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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
Notícias

Exportações do agronegócio somam mais de US$ 14 bi em agosto

Por Redação 18/09/2024
Escrito por Redação

Exportações do agronegócio somam mais de US$ 14 bi em agosto

Em agosto de 2024, o agronegócio brasileiro exportou US$ 14,14 bilhões. Cinco setores se destacaram, impulsionando as vendas externas: complexo soja (31,6% de participação), carnes (15,3%), complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%).

Esses cinco setores representaram 78,6% do total exportado pelo agronegócio, equivalente a US$ 11,11 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, esses mesmos setores foram responsáveis por US$ 13,08 bilhões em exportações, correspondendo a 83,8% do valor total.

Safra de grãos 2024/2025 pode atingir 326,9 milhões de toneladas

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, o crescimento das exportações do agro brasileiro é resultado do grande incentivo do Governo Federal.

“O Brasil tem se destacado no cenário internacional graças ao retorno das boas relações comerciais do governo brasileiro com o mundo. Produtos de qualidade e o rigoroso controle sanitário tem sido o nosso diferencial, sem dúvida”, enfatizou.

Produtos do agro

O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro. Neste mês de agosto de 2024, o valor exportado foi US$ 4,47 bilhões em agosto de 2024. E a China continua sendo a principal parceira importadora da soja brasileira, com 73,7% do volume importado nesse mês de agosto ou 5,9 milhões de toneladas.

A China também é a principal importadora de algumas carnes brasileiras, um dos setores com recorde. As vendas externas de carnes subiram de US$ 2,05 bilhões em agosto de 2023 para US$ 2,17 bilhões em agosto de 2024 (+5,6%). As exportações de carne bovina bateram recorde em volume, com 245,36 mil toneladas (+ 15,7%).

Já as exportações de carne suína registraram aumento de 9,2%, alcançando US$ 273,95 milhões em vendas externas. Houve elevação da quantidade exportada em 4,5% (+ 4,93 mil toneladas) e no preço médio de exportação em 4,6%. O incremento das exportações ocorreu em função do aumento do volume comercializado para alguns países: Filipinas (+11,55 mil toneladas); Japão (+5,11 mil toneladas); Chile (+3,97 mil toneladas); Singapura (+2,97 mil toneladas).

Sendo o maior produtor e exportador de açúcar, o Brasil terá produção recorde de quase 46 milhões de toneladas de açúcar, de acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento para o ano safra 2024/2025, segundo ano seguido de produção recorde (45,68 na safra 2023/2024). Neste quadro de grande oferta de açúcar, o volume exportado pelo Brasil é recorde, tendo atingido a quantidade recorde de 3,92 milhões de toneladas em agosto de 2024 ou o equivalente a US$ 1,79 bilhão (-0,9%).

12 meses

Nos últimos doze meses, entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio. O valor significou um crescimento de 1,6% na comparação com os US$ 163,19 bilhões comercializados nos doze meses precedentes.

 

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18/09/2024 0 Comentários
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ManutençãoNotícias

Como otimizar o desempenho de tratores e implementos agrícolas

Por Redação 18/09/2024
Escrito por Redação

Como otimizar o desempenho de tratores e implementos agrícolas

Com a busca por maior produtividade e eficiência no campo, a adequação precisa dos tratores e implementos às condições de trabalho e às demandas específicas de cada operação pode resultar em ganhos significativos de desempenho, redução de custos e aumento da rentabilidade.

“Quando falamos de adequação, estamos nos referindo a um processo que envolve ajustes precisos, capazes de impactar diretamente o desempenho operacional e o consumo de combustível, um dos principais custos das operações agrícolas”, explica Douglas Rocha, Coordenador Técnico Prime da AGCO.

Segundo Rocha, um erro na escolha ou na configuração do trator pode comprometer toda a operação. “O peso do trator, a distribuição correta dos pesos entre os eixos, a calibragem dos pneus e a velocidade adequada para cada tipo de implemento, as condições de solo e relevo, são fatores que precisam ser considerados para que o conjunto trator-implemento opere com máxima eficiência”, detalha.

Safra de grãos 2024/2025 pode atingir 326,9 milhões de toneladas

Ao adquirir um equipamento agrícola, o produtor rural se depara com diversas opções de regulagens, todas explicadas no manual do operador, mas muitos desconhecem a importância dessas regulagens ou alterações. Um exemplo é adequação do peso do trator e distribuição entre os eixos dianteiros e traseiros.

“A dúvida sobre quando adicionar ou retirar pesos, ou se a velocidade está correta, é comum entre os produtores. No entanto, esses ajustes são fundamentais para evitar desperdícios de combustível e garantir que o trator opere em sua capacidade máxima”, afirma o especialista.

A relação peso/potência é outro aspecto que deve ser cuidadosamente calculado. Para operações leves, a recomendação é que o peso do trator seja equivalente a 50 kg/cv em sua operação considerando o índice de patinagem do veículo trator. Em operações de média e alta intensidade, esse fator deve ser ajustado para 55 e 60 kg/cv, respectivamente. “Esses cálculos podem parecer complexos, mas são essenciais para garantir que o trator tenha o desempenho esperado, sem sobrecargas ou subutilização”, acrescenta.

Conhecer o solo em que o trator operará é essencial para uma adequação eficiente. Cada tipo de solo exige um ajuste específico, que pode variar conforme a umidade, a inclinação e a vegetação local. “Se o trator for configurado para uma potência acima da necessária, o produtor gastará mais do que o necessário no investimento inicial. Por outro lado, se a potência for insuficiente, a máquina não conseguirá realizar a tarefa, causando perdas de eficiência, menor rendimento operacional e maiores custos por área trabalhada”, destaca o especialista.

Além dos aspectos técnicos, a ergonomia e o conforto do operador são elementos que devem ser considerados para aumento da produtividade. “Um operador que trabalha em um ambiente confortável, com controles de fácil acesso e informações claras, tende a ser mais produtivo e cometer menos erros”, aponta o especialista.

 

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MercadoNotícias

Safra de grãos 2024/2025 pode atingir 326,9 milhões de toneladas

Por Redação 17/09/2024
Escrito por Redação

Safra de grãos 2024/2025 pode atingir 326,9 milhões de toneladas

Clarisse Sousa – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (17) as perspectivas para a agropecuária na temporada 2024/2025. Em meio aos desafios climáticos, a Companhia estima que a safra de grãos tem potencial para atingir 326,9 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde na série histórica. 

De acordo com o documento, a safra de arroz e feijão também deve registrar um novo crescimento no volume colhido no ciclo 2024/2025. Esse aumento é impulsionado pela leve recuperação da área plantada dos dois principais produtos de consumo dos brasileiros.

A projeção é de um incremento maior na área destinada ao arroz na temporada 2024/2025 do que o identificado na safra 2023/2024. Segundo a Conab, os preços e a rentabilidade da cultura encontram-se em um dos melhores patamares históricos para o produtor.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Com isso, a perspectiva é de uma alta de 11,1% na área destinada para o grão, e uma produção que deve ficar em torno de 12,1 milhões de toneladas, recuperando o volume obtido na safra 2017/2018. Para a safra de 2024/2025, a perspectiva de maior disponibilidade interna do grão, aliada à demanda aquecida do mercado internacional pelo arroz brasileiro, e a projeção de arrefecimento dos preços internos, abre espaço para um possível aumento das exportações do produto, que podem chegar a 2,0 milhões de toneladas.

O feijão também tende a apresentar aumento na área no próximo ciclo. A Conab projeta um aumento de 1,2% em relação a 2023/2024. Como a produtividade das lavouras tende a apresentar ligeira queda, a colheita da leguminosa deverá se manter dentro de uma estabilidade próxima a 3,28 milhões de toneladas, a maior desde 2016/2017. Com isso, a produção segue ajustada à demanda e deverá continuar proporcionando boa rentabilidade ao produtor.

Cenário positivo

A Conab também prevê um novo aumento para a área destinada à cultura do algodão, podendo chegar a 2 milhões de hectares, elevação de 3,2% em relação à safra 2023/2024. Na região do Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é onde se espera o maior crescimento em termos proporcionais.

Os produtores têm investido na fibra, uma vez que o produto apresenta boa rentabilidade em relação a outros grãos, grande facilidade de comercialização antecipada e competitividade em termos de preço e de qualidade da pluma brasileira no mercado internacional. Esses fatores influenciam na expectativa de produção da temporada 2024/2025, quando se espera uma colheita de 3,68 milhões de toneladas apenas da pluma.

A produção de soja também tem um cenário positivo. Apesar da queda nos preços e dos desafios de rentabilidade, a cultura segue lucrativa e com boa liquidez. A demanda global cresce, impulsionada pelo aumento do esmagamento e pela expansão da produção de biocombustíveis no Brasil e no exterior, o que reforça as expectativas de aumento nas exportações e no esmagamento interno.

Esse cenário influencia a projeção de aumento da área plantada, que pode alcançar 47,4 milhões de hectares. A produtividade tende a se recuperar após os problemas climáticos nos principais estados produtores. A combinação entre maior área cultivada e melhor desempenho das lavouras resulta na estimativa de uma colheita de cerca de 166,28 milhões de toneladas, representando um aumento de 12,82% em relação à safra 2023/2024.

Para o milho, a área cultivada deve se manter estável, mas a produtividade tende a se recuperar, levando a uma produção estimada de 119,8 milhões de toneladas. Apesar do aumento na safra, as exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas no ciclo 2024/2025, uma queda de 5,6% em relação à safra anterior.

No mercado interno, a demanda pelo grão deve continuar forte, sustentada pelo bom desempenho das exportações de proteína animal, que impulsionam o uso de milho na ração. Além disso, espera-se um aumento de 17,3% na produção de etanol a partir do milho.

 

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Notícias

Brasil e Japão assinam acordo para fortalecimento da cooperação agrícola

Por Redação 16/09/2024
Escrito por Redação

Brasil e Japão assinam acordo para fortalecimento da cooperação agrícola

Em reunião bilateral realizada entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Tetushi Sakamoto, foi assinado o Memorando de Entendimento para fortalecimento da cooperação entre os dois países no âmbito da agricultura.

O objetivo é tratar da expansão das relações comerciais entre os países, bem como o suprimento estável de grãos do Brasil ao Japão e a promoção de sistemas agroalimentares sustentáveis.

Expectativa de retração do PIB do setor melhora para 1,9%

O encontro aconteceu na tarde desta sexta-feira (13), em Chapada dos Guimarães (MT), após o encerramento da Reunião Ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura do G20.

“Temos muito orgulho da relação Brasil Japão. Temos grandes oportunidade na cooperação e produção de alimentos e energias renováveis”, pontuou o ministro Carlos Fávaro na reunião.

O ministro japonês ressaltou a importância da assinatura do memorando, destacando que a medida atende a diversos aspectos da agropecuária para ambos os países.

Ele aproveitou a ocasião para parabenizar o Brasil pelo sucesso na organização do G20.

Além da assinatura do Memorando de Entendimento, a reunião tratou de temas como a transição energética. Em missão no Japão, Fávaro vistou a Toyota para tratar da fabricação de carros movidos a combustíveis renováveis no Brasil, fortalecendo a agroindústria brasileira e contribuindo como a sustentabilidade do planeta.

 

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Notícias

Expectativa de retração do PIB do setor melhora para 1,9%

Por Redação 16/09/2024
Escrito por Redação

Expectativa de retração do PIB do setor, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,5% para 3,2%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, diz nota da “Agência Brasil”. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado na sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento aumentou de 3,9% para 4,25% a projeção para 2024.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) foi revisada após a divulgação do crescimento de 1,4% no indicador no segundo trimestre. Divulgado há dez dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ficou acima do esperado. Há dois dias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha informado que a equipe econômica revisaria para mais de 3% a previsão de crescimento para o PIB em 2024.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração no segundo semestre. Para o terceiro trimestre (julho a setembro), o documento prevê expansão de 0,6% do PIB, contra 1,4% registrado no trimestre anterior. Para 2025, a estimativa de crescimento caiu de 2,6% para 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na Taxa Selic (juros básicos da economia).

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

A projeção para o IPCA está próxima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2025, a estimativa avançou de 3,2% para 3,3%.

Segundo a SPE, contribuíram para o crescimento das estimativas para a inflação os impactos da alta do dólar, o reajuste no piso mínimo para os preços de cigarro e o cenário de bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica no final do ano. Desde o fim de agosto, a bandeira tarifária para a energia está vermelha, por causa da estiagem em boa parte do país.

Agropecuária

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 2,5%, melhorou para 1,9%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, algodão, cana-de-açúcar e o aumento na produção de carne.

Indústria

Para a indústria, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, de 2,6% para 3,4%. Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente as maiores estimativas para o crescimento da indústria de transformação e construção no ano. No segundo trimestre, a indústria foi o setor que mais puxou o crescimento do PIB. A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2,8% para 3,3%.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,1%, um pouco mais alto que os 3,65% divulgados no boletim anterior, em julho. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, passou de 3,6% para 3,8% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Rio Grande do Sul

Na edição anterior, em julho, o Boletim Macrofiscal tinha informado que as enchentes no Rio Grande do Sul impactariam o PIB em 0,25 ponto percentual em 2024. O número não foi revisado, mas a SPE detalhou que a menor contribuição das políticas de auxílio ao estado contribuirá para a desaceleração da economia no terceiro trimestre.

 

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Notícias

Fávaro anuncia o acesso a crédito para produtores afetados por queimadas

Por Redação 13/09/2024
Escrito por Redação

G20 Agro: Fávaro anuncia financiamento a produtores afetados por queimadas

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta quinta-feira (12) o acesso a crédito do Plano Safra 24/25, por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), para os produtores atingidos pelas recentes queimadas em vários estados brasileiros, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e no estado do Paraná.

Para esta safra, foram disponibilizados R$ 7,6 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão já foi contratado e liberado aos produtores rurais. O Governo Federal autorizou que os R$ 6,5 bilhões restantes sejam utilizados por aqueles afetados pelas queimadas.

Valor de produção das principais culturas do país caiu 2,3% em 2023

O ministro Fávaro destacou que, como consequência das queimadas, as áreas se tornaram improdutivas e degradadas, o que permite que os produtores utilizem essa linha de crédito, incentivando a produção em áreas de baixa produtividade.

“Já temos uma linha renovável, onde basicamente estão sendo investidos recursos para a recuperação de pastagens degradadas, para que elas voltem a ser áreas produtivas. No caso de um incêndio, ele também é um fator que degrada o solo, queimando toda a matéria orgânica existente, alterando a composição do solo e exigindo investimentos. Por isso, vamos autorizar o acesso desses produtores a essa linha de crédito”, explicou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), Guilherme Campos, ressaltou que essa medida é um grande passo de apoio aos produtores afetados pelas queimadas e informou que os recursos estão disponíveis para áreas de canaviais, pastagens, fruticultura, café e seringueiras.

“Todas essas áreas serão contempladas mediante a apresentação de um laudo que determine quais áreas foram atingidas pelo fogo, acompanhado de imagens de satélite de antes e depois do incêndio e de um termo circunstanciado que exime o agricultor de responsabilidade por crime ambiental”, explicou o secretário Guilherme Campos sobre os documentos necessários para o acesso ao crédito.

 

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Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho
Notícias

A Declaração de ITR, imposto sobre imóvel rural, deve ser feita até o dia 30

Por Redação 13/09/2024
Escrito por Redação

A Declaração de ITR, imposto sobre imóvel rural, deve ser feita até o dia 30

O prazo para a Declaração de Impostos sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) começou em agosto. A apresentação da declaração é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que tenham imóveis rurais e deve ser registrada por meio do Programa Gerador da Declaração ITR, disponível no site da Receita Federal até o dia 30 de setembro.

Regulamentado pela Lei nº 9.393, o Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR) é de competência federal e incide sobre a propriedade, domínio útil ou posse de imóvel rural, ou seja, localizado fora da zona urbana do município. A declaração deve ser apresentada na forma de dois formulários: o Documento de Informação e Atualização Cadastral do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diac) e o Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diat).

“Segundo determina a legislação do ITR, deve recolher esse imposto aquele que for proprietário, possuidor ou detentor do domínio útil de imóvel rural em 1º de janeiro de cada ano. Assim, em teoria, o ITR pode ser exigido do comodatário ou arrendatário, caso o proprietário não faça o devido recolhimento. Na prática, no entanto, o proprietário, cujo nome consta da matrícula do bem junto ao Cartório de Registro de Imóveis e do Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR), é quem declara e recolhe o tributo, e é também o autuado na ausência do pagamento”, explica a advogada, especialista em Direito Tributário, Moema Debs.

O valor mínimo do imposto é R$10,00. Valores inferiores a R$100 devem ser pagos em quota única até o dia 30 de setembro. Já os valores superiores a R$100 podem ser pagos em até quatro parcelas, que não devem ser menores que R$50. Nesse caso, a primeira parcela deve ser paga até o dia 30 de setembro e as demais até o último dia útil de cada mês, com acréscimo de juros de 1% ao mês e correção pela Selic.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

“Foi estabelecida para o ITR alíquota progressiva como forma de dar efetividade ao dispositivo constitucional que exige que bens públicos e privados cumpram com uma função social. Assim, a alíquota varia conforme o grau de produtividade do imóvel rural. Portanto, quanto menos produtiva é a propriedade rural, maior é o tributo exigido sobre ela. Cabe dizer que a produtividade não exige que o proprietário esteja pessoalmente explorando a área. O imóvel arrendado, entregue em comodato ou explorado em parceria, também é considerado produtivo, com maior grau de utilização e menor tributação.”

A apuração do ITR depende de vários dados a respeito do imóvel. O tributo a ser recolhido tem por base o Valor da Terra Nua tributável (VTNt), ou seja, considera-se que nem toda área do imóvel será tributada. Ao VTNt é aplicada uma alíquota que varia entre 0,03% e 20%, conforme a área total do imóvel e o grau de utilização. O Grau de Utilização (GU) é o percentual da área aproveitável do imóvel, aquela que pode ser utilizada na exploração agrícola, e a área que foi efetivamente utilizada na produção rural no ano anterior.

“O Valor da Terra Nua (VTN) é o valor total do imóvel, descontados os valores de construções, instalações e benfeitorias eventualmente realizadas, das culturas permanentes e temporárias, das pastagens cultivadas e melhoradas e das florestas plantadas. Já a área tributável é composta pela área total do imóvel, descontadas as áreas de preservação permanente e reserva legal, de floresta nativa, aquelas declaradas como de interesse ecológico e as comprovadamente inaptas a qualquer exploração”, complementa Moema.

Caso seja apurada alguma inconsistência após a entrega do documento, é possível retificar com a entrega de uma nova declaração. Se o contribuinte não cumprir o prazo estipulado, ficará sujeito à multa de, no mínimo, R$50 ou 1% ao mês-calendário calculado sobre o total do imposto devido. Em todo caso, segundo a advogada, a orientação é sempre ter uma assessoria jurídica preparada para esse acompanhamento.

“Diante de uma autuação, o contribuinte pode optar por recolher a diferença apontada pelo fiscal ou apresentar impugnação ao lançamento. Quando a autuação for relacionada ao valor da terra nua adotado, a impugnação precisa ser acompanhada de laudo técnico que fundamente o valor declarado pelo contribuinte, uma vez que os valores informados pelas tabelas oficiais são presumidos como verdadeiros”, finaliza a advogada.

 

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MercadoNotícias

Moagem de cana atinge 45 milhões de toneladas na 2ª quinzena de agosto

Por Redação 12/09/2024
Escrito por Redação

Moagem de cana atinge 45 milhões de toneladas na 2ª quinzena de agosto

Na segunda quinzena de agosto, as unidades produtoras de cana da região Centro-Sul processaram 45,07 milhões de toneladas ante a 46,58 milhões da safra 2023/2024 – queda de 3,25%. No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 1º de setembro, a moagem de cana atingiu 422,61 milhões de toneladas, ante 406,64 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2023/2024 – um avanço de 3,93%.

Ao término da segunda metade de agosto, 258 unidades estavam em operação no Centro-Sul, sendo 239 unidades com processamento de cana-de-açúcar, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex.

Produção de grãos 2023/2024 registra queda de 6,7%, aponta Conab

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de agosto atingiu 155,34 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 153,92 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 0,92%. No acumulado da safra, o indicador marca 137,27 kg de ATR, ligeiro aumento de 0,02% em relação ao mesmo período do último ciclo.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de agosto totalizou 3,26 milhões de toneladas, registrando queda de 6,02% na comparação com a quantidade observada em igual período na safra 2023/2024 (3,47 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de setembro, a fabricação do adoçante totalizou 27,17 milhões de toneladas, contra 26,15 milhões de toneladas do ciclo anterior (+3,90%).

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, esclarece que a proporção de cana-de-açúcar direcionada para a fabricação do adoçante também apresentou retração na segunda metade de agosto, alcançando 48,85% da matéria-prima utilizada na produção de açúcar neste ano, ante 50,75% registrada na mesma quinzena da safra anterior.

Nesse contexto, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul na segunda metade de agosto atingiu 2,45 bilhões de litros, sendo 1,56 bilhão de litros (+10,27%) de etanol hidratado e 888,93 milhões de litros (-0,14%) de etanol anidro. No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de setembro, a fabricação do biocombustível totalizou 20,46 bilhões de litros (+7,14%), sendo 13,0 bilhões de etanol hidratado (+16,34%) e 7,46 bilhões de anidro (-5,84%).

“Os dados de produção da segunda quinzena de agosto ainda não retratam de forma efetiva o impacto das queimadas nas lavouras do Centro-Sul, especialmente em São Paulo, onde os incêndios ocorreram de forma mais intensa a partir do dia 22 de agosto”, acrescenta Rodrigues.

Levantamento parcial realizado pela Unica junto a empresas responsáveis por cerca de 75% da produção do estado de São Paulo indicou que pelo menos 231,83 mil hectares de cana-de-açúcar foram atingidos pelos incêndios em território paulista na segunda metade de agosto. Desse total, 132,04 mil hectares foram em lavouras que ainda seriam colhidas e a área restante – 99,79 mil hectares – em locais onde a cana-de-açúcar já havia sido colhida ou lavoura de cana-planta.

“Os prejuízos associados à queima são diversos. Nas áreas em que a cana já havia sido colhida, o fogo pode exigir a necessidade de nova condução de tratos culturais, com suplementação de fertilizantes, pulverização foliar e aplicação de herbicidas, além do risco de não rebrota e o consequente replantio de parte da lavoura. Nas áreas onde a cana ainda seria colhida, o impacto dos incêndios pode incorporar a perda de qualidade da matéria-prima, a alteração do cronograma de colheita das usinas e a impossibilidade de processamento nos locais onde a colheita não pode ser realizada em tempo hábil para evitar maior degradação da cana-de-açúcar queimada”, explica Rodrigues. Esse cenário deve ampliar a dificuldade para a fabricação de açúcar e intensificar a queda de rendimento agrícola da lavoura, concluiu o executivo.

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de agosto, 14% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 348,63 milhões de litros neste ano, contra 236,53 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 47,39%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 3,13 bilhões de litros – avanço de 26,92% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de agosto, as vendas de etanol totalizaram 3,06 bilhões de litros, o que representa uma variação positiva de 3,76% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024. Trajetórias distintas foram registradas entre o hidratado e anidro: o primeiro, registrou crescimento de 6,81% (1,93 bilhão de litros); já o segundo, queda de 1,03% no volume comercializado (1,14 bilhão de litros).

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,79 bilhão de litros em agosto deste ano, o que representa um aumento de 11,16% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda mensal de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 1,04 bilhão de litros, retração de 3,33%.

“As vendas de etanol hidratado no mercado interno continuam em ritmo aquecido há 12e meses, posicionando o mercado em um patamar superior àquele observado em 2023”, explicou Rodrigues.

Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, na semana de 01/09 a 07/09, o biocombustível segue economicamente muito vantajoso aos consumidores em 70% do mercado de combustíveis leves. A paridade média no Brasil atingiu 66,3%, muito aquém da relação técnica de referência de 73%.

Segundo o executivo da Unica, “dos 338 municípios com preços apurados pela ANP na última quinzena, 206 deles apresentaram preço do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina. Nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, todos os municípios amostrados pela agência registraram preço do etanol economicamente vantajoso em relação a gasolina, reforçando a expectativa de manutenção do consumo do biocombustível”.

No acumulado desde o início da safra até 1º de setembro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 14,69 bilhões de litros, registrando crescimento de 16,88%, sendo 671,24 milhões de litros destinados para exportação (-31,99%). O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 9,50 bilhões de litros (+33,97%), enquanto o de anidro alcançou 5,19 bilhões de litros (-5,21%).

 

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Notícias

Valor de produção das principais culturas do país caiu 2,3% em 2023

Por Redação 12/09/2024
Escrito por Redação

Valor de produção das principais culturas do país caiu 2,3% em 2023

Após seis anos de altas, o valor de produção das principais culturas agrícolas do país caiu 2,3% em 2023 frente a 2022 e alcançou R$ 814,5 bilhões. A safra de grãos, por outro lado, bateu recorde, alcançando 316,4 milhões de toneladas, volume 19,6% maior do que a produção do ano anterior. A área plantada do país, considerando todas as culturas, totalizou 96,3 milhões de hectares, uma ampliação de quase 5,0 milhões de hectares, ou seja, expansão de 5,5%, mantendo o ritmo de crescimento observado ao longo dos últimos anos. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal e foram publicados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE.

“Após a escassez de água em 2022 ter afetado o desempenho das lavouras naquele ano, principalmente a produção de grãos, em 2023 percebemos que as chuvas foram mais bem distribuídas durante todo o período, desde o plantio até a colheita. Isso fez com que tivéssemos uma recuperação da produtividade dessas lavouras, o que impactou diretamente no aumento da produção no ano”, destaca Winicius Wagner, supervisor da pesquisa.

Estimativa de agosto do IBGE aponta queda de 6% na safra 2024

Por outro lado, o pesquisador do IBGE pontuou como fator conjuntural relevante que, com o aumento na produção de grãos, o mercado se autorregulou e houve queda nos preços desses produtos, aspecto que explica a queda no valor de produção das culturas agrícolas em 2023.

Soja, cana-de-açúcar, milho e algodão registraram recordes de produção na série histórica e, somados ao café, foram os cinco primeiros produtos no ranking de valor de produção, com resultados variados na comparação entre 2022 e 2023: soja (0,4%), cana-de-açúcar (8,5%), milho (-26,2%), café (-15,2%) e algodão (-9,0%).

“A safra recorde de grãos pode ser justificada, além da recuperação na produtividade, pela manutenção do ritmo de ampliação das áreas de cultivo, visto que ao longo dos anos as áreas vêm se ampliando em uma média de aproximadamente 4% a 5% ao ano, o que em 2023 não foi diferente”, ressalta Winicius.

Outros produtos que registraram recorde de produção foram amendoim, alho, melão e sorgo, entre as colheitas temporárias, e azeitona, borracha, erva-mate e uva, entre as colheitas permanentes.

Mato Grosso lidera ranking 

A unidade da federação com maior valor de produção no país seguiu sendo Mato Grosso, com R$ 153,5 bilhões. O estado é o maior produtor nacional de soja e milho e, em 2023, com a queda na cotação destes produtos, teve uma retração de 12,2% no valor de produção agrícola, reduzindo sua participação nacional para 18,8%.

Em seguida, aparece São Paulo, com 13,8% do valor de produção nacional (R$112,5 bilhões) e 9,0%% de crescimento em relação a 2022. Destacam-se os aumentos de 12,0% no valor de produção da cana-de-açúcar e 43,9% no valor de produção da laranja, produtos nos quais o estado é líder da produção nacional.

Paraná destacou-se na produção de soja e milho, após sofrer perdas severas na safra anterior. O estado passou a ocupar a terceira posição em valor de produção, com 11,1%, totalizando R$ 90,5 bilhões, um crescimento de 8,7%, ultrapassando Minas Gerais, maior produtor nacional de café. O valor de produção neste último estado teve uma retração anual de 7,2%, com geração de R$ 81,0 bilhões, representando 9,9% do total do país.

Entre os municípios, o destaque na produção agrícola, pelo quinto ano consecutivo, foi Sorriso (MT), que, sozinho, respondeu por 1,0% do total nacional. O município destacou-se também, mais uma vez, como o município com maior valor gerado com a produção de soja (R$ 5,0 bilhões), milho (R$ 2,1 bilhões). Destaca-se no município, ainda, a produção de algodão (em caroço), com R$ 1,0 bilhão, e a cultura do feijão (R$ 185,8 milhões).

A segunda posição no ranking de valor da produção agrícola foi ocupada por São Desidério (BA), que totalizou R$ 7,8 bilhões, retração de 12,4% em relação a 2022. A produção de soja, algodão e milho foram destaques no município, totalizando, juntos, R$ 7,6 bilhões.

Sapezal (MT) registrou o terceiro maior valor da produção agrícola do país, com R$ 7,5 bilhões, retração de 5,9% na comparação com o ano anterior. O município destacou-se na produção de algodão herbáceo, obtendo o maior valor gerado com o produto, aproximadamente R$ 3,5 bilhões. Destaca-se também a produção de soja, com R$ 3,5 bilhões.

Em 2023, os 10 municípios com os maiores valores da produção agrícola geraram juntos R$ 65,1 bilhões, concentrando 8,0% do valor obtido no país com a produção agrícola. Desses, seis pertenciam a Mato Grosso, enquanto Bahia e Goiás aparecem com dois municípios cada. Todos eles, com exceção de Sapezal, em Mato Grosso, têm a soja como principal produto agrícola. Milho e algodão também são produtos de destaque nesses municípios.

Soja tem ano de safra recorde e preços em queda

A safra de soja apresentou aumento de 25,4% em 2023, ano de clima favorável ao desenvolvimento da cultura, com recuperação da produtividade das lavouras na maior parte do país em relação a 2022.

Houve um salto de 15,8% no rendimento médio nacional, que, somado ao acréscimo na área colhida, possibilitou uma safra recorde de 152,1 milhões de toneladas. Houve crescimento anual de 0,4% no valor de produção, que gerou R$ 348,7 bilhões.

“Com a maior oferta no mercado e após anos em elevação, o preço da soja no mercado internacional sofreu uma correção, que derrubou a cotação do produto. Somado a isso, ainda houve a valorização cambial da moeda nacional frente ao dólar, que pressionou ainda mais o preço comercializado internamente, resultando em um tímido crescimento no valor de produção em 2023”, analisa o pesquisador.

A soja se manteve como maior destaque entre os produtos agrícolas pesquisados, respondendo por 42,8% do valor da produção total. Os preços atrativos do grão nas últimas safras estimularam os produtores a ampliarem as áreas de cultivo, o que implicou em um aumento de 7,6% da área plantada no ano, acréscimo de quase 3,2 milhões de hectares.

Mato Grosso, o maior produtor nacional, teve incremento de 16,8% na produção, totalizando 44,4 milhões de toneladas, enquanto o Paraná, segundo maior produtor do grão, registrou crescimento de 60,2%, totalizando 21,6 milhões de toneladas.

Milho 

O milho, que em 2023 respondeu por 41,7% da produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, por mais um ano apresentou aumento de produtividade das lavouras e ampliação das áreas de produção. As 132,0 milhões de toneladas colhidas representaram um crescimento de 20,2% frente ao volume obtido no ano anterior, mesmo com algumas perdas causadas pela estiagem que assolou o Centro-Sul do país durante os meses de verão.

“Os produtores, por mais um ano, investiram na ampliação das áreas de cultivo na 2ª safra, em sucessão às principais culturas de verão, mais notadamente a soja, resultando no aumento da área total colhida no Brasil”, explica Winicius.

A área colhida de milho em 2023 aumentou 5,9%, resultando em 22,3 milhões de hectares. Já o valor de produção sofreu uma retração de 26,2%, totalizando R$ 101,8 bilhões.

“Contrastando com o bom resultado alcançado no campo, a oferta excessiva de milho no mercado e os elevados estoques tiveram impacto direto nas cotações da commodity, que estiveram em queda ao longo do ano, resultando numa retração no valor gerado”, salienta o pesquisador do IBGE.

O Mato Grosso, com uma produção recorde de 50,2 milhões de toneladas, seguiu em primeiro lugar na produção de milho. Com os preços em queda, o valor de produção mato-grossense do grão sofre queda de 29,9%, alcançando R$ 29,5 bilhões.

O município de Sorriso (MT) novamente registrou o maior volume de milho produzido no país, com 3,8 milhões de toneladas, que geraram R$ 2,1 bilhões, seguido por Rio Verde, em Goiás, com 2,5 milhões de toneladas e R$ 1,9 bilhão gerados.

Cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar teve aumento de 7,8% na produção em 2023, somando 782,6 milhões de toneladas e tornando-se o segundo produto agrícola em geração de valor, com R$ 102,0 bilhões, incremento anual de 8,5%.

“O clima favorável e a reforma de canaviais antigos contribuíram para o aumento de produtividade registrado em 2023. Já o aumento no valor de produção também deve-se à elevação do preço do açúcar, com menor disponibilidade no mercado internacional, assim como do etanol, que acompanhou o aumento do preço do petróleo”, salienta o analista.

Houve aumento de 1,8% na área de cana-de-açúcar, que superou os 10 milhões de hectares, sendo que, destes, 66,0% se concentram na Região Sudeste. O Centro-Oeste também apresentou expansão de 4,8% na área colhida, totalizando 1,9 milhão de hectares, e produziu 152,5 milhões de toneladas, aumento de 15,8%.

O estado de São Paulo, com aumento de 4,5% do volume produzido, respondeu sozinho por 55,6% do valor de produção nacional, com um total de R$ 56,7 bilhões, seguidos por Minas Gerais e Goiás.

Café

A produção nacional de café atingiu a marca de 3,4 milhões de toneladas, crescimento de 7,1% na comparação com o ano anterior. O aumento na produção deve-se, principalmente, à expansão de 2,9% na área total colhida, somada à recuperação na produtividade alcançada com o café arábica, mesmo em um ano com expectativa de bienalidade negativa, o que indica uma possível inversão.

Mesmo com o acréscimo da produção nacional, o valor gerado com o produto teve retração anual de 15,2%, totalizando R$ 44,0 bilhões, influenciado pelo elevado patamar de preços alcançados nos anos anteriores.

“Este resultado vem da queda dos preços do café no mercado internacional. Houve um aumento de 2,9% na área total colhida, com crescimento também na produtividade dos cafezais”, destacou o supervisor da Pesquisa Agrícola Municipal.

De todo café produzido no país, quase 2,4 milhões de toneladas foi do tipo arábica, volume que representou 69,4% do total em 2023, O valor da produção por ele gerado foi de R$ 32,8 bilhões, retração de 16,5% em relação a 2022. Minas Gerais respondeu por 72,5% de todo o café arábica produzido no país, ao alcançar 1,7 milhão de toneladas, incremento de 24,8% em relação ao ano anterior.

Contudo, o valor da produção de café arábica no estado encolheu 15,2%, gerando R$ 23,9 bilhões. São Paulo, segundo maior produtor de café arábica, totalizou 307,2 mil toneladas, um aumento de 4,8%, registrando R$ 4,6 bilhões de valor da produção, retração de 2,7%.

Algodão

A cultura do algodão voltou a apresentar bom desempenho em 2023, com aumento de 18,3% no volume produzido, totalizando 7,5 milhões de toneladas de algodão (em caroço), recorde na série histórica da pesquisa, com rendimento médio da cultura superior a 14,2% na comparação com o ciclo anterior.

O aumento da disponibilidade do produto no mercado e a redução da demanda culminaram com a elevação dos estoques e queda nos preços externos e internos do algodão. Como resultado, houve uma retração de 9,0% no valor de produção de algodão (em caroço), que gerou R$ 29,7 bilhões. Em 2023, a área plantada foi ampliada em 3,6%, o que influenciou diretamente na decisão dos produtores em investir na ampliação das áreas de produção, que alcançaram 1,7 milhão de hectares.

Mato Grosso e Bahia seguiram preponderantes na produção de algodão. Cerca de 90,2% da área plantada no país concentraram-se nessas duas unidades da federação. Enquanto Mato Grosso gerou R$ 20,3 bilhões em valor com a cultura, retração anual de 13,3%, a Bahia totalizou R$ 7,3 bilhões, aumento de 7,0%. O município mato-grossense de Sapezal (MT), com uma produção de quase 1 milhão de toneladas em 2023, foi o que mais gerou valor com o produto, totalizando R$3,5 bilhões.

Arroz 

A produção de arroz voltou a recuar em 2023, caindo 4,5% na produção, o que totalizou 10,3 milhões de toneladas. Após dois anos de queda na produção do grão, os preços reagiram, encerrando o ano com recordes nominais, contribuindo para que houvesse um crescimento de 14,4% no valor de produção, calculado em R$ 17,8 bilhões. O Rio Grande do Sul respondeu por 69,4% da produção nacional de arroz.

Destaca-se, ainda, a produção de trigo, que teve uma queda de 25,3%, totalizando 7,7 milhões de toneladas, mesmo com o crescimento de 5,6% das áreas de cultivo em 2023.

Frutas

A pesquisa acompanhou a produção de 21 frutas, que juntas geraram R$ 76,1 bilhões em valor de produção, um aumento de 16,7% frente ao ano anterior. São Paulo foi o estado que gerou maior valor com essa produção, totalizando R$ 22,4 bilhões no ano, um incremento de 33,1%, reflexo, principalmente, do aumento nos preços da laranja e da banana, frutas que obtiveram maior valor de produção no grupo.

O Brasil se destaca mundialmente como maior produtor de suco de laranja, uma fruta que, somente em 2023, alcançou uma produção de 17,6 milhões de toneladas no país, e que gerou quase R$ 20,0 bilhões à economia nacional, receita 39,2% superior ao ano de 2022. É justamente em São Paulo que se concentram 63,4% das áreas de produção de laranja, tendo destaque o município de Casa Branca, com uma produção de 605,0 mil toneladas.

 

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Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro
MercadoNotícias

Estimativa de agosto do IBGE aponta queda de 6% na safra 2024

Por Redação 12/09/2024
Escrito por Redação

Estimativa de agosto do IBGE aponta queda de 6% na safra 2024

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (12) pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar uma queda de 6,0%, totalizando 296,4 milhões de toneladas em 2024. Na comparação com julho, a estimativa assinalou redução de 0,6% com decréscimo de 1,7 milhão de toneladas.

A área a ser colhida foi de 78,6 milhões de hectares, apresentando aumento de 736.017 hectares frente à área colhida em 2023, crescimento de 0,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 8.807 hectares (0,0%).

“A safra 2024 apresentou uma série de dificuldades desde a sua implantação. Houve falta de chuvas para a produção de soja e milho, e depois excesso de chuvas, culminando com as enchentes do Rio Grande do Sul.Tudo isso afetou a safra desse ano. É uma safra 6% menor do que a do ano passado, o que representa 19 milhões de toneladas a menos. Para esse mês, três culturas influenciaram nessa redução. O milho de primeira safra caiu 1,6%, o milho de segunda reduziu caiu 0,6%; e trigo, uma cultura que está no campo nesse momento, diminuiu 5,4%, o que representa 511 mil toneladas a menos”, analisa Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE.

Mesmo assim, a expectativa é de que o trigo ainda tenha uma safra 16% maior que a de 2023, ano em que inicialmente se esperava colher um recorde de produção do cereal, mas o clima adverso colapsou as lavouras e reduziu drasticamente a produtividade e a qualidade do trigo. Ele observa que é uma cultura que deve sofrer reavaliações até dezembro ainda, que é quando se encerra a colheita no Rio Grande do Sul.

CONFIRA TAMBÉM A ESTIMATIVA DA SAFRA 2023/24 DA CONAB

O Paraná, o segundo maior produtor nacional de grãos, com 38 milhões de toneladas, foi o estado onde houve as maiores perdas em agosto. Foram 851,6 mil toneladas a menos, queda de 2,2%.

“Outro estado que sofreu queda na produção em agosto foi Santa Catarina, com 450 mil toneladas a menos (-6,8%). Com isso, vários produtos sofreram reavaliações, soja, milho de primeira safra, milho de segunda safra e o trigo foram as principais. Feijão também foi uma das principais culturas que sofreram reduções em Santa Catarina”, completa Guedes.

Segundo Carlos Barradas, gerente do LSPA, o resultado da safra 2024 é uma combinação de preços baixos das comodities agrícolas, alterações climáticas com secas em alguns estados produtores e excesso de chuvas em outros. Essas alterações no clima têm surpreendido até as previsões dos órgãos competentes, o que traz preocupações adicionais aos produtores, uma vez que aumenta sua insegurança.

“Para fechar a sagra 2024 falta, praticamente, colher a safra de inverno: trigo, aveia e cevada. Este mês estamos iniciando o plantio da safra e verão e está faltando chuva, que tem de chegar até meados de outubro para o produtor poder plantar e ter uma boa janela de produção. Nosso primeiro prognóstico para 2025 será em novembro”, observa o gerente do LSPA.

Frente a 2023, houve altas de 11,2% para o algodão herbáceo (em caroço), que deve ter recorde de produção; de 2,1% para o arroz; de 5,2% para o feijão e de 16,1% para o trigo, bem como decréscimos de 4,4% para a soja, de 11,0% para o milho (reduções de 17,1% no milho de 1ª safra e de 9,4% no milho de 2ª safra) e de 11,3% para o sorgo.

Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 13,6% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço), cultura que foi beneficiada pelos baixos preços do milho, levando o produtor a optar pelo plantio do algodão. Houve acréscimo ainda de 5,0% na área do arroz em casca; de 6,0% na do feijão e de 3,2% na da soja, ocorrendo declínios de 3,3% na área do milho (reduções de 9,1% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra); de 11,6% na do trigo e de 4,7% na do sorgo.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 145,3 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 116,6 milhões de toneladas (23,0 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 93,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas; a do trigo em 9,0 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,6 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

Mato Grosso lidera a produção de grãos

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,8%, seguido pelo Paraná (13,0%), Rio Grande do Sul (11,9%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,1%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,0% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (48,8%), Sul (27,0%), Sudeste (9,1%), Nordeste (8,7%) e Norte (6,4%).

Uma série de problemas climáticos derrubaram as estimativas da produção brasileira de grãos na safra 2024. Houve falta de chuvas e ocorrência de temperaturas elevadas durante o ciclo das culturas na safra de verão (1ª safra) e na 2ª safra na maior parte das Unidades da Federação produtoras.

Contudo, o evento climático mais marcante foi o excesso de chuvas e enchentes ocorridos no Rio Grande do Sul, que pode ter retirado cerca de 5,0 milhões de toneladas da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas desse ano. Os prejuízos somente não foram maiores porque a maior parte das lavouras gaúchas de arroz, soja e milho já estavam colhidas por ocasião do evento.

 

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