher o trator ideal para a agricultura familiar

Por Redação 11/11/2024
Escrito por Redação

Saiba como escolher o trator ideal para a agricultura familiar

As máquinas agrícolas desempenham um importante papel na agricultura familiar, setor que responde por 23% do valor bruto da produção agropecuária no Brasil e por 67% das ocupações no campo, segundo o Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). A mecanização das pequenas propriedades impulsiona a produtividade, otimiza as operações e promove a sustentabilidade, permitindo que pequenos produtores ampliem suas atividades, reduzam custos e se tornem mais competitivos no mercado.

Regulamentada por lei, a agricultura familiar abrange propriedades de até quatro módulos fiscais, onde a mão de obra é majoritariamente familiar e cerca de 50% da renda provém de atividades rurais.

“O módulo fiscal é uma medida agrária que define a área mínima para que uma propriedade seja considerada economicamente viável. Esse tamanho varia conforme o município e a região”, explica Eder Pinheiro, coordenador de marketing de produto tratores da Massey Ferguson, referência no mercado agrícola brasileiro.

De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tratores destinados à agricultura familiar devem ter, no máximo, 80 cavalos de potência, critério estabelecido para que esses equipamentos possam ser financiados dentro de programas de incentivo voltados à implantação, ampliação ou modernização da produção.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Para escolher o trator mais adequado, é fundamental avaliar sua versatilidade. “Em muitas propriedades, o equipamento é a única máquina disponível e precisa realizar diversas operações, como arar o solo, tracionar implementos, distribuir adubo, fazer pulverizações e, em alguns casos, auxiliar na colheita”, explica Pinheiro.

O especialista destaca a importância de definir qual será a principal função do trator para garantir que ele atenda às necessidades específicas da propriedade.

“Em uma fazenda de produção de leite, por exemplo, o mesmo trator será utilizado para preparar o solo para pastagem, plantar milho, colher silagem e transportar o alimento para os animais no estábulo. Tratores agrícolas convencionais se adequam melhor a essa atividade. Se o foco for a produção de hortaliças ou café, um trator compacto pode ser a melhor opção”, detalha.

A tecnologia tem sido incorporada aos tratores de baixa potência com o uso de piloto automático, que oferece maior precisão nas operações, reduz erros e melhora o rendimento operacional, além de sensores que evitam falhas, controlam a rotação do motor e detectam problemas, como filtros entupidos ou presença de água no combustível, minimizando danos ao agricultor.

A mecanização também contribui para a sustentabilidade das propriedades familiares. Equipados com motores mais modernos, os tratores garantem uma operação mais econômica e ambientalmente responsável.

“Atualmente, os motores são muito mais eficientes, com menor consumo de combustível e emissão de poluentes, o que reflete na redução dos custos operacionais e na sustentabilidade da propriedade”, afirma Pinheiro.

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Plantio do arroz no Rio Grande do Sul avança para 73% da área

Por Redação 08/11/2024
Escrito por Redação

Plantio do arroz no Rio Grande do Sul avança para 73% da área

A semeadura do arroz gaúcho na safra 2024/2025 alcançou 73,07% nesta semana. Foram semeados até agora 692.993 hectares dos 948.356 ha previstos para o Estado no levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz.

Entre as regionais, a Fronteira Oeste se encaminha para o término dos trabalhos e já totalizou 82,40% (231.981 hectares dos 281.542 ha estimados). A Planície Costeira Interna também avança e atingiu até o momento 80,18% (115.321 ha dos 143.825 ha previstos).

A Planície Costeira Interna está com 78,68% (78.207 ha de 99.403 ha projetados). Já a Zona Sul, última regional a começar a semear, tem evoluído rapidamente e já registra 73,22% (121.543 ha dos 165.986 ha esperados).

Consórcio de máquinas deve alcançar recorde de vendas no último semestre

A área da Campanha aparece no levantamento desta semana com 70,38% da área semeada (92.720 ha de 131.740 ha calculados na projeção). E a região Central alcançou 42,29% nos últimos dias (53.221 ha dos 125.860 ha previstos).

O coordenador da região Central do Irga, Ênio Coelho, destaca o empenho dos orizicultores gaúchos, principalmente os da região Central.

“O ponto importante a ser analisado e observado nesta semana na evolução de semeadura é a resiliência do produtor de arroz do Rio Grande do Sul, pois, embora tenham enfrentado dificuldades no início da semeadura, eles seguem em constante evolução em suas áreas. Isso mostra o quanto é eficiente o sistema e o cultivo de arroz no RS”, afirma.

O coordenador da Fronteira Oeste, Cleiton Ramão, acrescenta que, nesta semana, a regional não registrou uma evolução tão expressiva. “Mas acreditamos que, pela previsão do tempo não marcar mais chuva para a próxima semana, em dez dias a área semeada irá praticamente chegar perto dos 100%. Os manejos estão dentro do esperado e já temos muitas lavouras com a irrigação, com os manejos de herbicida e ureia concluídos”, explica Ramão.

Fonte: Datagro

 

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Feiras & EventosNotícias

Case IH e Fendt ganham prêmio Trator do Ano na EIMA International

Por Redação 08/11/2024
Escrito por Redação

Case IH e Fendt ganham prêmio Trator do Ano na EIMA International

Durante a 46ª Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas (EIMA), o prêmio Trator do Ano 2025 destacou os melhores tratores da indústria, premiados por um júri composto por jornalistas especializados e operadores do setor. Com 25 tratores de fabricantes internacionais, a premiação deste ano envolveu seis categorias principais: inovação tecnológica, sustentabilidade, design, digitalização e conforto, refletindo a nova geração de máquinas agrícolas.

O prêmio tornou-se um dos eventos mais aguardados da EIMA, realizada em Bolonha até 10 de novembro. A competição contou com uma avaliação criteriosa dos tratores, considerando aspectos como ergonomia, potência, conforto e tecnologia. No anúncio final, realizado em uma cerimônia lotada, o vencedor da categoria principal, Trator do Ano para Alta Potência, foi o Case IH Quadtrac 715, que se destacou pela robustez e capacidade de trabalho intenso.

Setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro, diz Fenabrave

Na categoria de potência média, o Fendt 620 Vario DP foi o vencedor, conquistando o prêmio pelo equilíbrio entre potência e versatilidade, ideal para uma ampla gama de operações agrícolas. Já na categoria de utilitários, destinada a tratores entre 70 e 150 cavalos de potência, o prêmio foi para o Steyr 4120 Plus, que se destacou pelo design compacto, peso operacional de até 9.000 kg e motor com até 4 cilindros, ideal para pequenas e médias propriedades.

A categoria de tratores especializados, voltada para vinhedos e pomares, teve como vencedor o Antonio Carraro Tony 8900 TRG, que se destacou pela capacidade de manobras em espaços estreitos, oferecendo alta eficiência para essas culturas específicas.

A novidade do TotY 2025 foi a introdução do prêmio TotYBot, para modelos robóticos, que busca incentivar o avanço da automação agrícola. O AgXeed 5.115T2 levou o título na categoria, apresentando uma solução de agricultura autônoma altamente avançada.

Por fim, o prêmio TOTY Sustentável foi concedido ao Fendt e107 Vario, reconhecido por seu compromisso com a sustentabilidade e tecnologias que reduzem o impacto ambiental. 

 

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Consórcio de máquinas deve alcançar recorde de vendas no último semestre

Por Redação 07/11/2024
Escrito por Redação

Consórcio de máquinas deve alcançar recorde de vendas no último semestre

O consórcio de máquinas e equipamentos agrícolas segue se destacando em 2024 e apresentou um resultado além do esperado para o setor. De janeiro a setembro deste ano houve um crescimento recorde em seus indicadores. Foram comercializados mais de R$33,53 bilhões em créditos, com mais de 184,7 mil cotas vendidas no período e 66,44 mil contemplações, segundo dados obtidos pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Neste ano, os consórcios de veículos pesados, que reúnem caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas, anotaram bons desempenhos em cinco indicadores: participantes ativos, vendas de cotas, negócios realizados, contemplações e créditos concedidos. O agronegócio representa um terço do total geral do segmento e obteve resultados positivos, contando com expectativa de boa safra de grãos.

Setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro, diz Fenabrave

Houve, nos últimos meses, um número maior de acidentes climáticos no Brasil. A princípio, a tragédia no Rio Grande do Sul assolou o sul do país; a seca e o calor excessivo provocaram incêndios em áreas florestadas, nas região central e no Amazonas.

Mesmo assim, os índices continuaram crescendo no consórcio de máquinas, seja pela a retomada dos negócios com substituição de frotas e máquinas, seja por meio de investimentos para o novo plantio e colheita de 2025, seja pelo atendimento da demanda de exportações de produtos agropecuários, que ultrapassou US$14 bilhões, conforme o Ministério da Agricultura.

Para Fernando Lamounier, diretor da Multimarcas Consórcios: “Diante da situação atual que enfrenta o agronegócio, as características do consórcio se ajustam às peculiaridades do setor, ao passo que a modalidade financeira alcançou posição de credibilidade, ano após ano, levando o público consumidor que, ao planejar suas compras, o escolhe como alternativa econômica para concretizar seus objetivos”.

O último trimestre de 2024 deve apresentar resultados promissores. Estima-se, segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que as vendas de maquinário agrícola encerre o ano em queda de 25%. O cenário ajuda a elucidar o aumento das cotas de consórcios.

A expansão do segmento reforça a posição do Brasil, que é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo, e também coloca em evidência a necessidade de modernização constante da produtividade agrícola para maximizar a demanda.

O país se posiciona fundamentalmente no cenário agrícola mundial, independentemente dos abalos cataclísmicos. A base do agronegócio local é sustentada também pelo potente mercado da exportação de grãos, como soja, milho e café.

“Compreendendo nosso país como a potência que é para a exportação de grãos, percebe-se que os consórcios continuarão desempenhando grande parceria e contribuição inquestionável com o agronegócio”, finaliza Lamounier.

 

 

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EIMA destaca tecnologias para uma agricultura mais sustentável

Por Redação 07/11/2024
Escrito por Redação

Feira internacional EIMA destaca tecnologias para uma agricultura mais sustentável

A 46ª EIMA International, exposição anual de máquinas agrícolas, começou nesta quarta-feira (6/10) e vai até o dia 10, em Bolonha, na Itália, com mais de 1.750 indústrias participantes, sendo 700 estrangeiras, cobrindo todos os segmentos de mercado. A feira traz veículos de ponta, máquinas e sistemas digitais avançados para uma indústria agrícola cada vez mais científica conectada ao sistema de serviços e outros setores de produção.

“A EIMA aumenta ainda mais as expectativas ao oferecer soluções tecnológicas para os grandes desafios da agricultura e do meio ambiente”, disse a diretora-geral da FederUnacoma, Simona Rapastella. “O crescimento populacional, as mudanças climáticas, as emissões poluentes, o bem-estar animal e a proteção da biodiversidade são questões cruciais para o futuro do planeta e só podem ser abordadas com tecnologias agromecânicas de nova geração”, destacou.

Organizada em 14 setores de produtos e 5 mostras temáticas (“Componentes”, “Digital”, “Energia”, “Verde” e “Hydrotech”), a EIMA oferece uma escolha ilimitada de meios para aumentar a produtividade agrícola enquanto reduz drasticamente seu impacto no meio ambiente.

Setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro, diz Fenabrave

Há aproximadamente 60.000 modelos de veículos, equipamentos e componentes em exposição no centro de exposições, que tem todos os seus pavilhões e até mesmo os espaços externos ocupados para atividades de demonstração.

Na programação da feira constam reuniões e conferências (mais de 150) que animam o evento deste ano. A diretora da FederUnacoma enfatizou o conteúdo técnico da exposição (que estabeleceu um novo recorde para Inovações Técnicas premiadas), as inúmeras prévias e novos produtos apresentados pelos fabricantes e a presença do EIMA Campus, onde onze universidades estão representadas, juntamente com centros de pesquisa e instalações de treinamento.

Ela também destacou o papel político que a feira assumiu nos últimos anos. De fato, durante os cinco dias do evento, muitos representantes do governo e instituições estarão presentes, assim como delegações de parlamentares europeus e nacionais, e diplomatas de países estrangeiros, todos com o objetivo de aprender sobre as soluções tecnológicas mais adequadas para as diferentes regiões do mundo, e participar da discussão sobre modelos agrícolas, sobre as variáveis ​​econômicas e geopolíticas que influenciam o comércio, e sobre estratégias de cooperação.

Neste, há muito espaço às tecnologias digitais e robóticas e às aplicações de Inteligência Artificial e Big Data que hoje permitem conectar a atividade das empresas agrícolas aos sistemas de previsão do tempo, mapeamento e controle de territórios, e o monitoramento de produtos também para fins de saúde, gestão de cadeias de suprimentos agroindustriais, distribuição em mercados, bem como controle dos parâmetros operacionais de máquinas para fins de assistência técnica e segurança no trabalho.

“A mecanização moderna permite, portanto, que as empresas permaneçam competitivas e acompanhem as necessidades ecológicas do planeta”, disse Rapastella. “Ela permite que a agricultura seja incluída em um macrossistema que envolve todos, dos consumidores às instituições, e até mesmo o mundo da escola e da formação”. “É por isso que esta exposição – concluiu Rapastella – não é mais apenas um evento ‘industrial’, mas sim uma ‘Fábrica de Inovação’, aberta às cadeias de suprimentos agroindustriais e setores econômicos relacionados, e muito voltada para o futuro.

 

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Pesquisadores do Paraná usam IA para combate da ferrugem da soja

Por Redação 06/11/2024
Escrito por Redação

Pesquisadores do Paraná usam IA para combate da ferrugem da soja

O professor Marcelo Giovanetti Canteri, do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é diretor do Centro de Inteligência Artificial no Agro (Ciagro), que reúne pesquisadores de várias instituições paranaenses focadas no desenvolvimento de tecnologias para o campo. Atualmente, ele coordena um projeto em parceria com o Departamento de Computação (CCE) da instituição para a aplicação de IA na agricultura, especificamente no monitoramento e combate à ferrugem da soja, dentro do Alerta Ferrugem.

A ferrugem da soja (ou asiática, seu continente de origem) é uma doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e que ataca as folhas da planta. É a principal doença da soja e já causou significativas perdas de safra no passado.

Além da UEL, IDR-PR, Adapar, UTFPR, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Faep e Fundação ABC também estão unidas para monitorar mais de 200 coletores espalhados pelas plantações de soja. É uma área que começa em Assis (SP), passa por Londrina e Campo Mourão, chega a Cascavel, e vai para Pato Branco e Guarapuava.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

Os coletores são “armadilhas” montadas sobre as plantas que, com o vento, capturam o fungo. E se antes era preciso que o pesquisador fosse na armadilha in loco para ver o resultado e depois analisar com a ajuda de um microscópio, com a IA ele pode monitorar a presença (ou não) dos esporos sem sair do laboratório, pois a tecnologia permite identificar automaticamente os esporos coletados. O IDR-PR implantou a rede de armadilhas

De acordo com o professor, a ferrugem é uma praga em seu sentido pleno. “Mesmo com todas as medidas de combate, como o vazio sanitário anual, a pesquisa em torno do controle biológico e o desenvolvimento de espécies de soja mais resistentes, ela volta todo ano e exige a aplicação de fungicidas”, diz. Em média, anualmente, é preciso usar os produtos em uma área de 40 milhões de hectares.

O coordenador estadual do projeto de Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná, Edivan Possamai, destaca que o Paraná, por meio do IDR-PR, foi pioneiro na organização de uma rede de coletores de esporos da ferrugem-asiática, especialmente nos últimos oito anos. São, em média, 160 coletores anualmente instalados e auxiliando os agricultores na tomada de decisão. “Com este trabalho, é possível reduzir em 35% as aplicações de fungicidas, com menos custos para o produtor e menos impacto ambiental”, afirma.

O projeto objetiva reduzir os custos para os produtores a partir do monitoramento mais eficaz, porque outros fatores também interferem e sobre eles é possível agir. Três aspectos devem ser levados em conta: a planta, o clima e o próprio fungo. O Ciagro está automatizando a observação dos três fatores, antecipando a chegada de dados e assegurando decisões mais rápidas.

Os testes de monitoramento da safra 2023/2024 analisaram dois dos três aspectos: o clima e o patógeno (fungo). Para a próxima safra (24/25), entra o monitoramento do plantio. O professor Marcelo observa que, com o tempo, o fungo vem aumentando sua resistência aos fungicidas, daí a necessidade premente de desenvolver tecnologia de combate à praga. Novos fungicidas também são criados, mas o uso da IA pode indicar o melhor momento para usá-los, e até se compensa fazê-lo ou o quanto, dependendo das características de cada região.

Os dados climáticos são um componente importante da pesquisa. Antes levavam até duas semanas para serem determinados, e agora ficam disponíveis em dois dias. Isso faz funcionar melhor, por exemplo, o alerta virtualmente emitido pelo Consórcio Antiferrugem da Embrapa, que disponibiliza informações sobre a dispersão da ferrugem em todo o País.

Cada região tem seus índices pluviométricos e de umidade e é observada singularmente. Pato Branco e Guarapuava, por exemplo, são conhecidas pelo clima úmido e plantio tardio. E o tempo do plantio também conta: se for feito no tarde, o fungo chega com a planta menos desenvolvida, aumentando o risco de prejuízo, ou seja, aumentando a necessidade de aplicação de fungicida, o que significa mais gastos.

Apesar de ser um projeto de pesquisa, há ações de extensão, uma vez que envolve diretamente produtores rurais. A Embrapa e o IDR atuam neste aspecto. Fora isso, o projeto tem sido disseminado através de publicações, participações em eventos científicos e redes sociais. Já foram publicados trabalhos em periódicos da área de Agronomia e apresentados em eventos da Computação. O Ciagro já promoveu dois workshops sobre o uso de IA na agricultura e o terceiro será no final de novembro.

Evento

Em 27 de novembro, a Adapar vai promover um fórum técnico para definição dos períodos de Vazio Sanitário e do calendário de semeadura da soja para o Paraná na safra 2025/26. Esta proposição e discussão com os setores produtivos visa estabelecer as datas a serem encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para que a análise seja realizada em harmonia com as demais Unidades de Federação.

“Essas medidas legislativas são importantes para o Manejo da Ferrugem Asiática da Soja, pois, uma vez adotadas, são o princípio para a redução da pressão de inóculos da doença. Além disso, a janela de semeadura mais restrita pode proporcionar uma menor aplicação de fungicidas para o controle da ferrugem, que possibilita uma menor pressão nos ativos utilizados para o manejo da doença à campo”, explica o chefe da divisão de Vigilância e Prevenção de Pragas em Cultivos Agrícolas e Florestais da Adapar, Marcílio Araújo.

 

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CNA debate isenção de tributos para defensivos agrícolas

Por Redação 06/11/2024
Escrito por Redação

CNA debate isenção de tributos para defensivos agrícolas

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na terça (5), a isenção de tributos para defensivos agrícolas em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).

O STF ouviu diversas instituições púbicas e privadas para obter informações técnicas para o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553, de relatoria do ministro Edson Fachin, que trata do assunto.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, falou da importância da capacitação e assistência técnica ao produtor rural para uso de defensivos e de se levar em consideração os avanços realizados pelo Congresso Nacional na aprovação da reforma tributária. Segundo o diretor, foram mais de 25 audiências públicas, debates e estudos apresentados para que o agro brasileiro tivesse alíquota diferenciada, assim como seus insumos.

“O produtor rural é usuário dos agroquímicos e não teria problema em substituir essa tecnologia, caso a pesquisa avance. No entanto, qualquer medida que vise a retirada dos benefícios tributários desses defensivos vai impactar no aumento de preço do alimento ao consumidor, porque vai aumentar o custo de produção ou a redução do uso, principalmente, por parte dos pequenos produtores, causando prejuízos para eles.”

Lucchi citou, inclusive, o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na realização de capacitações e Assistência Técnica e Gerencial para produtores rurais de todo o país, ações que contribuem para um uso mais eficiente dos agroquímicos.

“Capacitação e assistência técnica são nossos principais pilares para trabalhar como política pública e corrigir todos os possíveis problemas que nós temos na utilização de desses produtos.”

Bruno Lucchi lembrou ainda que a reforma tributária foi aprovada no ano passado, inserindo na Constituição uma alíquota diferenciada para o agro, com desconto de 60%.

“Com a regulamentação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, já foi aprovado na Câmara a lista de insumos agropecuários com a inclusão dos defensivos agrícolas.”

Setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro, diz Fenabrave

O diretor da CNA observou ainda que outros países do mundo têm tributação reduzida para pesticidas porque são produtos importantes para a produção de alimentos e garantia da segurança alimentar. “O que foi aprovado no Brasil está em consonância com outros países.”

“Não é aumentando o custo dos químicos que vamos estimular o uso dos biológicos. Os produtores já fazem isso naturalmente porque é uma tecnologia que dá certo. O produtor brasileiro é ávido por qualquer tecnologia que otimize o processo produtivo”, ressaltou Lucchi.

“Temos que investir em pesquisa, orientação técnica ao produtor e considerar válidos os avanços da reforma tributária para que tenhamos um ambiente de produção harmônico com maior segurança jurídica para todos envolvidos,” finalizou.

ADI 5553

Na Ação, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) questiona regras do Convênio 100/1997 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que reduzem em 60% a base de cálculo do ICMS sobre agrotóxicos e da legislação tributária que estabelece alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns desses produtos.

 

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Notícias

CNA: prever cenários é crucial para sustentabilidade e rentabilidade

Por Redação 05/11/2024
Escrito por Redação

Prever cenários é crucial para sustentabilidade e rentabilidade, diz presidente da CNA

O presidente da CNA, João Martins, afirmou na abertura do evento “Benchmark Agro” – Custos Agropecuários 2024/2025, nesta terça-feira (5), que, no mundo dinâmico e competitivo do agro, prever cenários e tendências é crucial para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade a longo prazo.

Realizado na sede da Confederação, o evento reuniu especialistas, presidentes de federações estaduais de agricultura, diretores, produtores, entidades e pesquisadores do setor para debater os custos da produção agropecuária no país e as perspectivas para 2025.

O Benchmark Agro é a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2024. Neste ano, a iniciativa realizou 154 painéis em 125 municípios, distribuídos por 20 estados, para levantar os custos de produção de mais de 40 atividades agrícolas e pecuárias. Participaram 1.500 produtores e produtoras de todo o país.

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O presidente da CNA afirmou que a iniciativa representa o permanente compromisso da entidade com o futuro do agro brasileiro e também a responsabilidade da Confederação em oferecer previsibilidade aos produtores rurais, um fator essencial ao sucesso no campo.

“Esses números mostram o nosso empenho em compreender profundamente as realidades e os desafios de quem trabalha para alimentar o Brasil e o mundo”, disse.

Durante sua fala, João Martins destacou que os desafios climáticos que impactaram a produtividade da safra de grãos 2023/2024, associados ao cenário de preços baixos, levaram à redução de mais de 30% da margem dos agricultores nas principais regiões produtoras. “Nossas expectativas são mais otimistas quanto ao aumento da produtividade e melhoria na rentabilidade da atividade”, informou.

Já no mercado pecuário, segundo Martins, “estamos vivenciando um cenário de 17 meses com abates de fêmeas acima da média histórica, influenciado pela desvalorização acentuada dos preços do bezerro e da arroba do boi gordo, que perdurou até junho deste ano”.

Entretanto, o mercado sinaliza recuperação do preço da arroba do boi gordo, superando R$ 293 na média Brasil. “Tal comportamento reflete o momento de transição de fases do ciclo pecuário que, atrelado à demanda aquecida tanto no mercado interno quanto externo, deve manter os preços firmes a médio prazo”, ressaltou.

Para o presidente da Confederação, depois de o país enfrentar grandes desafios, impostos principalmente pelas condições climáticas adversas e custos de produção elevados, “começamos a enxergar” um novo horizonte. “A demanda mundial por alimentos continuará em crescimento. O Brasil deverá seguir ampliando a sua participação no mercado global, expandindo suas exportações e alcançando novos mercados”.

João Martins enfatizou que com o projeto Campo Futuro, em parceria com federações, sindicatos rurais, universidades e centros de pesquisa, a CNA oferece muito mais do que dados. “Fornecemos análises detalhadas de custos e, o mais importante, perspectivas de mercado. As informações geradas são ferramentas fundamentais, que permitem aos nossos produtores enxergar além do presente e planejar com confiança o futuro de suas atividades”, afirmou.

Martins concluiu que, ao promover a etapa final do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro, a entidade reafirma o “compromisso com o desenvolvimento contínuo do agro, sempre com foco na valorização do produtor rural e na construção de um setor mais preparado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do futuro”.

 

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Notícias

FGV, Embrapa e USP firmam parceria para fortalecer sustentabilidade no agro

Por Redação 05/11/2024
Escrito por Redação

FGV, Embrapa e USP firmam parceria para fortalecer sustentabilidade na agricultura

A Fundação Getulio Vargas (FGV), a Embrapa e o Centro de Carbono da Universidade de São Paulo (CCARBON/USP) assinaram, no dia 24 de outubro, no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, um acordo de cooperação visando o aprimoramento da quantificação do impacto das ações de adaptação e mitigação na agricultura. Participaram do evento a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, o diretor-geral do CCARBON/USP, Carlos Eduardo Cerri, o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV Agro, Guilherme Bastos.

O foco da parceria é o desenvolvimento de estratégias e métricas de sustentabilidade e de adaptação dos sistemas produtivos agropecuários brasileiros aos impactos da mudança climática. Foca também no desenvolvimento de métricas de balanço de carbono e rastreabilidade de emissões para a melhoria contínua das políticas públicas no tema, incluindo o Inventário Nacional de Gases, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além disso, a parceria contribuirá estrategicamente para subsidiar o desenvolvimento de uma taxonomia nacional da sustentabilidade, política pública liderada pelo Ministério da Fazenda.

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O evento denominado “Lançamento da Aliança Técnico Científica em estratégias para adaptação e mitigação à mudança do clima na agricultura” marcou o início de um diálogo entre as três instituições para a realização de esforços conjuntos que visam a integração de conhecimentos e recursos para o enfrentamento da mudança climática no País.

“A criação de métricas robustas para a sustentabilidade e para o balanço de carbono é essencial para avaliar o impacto da mudança climática sobre a agricultura e também das práticas agropecuárias sobre as emissões de gases de efeito estufa. A cooperação firmada cria sinergia para o desenvolvimento de métodos adaptados às condições específicas dos sistemas produtivos brasileiros e para a formulação de políticas públicas no tema”, destaca a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Entre os benefícios esperados estão os impactos econômico e ambiental, pois a promoção da sustentabilidade e o controle de emissões aumentam a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, além de contribuir para a conservação ambiental. O acordo também terá o potencial de ampliar a geração de resultados de pesquisa sobre o tema entre as três instituições.

Para Guilherme Bastos da FGV Agro, a aliança técnico-científica é uma oportunidade de instituições de peso construírem uma metodologia única de cálculo de carbono.

“Está cada vez mais claro que para esses temas de sustentabilidade, precisamos de coordenação. Uma só instituição não consegue abraçar o mundo. Esperamos que essa plataforma que vamos construir se consolide através desta aliança”, afirmou.

Carlos Eduardo Cerri, da USP, ressaltou os níveis elevados de sustentabilidade da agricultura brasileira, que produz cada vez mais alimentos, fibras e energia para atender à uma demanda crescente da população mundial. “Portanto, é uma necessidade urgente contribuir para que o país possa, com esta aliança, gerar informações relevantes para a tomada de decisões”, enfatizou, destacando que atualmente são mais de 50 pesquisadores e 30 estudantes de graduação e pós participando do CCARBON.

“A agricultura é particularmente dependente do clima e, portanto, vulnerável aos impactos da mudança climática. O desenvolvimento de métricas visando o monitoramento da vulnerabilidade e adaptação dos sistemas agrícolas brasileiros colabora para o aprimoramento de políticas públicas promotoras de sustentabilidade no setor, para o qual o Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um exemplo de sucesso”, afirma o presidente do Comitê permanente da plataforma corporativa sobre dinâmica de carbono, gases de efeito estufa e adaptação na agricultura, Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, que participou de todo o processo de discussão dos eixos técnicos que definiram as responsabilidades de cada ente da parceria.

 

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