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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Notícias

Brasil mantém posto de 2º maior exportador mundial de algodão

Por redação 15/01/2024
Escrito por redação

Com o embarque de 1,618 milhão de toneladas, País gerou receita de US$ 3,07 bilhões no ano passado

Brasil mantém posto de segundo maior exportador mundial de algodãoMesmo com uma retração anual de 10%, o Brasil manteve o status de segundo maior exportador mundial de algodão em 2023. Com o embarque de 1,618 milhão de toneladas ao exterior de janeiro a dezembro, o País movimentou uma receita de US$ 3,07 bilhões no ano.

O desempenho já era previsto pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). “A safra 2022/2023 foi impactada por efeitos climáticos adversos, e com isso tivemos um volume menor para exportar. A conjuntura mundial também foi desafiadora para o algodão”, observa o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel.

Dois conflitos armados, ainda em curso, afetaram a economia mundial: Rússia/Ucrânia e Israel/Palestina. Com a instabilidade nos mercados internacionais, manteve-se a tendência de alta tanto na inflação como nas taxas de juros, desacelerando a economia em vários países. O resultado foi uma queda na demanda por algodão, com as indústrias têxteis operando em ritmo menor ao longo de 2023 e, consequentemente, importando menos.

Estudo aponta desafios globais para a produção sustentável de alimentos

“Era uma questão conjuntural. Tanto que já no segundo semestre o ritmo de exportações acelerou. Foi quando colhemos a safra 2022/2023, com desempenho recorde e ótima qualidade em campo”, explica Schenkel.

O otimismo se explica: 74% das exportações de 2023 (1,194 milhão tons) ocorreram de julho a dezembro, superando em 24% o registrado no mesmo período de 2022. “De 2018 para cá, esta foi a segunda melhor marca”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.

Com a receita gerada pelas exportações em 2023, o algodão firmou-se também como a sétima maior cadeia produtiva brasileira. O produto teve 2% de participação na receita total de US$ 167,5 bilhões de acordo com ranking de exportações do agronegócio elaborado pelo instituto Insper.

Mas há outros fatores que justificam o otimismo brasileiro para 2024. Um deles é o crescente reconhecimento do cuidado dos cotonicultores com a responsabilidade da produção. “Um dos nossos diferenciais é que mais de 80% da safra nacional tem certificação socioambiental, atendendo à demanda do consumidor final por produtos sustentáveis”, pontua Duarte.

Além disso, a estratégia de manter contato próximo com os mercados compradores tem sido bem-sucedida. Responsável pelo Cotton Brazil – iniciativa que representa internacionalmente a cadeia produtiva brasileira de algodão – o diretor de Relações Internacionais comenta que em 2023 o Brasil realizou 18 eventos internacionais e cinco missões comerciais de intercâmbio entre produtores brasileiros e industriais, investidores e importadores das principais indústrias têxteis mundiais.

 

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Notícias

Estudo aponta desafios globais para a produção sustentável de alimentos

Por redação 15/01/2024
Escrito por redação

A pesquisa explora avanços tecnológicos, impactos das mudanças climáticas e contribuições das ciências moleculares, com foco na agroindústria brasileira

Estudo aponta desafios globais para a produção sustentável de alimentosEstudo publicado pela “Frontiers” aborda o desafio global de atender à crescente demanda por alimentos em meio ao aumento previsto da população mundial, destaca a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Com projeções indicando que a população atingirá quase 10 bilhões até 2050, destaca-se a necessidade de aumentar a produção global de alimentos, especialmente proteínas e produtos lácteos, em 50% a 75%. O texto ressalta a importância não apenas de expandir a produção, mas também de considerar e reduzir o impacto no meio ambiente.

Enquanto desafios como mudanças climáticas, redução de terras aráveis e pandemias afetam a produção sustentável de alimentos, avanços tecnológicos notáveis têm contribuído para a agricultura, desde seus estágios iniciais até a agricultura de alto desempenho atual.

Quais os cuidados na hora de planejar a compra de um trator agrícola

O estudo destaca tecnologias disruptivas, o impacto das mudanças climáticas na agricultura e contribuições das ciências moleculares que estão revolucionando a agricultura global, com foco especial na agricultura, pecuária e agroindústria brasileiras.

Além disso, o texto explora a evolução da agricultura brasileira, sua relevância para o PIB nacional e questões-chave relacionadas à tomada de decisões que podem impactar positivamente o setor agroindustrial no Brasil.

BNDES anuncia a liberação de mais R$ 3 bilhões para o Plano Safra 2023/24

Destaca-se a importância de apoiar o setor agroindustrial para aumentar a produção de alimentos saudáveis, com maior qualidade nutricional e menor impacto no meio ambiente e na vida humana. O estudo conclui enfatizando a necessidade de investir em pesquisa científica, desenvolvimento e inovação para alcançar uma produção sustentável de alimentos, bioenergia e outros produtos agroindustriais.

 

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Curiosidade

Quais os cuidados na hora de planejar a compra de um trator agrícola

Por redação 12/01/2024
Escrito por redação

Compra de um trator é investimento que requer planejamento e avaliação das necessidades da propriedade

Quais os cuidados essenciais na hora de comprar um trator agrícolaComprar um trator é um investimento significativo, especialmente para os pequenos e médios agricultores. Desta forma, o planejamento cuidadoso é essencial para garantir que essa aquisição atenda às necessidades da propriedade. Este tipo de abordagem estratégica pode ajudar a maximizar o retorno sobre o valor investido e a contribuir para a eficiência das operações agrícolas.

Para o coordenador de Vendas/Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, o primeiro passo é avaliar as necessidades.

“É preciso identificar as tarefas específicas que o trator realizará na propriedade. Isso inclui considerar o tipo de solo, tamanho da área a ser cultivada, operações de aragem, colheita, transporte e outras atividades da lavoura”, recomenda.

BNDES anuncia a liberação de mais R$ 3 bilhões para o Plano Safra 2023/24

Nesta fase inicial de planejamento, conversar com agrônomos, consultores agrícolas ou outros agricultores experientes pode ser fontes de conhecimento compartilhado sobre as melhores opções de tratores para as condições específicas da propriedade.

“Importante também levar em consideração as condições climáticas locais da lavoura e o calendário de safras ao planejar a compra”, comenta Oliveira. Feito isto, o próximo passo é definir um orçamento claro para a compra do trator. “Isso inclui não apenas o custo inicial do trator, mas também despesas associadas como implementos, seguro, manutenção, além do treinamento de operadores”.

Consórcio é uma opção rentável ao produtor rural

Optar pela compra de um trator por meio de um consórcio tem sido atrativo para os agricultores.

A Agritech, por exemplo, investe no reforço de ofertas para aquisição dos equipamentos por meio de consórcio e, também, por meio da longa e consolidada parceria com o banco de fábrica da empresa, o DLL.

“O Consórcio Agritech é uma forma programada e inteligente de adquirir máquinas agrícolas e outros implementos, pois oferece taxas que ficam abaixo das praticadas no mercado. É uma ótima oportunidade”, garante Oliveira.

Para o coordenador, o Consórcio Nacional Agritech tem sido a escolha de muitos produtores por ser menos burocrático e por oferecer menor custo quando comparado a um financiamento bancário.

O modelo do consórcio da marca não possui taxa de inscrição e fundo de reserva, além de ter a entrega garantida pela fábrica. Os pagamentos podem ser mensais, trimestrais, semestrais ou anuais, com prazos de até 100 meses.

Além disso, o grande diferencial ao produtor rural, especialmente ao agricultor familiar, é a proximidade que mantém com os clientes. De acordo com Oliveira, os vendedores das revendas, que recebem treinamento qualificado, conseguem entender as reais necessidades dos produtores nas visitas nas propriedades.

A empresa também oferece uma opção alternativa para facilitar o produtor rural a adquirir um dos tratores das linhas Agritech por meio da longa e consolidada parceria com o banco de fábrica da empresa, o DLL.

Após a comprar um trator, o planejamento deve continuar na propriedade

O coordenador recomenda também que, após a compra do equipamento agrícola, o produtor rural ofereça capacitação adequada para os operadores. “O treinamento é essencial para garantir segurança durante o uso e a eficiência operacional do próprio trator”, comenta.

Outra recomendação é fazer uma programação de manutenção preventiva para o equipamento agrícola. “Manter o equipamento adequadamente, prolonga sua vida útil e evita custos de reparo inesperados”, aconselha.

 

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Notícias

Venda de etanol hidratado ultrapassa 1,9 bilhão e cresce 35% em dezembro

Por redação 11/01/2024
Escrito por redação
Foram processadas 4,87 milhões de toneladas contra 2,71 milhões, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica)

Venda de etanol hidratado ultrapassa 1,9 bilhão e cresce 35% em dezembro

A moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de dezembro registrou crescimento de 79,87%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Foram processadas 4,87 milhões de toneladas contra 2,71 milhões. No acumulado da safra 23/24, a moagem atingiu 644,14 milhões, ante 542,39 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 18,76%.

Em dezembro, um mês suficientemente seco para operacionalização da colheita, as unidades produtoras do Centro-Sul foram capazes de manter um ritmo de processamento inédito para essa etapa da safra.

Desde 2015 o setor não ultrapassava a marca de 20 milhões de toneladas processadas no último mês do ano civil. Graças a essas condições, a moagem do Centro-Sul atingiu um patamar recorde. Se há alguns meses havia expectativa de cana bisada em quantidade nunca vista, esse cenário parece ter se exaurido com o desempenho excepcional da colheita no último terço da safra 2023/2024.

Operaram na segunda quinzena de dezembro 100 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 85 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e sete usinas flex.

Clima afeta lavouras e Conab aponta redução na safra de grãos 2023/24

No mesmo período, na safra 22/23, operaram 49 unidades produtoras. Ao final da quinzena, 81 unidades encerram a moagem, enquanto no acumulado já se contabilizam 246 unidades. No ciclo anterior, até 1º de janeiro, 247 usinas haviam terminado com seu período de processamento. Para a próxima quinzena, está previsto que mais duas unidades produtoras encerarão a safra.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de dezembro foi de 136,93 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 143,17 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 4,36%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 139,57 kg de ATR por tonelada (-1,13%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de dezembro totalizou 235,76 mil toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 173,83 milhão de toneladas, representa aumento de 35,63%. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 42,05 milhões de toneladas, contra 33,53 milhões de toneladas do ciclo anterior (+25,43%).

Vale destacar que o recorde na produção de açúcar também se estende para as exportações do produto que, segundo dados da SECEX, encerrou 2023 com um 31,38 milhões de toneladas embarcadas, o maior valor de toda a série histórica. O pico de exportações ocorreu em dezembro quando 3,85 milhões de toneladas foram comercializadas para o mercado externo.

Na segunda quinzena de dezembro, 526,11 milhões de litros (+62,88%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 353,79 milhões de litros (+99,44%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 172,32 milhões de litros (+18,34%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 31 de dezembro, a fabricação do biocombustível totaliza 31,44 bilhões de litros (+14,39%), sendo 18,79 bilhões de etanol hidratado (+18,72%) e 12,66 bilhões de anidro (+8,52%).

Da produção total de etanol registrada na segunda quinzena de dezembro, 53% foram provenientes do milho, cuja produção foi de 279,39 milhões de litros neste ano, contra 202,97 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 37,65%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,61 bilhões de litros – avanço de 41,65% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de dezembro, as vendas de etanol totalizaram 2,88 bilhões de litros, o que representa aumento de 11,25% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 941,95 milhões de litros – queda de 18,61% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,93 bilhão de litros – crescimento de 35,46%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado em dezembro totalizaram 1,81 bilhão de litros – variação de 39,22% em relação ao ano passado. O volume robusto comercializado reflete a competitividade do biocombustível nas bombas e, concomitantemente, um movimento sazonal de incremento das saídas comum ao mês de dezembro.

Há de se aguardar as informações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para tomar consciência da intensidade com que esse aumento da demanda nos produtores se reflete nas bombas no mês de dezembro.

Nas duas últimas semanas de dezembro de 2023, o levantamento de preços da ANP indicou que nas cidades amostradas correspondentes à 70% do consumo de combustíveis nacional, o etanol hidratado teria apresentado paridades atrativas. Esse mesmo percentual se mantém para a primeira semana de janeiro.

No estado de São Paulo, o levantamento aponta que 100% do consumo correspondente registrou paridades atrativas nessas semanas. Por fim, no que diz respeito às vendas de etanol anidro pelos produtores, o volume comercializado foi de 898,22 milhões de litros, o que representa uma variação negativa de 10,33%. Um movimento de queda natural em meio ao cenário de favorecimento do consumo do etanol hidratado.

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 23,95 bilhões de litros, representando um aumento de 6,59%. O hidratado compreende uma venda no volume de 14,37 bilhões de litros (+10,71%), enquanto o anidro de 9,58 bilhões (+0,95%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 9 de janeiro indicam a emissão de 34,18 milhões de CBios em 2023 e, em 2024, já se registra 739 mil créditos emitidos. Em posse da parte obrigada do programa RenovaBio há cerca de 29,82 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022, 2023 e 2024, até o momento, subtraída a meta referente ao ano de 2022.

 

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Notícias

Estudo da Esalq/USP propõe novo olhar para a irrigação de pastagens

Por redação 11/01/2024
Escrito por redação

Trabalho está publicado no International Journal of Biometeorology e pode trazer economia de água e energia para o produtor

produção sustentável de alimentos - Estudo da Esalq/USP propõe novo olhar para a irrigação de pastagensO Brasil, um gigante na pecuária, abriga mais de 200 milhões de animais espalhados por cerca de 160 milhões de hectares de pastagens, um cenário que torna o país líder nas exportações de carne bovina.

No entanto, o aumento previsto na procura alimentar devido ao crescimento populacional, coloca pressão para uma estimativa de aumento na produção de alimentos de 56%. Esse crescimento precisará ser sustentável, pois as fronteiras agrícolas já são bastante limitadas no Brasil, tornando crucial o incremento da produtividade para suprir essa lacuna.

Uma das alternativas cruciais para garantir essa sustentabilidade é o manejo preciso da transparência. Considerando que cerca de 53% das pastagens estão degradadas no País, a densidade média de animais por hectare nessas áreas pode chegar a 0,5. Em contrapartida, pastagens bem cuidadas e irrigadas podem suportar até 10 unidades animais por hectare.

Clima afeta lavouras e Conab aponta redução na safra de grãos 2023/24

Para atenuar esse cenário e redirecionar os sistemas de manejo de segurança de pastagens em nível global, um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), publicado no International Journal of Biometeorology , sugere uma nova abordagem.

“Os métodos de estimativa de necessidade de transparência, como a evapotranspiração da cultura (ETc), baseiam-se na evapotranspiração de referência (ETo) de uma superfície padrão, ajustada pelo coeficiente de cultura (Kc) que leva em conta o ambiente local, o tipo de solo e as características da cultura”. Entretanto, os autores afirmam que em regiões de alta demanda hídrica, como é o caso do Brasil, os valores de Kc devem ser ajustados de acordo com o aumento da ETo, criando uma relação inversa entre Kc-ETo que pode economizar água e energia significativamente , especialmente no manejo da supervisão para pastagens.

Assim, uma análise aprofundada utilizando lisímetros em diferentes sistemas forrageados foi conduzida para estimar os valores de Kc, atualização do gerenciamento da supervisão para o gado no Brasil. A hipótese de ajustes baseada na relação inversa Kc-ETo sugere economias substanciais de água e energia, ressaltando a importância de práticas mais eficientes e sustentáveis ​​na pecuária brasileira.

“Além disso, este estudo destaca a importância de investigações de longo prazo que abranjam diversas condições climáticas, tipos de solo e variedades de forragem. Uma análise detalhada da biomassa e da produtividade agrícola é essencial, com uma abordagem na redução do potencial da supervisão, mantendo níveis comparáveis ​​de produção de biomassa. Estas pesquisas são cruciais para orientar práticas agrícolas mais sustentáveis ​​e eficientes no uso da água”, conclui o estudo, que tem como autor principal o pesquisador Ivo Z. Gonçalves e como coautores o pesquisador Arthur C. Sanches e os professores do departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq Fernando Campos Mendonça e Fábio Marin.

 

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Estimativa da produção de grãos para o ciclo 2023/24 cai 7%, aponta a Conab
Notícias

BNDES anuncia a liberação de mais R$ 3 bilhões para o Plano Safra 2023/24

Por redação 10/01/2024
Escrito por redação

Recursos serão destinados principalmente à agricultura familiar

BNDES anuncia a liberação de mais R$ 3 bilhões para o Plano Safra 2023/24O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira (10) a liberação de mais R$ 3 bilhões para linhas de crédito do Plano Safra 2023/24.

O montante é fruto de remanejamentos feitos pelo Ministério da Fazenda em dezembro de 2023 – os recursos serão destinados principalmente à agricultura familiar.

Clima afeta lavouras e Conab aponta redução na safra de grãos 2023/24

Com a medida, o BNDES ainda tem R$ 8,5 bi disponíveis para contratação nas linhas do Plano Safra até junho.

De julho a dezembro de 2023, a instituição já desembolsou R$ 18,2 bi, atendendo 99 mil clientes.

 

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PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
Notícias

Clima afeta lavouras e Conab aponta redução na safra de grãos 2023/24

Por redação 10/01/2024
Escrito por redação

Chuvas volumosas no Sul e estiagem associada a altas temperaturas no Brasil Central comprometem potencial produtivo das lavouras

Clima afeta lavouras e Conab aponta redução na safra de grãos 2023/24A produção brasileira de grãos deve chegar a 306,4 milhões de toneladas. O 4º Levantamento para a safra de grãos 2023/24, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (10), traz uma nova redução na estimativa de colheita no atual ciclo.

No geral, as condições climáticas instáveis, com chuvas escassas e mal distribuídas aliadas a altas temperaturas na região central do país, além de precipitações volumosas na região Sul, provocaram e ainda persistem no atraso do plantio da safra, além de influenciarem de maneira negativa no potencial produtivo das lavouras. Se confirmado, o volume representa uma queda de 13,5 milhões de toneladas ao obtido em 2022/23.

“A atual safra tem a característica de ser uma das mais complexas para a estimativa de área, produtividade e produção nos últimos tempos. As dificuldades podem ser resumidas nos problemas climáticos, que geram incertezas e prejudicam a tomada de decisão pelos produtores”, pondera o superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Aroldo Antonio de Oliveira Neto.

Principal cultura cultivada no país, a soja deve apresentar uma produção de 155,3 milhões de toneladas. O resultado representa uma quebra de 4,2% na expectativa, uma vez que as primeiras projeções apontavam para uma colheita de 162 milhões de toneladas.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

Chuvas mal distribuídas e temperaturas elevadas influenciaram de maneira negativa tanto no plantio como no desenvolvimento das lavouras. As condições climáticas também foram determinantes para alguns produtores migrarem para outras culturas, contribuindo para a redução da área em relação ao levantamento divulgado em dezembro.

Outro importante produto para os brasileiros, o arroz tem uma estimativa de produção de 10,8 milhões de toneladas. Se por um lado os preços do grão foram incentivos para o aumento de área em alguns estados produtores, por outro, o atraso no plantio, o volume excessivo de chuvas ou de períodos de veranicos que ocorreram em regiões diversas, além das dificuldades nos tratos culturais, são variáveis para o registro de impactos desfavoráveis na produtividade.

Para o feijão é esperada uma estabilidade na produção, quando se compara com a safra passada, chegando a uma colheita de 3,03 milhões de toneladas. Porém, a implantação da primeira safra da leguminosa caminha para a conclusão e vem apresentando alterações negativas, devido à instabilidade do clima.

No caso do milho, na safra de grãos 2023/24, a produção total está estimada em 117,6 milhões de toneladas, redução de 10,9% em relação ao ciclo anterior. A queda é reflexo de uma menor área plantada e de uma piora na expectativa de rendimento das lavouras.

A primeira safra do cereal, que representa 20,7% da produção, vem passando por situações adversas como, elevadas precipitações nos estados do Sul, baixas pluviosidades acompanhadas pelas altas temperaturas no Centro-Oeste. Segundo o boletim da Conab, para a segunda safra do grão, além de avaliar os custos, as decisões dos produtores dependem de fatores climáticos, de disponibilidade de janela para o plantio e dos preços de mercado.

Já para o algodão é esperado um crescimento na área cultivada de 6,2% sobre a safra 2022/23. Com a semeadura se aproximando de 32% no país, a área estimada em cerca de 1,77 milhão de hectares poderá variar, já que parte da área que deveria ser replantada com soja em Mato Grosso poderá ser utilizada com o plantio da fibra. Atualmente a projeção é de uma colheita de 3,1 milhões de toneladas de pluma.

Com a colheita encerrada, o trigo registra uma produção de 8,1 milhões de toneladas. Até o início da fase reprodutiva, as condições climáticas vinham beneficiando a cultura, com perspectivas de uma safra recorde semelhante à de 2022. Mas a partir de setembro, teve início o período com chuvas excessivas que persistiu até a colheita, situação que causou perdas na produtividade.

Mercado

Quanto às informações do comportamento de mercado das commodities brasileiras, a redução na estimativa da produção de soja apontada pelo Boletim da Conab, motivada por problemas climáticos nos principais estados produtores, deverá implicar também uma menor exportação da oleaginosa em grãos neste ano. Além disso, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento de biodiesel ao diesel, de 12% para 14%, o que indica que haverá um incremento na demanda interna de óleo de soja.

Para o arroz, a previsão da safra 2023/24 é de 7,2% a mais do que a safra de 2022/23, com um volume de 10,8 milhões de toneladas. Estima-se uma manutenção do consumo nacional em 10,3 milhões de toneladas.

A recuperação produtiva e a menor oferta de importantes países exportadores, possivelmente, resultarão em um aumento para 2 milhões de toneladas no volume exportado pelo Brasil. Projeta-se uma manutenção do volume importado em 1,5 milhão, em razão ainda da necessidade de recomposição da oferta nacional. Os estoques devem ficar próximos da estabilidade, estimados em 1,7 milhão de toneladas.

A estimativa de menor produção de milho para a safra de grãos 2023/24, somada à maior oferta disponível no mercado internacional (em meio à boa safra norte-americana), deverá reduzir o volume de exportações brasileiras do grão em 2024, mas de acordo com o Boletim da Conab, o Brasil deve continuar a ser o maior exportador de milho do mundo.

Já para o trigo, apesar de ter sido colhido um pouco mais de 8 milhões de toneladas, devido aos problemas climáticos houve perda qualitativa e será necessário importar mais trigo com PH panificável, acarretando em um ajuste no quantitativo de importações, passando de 6 milhões para 6,2 milhões de toneladas. Com as alterações, estima-se encerrar a safra 2023/24 de trigo com estoque de passagem de 393,6 mil toneladas.

O algodão teve aumento de área sinalizado em 6,2% nesta safra, porém, a redução da produtividade, devido a questões climáticas menos favoráveis, deverá torná-la ligeiramente menor do que a anterior e atingir 3,1 milhões de toneladas.

A melhora que vem ocorrendo no desempenho da economia nacional tende impulsionar o consumo interno da pluma de algodão em 2024, que deve ficar em torno de 730 mil toneladas. Como as exportações apresentam um crescimento e devem atingir 2,5 milhões de toneladas, o estoque final de algodão deverá cair para 2,04 milhões de toneladas.

 

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Notícias

Agro paulista bate recorde com superávit de US$ 23 bilhões em 2023

Por redação 10/01/2024
Escrito por redação

Os resultados durante o ano indicavam a grande possibilidade das exportações e do saldo do agro paulista ultrapassarem os valores recordes obtidos em 2022

Agro paulista bate recorde com superávit de US$ 23 bilhões em 2023 O saldo da balança comercial do agro paulista registrou superávit de US$ 23,34 bilhões em 2023, valor recorde da série histórica, sendo 11,8% superior na comparação com o ano de 2022, de acordo com os dados consolidados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. As exportações atingiram o recorde de US$28,39 bilhões, um aumento de 9,3% em relação a 2022, e as importações tiveram queda de 1% no período, registrando US$5,05 bilhões.

A participação das exportações do agro paulista no estado em 2023 foi de 40% e das importações setoriais de 7,0%. As exportações totais de São Paulo somaram US$ 71,03 bilhões (20,9% do total nacional), e as importações, US$ 71,78 bilhões (29,8% do total do país). Em relação ao mesmo período de 2022, houve aumento nas exportações de 2% e queda de 12% nas importações.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, o recorde demonstra a força do agro paulista e o setor sucroenergético tem contribuído fortemente para o bom desempenho das exportações paulistas. Os derivados da cana – açúcar e etanol – garantem o primeiro lugar dos embarques mensais, representando 40% das exportações do Estado de São Paulo.

“Embora a participação do etanol ainda seja pequena no resultado da balança, o combustível tem se destacado quando o assunto é minimizar o impacto ambiental, foco dos mais importantes eventos internacionais sobre o clima. Nosso objetivo é tornar o Estado de São Paulo referência no uso de energias renováveis e indústria verde. Uma revolução silenciosa está ocorrendo nos campos rurais paulistas, o chamado “pré-sal caipira”, revela Guilherme Piai.

Exportação por produtos

Os cinco principais produtos exportados em 2023, e que representaram 79,3% das vendas foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 10,76 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 88,2% e o álcool etílico – etanol, 11,8%); complexo soja (US$ 3,64 bilhões, tendo a soja em grão 82,7% de participação no grupo); setor de carnes (US$ 3,15 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 82,6%); produtos florestais (US$ 2,70 bilhões, com participações de 51,1% de celulose e 41,1% de papel) e o grupo de sucos (US$ 2,27 bilhões, dos quais 97,7% referentes a suco de laranja).

O grupo de café, tradicional nas vendas externas paulistas, aparece na oitava posição, com vendas de US$896,95 milhões (69,0% referentes ao café verde e 24,4% de café solúvel).

Em 2023 na comparação com 2022, importantes alterações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, registram aumentos para os do complexo sucroalcooleiro (+26,8%) e de sucos (+18,3%), e quedas nos de carnes (-21,1%), café (-11,8%), florestais (-1,2%) e complexo soja (-0,2%).

Principais destinos

A China é o principal destino das exportações do estado com US$7,26 bilhões e detém 25,6% de participação no total do agro paulista. Na segunda posição aparece a União Europeia (US$3,83 bilhões, 11,9% de participação em 2023, seguido pelos Estados Unidos (US$2,81 bilhões, participação de 9,9% e incremento de 9,41% em valores). Completando os 10 principais destinos, em participação, aparecem Índia (3,5%), Indonésia (2,7%), Arábia Saudita (2,4%), Nigéria (2,3%), Argélia (2,2%), Coreia do Sul (2,1%) e Marrocos (2,0%), que representam 65% do total.

Dos três principais parceiros do agro SP, a China importou principalmente produtos do complexo soja (33,4%), carnes (22,3%), setor sucroalcooleiro (18,6%) e produtos florestais (13,5%). A União Europeia predomina o grupo de sucos (33,8%, basicamente de laranja), seguidos do sucroalcooleiro (13,9%) e café (10,8%), enquanto os Estados Unidos (28,4%) são do grupo de sucos, sucroalcooleiro (14,2%), carnes (13,3%), produtos florestais (8,9%) e café (4,5%).

Importações paulistas

Em 2023, os principais produtos de importação do agronegócio paulista foram: papel (US$ 394,16 milhões), salmão (US$380,16 milhões) e trigo (US$ 300,08 milhões) e representando 21% do total importado (US$ 5,05 bilhões).

 

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Notícias

Previsão do tempo indica volumes de chuva expressivos em parte do País

Por redação 09/01/2024
Escrito por redação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão para o clima no Brasil para até o dia 15 de janeiro

Previsão do tempo indica volumes de chuva expressivos em parte do País

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) concluiu, nesta segunda-feira (8), a previsão do tempo para as próximas duas semanas. Na primeira, entre os dias 8 e 15 de janeiro, a previsão indica volumes de chuva expressivos, podendo ultrapassar 80 milímetros em parte do País, considerando uma faixa desde o oeste da Região Norte, passando pelo Centro-Oeste até o leste da Região Sudeste.

No interior da região Nordeste, a previsão é de pouca chuva. Porém, no Matopiba (área que abrange os estados do Maranhão, Piauí e Bahia), podem ocorrer acumulados de chuva mais significativos.

Previsão para a 1ª semana (08/01/2024 a 15/01/2024):

Para a Região Norte, a previsão do tempo indica pancadas de chuva durante a semana, com valores maiores que 70 mm no Amazonas, Rondônia, Pará, nordeste do Amapá e Tocantins, podendo vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas. Nas demais áreas, há previsão de pancadas de chuva isoladas.

Na Região Nordeste, a previsão é de chuva em forma de pancadas em áreas do Maranhão, Piauí e Bahia, podendo superar 50 mm e vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas.

Agro impulsiona recorde das exportações paranaenses em 2023

Porém, não se descarta chuva isolada no leste da região, principalmente nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No Ceará, há possibilidade de chuva no sudoeste do estado.

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão do tempo indica chuvas intensas e não se descartam volumes de 100 mm a 150 mm, podendo vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas. No Espírito Santo, norte de Minas Gerais e centro-sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul, há previsão de chuva com menores acumulados.

Na Região Sul, um sistema de baixa pressão vai favorecer instabilidades em forma de pancadas de chuva até o dia 13/01. Os maiores acumulados podem ultrapassar os 60 mm em áreas centrais do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e do Paraná. Após o dia 13, a tendência é de redução dos volumes de chuva na região.

 

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Notícias

Secretaria prevê plano de ação para incentivar a irrigação em São Paulo

Por redação 09/01/2024
Escrito por redação

Em visita técnica a Campos de Holambra, secretário conheceu projeto de agricultura irrigada e infraestrutura implantada de pivôs nas lavouras

Secretaria prevê plano de ação para incentivar a irrigação em São PauloO secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, esteve no último sábado (06/01), na Associação do Sudoeste Paulista de Irrigação e Plantio na Palha (ASPIPP), em Campos de Holambra, no município de Paranapanema. Durante a visita técnica, foi discutido o atual cenário da agricultura irrigada de precisão e os desafios dos recursos hídricos no Estado. Na ocasião, foi firmada a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de atender às necessidades primordiais da região.

Vale destacar que, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), São Paulo possui uma área total irrigada de 2,4 milhões de hectares, cerca de 29,5% do cenário nacional.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

Para Guilherme Piai, o setor precisa ampliar ainda mais a área irrigada e para isso é necessário alinhar estratégias com os órgãos responsáveis, como o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

“A irrigação aumenta a produção e diminui o impacto das adversidades climáticas. Nós temos apenas 5,8% das nossas lavouras irrigadas. Por meio de um grupo de trabalho vamos incentivar a expansão da irrigação na agricultura paulista”, ressaltou Piai.

De acordo com os dados do DAEE, a média de chuva no estado é de 1.376 mm/ano. “Os efeitos das mudanças climáticas estão cada vez mais fortes e São Paulo passa por uma seca muito forte. Mas quem tem sua lavoura irrigada, tem sua produção garantida”, frisou Piai.

Também foi apresentado ao secretário e aos representantes da Pasta, o projeto executivo do Polo de Irrigação do Pontal. Com uma área total de 250 mil ha, sendo 130 mil ha irrigados. A iniciativa contribuiria na geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Vale lembrar que a ASPIPP é responsável pela organização da Feira Irrigashow, evento anual considerado referência no setor. A edição de 2024 acontece de 18 a 20 de setembro.

 

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