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Desembolso do crédito rural atinge R$ 2 bilhões nos primeiros quatro meses de 2025
Notícias

Agro bate recorde de exportações em janeiro, com US$ 11,72 bi

Por redação 19/02/2024
Escrito por redação

Soja em grãos e açúcar merecem destaque pelo aumento do valor exportado

Agro bate recorde de exportações em janeiro, com US$ 11,72 bilhõesAs exportações brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 11,72 bilhões em janeiro de 2024, um valor recorde para os meses de janeiro, com alta de 14,8% ou equivalente ao incremento de US$ 1,51 bilhão em relação aos US$ 10,21 bilhões exportados em janeiro de 2023.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), esse recorde é explicado pelo aumento do volume exportado, tanto de grãos (+19,7%) quanto de açúcar (+58,1%). Por outro lado, o índice de preço dos produtos exportados declinou 5,8% na comparação entre janeiro de 2023 e o mesmo mês de 2024.

Soja em grãos

As vendas externas dos produtos de soja superaram os outros anos, atingindo recorde de US$ 2,50 bilhões. Esta cifra foi obtida, principalmente, por causa do forte volume exportado de soja em grãos.

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve cair 4,4% em 2024, diz CNA

Foram 2,85 milhões de toneladas exportadas em janeiro de 2024, volume 240,0% superior quando comparado com 839,59 mil toneladas exportadas em 2023. A maior importadora de soja em grãos do Brasil é a China, tendo adquirido US$ 1,00 bilhão (69% do valor exportado).

Açúcar

Também sendo o destaque das exportações do agro, o complexo sucroalcooleiro teve uma alta de exportação de US$ 1,84 bilhão (+69,9%), se estabelecendo como o segundo principal setor exportador do agronegócio brasileiro em janeiro de 2024.

O volume exportado de açúcar pelo Brasil bateu recorde para os meses de janeiro, chegando a 3,2 milhões de toneladas. Uma quantidade recorde, com um dos preços mais altos dos últimos sete anos, resultou num valor também recorde de vendas externas de US$ 1,69 bilhão (+88,6%).

A Índia, segunda maior produtora de cana-de-açúcar, foi a maior importadora do açúcar brasileiro em janeiro de 2024, tendo comprado US$ 157,24 milhões.

Acumulado de 12 meses

Entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024, as vendas externas do agronegócio brasileiro somaram US$ 168 bilhões, que representa um crescimento de 4,8% na comparação com os doze meses anteriores (US$ 160,29 bilhões).

Soja em grãos e carnes foram os produtos que mais contribuíram para o desempenho favorável no acumulado do ano.

 

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19/02/2024 0 Comentários
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Notícias

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve cair 4,4% em 2024

Por redação 16/02/2024
Escrito por redação

Relatório da CNA aponta ainda que, em 2024, para os principais produtos, os preços continuam baixo, pressionados pela expectativa de oferta mundial, já a produção nacional vem sendo afetada por questões climáticas

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve cair 4,4% em 2024, diz CNA

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,19 trilhão em 2024, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O VBP é o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com a média de preços recebidos pelos produtores de todo o país.

No ano passado, houve recorde de safra, dos 28 produtos que compõem este relatório, em 20 houve aumento da produção, entretanto, os preços foram na contramão.

Em 2024, para os principais produtos, os preços continuam baixo, pressionados pela expectativa de oferta mundial, já a produção nacional vem sendo afetada por questões climáticas. Na agricultura, a produção de grãos que havia atingido recorde de produção, este ano sofre com os efeitos associados ao El Niño.

Empresa anuncia sistema meteorológico com precisão aproximada de 90%

No caso da soja, já foram colhidos 20,9% da área e, devido aos impactos climáticos, é esperado redução de 3,4% na produção devido a quebra na produtividade na maior parte do país.

Os preços seguem em queda, 15,0%, apesar da quebra no Brasil, o preço está sendo pressionado pelas projeções de boa oferta mundial. Dessa forma, para soja projeta-se uma retração no VBP em 17,9%. O milho, cultura que representa 15,5% do VBP agrícola, deve registrar queda de 13,8% na produção, o preço segue baixo com uma pequena oscilação positiva de 0,3%, assim é esperado uma redução de 13,6% no VBP.

Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 806 bilhões em 2024, representando redução de
5,2% em relação a 2023.

VBP da pecuária

Na pecuária, a bovinocultura de corte, que representa 47,0% do valor Bruto da Produção da pecuária, passou por 2023 com incremento de 5,1% na oferta de animais e redução na demanda, resultando queda de 16,8% no preços. Apesar desse cenário, para 2024 a previsão é de aumento na produção em 1,4%, e redução de preço em 1,5%, ainda em decorrência do ciclo pecuária, acarretando retração de 0,1% no VBP.

Para o leite, produto que representa 18,2% do VBP da pecuária, deve registrar aumento de 1,2% na produção, com redução de 17,1% no preço. Assim, o VBP projetado do leite deve registrar queda de 16,1%.

A projeção para o VBP da pecuária 2024 é de R$ 388,6 bilhões, uma redução de 2,8% na comparação com 2023, entretanto o cenário para pecuária pode melhorar caso a China acene positivamente para importação de carne bovina. Atualmente a previsão é de 2,8% de redução nas importações da proteína pela China.

 

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Notícias

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve cair 4,4% em 2024, diz CNA

Por redação 16/02/2024
Escrito por redação

Relatório da CNA aponta ainda que, em 2024, para os principais produtos, os preços continuam baixo, pressionados pela expectativa de oferta mundial, já a produção nacional vem sendo afetada por questões climáticas

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve cair 4,4% em 2024, diz CNAO Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,19 trilhão em 2024, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O VBP é o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com a média de preços recebidos pelos produtores de todo o país.

No ano passado, houve recorde de safra, dos 28 produtos que compõem este relatório, em 20 houve aumento da produção, entretanto, os preços foram na contramão.

Em 2024, para os principais produtos, os preços continuam baixo, pressionados pela expectativa de oferta mundial, já a produção nacional vem sendo afetada por questões climáticas. Na agricultura, a produção de grãos que havia atingido recorde de produção, este ano sofre com os efeitos associados ao El Niño.

Empresa anuncia sistema meteorológico com precisão aproximada de 90%

No caso da soja, já foram colhidos 20,9% da área e, devido aos impactos climáticos, é esperado redução de 3,4% na produção devido a quebra na produtividade na maior parte do país.

Os preços seguem em queda, 15,0%, apesar da quebra no Brasil, o preço está sendo pressionado pelas projeções de boa oferta mundial. Dessa forma, para soja projeta-se uma retração no VBP em 17,9%. O milho, cultura que representa 15,5% do VBP agrícola, deve registrar queda de 13,8% na produção, o preço segue baixo com uma pequena oscilação positiva de 0,3%, assim é esperado uma redução de 13,6% no VBP.

Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 806 bilhões em 2024, representando redução de
5,2% em relação a 2023.

VBP da pecuária

Na pecuária, a bovinocultura de corte, que representa 47,0% do valor Bruto da Produção da pecuária, passou por 2023 com incremento de 5,1% na oferta de animais e redução na demanda, resultando queda de 16,8% no preços. Apesar desse cenário, para 2024 a previsão é de aumento na produção em 1,4%, e redução de preço em 1,5%, ainda em decorrência do ciclo pecuária, acarretando retração de 0,1% no VBP.

Para o leite, produto que representa 18,2% do VBP da pecuária, deve registrar aumento de 1,2% na produção, com redução de 17,1% no preço. Assim, o VBP projetado do leite deve registrar queda de 16,1%.

A projeção para o VBP da pecuária 2024 é de R$ 388,6 bilhões, uma redução de 2,8% na comparação com 2023, entretanto o cenário para pecuária pode melhorar caso a China acene positivamente para importação de carne bovina. Atualmente a previsão é de 2,8% de redução nas importações da proteina pela China.

 

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Notícias

Empresa anuncia sistema meteorológico com precisão aproximada de 90%

Por redação 16/02/2024
Escrito por redação

Anunciada na Turquia, plataforma de inteligência climática vai beneficiar produtores rurais de vários países, incluindo o Brasil

Empresa anuncia sistema meteorológico com acurácia aproximada de 90% Primeira empresa do mundo a oferecer previsão com modelo específico para climas tropicais, a ignitia Inteligência Climática anunciou há poucos dias o lançamento de seu novo sistema meteorológico, que nos testes obteve mais de 90% de acurácia.

Com as mudanças climáticas causando cada vez mais dificuldades para os produtores rurais, contar com um sistema que garanta alta precisão na previsão do clima é fundamental, é o que explica o diretor da ignitia para América Latina, João Rodrigo de Castro.

“Estamos evoluindo cada vez mais, para auxiliar de maneira ainda mais efetiva todos aqueles que trabalham no campo. Nosso novo sistema chega para ajudar de maneira definitiva os produtores a terem ainda mais segurança no direcionamento de suas ações”.

Fazendo uso de inteligência artificial, a nova plataforma coleta, analisa e interpreta dados climáticos complexos para fornecer previsões metereológicas hiper localizadas, indicando os melhores momentos para tomada de decisões essenciais, como: preparação do solo, plantio, fertilização, aplicação de defensivos, colheita, entre outros.

“Para o agricultor, a grande vantagem de contar com um sistema completo como esse, é saber exatamente quais são os melhores dias para tomar cada ação, levando em consideração as condições do clima”, completa Castro.

O anúncio da nova plataforma foi feito na cidade de Antalya, na Turquia, na última semana, onde a empresa reuniu seus profissionais que trabalham em diversos países como Brasil, EUA, Itália, Alemanha, Rússia, Portugal, Turquia e Gana, para realizar sua convenção anual e detalhar seu planejamento estratégico para 2024.

Resolução traz mudanças no financiamento do agronegócio no Brasil

O encontro na Turquia também serviu para a empresa anunciar seus novos produtos direcionados para o mercado brasileiro, tanto para o segmento B2B (voltado a médias e grandes empresas) quanto para o produtor rural de maneira individual.

“Muito em breve, teremos o nosso e-commerce funcionando a todo vapor, o que será fundamental para oferecer aos produtores uma ferramenta altamente confiável e que trará um benefício importantíssimo no dia a dia”, explica o gestor de Marketing da ignitia, Kalil Chebaro.

Fundada em 2010, a ignitia é a primeira empresa do mundo a entregar previsão com modelo específico para climas tropicais e personalizada para cada fazenda. O sistema desenvolvido entrega informações de alta precisão por meio de aplicativos, plataformas, alertas e dados digitais.

 

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Opinião

Resolução traz mudanças no financiamento do agronegócio no Brasil

Por redação 16/02/2024
Escrito por redação

A Resolução 5.118 do Conselho Monetário Nacional, implementada em 1º de fevereiro de 2024, trouxe mudanças significativas nas regulamentações do mercado de crédito rural privado no Brasil

Resolução traz mudanças significativas no financiamento do agro no Brasil*Cristiano Oliveira – Em 1º de fevereiro de 2024, a Resolução 5.118 do Conselho Monetário Nacional trouxe mudanças substanciais nas regulamentações que regem o mercado de crédito rural privado do Brasil, pegando muitos participantes do mercado desprevenidos. À medida que as partes interessadas no setor do crédito rural enfrentam a incerteza em torno destas alterações, torna-se imperativo aprofundar as potenciais consequências destas medidas. Assim, em vez de focar apenas nas intenções articuladas pelos reguladores, é essencial uma análise abrangente dos seus impactos, ou seja, uma Análise do Impacto Regulatório (AIR), ainda que seja sucinta.

A AIR poderia ter sido realizada pela equipe econômica o Ministério da Fazenda (MF), todavia, o voto apresentado pelo órgão afirma que a AIR nesse caso seria desnecessária, entre outras razões, porque “aprimora a política pública para o desenvolvimento do mercado privado de crédito rural e imobiliário”. O voto ainda argumenta que não haverá custos para os participantes do mercado e não constitui uma mudança substancial da política econômica. Entretanto, estes argumentos merecem um exame mais aprofundado, uma vez que as medidas afetam instrumentos do mercado de crédito que representam 60% do estoque total de crédito rural brasileiro, que atualmente é algo em torno de R$ 1 trilhão.

Aplicação do crédito rural chega a R$ 270 bi no Plano Safra 2023/2024

Antes de realizar este exame, cabe uma breve descrição das medidas e de suas intenções. Entre as medidas que merecem destaque estão: (i) a proibição das emissões de CRAs com lastro em títulos de dívida de emissão de companhias abertas não relacionadas aos setores do agronegócio; (ii) a vedação da emissão de CRAs com lastro em direitos creditórios originados de operações entre partes relacionadas ou de operações financeiras cujos recursos sejam utilizados para reembolso de despesas e; (iii) a vedação da emissão de LCAs com lastro em adiantamentos sobre operação de câmbio, créditos à exportação, inclusive certificados, cédulas ou notas deles representativos, certificados de recebíveis, inclusive CRA, e debêntures.

No que tange as suas intenções, o comunicado feito em conjunto pelo Ministério da Fazenda e o Banco Central afirma que o intuito das alterações era “aumentar a eficiência da política pública no suporte aos setores do agronegócio e imobiliário, assegurando que os referidos instrumentos sejam lastreados em operações compatíveis com as finalidades que justificaram a sua criação e contribuindo para um mercado de crédito mais robusto”. Afirma ainda que: “Os aprimoramentos introduzidos pela nova regulamentação têm por objetivo aumentar a efetividade dessa política, de modo que os recursos captados por meio desses instrumentos financeiros sejam direcionados de forma mais eficiente para o financiamento dos setores do agronegócio e imobiliário”.

De certa forma todas estas medidas e suas intenções apontam em um sentido único que é a restrição ao acesso e a um volume maior de crédito através destes instrumentos. Em outras palavras, criam restrições severas na demanda por crédito. A intenção de ir nessa direção é clara quando se observa que segundo a medida (i) a partir de agora somente empresas que comprovarem possuir 2/3 de sua receita consolidada no agronegócio poderão emitir CRAs. Se por um lado essa medida busca corrigir o que muitos classificam como uma distorção o fato de empresas que tenham uma relação tênue com o agronegócio acessem a este instrumento de crédito (algo que surgiu a partir da decisão do colegiado da CVM em 2016 referendando a emissão de CRAs pelo Burguer King), por outro lado, a resolução cria um critério mais complexo de qualificação, que certamente possui custos maiores de aferição e que possui o potencial de gerar disputas judiciais.

Ademais, as medidas (ii) e (iii) restringem de forma significativa o volume de crédito que poderá ser demandado mesmo por aqueles que, em teoria, estarão qualificados a acessá-los. Um levantamento realizado pelo Clube FII mostra que se as medidas tivessem entrado em vigor no início de 2023, 60,2% das captações de R$ 37 bilhões em CRAs ao longo do ano não se enquadrariam nas novas normas, sendo que cerca de 70% dessas captações que não ocorreriam seriam de empresas que cumpririam a regra de 2/3 para ser considerada do setor, ou seja, o setor deixaria de ter acesso a cerca de R$ 16 bilhões de crédito. O que permite inferir que as medidas implicam em uma redução no volume de crédito privado demandado pelo agronegócio no Brasil.

Conforme a nota, as medidas têm a intenção de direcionar o uso desses instrumentos para quem “eles foram destinados originalmente”. O que em uma primeira análise poderia ser algo bom para os empresários do agronegócio, uma vez que com uma menor demanda e uma oferta de crédito constante seria criada um excesso de oferta capaz de reduzir o custo para se tomar crédito, ou seja, seria possível obter um volume de crédito maior e mais barato do que é atualmente através desses instrumentos. No entanto, não existem garantias de que o volume ofertado de crédito permaneça o mesmo que existe hoje. Aliás, existem algumas razões para acreditar que a oferta seguirá a mesma direção da demanda.

Uma delas é que a perda de diversificação que terá impacto na oferta de recursos. A exclusão de empresas que ostentam fontes de receitas sólidas e que cumprem as suas obrigações não deverá agradar aos investidores, podendo afastar muitos deles devido a estas saídas. A confiança dos investidores também poderá diminuir, enfrentando desafios tanto de curto como de médio prazo. A curto prazo, estas medidas poderão prejudicar a capacidade de muitas empresas refinanciarem as suas dívidas, conduzindo potencialmente a inadimplências com grande visibilidade que poderão dissuadir ainda mais os investidores.

A médio prazo, os investimentos antes considerados seguros e lucrativos poderão a partir de agora ser vistos como mais arriscados, dissuadindo os investidores conservadores e necessitando de prémios mais elevados para compensar os aumentos de risco percebidos. Ambas as questões apontam para um custo mais elevado do crédito para o agronegócio. Assim, com base nesses argumentos, ao contrário do argumento do MF para a isenção do AIR, é implausível garantir que as medidas terão um custo nulo aos participantes. Além disso, outra consequência destas medidas é um retrocesso na democratização do acesso a tais investimentos. É previsível que muitos investidores sejam excluídos do mercado devido à oferta reduzida destes títulos, que atualmente oferecem bons retornos com baixo risco, limitando efetivamente o acesso a grandes investidores.

O fato é que estas medidas em conjunto, apesar de sinalizarem ter boas intenções, trazem muitas consequências não antecipadas pelos reguladores, muitas delas não intencionais e ainda imprevisíveis considerando que se trata de uma mudança abrupta em um mercado que ganhava dinâmica e apresentava ampla expansão. Estas alterações constantes e significativas nas regras do jogo, sempre geram um sério problema de insegurança jurídica, que invariavelmente afasta participantes do mercado.

Afinal, o que garante a eles que novas mudanças relevantes não virão? Incerteza agora é a palavra que está na mente dos atores do mercado de crédito rural privado do Brasil. Incertezas, por exemplo, a respeito das isenções tributárias, dado que hoje essas operações de crédito são isentas de IOF e que há isenção de IR para investidores que são pessoas físicas. Ninguém sabe o que irá acontecer. O que se sabe é que o atual governo busca desesperadamente por novas receitas.

Nesse sentido, essas medidas mostram uma clara intenção do governo em forçar a migração para operações de crédito que são tributadas. Ou seja, pode ser que todas estas mudanças tenham sido motivadas somente pela busca de se arrecadar mais tributos. Talvez, uma intenção menos evidente seja a de direcionar essas demandas para os instrumentos de crédito direcionados pelo Estado.

O que seria uma mudança de política econômica relevante e um retrocesso considerando que: (i) os últimos anos mostraram que é possível haver uma perfeita integração do agronegócio brasileiro com o mercado de capitais; (ii) que não existem recursos suficientes nessas fontes para financiar e expandir o setor e; (iii) que a alocação estatal gera privilégios e não costuma primar pela busca da eficiência. Tomara que essas medidas não levem o agronegócio nesta nova (velha) direção, pois se trata do setor mais dinâmico e bem sucedido da economia e que hoje impulsiona não somente as exportações, mas a economia brasileira.

**Cristiano Oliveira é Professor Associado da Universidade Federal do Rio Grande e Head of Research da Rivool Finance

 

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Notícias

Sicoob deve liberar R$ 7 bilhões em crédito rural no período de pré-custeio

Por redação 15/02/2024
Escrito por redação

Modalidade possibilita que os produtores planejem com antecedência a aquisição de insumos e recursos necessários para o desenvolvimento de suas atividades

Sicoob deve liberar R$ 7 bilhões em crédito rural no período de pré-custeioO Sicoob passou a oferecer a todos os produtores rurais cooperados a oportunidade de acessar o crédito rural na modalidade de custeio antecipado. Essa oferta possibilita que os produtores planejem com antecedência a aquisição de insumos e recursos necessários para o desenvolvimento de suas atividades agropecuárias, tais como a compra de sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, equipamentos, entre outros, seja para encerrar a safra 2023/24 ou para garantir condições mais favoráveis de mercado para a próximo ciclo.

Com condições personalizadas, taxas diferenciadas e um total de R$ 7 bilhões em recursos disponíveis, os agricultores têm a flexibilidade necessária para garantir a compra antecipada de insumos essenciais, contribuindo assim para maior rentabilidade do negócio.

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Uma das principais vantagens do custeio antecipado é a capacidade de aproveitar oportunidades de preços mais baixos nos insumos no início do ano, evitando a espera pelo início do Ano-Safra seguinte.

Fonte: Uagro

 

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Notícias

Integração lavoura-pecuária pode reduzir o uso de fertilizantes

Por redação 15/02/2024
Escrito por redação

Além da vantagem econômica ao produtor, por gastar menos com fertilizantes, a rotação entre lavoura e pastagem melhora a qualidade do solo

Integração lavoura-pecuária pode reduzir o uso de fertilizantes

O sistema integração lavoura pecuária diminui emissões de óxido nitroso, importante gás de efeito estufa // Foto: Kleberson de Souza

Estudo conduzido pela Embrapa no Bioma Cerrado mostra que a adoção de sistemas integrados lavoura pecuária pode ser benéfica tanto na diminuição das emissões de óxido nitroso (N2O) como na redução das aplicações de fósforo e potássio, se comparados a sistemas de lavouras contínuas fertilizadas com as doses normalmente recomendadas desses nutrientes.

Os sistemas de lavoura contínua, sem a presença da pastagem na rotação e baseados no cultivo solteiro de soja e sorgo, por exemplo, promoveram emissões mais elevadas de N2O quando foi aplicada a fertilização recomendada em relação aos sistemas que receberam metade da dose, aplicadas como fertilização de manutenção, conforme resultados obtidos em experimento de longa duração conduzido na Embrapa Cerrados (DF) entre 1991 e 2013.

O pastejo na área do sistema ILP nos anos anteriores ao estudo e a adubação com metade das doses de fósforo e potássio reduziram as emissões acumuladas do gás de efeito estufa (GEE) em 59%. Para os autores do estudo, diante da crise mundial de fertilizantes, os resultados têm extrema relevância para a agricultura no Brasil e no mundo.

Os resultados da pesquisa estão publicados no artigo Nitrous Oxide Emissions from a Long-Term Integrated Crop–Livestock System with Two Levels of P and K Fertilization, que tem entre os autores os pesquisadores da Embrapa Cerrados Arminda Moreira de Carvalho, Alexsandra Duarte de Oliveira e Robélio Leandro Marchão, que trabalharam em parceria com a Universidade de Brasília.

“A relação entre as emissões de N2O e a fertilização nitrogenada, assim como as menores emissões de N2O resultantes da adoção de sistemas integrados, já estão bem documentadas na literatura científica. No entanto, ainda não havia informações disponíveis sobre a relação das emissões desses GEE com outros nutrientes comumente aplicados na lavoura, como fósforo e potássio,” argumentam os autores.

O trabalho partiu da premissa de que os sistemas integrados são mais eficientes na utilização dos nutrientes aplicados ao solo, e que em solos de fertilidade construída (após vários anos de cultivo) é possível reduzir significativamente as doses de fósforo e potássio aplicadas na fase lavoura da rotação. Segundo os pesquisadores, a rotação entre lavoura e pastagem traz diversos benefícios para a qualidade do solo, que tem como consequência a proteção da matéria orgânica e a melhoria do funcionamento biológico do solo, além da redução das emissões de GEE.

No sistema integrado na modalidade “boi safrinha”, por exemplo, o pastejo de entressafra reduz a disponibilidade de biomassa no solo, aumentando a mineralização do nitrogênio, a ciclagem de nutrientes e estimulando o sistema radicular da gramínea forrageira.

“Confirmamos a hipótese de que com a adoção de sistemas integrados em áreas consolidadas de agricultura é possível reduzir a adubação fosfatada e potássica e, ao mesmo tempo, mitigar as emissões de N2O em comparação com lavouras contínuas que recebem altas doses desses nutrientes”, afirma Marchão.

Estudo comparou dois sistemas

Para testar essa hipótese, foram avaliadas as emissões de N2O, variáveis edafoclimáticas (de clima e solo), atributos químicos do solo, a produção de resíduos vegetais, o rendimento de grãos e a emissão relativa (kg de N2O emitido por kg de grãos produzido). As avaliações foram realizadas nos sistemas integrados em comparação a sistemas de lavouras contínuas, ambos em dois níveis de fertilidade e com diferentes históricos de adubação. Os sistemas avaliados fazem parte do experimento mais antigo de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) do Brasil, implantado na Embrapa Cerrados em 1991.

O estudo foi realizado durante dois anos agrícolas consecutivos, durante a fase lavoura dos sistemas integrados, rotacionados a cada quatro anos entre lavoura e pecuária (pastagem). Desde a implantação do experimento de ILP, as áreas foram conduzidas sob dois níveis de fertilização fosfatada e potássica.

Dessa forma, foram estabelecidos quatro contrastes entre sistemas: lavouras contínuas adubadas com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; lavouras contínuas nas doses recomendadas de fósforo e potássio; sistema ILP com metade das doses recomendadas de fósforo e potássio; e sistema ILP nas doses recomendadas de P e K. Uma área de Cerrado nativo adjacente foi utilizada como referência para monitoramento da emissão de óxido nitroso.

No primeiro ano do estudo, em ambos os sistemas (ILP e lavoura contínua) a cultura de soja foi sucedida pelo pousio devido à escassez de chuva que inviabilizou o cultivo da segunda safra. No segundo ano, no sistema ILP, foi realizado, após a colheita da soja, por meio do plantio do sorgo de segunda safra em consórcio com Panicum maximum BRS Tamani para pastejo na entressafra. Já nas áreas de lavoura contínua, o sorgo foi plantado na entressafra da soja, sendo consorciado com um mix de espécies de plantas de cobertura – capim pé-de-galinha (Eleusine coracana), capim braquiária (Brachiaria brizantha cv. Paiaguás), feijão-guandu (Cajanus cajan IAPAR 43), crotalária (Crotalaria spectabilis) e nabo-forrageiro (Raphanus sativus).

Sistema integrado apresentou menores valores para emissões de N2O diárias e acumuladas

Valor Bruto da Produção - Integração lavoura-pecuária pode reduzir o uso de fertilizantesAs emissões de N2O foram medidas ao longo de 603 dias, totalizando 78 campanhas de coleta de gases. As amostragens do gás foram realizadas com o uso de câmaras estáticas instaladas em cada sistema de manejo.

Os fluxos diários de óxido nitroso variaram de −5,33 a 73,51 µg N2O/m2/h no primeiro ano agrícola e de -3,27 a 77,17 µg N2O/m2/h no segundo – fluxos com valores positivos significam emissões do GEE para a atmosfera, enquanto valores negativos representam sequestro do gás. Segundo os pesquisadores, apesar de não serem tão altos, esses valores já são preocupantes no contexto das mudanças climáticas.

O maior fluxo diário de N2O foi observado no sistema lavoura contínua com as doses recomendadas de fósforo e potássio no segundo ano de avaliação. De acordo com o estudo, os fluxos mais altos de N2O foram registrados imediatamente após a semeadura e ao final do ciclo da soja, e após a adubação de cobertura nitrogenada do sorgo na segunda safra.

As médias de fluxos diários de óxido nitroso no período analisado foram de 23,2 µg N2O/m2/h no sistema de lavoura contínua com a adubação recomendada, 16,9 N2O/m2/h no sistema de lavoura contínua com metade da adubação fosfatada e potássica, 14,3 µg N2O/m2/h no sistema integrado com adubação recomendada e 12,4 µg N2O/m2/h no sistema integrado com metade da dose, enquanto na vegetação nativa de Cerrado, a média diária de referência foi de 6,2 µg N2O/m2/h.

Aplicação do crédito rural chega a R$ 270 bi no Plano Safra 2023/2024

O trabalho também mensurou as emissões acumuladas de N2O, considerando sistema e níveis de fertilidade. O sistema de lavoura contínua e dose recomendada (1,32 kg N2O/ha) emitiu mais N2O quando comparado ao sistema integrado com metade da dose (0,46 kg N2O/ha) no primeiro ano de avaliação, porém não diferiu dos demais sistemas no segundo ano, e ao considerar todo o período de avaliação (603 dias), continuou sendo o sistema que mais emitiu (2,74 kg N2O/ha), enquanto o sistema integrado com metade da dose contribuiu no mesmo período com 1,12 kg N2O/ha, ou seja 59% menos.

“Esse resultado possivelmente é explicado pelo pastejo em anos anteriores a esse estudo nos sistemas ILP, o que, associado à fertilização de fósforo e potássio no sistema integrado com metade da dose, resultou em menor quantidade de resíduos culturais. Isso provocou aumento da mineralização e menor disponibilidade do nitrogênio. Em consequência, houve mitigação de N2O”, explica Arminda Carvalho.

Nos demais sistemas, as emissões acumuladas no período estudado foram de 1,62 kg N2O/ha (lavoura contínua com metade da dose), 1,41 kg N2O/ha (no sistema integrado e dose recomendada) e de 0,38 kg N2O/ha no Cerrado nativo.

“Nossos resultados sugerem que os sistemas integrados, que incluem lavouras e pastagem, e com metade da dose de P e K, são mais efetivos em mitigar emissões de N2O, o que, no contexto atual de crise climática e na indústria global de fertilizantes, é um aspecto de grande relevância para a agricultura no Brasil e no mundo”, concluem os autores.

Tecnologia importante para as mudanças climáticas

Os sistemas integrados já são uma realidade no Brasil e representam uma das tecnologias disponíveis para enfrentar as mudanças climáticas, sendo uma das principais estratégias previstas no Plano ABC+, atual política pública brasileira para mitigação das emissões de GEE no setor agrícola.

A expectativa é de que a implementação de políticas públicas de pagamento por serviços ambientais e a possiblidade de negociar o excedente do carbono em mercado público ou privado tornará ainda mais atrativa a adoção de sistemas integrados.

“Para isso, é necessário estabelecer métricas que possibilitem comparar sistemas tradicionais, como lavouras continuas de grãos, ou de pecuária, com os intensificados, como os de Integração Lavoura-Pecuária e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Nesse sentido, nosso estudo contribui para a elaboração dessas métricas”, finalizam os autores.

 

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Notícias

Brasil e Egito fortalecem relações comerciais para exportação de carne

Por redação 15/02/2024
Escrito por redação

Acordo atesta o alto nível de confiança no controle sanitário do Brasil

Acordo atesta o alto nível de confiança no controle sanitário do BrasilCom a confirmação da missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Egito nesta semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) conquistou mais um avanço nas relações comerciais com o país norte-africano. Na última terça-feira (13), o governo brasileiro obteve o “Protocolo de Equivalência dos Sistemas de Inspeção de Carnes”, também conhecido como “pre-listing”, uma medida que promete facilitar as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de aves para o Egito.

Na última missão ao Cairo da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), do Mapa, em novembro do ano passado, foi possível avançar na conquista deste protocolo, após reunião do secretário-adjunto da SCRI, Julio Ramos, com o vice-ministro de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura do Egito, Saad Moussa. Na ocasião, também foi anunciada a abertura do mercado de pescados e derivados.

“O ‘pre-listing’ reflete o alto grau de confiança no controle sanitário brasileiro, especialmente no Serviço de Inspeção Federal (SIF), cuja excelência é reconhecida por mais de 150 países importadores. O Egito, um dos seis maiores importadores mundiais de carne bovina do Brasil, e líder na importação de carne de aves do nosso país, demonstra a força e o potencial de crescimento das relações comerciais estabelecidas. Somente no ano passado conquistamos quatro novos mercados no Egito, entre eles o de algodão”, afirmou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Antes deste acordo, a renovação da habilitação de estabelecimentos brasileiros para exportação, bem como a aprovação de novas unidades de processamento, exigia auditorias presenciais por parte das autoridades egípcias.

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O procedimento não apenas implicava altos custos para os exportadores brasileiros, mas também sobrecarregava os Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Mapa e limitava o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Egito. Desde 2019, cerca de 30 estabelecimentos brasileiros estavam na “fila de espera” para obterem a habilitação.

A formalização da pré-listagem vem sendo realizada pelo embaixador do Brasil no Cairo, Paulino Franco de Carvalho Neto, pelo adido agrícola Rafael Mohana e pelo ministro de Estado da Agricultura e Recuperação de Terras do Egito, Mohamed Sayed El-Quseir.

Em 2023, o Brasil exportou para o Egito mais de US$ 1,7 bilhão em produtos, dos quais US$ 384 milhões, correspondentes a 22%, foram em carnes, totalizando mais de 130 mil toneladas exportadas. Esse resultado é mais um fruto da estreita coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Mapa.

 

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Tecnologia

Tomra Food revela novas soluções baseadas em inteligência artificial

Por redação 15/02/2024
Escrito por redação

Empresa apresenta nova estrutura organizacional e lança suas mais recentes inovações com a tecnologia Deep Learning

Tomra Food revela novas soluções baseadas em inteligência artificialA Tomra Food revelou sua nova estrutura organizacional, apresentou suas soluções de classificação, inspeção e embalagem e lançou três novas soluções de classificação e inspeção com tecnologia de IA. Os anúncios foram feitos na exposição Fruit Logistica (5 a 7 de fevereiro em Berlim), por Harald Henriksen, vice-presidente executivo e chefe da Tomra Food, e Karel Strubbe, diretor regional da Tomra Food na região EMEA.

A nova estrutura da Tomra Food cria uma organização mais mais próxima de seus clientes, com maior capacidade de inovar e trazer soluções eficazes para o mercado. Para isso, está adotando uma nova estrutura regional composta por três áreas: EMEA, Américas e APAC.

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Dentro de cada área, a empresa está fundindo as áreas de negócios Tomra Processed Food e Tomra Fresh Food em uma única equipe Tomra Food. O elemento final da nova estrutura é a criação de um novo hub central que reúne P&D, desenvolvimento de produtos e operações, aumentando a eficiência operacional e a velocidade de inovação da TOMRA Food.

“Ao longo de sua história, a Tomra Food demonstrou sua capacidade de se adaptar e inovar para fornecer as soluções que nossos clientes realmente precisam. É isso que estamos fazendo com nossa nova organização, que os beneficiará de diferentes maneiras. A abordagem regional nos permitirá operar como um parceiro local, mantendo um diálogo mais direto com nossos clientes e respondendo rapidamente às suas diversas necessidades. Unificar nossas duas áreas de negócios em uma única equipe da Tomra Food significa que podemos capitalizar as melhores práticas de cada uma delas para trabalhar com mais eficiência e fornecer soluções e serviços de primeira linha. Por fim, ao centralizar nossa P&D e operações em uma unidade dedicada, poderemos aproveitar a experiência e os esforços coletivos de toda a nossa equipe, aumentando nossa capacidade de inovar e trazer mais e melhores soluções para nossos clientes – e liderar a revolução dos recursos com eles”, disse Henriksen.

Parte do compromisso da Tomra Food em atender às necessidades reais de seus clientes em todo o mundo está em suas colaborações com parceiros. É o caso da ICOEL, fabricante italiana de equipamentos de manuseio, processamento e embalagem de frutas, cujo estande na Fruit Logistica compartilha a área de receção com o da Tomra Food.

Novas soluções de classificação

A Tomra Food lançou três soluções que demonstram como a Inteligência Artificial está mudando o processamento de alimentos. A primeira é a Neon, uma nova máquina de pré-classificação de mirtilo que usa modelagem de IA para detectar grupos com precisão incomparável. Uma máquina compacta, durável e fácil de limpar, ela será uma adição valiosa às operações de processamento e embalagem de mirtilo.

Testes extensivos de validação mostraram que a Tomra Neon remove mais de 95% dos cachos e mais de 90% das frutas vermelhas e verdes para otimizar a eficiência do classificador óptico.

Com sua entrada no mercado, a Tomra agora oferece um conjunto de soluções que integra o Harvest Cleaner, o Small Fruit Eliminator, o Tomra Neon e o KATO260 para um processamento fácil e eficaz de mirtilos colhidos por máquinas.

Também foi apresentada na Fruit Logistica a plataforma de classificação Spectrim X de nova geração com a tecnologia LUCAi® Deep Learning para maçãs. Essa solução inteligente de classificação e inspeção óptica, equipada com o software LUCAi® Engine, hardware de computação e modelos pré-treinados, atende à demanda dos clientes por maior produtividade com precisão de classificação incomparável, rendimentos mais altos, perda mínima de frutas e custos operacionais reduzidos.

A Tomra Food também apresentou o Tomra LUCAi® para sua plataforma de classificação InVision2 para cerejas. A tecnologia Deep Learning da Tomra maximiza os resultados da embalagem e minimiza a perda de frutas. Ela detecta, com extrema precisão, rachaduras nas bordas, cerejas Pacman, suturas abertas, manchas cosméticas e puxões no caule, além de garantir uma melhor detecção de esporas, bem como rachaduras e defeitos ao redor do caule. Os clientes se beneficiarão com a qualidade e a consistência aprimoradas da embalagem, com desperdício minimizado e rendimento superior.

 

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Notícias

Aplicação do crédito rural chega a R$ 270 bi no Plano Safra 2023/2024

Por redação 14/02/2024
Escrito por redação

Até o momento, total do desembolso corresponde a 62% do montante que foi programado para a atual temporada para todos os produtores

Aplicação do crédito rural chega a R$ 270 bi no Plano Safra 2023/2024Com um aumento de 16% em relação a igual período da safra passada, o montante do desembolso do crédito rural chegou a R$ 270,9 bilhões no Plano Safra 2023/24, no período de julho/2023 até janeiro/2024. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 152 bilhões. Já as concessões das linhas de investimentos totalizaram R$ 62 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 33 bilhões e as de industrialização, R$ 24 bilhões.

Foram realizados 1.369.816 contratos no período de sete meses do ano agrícola, sendo 1.018.946 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 135.378 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

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Os demais produtores formalizaram 215.492 contratos, correspondendo a R$ 194,8 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras. O total de R$ 271 bilhões corresponde a 62% do montante que foi programado para a atual safra para todos os produtores (pequenos, médios e grandes), que é de R$ 435,8 bilhões.

Na agricultura empresarial (médios e grandes agricultores), a aplicação do crédito rural atingiu R$ 232 bilhões de julho a janeiro, correspondendo a uma alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor significa 64% do total programado pelo governo, de R$ 364,2 bilhões.

Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de quase R$ 39 bilhões no Pronaf e de R$ 37,2 bilhões no Pronamp.

Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (ModerAgro) teve contratações da ordem de R$ 1,6 bilhão, significando um aumento de 19% em relação a igual período na safra anterior. E os financiamentos para o Pronamp alcançaram R$ 3,7 bilhões, alta de 97%.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis atingiu R$ 12,7 bilhões, significando um aumento de 332% em relação a igual período da safra anterior, sinalizando uma maior utilização dessa fonte, colocados à disposição pelas instituições financeiras para equalização dentro do Plano Safra.

Cabe destacar, ainda, a contribuição da fonte não controlada da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para o funding do crédito rural, que respondeu por 49% do total das aplicações da agricultura empresarial nos primeiros sete meses da safra atual, se situando em R$ 112,5 bilhões, com aumento de 118% em relação a igual período da safra passada, quando essa fonte representou 26% (R$ 51,6 bilhões).

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 05 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

 

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