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Notícias

Bahia anuncia mais de R$ 100 milhões em investimentos para a agricultura familiar

Por Redação 31/07/2024
Escrito por Redação

Bahia anuncia mais de R$ 100 milhões em investimentos para a agricultura familiarNesta terça-feira (30), durante evento realizado em Vitória da Conquista, o governo da Bahia anunciou mais de R$ 100 milhões em investimentos para melhorar a vida de milhares de pequenos agricultores baianos. As ações focam em saúde, educação e incluem a entrega de 276 equipamentos para aumentar a produção e o escoamento da agricultura familiar.

Entre os itens entregues estão tratores com implementos agrícolas, microtratores, tanque-pipa, roçadeiras, grades aradoras, kits de irrigação e máquinas forrageiras. As entregas beneficiam os territórios de identidade no Sudoeste Baiano, Velho Chico, Vale do Jiquiriçá, Litoral Sul, Médio Rio de Contas, Extremo Sul, Costa do Descobrimento, Sertão Produtivo e Sertão do São Francisco.

Na ocasião, o governador assinou o decreto que regulamenta a Lei nº 14.636, criando o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-BA).

Pesquisadores apontam avanços e desafios da ciência na agricultura brasileira

A nova lei permite que alimentos de origem animal com o Selo de Inspeção Municipal (SIM) sejam vendidos em toda a Bahia, não apenas nas regiões dos consórcios intermunicipais. Isso amplia o mercado para pequenos produtores e garante a qualidade dos produtos, respeitando as especificidades locais e diferentes escalas de produção.

“O investimento na agricultura familiar é essencial para fortalecer a economia local e garantir a segurança alimentar de nossas comunidades. Ao apoiar os pequenos produtores, estamos promovendo a sustentabilidade, gerando empregos e melhorando a qualidade de vida das famílias que dependem dessa atividade. Com o Susaf-BA, ampliamos as oportunidades de mercado para esses agricultores, garantindo que seus produtos cheguem a mais consumidores em toda a Bahia”, disse o governador Jerônimo Rodrigues.

Além dos equipamentos agrícolas, o evento marcou a entrega de 15 cozinhas comunitárias e solidárias, e de 15 casas de farinha, que são essenciais para a produção de farinha de mandioca, um produto importante para a agricultura familiar na Bahia.

 

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Notícias

Pesquisadores apontam avanços e desafios da ciência na agricultura brasileira

Por Redação 31/07/2024
Escrito por Redação
- Pesquisadores apontam avanços e desafios da ciência na agricultura brasileira

“Avanços da ciência na agricultura”: mesa temática no primeiro dia da 5º Conferência Nacional de CT&I // Foto: Luis Novas (ASCOM/MCTI)

A agricultura brasileira é avançada, pioneira em uso de tecnologias no campo, preocupada com a sustentabilidade e ainda tem muito a inovar. Esta é a diretriz apontada pelos pesquisadores que participaram da mesa temática “Avanços da ciência na agricultura”, realizada no primeiro dia da 5º Conferência Nacional de CT&I, que acontece em Brasília.

De acordo com pesquisas internacionais, apresentadas pela presidenta da Embrapa, Silvia Massruhá, os produtores brasileiros são os mais preocupados com a sustentabilidade na agricultura quando comparados com produtores de toda América e Europa.

“Além de serem os que mais usam bioinsumos, sistemas integrados ou consorciados e plantio direto, 50% dos produtores brasileiros usam ou estão buscando usar novas tecnologias agrícolas e também são preocupados com tecnologias sustentáveis”, aponta Sílvia.

Apesar dos bons números e panorama favorável, a presidenta da Embrapa aponta os maiores desafios a serem enfrentados na agricultura nacional, como a inclusão socioprodutiva rural e digital, transição energética e mudanças climáticas e a revolução sustentável com o uso de tecnologias disruptivas.

O professor e pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Evaldo Vilela, destacou o protagonismo do Brasil na criação da chamada Agricultura Tropical, ou Ciência Tropical.

Com 50 anos de pesquisa envolvendo universidades, Embrapa e outros institutos, o país se tornou um referencial na criação e utilização de bioinsumos na agricultura, seja para controle de doenças, combate às pragas, disponibilização de nutrientes, aumento da capacidade de exploração da fertilidade natural do solo, entre outras utilidades.

Experimentos mostram que adoção de ILPF melhora o solo do Cerrado

Dentre os desafios e prospecção de futuro na agricultura brasileira, o professor apresenta a necessidade de capacitação dos pequenos e médio produtores, a criação de cadeias regionais de serviços e insumos, regulamentação e fiscalização sobre os bioinsumos e a criação de políticas públicas efetivas.

O pesquisador e professor de agricultura e biodiversidade na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Geraldo Eugênio França, apresentou cenários sobre a agricultura nacional. O professor da UFRPE defendeu o reposicionamento da agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com ênfase no controle biológico, melhoramento genético e microbiologia aplicada.

Em seguida, reafirmou a força e necessidade de fortalecimento da integração da pesquisa agropecuária com as pesquisas em engenharia, computação e gestão. O pesquisador também compartilhou uma agenda voltada para o diálogo permanente entre as pesquisas com a iniciativa privada, envolvimento maior entre academia e governo, além da aplicação da robótica e outras tecnologias na agricultura familiar.

Segundo o Consultor Legislativo, o engenheiro agrônomo Luiz Antônio Gonçalves, a agricultura que conhecemos hoje é um produto do investimento em ciência e tecnologia de pelo menos 120 anos, com destaque para a indústria química, produção em grande escala de fertilizante e indústria metal-mecânica.

Segundo Luiz, “a pesquisa, a produção de ciência, tecnologia e inovação está muito longe de ser uma obra acabada na agricultura. Estamos participando da construção do desenvolvimento do país, pensando sempre no contexto da sustentabilidade, mudança nos padrões de alimentação e o desafio da integração social”, finalizou.

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Notícias

Sicredi alcança R$ 200 bilhões em investimentos com crescimento de 25%

Por Redação 30/07/2024
Escrito por Redação

Sicredi alcança R$ 200 bilhões em investimentos crescimento de 25% em um anoO Sicredi atingiu a marca de R$ 200 bilhões em sua carteira de produtos de investimento e previdência. Este montante resulta da combinação de Depósitos a Prazo, LCA/LCI, Poupança, Fundos de Investimento, Previdência e Renda Variável. Nos últimos 12 meses, houve um crescimento de 25% nesses investimentos, com destaque para Fundos e Previdência, que expandiram mais de 40% no período.

De acordo com o gerente de Negócios de Investimento do Sicredi, Dionatan Severo, alguns fatores internos influenciaram esse desempenho. “Ampliamos o portfólio, tornamos as taxas e rentabilidade ainda mais competitivas e aprimoramos a experiência de investir por meio do nosso aplicativo. Outro ponto tem sido a contínua capacitação dos nossos assessores de investimento nas agências, que são quem realizam a consultoria aos investidores no dia a dia”, aponta o executivo.

Buscando proporcionar diversificação à carteira de seus associados, a instituição lançou no final de 2022 o seu Home Broker, permitindo o acesso dos seus investidores à bolsa de valores. Nele, os associados podem negociar ações, fundos imobiliários, ETFs e BDRs no mercado à vista, contando com a alternativa de atendimento por meio do WhatsApp do Sicredi para agilizar suas demandas.

Área plantada de soja deve alcançar 46,9 milhões de hectares na safra 2024/25

“Assim como a ampliação de nossa grade de fundos de investimentos e previdência, nosso Home Broker complementou muito bem o nosso portfólio de produtos, possibilitando que sejamos atrativos tanto para investidores conservadores como também para os mais arrojados e experientes”, contextualiza Severo.

No atendimento presencial, o Sicredi possui mais de 2,7 mil agências em todos os estados do Brasil, possibilitando o atendimento consultivo e personalizado. O aplicativo da instituição é um dos mais bem avaliados do setor financeiro e conta com diversas funcionalidades para aplicação e gestão de investimentos.

Com R$ 356,6 bilhões em ativos e uma carteira de crédito que supera os R$ 224 bilhões, o Sicredi detém ratings das agências de classificação de risco Standard&Poor´s (AAA), FitchRatings (AA+) e Moody´s (Aaa), atestando a sua solidez.

 

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30/07/2024 0 Comentários
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Experimento mostra que adoção de ILPF melhora a qualidade do solo do Cerrado
NotíciasTecnologia

Experimentos mostram que adoção de ILPF melhora o solo do Cerrado

Por Redação 30/07/2024
Escrito por Redação
Experimento mostra que adoção de ILPF melhorou a qualidade do solo do Cerrado

Indicadores de disponibilidade de água e de aeração (processo de renovação do ar entre o solo e a atmosfera) comprovaram os benefícios da ILPF // Foto: Márcia Carvalho

Um estudo realizado pela Embrapa e o Instituto Federal Goiano (IFGoiano) avaliou o impacto de sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) recém-implantados sobre a qualidade do solo do Cerrado goiano. O trabalho evidenciou melhorias, em comparação à pastagem não cultivada, por meio de indicadores de disponibilidade de água e de aeração (processo de renovação do ar entre o solo e a atmosfera). No segundo caso, o aumento da macroporosidade do solo chegou a ser 50% superior ao do pasto-referência. Esses dois elementos são importantes, pois estão ligados à sustentabilidade para o crescimento vegetal e para a vida microbiana debaixo da terra.

A pesquisa foi realizada em duas fazendas-escola do IFGoiano, uma no município de Morrinhos e outra em Iporá, consideradas como representativas da região do sudoeste goiano, onde se produz cerca de 9% da safra de grãos brasileira.

Os sistemas de ILPF possuíam de um a dois anos de implantação, ou seja, estavam em seu início, e compreenderam árvores de eucalipto e nativas (como baru e angico) com o cultivo, nas entre fileiras, de soja, milho e braquiária. Vacas leiteiras foram colocadas para pastejo na área da forrageira enquanto cercas elétricas protegiam o crescimento das árvores. Para efeito de comparação, levou-se em conta áreas de referência sob pastagens não cultivadas há mais de 30 anos.

Os pesquisadores fizeram a coleta de amostras de solo nas áreas dos experimentos em sete camadas diferentes de perfil do solo, em uma profundidade de até um metro. A coleta de amostras de solo até um metro em áreas com o componente arbóreo é importante, devido ao alcance das raízes das árvores nos sistemas de produção.

As amostras passaram por procedimentos laboratoriais, incluindo análises estatísticas de indicadores relacionados à porosidade e propriedades físico-hídricas do solo.

Solos com maior retenção de água e aeração

Os resultados obtidos mostraram que, em Morrinhos e Iporá, a ILPF aumentou a umidade retida pelo solo, entre 0,1 milímetro e 0,7 milímetro por centímetro de solo, em comparação à área de pastagem não cultivada que era a de referência. Essa quantidade de água, aparentemente pouca, pode ser crucial para a sobrevivência das plantas durante longos períodos de seca e altas temperaturas.

Em Iporá, onde baru e eucalipto foram cultivados no sistema de ILPF, o solo apresentou também maior capacidade de aeração em comparação com a área de referência. O experimento considerou a camada mais superficial do solo (até 30 centímetros de profundidade), onde essas diferenças foram mais significativas.

A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Márcia Carvalho foi uma das coordenadoras desse trabalho. Ela explica o contexto em que foram obtidos esses resultados e a diferença dos efeitos do sistema de ILPF medidos em cada um dos experimentos.

“No caso de Morrinhos, o solo da fazenda é classificado como Latossolo argiloso. Nas condições em que o sistema de ILPF foi conduzido, foram medidos maiores valores de CAD (capacidade de água disponível no solo) do que na pastagem de referência. Isso pode ser atribuído ao maior volume de microporos responsáveis ​​pela retenção e armazenamento de água no solo. Latossolos naturalmente são ricos em agregados e microporos, mas o sistema de ILPF contribuiu para o aumento desses sítios de armazenamento de água em relação à pastagem não cultivada”, diz Carvalho.

Em Iporá, ela observa que “o experimento ocorreu em um Cambissolo, com destaque para o indicador CAS (capacidade de aeração do solo), que mede o número de poros responsáveis pela troca de oxigênio e dióxido de carbono entre a atmosfera e o solo.

PIB de SP avança com destaque para a agropecuária, que cresceu 3,1%

O CAS é diretamente proporcional à macroporosidade, que aumentou 50% no sistema de ILPF em relação ao solo do pasto-referência. Maior CAS significa maior capacidade de atender à demanda respiratória de raízes e microrganismos, o que é importante nesses solos que, apesar de arenosos, podem ter drenagem impedida, devido ao nível alto do lençol freático e formação de pedra canga, material sólido formado por minerais”, complementa.

A dinâmica da vida de raízes e microrganismos no solo está ligada a uma série de processos envolvendo a saúde do solo: a fertilidade, a absorção de nutrientes pelas plantas e a sustentabilidade agrícola, além do papel ecológico como a ciclagem de nutrientes e a decomposição de matéria orgânica, relacionadas à captura de carbono e nitrogênio da atmosfera.

A pesquisadora destaca que os experimentos conduzidos, de avaliação do impacto de curto prazo de sistemas ILPF nas características físico-hídricas de solos típicos da região Centro-Oeste do Brasil, são uma forma de acompanhar as diferenças na evolução da qualidade do solo, desde a fase inicial de implantação da integração entre cultivos, forrageiras e espécies arbóreas. Por isso, ela considera importante a continuidade de monitoramento ao longo do tempo.

Biodiversidade contribui para mitigar efeitos de mudanças climáticas

O conhecimento em torno da ILPF pressupõe que sistemas de integração permitem modelos sustentáveis de produção de grãos, forrageiras, carne e leite, ao mesmo tempo em que aumenta a renda no campo. A ILPF possibilita a recuperação de solos degradados e a preservação de recursos naturais, como a água. Reduz ainda a pressão para abertura de novas áreas no meio rural.

Além da ILPF, existem outros tipos de sistemas de integração que contribuem para uma produção mais sustentável. De acordo com Carvalho, os sistemas agroflorestais são também um tipo de produção agrícola, em que a introdução de árvores contribui para regular a temperatura local e manter a umidade e a água no solo, “fatores essenciais para o enfrentamento do longo período de seca e ondas de calor cada vez mais frequentes no Cerrado”, afirma.

A pesquisadora cita também os chamados sistemas agroecológicos e participativos como opções de produção sustentável, pois possibilitam simultaneamente construir e resgatar conhecimentos e tecnologias para adaptação em nível local de comunidades e, portanto, as parcerias e a ação coletiva são uma marca da diversidade nesses sistemas de produção. Nesse caso, “custos e ganhos econômicos e ecológicos andam lado a lado, no sentido de que há sempre uma compensação a ser feita”, acrescenta.

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MercadoNotícias

Área plantada de soja deve alcançar 46,9 milhões de hectares na safra 2024/25

Por Redação 30/07/2024
Escrito por Redação

Área plantada de soja deve alcançar 46,9 milhões de hectares na safra 2024/25

A Datagro Grãos divulgou seu levantamento anual de intenção de plantio, indicando um crescimento na área de soja do Brasil pelo 18º ano consecutivo para a safra 2024/25.

Segundo a pesquisa, a área plantada deve passar de 46,184 milhões de hectares na temporada 2023/24 para 46,890 milhões de hectares, representando um aumento de 1,5%.

Mapa libera recurso adicional exclusivo para seguro rural no Rio Grande do Sul

A produção potencial estimada para a próxima safra, segundo a consultoria, é de 166,644 milhões de toneladas.

 

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Notícias

Mapa libera recurso adicional exclusivo para seguro rural no Rio Grande do Sul

Por Redação 29/07/2024
Escrito por Redação

Mapa libera recurso adicional exclusivo para seguro rural no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta segunda-feira (29), a resolução que altera a distribuição do orçamento de R$ 1,15 bilhão do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o exercício de 2024.

Do total disponibilizado, R$ 210 milhões serão aplicados exclusivamente no Estado do Rio Grande do Sul, para apoiar a contratação de aproximadamente 31 mil apólices que irá beneficiar cerca de 22 mil produtores, em uma área segurada de 1 milhão de hectares e um valor total segurado de R$ 9,5 bilhões.

Ministério da Agricultura notifica à OMSA fim do foco da doença de Newcastle

Além disso, os produtores gaúchos também poderão contar com outra vantagem no momento da contratação do seguro rural. O percentual de subvenção ao prêmio para a cultura da soja será de 30% nos municípios em estado de emergência e 40% nos municípios em estado de calamidade.

Para as demais atividades, o percentual de subvenção ao prêmio será de 50% nos municípios em estado de emergência e 60% nos municípios em estado de calamidade. Na regra atual, o percentual aplicado para a soja é de 20% e 40% para as demais atividades. Essas condições devem vigorar até dezembro de 2024.

“O governo federal está atento aos problemas enfrentados pelos produtores que estão nas regiões atingidas por essa catástrofe climática e continuará buscando soluções para superar os desafios”, destaca o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos.

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas para operar no Programa.

 

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EmpresasNotícias

Programa de agricultura familiar da Agropalma completa 22 anos

Por Redação 29/07/2024
Escrito por Redação

Programa de agricultura familiar da Agropalma completa 22 anos

Em celebração ao Dia do Agricultor, comemorado neste domingo (28), a Agropalma, produtora de óleo de palma sustentável, celebra os resultados de uma de suas principais iniciativas: o Programa de Agricultura Familiar, que completa 22 anos.

Nos últimos dois anos, com o cultivo do dendê, as famílias faturaram, em média, R$ 15 mil por mês. Esse valor representa um aumento de aproximadamente 475% na renda média dos agricultores familiares nos últimos 15 anos.

Atualmente, o programa abrange uma área de mais de 12 mil hectares, com a participação de 272 agricultores familiares. A Agropalma pretende alcançar a marca de 20 mil hectares até 2026, consolidando ainda mais seus benefícios para a agricultura familiar e as comunidades locais.

Como parte da parceria, a Agropalma tem o compromisso de comprar 100% da produção das famílias inseridas no programa, independentemente da variação do mercado. A política justa de precificação é um dos principais diferenciais da Agropalma e garante a sustentabilidade da parceria no longo prazo aos agricultores.

“O projeto, que começou com 50 famílias, já ficou cinco vezes maior e estamos trabalhando para sua ampliação. Ele é extremamente estratégico para a Agropalma, uma vez que 25% da nossa produção vem do trabalho da agricultura familiar e dos produtores integrados”, explica Antonio Jorge Brandão, gerente do Programa de Integração Agricultura Familiar e Produtores Integrados da Agropalma.

“O objetivo do projeto vai muito além de sua contribuição para o negócio. Nos orgulha imensamente a forma como mudamos as istórias de muitas famílias e disseminamos as melhores práticas de cultivo e preservação ambiental”, completa o executivo.

Programa aprovado

Ao longo dessas duas décadas, centenas de famílias tiveram a possibilidade de escrever uma nova história graças à parceria com a Agropalma. Iracema Pinto, de 62 anos, é uma dessas pessoas. “Hoje tenho minha casa e meus seis filhos estão ao meu lado, trabalhando comigo”, conta orgulhosa.

Leonel Oliveira de Souza, da comunidade de São Vicente do município de Moju, também é um dos pioneiros na adesão ao programa. “No começo, foi difícil cuidar de uma cultura nova antes que ela se tornasse lucrativa. Mas quem acreditou no projeto está vivendo numa condição melhor”, avalia o produtor.

PIB de SP avança com destaque para a agropecuária, que cresceu 3,1%

Em outros casos, o programa de Agricultura Familiar significa uma nova esperança. Raimundo Nonato Gonçalves Pompeu, presidente da Associação dos Agricultores de Jutaiteua, conta que os produtores locais vivem das culturas de açaí, mandioca, pimenta-do-reino e cacau, que não possuem mercado garantido. “Hoje plantamos e não sabemos se vamos vender, pra quem vamos vender e por qual preço”.

Uma realidade que começa a mudar graças à adesão da comunidade ao Programa de Agricultura Familiar da Agropalma. Desde o ano passado, 17 famílias iniciaram a plantação de 227 hectares de mudas de palma e devem começar a colheita a partir de 2026. “O dendê vem trazer a segurança que nos faltava sem colocar em risco outras culturas no sistema agroflorestal”, explica Nonato.

Sustentabilidade

A implementação do Programa de Agricultura Familiar para os agricultores que desejam fazer parte da iniciativa da Agropalma envolve um processo cuidadoso e estruturado, com várias etapas para garantir o bom manejo e o êxito na produção.

Adepta das práticas sustentáveis, a empresa assumiu uma política rigorosa de não desmatamento, deixou há mais de 20 anos de converter florestas em plantações de palma e tem concentrado esforços em iniciativas de modernização e práticas agronômicas que visam a eficiência do solo, cumprindo rigorosamente as diretrizes estabelecidas pelas legislações florestal e ambiental.

“Quando o produtor decide iniciar o plantio, a Agropalma demarca as áreas no campo que serão voltadas à plantação, assegurando um manejo adequado e sustentável das terras. Além disso, a empresa oferece assistência técnica completa e treinamentos especializados para capacitar os agricultores no programa”, afirma Brandão.

“Essa assistência busca aprimorar as habilidades e conhecimentos dos agricultores, permitindo os melhores resultados possíveis em sua produção mediante o compromisso de preservar o meio ambiente. Por isso, queremos levar esse modelo bem-sucedido para outras comunidades.”

 

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Mercado

PIB de SP avança com destaque para a agropecuária, que cresceu 3,1%

Por Redação 29/07/2024
Escrito por Redação

PIB de São Paulo cresce com agropecuária em destaque, que cresceu 3,1%

O PIB do Estado de São Paulo atingiu R$ 794,56 bilhões no primeiro trimestre de 2024, representando cerca de 30% do PIB nacional, que alcançou R$ 2,7 trilhões, segundo dados da Fundação Seade. Nos últimos quatro trimestres, o PIB paulista registrou um crescimento de 0,7% em relação ao período anterior, com destaque para a agropecuária, que cresceu 3,1%.

Esses dados fazem parte do Radar Macroeconômico de julho, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), oferecendo um panorama detalhado da economia paulista.

Balança comercial

Em junho de 2024, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 6,7 bilhões. Nesse mês, as exportações somaram US$ 29 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 22,3 bilhões, conforme dados do MDIC.

Exportações de soja em grão devem atingir R$ 10,4 mi de toneladas em julho

No acumulado do primeiro semestre de 2024, o saldo foi de US$ 42,3 bilhões, apresentando uma redução de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Déficit público

Dados do Banco Central mostram que o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 63,9 bilhões em maio. Todas as esferas contribuíram para esse resultado deficitário: as empresas estatais com déficit de R$ 2 bilhões, o governo central com déficit de R$ 60,8 bilhões, e os governos regionais com déficit de R$ 1,1 bilhão.

Desemprego

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego foi de 7,1% em maio, atingindo o menor índice desde janeiro de 2015. Em comparação ao mês de abril, houve uma queda na desocupação de 0,4 pontos percentuais. Em relação a maio de 2023, a redução foi de 1,2 ponto percentual.

Inflação

Em junho, a taxa de inflação, medida pela variação do IPCA nos últimos 12 meses, foi de 4,23%, segundo o IBGE. Em comparação com o mês anterior, houve um acréscimo de 0,3 ponto percentual, marcando o segundo mês consecutivo de aceleração.

O grupo de alimentos e bebidas foi o principal impulsionador da inflação no mês, com alta de 0,44%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento foram a abobrinha (18,87%), a batata inglesa (14,49%), o leite longa vida (7,43%) e o arroz (2,23%). Por outro lado, houve queda nos preços da cenoura (-9,47%) e da cebola (-7,49%).

Renda

De acordo com Banco Central, em abril de 2024, a renda disponível das famílias totalizou R$ 497,5 bilhões, mostrando um pequeno aumento de 0,1% em comparação ao mês anterior. O rendimento médio efetivo de todos os trabalhos também teve um incremento de 0,2%, alcançando R$ 3.217, segundo o IBGE.

 

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Notícias

Ministério da Agricultura notifica à OMSA fim do foco da doença de Newcastle

Por Redação 26/07/2024
Escrito por Redação

Ministério da Agricultura notifica à OMSA fim do foco da doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encaminhou, nesta quinta-feira (25), a notificação da conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) para a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Com a medida, o governo brasileiro aguarda a retirada da suspensão, por parte dos países importadores, para retomada total das exportações de carnes de aves e seus produtos.

“Com o fim do foco da doença disponibilizaremos aos países todas as informações sobre o diagnóstico atual e as medidas adotadas. Isso permitirá que eles analisem e confirmem que estamos livres de Newcastle, possibilitando a retomada das certificações para exportação”, relata o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart.

O foco de DNC no Brasil foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte, localizado no município gaúcho de Anta Gorda, no Vale do Taquari, no estado do Rio Grande do Sul.

Sem novas suspeitas de novos focos para a doença, o Mapa reduziu a abrangência da área de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul para os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilopolis e Relvado. As medidas de controle e vigilância no raio de 10 km da ocorrência do foco seguem sendo executadas pelas equipes federal e estadual.

É importante ressaltar que não há estabelecimentos avícolas avozeiros e bisavoseiros na área de emergência.

Ainda de acordo com Goulart, os protocolos de biosseguridade em aviários estão sendo reforçados e aplicados em todos os estados produtores do Brasil. “Esse é um reforço que estamos adotando desde quando entramos em alerta máximo para a influenza aviária”, destaca.

Na granja afetada, segue sendo monitorada por 42 dias para verificar se há resquícios de circulação do vírus. Após esse período e com resultado negativo para a presença do agente patógeno, o aviário será liberado para funcionamento novamente. Já para as demais granjas da região que estão na área de emergência agropecuária, a liberação será por protocolos específicos.

O diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Marcelo Mota, informou que a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), para movimentação de animais sem risco sanitário e venda comercial, segue centralizada pelo Centro de Operações de Emergência Zoossanitária.

O Mapa reforça que qualquer suspeita de doença de Newcastle, que incluam mortalidade súbita e sinais respiratórios e nervosos, além de diarreia e edema na cabeça das aves, seguem sendo imediatamente acompanhadas na sua totalidade pelo Serviço Veterinário Oficial.

Exportações

Após a redução da abrangência da área de emergência zoossanitária da doença de Newcastle, o Mapa também atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para exportações de carnes de aves e seus produtos.

China, Argentina e México seguem com as restrições de exportação para todo Brasil. Já em relação ao estado do Rio Grande do Sul, segue apenas Arábia Saudita; Bolívia, Chile, Cuba, Peru, União Econômica Euroasiática e Uruguai.

Para os protocolos sanitários, baseados em zona de restrição ou raio afetado estão países como África do Sul, Albânia, Canadá, Cazaquistão, Coreia do Sul, Egito, Filipinas, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Marrocos, Maurício, Mianmar, Montenegro, Namíbia, Paquistão, Polinésia Francesa, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Tadjiquistão, Timor Leste, Ucrânia, União Europeia, Vanuatu e Vietnã.

O Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente, tendo em vista as tratativas em curso com os países parceiros, nas quais são apresentadas todas as ações que estão sendo executadas para erradicar o foco.

 

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Workshop apresenta tecnologias inovadoras para o cultivo de algodão

Por Redação 26/07/2024
Escrito por Redação

Workshop traz tecnologia com uso de drones, robôs, IA e sensores no cultivo de algodãoDrones, robôs, Inteligência Artificial e sensores nos campos de cultivo do algodão fazem parte de um cenário que, há algumas décadas, poderia parecer cena de filme futurista. Agora, no entanto, isso virou realidade graças à tecnologia desenvolvida para aprimorar o manejo do algodoeiro.

Essas novidades serão tema do Workshop 3, que integra a programação do 14° Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). O evento, realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), ocorrerá em Fortaleza, de 03 a 05 de setembro, e reunirá produtores e especialistas do setor.

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O workshop está dividido em três partes distintas sob a coordenação de Lucio André de Castro Jorge, pesquisador na Embrapa Instrumentação desde 1991, e especialista em machine learning, inteligência artificial e processamento de imagens e drones. É ele quem abre a primeira parte do encontro para falar sobre “drones e sensores para agricultura de precisão”.

“O workshop vem trazer temas muito demandados pelos produtores de algodão que tem se deparado, dia a dia, com a oferta de drones, robôs, soluções de IA e novos sensores prometendo ajudar no manejo da lavoura de algodão, principalmente, no controle de pragas. Algumas destas tecnologias já são realidades no campo, mas será que estão entregando o que anunciam? Esperamos que nesse encontro possamos passar uma visão abrangente sobre os desafios e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias na cultura do algodão, tentando responder todas as dúvidas dos produtores”, afirma Lúcio Jorge.

Formado em Engenharia Elétrica pela Faculdade de Engenharia de Barretos, Lúcio Jorge acumula mestrado em Matemática Computacional e Ciência da Computação pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC/USP); e doutorado em Processamento de Sinais e Instrumentação pela Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (SEL-EESC/USP).

Na sequência, será a vez do professor e diretor do Centro Weslaco & Corpus Christi, do Texas A&M AgriLife Research and Extension Center, Juan Landivar, falar sobre drones, sensores, Inteligência Artificial, agricultura de precisão e o que pode se esperar para o manejo da cultura. Com Ph.D. em Fisiologia de Culturas pela Universidade Estadual de Mississippi, Landivar é graduado em Agronomia pela Universidade Estadual de Nova York. Atualmente, dirige o segmento de serviços técnicos para a América do Sul, do Centro Weslaco & Corpus Christi.

A segunda parte do encontro traz o tema “Drones para pulverização”. O engenheiro agrônomo Eugênio Schroder, da Schroder Consultoria Agro, abrirá o debate com foco nas pulverizações agrícolas por drones, suas vantagens e dificuldades. Doutor em fitossanidade, fundador e sócio-diretor da Schroder Consultoria Agro, ele traz experiência de três décadas na área de tecnologia de aplicação aérea e validação agronômica de drones multirrotores.

A terceira e última parte do encontro tratará da robótica para o campo, com palestra de Cem Albukrek, da Agrobotz Tecnologia e Serviços, que explicará como funciona o uso de robôs nas fazendas de cultivo do algodão. Com 20 anos de experiência nesse segmento, Cem é sócio administrador da Agrobotz, que presta serviços de engenharia, robótica, software, produtos químicos e biotecnologia na América Latina e nos EUA.

 

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