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Notícias

Senado avalia criação de programa nacional de armazenagem de grãos

Por redação 24/01/2024
Escrito por redação

Estocagem da safra é um dos principais desafios do segmento agro

Senado avalia criação de programa nacional de armazenagem de grãos

Destinado a aumentar a capacidade de armazenamento de grãos, o Programa de Armazenagem Nacional (Proana) será criado caso seja aprovado um projeto de lei com esse objetivo que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), informa a “Agência Senado”.

De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o PL 6.042/2023 estabelece que os armazéns e silos construídos no âmbito do Proana deverão ser instalados nas proximidades de vias de transporte.

O Programa de Armazenagem poderá ser financiado por depósitos compulsórios de instituições financeiras, fundos de investimento específicos, emissão de debêntures e Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs) e Imobiliários (CRIs). Do valor gasto na construção dos silos e armazéns, 95% devem ser destinados à aquisição de produtos de fabricação nacional, de forma a fomentar as indústrias de construção civil e de metalurgia brasileiras.

Fundo de R$ 250 milhões financiará produtores para a construção de silos

Ao justificar a proposta, Paim citou dados de pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que revelam os ganhos econômicos da armazenagem e mostram o interesse dos produtores rurais brasileiros em investir no setor, desde que sob condições favoráveis. Para o senador, cabe ao poder público enfrentar o déficit de armazenagem.

“Quando não dispõem de armazenagem própria, os produtores brasileiros têm de percorrer em média 35,1 quilômetros até encontrar armazém terceirizado. O estado do Piauí foi o que apresentou a maior média de distância percorrida (110 km), ao passo que o Rio Grande do Sul, a menor (16,1 km)”, ressaltou.

O parlamentar acrescenta, no texto do projeto, que a construção de armazéns e silos com 95% de material nacional poderá estimular a indústria brasileira e gerar empregos.

Apresentado em 14 de dezembro de 2023, o projeto aguarda recebimento de emendas na CAE. Depois de passar pelo colegiado, seguirá para decisão terminativa na Comissão de Agricultura (CRA). Se for aprovado na CRA e não houver recurso para votação em Plenário, o texto poderá seguir diretamente para a apreciação da Câmara dos Deputados.

 

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CuriosidadeVídeos

Como fazer a lastragem líquida, a introdução de água nos pneus

Por redação 24/01/2024
Escrito por redação

Saiba como fazer a lastragem líquida, a introdução de água nos pneusA lastragem líquida consiste em introduzir água nos pneus através da válvula de calibragem, utilizando um dispositivo apropriado e o nível é controlado pelo posicionamento da altura da válvula.

Em pneus de construção diagonal (convencional), a quantidade de água máxima a ser colocada é de aproximadamente 75% do volume.

Enchimento de 75% (nível da água na mesma altura de 12 horas no relógio). Em pneus de construção radial e de configuração mista diagonal cintado, a quantidade máxima de água a ser colocada é de 40% do volume ou conforme recomendações no manual do operador.

Enchimento de 40% (nível da água na mesma altura de 4 horas no relógio).

Conheça as vantagens do uso da água em relação ao peso metálico

  • O peso da água é colocado diretamente no pneu que está em contato com o solo, diminuindo o risco de danos mecânicos nos eixos e rodas (peso morto).
  • Fácil detecção de furos.
  • Fácil socorro do trator quando furar o pneu, pois este demora mais para murchar.
  • Baixo custo.

Na videoaula desta semana, uma produção do Senar, em parceria com a Máquinas & Inovações Agrícolas, você vai aprender sobre a lastragem líquida.

Assista:

 

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Notícias

Fundo de R$ 250 milhões financiará produtores para a construção de silos

Por redação 23/01/2024
Escrito por redação

Investimento da Opea, em conjunto com AGI e BNDES, é focado em produtores que estão em áreas com déficit de armazenagem em todo o Brasil

Fundo de R$ 250 milhões financiará produtores para a construção de silospor Clarisse Sousa – A AG Growth International (AGI), empresa canadense de equipamentos para o agro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a Opea, gestora do fundo, anunciaram a captação de R$ 250 milhões por meio de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) gerido e estruturado pela Opea. O montante será destinado ao financiamento de produtores rurais em todo o país para a construção de silos de armazenagem de grãos.

O fundo foi desenvolvido com o objetivo de viabilizar investimentos em infraestrutura para o agronegócio brasileiro, com taxas mais atrativas nas regiões que possuem maior déficit de armazenagem de grãos no país.

Formação de pastagem: os cuidados para evitar os erros mais comuns

“Através desse FIDC os produtores rurais terão acesso a uma nova fonte de financiamento para a construção de silos construídos pela AGI, trazendo benefícios diretos para a sua atividade, tais como a otimização da comercialização da sua produção de grãos, principalmente nos períodos da entressafra com preços mais vantajosos e redução no custo de transporte”, afirma Renato de Souza Barros Frascino, head de agronegócio da Opea.

O FIDC beneficiará clientes da AGI que enfrentam desafios na obtenção de crédito por meios tradicionais. “O FIDC fará uso de instrumentos de crédito tradicionais do agro brasileiro e facilitará o acesso ao financiamento”, afirma o líder das operações da AGI no Brasil, Francisco Prado.

“AGI, BNDES e Opea fizeram todos os esforços para disponibilizar condições de financiamento favoráveis aos produtores. Com prazos longos até 10 anos, carência de 2 safras e juros reduzidos, o FIDC viabilizará investimento em armazenagem para uma grande parcela dos nossos clientes”, complementa Thiago Minohara, diretor financeiro da AGI.

A diretora de Mercado de Capitais e Finanças Sustentáveis do BNDES, Natália Dias, afirma que a operação está alinhada com um dos temas priorizados na estratégia do banco que é ampliar e oferecer mais eficiência e diversificação de seus canais de distribuição, com foco no aumento da capilaridade dos recursos do Banco e na ampliação do número de MPMEs atendidas.

“O FIDC com a AGI busca fortalecer as operações da empresa no Brasil, disponibilizando crédito com condições atrativas para que seus clientes, principalmente produtores rurais, cooperativas agroindustriais e cerealistas de pequeno e médio porte, possam realizar investimentos em projetos de de silos de armazenagem agrícola”, conclui.

 

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Notícias

Formação de pastagem: os cuidados para evitar os erros mais comuns

Por redação 23/01/2024
Escrito por redação

Especialista orienta pecuaristas para o correto manejo, a fim de garantir aos bovinos pasto de qualidade com maior longevidade

Formação de pastagem requer atenção para que não haja margem para erros A gestão adequada de pastagens é crucial para assegurar uma oferta de alimento mais acessível e saudável. O primeiro aspecto ao qual o pecuarista deve direcionar sua atenção é a formação de pastagem, uma vez que todas as práticas devem ser executadas de acordo com as reais necessidades do ambiente.

Segundo o zootecnista Wayron Castro, técnico da Soesp – Semente Oeste Paulista, o produtor precisa ter definido qual o objetivo de sua propriedade.

“Vejo muitas pessoas cometerem erros por não terem claro o real objetivo do negócio deles, acabam copiando os vizinhos de cerca, e muitas vezes isso dá errado, pois cada propriedade é uma realidade”, sinalizou.

O passo seguinte para a formação de pastagem é analisar a fertilidade do solo. As análises químicas e físicas, por exemplo, possibilitam conhecer a quantidade de nutrientes disponíveis e a composição do solo quanto ao teor de areia, argila e silte. Os resultados das análises serão usados também para a escolha da forrageira, na Soesp por exemplo, são 18 opções de forrageiras disponíveis.

Estudo da Esalq/USP propõe novo olhar para a irrigação de pastagens

Ainda com esses dados, o próximo passo será investir nas correções e adubações, no período e quantidade ideais, para acertar na formação de pastagens:

1 – Calagem:

É o fornecimento de calcário a fim de neutralizar a acidez do solo, caso o pH esteja baixo.

2 – Gessagem:

Para o melhor condicionamento da distribuição dos nutrientes no perfil do solo.

3 – Fosfatagem:

Serve para aumentar os teores de fósforo, é um elemento bem pouco disponível nos solos brasileiros.

Ainda pode haver a necessidade de reposição de potássio, um nutriente responsável pela expansão celular e crescimento da planta, além do nitrogênio.

“É preciso manter sempre a fertilidade para consequentemente ter maior oferta de alimento para o gado no pasto, com qualidade”, diz o zootecnista.

O processo de gradagem no solo também precisa de atenção, já que não há uma fórmula padrão, cada localidade tem aspectos físicos diferentes.

Regiões com muitas pedras requerem mais processos, já lugares mais arenosos rapidamente ficam nivelados. Portanto é fundamental fazer essa análise e lembrar que um solo mal preparado vai gerar um pasto de baixa longevidade.

“É necessário cuidado nessa etapa para que haja uniformidade no plantio, seja a lanço ou em linha. Precisa estar nivelado, sem torrões para que as sementes tenham o melhor contato possível com a terra, isso vai impactar, inclusive, no tempo de formação dessa área”, destaca o profissional.

Dimensão do pasto e oferta de água

Pastos no Brasil têm grandes extensões e isso dificulta o manejo do produtor. O recomendado, segundo o profissional da Soesp, é encurtar essas áreas e trabalhar no formato de rotação.

A qualidade da água disponibilizada aos animais, também não deve ser negligenciada, “É preciso ter pastos menores com mais oferta de água limpa, seja por poço artesiano, caixas ou com bebedouros”, diz Castro.

Ainda segundo o especialista, bovino que tem disponível água limpa, tem ganho de até uma arroba por ano. Isso significa incrementos de 50 gramas a mais por dia, somente com a oferta de água de qualidade.

“Um produtor, por exemplo, que tem mil animais, isso significa mil arrobas a mais por ano. Somente nesse aspecto, com esse ganho, ele já paga em pouco tempo todo o investimento em bebedouros”, detalha. Além disso, “temos que avançar muito com relação ao manejo de pastagem e qualidade de água para os animais”.

Atenção com qualidade da semente

Hoje, o custo total da semente na formação de pastagem gira em torno de 3,4%, ou seja, é o mais barato no processo, mas mesmo assim muitos produtores optam por insumos mais baratos, sem pensar na longevidade da pastagem.

Ao comprar uma semente que não é beneficiada, o produtor tem o risco de colocar plantas daninhas na propriedade. Existem dois tipos de invasoras que podem gerar grande dor de cabeça: as de folha larga e de folha estreita.

Herbicidas de pastagem conseguem controlar de forma adequada as invasoras de folha larga, mas em caso de infestação de invasoras de folha estreita, não há muito o que fazer. “Os Panicuns e Brachiarias são plantas de folha estreita também. Então não há herbicida seletivo para controlar daninhas dessa variedade. E é o que mais acontece com as sementes ilegais, provocam infestação dessa invasora causando problemas graves”, detalha o especialista.

E do outro lado no mercado existe a semente Advanced da SOESP, que recebe tratamento industrial para promover alta pureza e blindagem com dois fungicidas e um inseticida. Essa proteção reduz o ataque de formigas no campo. O controle de qualidade da empresa conta com diversos testes laboratoriais. “O tratamento indica maior confiabilidade no plantio, reduzindo as chances de perdas em campo, ajuda na formação de uma pastagem homogênea e consequentemente no aumento da produtividade do rebanho”, finaliza Castro.

 

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Notícias

Ministério da Fazenda remaneja R$ 707 milhões para produtores de leite

Por redação 23/01/2024
Escrito por redação

Recursos vêm do Plano Safra e serão aplicados em linha emergencial

Ministério da Fazenda remaneja R$ 707 milhões para produtores de leiteAs cooperativas de produtores de leite terão direito a uma linha de crédito emergencial de R$ 707 milhões. O Ministério da Fazenda publicou nesta segunda-feira (22) uma portaria remanejando recursos do Plano Safra 2023/24 para a linha temporária e especial de crédito para capital de giro.

Chamada de Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro Giro) Faixa 2, a linha emergencial do Ministério da Fazenda tem como objetivo socorrer os produtores afetados pelo baixo preço do leite. Até 30 de junho, eles poderão contrair empréstimos de 8% ao ano e 60 parcelas, com carência de 24 meses para o pagamento da primeira.

Brasil e China se comprometem a aprofundar cooperação agrícola

A criação da linha de crédito foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em dezembro. Duas instituições financeiras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil (BB), vão operar os financiamentos. O BNDES terá R$ 507,485 milhões para emprestar e o BB, R$ 200 milhões.

 

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Empresas

AGCO Parts tem novo time comercial e de mkt para América do Sul e Caribe

Por redação 23/01/2024
Escrito por redação

 

AGCO Parts tem novo time comercial e de marketing para a América do Sul e CaribeEvandro Fim, Ivan Santos, Felippe Mesquita, Eriko Bagatim, Rodrigo Domingues, Paulo Filho, André Faggioni // Foto: Thiago C. de Paula

Visando elevar ainda mais a experiência de pós-venda de seus clientes, a AGCO Parts, fabricante e distribuidora mundial de máquinas agrícolas e tecnologia de agricultura de precisão, acaba de concretizar uma reestruturação em seu time comercial e de marketing para América do Sul e Caribe.

Após passagens nas áreas de finanças, exportações, comercial e marketing, Ivan Santos, assume como gerente sr comercial AGCO Parts para o Brasil. O executivo contará com Rodrigo Domingues na posição de gerente comercial para as regiões Sudeste e Sul, e com Paulo Filho gerenciando as regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste. A equipe terá ainda o apoio de André Faggioni como gerente comercial para os clientes Fendt e PRIME.

Ofertas de recursos nos Fiagros avançam 20,8%, diz Anbima

Na Argentina, Roberto Manzano segue como gerente sr comercial e nos demais países da América do Sul, Centro América e Caribe; Felippe Mesquita chega como gerente comercial acumulando mais de 18 anos de expertise na área, com passagens por empresas renomadas como Brasif, CNH e John Deere.

A cadeira deixada por Ivan Santos foi assumida por Evandro Fim, que agora atua como gerente sênior de marketing AGCO Parts para a América do Sul, América Central e Caribe. Com dois anos de experiência na AGCO, após 12 anos na John Deere, Evandro ocupou posições como Gerente de Projetos Estratégicos e Gerente de e-Commerce na AGCO Parts.

“Estamos sempre focados em promover a melhor experiência de pós-venda aos produtores atendidos pelas nossas redes de concessionárias. O agricultor é a nossa razão de existir e foco de todo o nosso trabalho. Toda vez que o mercado ou o agricultor mudar e houver a necessidade de adequação da nossa equipe, nós o faremos! Sempre que possível, daremos oportunidade aos talentos internos como foi na maioria dos casos desta reestruturação.”, disse Eriko Bagatim, diretor comercial e marketing AGCO Parts para América do sul, Central e Caribe.

 

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Notícias

Ofertas de recursos nos Fiagros avançam 20,8%, diz Anbima

Por redação 22/01/2024
Escrito por redação
Volume alocado na modalidade totalizou R$ 8,8 bilhões

Ofertas de recursos nos Fiagros avançam 20,8%, diz AnbimaAs emissões do mercado de capitais atingiram R$ 463,7 bilhões em 2023, com dezembro (R$ 74,5 bilhões) registrando o melhor desempenho mensal do ano. O montante total teve uma queda de 14,9% na comparação com 2022, aponta balanço da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“A retomada do mercado de capitais mostrou a resiliência e a maturidade do segmento. Ao longo de 2023, sobretudo a partir de junho, houve aumento no volume de papéis emitidos, maior diversificação de ativos e de investidores, além de maior liquidez no mercado secundário. A redução da taxa básica de juros também contribuiu para essa retomada, assim como o comportamento do câmbio e o desempenho da economia norte-americana, afastando o temor de uma recessão”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da associação.

Clima mais favorável impulsiona produção de café, estimada em 58 milhões de sacas

As debêntures lideraram as captações, com R$ 236,3 bilhões em ofertas, impulsionadas pela performance no último trimestre (R$ 94,3 bilhões), mas com uma redução de 12,7% no confronto com o ano anterior. O setor de energia elétrica ficou à frente, totalizando R$ 62,4 bilhões, seguido de transporte e logística (R$ 30,6 bilhões) e saneamento (R$ 28,4 bilhões). Na análise da destinação dos recursos, 30,9% foram para investimentos em infraestrutura, um patamar bem superior ao de anos anteriores –em 2022, havia sido 20,2%.

O prazo médio dos papéis ficou em 8,6 anos, acima do contabilizado no mesmo intervalo em 2022 (6,3 anos). Considerando apenas as debêntures incentivadas, esse tempo é ainda maior, de 14,3 anos, também com alongamento em relação ao que foi contabilizado em 2022 (12,7 anos).

Nos instrumentos de securitização, o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) fechou o ano com R$ 43,1 bilhões, com crescimento de 2,1%. Já o resultado do CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) ficou praticamente estável (-0,5%), registrando R$ 47,8 bilhões. Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) tiveram queda de 16,4%, chegando a R$ 38,7 bilhões.

Os produtos híbridos tiveram as maiores variações positivas no confronto com 2022. Os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) alcançaram R$ 29,9 bilhões e os Fiagros, R$ 8,8 bilhões, com expansão de 20,9% e 20,8%, respectivamente.

Nas ofertas públicas de produtos de renda fixa e híbridos, as pessoas físicas se destacaram entre os subscritores, respondendo por 20,1% do volume em 2023, quase dobrando o patamar registrado no ano anterior (11%). A maior fatia ficou com os participantes ligados à oferta (42,1%), seguidos dos fundos de investimento (27,1%).

A renda variável foi sustentada pelas operações de follow-on (oferta subsequente de ações), totalizando R$ 31 bilhões no período, com queda de 46% no confronto com 2022. Já no mercado externo, o volume de emissões subiu 179%, atingindo US$ 15,5 bilhões, com as captações das empresas respondendo pela maior parte desse valor (US$ 12,5 bilhões).

 

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Notícias

Brasil e China se comprometem a aprofundar cooperação agrícola

Por redação 22/01/2024
Escrito por redação

Ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e do Brasil, Mauro Vieira, co-presidiram na última sexta-feira (19) o quarto Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil

Brasil e China se comprometem a aprofundar cooperação agrícolaO ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, co-presidiram na última sexta-feira (19) o quarto Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil dos Ministros das Relações Exteriores, prometendo fortalecer a sinergia das estratégias de desenvolvimento e expandir a cooperação em campos emergentes, informa a agência “Xinhua”.

As relações China-Brasil resistiram ao teste de um cenário internacional em constante evolução, disse Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China.

Desde que a China e o Brasil lançaram o diálogo estratégico abrangente, há 10 anos, a confiança mútua se tornou mais forte, a comunicação entre os dois lados foi mais profunda e a cooperação bilateral em vários campos mostrou perspectivas mais amplas, disse Wang.

Os dois lados se entendem e se apoiam em questões que envolvem seus respectivos interesses centrais e principais preocupações, o que fornece uma garantia sólida para o crescimento sólido e constante das relações China-Brasil, disse ele.

A China sempre deu prioridade às suas relações com o Brasil em sua diplomacia geral e em sua diplomacia com a América Latina e apoia o Brasil na promoção do desenvolvimento e da revitalização nacionais, disse ele.

A China está pronta para trabalhar com o Brasil para aproveitar o 50º aniversário de suas relações diplomáticas como uma oportunidade para fortalecer a sinergia das estratégias de desenvolvimento, abrir novas áreas e explorar novos potenciais de cooperação, de modo a injetar novo impulso e abrir novas perspectivas para a parceria estratégica abrangente China-Brasil, acrescentou.

Vieira, por sua vez, disse que as relações Brasil-China obtiveram grande progresso, graças à sólida confiança mútua entre e à orientação estratégica dos dois chefes de Estado.

Descrevendo a cooperação bilateral como mutuamente benéfica, em grande escala, de alta qualidade, de rápido crescimento e abrangente, ele disse que ela forneceu apoio vital para o desenvolvimento de ambos os países e trouxe benefícios tangíveis para os dois povos.

O Brasil preza por suas relações com a China, permanece comprometido com o princípio de Uma Só China e espera aprofundar a cooperação em vários campos, de modo a elevar as relações Brasil-China a novos patamares, disse Vieira.

As duas partes tiveram uma comunicação aprofundada e chegaram a um amplo consenso sobre cooperação prática, situação internacional, coordenação multilateral e questões de pontos críticos, entre outros.

Clima mais favorável impulsiona produção de café, estimada em 58 milhões de sacas

Ambas as partes se comprometeram a fortalecer os intercâmbios de alto nível, a desempenhar plenamente o papel da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, do Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil dos Ministros das Relações Exteriores e de outros mecanismos e a retomar os mecanismos de consulta bilateral em vários campos em uma data breve.

Eles prometeram se apoiar mutuamente na tomada de seu próprio caminho de modernização que se adapte às suas respectivas condições nacionais, explorar a sinergia estratégica entre a cooperação do Cinturão e Rota e reindustrialização e o Novo Programa de Aceleração do Crescimento do Brasil, aprofundar a cooperação em áreas tradicionais como agricultura, minerais energéticos, infraestrutura e aeroespaço, e expandir a cooperação em campos emergentes, como interconectividade, saúde, desenvolvimento verde, economia digital, energias limpas e inteligência artificial.

Ambos os lados se comprometeram a tornar um sucesso uma série de celebrações pelo 50º aniversário das relações diplomáticas, a buscar a restauração total dos intercâmbios entre pessoas e a consolidar o apoio público à amizade China-Brasil.

Eles assinaram um acordo sobre a facilitação mútua de vistos para expandir ainda mais o intercâmbio de pessoal entre os dois países.

Reconhecendo a crescente influência global da relação China-Brasil, que vai muito além do âmbito bilateral, ambos os lados expressaram sua disposição de fortalecer a coordenação estratégica nos âmbitos das Nações Unidas, do Grupo dos 20 (G20), do BRICS e da Organização Mundial do Comércio, melhorar a voz e a representação dos países em desenvolvimento e salvaguardar os interesses comuns dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento.

A China expressou seu apoio ao Brasil para sediar a Cúpula de Líderes do G20 no Rio de Janeiro e expressou sua disposição de manter a direção certa da governança global e trabalhar com o Brasil para um mundo multipolar igual e ordenado, bem como uma globalização econômica inclusiva que beneficie a todos.

Ambos os lados se comprometeram a procurar solução política para questões de pontos críticos e contribuir para promover o desenvolvimento pacífico.

Concordando que a cooperação China-América Latina serve os interesses comuns da China e da América Latina e abraça a tendência de desenvolvimento dos tempos, as duas partes expressaram sua disposição de ativar ainda mais a cooperação China-América Latina, de modo a ajudar os países regionais a se fortalecerem por meio da unidade e acelerarem o desenvolvimento e a revitalização.

 

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Notícias

Inmet emite novo alerta de perigo de tempestade para dez estados

Por redação 22/01/2024
Escrito por redação

Risco se mantém até esta segunda-feira (22)

Inmet emite novo alerta de perigo de tempestade para dez estadosO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste domingo (21) um novo alerta laranja para chuvas intensas em 10 estados brasileiros. O alerta laranja é o segundo na escala utilizado pelo Inmet, que varia entre o amarelo (perigo potencial), o laranja (perigo) e o vermelho (grande perigo), diz nota da “Agência Brasil”.

O alerta laranja, que significa uma situação de perigo para chuvas e ventos intensos, vale para os estados do Acre, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Espírito Santo, Pará e Rondônia. Esse alerta vale até esta segunda-feira (22). Nessas regiões, o acumulado de chuva pode chegar a 100 mm.

Clima mais favorável impulsiona produção de café, estimada em 58 milhões de sacas

Só não estão em alerta para chuvas os estados do Amapá, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. Os demais estados brasileiros e o Distrito Federal estão em alerta amarelo.

No sábado (20), as fortes chuvas provocaram mortes no estado de São Paulo. Uma mulher de 60 anos, que estava na praia, morreu após ser atingida por um raio na cidade de Praia Grande (SP). Uma outra pessoa morreu em Sorocaba após ter seu carro arrastado pela enxurrada.

No Rio Grande do Sul, o temporal que ocorreu na última terça-feira (16) deixou quase 1 milhão de pessoas sem energia. Segundo o último boletim, divulgado pelo governo na manhã de hoje, mais de 30 mil clientes da CEEE Equatorial e outros 53 mil clientes da RGE Sul continuam sem energia elétrica.

 

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Notícias

Regiões nos extremos do Brasil estão no radar de cientistas do clima

Por redação 19/01/2024
Escrito por redação

Climatologista da Organização Meteorológica Mundial fala da recorrência de fenômenos extraordinários neste ano; análise global envolve observação de intensidade dos fenômenos El Niño e La Niña

Regiões extremos do Brasil estão no radar de cientistas do climaO ano 2024 iniciou com a ação de dois padrões climáticos opostos ligados a episódios extremos do clima: os fenômenos El Niño e La Niña. Secas e chuvas que atingem o Brasil e várias áreas tropicais do planeta ilustram a alteração das condições normais de temperatura que preocupa a comunidade científica que vem acompanhando a situação rara.

As declarações foram feitas pelo climatologista Álvaro Silva, da Organização Meteorológica Mundial, OMM. Ele contou à “ONU News”, de Lisboa, que o atual panorama faz prever um novo período de calor excessivo.

“O El Niño este ano veio acrescentar algo mais ao panorama que já temos em termos de fenômenos extremos em virtude das alterações climáticas. Em anos do El Niño também temos, habitualmente, fenômenos extremos um pouco por todo o mundo com especial enfoque nas regiões tropicais e subtropicais. Este ano, continuamos a verificar isso, tal como historicamente já tínhamos verificado nos eventos fortes de El Niño que tivemos em 97-98 e em 2015-2016. Este ano, voltamos a ver alguns desses efeitos extremos e outros que foram também causados por outros fatores climáticos que se juntam a esta tendência de longo termo de aquecimento do planeta e de aumento da temperatura global, que também contribui bastante para o aumento da intensidade e frequência destes fenômenos extremos.”

Os cientistas observam a intensidade dos fenômenos e seu impacto na temperatura, não somente pelos danos humanos e materiais causados. Uma das constatações é que os choques climáticos estão agravando em nível global.

Clima mais favorável impulsiona produção de café, estimada em 58 milhões de sacas

“O El Niño este ano tem-se manifestado, por exemplo, na questão da seca na Amazônia, em um período prolongado, no excesso de precipitação que tivemos também no sul do Brasil, na bacia do Rio Paraná, de La Plata, e sobretudo na parte oriental da África, onde depois de vários anos de seca tivemos chuvas abundantes em países como o Quênia, a Tanzânia e a Somália, que veio contrapor essas condições de seca que se vinha, verificando devido ao fenômeno La Niña. É exatamente um pouco ao contrário do El Niño em termos de efeitos no nível de clima global, mas terminamos esse período de anomalia negativa de chuvas nesta região com chuvas abundantes e em muitos locais com inundações. Este fenômeno propicia que esses fenômenos de precipitação intensa que depois levam a que essas condições se intensifiquem.”

Sistemas de alerta precoce

Este janeiro, a OMM confirmou que a temperatura global média anual excedeu os níveis pré-industriais em 1,45°C. Os meses de julho e agosto tiveram altas excepcionais e novos recordes foram estabelecidos entre junho e dezembro. O cientista Álvaro Silva defende que as avaliações sugerem um possível aumento de frequência de eventos extremos e pediu atenção redobrada da população aos sistemas de alerta precoce.

“Em eventos passados, o que aconteceu é que o ano seguinte ao desenvolvimento do El Niño foi mais quente que o ano em que este fenômeno se se desenvolveu. E é isto também que esperamos que possa acontecer em 2024, com desenvolvimento do El Niño, em 2023 desde aproximadamente maio-junho começou a se desenvolver este fenômeno, com alteração da temperatura no Pacífico Equatorial, uma anomalia positiva nessa região, que também tem impacto na temperatura média global.”

A agência da ONU convocou os países para a aplicação de medidas rápidas de mitigação e ao compromisso na tomada de decisões políticas para o alcance das metas climáticas do Acordo de Paris.

 

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19/01/2024 0 Comentários
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