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EmpresasNotícias

Yanmar expande atuação nos setores agrícola e de construção civil

Por Redação 21/08/2024
Escrito por Redação

Yanmar expande atuação atender setores agrícola e de construção civil

No primeiro semestre de 2024, a multinacional japonesa fabricante de máquinas Yanmar expandiu sua atuação no país e inaugurou seis novas lojas. O objetivo da marca com a presença em novas localidades visa atender a demanda dos setores, abrangendo cada vez mais cidades do território nacional para prestar um atendimento personalizado e cada vez mais próximo dos clientes.

Os novos pontos de atendimento da marca em São João Del Rei, Minas Gerais, filial da Corpal; Londrina, filial da Yanmaq e Maringá, loja da Odayama, no Paraná; Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, filial da Maqtral; Redenção, Pará, filial da Tratomaq e Rio Verde, Goiás, filial da Leão Máquinas; são locais estratégicos para os segmentos de atuação da marca.

Simpósio SAE Brasil de Máquinas debate caminhos para o setor no contexto de mercado cíclico

No setor de construção civil, a marca se sobressai com a comercialização de miniescavadeiras. Já no setor agrícola, a Yanmar encerrou 2023 com market share positivo nas vendas de tratores, atingindo 8%. O resultado do ano passado se destaca pelo cenário de retração do mercado brasileiro de máquinas agrícolas, que registrou uma queda de mais de 15%.

“Mesmo em um ano desafiador para o mercado, a YANMAR se manteve resiliente e com saldo positivo, o que para nós é gratificante. Esse resultado é fruto de uma estratégia focada na oferta de produtos de alta qualidade, e de comprometimento com os nossos clientes”, enfatiza Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da empresa.

Segundo o gerente Comercial de Construção Civil e de Produtos de Força da Yanmar, Anderson Oliveira, em seu segmento, os resultados também foram positivos em 2023.

“Tivemos mais um ano de liderança no mercado de miniescavadeiras e estamos otimistas de conquistar mais um. Sem dúvidas, a expansão da marca no Brasil contribui para esses números, pois nos permite estar mais próximo dos clientes, para um atendimento mais personalizado e rápido, onde também podemos garantir disponibilidade imediata aos produtos e serviços da marca”.

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NotíciasTecnologia

IA analisa temperatura das folhas para identificar necessidade de água

Por Redação 20/08/2024
Escrito por Redação
AI analisa temperatura das folhas para identificar necessidade de água

A tecnologia utiliza como base o balanço de energia das folhas e pode contribuir para a tomada de decisões mais precisas no manejo da irrigação // Fotos: Otto Souza

Um dispositivo autônomo de baixo custo para o sensoriamento do estresse hídrico das plantas foi desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE). A tecnologia utiliza como base o balanço de energia das folhas e pode contribuir para a tomada de decisões mais precisas e assertivas no manejo de irrigação.

Parceria entre a Embrapa, a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Laboratório de Inovação Tecnológica e Experimentação Científica Instituto Atlântico (Litec) e a empresa cearense 3V3 Tecnologia irá desenvolver uma versão comercial nos próximos anos.

O pesquisador da Embrapa Cláudio Carvalho conta que a tecnologia usa ferramentas de inteligência artificial (IA) no controle das informações coletadas no sensoriamento. Embora os efeitos da deficiência de água sobre o balanço energético dos tecidos das folhas sejam conhecidos, Carvalho declara que o uso de IA para a identificação de padrões e para o controle de irrigação é inédito.

Fenasucro & Agrocana alcança R$ 10,7 bilhões em volume de negócios

Para o engenheiro da computação e mestrando do programa de Pós-Graduação de Engenharia de Teleinformática da UFC Otto Sousa, responsável pelo acompanhamento e desenvolvimento das competências informacionais da tecnologia, o dispositivo fornece a possibilidade de criar equipamentos que tenham custos mais acessíveis aos médios e pequenos produtores agrícolas no manejo de irrigação das culturas.

“Os dispositivos existentes são muito caros, uma vez que a indústria brasileira importa quase tudo que envolva equipamentos eletrônicos. Com isso, podemos pensar na máxima de que, se vamos precisar importar alguma coisa, vamos construir algo eficiente, mas com os componentes eletrônicos mais baratos possíveis”, complementa Sousa.

Água é recurso fundamental

Na agricultura, a água é um recurso crucial, influenciando significativamente a saudabilidade e o rendimento das plantas. Condições como a falta de água no solo, aspectos climáticos desfavoráveis ou mesmo práticas agrícolas inadequadas podem gerar estresse hídrico.

O investimento em tecnologias de sensoriamento fornece uma solução automatizada para a gestão dos recursos hídricos, reduzindo custos, diminuindo os impactos ambientais associados ao desperdício de água e, principalmente, evitando os danos decorrentes do déficit hídrico.

- IA analisa temperatura das folhas para identificar necessidade de águaSistema de sensoriamento

O sistema de sensoriamento desenvolvido é composto por três dispositivos: sensor de temperatura das folhas, psicrômetro aspirado e piranômetro. O sensor de temperatura das folhas é composto por termistores de encapsulamento em vidro anexados na superfície das folhas e conectados a um sistema coletor de dados.

O sistema coletor utiliza a equação de Steinhart-Hart para calcular a temperatura das folhas em relação à temperatura do ar e à umidade. Nesses dispositivos, as leituras de temperatura são realizadas a cada minuto e os dados enviados, imediatamente após a coleta, ao servidor de dados utilizado. A transmissão é feita via LoRa, protocolo de radiofrequência de baixo consumo de energia.

O psicrômetro aspirado, por sua vez, coleta dados de temperatura e umidade do ar, adiciona um carimbo de tempo a cada leitura e envia esse conjunto de informações também para o servidor de dados. Por fim, o piranômetro verifica o índice de radiação solar sobre as plantas.

Por se tratar de um sensor que fornece informações em forma de sinais analógicos, os pesquisadores desenvolveram um circuito de conversão analógico-digital que recebe as informações do piranômetro e as converte para a forma digital. Os valores convertidos são enviados via Wi-Fi para o servidor.

Com o conhecimento de informações de temperatura, umidade do ar e incidência de radiação solar, o sistema avalia e determina as necessidades hídricas das plantas. Em caso de identificação de necessidade hídrica, o sistema aciona automaticamente dispositivos de irrigação.

O experimento

Para validação da tecnologia em campo, a pesquisa conduziu o cultivo experimental de plantas de milho da variedade BRS Gorutuba, fornecidas pela Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE).

Foram cultivadas 40 mudas de milho em vasos, contendo solo peneirado retirado da Estação Experimental de Pacajus, no interior do Ceará, e casca de coco. A irrigação automática por gotejo forneceu 100 mL de água por minuto.

O arranjo foi instalado dentro de uma casa de vegetação aberta lateralmente e coberta por um filme plástico transparente comercial que evitava 100% da incidência de chuvas, mas diminuía, em cerca de 5% a 10%, a radiação solar incidente, monitorada a cada minuto usando o piranômetro.

O experimento teve início com a plantação de quatro sementes de milho por vaso e, durante o período de germinação, todos os vasos foram hidratados diariamente sem atingir o ponto de saturação hídrica do solo. Houve também a aplicação de adubo líquido. Após a germinação, as plantas mais robustas foram selecionadas.

Em seguida, foram dispostos os sensores de temperatura, os psicrômetros e os piranômetros, e os dados passaram a ser monitorados. Os resultados obtidos no experimento demonstraram que o dispositivo construído para monitorar a temperatura das folhas viabilizou a percepção entre os estados de boa hidratação e de déficit hídrico da cultura

Próximo passo: chegar ao mercado

De acordo com a professora Atslands Rego da Rocha, do Departamento de Engenharia de Teleinformática (Deti) da Universidade Federal do Ceará (UFC), as perspectivas são que o dispositivo e sua base de IA cheguem ao campo em até dois anos.

“Estamos construindo a versão 2.0 do hardware e aumentando o banco de dados para a modelagem usando as ferramentas de IA. As perspectivas apontam para uma solução interessante já em alguns meses. Porém a comercialização plena só se dará em mais algum tempo”, explica.

Há uma parceria ainda informal mas já em ação que envolve a Embrapa Agroindústria Tropical, a UFC, o Laboratório de Inovação Tecnológica e Experimentação Científica Instituto Atlântico (Litec) e a empresa cearense 3V3 Tecnologia, especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura irrigada.

 

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Notícias

Diversificação na sucessão milho-soja aumenta lucro em até 11%

Por Redação 20/08/2024
Escrito por Redação
Diversificação na sucessão milho-soja aumenta lucro em até 11%

Nos experimentos foram identificados três modelos de produção mais lucrativos, que incluem a braquiária, a aveia preta e o trigo no sistema produtivo // Foto: Alvadi Balbinot

Pesquisas realizadas ao longo de três anos, nas safras de 2020 a 2023, no oeste e no centro-oeste do Paraná apontam que a diversificação de culturas agrícolas na sucessão entre a soja e o milho segunda safra aumenta o lucro de produtores em até 11%.

Os experimentos, conduzidos em parceria entre a Embrapa e o Centro de Pesquisa Agrícola Copacol, identificaram três modelos de produção mais lucrativos, que incluem a braquiária, a aveia preta e o trigo no sistema produtivo. Os resultados estão compilados na publicação Modelos de produção intensificados para diversificação da matriz produtiva para além da sucessão milho 2ª safra/soja nas regiões centro-oeste e oeste do Paraná.

De acordo com o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa Trigo, um dos autores da publicação, ao se introduzir a braquiária consorciada com o milho segunda safra, em sucessão à soja, por exemplo, houve um aumento significativo na produtividade da soja.

“Nesse modelo, a rentabilidade observada foi 11% superior ao sistema padrão da região”, calcula Balbinot.

No segundo modelo considerado eficiente, o sistema de produção foi planejado com milho segunda safra, aveia preta, soja, milho segunda safra e soja. Nesse exemplo, a cada dois anos, a aveia é cultivada como cobertura vegetal do solo, na terceira safra.

“Os resultados desse modelo produtivo mais intensificado apresentaram rentabilidade superior a 10% em relação ao sistema tradicional adotado nesta região”, ressalta o pesquisador.

No terceiro sistema produtivo avaliado como rentável, os pesquisadores introduziram o trigo, configurando-se o sistema assim: milho segunda safra, trigo terceira safra, soja, milho segunda safra e soja.

“Nessa proposta, com a produção de trigo, obteve-se uma rentabilidade no sistema produtivo 6,6% superior à tradicional sucessão da soja com o milho segunda safra”, explica Balbinot.

O pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, reforça que a diversificação traz outros benefícios além da viabilidade econômica. Debiasi observa que a rotação do milho segunda safra, em cultivo solteiro ou consorciado à braquiária ruziziensis, com cereais de inverno como o trigo, representa uma alternativa para diversificar a matriz produtiva, pois proporciona redução dos custos de produção e aumento da produtividade da soja em relação ao modelo de sucessão tradicionalmente utilizado na região.

“A cobertura e a melhoria da qualidade do solo se refletem em maiores produtividades e menores custos de produção para a soja, bem como desempenho mais elevado do milho segunda safra”, enfatiza.

Exportações de soja podem igualar o recorde de 2023, diz Faesp

Para o pesquisador, o uso de aveia preta ou do trigo nos sistemas produtivos paranaenses se constitui em processos agropecuários inovadores, pois aumentam a diversificação da matriz produtiva, a produção de fitomassa e a intensificação do uso da terra entre a colheita do milho segunda safra e a semeadura da soja.

“Na próxima etapa de pesquisa vamos centrar esforços na validação dos resultados em propriedades rurais, assim como na transferência dessa tecnologia para os produtores da região”, complementa Debiasi.

Melhoria do sistema produtivo

Os resultados da pesquisa, que estimula a diversificação dos sistemas produtivos, apontam que o aumento da produtividade e a estabilidade de produção estão associados à adoção de tecnologias que aumentem a disponibilidade de água às plantas.

Isso envolve a construção de um perfil de solo sem impedimentos físicos (compactação), químicos (acidez excessiva, com baixos teores de cálcio e presença de alumínio tóxico) e biológicos (ataque de nematoides e fungos fitopatogênicos) ao crescimento radicular.

“A melhoria da estrutura do solo, além de favorecer o crescimento radicular, proporciona maior taxa de infiltração e armazenamento de água disponível às plantas, bem como otimiza os fluxos de água, oxigênio e nutrientes do solo para as raízes”, diz o pesquisador da Embrapa Júlio Franchini.

A intensificação da erosão hídrica tem preocupado produtores e técnicos do Paraná porque aumenta as perdas de solo e água, com consequências negativas à produção agrícola e ao meio ambiente.

“A perda da camada mais fértil do solo diminui a produtividade das culturas, considerando apenas a reposição dos nutrientes perdidos e representa prejuízos financeiros”, ressalta Franchini.

 

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Feiras & EventosNotícias

Fenasucro & Agrocana alcança R$ 10,7 bilhões em volume de negócios

Por Redação 19/08/2024
Escrito por Redação

Fenasucro & Agrocana alcança R$ 10,7 bilhões em volume de negócios

Clarisse Sousa – A Fenasucro & Agrocana anunciou um resultado de R$ 10,7 bilhões em negócios iniciados durante os quatro dias do evento. Esse valor supera em aproximadamente 30% os números registrados na edição de 2023, conforme o levantamento realizado pelo CEISE Br junto aos expositores, evidenciando o cenário otimista para a bioenergia. A feira também teve recorde de público, com um aumento de 6% em relação ao ano passado.

“Os 30 anos da Fenasucro & Agrocana foram realmente históricos, já que batemos recordes na geração de negócios e na qualificação do público presente. Recebemos mais de 60 países e representantes de todos os estados brasileiros, que vieram conhecer nossas inovações, tecnologias e produtos, que fazem do Brasil o precursor da transição energética global”, afirmou o diretor da feira, Paulo Montabone.

Para a presidente do CEISE Br, Rosana Amadeu, a 30ª edição da feira foi um grande sucesso, tanto em termos de público, quanto de negócios. “A presença do governador Tarcísio e de outras autoridades, lideranças e empresários trouxe um novo olhar para o potencial das nossas indústrias, da nossa região e para a capacidade que a Fenasucro & Agrocana possui de reunir, em um só lugar, inovação, tecnologia, network e pautas relevantes”, disse.

Contatos iniciados

Os expositores também celebram os resultados positivos da edição. Bernardo Camara, diretor financeiro-comercial da Citrotec, revelou que a feira superou as expectativas da empresa em termos de movimento e negócios prospectados. “Foi um momento de fortalecer o relacionamento e abrir portas para futuras oportunidades. Tivemos um crescimento de 20% no número de contatos, em comparação com o ano anterior”, afirmou.

No entanto, ele observou que o processo de fechamento de negócios leva mais tempo, devido à complexidade e necessidade de detalhamento na engenharia dos produtos oferecidos pela Citrotec. “Estou confiante de que os novos contatos que fizemos durante a feira serão fundamentais para o crescimento futuro da nossa empresa.

Exportações de soja podem igualar o recorde de 2023, diz Faesp

Já o gerente de vendas da SEW, Fernando Zotarelli, destacou as expectativas positivas da empresa para o futuro do setor de usinas no Brasil. Ele revelou que a SEW está atenta às novas oportunidades e projetos de expansão que surgem no mercado.

“Recebemos informações de uma engenharia especializada em assessoria para novos projetos e retrofit, incluindo modernizações em usinas, ampliações e melhorias no campo fabril. Isso é extremamente positivo para nossa empresa”, disse.

A 31ª edição da Fenasucro & Agrocana será realizada de 12 a 15 de agosto de 2025, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP). 

 

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Notícias

Investimentos do Paraná na agricultura cresceram 344% no 1º semestre

Por Redação 19/08/2024
Escrito por Redação
Investimentos do Paraná na agricultura cresceram 344% no 1º semestre

Plantação de tomate – foto: Gilson Abreu/AEN

Os investimentos em agricultura mais do que quadruplicaram no Paraná no primeiro semestre de 2024 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, o Estado empenhou R$ 147,8 milhões no setor entre os meses de janeiro e junho, segundo levantamento da assessoria econômica da Secretaria da Fazenda (Sefa).

O número faz parte dos dados preliminares do Relatório Resumido de Execução Orçamentária divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e mostra um crescimento de 344,4% em relação ao que foi investido nos seis primeiros meses de 2023, quando o Estado garantiu cerca de R$ 33,2 milhões ao campo.

A variação diz respeito aos empenhos, termo usado para se referir à reserva de dinheiro do orçamento para pagar os bens e serviços contratados pelo Estado. E esse aumento mais do que expressivo na agricultura lidera o crescimento dos investimentos no semestre — período em que o Paraná quebrou seu recorde histórico, com R$ 3,3 bilhões empenhados, sua maior marca em 24 anos.

Coamo inaugura fábrica de ração e investe R$ 1,7 bi para produzir etanol

Entre as ações, estão o apoio ao fortalecimento das cadeias produtivas regionais, a melhoria da trafegabilidade no meio rural, compra de equipamentos e viabilização de iniciativas que promovem a segurança alimentar. A maior parte desse montante foi destinada à promoção da produção agropecuária, cuja ampliação foi de 450% em relação a 2023, com R$ 143,2 milhões.

Dentro deste valor estão incluídos programas ligados à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), como o Banco do Agricultor Paranaense, que facilita os investimentos no campo ao subsidiar integral ou parcialmente as taxas de juros para os produtores; e o Coopera Paraná, que destina recursos para organizações e cooperativas da agricultura familiar.

O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destaca que o agronegócio é o carro-chefe da economia paranaense, responsável por cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e que, por isso, merece atenção especial. “Esse é um investimento no ganha-pão dos paranaenses, ampliando sua capacidade de produzir alimentos para nós e para o mundo”, afirma. “Mais do que isso, são melhorias que impactam diretamente no dia a dia de milhares de famílias”.

Outro investimento importante no campo que impulsionou os números neste primeiro semestre foi o Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas (Estradas da Integração), voltado à pavimentação de estradas rurais. Somente nos seis primeiros meses de 2024, o Governo do Estado assinou convênios que, somados, superam R$ 125 milhões para a construção e manutenção de 114,78 quilômetros de estradas em 35 municípios.

Para o secretário da Agricultura e Abastecimento, Natalino Avance de Souza, esses investimentos buscam principalmente tornar o Estado mais sustentável, além de promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região. “São investimentos que visam tornar a vida do homem do campo menos árdua”, diz.

Segundo ele, o Governo do Estado tem demonstrado uma grande sensibilidade para o segmento que é central no desenvolvimento do Paraná. “E faz isso pensando na agricultura como um todo, mas também nos pequenos agricultores que precisam acompanhar o processo de desenvolvimento que faz parte de médias e grandes propriedades rurais”.

Abastecimento 

O aumento do investimento paranaense em agricultura não se limita apenas à agropecuária. O abastecimento também é parte importante dessa ampliação, com R$ 3,4 milhões empenhados no semestre.

Um dos principais programas nessa área é o Compra Direta Paraná, que adquire alimentos de cooperativas e associações da agricultura familiar e entrega para instituições da rede socioassistencial do estado. Os convênios firmados para construção de restaurantes populares, como os de Pato Branco e Campo Mourão, também estão entre essas ações.

 

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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
MercadoNotícias

Exportações de soja podem igualar o recorde de 2023, diz Faesp

Por Redação 19/08/2024
Escrito por Redação

Exportações de soja podem igualar o recorde de 2023, diz Faesp

As exportações de soja em grão apresentaram uma forte recuperação entre janeiro e agosto deste ano, revertendo a tendência de queda observada anteriormente. Esse desempenho sugere que o setor tem potencial para igualar o recorde de exportações alcançado em 2023, aponta a Federação das Associações Rurais do Estado de São Paulo (Faesp).

No ano passado, o Brasil exportou 102 milhões de toneladas se soja em grão. Até a primeira semana de agosto de 2024, já foram embarcadas quase 78 milhões de toneladas. A previsão é que, até o final de agosto, o volume total exportado atinja cerca de 83 milhões de toneladas.

Se a média de exportações de soja do ano passado for mantida entre setembro e dezembro, com 21 milhões de toneladas, o país pode alcançar ou até superar a marca de 100 milhões de toneladas exportadas neste ano.

Exportações do agro batem recorde histórico em julho com US$ 15,44 bi

Além disso, as exportações de farelo de soja também têm mostrado um desempenho positivo, com a possibilidade de superar o recorde do ano anterior. No entanto, as exportações de óleo de soja devem cair significativamente em comparação com o ano passado, devido à normalização das condições de mercado após o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Entre os fatores que explicam essa recuperação nas exportações, estão a expectativa positiva para a próxima safra brasileira e a necessidade dos produtores de liberar espaço nos armazéns, em meio à falta de perspectiva de aumento nos preços internacionais.

 
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Notícias

Coamo inaugura fábrica de ração e investe R$ 1,7 bi para produzir etanol

Por Redação 19/08/2024
Escrito por Redação

Coamo inaugura fábrica de ração e investe R$ 1,7 bi para produzir etanol

A cooperativa Coamo inaugurou uma nova fábrica de rações em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. O investimento na nova planta, que vai produzir nutrição animal para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, foi de R$ 178 milhões. O parque industrial da cooperativa também vai ganhar uma indústria de etanol de milho, com capacidade para produzir 258 milhões de litros de biocombustível por ano e investimento de R$ 1,7 bilhão.

Com os dois empreendimentos, que juntos devem gerar 500 empregos diretos, a Coamo passa a industrializar a produção de milho de seus cooperados, como já faz com a soja, café, trigo e algodão. Maior cooperativa da América Latina e uma das primeiras instaladas no Estado, conta com cerca de 31 mil associados e está presente no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Crescimento do setor impulsiona geração de negócios na Fenasucro

“Mais uma indústria que inauguramos no Interior do Estado, que ajuda a desenvolver toda a região, e já lançando uma indústria gigantesca, que terá investimento bilionário e vai ser uma das maiores plantas de etanol de milho do Brasil”, salientou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

De acordo com ele, são investimentos que representam a consolidação do Paraná como o supermercado do mundo. “Não queremos só vender soja e milho em grão, mas industrializar essa produção, vender tudo embaladinho, porque isso gera emprego e renda para o paranaense e faz o Estado crescer”, acrescentou Ratinho Junior.

Parque industrial

O parque industrial da Coamo em Campo Mourão é um dos maiores do mundo e conta com três indústrias de esmagamento de soja, duas refinarias de óleo de soja, dois moinhos de trigo, uma fábrica de gorduras e margarinas, uma fiação de algodão e uma torrefação de café. Com as duas novas indústrias, deve chegar a 1,7 mil pessoas trabalhando no local. A cooperativa conta ainda com 12 plantas industriais no Paraná e Mato Grosso do Sul.

A indústria de ração tem 6 mil metros quadrados de área construída e capacidade produtiva de 200 mil toneladas de rações por ano. Para fabricar os produtos de qualidade, são utilizados os equipamentos mais modernos existentes no mercado. As máquinas principais, que transformam os grãos em ração, são desenvolvidas por um fornecedor suíço e importadas pela Coamo.

“Estamos inaugurando a fábrica de ração e iniciando a de etanol, dentro de um planejamento nosso de industrialização do milho, que era o último produto dos nossos cooperados que ainda não era processado”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo, Aroldo Gallassini.

Atualmente, quase um terço do faturamento da Coamo provém de processos industriais. A cooperativa industrializa cerca de 47% de tudo o que recebe, retornando esses benefícios diretamente aos cooperados. “Fundamos a Coamo em 1970, com 79 cooperados, e hoje somos mais de 30 mil. Já iniciamos o processo de industrialização cinco anos depois, dentro de um objetivo de agregar valor ao que é produzido pelos cooperados”, ressaltou Gallassini.

A unidade já opera com 100% da capacidade produtiva, mas o plano de expansão dessa produção já está em andamento. A construção da fábrica levou 27 meses, desde a terraplenagem até a edificação completa.

Etanol

Prevista para ser inaugurada no segundo semestre de 2026, a planta de etanol será a primeira do Estado a utilizar o milho como matéria-prima. Até recentemente, a cooperativa não tinha um processo completo de industrialização do grão, que passou a ser mais consumido dentro da nova indústria de rações, utilizando 2% daquilo que ela recebe. Com a usina de etanol, esse percentual deve saltar para 20%, impactando positivamente a agregação de valor aos produtos dos cooperados.

A nova planta terá capacidade para produzir 765 metros cúbicos de etanol hidratado por dia, 510 toneladas de DDGS (farelo de milho) e cerca de 37,4 toneladas de óleo diariamente. A unidade vai contar ainda com uma usina termelétrica, com capacidade para produzir 30 MW de energia elétrica, suficiente para abastecer todo o parque industrial da Coamo em Campo Mourão.

“Temos um dos únicos parques industriais do mundo com tamanha diversidade de verticalização de produtos agrícolas. A indústria de etanol de milho está com o processo bastante adiantado de aquisição de equipamentos e será um marco, que vai mexer com esse mercado”, afirmou o presidente da Coamo, Airton Galinari.

“Parte do milho que era ofertado como grão vai passar a ser processada, o que impacta na cadeia de preços, valorizando o produto, transformando em um novo negócio, chegando ao mercado de biocombustível”, destacou.

 

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Feiras & EventosNotícias

Crescimento do setor impulsiona geração de negócios na Fenasucro

Por Redação 19/08/2024
Escrito por Redação

Crescimento do setor impulsiona geração de negócios na Fenasucro

A Fenasucro & Agrocana, que encerrou sua 30ª edição nesta sexta-feira (16), em Sertãozinho/SP, mostrou mais uma vez sua relevância para apresentar e debater tendências para a cadeia da bioenergia e impulsionar significativamente os negócios e as parcerias na indústria. O evento atraiu um público qualificado e interessado em novas oportunidades de crescimento e inovação, motivado principalmente pelo bom momento do setor.

Em relação à produção de açúcar, levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta que o Brasil deve atingir uma safra recorde com 46,29 milhões de toneladas do adoçante, um acréscimo de 1,3% ao obtido no ano anterior. Diante do cenário positivo, impulsionado também pela alta no preço do açúcar e pela expansão de usinas no setor, a demanda por centrífugas de açúcar e turbinas a vapor tiveram destaque exponencial durante a feira.

Ângelo Abranches, representante comercial da Texas, ressaltou o sucesso da Fenasucro & Agrocana para a empresa. “O atual cenário foi crucial para o aumento nas vendas de nossas centrífugas e turbinas a vapor. Com um crescimento de 60% a 70% nas vendas e a previsão de um aumento adicional de até 50%, a feira foi um sucesso absoluto, refletindo diretamente em um faturamento significativo para a empresa”, revelou. Em termos de faturamento, a Texas estima que o valor alcançado pode superar os R$ 40 milhões, considerando um valor médio de R$ 2 milhões por equipamento.

Fortalecer relacionamentos

Com atuação no fornecimento de equipamentos e plantas completas para o setor sucroenergético, a Dedini aproveitou a Fenasucro & Agrocana para manter e fortalecer relacionamentos com clientes e gerar novos negócios. “Fechamos diversos negócios e estamos com a parte de reposição praticamente concluída, enquanto o volume de vendas de equipamentos está acima da média. A feira é uma oportunidade fundamental para garantir que continuemos a ser lembrados”, destacou Adilson Silva, gerente comercial da Dedini.

Já Paulo Torres, diretor comercial da WFA – que trabalha com fornecimento de aço e serviços de usinagem -, disse que a feira foi positiva, com um bom fluxo de visitantes e garantiu a consolidação estrutural e a construção de parcerias para futuras oportunidades. “Nosso foco não foi em negócios imediatos, mas em marcar presença e aumentar nosso faturamento no setor de agronegócio de álcool e açúcar em 40% em relação a 2023. A feira tem sido essencial para fortalecer nossa marca e network com antigos e novos players do mercado”, revelou.

Para Marcelo Severi, gerente geral da WEG Sertãozinho, a participação da empresa na 30ª Fenasucro & Agrocana superou as expectativas. “A demanda por novos projetos e estudos, bem como o conteúdo técnico, a presença significativa dos participantes, dos decisores e, claro, a visão de futuro para o negócio da bioenergia foi melhor do que esperávamos”, afirmou.

“Estamos bastante empolgados para esse avanço cada vez mais forte da bioenergia, dos biocombustíveis e para que esse setor cresça na proporção que o meio ambiente e a sustentabilidade precisam, por meio da nossa contribuição para a descarbonização. E Sertãozinho tem essa vocação, de contribuir com tecnologia de ponta para o crescimento do setor”, reforçou.

Rodada de negócios internacionais

Realizada em programação paralela à Fenasucro & Agrocana, as rodadas de negócios internacionais do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, promovido em parceria com o Apla e a ApexBrasil, gerou resultados expressivos e promete abrir novas oportunidades de negócios nos próximos meses para o setor sucroenergético.

A iniciativa reuniu 60 empresas fornecedoras brasileiras, que compartilharam suas inovações para 23 potenciais compradores estrangeiros de cerca de 10 diferentes países em, aproximadamente, 553 reuniões.

Exportações do agro batem recorde histórico em julho com US$ 15,44 bi

“Este ano, a rodada de negócios demonstrou ser uma plataforma estratégica fundamental para fortalecer relações comerciais e gerar novas oportunidades. A grande participação das empresas brasileiras e a presença de compradores internacionais destacam a importância desse encontro anual para o crescimento do setor sucroenergético”, disse o diretor-executivo do Apla, Flávio Castellar.

A 30ª Fenasucro & Agrocana também foi uma excelente oportunidade para as pequenas e médias empresas do APL (Arranjo Produtivo Local) Metalmecânico, iniciativa com gestão feita pelo CEISE Br e apoio do Sebrae e Senar.

Com a ampliação do espaço e uma estrutura aprimorada, o estande coletivo com 15 marcas permitiu uma participação mais competitiva das empresas. Adriano Bardella Monteiro, consultor do Sebrae, destacou que a feira superou as expectativas, com um público expressivo e constante no estande, resultando em oportunidades concretas de crescimento.

LIDE Mulher

O LIDE Mulher Ribeirão Preto foi destaque no último dia de programação da feira. Com o tema “Mulheres na Liderança: Desafios e Oportunidades”, o painel foi mediado por Marcelo Salomão, vice-presidente do LIDE Ribeirão Preto e sócio presidente do Brasil Salomão e Matthes Advocacia; e por Claudia Tonielo, diretora de RH do Grupo Viralcool.

Adriana Mira, conselheira e autora do livro “Liderança Virtuosa e Habilidades Femininas”; Carla Lyrio Martins, primeira mulher promovida a major-brigadeiro no Brasil; Maressa Vilela, produtora rural e coordenadora do comitê de sustentabilidade da sociedade rural brasileira; Mariana Denuzzo Salomão, sócia da área societária do Brasil Salomão e Matthes Advocacia; e Teresa Vendramini, pecuarista, socióloga, conselheira da Febraban e Embrapa, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira e da Federação das Associações Rurais da Mercosul, participaram do debate e compartilharam suas trajetórias e histórias inspiradoras com o público presente.

“Estamos na maior feira de bioenergia do mundo falando sobre equidade e igualdade de oportunidades. É fundamental que todos compreendam que o lugar da mulher é onde ela queira estar”, enfatizou Claudia.

 

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Notícias

Simpósio SAE Brasil de Máquinas debate caminhos para o setor no contexto de mercado cíclico

Por Redação 16/08/2024
Escrito por Redação

- Simpósio SAE Brasil de Máquinas debate caminhos para o setor no contexto de mercado cíclico

Buscar oportunidades em um mercado que cresce em ciclos é o tema do 16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, organizado pela Seção Regional Porto Alegre, que será realizado no próximo dia 28 de agosto, no Teatro CIEE-RS Banrisul, em Porto Alegre (RS).

Focado em tecnologias, perspectivas do agronegócio e na necessidade de estratégias para garantir o desenvolvimento da indústria brasileira, o simpósio abre a programação com palestra apresentada por Rodrigo Junqueira, chairperson do evento, gerente geral da AGCO e vice-presidente Massey Ferguson América Latina, que discorrerá sobre os ciclos do mercado Agro.

Visão plural

A partir da visão de clientes, fornecedores e especialistas convidados, o 16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas trará ainda experiências bem-sucedidas entre fornecedores e montadoras para a geração de iniciativas de desenvolvimento e inovação no contexto de crescimento estrutural cíclico.

Também são destaques o painel Diversificação e Sustentabilidade em um Negócio Cíclico, que dá foco à visão do cliente; e debates que envolvem o ponto de vista das montadoras, cadeia de suprimentos e especialistas de mercado, que discutirão o desenvolvimento de parcerias em longo prazo.

Leandro Pires, diretor da Seção Regional Porto Alegre da SAE BRASIL, ressalta a importância do debate: “Vivemos uma situação conjuntural desafiadora, mas estruturalmente o Brasil está entre os maiores exportadores de alimentos, com boas perspectivas de crescimento, só precisamos de novas estratégias para lidar com os picos e vales do nosso mercado e sermos mais competitivos globalmente”, destaca.

SERVIÇO
16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas – 28/08/2024
Teatro CIEE-RS Banrisul – Rua Dom Pedro II, 861 – São João – Porto Alegre – RS

 

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Operações do BNDES no Plano Safra 2024/25 ultrapassa R$ 11 bilhões

Por Redação 16/08/2024
Escrito por Redação

Operações do BNDES no Plano Safra 2024/25 ultrapassa R$ 11 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu, entre julho e agosto (até o dia 12), mais de 40 mil pedidos de financiamento, no total de R$ 11 bilhões no âmbito do Plano Safra 2024-2025. O montante representa um crescimento de 7% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foram protocolados R$ 10 bilhões.

“Nossa expectativa é ampliar os financiamentos ao longo do Plano, seguindo a orientação do presidente Lula para o BNDES manter o forte apoio para desenvolvimento tanto à agricultura familiar quanto para o agro empresarial. No primeiro semestre deste ano já aumentamos em 204% as aprovações de crédito para a agropecuária, em relação a 2022 (de R$ 4,7 bilhões para 14,2 bilhões). E temos agora o maior Plano Safra já operado pelo BNDES, com mais de R$ 65 bilhões disponibilizados”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Dos R$ 66,5 bilhões disponibilizados pelo banco para a Safra, R$ 33,5 bilhões são em recursos equalizáveis, dos quais R$ 18,7 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 14,8 bilhões à agricultura familiar. Esses valores representam um aumento de 26% e 28%, respectivamente, em relação ao ano anterior. O banco também vai oferecer ao setor R$ 33 bilhões em recursos próprios por meio da linha BNDES Crédito Rural.

Nesse primeiro mês, dos 11 bilhões pedidos, R$ 10,3 bilhões correspondem a recursos equalizados dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), dentre os quais destacam-se o Pronaf, o Pronamp, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). Outros R$ 701,3 milhões foram demandados ao produto BNDES Crédito Rural, que opera com recursos próprios do BNDES e teve uma demanda similar ao mesmo período do ano passado.

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

O Pronaf alcançou a marca de R$ 2,6 bilhões em 26,3 mil operações financiadas. Do total protocolado, 65% foram destinados para investimentos em instalações e máquinas, sendo o restante para custeio. Para esta Safra, R$ 726 milhões estarão disponíveis exclusivamente para os agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste, um aumento de 131% em relação ao valor aplicado no ano anterior, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e territoriais no país.

Já o Pronamp, que é voltado ao médio produtor rural, teve uma demanda de R$ 2,5 bilhões (crescimento de 59%) para mais de 9,6 mil operações. Outros programas da agricultura empresarial tiveram desempenho relevante em termos de volume financiado neste início de Plano Safra. São eles: PCA, com R$ 883 milhões; e Moderfrota, com R$ 824 milhões.

Parceria com agentes financeiros

O apoio do BNDES para o setor agropecuário ocorre majoritariamente de forma indireta, em que a contratação e o repasse de recursos se dão por meio de uma das mais de 80 instituições financeiras parceiras credenciadas, o que contribui para a desconcentração bancária e ampliação do acesso ao crédito.

Nestas primeiras semanas de operacionalização do Plano Safra, 28 agentes financeiros parceiros já enviaram pedidos de financiamento ao BNDES, com destaque para os bancos cooperativos e cooperativas de crédito – R$ 6,2 bilhões (mais 56% do total) e 34,8 mil operações (mais de 87% do total).

“Nossa atuação garante que os recursos do Banco cheguem muito além das capitais e grandes centros urbanos, permitindo uma interiorização do crédito pelo BNDES”, explica o presidente Mercadante.

 

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