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Notícias

Mapa declara fim de emergência para a doença de Newcastle no RS

Por Redação 06/08/2024
Escrito por Redação

Mapa declara fim do período de emergência para a doença de Newcastle no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (6), a Portaria nº 706 que declara o fim do estado de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul, em função da detecção do vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais.

Desta forma, considerando a manutenção das condições de vigilância epidemiológica mantidas em campo, o Mapa restringe, apenas à região ao redor de 10 km do foco da doença, a exportação de produtos avícolas e seu material genético. Na área sob acompanhamento da fiscalização do serviço veterinário oficial, ainda estão mantidos os procedimentos especiais de fiscalização dos produtos destinados ao mercado doméstico, que podem incluir a necessidade de termoprocessamento, antes de sua comercialização no mercado doméstico.

A declaração do estado de emergência para a doença de Newcastle havia sido publicada no dia 19 de julho com validade de 90 dias, para que fossem realizadas ações de vigilância epidemiológica de forma mais ágil, com a aplicação dos procedimentos de erradicação do foco, já previstas no Plano de Contingência para a doença.

Agro brasileiro tem o maior potencial para atender demanda por terras até 2030

“A avaliação da condição epidemiológica e a ausência de novos casos com sintomatologia de doenças do síndrome respiratória e nervosa na região possibilitou a evolução na situação e a indicação da normalidade sanitária no estado do Rio Grande do Sul”, explica o diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

No dia 26 de julho, o Mapa notificou para a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a conclusão dos trabalhos de limpeza e desinfecção do foco e na semana seguinte, 31 de julho, foram comunicados os resultados das ações de vigilância mantidas na área, que indicaram não haver novos casos suspeitos para a doença.

“Desde o início, tratamos o caso com total transparência, com o objetivo de tranquilizar tanto a nossa população quanto os países importadores sobre a segurança do nosso sistema de defesa agropecuária. A prontidão e o empenho das equipes de defesa agropecuária, tanto federal quanto estadual, foram fundamentais para que esse caso fosse resolvido de maneira rápida e eficiente”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Foco confirmado

No dia 17 de julho, foi confirmado pelo Mapa o diagnóstico positivo para doença de Newcastle (DNC) no município de Anta Gorda (RS).

A análise foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela OMSA como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

O serviço veterinário oficial segue executando as ações de campo, para assegurar que o retorno da normalidade sanitária no menor espaço de tempo possível.

 

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Notícias

Agro brasileiro tem o maior potencial para atender demanda por terras até 2030

Por Redação 05/08/2024
Escrito por Redação

- Agro brasileiro tem o maior potencial para atender demanda por terras até 2030O agronegócio brasileiro tem o maior potencial para atender demanda por terras até 2030, por meio de tecnologias para recuperação de áreas degradadas. De acordo com estimativas da Mckinsey & Company, divulgadas no 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio, o mundo precisará de cerca de 70 a 80 milhões de hectares daqui a seis anos, dependendo dos efeitos advindos das mudanças climáticas, que podem aumentar a demanda por área para mais de 100 milhões de hectares. O evento é uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG, em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, e acontece nesta segunda-feira, dia 5 e agosto, em São Paulo (SP).

“Esse montante equivale quase a que o Brasil tem hoje de terra plantada. Historicamente, isso já foi feito no passado, por meio da supressão vegetal. Hoje, a realidade é outra: precisamos reflorestar e para suprir essa necessidade, existem outras alavancas”, disse Nelson Ferreira, sócio-sênior e líder global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Uma pesquisa da consultoria com produtores agrícolas de todo o mundo revelou que o agro brasileiro está na vanguarda na adoção de produtos de biocontrole e bioestimulantes, e de práticas de agricultura regenerativa, e que tem potencial de crescer na agricultura de precisão, automação e sensoriamento remoto.

Outro ponto tratado por Ferreira foi o potencial brasileiro com as soluções de biomassa para 2030, com cerca de US$ 25 bilhões, e em 2040, com US$ 61 bilhões. A seu ver, é necessário discutir qual o papel do Brasil nessas tecnologias, pois o agronegócio pode agregar valor, além da questão dos alimentos, por meio de novos produtos, como no caso da biorrefinaria, sempre de forma integrada e sustentável.

Solenidade de abertura

A solenidade de abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio 2024 foi aberta com uma homenagem ao Rio Grande do Sul. O presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, reforçou a importância do estado para o país e para o agronegócio nacional. Na sequência, mencionou a importância do evento para discutir os principais temas do setor em um cenário geopolítico fragmentado.

“Vamos tratar da efetiva capacidade do agro em competir com um mundo cada vez mais protecionista, a fim de posicionar nosso país diante das oportunidades e como podemos aproveitá-las. É fundamental atuar, cada vez mais, de forma integrada em ações público-privadas, questionando medidas unilaterais e para corrigir conceitos errôneos sobre o mundo tropical”.

Ele abordou ainda a ação pioneira realizada pela ABAG, por meio da participação do embaixador Roberto Azevêdo, consultor da entidade em uma reunião com os produtores americanos para um alinhamento, que pode caminhar para um modelo positivo de atuação das Américas, para recuperar a governança global no multilateralismo. Pontou também a importância das ações coordenadas com o mercado de capitais, a vanguarda da ciência, da tecnologia e das práticas sustentáveis do agro brasileiro e o combate as ilegalidades que ferem o setor e o país.

“A demanda por bioprodutos e biodevirados está em todos os setores. Assim, precisamos de um diálogo aberto, pois os produtores agroindustriais podem contribuir com a agenda climática, a COP 30, mercado de carbono e a correção dos equívocos da mensagem, pois a resposta está na produtividade e inovação, com regulação efetiva. O agro é formador de alianças para um mundo novo”, disse Carvalho.

“O agro de São Paulo é tecnificado, diversificado e cada vez mais sustentável, com 300 produtos diferentes. Por isso, precisamos render nossas homenagens ao agronegócio”, disse o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, que comentou sobre o que tem sido feito pelo estado para superar desafios da insegurança jurídica, da logística e do financiamento, como a regularização fundiária, investimento em ramais ferroviários e aumento no aporte de recursos em seguro rural, e para combater as mudanças climáticas.

Também trazendo questões ligadas à insegurança jurídica e dificuldades logísticas, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a necessidade de proteção à propriedade e segurança jurídica para impedir invasões de terra. “Da porteira para dentro tem ganhos de produtividade, mas há dificuldades para escoar a produção. A privatização permite investimentos robusto em infraestrutura”, afirmou. Ele salientou ainda que é preciso avançar cada vez mais em relação a recuperação de áreas degradadas, agricultura de baixo carbono e preservação de biomas.

Gilson Finkelsztain, CEO da B3, enfatizou que o acesso ao crédito é essencial para o agro e que o Plano Safra não é suficiente para suprir as necessidades do setor, por isso a B3 tem orgulho de viabilizar o crédito, através de registros de diversas frentes. 

Para Carlos Augustin, assessor Especial do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil se tornou maior exportador de algodão do mundo, porque resolveu certificar o produto, alcançando 80% da produção certificada. Também ressaltou que o país tem a oportunidade de recuperar áreas degradadas. São 160 milhões de hectares que podem ser desenvolvidas com sustentabilidade e com certificação para ter competitividade nos mercados globais.

O deputado federal Arnaldo Jardim fez um resumo sobre as pautas legislativas, como o início das reuniões sobre o Marco Temporal, a isenção da cesta básica na Reforma Tributária e o “Mover”, que retrata o compromisso com o carro híbrido flex. Ele destacou ainda o papel dos biocombustíveis para a competitividade nacional, o uso do etanol como uma alternativa de combustível sustentável tanto na aviação, como no marítimo, e o agro como pioneiro quando se trata de bioeconomia.

 

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05/08/2024 0 Comentários
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Notícias

Governo irá renegociar dívidas de agricultores que tiveram perdas no RS

Por Redação 02/08/2024
Escrito por Redação

Governo irá renegociar dívidas de agricultores que tiveram perdas no RS

Até 31 de dezembro deste ano, os agricultores do Rio Grande do Sul que sofreram perdas significativas devido à tragédia climática ocorrida em abril e maio terão acesso à subvenção econômica na forma de desconto para a liquidação ou renegociação de parcelas de financiamentos de crédito rural. A medida alcança parcelas de operações de custeio, de investimento e de industrialização.

A regra está prevista na Medida Provisória 1.247/2024, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já em vigor. Serão beneficiários as agricultoras e agricultores que tiveram perdas iguais ou superiores a 30%. A medida abrange operações de crédito rural contratadas com recursos controlados que vencem entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024, desde que contratadas até 15 de abril de 2024. Operações de industrialização no âmbito do Pronaf também são contempladas.

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Uma comissão especial será criada para analisar os pedidos de desconto das operações contratadas por cooperativas agropecuárias e outras entidades que se enquadram nos critérios estabelecidos. A comissão terá a responsabilidade de avaliar as perdas e os pedidos para determinar os percentuais e limites dos descontos.

Os percentuais e limites de desconto serão definidos por decreto, garantindo uma estrutura clara e regulamentada para a concessão dos benefícios.

Os custos dessas subvenções serão arcados pela União dentro dos limites orçamentários e financeiros específicos. As normas para concessão e ressarcimento dos descontos serão definidas pelo Ministro da Fazenda.

Condições para concessão do desconto
  • As perdas materiais dos beneficiários devem ser iguais ou superiores a 30%;
  • A medida abrange operações de crédito rural contratadas com recursos que vencem entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024, desde que contratadas até 15 de abril de 2024;
  • Operações de industrialização no âmbito do Pronaf também são contempladas.
Validação e Laudos Técnicos
  • O percentual de perdas deve ser validado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) ou por colegiado equivalente;
  • Descontos podem ser condicionados à apresentação de laudo técnico.
Exclusões
  • Operações liquidadas ou amortizadas antes da publicação da MP;
  • Operações cobertas pelo Proagro ou seguros similares;
  • Operações conduzidas fora das condições do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
 
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02/08/2024 0 Comentários
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Notícias

Congresso da Abag norteará caminhos para ampliar a competitividade

Por Redação 02/08/2024
Escrito por Redação

Congresso da Abag norteará caminhos para ampliar a competitividade

O 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, acontece na próxima segunda-feira (5/8), em São Paulo (SP). O encontro norteará caminhos para a competitividade do setor, superando desafios relacionados à geopolítica, à fragmentação do comércio global, às ideias protecionistas e precaucionistas, e ressaltando a contribuição brasileira para a proteção ambiental e para a segurança alimentar e energética, por meio da produção sustentável e fornecimento de alimentos, fibras e bioenergia.

Considerado um dos mais importantes eventos do agro no país, terá as presenças do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O Congresso, em formato híbrido, receberá 800 participantes no Sheraton WTC Hotel, e será acompanhado por mais de 4 mil pessoas, por meio do YouTube. Para acessar a transmissão online, em tempo real, é só se inscrever gratuitamente no site oficial.

Com ano safra completo, desembolso do crédito rural chega a R$ 400,7 bi

A solenidade de abertura do evento, que será conduzida por Luiz Carlos Corrêa Carvalho (presidente da ABAG) e por Gilson Finkelsztain (CEO da B3), terá a participação de Pedro Lupion (presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA), Guilherme Piai (secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), Sérgio Bortolozzo (presidente da Sociedade Rural Brasileira – SRB), Antonio Mello Alvarenga Neto (presidente da Sociedade Nacional da Agricultura – SNA), Sueme Mori,(diretora de Relações Internacionais da CNA), e Tirso de Salles Meirelles (presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo – FAESP/SENAR).

Após a cerimônia, Nelson Ferreira (sócio-sênior e líder global de Agricultura da Mckinsey & Company) ministrará a palestra inaugural sobre o tema central Biocompetitivdade, e apresentará informações sobre uma pesquisa inédita feita pela consultoria.

Na sequência, o painel Geopolítica e Sustentabilidade terá a palestra do embaixador Roberto Azêvedo (sócio da YvY Capital e consultor da ABAG), que versará sobre o cenário geopolítico e seus efeitos nas relações comerciais e no agronegócio brasileiro. Entre os debatedores estarão Ingo Plöger (vice-presidente da ABAG) e Ricardo Santin (presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA). A moderação é do jornalista William Waack.

O painel Clube Fragmentado: o Brasil será associado? abrirá a programação da tarde do 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio. Moderado por Waack, Cristiano Noronha (vice-presidente da Arko Advice), Roberto Rodrigues embaixador especial da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO e Conselheiro da ABAG), Silvio Cascione (diretor e chefe da Eurasia Group no Brasil) e Sueme Mori (diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil – CNA), discutirão os efeitos do processo de fragmentação da geopolítica no agro nacional.

O Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio 2024 será entregue ao ex-ministro da Agricultura Marcos Montes, e o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade 2024, ao professor da Esalq/USP Carlos Eduardo Pellegrino Cerri.  As homenagens serão apresentadas por Francisco Matturro (diretor-executivo da Rede ILPF e diretor da ABAG), e por Eduardo Brito Bastos (presidente do Instituto de Estudos do Agronegócio da ABAG).

A agenda do evento terá ainda a apresentação do projeto: “Agro para Sempre”, por Gislaine Balbinot (diretora-executiva da ABAG), e Marcos Amazonas (consultor e idealizador do projeto), seguida pela mesa-redonda Competitividade e Oportunidades, que terá as avaliações do deputado federal Arnaldo Jardim, da produtora rural e ativista de bem-estar animal Carmen Perez, do professor Daniel Vargas (Fundação Getulio Vargas – Escola de Economia de São Paulo), de Fabiana Perobelli (superintendente de Relacionamento com Clientes da B3), e de João Pedro Nascimento (presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM). A moderação será da advogada especialista em Direito Ambiental Samanta Pineda.

Serviço: 
  • 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio – Presencial e On-Line
  • Tema: Biocompetitividade
  • Data: 5 de agosto de 2024
  • Horário: das 9h às às 18h
  • Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel – Av. das Nações Unidas, 12559
  • Informações e inscrições: https://congressoabag.com.br/

 

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Crédito rural empresarial atinge R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026
Notícias

Com ano safra completo, desembolso do crédito rural chega a R$ 400,7 bi

Por Redação 01/08/2024
Escrito por Redação

Com ano safra completo, desembolso do crédito rural chega a R$ 400,7 bi

O montante do desembolso do crédito rural no Plano Safra 2023/2024 alcançou a marca inédita de R$ 400,7 bilhões, no período de julho/2023 até junho/2024, ou seja ano safra. Um aumento de 12% em relação a igual período da safra passada. Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), essa é a primeira vez que a agricultura empresarial e familiar juntas chegam à marca de R$ 400 bilhões.

Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 219,8 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram R$ 98 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 51,7 bilhões e, as de industrialização, R$ 31,2 bilhões.

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Foram realizados 2.210.030 contratos no período de doze meses do ano agrícola, sendo 1.681.064 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 187.212 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 59,6 bilhões no Pronaf e, de R$ 49,6 bilhões no Pronamp.

Os demais produtores formalizaram 341.754 contratos, correspondendo a R$ 291 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras.

O total de R$ 400,7 bilhões corresponde a 92% do montante que foi programado para a atual safra para todos os produtores (pequenos, médios e grandes), que era de R$ 435,8 bilhões. Na agropecuária empresarial (médios e grandes produtores rurais), a aplicação do crédito rural atingiu R$ 341,1 bilhões de julho a maio, correspondendo a uma alta de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor significa 93% do total programado pelo governo, de R$ 364,2 bilhões.

Investimento

Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Pronamp alcançou R$ 4,5 bilhões, alta de 81%. E os financiamentos para o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) tiveram contratações da ordem de R$ 7,5 bilhões, significando um aumento de 22% em relação a igual período na safra anterior.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis atingiu R$ 12,4 bilhões, significando um aumento de 128% em relação a igual período da safra anterior.

A SPA destaca, ainda, a contribuição das fontes não controladas para o funding do crédito rural: a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA Livre), que respondeu a 46% do total das aplicações da agricultura empresarial, nos doze meses da safra atual, se situando em R$ 158 bilhões, observou um aumento de 69% em relação a igual período da safra passada, quando essa fonte representou 31% (R$ 93 bilhões) do total das aplicações da agricultura empresarial.

 

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Casa Mulher do Agro é atração inédita da 9ª edição do CNMA

Por Redação 01/08/2024
Escrito por Redação

Casa Mulher do Agro é atração inédita da 9ª edição do CNMA

Uma casa conceito, um refúgio de beleza, moda, arte, bem-estar e gastronomia. Esta é a Casa Mulher do Agro, atração inédita e uma das novidades do 9º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), o maior evento global direcionado às mulheres do setor, que ocorrerá nos dias 23 e 24 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

A casa conceito reunirá especialistas e trará talks e experiencias sobre beleza, arte, moda, bem-estar, empreendedorismo, entre outros temas.

“Estamos sempre em busca de proporcionar novas experiências às congressistas e, por isso, a Casa Mulher do Agro é mais uma novidade na edição deste ano. A ideia surgiu com o objetivo de proporcionar um refúgio dentro do Congresso para a troca de conhecimento e experiências, porém, com uma dinâmica diferente, trazendo mais proximidade e temas fora do agro, mas igualmente importantes para as mulheres, como sua saúde, bem-estar e autoestima”, conta a gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center, Renata Camargo.

A programação ocorre entre os intervalos do Congresso, com talks e experiencias de 30 minutos e limite de 50 pessoas por sessão. Entre os convidados estão a dermatologista da Clínica Camargo, Priscila Camargo, que tratará de temas como autoestima e autocuidado; a aromaterapeuta e CEO da Pomander – empresa responsável pela fragrância “Aroma Mulher do Agro” -, Márcia Rissato, trazendo como foco questões relacionadas a saúde emocional e mental; a artista plástica e designer Camila Klein, que compartilhará um pouco das suas experiências em um bate-papo com as participantes.

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

A Casa terá ainda a diretora da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – Ceplac, ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Lucimara Chiari e o pesquisador da Ceplac/MAPA, Carlyle Brito Matos, falando sobre o cacau e seus derivados; a designer de joias Melina Machado; a especialista em gestão no agronegócio Alessandra Decicino e a estilista Cíntia Rousselet Longhi, proprietária e CEO da marca de roupas Chiara Concept.

O espaço também terá uma cafeteria exclusiva 3 Corações e a uma loja com produtos exclusivos do CNMA, como sabonete líquido, difusor, a fragrância Aroma da Mulher do Agro, bonés, entre outros.

Experiência completa

Além dos conteúdos trazidos pelas convidas, as participantes terão experiências exclusivas proporcionadas por parceiros como a marca 3 Corações e a Ceplac.

Com uma cafeteria exclusiva dentro da Casa Mulher do Agro, a 3 Corações traz a expertise da barista Carolina Barreto, formada em gastronomia, confeitaria e panificação. Barista e sommelière, ela passou por renomados restaurantes como D.O.M., Famiglia Mancini e La Casserole. Após uma temporada na Espanha, se encantou pelo café e há 12 anos atua no ramo – dos quais seis trabalhando no segmento profissional do Grupo 3 Corações.

A produtora de cafés especiais, embaixadora do Projeto Florada Premiada do grupo 3 Corações e gestora da Fazenda Capoeira Coffee, Marisa Helena Contreras, também estará presente preparando drinks com café.

Já a Ceplac, ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária trará a experiência “Delícias do cacau” em um espaço no qual as mulheres poderão degustar diferentes tipos de chocolates, além da demonstração de mudas e frutos de cacau.

“Levaremos a experiência da cadeia produtiva do cacau, do sistema agroalimentar do cacau e chocolate e as experiências dos produtores no sul da Bahia. Contextualizaremos a atuação da Ceplac no processo de verticalização produtiva do cacau e seus derivados e como as mulheres agro empreendedoras podem utilizar iniciativas inovadoras e sustentáveis”, conta o pesquisador da Ceplac/MAPA, Carlyle Brito Matos.

“Vejo a Casa Mulher do Agro como um ambiente crucial para fortalecer o papel das mulheres no agronegócio, oferecendo suporte, capacitação e recursos necessários para que possam expandir suas habilidades e contribuir ainda mais para o desenvolvimento sustentável e econômico do País”, complementa Carlyle sobre a novidade.

CNMA 2024

Com o tema “Mulher Agro Brasileira: Voz para o Mundo”, o CNMA 2024 tem como principal objetivo utilizar a força da voz das mulheres como meio de expandir a visão global sobre o agronegócio brasileiro e ajudar a criar uma percepção justa do setor. Para esta edição são esperadas mais de 3.000 congressistas.

As inscrições podem ser realizadas pelo site www.mulheresdoagro.com.br/inscricao/. 

 

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EmpresasNotícias

Kepler Weber registra aumento de 10,9% no lucro líquido no 2º trimestre

Por Redação 01/08/2024
Escrito por Redação

Kepler Weber registra aumento de 10,9% no lucro líquido no 2º trimestre

A Kepler Weber encerrou o segundo trimestre de 2024 com crescimento de 10,9% do lucro líquido. A rentabilidade da companhia passou de R$ 33,4 milhões em igual período do ano passado para R$ 37 milhões agora.

O resultado é reflexo de um aumento de 16,6% da receita líquida, que atingiu R$ 327,8 milhões, ante R$ 281,2 milhões do segundo tri de 2023. “Este desempenho foi sustentado por estratégias assertivas nos cinco segmentos de atuação, o que também permitiu ótimos patamares para o EBITDA que cresceu 17,7%”, diz a mensagem da administração sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, que passou de R$ 53,8 milhões para R$ 63,3 milhões.

A margem EBITDA cresceu 0,2 pontos percentuais, de 19,1% para 19,3%.

“O déficit de armazenagem no agronegócio brasileiro, uma taxa de câmbio favorável para exportações e a expectativa de uma safra recorde em 2024/2025 também impulsionaram nosso desempenho no segundo trimestre”, reforça a mensagem.

Áreas de negócios

O segmento de Fazendas, que atende o agricultor, cresceu 25,3% em receita líquida no trimestre, com faturamento de R$ 103,6 milhões contra R$ 82,7 milhões de igual período do ano passado.

“A estratégia da companhia de expandir e fortalecer sua carteira de vendas no 4T23, garantiu aumento significativo no faturamento ao longo do 1º semestre de 2024”, pontua a administração, que cita obras relevantes em Goiás, Pará, Bahia e Piauí.

Ao longo do trimestre, a Kepler Weber registrou R$ 53,3 milhões em novas vendas, que devem influenciar os resultados nos próximos trimestres. Uma das obras citadas pela companhia, para um produtor de Mato Grosso, responde por R$ 21,2 milhões do total vendido.

Já o segmento de Agroindústrias registrou receita líquida de R$ 98,2 milhões, crescimento de 15,3%. No acumulado dos seis primeiros meses, a área de negócio soma R$ 204,2 milhões, resultado também maior a igual período do ano passado.

A companhia destaca que “as principais cooperativas estão intensificando seus investimentos em projetos industriais para agregar maior valor aos produtos”, e que novas vendas foram efetivadas no segundo trimestre, totalizando R$ 58 milhões. “Dentre elas, destacam-se quatro projetos de cooperativas, três de clientes cerealistas e um cliente de agroindústria”, afirma o balanço divulgado ao mercado.

A área de Negócios Internacionais cresceu 24,1% no segundo trimestre, fechando o período com faturamento de R$ 31 milhões. A empresa, que é líder na América Latina, ressalta a retomada das exportações para a Argentina, além do bom desempenho em países como Equador, Paraguai e Venezuela.

No segundo trimestre, a empresa, que já realizou negócios com mais de 50 países, vendeu o primeiro secador KW MAX para o Paquistão, juntamente com soluções da Procer, e concluiu outras duas vendas, no valor de R$ 18,3 milhões, que contribuirão para os resultados no segundo semestre.

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Já Portos e Terminais cresceu 34%, performando em R$ 37,5 milhões no trimestre. No acumulado dos seis primeiros meses, o segmento atingiu R$ 84 milhões em receita líquida, sendo 40,6% maior que os seis primeiros meses de 2023.

Duas obras importantes vendidas para indústrias de etanol de milho vão impulsionar os resultados da Kepler Weber no segundo semestre e no início de 2025. “Trata-se de transportadores para manuseio de grãos nos dois maiores armazéns do Brasil em capacidade estática”, explica o balanço.

Reposição e serviços atingiu maior volume de clientes no trimestre e fechou com receita líquida de R$ 57,6 milhões, -4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. “A redução no custo da matéria-prima (aço) teve um impacto negativo no faturamento do segmento”, afirma o comunicado. A Procer, líder em termometria digital, avançou quase 30% a quantidade de clientes atendidos, em comparação com o segundo tri de 2023.

“Almejando o desenvolvimento da companhia e a oferta de novas soluções de armazenagem, estamos avançando com o projeto do KWHUB (Centro de referência e concentração de vários produtos e serviços, gerando mais valor para os clientes), no qual recentemente incorporamos a solução Silo Bolsa, voltada ao armazenamento temporário de produtos”, informa.

Performance acionária

A liquidez média diária dos papéis da Kepler Weber, em junho, atingiu a marca de R$ 9,4 milhões. As ações reduziram –12,4%, em comparação com dezembro, enquanto o índice Small Cap desvalorizou –14,9%. O Ibovespa caiu –7,7%.

 

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Ihara investe R$ 20 milhões em fábrica para o segmento de pastagens

Por Redação 01/08/2024
Escrito por Redação

Ihara investe R$ 20 milhões em fábrica para o segmento de pastagens

A Ihara, empresa de pesquisa e desenvolvimento especializada em defensivos agrícolas, investiu cerca de R$ 20 milhões na construção de uma fábrica exclusiva para atender o cultivo de pastagens, localizada dentro do seu complexo fabril em Sorocaba/SP.

A unidade está pronta e a produção do portfólio para o segmento está prevista para iniciar ainda este ano, visando atender a demanda da safra 2024/2025. A capacidade instalada foi projetada para suportar o crescimento esperado da empresa nesse setor nos próximos cinco anos.

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da Ihara, Michel Tomazela, essa decisão vai ao encontro da tendência e necessidade de aumentar a produtividade na pecuária que passa necessariamente por converter pastagens degradadas em pastagens superprodutivas.

“Trata-se de um segmento com muitas oportunidades no manejo de plantas daninhas, pragas e doenças, com potencial de expansão no uso de herbicidas, inseticidas e tratamento de sementes. Comparando à área atual de pastagens, com mais de 170 milhões de hectares, a taxa de utilização de herbicidas, inseticidas e sementes tratadas ainda é pequena, mas está em franco desenvolvimento para a adoção dessas tecnologias”, comenta Tomazela.

Especialistas afirmam que a expansão da agricultura está mudando o traçado deste setor em todo o território brasileiro. Em 10 anos, a pecuária deve ceder até 12% da área em diferentes níveis de degradação para a agricultura. Por outro lado, o aporte de tecnologia e investimento crescerá no restante da área de pastagem. 

“Estamos realizando pesquisas para desenvolver novos produtos para o segmento, com o objetivo de oferecer as melhores soluções para o mercado. Nós nos antecipamos aos problemas que podem afetar o pecuarista, oferecendo sempre o que há de mais moderno, com base na tecnologia japonesa. No pipeline da Ihara estão previstos 15 novos produtos a serem lançados nos próximos anos, focados em pastagem. Entre eles estão os inseticidas foliares e para tratamento de sementes, herbicidas pós-emergentes e pré-emergentes, incluindo herbicidas para manejar gramíneas invasoras, consideradas atualmente um dos grandes desafios, além dos fungicidas foliares para campos de produção de sementes, no tratamento de sementes industrial e vários biológicos”, afirma Tomazela.

Projeto “Fazenda modelo IHARA” em parceria com a Fundação MT

De acordo com dados da Embrapa, as pastagens brasileiras cobrem aproximadamente 177 milhões de hectares, sendo que 40% apresentam sinais de degradação intermediária e 20% sinais de degradação severa. Deste universo, espera-se a recuperação e conversão de até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em 10 anos, adotando as práticas e tecnologias certas.

Diante desse cenário, a Ihara, em parceria com a Fundação MT, em Mato Grosso, criou o projeto “Fazenda Modelo IHARA”, que consiste em trabalhar técnicas de manejo para o controle de plantas daninhas e de pragas, visando criar um case de sucesso para demonstrar aos pecuaristas melhores práticas da pastagem e reverter o processo de degradação dos pastos nas fazendas do Brasil.

“Além disso, estudamos quando o gado deve entrar e sair do pasto e em qual altura de acordo com tipo de capim. O resultado esperado e mostrar um ganho considerável na capacidade de suporte de animais desta pastagem e, consequentemente, um maior ganho de peso médio diário dos animais (GMD). Esta área será utilizada para difundir essas boas práticas”, enfatiza Tomazela.

 

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Artigo TécnicoNotícias

Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoria

Por Redação 01/08/2024
Escrito por Redação

Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoria

Gregori Boschi* – Desde a interrupção da divulgação dos dados estatísticos do setor de máquinas autopropulsadas em 2020, devido ao reposicionamento das associadas da Anfavea, criou-se um hiato de informações do segmento agrícola. Apesar de diversos esforços dedicados para recomposição das estatísticas de forma oficial, a única maneira de se obter informações com acurácia é por meio do cruzamento de dados secundários.

Com isso, a Boschi Inteligência de Mercado, empresa de consultoria e estratégia especializada nos setores de veículos pesados, agrícola e construção, compartilha a projeção do setor no que se refere à produção de máquinas agrícolas por segmento até 2028, a partir de 2023, cenário cuja previsão é de estabilidade.

De acordo com a tabela de crescimento médio anual, elaborada pela consultoria, até 2028 a produção de tratores se manterá estável, enquanto as colheitadeiras apresentarão queda de 6%. Já para fabricação de pulverizadores, a empresa de consultoria prevê queda de 1%.

Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoriaNo entanto, para 2024, a Boschi prevê queda acentuada de 24% em relação a 2023, ano em que a estimativa da produção ficou em 63 mil máquinas agrícolas, ou seja, 14% inferior a 2022.

Entre os principais fatores que contribuem para a estabilidade do mercado, além da queda em alguns segmentos, entre 2023 e 2028, estão a perda do poder de compra dos agricultores influenciada pela valorização cambial – que contribuem para postergação dos planos de renovação de frota – associado ao aumento de produtividade das máquinas mais modernas.

Setor agrícola

O setor agrícola no Brasil tem participação expressiva na composição do Produto Interno Bruto (PIB), embora sofra variações anuais devido a fatores como clima, políticas públicas e demanda global. Este tem sido um dos motores da economia representando cerca de 7,6% de acordo com o Banco Central do Brasil (BACEN). Em 2024, a expectativa é de retração de -1,5% (agrícola) e crescimento de 2,1% no PIB consolidado.

A safra recuou de 6,4% comparado com a safra anterior (2022/2023), para 299,3 milhões de toneladas (2023/2024), embora existam destaques positivos como o aumento na produção de diversas culturas e aumento da produtividade (alcançado por meio da agricultura de precisão).

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Em contrapartida, a expectativa para safra 2024/2025 é otimista devido ao Plano Safra robusto (maior programa de crédito rural do mundo, cujo objetivo é modernizar a agricultura, aumentar a produção e a produtividade, além de fortalecer a cadeia produtiva), com orçamento recorde, que pode impulsionar a produção.

Além disso, espera-se condições climáticas mais favoráveis em 2025, somadas a contribuição do aumento da produtividade e avanços tecnológicos nas máquinas. A cadeia produtiva e logística segue sendo o maior desafio, considerando a variação nos custos dos insumos (defensivos e fertilizantes) pressionada pela variação cambial, assim como a infraestrutura logística que carece de investimentos em rodovias e portos para melhor escoamento da produção.

De outra parte, de acordo com a pesquisa SAE BRASIL, Caminhos da Tecnologia no Agronegócio – 1ª edição, “o agricultor já está convencido de que renovar o maquinário é essencial para o futuro do seu negócio. Mas para tomar esta decisão é preciso levar em consideração uma série de variáveis e chegar à conclusão de que nem sempre um equipamento novo é a prioridade do momento.”

Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoriaFonte: 1ª edição da Pesquisa SAE BRASIL, Caminhos da Tecnologia no Agronegócio

Os principais fatores para renovação da frota agrícola são a relação custo-benefício e assistência no pós-venda, critérios decisivos para aquisição de uma nova máquina. Outros fatores também possuem peso importante como: consumo de combustível, confiabilidade da marca e otimização da produção.

- Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoria

*Gregori Boschi é fundador da Boschi Inteligência de Mercado

A pesquisa indica ainda que a preferência do mercado ainda é pelo canal tradicional – loja física. Apenas 10% das vendas de máquinas são realizadas pela internet. O aluguel de máquinas e equipamentos no setor, apesar de seguir em expansão, não atinge 20% dos agricultores, revelando potencial de crescimento.

Existe uma distância enorme entre as tecnologias oferecidas pela indústria e o conhecimento dos pequenos produtores e cooperativas que, por falta de percepção dos benefícios, não adquirem as ofertas.

Como esperado, a pauta econômica tem maior relevância sobre a pauta ambiental, pois a redução de custos e o aumento da produtividade são as prioridades do agricultor na tomada de decisão, em um mercado altamente competitivo.

Sinal amarelo para o setor de máquinas agrícolas, alerta consultoriaFonte: Pesquisa SAE BRASIL, Caminhos da Tecnologia no Agronegócio – 1ª edição

 

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Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano
MercadoNotícias

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Por Redação 31/07/2024
Escrito por Redação

Venda de máquinas sobe 12,3% em junho, mas acumula queda de 30,5% no ano

Clarisse Sousa – A receita líquida das vendas de máquinas e implementos agrícolas registrou um crescimento de 12,3% em junho, alcançando R$ 5,4 bilhões, em comparação com o mês de maio. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (31) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

No acumulado do ano até junho, entretanto, o setor registrou uma queda de 30,5%. Segundo a Abimaq, houve também uma retração de 24,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com os dados apresentados, embora as vendas internas tenham crescido 10,9% em junho em relação a maio, elas registraram uma diminuição de 24,8% quando comparadas ao mesmo período de 2023.

No semestre, as vendas internas caíram 30,4% em comparação com os primeiros seis meses do ano anterior.

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A diretora de economia e estatística da Abimaq, Cristina Zanella, ressaltou que o setor de máquinas agrícolas é um dos que mais têm sofrido ao longo do ano, com uma queda acumulada de 30,5%. Ela afirmou que a previsão é de que o setor encerre o ano com uma retração de 25%, embora a taxa de declínio tenha reduzido nos últimos três meses.

Exportações

As vendas externas de máquinas agrícolas cresceram 20,7% em junho em comparação a maio. No entanto, no acumulado do ano, as exportações ainda apresentam uma queda de 29,2%.

Tratores e colheitadeiras

As vendas internas de tratores e colheitadeiras caíram 32,7% de janeiro a junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 21.040 unidades contra 31.264 comercializadas em 2023.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras tiveram uma redução de 35,5%, totalizando 2.716 unidades contra 4.213 do mesmo período do ano passado.

 

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