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EmpresasNotícias

Massey Ferguson anuncia 2ª temporada do reality show Master Mechanic

Por Redação 09/09/2024
Escrito por Redação
- Massey Ferguson anuncia 2ª temporada do reality show Master Mechanic

Corpo de jurados do reality show Master Mechanic: José Fernando Schlosser, professor da Universidade Federal de Santa Maria; Cezar Bronzati, do time de serviços AGCO; e Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico

A Massey Ferguson realizará a segunda temporada do Master Mechanic, o primeiro reality show brasileiro focado no agronegócio. A iniciativa visa destacar as habilidades técnicas dos mecânicos agrícolas e contar as histórias e desafios diários desses profissionais essenciais para o funcionamento do setor agrícola brasileiro, um dos maiores produtores globais de alimentos.

Seis mecânicos, selecionados entre os profissionais das concessionárias da marca, vindos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, serão divididos em duplas por sorteio e disputarão o título de melhor mecânico do Brasil em três episódios exibidos nos dias 10, 17 e 24 de outubro no canal do YouTube da Massey Ferguson Brasil.

Nesta edição, o programa traz um novo desafio com a solução de plantio de alta tecnologia formada pelo trator MF 8S e pela plantadeira Momentum. Os competidores enfrentarão provas que testarão suas habilidades na configuração ideal das máquinas, assegurando produtividade e precisão nas atividades.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

“Nesta temporada, o foco das provas é a automação, refletindo a evolução tecnológica no setor agrícola. A adequação do conjunto trator e implemento é crucial para garantir que os equipamentos trabalhem em harmonia, entregando a produtividade esperada pelo agricultor. A capacidade dos mecânicos em ajustar e calibrar sistemas automatizados será fundamental, evidenciando a importância do conhecimento em tecnologia e do treinamento contínuo”, explica Bruno Pianca, gerente de serviços da Massey Ferguson.

Pianca destaca que o avanço das tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas tornou indispensável a capacitação dos mecânicos agrícolas. “Hoje, as máquinas agrícolas incorporam um pacote tecnológico extenso, e os mecânicos precisam não apenas saber como fazer ajustes, mas também ter a capacidade de interpretar e entender a tecnologia envolvida. O treinamento se tornou essencial, e o perfil do mecânico evoluiu para um profissional com habilidade em interpretação e aplicação de tecnologia. O setor está atraindo cada vez mais jovens talentos que se destacam pela facilidade em lidar com tecnologias avançadas e pela rápida capacidade de aprendizado”, afirma Pianca.

A competição será comandada por Millena Machado, jornalista e apresentadora com experiência no segmento automotivo. O corpo de jurados inclui José Fernando Schlosser, professor da Universidade Federal de Santa Maria; Cezar Bronzati, do time de serviços AGCO; e Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico. Os bastidores e curiosidades do reality serão apresentados pelo produtor rural e influenciador digital Fernando Viana, no perfil @viananalida.

Cada integrante da dupla vencedora receberá, além de troféu exclusivo, R$ 20 mil e uma viagem com acompanhante para Buenos Aires, incluindo uma visita à fábrica da Massey Ferguson, em General Rodriguez.

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Notícias

Incêndios atingiram 230 mil hectares de cana em SP, aponta Unica

Por Redação 09/09/2024
Escrito por Redação

- Incêndios atingiram 230 mil hectares de cana em SP, aponta Unica

Pelo menos 231,83 mil hectares de lavouras de cana-de-açúcar foram atingidos pelos recentes incêndios registrados no interior de São Paulo. O dado é fruto de levantamento parcial realizado pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) junto às usinas do estado e refere-se aos incêndios ocorridos em agosto. As empresas com os números já contabilizados representam mais de 75% da produção paulista de cana-de-açúcar.

De acordo com o levantamento, 132,04 mil hectares são de áreas que ainda seriam colhidas. O restante, ou seja, 99,79 mil hectares, é referente a locais em que a cana-de-açúcar já havia sido colhida ou a lavouras de cana-planta (plantadas nesse ano para colheita no próximo ciclo agrícola).

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

As regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São Carlos foram as mais atingidas pelos incêndios, respondendo por cerca de 90% da área queimada apurada até o momento. Nas regiões de Piracicaba, Araçatuba e Assis o impacto dos incêndios foi menor.

Combate e prevenção

A Unica e suas associadas colocaram à disposição do Estado de São Paulo toda a estrutura de combate ao fogo já disponível nas usinas. Mais de 1,5 mil caminhões-pipa e cerca de 10 mil colaboradores do setor sucroenergético treinados para combater incêndios continuam atuando sob coordenação do governo estadual.

“Nesse momento, os esforços do setor sucroenergético seguem dedicados à prevenção e combate dos focos de incêndio, com segurança aos colaboradores e colaboração com o Governo do Estado”, destaca o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues.

 

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Notícias

Seca e calor ameaçam plantio da soja no Centro-Oeste

Por Redação 06/09/2024
Escrito por Redação

Seca e calor ameaçam plantio da soja no Centro-Oeste

A queda na umidade do solo, altas temperaturas e as chuvas abaixo da média dos últimos 15 anos em praticamente todos os estados vão prejudicar o início do plantio da soja a partir da segunda quinzena de setembro, quando termina o vazio sanitário em algumas regiões, avalia a EarthDaily Agro, empresa de sensoriamento remoto com uso de imagens de satélites.

Tanto o ECMWF (modelo europeu) quanto o GFS (modelo americano) preveem volumes de chuvas entre 60% e 80% abaixo da média no país entre os dias 05 e 15 de setembro, aumentando o estresse hídrico sobre as lavouras, assim como o risco de incêndios. As altas temperaturas ocorrem em boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

No Mato Grosso do Sul, a média das temperaturas podem ficar até 10°C acima da normalidade, de acordo com o GFS. “Os produtores podem esperar mais um pouco para iniciar o plantio da soja”, aponta Felippe Reis, analista de safra da EarthDaily Agro.

Trigo

Com relação à umidade do solo nos próximos dez dias, o ECMWF apresenta condições desfavoráveis para o desenvolvimento do trigo, principalmente no Paraná. Em agosto, o maior produtor de trigo do país (com 44% da safra) registrou 37,5 milímetros de chuvas, menos da metade esperada para o mês. A estimativa de produtividade para a safra paranaense é de 45,1 sacas por hectare, contra 46,2 sacas por hectares na última temporada.

Em Santa Catarina, desde meados de agosto a umidade apresenta maior similaridade com o ano de 2012, quando a seca em agosto e setembro resultou em uma quebra de safra significativa. Na última semana a estiagem fez com que a EarthDaily Agro reduzisse a estimativa de produtividade para o estado em 4%, caindo para 52,7 sacas por hectare (53,8 sacas por hectare na safra passada). Há possibilidade de novas reduções no curto prazo.

Somente no Rio Grande do Sul houve mais chuvas, com precipitação acumulada nos últimos 10 dias variando de 7 a 40 milímetros. A produtividade do trigo está estimada em 56,4 sacas por hectare (44,7 sacas por hectare na safra anterior)

Cana-de-açúcar

Na macrorregião de Ribeirão Preto a previsão é de seca e altas temperaturas para as próximas duas semanas, aumentando o risco de incêndios nas lavouras de cana-de-açúcar. O calor pode ultrapassar os 40°C (GFS) no fim da primeira quinzena de setembro.

 

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NotíciasTecnologia

Workshop explora novidades em tecnologia no campo para o manejo do algodão

Por Redação 06/09/2024
Escrito por Redação

Workshop explora novidades em tecnologia no campo para o manejo do algodão

Drones, aeronaves, nano satélites e robôs fazem cada vez mais parte da rotina do produtor rural. No último dia do 14º Congresso Brasileiro de Algodão, a plateia do evento pôde aprender mais sobre os desafios e oportunidades que as tecnologias emergentes estão trazendo para o campo em um workshop conduzido como um bate-papo descontraído e interativo com especialistas do Brasil e exterior.

Coordenador do workshop, o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge, forneceu uma visão geral de facilidades oferecidas pelas ferramentas para captura de dados no campo – e dos cuidados que os cotonicultores devem ter para utilizá-las.

“O produtor tem na palma da mão hoje uma grande quantidade de dados, mas para que estes dados possam ajudar a gente a tomar decisão, é preciso pensar no tratamento e escolher adequadamente os sensores”, alertou.

Na sequência, o engenheiro agrônomo Eugênio Schroder, da Rededrones, formada por empresas de prestação de serviço na área, focou em dicas práticas para o uso dos drones em atividades agrícolas. “Nos últimos anos, os drones evoluíram demais e os motivos para utilizá-los são vários: são equipamentos mais democráticos e ecléticos, muito precisos e que permitem dispensar a necessidade do trabalhador dentro do talhão tratado”, argumentou.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Já Bruno Pavão, chefe de operações robóticas da Solinftec, traçou um panorama do desenvolvimento robótico voltado para o manejo do algodão. ”A plataforma robótica é só um instrumento de navegação e o principal objetivo de utilizá-la com Inteligência Artificial deve ser criar estratégia de manejo. O uso precisa ser operacionalmente viável, ter qualidade de resultados e análise de multicamadas, porque o bem mais valioso da tecnologia é a tomada de decisão”, defendeu.

Ao final, o diretor do Texas A&M AgriLife Research and Extension Center’s Weslaco and Corpus Christi, nos Estados Unidos, professor Juan Landivar falou sobre agricultura digital para gestão de culturas e previsões de produtividade. “Temos excelentes oportunidades, mas os desafios são grandes: a crescente disponibilidade de dados representa uma oportunidade enorme para aumentar a resiliência e a eficiência da produção agrícola numa escala inimaginável, mas o grande desafio é pensar criticamente esses dados e utilizá-los para fazer escolhas com sabedoria”, ressaltou o professor.

 

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MercadoNotícias

Mercado de seguro rural faturou R$ 1 bilhão em junho, diz IRB

Por Redação 06/09/2024
Escrito por Redação

- Mercado de seguro rural faturou R$ 1 bilhão em junho, diz IRB

As operadoras de seguro rural no Brasil registraram, no primeiro semestre de 2024, faturamento de R$ 99,2 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve variação positiva em todos os segmentos.

De acordo com a 44ª edição do Boletim IRB+Mercado, Vida foi responsável por 60% do crescimento, somando R$ 5,2 bilhões a mais em prêmio emitido em relação aos primeiros seis meses de 2023. Em junho, último mês apurado pelo setor, a arrecadação foi de R$ 17,7 bilhões, avanço de 4,6% na comparação anual.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

A sinistralidade, indicador que avalia o desempenho operacional das seguradoras, fechou o 1S24 em 43,6%, 0,7 ponto percentual (p.p.) menor em relação ao 1S23, mesmo com os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul. Em junho, o índice ficou em 47,6%, avanço de 7,4 pontos percentuais (p.p.) ao analisar o mesmo mês de 2023 devido, principalmente, aos aumentos dos sinistros ocorridos nos seguros Patrimonial (+68,7 p.p.), Habitacional (+16,2 p.p.) e Rural (+13,9 p.p.). No entanto, o aumento da sinistralidade em junho ficou abaixo da verificada em maio (55,4%), indicando que os principais efeitos relacionados ao RS já foram absorvidos pelo setor segurador brasileiro.

Como ferramenta de proteção para as suas operações, as seguradoras do Brasil cederam R$ 13,4 bilhões para cobertura de resseguro nos seis primeiros meses de 2024, alta de 3,3% frente ao 1S23, devido, principalmente, aos produtos Patrimonial e Petróleo. Já o lucro líquido das seguradoras foi R$ 17,4 bilhões, praticamente estável em relação ao 1S23.

O segmento Rural faturou R$ 1 bilhão em junho e encerrou o semestre com avanço de 0,4% em meio a crescimentos e retrações vivenciados ao longo dos primeiros seis meses de 2024. O segmento teve sinistralidade em junho de 30,7% (+13,9 p.p.) e 42,9% no semestre (+2,3 p.p.).

Fonte: Datagro

 

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MercadoNotícias

Clima incerto e gargalo financeiro podem atrasar a safra de soja 2024/25

Por Redação 05/09/2024
Escrito por Redação

Clima incerto e gargalo financeiro podem atrasar a safra de soja 2024/25

O início do plantio da safra de soja 2024/25 deve ser pautado pela cautela, com os produtores demonstrando preocupações tanto com as condições climáticas quanto com a gestão financeira da safra. “Há muita especulação em função do clima e do preço da commodity porque a safra americana está indo bem e se espera recorde na oferta de soja. Os produtores brasileiros também estão preocupados com o aumento do custo de produção e previsão de margens apertadas”, analisa Guilherme Frezzarin, head de agronegócios da seguradora FF Seguros.

Clima desafiador

Segundo a análise da FF Seguros sobre o clima, a tendência de forte aquecimento para os próximos meses trouxe incertezas para o planejamento da safra de soja 2024/25. Do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná, a umidade do solo na zona radicular está próxima da saturação, enquanto a região central do Brasil pode sofrer com a redução dos níveis de água nos solos, em especial nas áreas mais prejudicadas, na região norte do Paraná.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Segundo a análise da seguradora, a situação da safra de soja na região central do país parece estar em condições piores de umidade do que o registrado no mesmo período em 2021.

“Agricultores devem esperar os níveis de umidade do solo subirem e as chuvas se estabilizarem, o que pode atrasar a semeadura da soja do centro do Paraná, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Apenas a região Sul apresentará condições de precipitação próxima a climatologia nos próximos três meses”, diz Frezzarin.

No momento do plantio, em alguns tipos de solo, existe o risco de que plântulas de soja possam morrer devido ao extremo calor. Até o momento, a análise geral de modelos meteorológicos indica que o ciclo 2024/25 será marcado por temperaturas superiores à média climatológica e variações no padrão espacial da seca ao longo da safra de verão, sendo que Goiás pode ser considerado o estado mais prejudicado. Na previsão mais pessimista, as temperaturas podem ficar até 2°C acima da média.

Gestão financeira

Além da incerteza climática, muitos produtores enfrentam um dilema financeiro na safra de soja 2024/25. O atraso para o anúncio do Plano Safra e para a liberação de linhas de crédito impactaram no planejamento e custeio da safra, segundo Diego Caputo, gerente comercial de cooperativas da FF Seguros.

“Além do atraso, as taxas de juros estão acima das expectativas e o custo de produção está mais alto, então o produtor segue cauteloso, segurando as compras de insumos. Nessa conjuntura, o papel do seguro agrícola fica em evidência. O seguro é fundamental para promover a melhor gestão de riscos climáticos e financeiros, visando a mitigação de prejuízos e proteção do patrimônio do agricultor”, afirma Caputo.

Operações de seguros

Para fortalecer a unidade de agronegócios da FF Seguros, entre outras novidades, a seguradora planeja ampliar a oferta de seguro de soja para irrigantes. “Teremos descontos e condições espetaculares para esse público. As áreas de subscrição, atuarial e comercial trabalharam em conjunto para proporcionar uma precificação diferenciada e muito atraente, de acordo com as tecnologias de irrigação adotadas pelo produtor”, diz Caputo.

O setor de seguro rural vem gradativamente buscando se recuperar de um rombo histórico em 2022, quando as seguradoras brasileiras desembolsaram mais de R$ 10,5 bilhões em indenizações aos produtores, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

“Com a grande seca registrada na safra 2021/22, tivemos sinistralidade de mais de 400% para o milho safrinha, por exemplo. A catástrofe afetou a média histórica de produtividade de grãos e esses dados públicos influenciam na precificação das apólices. Com a diminuição do gatilho de indenizações, a cobertura foi reduzida em até 20% na média”, explica Frezzarin.

De forma geral, o mercado de seguros sofreu retração de capacidade e houve aumento dos preços médios das taxas em função dos eventos climáticos extremos. Agora, a seguradora prevê uma estabilização no mercado. “Estamos resgatando melhores condições, ampliamos a distribuição e acredito que vamos superar a carteira de seguro agrícola do ano passado”, diz Frezzarin.

 

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NotíciasOpinião

Dinâmica e desafios na cadeia agroindustrial da mandioca brasileira

Por Redação 05/09/2024
Escrito por Redação

- Dinâmica e desafios na cadeia agroindustrial da mandioca brasileira

Fábio Isaias Felipe – Assim como na maioria das cadeias agroindustriais, a da mandioca vem passando por uma série de transformações em todos os elos, o que também impõe desafios ao setor, e a superação deles depende de ações conjuntas e individuais. Além disso, a atividade mostra um grande potencial, especialmente por conta da demanda crescente por amidos.

Ainda que o milho seja a maior fonte de amidos em termos mundiais, a produção de fécula tem apresentado avanço, devido ao menor custo de extração. Fora da Ásia, o Brasil é o principal player, e a indústria vem passando por mudanças que se acentuaram na última década.

Primeiro, as fecularias buscaram aumentar a produção e elevar os padrões de qualidade, em um mercado cada vez mais exigente. E, atualmente, a indústria busca aumentar o mix de produtos para atender a diferentes mercados. Das unidades ativas em 2023, 45% produziram, além da fécula, amidos modificados, polvilhos, misturas para pão de queijo, entre outros.

Ao mesmo tempo, há esforços em ampliar a participação dos derivados de mandioca em várias aplicações, o que resulta em maior dependência da demanda do mercado doméstico. Entre 2011 e 2023, o consumo médio foi de 555,3 mil toneladas/ano, bastante ajustado à produção na maior parte do período.

Segundo dados levantados pelo Cepea em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), a produção de fécula saiu de 400 mil toneladas em 2000 para 676,70 mil toneladas em 2023, crescimento médio anual de 0,7%. No acumulado de 2024 (de janeiro a julho), o volume produzido já superou as 476 mil toneladas, segundo estimativas mais recentes, podendo ser um dos maiores volumes da série histórica, iniciada em 1990.

Esses números revelam dois grandes desafios para o elo industrial, que são: i) aumentar ainda mais a produção, o que depende em grande parte de melhorar a eficiência na indústria de fécula – ela apresenta percentuais significativos de ociosidade, com média de 50% da capacidade instalada, e ii) ampliar participações em outros mercados de amidos, principalmente no setor externo.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Para isso, no entanto, são necessários mecanismos de governança que minimizem desequilíbrios entre a oferta e demanda e a volatilidade de preços, sobretudo em momentos em que a mandiocultura mostre menor atratividade se comparada com outras atividades. Nesse sentido, é importante destacar que a produção de mandioca tem recuado na maioria das regiões brasileiras, com movimento inverso em regiões nas quais se concentra a industrialização, sobretudo para a produção de fécula.

Segundo cálculos do Cepea realizados a partir de dados do IBGE, entre 2000 e 2024, a produção brasileira de mandioca caiu a uma média anual de 1,5%, decorrente da diminuição de 2% a.a. na área colhida, enquanto que a produtividade média se elevou a uma taxa média anual de 0,6% no mesmo período.

Chama a atenção o fato de que, no período considerado, a queda de produção foi mais expressiva na região Nordeste 4,5% anuais, em função de adversidades climáticas recorrentes e necessidade de melhoria no pacote tecnológico Na região Sul, o recuo da produção no mesmo período foi de 0,8% a.a., seguida pelas regiões Norte e Nordeste, com 0,1% a.a. cada uma. Houve acréscimo apenas no Centro-Oeste, de 0,5% ao ano.

As diferentes realidades das regiões brasileiras têm exigido esforços da agenda de pesquisa para o desenvolvimento de novas variedades e manejo, com trabalhos da Embrapa Mandioca e Fruticultura, do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR Paraná) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), dentre outras instituições, o que já tem mudado alguns cenários regionais no que refere à maior produção.

Nos últimos anos, a oferta de mão de obra tem recuado, sobretudo para a colheita da mandioca industrial, o que se configura como um dos gargalos mais recentes para a cultura. Nesse sentido, a mecanização dessa etapa – que já é uma realidade – pode minimizar esse entrave, possivelmente no médio ou longo prazo. No entanto, para que isso ocorra, são necessárias alterações no manejo e investimentos em capital.

No Paraná e em Mato Grosso do Sul poderá haver uma expansão da indústria de fécula decorrente de ampliações e novas unidades a serem instaladas nos próximos nos anos. Por outro lado, como já apresentado, a oferta de matéria-prima não tem avançado no mesmo ritmo no Brasil, ficando cada vez mais concentrada nos estados produtores de fécula e farinha. Ressalta-se que atualmente o Paraná, Mato Grosso do Sul e estado de São Paulo já representam 34% da produção brasileira, um crescimento acima de 10 pontos percentuais nos últimos 20 anos.

A literatura aponta que a produtividade da mandioca no Brasil, mesmo nestes principais estados, ainda está abaixo do potencial que se pode obter. E assim, aumentar a oferta por meio da produtividade, depende de planejamento, pesquisa e gestão, o que, inclusive, pode elevar o nível de competitividade dos amidos derivados da mandioca nos mercados doméstico e internacional.

Fábio Isaias Felipe é pesquisador da Cepea/USP

 

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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Notícias

Congresso Brasileiro do Algodão debate a evolução da colheita da fibra

Por Redação 05/09/2024
Escrito por Redação

Congresso Brasileiro do Algodão debate a evolução da colheita da fibraO 14º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) promoveu um debate sobre a evolução da colheita e do beneficiamento e seu impacto na qualidade da fibra nesta quarta-feira (4). Sob a coordenação do sócio-diretor da Cotimes do Brasil, Jean-Luc D. Chanselme, o encontro contou com a participação do engenheiro agrícola Paulo Otávio, que discutiu as características das fibras de importância comercial e os potenciais impactos dos processos de colheita e beneficiamento, e do engenheiro mecânico Jonas Nobre, que abordou a evolução das práticas de colheita mecânica.

Paulo Otávio ressaltou o impacto do clima na colheita do algodão. “Há uma perda de cor e brilho após uma sequência de chuvas. Por isso, é importante proteger o produto. Existem estratégias como o uso de lonas e a colocação da colheita em lugares mais altos para proteger da água”, explicou.

Chanselme destacou em sua apresentação uma tendência observada no país de colheitas mais úmidas, por serem realizadas fora do horário recomendado, e a necessidade de lidar com essa questão. “A secagem e a pré-limpeza têm efeitos mútuos cumulativos. São etapas fundamentais para a produtividade e a qualidade do algodão”, enfatizou.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Especialista em comercialização de algodão, Jonas Nobre abordou temas como produção e consumo, critérios de classificação, ágios e deságios, e impacto econômico. Ele chamou a atenção para o fato de que as regras para venda nos mercados internacionais estão cada vez mais rígidas.

“A tendência é que a análise visual da fibra seja substituída por máquinas calibradas com base no algodão americano. Isso pode representar perdas para os produtores brasileiros. Precisamos estar atentos a isso e investir na qualidade do nosso produto”.

 

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Notícias

Prejuízo causado pelos incêndios está estimado em mais de R$ 800 milhões

Por Redação 05/09/2024
Escrito por Redação

- Prejuízo causado pelos incêndios está estimado em mais de R$ 800 milhõesA Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) divulgou nesta quinta-feira (5) um novo balanço dos impactos dos incêndios que atingiram propriedades rurais no estado de São Paulo e em outras regiões do Brasil. Em nota, a organização afirma que foram identificados mais de 2,3 mil focos de incêndios, que resultaram em mais de 100 mil hectares queimados em áreas de cana-de-açúcar e áreas de rebrota de cana. Os números contabilizam os incêndios registrados no fim de semana dos dias 24 e 25 de agosto e as ocorrências subsequentes até a quarta-feira (4).

O prejuízo estimado alcança mais de R$ 800 milhões, pelos efeitos dos incêndios na cana em pé, nas soqueiras e na qualidade ruim da matéria-prima. A Orplana destaca ainda que a quantidade de hectares queimados não contabiliza áreas de APP, reserva legal e pastagens.

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O CEO da organização, José Guilherme Nogueira, esclarece que devido às perdas, a cana só vai conseguir rebrotar quando tiver água no solo, quando as chuvas chegarem. “

Esse cenário de clima seco e falta de chuvas pode impactar a safra futura, mas ainda é cedo para essas previsões. Esperamos que as chuvas deste final de ano venham de forma uniforme e volumosa e a rebrota da cana-de-açúcar aconteça de uma maneira mais tranquila”, afirma.

A Orplana enaltece o anúncio feito pelo Ministério da Agricultura sobre uma linha de crédito específica para o replantio da cana-de-açúcar nas áreas produtoras afetadas pelas queimadas.

“Certamente teremos a necessidade de replantio e o crédito será um bom alento para os produtores de cana, que gastam, em média, R$ 13,5 mil para a eliminação da soqueira, da rebrota ruim e para a realização do plantio”, explica. “E, muitas vezes, os produtores não conseguem pagar isso em um ano, mas sim em duas ou três safras. Por isso, a linha de crédito irá ajudar”, completa.

Na nota, Nogueira ressalta ainda que toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar está comprometida com a sustentabilidade e a preservação ambiental, cumprindo rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso do fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo.

 

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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
MercadoNotícias

Área plantada de algodão em Mato Grosso apresenta leve queda em setembro

Por Redação 04/09/2024
Escrito por Redação

Área plantada de algodão em Mato Groso apresenta leve queda em setembroA mais recente análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revelou que a estimativa de área destinada ao cultivo de algodão na safra 2023/24 em Mato Grosso registrou uma leve redução de 0,11% em setembro, comparada ao mês anterior. Com esse ajuste, a área projetada ficou em 1,46 milhão de hectares.

Apesar da diminuição mensal, a estimativa ainda representa um aumento de 21,57% em relação à safra 2022/23. Esse crescimento é atribuído principalmente à maior rentabilidade do algodão em comparação ao milho, o que incentivou os produtores a investirem mais na cultura de segunda safra.

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Em termos de produtividade média, o IMEA manteve a estimativa de 291,16 arrobas por hectare, o que representa uma queda de 6,42% em relação à média registrada na última temporada.

Em seu boletim mensal, o IMEA destaca que a colheita, que está em andamento no estado, poderá fornecer uma estimativa mais precisa da produtividade ao final dos trabalhos.

Por fim, a produção de algodão em caroço e pluma foi estimada em volumes recordes para o estado, atingindo 6,39 milhões de toneladas e 2,65 milhões de toneladas, respectivamente.

 

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04/09/2024 0 Comentários
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