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MercadoNotícias

China é o principal destino das exportações brasileiras do agro

Por Redação 16/08/2024
Escrito por Redação

China é o principal destino das exportações brasileiras do agro

Em 15 de agosto de 1974, Brasil e China davam início as relações diplomáticas que anos depois faria do país asiático o principal parceiro comercial do Brasil. Nesta quinta-feira (15), comemorou-se 50 anos de diplomacia entre os dois países.

“É determinação do presidente Lula que retomemos as boas relações diplomáticas com os países. Nestes 50 anos, tivemos muitas oportunidades comerciais com a China, tanto que ela se tornou nosso maior parceiro. Aqui no Mapa trabalhamos para que tenhamos mais progressos bilaterais econômicos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores (MRE), a relação bilateral está estruturada na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), criada em 2004, foi alçada ao nível de parceria estratégica global em 2012 e neste ano comemora-se 20 anos da criação.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), entre agosto de 2023 e julho de 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, totalizando US$ 58,60 bilhões. Houve um aumento de 10% em comparação ao período anterior. Houve recorde em 2023 com as exportações de mais de US$ 60 bilhões, um aumento de mais de US$ 9 bilhões em relação a 2022.

O Brasil exportou US$ 28,44 bilhões em produtos agrícolas para a China no primeiro semestre de 2024.

Os principais produtos exportados para a China são soja, milho, açúcar, carne bovina, carne de frango, celulose, algodão e carne suína in natura.

Sendo uma relação bilateral, assim como exportou, o Brasil também importou produtos do país asiático, como produtos florestais e têxteis. As importações somam aproximadamente US$ 1,18 bilhão.

“As relações diplomáticas entre Brasil e China, especialmente sob a gestão do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, alcançaram um patamar sem precedentes. Da diplomacia bem-sucedida, colhemos os frutos de negociações comerciais robustas, que consolidaram a China como o nosso principal parceiro estratégico no agronegócio”, ressaltou o secretário da SCRI, Roberto Perosa.

Um importante fator para o crescimento das exportações foi que apenas em março de 2024 a China habilitou 38 novas plantas frigoríficas brasileiras, sendo 34 frigoríficos e 4 entrepostos comerciais, sendo o maior número de habilitações concedidas. O número de empresas brasileiras aumentou de 106 para 144.

O ministro Carlos Fávaro já realizou duas missões ministeriais a China. A última foi realizada em junho deste ano em comitiva com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Durante a missão, o Governo Federal fechou um acordo para promover o café brasileiro na maior rede de cafeterias chinesa, prevendo a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de Café.

Para manter o diálogo e as boas relações comerciais, atualmente a China é o único país que conta com dois postos de adidos agrícolas brasileiras em Pequim.

Perosa ainda afirma que a restauração de um diálogo frutífero com o país asiático permite avanços significativos, como expansão de exportações de produtos-chave, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil no cenário global.

 

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MercadoNotícias

Exportações do agro batem recorde histórico em julho com US$ 15,44 bi

Por Redação 16/08/2024
Escrito por Redação

Exportações do agro batem recorde histórico em julho com US$ 15,44 bi

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 15,44 bilhões em julho, estabelecendo um novo recorde para o mês e marcando o maior valor exportado no ano até agora. O desempenho reflete um crescimento de 8,8% em comparação aos US$ 14,20 bilhões registrados em julho de 2023, consolidando a importância do setor para a economia nacional.

Os principais setores que contribuíram para esse resultado expressivo foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café. Juntos, eles representaram 82,5% das exportações do agronegócio em julho.

Entre os destaques estão o aumento nas exportações de soja em grãos para a China, que continua a ser o maior mercado para o produto brasileiro, além do crescimento expressivo de 19,2% nas exportações de carnes, com ênfase na carne bovina e suína.

As exportações de carne bovina, em particular, tiveram um grande desempenho em julho, atingindo US$ 1,14 bilhão, um aumento de 34,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O volume exportado também foi recorde, com 265,7 mil toneladas, refletindo um crescimento de 43,9% em comparação a julho de 2023.

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

A China se destacou como o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por mais da metade do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

“O desempenho excepcional da balança comercial do agronegócio em julho, o melhor resultado para este mês nos últimos anos, é um reflexo claro da dedicação de toda a equipe do Mapa, sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro. A estratégia de abrir cada vez mais mercados e fortalecer as relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos. Continuaremos focados em manter essa trajetória de crescimento, buscando novos recordes e solidificando o Brasil como líder global no agronegócio”, destacou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária.

No acumulado de janeiro a julho de 2024, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 97,80 bilhões, um recorde histórico para o período. O montante representa um incremento de 1% em relação aos US$ 96,87 bilhões exportados nos primeiros sete meses de 2023. Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo.

Acumulado

Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2023 a julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 167,41 bilhões, um crescimento de 3,2% em comparação aos US$ 162,24 bilhões registrados nos 12 meses anteriores.

O agronegócio continua a desempenhar um papel essencial na balança comercial do Brasil, representando 49,3% do valor total das exportações entre janeiro e julho de 2024.

Importações

As importações de produtos agropecuários também registraram um crescimento significativo em julho de 2024, subindo 25,4% e alcançando US$ 1,74 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão importados no mesmo mês do ano anterior, estabelecendo um novo recorde na série histórica.

Além das importações de produtos agropecuários, houve aumento importações de insumos para o agronegócio. Os fertilizantes, por exemplo, cresceram 22,5%, e de nutrição animal, que registrou um aumento de 12,4%, ambos considerados essenciais para a produção agropecuária.

 

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EmpresasNotícias

Startup brasileira desenvolve robô que planta até 1800 mudas por hora

Por Redação 15/08/2024
Escrito por Redação

Startup brasileira desenvolve robô que planta até 1800 mudas por hora

A AutoAgroMachines, uma startup brasileira que desenvolve máquinas autônomas para o agronegócio, está lançando uma nova tecnologia voltada para o reflorestamento e silvicultura. Em fase final de testes, a Forest.bot “Instalação” utiliza inteligência artificial para automatizar o plantio de mudas em grandes áreas.

Desenvolvido em parceria com a Incomagri, fabricante de máquinas agrícolas em Itapira (SP), o robô tem atraído o interesse de empresas como Eldorado e Suzano devido à sua capacidade de plantar até 1800 mudas por hora, sendo eficaz em florestas comerciais para a produção de papel, celulose e madeira.

Marcello Guimarães, fundador da empresa e criador da Forest.Bot, destaca que o sucesso do projeto não se deve apenas ao potencial de plantio, mas também à tecnologia patenteada que diferencia a máquina das outras no mercado. O sistema de plantio deslizante permite que o bico insira a muda no solo sem arrastar a terra enquanto a máquina se move.

Exportação de café cresce 26% em julho e alcança 3,8 milhões de sacas

Segundo Guimarães, isso evita que a muda seja arrastada, um problema comum em outros equipamentos que pode exigir ajustes manuais posteriores, comprometendo o desenvolvimento da árvore.

Além disso, o sistema garante que a muda seja plantada sem exposição do substrato onde está a raiz – que não pode ficar fora da terra – e nem afogamento do coleto – que não pode ficar dentro da terra. Todo o processo é realizado automaticamente, com recursos de inteligência artificial, que verifica em tempo real a qualidade no plantio de cada muda e cria um mapa georreferenciado com as informações de cada muda para uso posterior pelos sistemas mecanizados de manejo florestal, como, irrigação ótica e inteligente, adubação ponto a ponto, combate a pragas, inventário florestal e sanidade da floresta.

De acordo com Guimarães, mecanismos de precisão são importantes para o trabalho no campo tanto por melhorar a produção em fábricas, como também por ocupar um espaço central nas estratégias de sustentabilidade das empresas.

“O Brasil está entre os países que mais emitem CO₂ no mundo em decorrência do desmatamento. Parar de desmatar não é mais a única solução para o problema, é preciso ter ações urgentes que contribuam para a recuperação de áreas degradadas. A Forest.Bot é uma solução ágil que pode auxiliar as principais organizações que atuam em prol da sustentabilidade no mundo”, destaca o fundador da AutoAgroMachines.

Para alcançar a versão atual do projeto, Guimarães desenvolveu outros nove protótipos ao longo de oito anos. Cada evolução contribuiu para aumentar a capacidade da máquina e seu lançamento já chega com expectativas por parte do mercado. Além do interesse de Suzano e Eldorado, outras grandes empresas estão se mantendo de olho, vindas da Austrália, Canadá, América Latina, África e Europa.

A Forest.Bot chega ao mercado com o custo inicial de R$ 2,98 milhões e os planos da AutoAgroMachines são ambiciosos, com expectativa de comercializar até 6.500 máquinas nos próximos dez anos.

“Estamos otimistas com as oportunidades, porque temos um sistema único no mercado. No futuro, queremos chegar a versões que tenham a capacidade de plantar mais de 3.600 mil mudas por hora. Ou seja, ela é o ponto de partida para a automação total do manejo da floresta”, conclui.

 

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MercadoNotícias

Exportação de café cresce 26% em julho e alcança 3,8 milhões de sacas

Por Redação 14/08/2024
Escrito por Redação

Exportação de café cresce 26% em julho e alcança 3,8 milhões de sacas

A exportação brasileira de café alcançou 3,774 milhões de sacas de 60 kg em julho deste ano, marcando o início da safra 2024/25. Esse volume representa um crescimento de 25,7% em comparação com os 3,002 milhões de sacas exportados no mesmo período de 2023. A receita cambial atingiu US$ 932,5 milhões, um aumento de 47,9% no mesmo intervalo. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em julho, os cafés canéforas (conilon + robusta) continuaram a apresentar um desempenho expressivo, com um crescimento anual de 82,2%, totalizando 900.818 sacas, o segundo maior volume mensal já registrado, ficando atrás apenas das 902.266 sacas de novembro de 2023.

O café arábica cresceu 13%, alcançando 2,491 milhões de sacas; o café solúvel avançou 26%, com 376.524 sacas; e o segmento de torrado e torrado e moído registrou um aumento de 47%, embarcando 5.552 sacas.

Acumulado do ano

De janeiro a julho de 2024, as exportações brasileiras de café somaram 28,146 milhões de sacas, um recorde para o período. Esse volume representa um aumento de 46,3% em relação aos primeiros sete meses do ano passado e de 18% em comparação com as 23,852 milhões de sacas registradas no mesmo período de 2021, que era o recorde anterior.

O desempenho também é o maior da história no intervalo em receita cambial. O ingresso de divisas alcançou US$ 6,277 bilhões entre janeiro e julho deste ano, o que implica incrementos de 50% sobre os US$ 4,184 bilhões nos primeiros sete meses de 2023 e de 19,5% na comparação com o recorde anterior, de US$ 5,252 bilhões, aferido no mesmo intervalo de 2022.

Para o presidente do Cecafé, os exportadores brasileiros seguem exemplares no atendimento à crescente demanda mundial, superando desafios logísticos.

“Os atrasos e alterações de escala nos navios para embarques de café permanecem intensos. De acordo com o Boletim Detention Zero, elaborado pela ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 675 navios destinados à exportação do produto sofreram adiamentos no segundo trimestre de 2024, ou 56% dos 1.211 porta-contêineres movimentados no acumulado de abril ao final de junho”, aponta.

Tipos de café

O café arábica, com o envio de 20,652 milhões de sacas entre janeiro e julho ao exterior, segue como o mais exportado pelo Brasil. Esse volume representa 73,4% do total e implica alta de 31,1% na comparação com o primeiro septimestre do ano passado.

A espécie canéfora, com 5,178 milhões de sacas e substancial crescimento de 313,7% ante 2023, vem na sequência, respondendo por 18,4% do geral. O segmento do café solúvel, com 2,290 milhões de sacas – avanço de 4,0% e 8,1% do total –, e a seção do produto torrado e torrado e moído, com 25.634 sacas (-9,2% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

“Nossos cafés conilon e robusta permanecem em destaque no acumulado deste ano, ocupando os espaços deixados pela menor oferta dos principais concorrentes, como Vietnã e Indonésia, e favorecidos pela boa safra de 2023 e pelos volumes já colhidos neste ano. Assim, os canéforas brasileiros são importados, inclusive, por vietnamitas e indonésios”, comenta Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Destinos

Os 10 principais compradores dos cafés do Brasil elevaram suas aquisições nos primeiros sete meses de 2024. Os Estados Unidos encabeçam o ranking, importando 4,516 milhões de sacas, ou 31,1% a mais frente ao primeiro septimestre de 2023, o que equivale a 16% das exportações totais.

A Alemanha, com representatividade de 14,3%, adquiriu 4,027 milhões de sacas (+77%) e ocupa o segundo lugar na tabela. Fechando o top 5, vêm Bélgica, com a compra de 2,711 milhões de sacas (+156,3%); Itália, com 2,218 milhões de sacas (+48,6%); e Japão, com 1,311 milhão de sacas (+6%).

Funcafé disponibiliza mais de R$ 5 bilhões para a safra 2024/25

Até o décimo lugar, destacam-se, ainda, os desempenhos de Espanha, sexta posição no ranking com a importação de 929.055 sacas, volume que implica crescimento de 92,4% em relação ao intervalo de janeiro a julho de 2023; e Reino Unido, oitavo colocado, que ampliou em 97,2% a compra do produto brasileiro ao adquirir 831.607 sacas nos sete primeiros meses deste ano.

Com a aproximação da vigência do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), a partir de 1º de janeiro de 2025, cabe destacar o crescimento dos embarques a esse bloco econômico, que responde por 47,3% de todas as exportações dos cafés do Brasil. Nos sete primeiros meses de 2024, exportamos 13,305 milhões de sacas à UE, ou 64,9% a mais na comparação com idêntico intervalo de 2023.

Quando o foco se volta aos envios realizados para outros países produtores, destacam-se os avanços de: i) 1.468,2% ao Equador, que importou 132.281 sacas de janeiro a julho; ii) 576,1% para o Vietnã, com 412.469 sacas importadas, sendo 362.055 sacas somente de conilon e robusta; iii) 429,2% ao México, com 539.001 sacas; e iv) 33,1% para a Indonésia, que adquiriu 102.025 sacas.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 18,5% das exportações totais brasileiras do produto de janeiro a julho de 2024, com a remessa de 5,220 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa aumento de 66,2% frente ao registrado nos sete primeiros meses de 2023.

O preço médio do produto foi de US$ 246,00 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,284 bilhão, o que corresponde a 20,5% do obtido com os embarques totais de café no septimestre. No comparativo anual, o valor é 66% superior ao registrado nos mesmos sete meses do ano passado.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e julho de 2024, os EUA seguem no primeiro lugar, com a compra de 1,236 milhão de sacas, o equivalente a 23,7% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 888.372 sacas e representatividade de 17%; Bélgica, com 652.704 sacas (12,5%); Holanda (Países Baixos), com 374.450 sacas (7,2%); e Reino Unido, com 210.980 sacas (4%).

 

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MercadoNotícias

Consultoria aponta redução nos custos de produção, mas também nos preços

Por Redação 14/08/2024
Escrito por Redação

Consultoria aponta redução nos custos de produção, mas também nos preços

O Brasil projeta uma produção de aproximadamente 299 milhões de toneladas de grãos para a safra de 2023/2024, que está chegando ao fim. Esse volume representa uma queda de 21,2 milhões em relação ao resultado da temporada anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 13/08, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para a soja, a estimativa de produção da safra 23/24 é de 147,38 milhões de toneladas, 4,7% menor que na safra passada. No caso do milho, a colheita da segunda safra está avançada, superando a marca de 90% da área cultivada no país. A produção do grão está estimada em 90,28 milhões de toneladas, mas o clima e a redução de área interferiram no resultado. De acordo com o último levantamento da Conab, o Paraná, São Paulo e o Mato Grosso do Sul sofreram com as altas temperaturas e os ataques de pragas comprometendo o potencial produtivo do cereal.

“Os produtores que utilizaram a Bolsa para proteger a safra e a ‘safrinha’ 2023/2024 tiveram bons resultados. No caso da soja, tivemos produtores que venderam a produção a US$ 30/sc e receberam até 3 dólares a mais por saca. No milho tivemos produtores que protegeram a safra 23/24 a R$ 70/sc, recebendo até R$ 14,00/sc a mais que o mercado”, avalia Alberto Pessina, CEO da Agromove.

Segundo Pessina, “àqueles que não recorreram a essa proteção estão enfrentando fortes prejuízos. Além disso, os recursos do Plano Safra, além de insuficientes, apresentam juros elevados, agravando a situação financeira dos produtores.”

Para a próxima safra, espera-se uma redução nos custos de produção, mas também uma queda nos preços de venda.

“Os produtores que não estiverem atentos às margens de negociação dos insumos correm um grande risco de enfrentar mais uma safra ruim em 2024/2025, devido ao aumento significativo no volume global produzido de soja.”

O setor pecuário acompanha esse cenário com expectativas. Os abates de vacas e novilhas vêm diminuindo gradualmente em Mato Grosso, maior estado produtor de carne vermelha do país, atingindo a marca de – 49,72% no primeiro semestre.

De acordo com a Agromove, o ciclo pecuário está próximo do fim, indicando que 2025 tem expectativa de menor oferta de matrizes para os frigoríficos, elevando o preço do bezerro, o que piora a relação de troca. Mas por outro lado os preços do boi gordo tendem a melhorar.

 

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Feiras & EventosNotícias

Fenasucro: Tarcísio promete colocar SP na liderança da transição energética

Por Redação 14/08/2024
Escrito por Redação

Fenasucro: Tarcísio promete colocar São Paulo na liderança da transição energética

A abertura da 30ª Fenasucro & Agrocana nesta terça-feira (13) contou com a presença de algumas autoridades, entre elas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Na ocasião, ele prometeu colocar o estado na liderança da transição energética. Referência no setor, a Feira Mundial da Bioenergia segue até sexta-feira (16), em Sertãozinho (SP), com o intuito de debater e apresentar soluções sustentáveis que promovam a eficiência energética e a redução das emissões de carbono no Brasil.

Além de Tarcísio de Freitas, o evento recebeu o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, o CEO da Unica, Evandro Gussi, além do presidente de honra da feira e presidente da Unica, Carlos Ubiratan Garms, entre outros convidados.

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

O governador destacou o compromisso de atuar em defesa da cadeia e afirmou que as respostas para a descarbonização e promoção de um agro sustentável estão no estado de São Paulo.

“A solução está aqui. As respostas que o mundo precisa para o processo de descarbonização estão em nosso estado. Temos um agro poderoso”, declarou Freitas.

Ele enfatizou a importância de investir em tecnologias que não apenas impulsionem o setor, mas também contribuam para uma matriz energética mais limpa e diversificada por meio da produção de biogás, biometano, SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e hidrogênio verde.

“Esse é o futuro. Precisamos avançar no híbrido flex, além de deixar de queimar diesel e usar biometano. A indústria automobilística deve caminhar na direção dessa vocação”, reforçou o governador.

Protocolo etanol

Durante a feira, que conta com mais de 600 marcas expositoras, o Governo de São Paulo instituiu, por meio das Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, um grupo de trabalho dedicado à atualização do Protocolo Etanol Mais Verde, que tem o propósito de promover o desenvolvimento sustentável do setor.

O documento, que envolve ainda a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e entidades representantes como a Unica, tem validade de 12 meses e prevê a efetividade de políticas públicas em prol da cadeia de produção sucroenergética paulista.

O primeiro dia da 30ª edição da Fenasucro & Agrocana também foi marcado pelo lançamento do Núcleo Estratégico de Pessoas da Bioenergia (NEP Bio). A iniciativa, idealizada pelo CEISE Br, é voltada para a valorização e o desenvolvimento do ativo mais importante dentro das empresas: as pessoas. “O fato desse lançamento ser feito durante a 30ª edição da Fenasucro & Agrocana é muito especial. Mostra que precisamos ter o olhar e a compreensão de que as pessoas são parte fundamental da força desse setor”, comentou Rosana Amadeu, presidente da entidade.

 

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MercadoNotícias

Moagem de cana no Centro-Sul cresce 6,65% no acumulado da safra 2024/25

Por Redação 13/08/2024
Escrito por Redação

Moagem de cana no Centro-Sul atinge 332,8 milhões de t no acumulado da safra 2024/25

Clarisse Sousa – As usinas de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 51,31 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho, uma redução de 3,35% em comparação com as 53,09 milhões de toneladas da safra 2023/24. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pela Associação Brasileira da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

No acumulado desde o início da safra 2024/25 até 1º de agosto, a moagem de cana atingiu 332,88 milhões de toneladas, representando um aumento de 6,65% em relação às 312,12 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo 2023/2024.

Dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que avaliou 102 unidades produtoras, indicam um rendimento agrícola médio de 87,5 toneladas por hectare colhido nas lavouras do Centro-Sul. Esse valor representa uma redução de 10,5% em comparação com o índice registrado no mesmo período da safra 2023/24. No acumulado de abril a julho, o índice apresenta uma queda próxima de 5%.

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, afirma que “essas informações preliminares de julho já começam a retratar a condição observada no campo para a cana-de-açúcar que ainda será colhida. Na média do estado de São Paulo, os dados apurados indicam retração de produtividade superior a 15% em julho, chegando a atingir 20% em regiões como Araçatuba, Assis e São José do Rio Preto”.

Segundo a Unica, ao término da segunda metade de julho, 257 unidades estavam em operação no Centro-Sul, sendo 238 unidades com processamento de cana-de-açúcar, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de julho totalizou 3,61 milhões de toneladas, registrando queda de 2,16% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (3,69 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a fabricação do adoçante totalizou 20,75 milhões de toneladas, contra 19,22 milhões de toneladas do ciclo anterior (+7,98%).

Rodrigues explica que a proporção de cana-de-açúcar destinada à fabricação do adoçante atingiu 50,28% na segunda quinzena de julho, ficando abaixo dos 50,63% registrado no último ano. “A proporção de cana direcionada à fabricação de açúcar continua sendo prejudicada pela qualidade da matéria-prima”, acrescenta o executivo.

“Apesar de ter sido registrado 3kg a mais de ATR por tonelada de cana processada na segunda quinzena de julho, o teor de sacarose por tonelada é, praticamente, o mesmo observado em mesmo período do último ciclo, visto que a pureza do caldo caiu dois pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2023”, complementa Rodrigues.

Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,55 bilhões de litros, sendo 1,60 bilhão de litros (+8,25%) de etanol hidratado e 947,14 milhões de litros (-3,73%) de etanol anidro. No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de agosto, a fabricação do biocombustível totalizou 15,69 bilhões de litros (+8,66%), sendo 9,95 bilhões de etanol hidratado (+19,41%) e 5,74 bilhões de anidro (-6,00%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de julho, 14% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 349,63 milhões de litros neste ano, contra 248,266 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 40,83%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,46 bilhões de litros – avanço de 26,28% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de julho, as vendas de etanol totalizaram 2,96 bilhões de litros, o que representa uma variação positiva de 16,60% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024. Trajetórias distintas foram registradas entre o hidratado e anidro: o primeiro, registrou crescimento de 42,08% (1,88 bilhão de litros); já o segundo, queda de 11,22% no volume comercializado (1,08 bilhão de litros).

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,80 bilhão de litros em julho deste ano, o que representa um aumento de 48,21% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda mensal de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 1,00 bilhão de litros, retração de 2,38%.

“As vendas de hidratado em julho mantiveram a mesma tendência de crescimento observada em praticamente todos os meses deste ano, refletindo a competitividade do biocombustível na maior parte do mercado consumidor”, explica Rodrigues.

No acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 11,62 bilhões de litros, registrando crescimento de 20,74%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 7,55 bilhões de litros (+42,89%), enquanto o de anidro alcançou 4,06 bilhões de litros (-6,29%).

 

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Notícias

Estimativa de julho do IBGE prevê queda de 5,5% na safra de 2024

Por Redação 13/08/2024
Escrito por Redação

Estimativa de julho do IBGE aponta safra 5,5% menor em 2024

Clarisse Sousa – A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas está estimada em 298 milhões de toneladas, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta terça-feira (13) pelo IBGE. Esse volume representa uma queda de 5,5% em relação à safra de 2023, que totalizou 315,4 milhões de toneladas, resultando em uma redução de 17,4 milhões de toneladas. No entanto, a estimativa de julho ainda é 0,7% superior à de junho, com um acréscimo de 2,2 milhões de toneladas.

A área a ser colhida foi de 78,6 milhões de hectares, representando um aumento de 0,9% (727,2 mil hectares) em comparação a 2023 e um acréscimo de 264.488 hectares (0,3%) em relação a junho. Em comparação ao ano anterior, houve crescimento nas áreas plantadas de arroz (4,9%), algodão (13,1%), feijão (6,0%) e soja (3,2%). Por outro lado, o milho (-3,2%), o trigo (-11,2%) e o sorgo (-5,3%) apresentaram reduções.

O gerente do LSPA, Carlos Barradas, ressaltou que o principal motivo está relacionado aos preços na época do plantio.

“No caso do arroz, a área de plantio vem sendo diminuída nos últimos anos, embora na safra 2024 ela tenha aumentado por conta do aumento no preço do cereal”. Além dos problemas climáticos, a queda na produção do milho explica-se por este cereal estar com “o preço depreciado, assim, os produtores plantaram menos milho e aumentaram a área do algodão”. A produção do algodão deve ser recorde da série histórica do IBGE.

Barradas ainda ressaltou que com relação à soja, houve problemas climáticos na safra de verão “principalmente na região Centro-Oeste, nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além dos problemas de excesso de chuvas e inundações no Rio Grande do Sul que reduziram a safra da soja no estado”.

Começa prazo para produtor declarar imposto sobre a propriedade rural

Em relação à produção, há aumentos de 10,8% para o algodão herbáceo (em caroço), 1,9% para o arroz, 7,1% para o feijão e 22,7% para o trigo. Por outro lado, ocorrem reduções de 4,3% para a soja, 10,3% para o milho (com quedas de 15,7% na 1ª safra e 8,9% na 2ª safra) e 10,9% para o sorgo.

A estimativa de produção da soja foi de 145,4 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 117,6 milhões de toneladas (23,4 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 94,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas; a do trigo em 9,5 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,6 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

Variação no volume da produção

Entre as grandes regiões do país, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi distribuída da seguinte forma: Centro-Oeste com 144,5 milhões de toneladas (48,5% do total); Sul com 81,3 milhões de toneladas (27,3%); Sudeste com 27,2 milhões de toneladas (9,1%); Nordeste com 26,0 milhões de toneladas (8,7%); e Norte com 18,9 milhões de toneladas (6,4%).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para duas grandes regiões: Sul (1,9%) e Norte (12,4%). Houve variação anual negativa para as demais: Centro-Oeste (-10,3%), Sudeste (-11,3%) e Nordeste (-3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimento Norte (2,3%), Centro-Oeste (2,9%) e Sudeste (0,1%). As demais apresentaram declínio: Nordeste (-0,2%) e Sul (-2,8%).

Mato Grosso lidera 

Na distribuição da produção pelas unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,6%, seguido pelo Paraná (13,2%), Rio Grande do Sul (11,9%), Goiás (10,5%), Mato Grosso do Sul (7,1%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 78,9% do total.

Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (48,5%), Sul (27,3%), Sudeste (9,1%), Nordeste (8,7%) e Norte (6,4%).

 

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Notícias

Começa prazo para produtor declarar imposto sobre a propriedade rural

Por Redação 13/08/2024
Escrito por Redação

Começa prazo para produtor declarar imposto sobre a propriedade rural

O prazo para os produtores rurais enviarem a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), exercício 2024, começou nesta segunda-feira (12) e vai até o dia 30 de setembro.

A declaração do ITR pessoa física ou jurídica, proprietário ou posseiro do imóvel rural, é obrigatória e, por isso, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) faz um alerta ao produtor rural, para que observe o prazo e evite multas.

A DITR é composta pelo Documento de Informação e Atualização Cadastral do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diac) e pelo Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diat).

Caso ocorra erro ou esquecimento de informações, após o envio do documento, o produtor deve fazer uma declaração retificadora. Nela, é importante conter todas as informações anteriormente declaradas mais as correções, sem interromper o pagamento do imposto apurado na DITR original.

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

Segundo a CNA, mesmo com a publicação da lei nº 14.932/2024, que retirou a obrigatoriedade do Ato Declaratório Ambiental (ADA) na declaração, é importante que o produtor preencha o documento, conforme previsto na IN 2206/2024, para fins de exclusão de áreas não tributáveis do imóvel e redução do valor pago do ITR.

Para baixar o programa gerador do ITR 2024, clique aqui.

 

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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
MercadoNotícias

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

Por Redação 13/08/2024
Escrito por Redação

Safra de grãos 2023/24 deve ter redução de 21,2 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos deverá atingir 298,6 milhões de toneladas na safra 2023/24, uma redução de 21,2 milhões de toneladas quando comparada com o volume obtido na temporada passada. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta terça-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Essa queda é influenciada principalmente pela perda na produtividade média das lavouras do país, reflexo das adversidades climáticas sobre o desenvolvimento das culturas de primeira safra, em especial, desde o início do plantio até as fases de reprodução das lavouras.

A colheita do milho segunda safra está avançada e segue para a finalização, com produção estimada em 90,28 milhões de toneladas. De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela Companhia, os trabalhos de colheita superam 90% da área cultivada no país.

Confira também a análise do levantamento do IBGE sobre as projeções para a safra de 2024

As produtividades alcançadas neste ciclo do grão variaram de acordo com o pacote técnico utilizado e, principalmente, da época de plantio da cultura. Semeaduras realizadas dentro da janela ideal, ou seja entre janeiro até meados de fevereiro, obtiveram produtividades dentro do esperado e até superiores às registradas na última safra devido, principalmente, à regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. As exceções a esta situação ocorreram no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo do cereal.

Aliada à perda de produtividade, a área destinada para o milho também foi reduzida, tanto na segunda como na primeira safra do grão, o que influencia na menor expectativa de colheita. A produção total esperada para o ciclo 2023/24 é de cerca de 115,65 milhões toneladas, cerca de 12,3% inferior à temporada passada.

Algodão

Outra importante cultura de segunda safra é o algodão. Mas, para a fibra, a Conab prevê aumento tanto na área como no desempenho médio das lavouras, influenciado pelas condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento da cultura.

Com isso, a previsão é de um novo recorde para a produção da fibra, sendo estimada uma colheita de 3,64 milhões de toneladas de algodão em pluma.

Feijão

Já para o feijão é esperada uma produção total de 3,26 milhões de toneladas, 7,3% superior à produção de 2022/23. A segunda safra da leguminosa, com a produção estimada em 1,5 milhão de toneladas, teve seu potencial de produtividade reduzido devido à incidência de doenças e da mosca-branca, além da falta de chuvas e temperaturas elevadas em importantes estados produtores.

A terceira safra do grão está estimada em 812,5 mil toneladas, com as lavouras, de modo geral, nos estágios de desenvolvimento à maturação, e em Goiás, em fase inicial de colheita.

Arroz

Dupla do feijão no prato dos brasileiros, o arroz já está com a colheita finalizada. A produção neste ciclo teve um crescimento de 5,6%, comparada ao volume produzido na safra anterior, chegando a 10,59 milhões de toneladas. O aumento verificado é influenciado pela maior área cultivada no país, já que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão.

Soja

Já a soja, principal grão cultivado no país, a produção na atual safra é de 147,38 milhões de toneladas, redução de 4,7% sobre o ciclo anterior. Nas áreas semeadas entre setembro e outubro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba, houve alterações no potencial produtivo das lavouras, com os baixos índices pluviométricos e as altas temperaturas, situações que causaram replantios e perdas de produtividade, diferente das áreas com lavouras mais tardias.

Trigo

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura nos estados da Região Sul, maior produtora do cereal no país, onde se concentra 85% da área cultivada, está quase concluída, restando áreas em Santa Catarina para serem plantadas.

No Rio Grande do Sul, após o atraso inicial da semeadura em razão do excesso de chuvas, teve o plantio concluído, assim como as áreas semeadas no Paraná. A expectativa é de uma redução de 11,6% na área destinada ao cereal, estimada em 3,07 milhões de hectares.

Mercado

A Companhia aumentou em 2,5 milhões de toneladas a estimativa de exportação do milho. Este incremento ocorre em meio a recente desvalorização da moeda brasileira, a qual tem refletido em um aquecimento no fluxo das vendas ao mercado externo do cereal.

A questão cambial também pode afetar as exportações de arroz que hoje estão estimadas em 1,3 milhão de toneladas. No último mês, o volume embarcado do grão chegou a 175 mil toneladas, enquanto que em junho as exportações chegaram a 62 mil toneladas. Entretanto, cabe pontuar que a menor disponibilidade interna do grão deverá limitar o volume embarcado até o ciclo 2024/205.

 

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