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MercadoNotícias

Vendas de máquinas agrícolas caem 28,8% em 2024, aponta Fenabrave

Por Redação 03/09/2024
Escrito por Redação

Vendas de máquinas têm queda de 28,8% em 2024, segundo a Fenabrave

Clarisse Sousa – As vendas de máquinas agrícolas registraram um crescimento de 2,44% em julho de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023, segundo dados apurados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e divulgados nesta terça-feira (3).

No entanto, em comparação com junho deste ano, houve uma queda de 2,05%, refletindo um cenário ainda desfavorável. No acumulado de 2024, as vendas apresentam uma retração significativa de 28,78% em relação ao mesmo período de 2023.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr., destaca que a queda nas vendas continua sendo significativa devido aos altos preços das commodities, que afetam diretamente o setor. Embora haja expectativas de alguma recuperação no terceiro trimestre, ele alerta que a retomada completa pode ocorrer apenas em 2025.

 

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03/09/2024 0 Comentários
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Notícias

PIB da agropecuária recua 2,3% no segundo trimestre de 2024, diz IBGE

Por Redação 03/09/2024
Escrito por Redação

- PIB da agropecuária recua 2,3% no segundo trimestre de 2024, diz IBGE

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária registrou uma queda de 2,3% no segundo trimestre de 2024, em comparação com o trimestre anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 2º trimestre de 2023, o PIB da agropecuária caiu 2,9%.

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, as condições climáticas adversas resultaram em uma redução na produção prevista para as culturas de soja e milho.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Embora a pecuária e outras culturas importantes, como café e algodão, tenham apresentado bom desempenho, a agropecuária recuou tanto nas comparações com ajuste sazonal quanto nas sem ajuste, acumulando uma variação nula (0,0%) nos últimos 12 meses.

PIB nacional

No segundo trimestre de 2024, o PIB do país cresceu 1,4% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. As altas nos Serviços (1,0%) e na Indústria (1,8%) contribuíram para essa taxa positiva, ainda que a agropecuária tenha recuado 2,3%.

Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, observa que “com o fim do protagonismo da agropecuária, a Indústria se destacou nesse trimestre, em especial na Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e na Construção”.

 

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03/09/2024 0 Comentários
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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Notícias

Mapa remaneja recursos do Plano Safra para o replantio de cana-de-açúcar

Por Redação 02/09/2024
Escrito por Redação

Diante das queimadas que atingem lavouras de diferentes regiões e biomas do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está formatando uma linha de crédito específica para o replantio da cana-de-açúcar.

De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) está atuando no levantamento dos prejuízos provocados pelas queimadas na agricultura brasileira. Após um primeiro diagnóstico, um dos pontos já identificados foi a necessidade do replantio da cana-de-açúcar com foco na próxima safra.

- Mapa remaneja recursos do Plano Safra para o replantio de cana-de-açúcar

“Nós já vamos fazer um remanejamento do Plano Safra vigente, que é o maior Plano Safra da história, que tem bastante recursos disponíveis para a agropecuária brasileira, mas, no caso específico, então, vai ter um remanejamento, como por exemplo, para ter linhas de crédito específica para replantio de cana-de-açúcar”, anunciou o ministro.

Isso porque, especialmente no estado de São Paulo, foram impactadas lavouras que já tinham sido colhidas e estavam em fase vegetativa. “Elas queimaram e essa cana-de-açúcar morreu, por isso há a necessidade de replantio”, disse.

Conforme estimativa da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), cerca de 80 mil hectares em áreas de cana-de-açúcar e de rebrota de cana já foram queimados.

O Brasil é maior produtor de cana-de-açúcar do mundo e lidera as exportações globais no segmento sucroacooleiro. Somente neste ano, as exportações de açúcar de cana em bruto registram mais de U$ 8,69 bilhões, o que representou um recorde histórico para o setor.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Fávaro ainda ressalta que outras medidas para reconstrução das áreas de produção atingidas pelas queimadas estão sendo estudadas pelo Mapa. “Vamos dimensionar as perdas e, às medidas que as demandas vão se apresentando, vamos trabalhando nas providências. Ainda tem bastante trabalho a ser feito”, ressaltou.

O ministro destaca, ainda, a importância da conscientização acerca dos efeitos das mudanças climáticas.

“Estamos saindo de uma crise no Rio Grande do Sul ainda, levando medidas para a reconstrução, e já vem outras agora em função da seca, de queimadas e nós temos que, imediatamente, criar a consciência em todos. Aqueles ainda que duvidavam de mudanças climáticas, acho que esse discurso já ficou para trás. O governo do presidente Lula sabe da sua responsabilidade e vem lançando programas cada vez mais da conscientização e direcionamento com respeito à preservação do meio ambiente, que é o nosso grande ativo”, afirmou.

 

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02/09/2024 0 Comentários
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NotíciasReportagem especial

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Por Redação 02/09/2024
Escrito por Redação

Fabricantes equilibram exigências legais e de mercado na produção de motores

Gabriel Antunes – Os custos, a produtividade e a economia de combustível são as principais preocupações dos produtores na hora de escolher uma máquina agrícola. Essa percepção é compartilhada pelas fabricantes dos motores empregados nesses equipamentos. Mas as legislações ambientais adicionam um componente à tomada de decisão: a redução nas emissões de poluentes.

A legislação MAR-1, em vigor desde 2017 para todos os motores com potência igual ou superior a 101 cv, e desde 2019 para os modelos com potência igual ou superior 25 cv, trouxe modificações nos motores, além da exigência de utilização de diesel com teor de enxofre reduzido. Foram definidos limites para emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado (MP). Para atender às especificações, a indústria precisou investir em tecnologias como o controle eletrônico de injeção, a recirculação de gás de escapamento (EGR) e a redução catalítica seletiva.

Essas tecnologias ajudam a controlar e reduzir a quantidade de poluentes liberados pelos motores, garantindo que eles atendam aos padrões ambientais estabelecidos pela MAR-1.

Enquanto isso, as empresas se equilibram entre o cumprimento das legislações e a entrega de performance ao produtor rural. O portal Máquinas e Inovações Agrícolas conversou com representantes de fabricantes de motores que explicaram a importância do produto no rendimento das operações, e as medidas a serem adotadas para que a maior eficiência possível seja atingida no campo.

Além de acarretar um aumento do preço dos motores, as adequações, em alguns casos, podem representar uma redução da performance dos motores, na comparação com aqueles sem os controles de emissões. Segundo o CEO da Mahindra Brasil, Jak Torretta, “por incrível que pareça” para se reduzir as emissões de poluentes, o motor fica menos eficiente. “O motor acaba consumindo mais combustível. É bem difícil de entender, mas essa é a realidade: um motor MAR-1 consome mais do que um sem o controle de emissões”, ele ressalta, porém, que no Tier 4 – legislação dos Estados Unidos, com limites ainda menores –, em função de haver pós-tratamento de gases, a eficiência é melhorada.

As fabricantes trabalham para compensar esse ajuste sem prejuízo ao agricultor. Isso significa um incremento tecnológico e, portanto, financeiro. O tema da sustentabilidade é inevitável, mas o encarecimento das máquinas ainda encontra resistência do produtor.

“Pergunte ao agricultor se ele quer pagar mais. Ele quer um motor simples, ele não quer ter dor de cabeça, ele quer que seja o mais barato possível. E os controles de emissões vão justamente no oposto do que ele quer, mas é uma necessidade. Precisamos trabalhar esse ponto: vamos reduzir emissões, mas um custo será agregado a todas as máquinas”, pontuou Torretta.

Mesmo que parte da elevação seja repassada ao consumidor final, os custos de produção costumam frear os investimentos por parte do agricultor. E o setor de máquinas é um dos que mais sente essa resistência. A frota brasileira ainda é considerada bastante defasada, apesar das inovações apresentadas pelas montadoras.

Ainda assim, Torreta vê uma demanda por essas novidades. O gerente de pós-tratamento e certificação técnica da FPT América Latina, Gustavo Teixeira, concorda e observa que os clientes – especialmente de máquinas maiores, nas quais as novas tecnologias de controle de emissões são inevitáveis – experimentam os equipamentos e “tornam-se defensores das inovações” devido aos ganhos em produtividade.

“Existe um paradigma por parte do usuário, principalmente de tratores e máquinas menores, que busca soluções mais práticas, de reparação mais fácil, de manutenção mais fácil para o dia a dia. Mas aqueles que têm a possibilidade de testar um trator mais recente, um trator nosso, por exemplo, que traz um certo conteúdo de inovação, ficam muito surpresos, porque veem produtividade, o consumo de combustível, a facilidade de operação. Aqueles que têm oportunidade, eles viram os grandes defensores e passam até a influenciar outros colegas nas associações, nas cooperativas”, ponderou.

Para o gerente de engenharia de produto da MWM, Jorge de Araújo, esse diálogo com o cliente é importante para que ele compreenda a importância do equilíbrio entre custo, sustentabilidade e desempenho ao longo do ciclo de vida do motor. “Estamos muito próximos do produtor, entendendo suas necessidades na hora de desenvolver novos produtos. Lógico que o custo de aquisição é muito importante, mas o mais importante é quanto o motor vai custar no ciclo de vida da operação. Mesmo com custo maior, você consegue provar ao produtor que o consumo de combustível é menor, que a disponibilidade da máquina será maior, que o custo de manutenção será menor, que o produtor terá uma série de informações. O valor se paga durante o ciclo de vida”, defendeu.

Expointer supera a última edição e fatura R$ 8,1 bilhões em negócios

A durabilidade pode variar conforme a aplicação de cada máquina em operações específicas, mas ele comemora que há motores da empresa fabricados na década de 1970 ainda em funcionamento no campo. “Já produzimos mais de 4,5 milhões de motores que foram a campo. Hoje, 2,5 milhões ainda estão rodando. É possível estender a vida do motor trocando poucas peças”, além disso, os demais componentes da máquina além do motor também influenciam na durabilidade. Tornando difícil um cálculo preciso.

Além da longevidade dos motores, uma preocupação é o tempo ocioso da máquina. Especialmente para as máquinas sazonais, como as colhedoras, mas não se limitando a elas, os produtores buscam equipamentos que exijam a menor frequência possível de manutenções e intervenções. Por isso, além de componentes mais duráveis nos motores, a tecnologia empregada na otimização da máquina como um todo é fundamental.

Para Teixeira, da FPT, o plano de manutenção do motor deve beneficiar a produtividade. Por isso, ele concorda que o investimento em tecnologia resulta em um melhor monitoramento da performance do equipamento, tanto em consumo de combustível, como no desgaste de peças “também são benefícios atrelados à redução de emissões”. Ele salienta que os clientes mais capitalizados têm a vantagem de, pagando “um pouco mais”, terem intervalos de troca de óleo e de revisões mais espaçados, “para que possam parar menos durante aqueles dias críticos”.

Araújo, da MWM, ilustrou: “quando entrei na empresa, vendíamos motores cuja troca de óleo era a cada 100 horas. Isso avançou para 250 horas. Hoje já estamos em 500 horas. Temos equipamentos que recebem manutenção a cada mil horas. Quanto mais isso aumenta, menor é o nível de emissões. Assim como o motor consome combustível, ele consome menos óleo, através de um filtro mais eficiente. Há uma série de parâmetros a serem analisados”, disse.

O emprego apropriado de cada máquina também gera economia. Torretta, da Mahindra, observa que pequenos produtores tendem a usar tratores para diversas tarefas na operação, enquanto médios e grandes produtores têm equipamentos específicos para cada uma delas, o que resulta em menor desgaste.

Performance

O gerente da FPT defende que a evolução no controle de emissões, com sensores, turbocompressores e sistemas de injeção acarreta ganhos de produtividade. “A questão do atingimento das emissões é um desafio para os fabricantes. Especialmente naqueles casos em que há uso de EGR interno, por exemplo, ou seja, algo já no próprio motor, na regulagem do motor, acabamos abrindo mão, sim, de um percentual da performance para que se consiga tratar as emissões. O que acontece é que fazemos de maneira controlada, para que o cliente receba já no lançamento do motor uma entrega um pouco maior exatamente para compensar aquela diferença que ele vai ter devido ao controle de emissões. Isso para que se consiga atender emissões sem ter na mão ou no pé do operador aquela sensação de que a máquina não está entregando a mesma coisa que a anterior”, garantiu.

Araújo, da MWM, vai na mesma linha. Segundo ele, a legislação de emissões só traz benefícios. “Ela faz o engenheiro pensar em qual é a melhor solução a ser aplicada, cria a necessidade de se buscar novas tecnologias, que farão com que o motor tenha um melhor nível de emissões e um menor consumo de combustível. Hoje os motores consomem muito menos combustível do que 20 anos atrás”, celebrou, ressaltando que isso é resultado de pesquisa e desenvolvimento, adequando cada tipo de motor a cada tipo de máquina e operação.

Conforme o engenheiro-chefe de produtos da Cummins, Cristiano Zia, quanto menor o nível de emissões permitido na norma, mais tecnologia precisa ser investida, independente do combustível utilizado.

“Dependendo do nível de emissões é preciso fazer melhorias, às vezes, de eletrônica no motor, ou de software, de gerenciamento de injeção, coisas do tipo. A fabricante agrega componentes dentro desse sistema da máquina para atender à legislação. O produtor agrícola vai ter um custo maior de manutenção, por exemplo. Isso é inevitável, porque tem mais itens necessários ali”, ele garante que não há prejuízo em termos de potência.

“Às vezes a gente até aumenta o nível de potência e torque que esses motores podem entregar, porque eles têm esses artifícios de pós-tratamento, por exemplo. Não é só o motor que controla emissões, agora se tem um outro parceiro, vamos dizer assim, que ajuda nessa batalha. Isso resulta em diversidade de potência, abre o leque de opções, no âmbito técnico”, ilustrou.

Entregas

Teixeira, da FPT Industrial, explica que quanto mais se aumenta a entrega, seja de torque, potência ou a produtividade da máquina, maior a demanda por componentes adicionais. “O arrefecimento precisa ser melhorado, precisa ser mais eficiente, os radiadores começam a ser maiores, as bombas, maiores”, explicou.

“Muitas vezes, conforme a legislação de emissões, os motores menores se enquadram apenas com EGR interno; a recirculação dos gases do próprio motor é capaz de trazer as emissões para os limites da legislação, com sistemas mecânicos, mais baratos. Enquanto isso, quando se aumenta os motores, surge a necessidade de catalisadores mais aprimorados, com mais sensores. Há muito mais tecnologia embarcada. É inevitável que o custo da aquisição fique um pouco mais alto. Mas é muito proporcional a entrega que você vai ter. Os grandes produtores apostam nisso, investem na máquina de maior valor pois o ganho é muito grande. Ao passo que o produtor menor, obviamente, fica mais sensível, por isso as soluções são mais compatíveis com aquela necessidade dele”, completa Teixeira.

- Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Mahindra opta por trabalhar com motores de injeção mecânica, “que são mais baratos, mais simples, e têm manutenção mais fácil”, conforme o CEO da fabricante de tratores, Jak Torretta // Foto: Divulgação/Mahindra

O CEO da Mahindra, Jak Torretta, vê um movimento de fabricantes que decidem por utilizar apenas motores com injeção eletrônica, antecipando as novas legislações de emissões. A Mahindra, no entanto, opta por trabalhar com motores de injeção mecânica, “que são mais baratos, mais simples, e têm manutenção mais fácil”.

Todos os tratores de 25 cv a 110 cv da marca têm motores com injeção mecânica. “Não existe a necessidade de você colocar injeção eletrônica. E a injeção eletrônica só encarece o produto para o usuário final. Além do que, são sistemas eletrônicos e a gente sabe como é: trabalhando num ambiente hostil como é o dia a dia na agricultura, com o calor, a umidade e a poeira, é complicado você trabalhar com eletrônica, porque você depende muito de sensores em meio a tudo isso”, justificou.

O usuário final demanda um equilíbrio entre alguns fatores. “No motor agrícola é muito importante o nível de torque, geralmente são motores de torque alto mesmo que não tenham uma potência tão alta. A disponibilidade de torque e a capacidade de recuperação do torque é fundamental quando, por exemplo, a máquina se depara com um solo mais compactado. O motor tende a baixar de rotação, vai ter que fazer mais força. E o motor com uma capacidade de reação melhor é importante para o agricultor”, conforme Torretta, essa alta reserva de torque é importante em função do desempenho da máquina, pois reflete na economia do combustível.

“Tem que haver um compromisso entre o nível de reserva de torque necessário para determinada máquina e o consumo que ela está exigindo”, é aí, segundo ele, que está a diferença entre cada marca, em função de tecnologia e de integração do motor com a transmissão. “Para disponibilizar os 80 cavalos de potência, quanto estou gastando de combustível?”, questionou.

Cristiano Zia, da Cummins, lembra que o motor a diesel é o que tem melhor custo-benefício, dada a tecnologia disponível atualmente. “O motor tem o papel de mover as máquinas. E os movidos a diesel tem essa vantagem: garantem maior robustez e durabilidade, fazendo com que elas estejam disponíveis para o trabalho”, considerou.

Combustíveis

Os combustíveis desempenham um papel crucial no desempenho e na sustentabilidade das máquinas agrícolas. Atualmente, o diesel continua sendo o mais utilizado, com estimativas indicando que de 80% a 90% da frota agrícola brasileira é movida por ele. No entanto, o mercado está começando a explorar alternativas, como o biometano e o etanol, embora o setor ainda enfrente desafios significativos para aumentar a disponibilidade de biocombustíveis.

- Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

O crescimento de biocombustíveis no setor agrícola é esperado, mas esbarra em limitações de infraestrutura e políticas públicas // Foto: Shutterstock

O diesel é amplamente utilizado, mas apresenta desafios significativos. A qualidade do combustível e o armazenamento adequado são preocupações constantes para os fabricantes, especialmente considerando a mistura de 14% de biodiesel no diesel. O alto teor de enxofre presente no combustível, combinado com a água gerada por um processo químico no biocombustível, resulta em ácido sulfúrico, que causa corrosão nas partes do motor. O uso de materiais e práticas para minimizar esses problemas acaba aumentando os custos.

Jak Torretta, da Mahindra, lembra que, “quando a água entra no sistema de injeção, é um desastre”. A Petrobras enfrenta um desafio significativo para reduzir os níveis de enxofre e outras impurezas, o que demanda um investimento considerável. Isso é frequentemente tratado de perto pelas fabricantes dos sistemas de injeção.

A adoção de combustíveis alternativos como o biometano e o etanol ainda está em fase de desenvolvimento, e o crescimento desses biocombustíveis no setor agrícola é esperado, mas esbarra em limitações de infraestrutura e políticas públicas.

O engenheiro-chefe de produtos da Cummins, Cristiano Zia, aponta que o mercado brasileiro ainda é lento na adoção de combustíveis alternativos devido à infraestrutura limitada para motores a hidrogênio verde ou elétricos.

A implementação de motores a hidrogênio verde está em fase experimental e enfrenta desafios relacionados à produção e infraestrutura. Jak Torretta observa que não se trata de um problema comercial. “Até porque a própria produção do hidrogênio para o usuário ainda não existe. É preciso fazer ainda muito investimento em plantas para a produção do hidrogênio. Mas é uma possibilidade. Tudo indica que o Brasil vai ser um dos líderes nessa produção do hidrogênio verde.”

 

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Empresas

John Deere lança no Brasil o Shop.Deere, o e-commerce da marca

Por Redação 02/09/2024
Escrito por Redação

John Deere lança no Brasil o Shop.Deere, o e-commerce da marca

A John Deere está lançando no Brasil o Shop.Deere, o e-commerce da marca. O acesso a plataforma online está disponível para o público. O objetivo do Shop.Deere é facilitar ainda mais o atendimento aos clientes.

A plataforma é completamente personalizada: ao fazer login com a conta do John Deere Operations Center, o usuário é direcionado ao concessionário específico da sua região e pode encontrar todas as soluções disponíveis para cada equipamento do seu parque de máquinas, aumentando a assertividade na escolha do produto.

“O e-commerce faz parte do ecossistema John Deere, conectando o cliente às soluções da empresa e a Rede de Concessionários. A plataforma contempla todo o portfólio de pós-vendas da John Deere e é constantemente atualizada, conforme novos produtos e soluções são lançados. O Shop.Deere faz parte da jornada da companhia em oferecer a melhor experiência de atendimento”, afirma João Pontes, diretor de Pós-Vendas e Suporte ao Cliente da John Deere para América Latina.

O Shop.Deere já conta com 250 mil itens de pós-vendas e tecnologia das linhas agrícola e de construção cadastrados. O pagamento pode ser no pix, boleto, cartões de crédito e linhas de financiamento da John Deere e concessionários.

Expointer supera a última edição e fatura R$ 8,1 bilhões em negócios

Além disso, as condições especiais de compra acordadas anteriormente já estão disponíveis no site e as opções de entrega são disponibilizadas de acordo com a região da propriedade. Nessa fase inicial, as opções de compra e atendimento virtual feito pela Rede de Concessionários e Distribuidores estão sendo habilitadas de forma gradual conforme a integração por parte dos Concessionários na plataforma.

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Expointer

Expointer supera a última edição e fatura R$ 8,1 bilhões em negócios

Por Redação 02/09/2024
Escrito por Redação

Expointer supera a última edição e fatura R$ 8,1 bilhões em negócios

A 47ª Expointer, considerada a Expointer da retomada, após a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, bateu recorde no volume de negócios. A feira movimentou R$ 8,1 bilhões em seus nove dias, número 1,41% superior ao registrado no ano de 2023.

O número de visitantes passou de 660 mil. As vendas e leilões de animais experimentaram um aumento de quase 50%, com R$ 18,9 milhões comercializados. O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou recorde de vendas, chegando a R$ 10,8 milhões, número superior em 25,44% ao do ano passado. O setor de Máquinas e Implementos Agrícolas registrou R$ 7,39 bilhões em intenções de negócios, 0,57% a mais que em 2023. 

Congresso aprova projeto para facilitar acesso ao crédito a produtores gaúchos

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn, apresentou os números da Expointer e destacou o movimento de superação que foi necessário para que ela se realizasse.

“O local onde estamos agora estava completamente inundado quando resolvemos continuar planejando a Expointer. A sociedade gaúcha mostrou que esta é a feira da superação, uma extraordinária demonstração da força do Rio Grande do Sul”, disse.

O governador Eduardo Leite destacou a recuperação do setor, que contribui para a reconstrução do Estado. “Os números por si só demonstram a importância da realização desta feira. Mas essa edição da Expointer tem um efeito moral no ânimo e na confiança da nossa população, que nos dá certeza de que estamos construindo um Estado ainda mais forte. Agradeço a todos os copromotores que se somaram na decisão do governo de realizar a feira, uma decisão tomada ainda no momento mais crítico da crise, e que mostra, diante desses resultados que alcançamos, a força e a fibra dos nossos produtores”, afirmou o governador Eduardo Leite.

A próxima edição da Expointer já tem data definida: será de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025.

 

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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Notícias

Congresso do Algodão destaca os benefícios das tecnologias de irrigação

Por Redação 30/08/2024
Escrito por Redação

Congresso do Algodão destaca os benefícios das tecnologias de irrigação

Com a colheita de mais de 3,7 milhões de toneladas de algodão, a safra 2023/2024 levou o Brasil ao posto de maior produtor da fibra do mundo. De acordo com os dados divulgados pela Agência Brasil, o país também se tornou, oficialmente, e pela primeira vez na história, o maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos. Os resultados comprovam o potencial da cultura, que com o auxílio de tecnologia pode ir muito além. É diante deste cenário de oportunidades que acontece de 3 a 5 de setembro, em Fortaleza/CE, a 14º edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA).

Promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Congresso Brasileiro do Algodão reúne toda a cadeia produtiva algodoeira. A cada dois anos, produtores, pesquisadores, agrônomos, investidores e outros membros do setor participam do encontro que envolve pesquisa, inovação, conhecimento e networking.

O evento reunirá especialistas para discutir as principais inovações do setor. Neste ano, entre as novidades estão as tecnologias para irrigação. De acordo com Eduardo Navarro, vice-presidente da Lindsay América Latina, “nos últimos anos, o cotonicultor sofreu muito com as secas que impactaram na produtividade. A Lindsay entende isso, busca estar presente apresentando à classe produtora suas inovações em pivôs e tecnologia de manejo da irrigação para cultura”, destaca.

As tecnologias da irrigação podem proporcionar diversos benefícios ao cotonicultor. Além da segurança da produção e a melhor produtividade, as ferramentas garantem ainda que se cumpra a correta janela de plantio. Por exemplo, atualmente a produção brasileira está concentrada em sua maioria em Mato Grosso e também no Oeste da Bahia, nesta última safra, houve produtor que não teve condições de semear a soja precoce e foi obrigado a plantar mais tarde.

Produtividade do trigo é favorável no RS apesar de intercorrência climática

Desta forma, correndo risco, esse produtor colheu metade da safra, pois tinha que correr contra o tempo para cultivar o algodão na sequência. “São nessas situações que a irrigação entra como uma ferramenta de garantia para que se cumpra as janelas ideais de plantio”, pontua Navarro.

Recentemente, a Lindsay firmou um contrato com a produtora de commodities SLC Agrícola, que possui forte atuação no cultivo de algodão, além de milho e soja. De acordo com Navarro, essa parceria com a SLC mostra que se trata de uma tendência do setor o investimento em irrigação para minimizar os efeitos climáticos.

“O impacto que o grupo sofreu nas últimas safras fez com que eles tivessem um olhar especial sobre a importância dos pivôs e as tecnologias de irrigação. Além disso, os equipamentos entram no sistema produtivo de forma estratégica, ou seja, não apenas para garantir a produtividade, mas também, o momento correto do plantio sem atrasar o calendário”, acrescenta o executivo.

Durante o CBA, os visitantes poderão conhecer as tecnologias de irrigação da Lindsay. Entre as novidades da empresa, estará o recém lançado FieldNET NextGen. Uma nova interface estabelece aos usuários novos padrões no gerenciamento da água na irrigação, oferecendo aos produtores e profissionais agrícolas análises mais claras e concisas de milhares de pontos de dados processados em tempo real.

 

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MercadoNotícias

Produtividade do trigo é favorável no RS apesar de intercorrência climática

Por Redação 30/08/2024
Escrito por Redação

Produtividade do trigo é favorável no RS apesar de intercorrência climática

Apesar da intercorrência climática, o aspecto geral do trigo no Rio Grande do Sul é considerado satisfatório e as perspectivas de produtividade permanecem favoráveis, desde que se mantenham os períodos de tempo firme alternados com chuvas regulares. A área cultivada, conforme dados da Emater/RS-Ascar, é de 1.312.488 hectares, e a produtividade prevista está em 3.100 kg/ha. Atualmente, 76% das lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo, 20% em floração e 4% em enchimento de grãos, conforme foto feita na quarta-feira (28/08) em Maximiliano de Almeida.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08), as chuvas, ocorridas nos dias 22 e 23/08, que abrangeram todo o Estado, proporcionaram a reposição de umidade no solo e beneficiaram o desempenho das plantas, além de viabilizarem a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

Congresso aprova projeto para facilitar acesso ao crédito a produtores gaúchos

No entanto, a massa de ar frio subsequente, especialmente a partir de 25/08, causou a formação de geadas de intensidade variável. A avaliação inicial indica que a maioria das lavouras não sofreu prejuízos, exceto em algumas áreas de baixada, onde a intensidade das geadas foi maior e as plantas estavam em estágios reprodutivos. Uma análise mais detalhada de possíveis perdas será realizada, nos próximos dias, por meio de vistorias técnicas.

As lavouras de aveia branca implantadas mais precocemente encontram-se nas fases de espigamento, floração e enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar estima área cultivada para a produção de grãos de 365.590 hectares, e a produtividade em 2.402 kg/ha.

As lavouras de canola implantadas mais precocemente estão avançando para a fase de enchimento de grãos, e a floração está restrita às partes mais apicais do eixo principal. As lavouras estabelecidas mais tardiamente encontram-se no início da floração e inicia-se a formação de síliquas na base da ráquis.

Quanto à geada, ocorrida em 25/08, a qual não foi tão severa, há expectativa de que não tenha causado perdas significativas, uma vez que a cultura se encontra em fase inicial de floração. A Emater/RS-Ascar projeta 134.975 hectares cultivados no Estado, e a produtividade inicial está em 1.679 kg/ha.

O desenvolvimento da cevada é considerado satisfatório, e os produtores dedicam-se ao monitoramento de pragas e principalmente doenças foliares, considerando a alta umidade relativa do ar. A projeção de cultivo é de 34.429 hectares, e a produtividade de 3.245 kg/ha.

Olerícolas

Na região de Ijuí, as olerícolas apresentam desenvolvimento rápido, emitindo folhas sadias e grandes. Os cultivos de campo, como beterraba e cenoura, apresentam melhora significativa em relação ao crescimento das plantas e à formação das raízes tuberosas com qualidade e porte grande. As brássicas também apresentaram maior desenvolvimento das folhas. Nos cultivos de cucurbitáceas, inicia-se a semeadura e/ou transplantio de abóbora. Os produtores realizam o preparo das áreas para o plantio das manivas de mandioca, que se encontra em atraso nesta safra, mas sem comprometer novas áreas.

Na região de Santa Maria, a maior oferta de hortaliças no município de Santa Maria ainda provém de cultivos hidropônicos, pois as áreas de cultivo tradicional, fortemente atingidas pelas enchentes, estão sendo recuperadas. A sequência de dias com temperaturas mais baixas favoreceu o cultivo de rúcula.

Frutícolas

Na região de Ijuí, as geadas não afetaram a cultura de pêssego até o momento; há boa emissão de folhas e desenvolvimento de frutos. A cultura de uva está em início da emissão das brotações. Os produtores intensificaram o preparo das áreas para a semeadura de melancia e melão. Os preços médios das frutas são: bergamota e laranja, R$ 2,50/kg, e morango R$ 32,00/kg.

Na região de Pelotas a colheita está se intensificando nas áreas implantadas neste ano, apesar do atraso para a chegada de mudas e no desenvolvimento das plantas em função das condições climáticas adversas. Os preços têm oscilado entre R$ 25,00 e R$ 50,00/kg. Em Arroio do Padre, o preço médio é de R$ 25,00/kg. No município de Pelotas, varia entre R$ 25,00 e R$ 35,00/kg e, em Rio Grande, de R$ 30,00 a R$ 50,00/kg.

 

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Notícias

Congresso aprova projeto para facilitar acesso ao crédito a produtores gaúchos

Por Redação 30/08/2024
Escrito por Redação

Congresso aprova projeto para facilitar acesso ao crédito a produtores gaúchos

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (29) o Projeto de Lei 25/2024 para facilitar a concessão de crédito aos produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde a agropecuária foi fortemente impactada pelas enchentes no mês de maio. A medida altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (LDO) permitindo que os interessados comprovem a regularidade com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) devidas antes do evento.

Proposto pela Presidência da República, o texto aprovado foi construído com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para efetivar as medidas já adotadas pelo Governo Federal em socorro aos produtores gaúchos.

“Desde o primeiro impacto, estamos trabalhando para liberação dos recursos e, principalmente, para que os produtores tenham acesso a eles. Criamos medidas para garantir o crédito, como o Fundo Garantidor, buscamos alternativas e, agora, com esse esforço conjunto do Poder Legislativo, estamos efetivando mais uma ação para que o dinheiro chegue das instituições financeiras ao campo”, explicou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o PLN 25/2024, as agências financeiras oficiais de fomento ficam dispensadas de observar impedimentos e restrições legais de acesso ao crédito de pessoas físicas e jurídicas dos municípios em estado de calamidade, tanto nas operações de contratação, renovação ou renegociação de crédito.

Venda de máquinas agrícolas acumula queda de 27,5% em 2024

Na última semana, o Governo Federal publicou a Medida Provisória Nº 1.254/24 abrindo crédito de R$ 1,97 bilhão para cobrir os descontos concedidos em operações de crédito rural contratadas por produtores do Rio Grande do Sul.

Também neste mês, foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Decreto Nº 12.138/24, que regulamenta a concessão de descontos para a liquidação ou renegociação de parcelas de operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização contratadas pelos produtores gaúchos.

Vale ressaltar, ainda, que conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), as dívidas bancárias dos produtores rurais do Rio Grande do Sul foram prorrogadas até o dia 16 de setembro.

 

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NotíciasTecnologia

Gaúcha Solumont lança plantadeira com foco na agricultura familiar

Por Redação 29/08/2024
Escrito por Redação

Gaúcha Solumont lança plantadeira com foco na agricultura familiar

A empresa Solumont, de Nova Prata, no Rio Grande do Sul, lançou sua primeira plantadeira voltada à agricultura familiar. Trata-se da Plantadeira CP da Solumont. Equipada com sistema “Danper Line”, tecnologia própria e patenteada de molas pneumáticas, mantém a pressão constante em todas as linhas, independente do seu volume de ar interno, tanto no corte da palhada como na deposição da semente. Além de proporcionar estabilidade, sem trepidação e consequentemente, melhorando a emergência do cultivo.

“Este sistema entrega um plantio de alta qualidade tanto em terrenos com grande declive, quanto em terrenos planos”, diz explica Nilson Petrikovski, sócio proprietário da Solumont.

A máquina sairá de fábrica equipada com soluções da FertiSystem, incluindo dosadores de sementes e fertilizantes. De acordo com o engenheiro agrônomo, gerente de marketing de produto e inteligência de mercado da FertiSystem, Álvaro Gottlieb, a Plantadeira CP terá grande potencial para o plantio, pois “será capaz de realizar o controle total e automático da operação”.

“Com os dosadores FertiSystem já instalados eleva-se o nível de automatização. Isso quer dizer que o produtor reduzirá o seu custo/tempo de manutenção e terá maior economia no plantio, por meio de produtos de alta durabilidade e precisão”, ressalta.

O ‘combo tecnológico’ embarcado no equipamento contará com o dosador de fertilizantes, Auto-lub AP NG, que tem baixa necessidade de manutenção e precisão na dosagem, segundo a fabricante. Também compõe o dosador de sementes, Virgo, que tem manutenção simplificada, baixa quantidade de consumíveis e capacidade de trabalho com discos e anéis universais.

Venda de máquinas agrícolas acumula queda de 27,5% em 2024

Outro diferencial é o sistema de controle e monitoramento, VRA PRO, que garante o controle total da operação por meio de motores elétricos de alta durabilidade, monitoramento total da operação e taxa variável.

Segundo Gottlieb, toda essa tecnologia na aplicação precisa de sementes e adubos maximiza o potencial de crescimento das plantas, melhora a saúde do solo e reduz falhas e perdas.

“Em termos econômicos, evita desperdícios, reduzindo o consumo de insumos e aumentando o retorno sobre o investimento. Práticas de agricultura de precisão também podem qualificar os produtores para incentivos fiscais e subsídios governamentais destinados a práticas agrícolas sustentáveis”, diz o especialista.

A Plantadeira CP conta com outras tecnologias importantes, como a de motores elétricos para taxa fixa e variável, tanto para adubo, como para semente, que otimiza o tempo de regulagem, e que pode ser feita por meio de um painel eletrônico ou pela tela do celular. A máquina também é apta a agricultura de precisão, dosando adubo e semente em quantidade exata em demanda ou área específica.

“A máquina foi pensada e desenvolvida para proporcionar o melhor em quesitos de plantio para o homem do campo, trazendo como aliada a alta tecnologia e custo-benefício, atendendo assim, aquele que busca constantemente melhorias em seus processos produtivos com conforto, segurança e rentabilidade”, completa Petrikovski.

Ganhos a agricultura familiar

O lançamento da Solumont vai ao encontro a uma demanda do mercado estimulado, principalmente, pelo novo Plano Safra do Governo Federal que vai garantir aos agricultores familiares melhores condições na concessão de crédito. Com juros menores e mais garantias de acesso, a iniciativa assegura R$ 85,7 bilhões para esse perfil de produtor com o intuito de fortalecer essa importante categoria e promover a produção sustentável de alimentos saudáveis para o Brasil.

De acordo com o especialista de mercado Rafael Luche, gerente de vendas, pós-vendas e marketing da FertiSystem, com este cenário, as agroindústrias focadas na agricultura familiar como a Solumont ganharam novo fôlego e melhoraram suas expectativas de vendas.

“A propriedade de menor porte geralmente tem problemas de escassez de mão de obra, porém, ela busca rentabilidade, tanto quanto o agricultor empresarial. Por isso, soluções como a Plantadeira CP que possui alta tecnologia, facilita o manejo, pois garante maior eficiência e otimiza muitos processos. É uma máquina vocacionada à agricultura familiar com um completo pacote tecnológico”, destaca.

Ainda segundo Luche, por meio do acesso à essas tecnologias, o produtor tem a oportunidade de verticalizar receita, além de ter mais rentabilidade e mais produtividade em uma área menor.

“Entendemos a vocação do nosso cliente e por isso buscamos parcerias que possam acelerar seu desenvolvimento. A Plantadeira CP tem os melhores atributos da Solumont, adicionados à soluções inteligentes para o plantio da FertiSystem, com o objetivo de melhorar a produção e, obviamente, a rentabilidade do nosso agricultor”, finaliza.

 

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