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Notícias

Tecnoshow Comigo 2024 espera repetir resultados bilionários

Por redação 22/02/2024
Escrito por redação

Evento será realizado de 8 a 12 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO)

21ª Tecnoshow Comigo espera repetir resultados bilionários Os organizadores da Tecnoshow Comigo, que será realizada de 8 a 12 de abril, no Centro Tecnológico Comigo (CTC), em Rio Verde (GO), promoveu uma coletiva de imprensa na manhã da quarta-feira (21) para falar sobre a 21ª edição da feira.

De acordo com o presidente do Conselho Administrativo, Antonio Chavaglia da Comigo, a iniciativa reforça a importância do desenvolvimento da agricultura e pecuária no País, com expectativas para uma edição tão robusta quanto a anterior, marcada por recorde de público e negócios fechados.

“Todos os espaços foram preenchidos e as mais diferentes empresas confirmadas. No ano passado, com 650 expositores e mais de 138 mil participantes, contabilizamos R$ 11 bilhões em negócios. Devemos manter esses números em 2024”, comemora Chavaglia, ao frisar a participação de 16 embaixadas durante os cinco dias de evento.

Para esta edição, a Tecnoshow Comigo também conta com inúmeras atualizações, principalmente em relação ao espaço do evento.

Agrishow deve injetar mais de R$ 500 milhões em Ribeirão Preto e região

Segundo o diretor de Insumos e coordenador Geral da Feira, Claudio Teoro, pavilhões foram ampliados e novas construções finalizadas, como a Boutique Tecnoshow, a Comigo Florestal e o Pavilhão para Agricultura Familiar. Ações como essa fazem parte do investimento de mais de R$ 500 mil em melhorias para o evento.

“Especialistas renomados abordarão temas cruciais para a pecuária, incluindo Saúde Animal, Nutrição e Manejo das diferentes espécies”, exemplifica o coordenador.

Ao todo, serão mais de 100 horas destinadas ao conhecimento, seja em um dos três auditórios ou nas dinâmicas de pecuária. Temas como nutrição, mercado de grãos e pecuária, sucessão, tecnologia e inovação e cooperativismo farão parte da programação.

O evento também contará com a exposição de cerca de 800 animais, representando diversas espécies, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares, ovinos, peixes, mini-vacas, pôneis e possivelmente cães pastores.

“A feira é uma combinação perfeita para dar certo: empresas engajadas, possibilidades assertivas e um público de ponta. Temos tudo para manter o sucesso dos anos anteriores”, destaca o presidente executivo, Dourivan Cruvinel.

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Notícias

Agrishow deve injetar mais de R$ 500 milhões em Ribeirão Preto e região

Por redação 22/02/2024
Escrito por redação

O ingresso antecipado custa de R$ 60 a R$ 70; na bilheteria do evento, o visitante terá de desembolsar R$ 120

Agrishow deve injetar mais de R$ 500 milhões em Ribeirão Preto e regiãoA 29ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, deve injetar na economia de Ribeirão Preto e cidades vizinhas, no interior de São Paulo, cerca de R$ 500 milhões entre os dias 29 de abril e 3 de maio.

Esse valor contempla os gastos dos visitantes em transporte, hospedagem, bares e restaurantes, compras em comércios locais, visitas a parentes e amigos, atividades culturais e passeios turísticos.

A estimativa é receber no evento ao menos cerca de 195 mil pessoas. Em 2023, 88,75% do público da feira eram visitantes de fora de Ribeirão Preto, principalmente de outras cidades do estado, com gasto médio de R$ 3.000 por pessoa. Para este ano, a expectativa é que essa média de visitantes de outras cidades e de gastos ao menos se mantenha.

A diretora da Informa Markets, Liliane Bortoluci, organizadora da Agrishow, ressalta a importância da feira para a economia local.

“Em 2023, por exemplo, mais de 7.000 trabalhadores solicitaram registro para atuarem de alguma forma na feira, seja na montagem, realização ou desmontagem do evento. E com certeza muitas outras oportunidades de trabalho em diversas áreas também foram criadas em toda a região”, diz.

Venda de ingressos

Os ingressos para a feira estão sendo comercializados desde 22 de janeiro no site oficial do evento. Cada dia de visitação tem o custo de R$ 60 no primeiro lote. Este valor estará disponível até 26 de fevereiro.

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Neste ano, os interessados no evento deverão escolher o dia da semana em que desejam visitá-lo já no ato da compra. Além da credencial de entrada, que poderá ser utilizada por um dia inteiro, já é possível também adquirir antecipadamente o ticket do estacionamento, pelos valores de R$ 65 por acesso para carros e motos, enquanto vans, micro-ônibus e ônibus pagam R$ 100 por acesso.

O segundo lote de ingressos será disponibilizado a partir de 27 de fevereiro e cada dia custará R$ 70. Importante destacar que as quantidades de ingressos por dia e de tickets de estacionamento são limitadas.

Por isso, vale antecipar as compras on-line. Na bilheteria da Agrishow, o valor diário da entrada será de R$ 120. Em todos os lotes, é possível adquirir meia-entrada pelo público elegível, a conferir nos termos e condições do evento.

 

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CuriosidadeManutenção

As principais causas de quebra de máquinas agrícolas e como evitá-las

Por redação 22/02/2024
Escrito por redação

Quais as melhores estratégias de prevenção para manter a eficiência no campo

Tecnoshow Comigo - As principais causas de quebra de máquinas agrícolas e como evitá-lasProdutores rurais enfrentam desafios constantes no manejo de suas operações, e um dos problemas recorrentes é a quebra de máquinas agrícolas. Entender as principais causas desses incidentes e adotar medidas preventivas é fundamental para garantir a eficiência e a produtividade no campo.

1. Manutenção inadequada:

Uma das principais razões para a quebra de máquinas agrícolas é a falta de manutenção adequada. Componentes desgastados ou mal lubrificados podem levar a falhas catastróficas durante o trabalho no campo.

Para evitar esse problema, os produtores devem implementar um plano de manutenção regular. E isso inclui inspeções periódicas, troca de peças conforme o desgaste e lubrificação adequada de todas as partes móveis.

2. Operação incorreta:

Muitas vezes, a quebra de máquinas agrícolas ocorre devido à operação inadequada por parte dos trabalhadores. Sobrecarregar o equipamento, ignorar limitações de carga ou velocidade e não seguir as instruções do manual do usuário podem resultar em danos significativos.

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É essencial fornecer treinamento adequado aos operadores para garantir que eles saibam como usar os equipamentos corretamente e respeitar suas capacidades.

3. Uso de peças de baixa qualidade:

Utilizar peças de reposição de qualidade inferior pode comprometer seriamente o desempenho e a durabilidade das máquinas agrícolas. Peças genéricas ou não certificadas podem não se encaixar corretamente. Ou seja, não oferecer a mesma resistência que as peças originais do fabricante.

Os produtores devem sempre optar por peças de reposição genuínas e de qualidade reconhecida, mesmo que o custo inicial seja um pouco mais alto.

4. Condições adversas do ambiente:

Fatores ambientais, como poeira, umidade e temperatura extrema, podem contribuir para a deterioração rápida das máquinas agrícolas.

Para mitigar esses efeitos, os produtores devem armazenar adequadamente seus equipamentos quando não estiverem em uso, protegendo-os de intempéries e garantindo a limpeza regular para remover acúmulos de sujeira e corrosão.

5. Envelhecimento e obsolescência:

Com o passar do tempo, mesmo as máquinas agrícolas mais bem cuidadas eventualmente se tornarão obsoletas ou apresentarão desgaste excessivo devido ao uso prolongado.

Nestes casos, para evitar quebras repentinas, os produtores devem planejar a substituição de seus equipamentos conforme a vida útil estimada ou quando sinais de deterioração começarem a aparecer, investindo em máquinas mais modernas e eficientes.

Em suma, a quebra de máquinas agrícolas pode representar um sério obstáculo para a produtividade e a rentabilidade no campo.

No entanto, ao adotar práticas de manutenção preventiva, capacitar os operadores, utilizar peças de qualidade, proteger os equipamentos do ambiente e planejar a substituição oportuna, os produtores podem reduzir significativamente o risco de enfrentar esse problema. Priorizar a prevenção é fundamental para garantir o sucesso das operações agrícolas a longo prazo.

 

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Crédito rural cresce 6% e atinge R$ 316,6 bilhões para o período da safra 2025/26
Notícias

Tecnologia reduz perdas causadas pelo fenômeno El Niño

Por redação 21/02/2024
Escrito por redação

Especialistas explicam como modernas ferramentas presentes em maquinários agrícolas e nos sistemas de irrigação estão prevenindo prejuízos maiores com fenômeno climático que atinge todo o país

Tecnologia reduz perdas causadas pelo fenômeno El Niño As condições climáticas ocasionadas pelo fenômeno El Niño, como chuvas escassas e mal distribuídas, altas temperaturas na região central do país, além de precipitações volumosas no Sul, provocaram o atraso do plantio o que deve resultar numa redução de 23 milhões de toneladas.

Em Goiás, as perdas podem variar entre 15% e 23%, em 2024, segundo os dados divulgados no Balanço da Expedição Safra Goiás, da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), apresentados no último dia 22 de janeiro. Mas as perdas poderiam ser ainda maiores, se não fosse justamente o fator que tem feito do agronegócio brasileira uma potência no mundo: a alta tecnologia agregada a seus processos.

Sicredi liberou R$ 31,7 bilhões no 1º semestre do Plano Safra 2023/24

O engenheiro agrícola e gerente comercial da Pivot Máquinas Agrícolas e Sistemas de Irrigação, Ivanildo Carrilho, explica que os dispositivos de diagnóstico e análise embargados nos maquinários ou presentes nos sistemas de irrigação trazem uma série ferramentas que otimizam a produção, mesmo frente à instabilidade climática trazida pelo El Niño.

“Hoje, a tecnologia empregada na produção agrícola está numa era totalmente digital, de forma que o produtor tem acesso a uma vasta quantidade de informações e análises que auxiliam na gestão do plantio e da colheita. São relatórios com mapas climáticos, análises de solo, detalhamento da produtividade hora a hora, sistemas de irrigação que otimizam o uso dos recursos hídricos, e tudo isso pode ser programado e operado de forma remota, usando um aparelho de celular”, descreve o especialista.

Irrigação

Ivanildo Carrilho cita como exemplo os modernos sistemas de irrigação por pivô, em que se é possível, mesmo num momento de escassez de chuva, atender a demanda de água da planta na hora certa.

“Quem tem sistema de irrigação e já trabalha com ele consegue manter uma alta produtividade mesmo com eventos climáticos adversos. Quem não tem, vai sempre atrasar o plantio ou correr risco de fazer uma segunda produção”, relata o gerente da Pivot.

Ele lembra também que a implementação dessas soluções tecnológicas para a irrigação agrícola, não apenas aumenta a produtividade, mas também contribui para uma agricultura sustentável, já que promove um uso da água totalmente racional, sem desperdício.

“Hoje, você tem sistemas de irrigação que são interligados a plataformas digitais que fornecem aos produtores as informações necessárias para auxiliar nas decisões de irrigação mais assertivas e eficientes. Um exemplo é a FieldNET, uma plataforma digital desenvolvida pela Lindsay, nossa parceira na comercialização de pivôs centrais. Ela traz uma ferramenta chamada WaterTrend. Por meio de dados científicos, exibe um panorama de 7 dias de previsão de uso de água da cultura e níveis de precipitação, levando em consideração as quantidades de chuva previstas, o estádio de crescimento da planta e as informações de uso de água da cultura específicos de cada campo”, detalha o especialista.

Maquinários

Outro exemplo de como a tecnologia ajuda a reduzir as perdas agrícolas provocadas pelo El Niño está no processo de colheita dos grãos que utilizam sensores inteligentes e sistemas de monitoramento remoto para otimizar o recolhimento dos alimentos nas plantações.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente corporativo da Pivot, Adriano Rodrigues, com a utilização das colheitadeiras de última geração é possível mensurar a diferença de cada coleta realizada pelo equipamento.

“Ao realizar a leitura dos dados de forma correta no equipamento, o produtor identifica a necessidade de corrigir erros e evita desperdícios dos alimentos reduzindo consideravelmente suas perdas”, esclarece.

Adriano também destaca que todos os processos de automação oferecidos nos modernos maquinários agrícolas de hoje, não apenas reduzem as perdas durante a colheita, mas também permitem uma gestão mais eficiente da mão de obra, otimizando os recursos disponíveis.

 

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Tecnologia

Mahindra vai investir R$ 55 milhões em nova fábrica no Rio Grande do Sul

Por redação 21/02/2024
Escrito por redação

A expectativa é de que, com a ativação plena da fábrica, sejam gerados até 500 empregos diretos e indiretos na região

Mahindra anuncia investimento de R$ 55 milhões em nova fábrica no RSA Mahindra, empresa indiana de tratores, investirá R$ 55 milhões para implementar sua nova unidade no município de Araricá, na região do Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (20/2) em solenidade no Palácio Piratini, sede do governo do estado.

Atualmente instalada no município de Dois Irmãos, a empresa completa em outubro oito anos de presença no Rio Grande do Sul. Com a nova unidade, a previsão é que a produção no estado triplique, saltando dos atuais 2,6 mil tratores por ano para 8 mil máquinas anualmente.

Além disso, a expectativa é de que, com a ativação plena da fábrica, sejam gerados até 500 empregos diretos e indiretos na região. Nos próximos cinco anos, a empresa prevê que o investimento no estado chegue a R$ 100 milhões.

O CEO da Mahindra no Brasil, Jak Torretta, afirmou que a empresa agora entra em um novo momento, após seus oito anos de existência no Rio Grande do Sul.

“Com essa nova área e o potencial do portfólio que temos no mundo, temos uma oportunidade muito grande para trazer outros produtos para o estado, nesta mesma fábrica, expandindo nossa atuação. Nossa expectativa é de que já estaremos produzindo na nova unidade no primeiro trimestre de 2025”, pontuou.

O CEO e presidente da Mahindra Américas, Viren Popli, ressaltou a felicidade pela empresa finalmente possuir seu local próprio no Rio Grande do Sul. “Operamos em uma centena de países e queríamos estar no Brasil há muito tempo, agora estamos aqui e esperamos ficar indefinidamente”, disse.

O governador Eduardo Leite ressaltou a importância dos investimentos atraídos e como a nova unidade da Mahindra demonstra o potencial do Rio Grande do Sul nessa empreitada.

“Esse investimento destaca um ambiente de negócios favorável, que temos construído no Rio Grande do Sul. Estamos comprometidos em fornecer as condições ideais para que as empresas transformadoras prosperem e invistam ainda mais na nossa economia”, disse Leite.

Em seus 78 anos de atuação, a marca se destaca na venda tratores no mundo, sendo sua produção no estado gaúcho voltada para veículos para a agricultura familiar. A nova fábrica possuirá uma área total de 93 mil metros quadrados. Destes, 14 mil metros quadrados são de área construída, com previsão de que seja expandido futuramente para mais de 30 mil metros quadrados.

O projeto da Mahindra foi um dos aprovados para receber incentivos via Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem), com um valor de R$ R$ 51,9 milhões. O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), é um incentivo à indústria que não libera recursos financeiros para as empresas, mas as apoia por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua operação.

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Notícias

Sicredi liberou R$ 31,7 bilhões no 1º semestre do Plano Safra 2023/24

Por redação 21/02/2024
Escrito por redação

No primeiro semestre do Plano Safra 2023/2024 (julho a dezembro), instituição financeira cooperativa liberou um volume de R$ 31,7 bilhões aos produtores rurais associados

Sicredi liberou R$ 31,7 bilhões no 1º semestre do Plano Safra 2023/24O Sicredi encerrou sua participação no Show Rural Coopavel 2024 celebrando os bons resultados, com mais de 700 propostas de financiamento protocoladas. A instituição financeira cooperativa com mais de 7,5 milhões de associados em todo o país já liberou R$ 31,7 bilhões aos associados no primeiro semestre do Plano Safra 2023/2024 (julho a dezembro), o que representa 10% de crescimento em relação ao mesmo período da safra anterior.

Esse montante foi concedido em aproximadamente 195 mil operações. O custeio foi a finalidade com maior representatividade nas liberações, totalizando R$ 17,5 bilhões em mais de 130 mil operações. E a participação na feira em Cascavel contribuiu para que esses números continuem crescendo.

“A feira serve como um termômetro do mercado, especialmente em um ano marcado por incertezas relacionadas aos preços das commodities e à quebra da safra em algumas regiões do país, como no Paraná”, afirmou o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

Durante o Show Rural, o Sicredi realizou uma cerimônia para assinatura de contratos de financiamento de máquinas e equipamentos. O ato simbólico contou com a participação de associados.

Agro impulsiona PIB do país e registra alta de 15,8% em 2023

A cerimônia também celebrou um marco: o Sicredi foi o principal agente financeiro na concessão de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2023. “Pela primeira vez na história, essa posição foi ocupada por um banco cooperativo. Isso não somente do agro, mas no total”, destacou o gerente de Relacionamento do BNDES, Claudio Rabelo.

Recursos para projetos de inovação

No Show Rural Coopavel, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) liberou mais de R$ 56 milhões para empresas da área de inovação. Os recursos são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), operacionalizados pelo banco da região Sul.

O Sicredi foi uma das instituições que apresentou projetos alinhados com as diretrizes da entidade e voltados para pesquisas, fomento à ciência e criação de novas tecnologias. A instituição financeira cooperativa participou da cerimônia de assinatura que captou R$ 30 milhões pela linha de inovação da Finep, destinada ao Paraná.

“O Sicredi tem uma longa parceria com o BRDE visando ao desenvolvimento das regiões onde nossas cooperativas atuam. Da mesma forma, seguimos incentivando a inovação com projetos, tanto nas grandes cidades quanto nas pequenas localidades”, destacou Farias.

 

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Plantio de amendoim direto na palha reduz custo de produção em até 20%
Notícias

Plantio de amendoim direto na palha reduz custo de produção em até 20%

Por redação 20/02/2024
Escrito por redação

Já risco de erosão do solo cai em 90%

Plantio de amendoim direto na palha reduz custo de produção em até 20%Resultados de 24 anos de pesquisas do Instituto Agronômico (IAC-APTA) envolvendo a agricultura conservacionista e o plantio de amendoim direto na palha da cultura anterior mostram que a técnica reduz o custo de produção em até 20% e a erosão do solo em 90%. E esses não são os únicos benefícios que resultam desse método. O plantio direto na palha diminui ainda a infestação de pragas e doenças, a erosão e a aflatoxina, que impede o consumo do grão.

Também aumenta a tolerância à seca e às adversidades climáticas e favorece a preservação da matéria orgânica do solo. Com esses ganhos, esse método ainda possibilita as certificações e o arrendamento de terras. Esse será o tema da palestra do pesquisador do IAC, Denizart Bolonhezi, durante o Dia de Campo Plantio de Amendoim na Palha, a ser realizado no dia 21 de fevereiro, das 8h às 12h, em Tambaú, interior paulista.

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Segundo Bolonhezi, a redução nos custos de produção varia de 10% a 20% graças ao menor consumo de diesel nas operações de plantio. O benefício fitossanitário ocorre porque a palhada contribui para reduzir a infestação de algumas pragas, doenças e plantas daninhas, além de diminuir a incidência e a severidade de doenças ocasionadas por vírus.

“O sistema diminui a dispersão do vetor e pode reduzir a incidência da pinta preta, doença que causa a desfolha da planta e pode derrubar a produção em 50%”, afirma o cientista do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A semeadura na palha reduz em 90% as perdas de solo, condição que leva à conservação do solo, porque esse sistema diminui a erosão justamente por não o deixar desprotegido, sob a ação direta de águas da chuva.

“Sem a palhada, para cada 1,0 kg de amendoim produzido, estimam-se perdas de 5,0 kg de terra por erosão”, explica. Para Bolonhezi, a redução de custos e da erosão são dois ganhos de grande impacto.

A palhada também preserva a matéria orgânica do solo, que contribui para aumentar a quantidade de elementos químicos disponíveis para reter nutrientes e água. Essa técnica também favorece a atividade de microrganismos no solo. “O amendoim é nativo da América do Sul e evoluiu com a biota presente no solo. Há uma tendência de uso de bioinsumos que são favorecidos pela palhada”, comenta.

Segundo Bolonhezi, boa parte da produção nacional de amendoim, que tem sua concentração no estado de São Paulo, segue para exportação e o plantio na palha favorece as certificações e adequações dos exportadores às normas ESG (do inglês, Environmental, Social and Governance, ou em português, Ambientais, Sociais e de Governança). Esse padrão beneficia também quanto aos créditos de descarbonização.

Redução da seca

A redução do efeito da seca proporcionada pela palhada leva à diminuição da aflatoxina, substância que impede o consumo do amendoim e afeta as exportações do grão. Isso ocorre porque a seca na pré-colheita favorece a ação do fungo produtor da aflatoxina, chamado Aspergillus flavus.

“A presença da palhada reduz o efeito da seca, mantém maior biodiversidade e, por consequência, diminui a ação desse fungo no solo”, esclarece. Além disso, reduz trincas nas cascas das vagens, que são portas de entrada do fungo.

Plantio direto na palha e o arrendamento de terras

O mercado tem mostrado que produtor de amendoim que não adota o sistema é preterido pelas usinas, que preferem não preparar o solo de forma intensiva. Essas empresas então optam por arrendar com sojicultores, que adotam o plantio direto e acabam tendo maior facilidade em negociar com as usinas.

Os produtores de soja, milho e algodão no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fazem uso do plantio direto. “Inserir o amendoim nesses novos arranjos produtivos demandará saber produzir palhada – insumo farto e disponível nas áreas de reforma de cana”, considera Bolonhezi

O pesquisador esclarece que a busca por arrendamentos de terras em outros estados se deve mais à mudança na escala de produção de uma parcela dos produtores, que necessitam de áreas maiores. Nessas novas regiões, a semeadura direta será importante pois já é realidade para outras culturas, como soja e amendoim.

“A grande vantagem da parceria com a reforma de canaviais é o vazio sanitário que a cana proporciona (5 a 7 anos sem outra cultura na área). Isso não ocorre em outros arranjos produtivos, demandando maior atenção dos agricultores, pois anos sucessivos de cultivo de amendoim podem inviabilizar a atividade em decorrência de pragas e doenças”, alerta.

Orientações com embasamento científico

Essas recomendações resultam do conhecimento técnico-científico produzido no IAC desde o final da década de 1990. Entre 2014 e 2019, Bolonhezi teve um projeto financiado pelo CNPQ e pela Fundação Agrisus, além de apoios de algumas cooperativas. Naquele período foram conduzidos experimentos e realizados dias de campo com o objetivo de transferir tecnologias. “Esses eventos foram indutores para que os produtores participantes adquirissem equipamentos que favoreceram a adoção do sistema, os quais impactam a arrecadação de ICMS no estado de São Paulo”, relata o pesquisador.

“De forma geral, cada R$ 1,00 recebido pelas ações de pesquisa resultou em R$ 7,00 de arrecadação de imposto para o estado de São Paulo. Imagine se houver uma política organizada e articulada com nosso trabalho, quanto poderemos impactar a economia paulista com uma prática sustentável do ponto de vista ambiental e econômico”, ressalta.

Serviço

Dia de Campo Plantio de Amendoim na Palha
Data: 21 de fevereiro de 2024, das 8h às 12h
Local: Fazenda Santa Cecília, km 18, em Tambaú, interior paulista.

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Notícias

Mapa abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa Rica

Por redação 20/02/2024
Escrito por redação

Somente neste ano já são 13 novos mercados abertos no comércio mundial. Até o momento, são 91 mercados desde 2023

Mapa abre mais dois novos mercados na Austrália e Costa RicaO governo brasileiro recebeu anúncios de aprovações sanitárias feitos pelo governo da Austrália para a importação de pescados do Brasil e pelo governo da Costa Rica para o ingresso de produtos à base de células-tronco mesenquimais (cães, gatos e equinos) com fins terapêuticos. Esses dois novos mercados se somam aos outros 11 abertos neste ano, totalizando 91 desde o início do ano passado, durante o terceiro mandato do presidente Lula.

Essas aberturas deverão contribuir para aumentar o fluxo comercial com esses dois importantes mercados e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil.

A Costa Rica é importante destino para os produtos agrícolas brasileiros, que, em 2023, somaram US$ 272 milhões em exportações para aquele mercado. Os principais itens foram cereais, farinhas e preparações, produtos florestais e produtos do complexo soja. Somente em janeiro deste ano, as exportações agrícolas à Costa Rica alcançaram cerca de US$ 30 milhões.

Agro impulsiona PIB do país e registra alta de 15,8% em 2023

Para a Austrália, o Brasil exportou produtos do agronegócio no valor de US$ 293 milhões em 2023, com destaque para café, produtos florestais, produtos de origem animal e sucos, que juntos representaram 74% do total das vendas agrícolas brasileiras para aquele país. Em 2024, as exportações de produtos agrícolas ao mercado australiano já somam mais de US$ 24 milhões.

“Continuamos com um trabalho intenso de abertura de mercados, o que demonstra a retomada do Brasil no cenário internacional, evidenciando sua relevância e também a confiança que os países depositam na defesa sanitária brasileira. É um esforço realizado pelo Mapa, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, amplamente respeitado mundialmente, conferindo-nos a credibilidade para abrir novos mercados e alcançar recordes, como temos conseguido desde o ano passado sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro”, destacou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

 

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Notícias

Agro impulsiona PIB do país e registra alta de 15,8% em 2023

Por redação 20/02/2024
Escrito por redação

Destaque para o desempenho da soja na região Centro-Sul

Agro impulsiona PIB do país e registra alta de 15,8% em 2023Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a economia brasileira teve um crescimento de 3% em 2023. O dado faz parte do Monitor do PIB, estudo que funciona como uma prévia do comportamento do PIB (conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país). A agropecuária foi o destaque positivo do ano passado, diz nota da “Agência Brasil”.

Agro bate recorde de exportações em janeiro, com US$ 11,72 bilhões

De acordo com o Ibre, a economia teve desempenho positivo de 0,6% em dezembro ante o mês anterior e de 2,1% em relação a dezembro de 2022. Em janela de tempo trimestral, a atividade econômica no quarto trimestre apresentou alta de 0,1% na comparação com o terceiro trimestre e de 2,3% diante do quarto trimestre de 2022.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o último trimestre do ano passado ficou marcado por uma “clara tendência de desaceleração”, porém, segundo ela, o resultado mostra resiliência da economia apesar das fragilidades de um crescimento anual concentrado e bastante influenciado por commodities (matérias primas com preços ditados pelo mercado internacional).

Força do agro

O principal motor de crescimento de 2023 foi a agropecuária, com alta de 15,8%, com destaque para o desempenho da soja na região Centro-Sul do país. Segundo Juliana Trece, a força do setor agro se nota ao perceber que, sendo apenas 6% do PIB, respondeu por 30% do crescimento da economia.

“Esse contexto mostra forte concentração setorial e regional e evidencia que o crescimento econômico não foi sentido de modo uniforme no país”, pondera.

Ainda segundo a pesquisadora, “o efeito do excelente desempenho agropecuário no ano se estendeu para outras atividades econômicas, o que potencializou sua influência na economia”.

Setores

O setor de serviços apresentou alta de 2,5% em 2023, em um desempenho considerado “crescimento generalizado”. Já a indústria brasileira terminou o ano com alta de 1,4%.

O Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 3,2% no ano passado. Dentro desse segmento, se destacam positivamente os setores de serviços e de produtos não duráveis (itens de consumo imediato ou com pouco tempo de duração). Em valores monetários, o consumo das famílias ficou em R$ 6,9 trilhões, o maior já registrado.

Queda no investimento

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento, como compras de máquinas e equipamentos, caiu 3,4% em 2023. Segundo a FGV, o desempenho de máquinas e equipamentos “preocupa”, pois vem acumulando quedas ao longo dos meses e fechou com retração de 8,5% no ano. A construção também contribuiu negativamente para esse resultado, com queda de 0,5%.

A taxa de investimento da economia foi de 18,1% em 2023. Além de representar o segundo ano seguido de queda, a taxa segue abaixo da média histórica desde 2000 (19,2%).

Comércio exterior

Outro fator que contribuiu para o crescimento do PIB foram as exportações, com alta de 9,5% no ano passado. O principal destaque foram as vendas para outros países de produtos agropecuários, que cresceram 25,3% no ano. Produtos da indústria extrativa mineral, como minério de ferro e petróleo, também tiveram desempenho expressivo no ano, com alta de 16,7%.

A importação de bens e serviços caiu 1,1% em 2023. Importante notar que, diferentemente das exportações, as importações não são contabilizadas no PIB, porque o indicador só inclui os bens e serviços finais produzidos dentro da economia do país.

PIB per capita

De acordo com a FGV, o PIB brasileira alcançou R$ 10,740 trilhões, marcando uma trajetória de três anos seguidos de alta e atingindo o recorde da série histórica.

O PIB per capita, que equivale ao total da economia dividido pelo número de habitantes do país fechou 2023 em R$ 52.611. Apesar de estar em ritmo crescente desde 2021, o valor está ainda abaixo dos anos 2023 (R$ 52.682) e 2014 (R$ 52.672).

Prévia do BC

Também foi divulgado nesta segunda-feira (19) o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), outro dado considerado prévia do PIB. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC), a economia brasileira teve crescimento de 2,45% em 2023.

O resultado oficial do PIB do ano passado será divulgado no dia 1º de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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Notícias

Projeto de Lei propõe programa para incentivar pesquisa agropecuária

Por redação 19/02/2024
Escrito por redação

De acordo com a proposta, cidadãos e empresas poderão deduzir do Imposto de Renda doações feitas para esse tipo de estudo científico

Projeto de Lei propõe programa para incentivar pesquisa agropecuáriaO Projeto de Lei 5892/23 cria programa de incentivo à pesquisa agropecuária. O texto, em análise na Câmara dos Deputados, prevê dedução no Imposto de Renda para pessoas e empresas que doarem recursos a fundo para viabilizar esse tipo de estudo.

Segundo a “Agência Câmara”, o Programa Nacional de Incentivo à Pesquisa Agropecuária (PNIPA), criado pela proposta, busca fomentar a pesquisa agropecuária, captar recursos e incentivar as cadeias produtivas a financiar os estudos. O fundo será gerido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e financiado por recursos do Tesouro, de doações e subvenções.

Agro bate recorde de exportações em janeiro, com US$ 11,72 bilhões

Autor do projeto, o deputado Célio Silveira (MDB-GO) afirma que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é favorável a criar uma espécie de “Lei Rouanet do Agro” para alavancar pesquisas.

“A captação de recursos privados poderá financiar as descobertas científicas da estatal e de outras pessoas e entidades que desenvolvem pesquisas agropecuárias”, diz o parlamentar.

Imposto de renda

O projeto inclui a possibilidade de doação na Lei 9.250/95, que regulamenta o Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), com dedução de até 3% do valor do imposto devido. Já para o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), a dedução poderá ser de até 5% do imposto devido para empresas da cadeia produtiva agropecuária e de até 2% para as demais corporações.

A dedução terá vigência de cinco anos, para atender à limitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 (Lei 14.436/22), que proíbe conceder benefício tributário por prazo superior a meia década.

Em 2022, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a quase 25% do PIB brasileiro, de acordo com dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

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