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Notícias

Agro impulsiona recorde das exportações paranaenses em 2023

Por redação 09/01/2024
Escrito por redação

Só a soja respondeu por 23,5% do total vendido pelo estado ao exterior no ano passado

Agro impulsiona recorde das exportações paranaenses em 2023Com uma receita de US$ 25,2 bilhões oriundas de vendas para outros países em 2023, o Paraná estabeleceu um novo recorde anual de exportações. O valor é 13,7% superior ao resultado obtido pelo Estado em 2022, quando a receita foi de US$ 22,1 bilhões, e também representa um crescimento muito acima do nacional, que foi de apenas 1,7% no mesmo período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O bom desempenho recente no comércio exterior fez com que o Paraná passasse de sexto para quinto maior exportador do País, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que no último ano obteve US$ 22,3 bilhões em vendas para outros países. O ranking é liderado por São Paulo, com US$ 71 bilhões em exportações.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

De acordo com o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, os resultados das exportações coroam um ano excepcional para a economia do Paraná, cujo Produto Interno Bruto (PIB) acumulou alta de 6,91% nos três primeiros trimestres do ano passado.

“O aumento da atividade econômica medida pelo Banco Central no acumulado até outubro foi o maior do País, a taxa de desemprego caiu para 4,6% e, agora, as exportações paranaenses batem recordes, o que evidencia o bom resultado obtido pelo setor produtivo com o apoio do Governo do Estado”, analisou Callado.

Produtos

Como já ocorreu em anos anteriores, a soja foi novamente o principal destaque das exportações paranaenses, respondendo por 23,5% do total vendido pelo Estado ao Exterior em 2023.

Na sequência, aparecem a carne de frango in natura (com participação de 14,5%), o farelo de soja (7,7%), os cereais (5%) e o açúcar bruto (4,5%). Nos últimos cinco anos, o Paraná acumula consecutivas altas nas exportações anuais de alimentos, passando de US$ 9,7 bilhões em 2019 para US$ 15,8 bilhões em 2023.

Além do agronegócio, os bens manufaturados de alta tecnologia também tiveram importante participação nas exportações do Paraná, demonstrando o dinamismo da economia estadual. É o caso da venda de automóveis, que teve alta de 3,6%, passando de US$ 526 milhões para US$ 545 milhões entre 2022 e 2023.

Mercados consumidores

No total, as mercadorias produzidas no Estado desembarcaram em 215 destinos. Os maiores compradores foram a China (US$ 7,1 bilhões), a Argentina (US$ 1,5 bilhão) e os Estados Unidos (US$ 1,4 bilhão), responsáveis por 28%, 6,3% e 5,8%, respectivamente, do total comercializado pelo Paraná em 2023. O México aparece em quarto, fechando a “lista do bilhão”, com US$ 1.021 bilhão.

No caso da China, que já era a maior compradora dos produtos paranaenses em 2022, o volume de exportações quase dobrou no último ano. O valor passou de US$ 3,6 bilhões para cerca de US$ 7,1 bilhões, correspondendo por boa parte do superávit anual. Mesmo pequenos países como Tuvalu e Papua Nova Guiné, ambos da Oceania, também adquiriram produtos paranaenses.

Importações

Em sentido oposto, as importações estaduais de itens fabricados no Exterior somaram US$ 18,2 bilhões no ano passado, uma queda de 18,8% em relação a 2022, quando houve US$ 22,4 bilhões em compras externas. Com isso, o saldo da balança comercial no Paraná terminou o ano com um superávit de US$ 7 bilhões.

 

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09/01/2024 0 Comentários
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Tecnologia

Equipamentos com alta tecnologia serão destaques na Dinetec 2024

Por redação 08/01/2024
Escrito por redação

Classe agrícola de Canarana e região conhecerá durante a Dinetec deste ano, em Mato Grosso, linha completa de distribuidores de arrasto 100% em aço inox

Equipamentos com alta tecnologia serão destaques na Dinetec 2024A Dinetec – Dia de Negócios e Tecnologia, realizada em Canarana-MT, de 10 a 12 de janeiro, abre o calendário de feiras agrícolas de 2024. Pelo terceiro ano consecutivo, a MP Agro Máquinas Agrícolas, com sede em Ibaté-SP, participa do evento junto a revenda Central Peças e Implementos, e leva à classe produtora um portfólio composto por equipamentos dotados de alta tecnologia com foco na distribuição de insumos. Nesta edição, com uma novidade: o distribuidor mecânico Nidus 12000.

O distribuidor Nidus 12000 tem capacidade de carga de 6m³, além de rodado tandem articulado. A faixa de aplicação é de até 36 metros, e assim como todos os equipamentos da MP Agro, é confeccionado 100% em aço inox.

“O implemento possui um sistema de esteira em gaveta com guias internas em toda sua extensão. Isso garante constante alinhamento. Outro ponto interessante é que a dose de aplicação é mantida, independente da velocidade de deslocamento”, pontua Willian Sartori, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da MP Agro.

Este distribuidor é indicado e foi desenvolvido com foco em produtores que buscam mais praticidade de operação, mas sem abrir mão de eficiência e resistência no campo.

Outras opções de arrasto

Outro destaque da empresa na Dinetec será o Taurus 12000 para distribuição de fertilizantes e corretivos. O implemento é produzido 100% em aço inox, incluindo chassis e estrutura da esteira.

Conforme relata Sartori, um dos grandes diferenciais está em sua qualidade de aplicação, garantindo confiabilidade para o produto, além de recursos que trazem mais conforto e segurança para o trabalho, como câmeras e sistema de iluminação.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

Completando a linha, a Taurus Robust, distribuidor projetado para produtores mais exigentes em relação a produtividade, uma máquina que devido a sua alta capacidade de carga possibilita menos paradas para abastecimento, maior disponibilidade operacional e consequentemente melhor produtividade diária no campo.

“Este tipo de implemento é indicado principalmente para quem quer economizar em hora/máquina”, reforça o profissional.

Falando em tecnologia, para garantir mais agilidade e precisão no uso do Taurus Robust, este já sai de fábrica com agricultura de precisão embarcada, permitindo realizar aplicações através de taxa variável e desligamento de seção.

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08/01/2024 0 Comentários
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Notícias

Embrapa e MDIC vão mapear demandas de mecanização agricultura familiar

Por redação 08/01/2024
Escrito por redação

Parceria entre Embrapa Hortaliças e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai permitir mapeamento das necessidades e demandas de agricultores familiares

Embrapa e MDIC vão mapear demandas de mecanização agricultura familiarEstruturar uma plataforma virtual com acesso público a informações levantadas a partir do mapeamento de ofertas e demandas regionais de integrantes da agricultura familiar, relacionadas a máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Este é o objetivo que norteia o Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado em 19/12/2023 entre a Embrapa Hortaliças e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

A parceria firmada entre as duas instituições, prevê cinco metas a serem trabalhados pela Embrapa Hortaliças, a começar pelo mapeamento das atuais necessidades e demandas específicas de agricultores familiares – assim considerados os pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores – relacionadas a máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Essas ferramentas também fazem parte do segundo mapeamento, dessa vez relativo ao conhecimento da oferta existente.

A terceira meta diz respeito à realização de cinco oficinas regionais para levantamentos de informações e um evento nacional para validação dos dados levantados.

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

A quarta meta refere-se à consolidação da plataforma virtual como fonte de informações sobre a oferta e a demanda de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas – tornada possível por uma permanente alimentação e acesso facilitado por parte do público-alvo, constituído por um grupo piloto para participar de avaliação e testes.

Por fim, a quinta e última meta contempla a realização de evento de inovação voltado para identificar protótipos de máquinas, equipamentos e implementos para a agricultura familiar, com vistas a promover arranjos de inovação e, com isso, acelerar o lançamento de novas tecnologias.

De acordo com Henrique Carvalho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Hortaliças e coordenador das atividades alinhadas no TED, a ideia é apresentar os resultados no prazo de 18 meses, o que representa a mobilização de uma verdadeira “força-tarefa”.

“Para alcançar os resultados esperados vamos contar com a participação de produtores, agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural, associações, cooperativas, sindicatos rurais, universidades, além de outras Unidades da Embrapa e do próprio MDA”, elenca Carvalho, para quem “quanto maior for a nossa rede de relacionamentos, mais eficientes serão as entregas”, disse.

O Coordenador Geral de Pesquisa e Inovação do MDA, Zaré Augusto Soares, reforça a importância desta parceria para o fortalecimento de uma rede de pesquisa e inovação orientada para a agricultura familiar, que busca “fortalecer as parcerias entre as empresas que produzem e comercializam os equipamentos, as Instituições de Ciência e Tecnologia, que desenvolvem as pesquisas e as organizações da Agricultura Familiar que tem melhores condições para identificar e qualificar as demandas de seus públicos e associados”.

Políticas públicas

Em 2023, o governo federal assinou o decreto que retomou o programa nacional de máquinas, equipamentos e implementos para produção sustentável de alimentos pela agricultura familiar. O chamado programa Mais Alimentos, uma linha do Pronaf Investimentos, tem como objetivo aumentar a produção de alimentos no Brasil, estimular a indústria nacional, diminuir a penosidade do trabalho no campo e facilitar o acesso às máquinas e implementos para a agricultura familiar, especialmente para as mulheres e jovens rurais.

O Programa Mais Alimentos conta com uma coordenação compartilhada entre Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o MDIC para conduzir o processo de mecanização da agricultura familiar. Ao MDIC caberá estimular iniciativas voltadas ao desenvolvimento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais de pequeno porte, baixo custo de aquisição e manutenção, para atendimento às demandas da agricultura familiar e de suas organizações produtivas; incentivar a produção de máquinas, equipamentos e implementos acessíveis à agricultura familiar, e competitiva internacionalmente; e apoiar a atração de investimentos externos na indústria de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas destinados à agricultura familiar.

Em decorrência desse programa governamental, foi firmado um Acordo de Cooperação Técnica, que visa a implementação de ações conjuntas para promover o acesso, o desenvolvimento científico e tecnológico e a ampliação da oferta de máquinas, implementos, equipamentos e soluções adaptadas à agricultura familiar.

O documento foi assinado pelos ministros do MDA, do MDIC e do MCTI, além dos representantes e presidentes da EMBRAPA, BNDES, EMBRAPII, Finep, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

Artigo

Como uma antecipação às medidas que seriam adotadas, o tema da mecanização foi tratado no artigo “Oportunidades de automação na cadeia produtiva de hortaliças no Brasil” (10/08/2023), assinado pelo pesquisador Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças, em que ele chama a atenção para alguns pontos relacionados a essa questão.

“A importância da mecanização nas propriedades agrícolas já é um consenso entre os produtores rurais, já que a tecnologia traz benefícios para todo o processo de produção. Mas o acesso a implementos agrícolas, como tratores e colheitadeiras, é ainda restrito por conta do alto custo tanto na compra quanto na manutenção”, alerta.

Após fazer referências aos programas em processo de implementação, Nascimento sintetiza: “(…) Portanto, a tendência é de uma grande revolução tecnológica que vai transformar a olericultura e trazer máquinas e equipamentos novos para o campo.

Finalmente, a enxada deverá ter sua aposentadoria, e o equipamento certo é uma virada de jogo para o pequeno produtor. Essas pequenas propriedades não podem ser ‘pequenas’ demais para equipamentos sofisticados. Na verdade, o pequeno produtor necessita dessas máquinas, de acordo com as suas necessidades, para se manterem competitivos.”

 

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Notícias

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023

Por redação 08/01/2024
Escrito por redação

Embarques de animais vivos, milho, soja, açúcares e rações foram os destaques

Exportações da agropecuária tiveram aumento de 9% em 2023O comércio exterior brasileiro fechou 2023 batendo recorde histórico de exportação, com saldo comercial próximo dos US$ 100 bilhões e aumento no número de empresas exportadoras. Os números consolidados da balança comercial do ano passado foram divulgados na última sexta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Em 2023, as exportações alcançaram US$ 339,67 bilhões, resultado inédito para o país, superando em 1,7% os números de 2022. O volume exportado cresceu 8,7%, ao passo que os preços caíram 6,3%.

Já as importações tiveram queda de 11,7% e fecharam 2023 em US$ 240,83 bi. Os preços dos bens importados caíram 8,8%, enquanto o volume reduziu 2,6%. A combinação desses dois movimentos levou a um saldo comercial de US$ 98,8 bilhões – superando em 60,6% o recorde anterior, que era de 2022.

Contribuiu para esse expressivo resultado, entre outros fatores, uma maior atuação das empresas brasileiras no comércio exterior. O total de firmas exportadoras cresceu 2% em 2023, chegando a 28,5 mil empresas, número também recorde.

China é o principal destino

O principal destino dos produtos brasileiros em 2023 foi a China. As exportações para o gigante asiático alcançaram US$ 105,75 bilhões – aumento de 16,5% sobre 2022. É a primeira vez na história do comércio exterior brasileiro que as exportações para um único parceiro comercial ultrapassam a casa dos US$ 100 bi.

Também se destacaram, entre os países para os quais houve crescimento das vendas, as exportações para a Argentina, que aumentaram 8,9% em relação a 2022, totalizando US$ 16,72 bi. Para dois outros parceiros de grande porte, EUA e União Europeia, houve queda de 1,5% e 9,1%, respectivamente.

Já as importações registraram queda em relação a três desses quatro parceiros: EUA (-26%), China (-12,4%) e Argentina (-8,4%). Ao mesmo tempo, as compras brasileiras da União Europeia cresceram 2,6% e totalizaram US$ 45,42 bi, com destaques França, Alemanha e Itália.

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A corrente de comércio anual (exportações + importações) ficou em US$ 580,507 bilhões, 4,3% abaixo de 2022.

O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, comemorou os resultados ao abrir a entrevista coletiva para jornalistas.

“O comércio exterior é fundamental para a economia, para o emprego, para a renda, para o desenvolvimento brasileiro”. Ele ressaltou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no incremento dos negócios com outros países.

“Quero destacar o esforço do presidente Lula indo aos principais mercados do mundo, na Ásia, na África, na Europa, nos Estados Unidos, aqui na América Latina”. Como exemplo, Alckmin citou o acordo Mercosul-Singapura, celebrado depois de 12 anos, durante a presidência do Brasil no Mercosul.

Para a obtenção dos bons resultados, o ministro também destacou o trabalho dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Relações Exteriores, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, pontuou as várias contribuições de um saldo comercial robusto para a economia brasileira.

“Esse superávit expressivo contribui para as contas externas e para aumentar a oferta de dólares na economia e manter o real forte em relação à moeda americana. Isso contribui para conter pressões inflacionárias, para melhorar o poder de compra dos consumidores, e contribui para nossas reservas internacionais. E isso aumenta a confiança na economia”, destacou.

“Um superávit histórico do Brasil contribui inclusive para que, enfim, nosso déficit em transações correntes seja o menor em muito tempo”.

Setores e produtos

O crescimento das exportações no ano passado foi puxado principalmente pela agropecuária (9%) e pela indústria extrativa (3,5%), enquanto as vendas totais da indústria de transformação tiveram queda de 2,3%.

Nos três setores, os produtos que mais se destacaram em termos de crescimento de vendas externas foram animais vivos, milho, soja, minérios, açúcares, alimentos para animais, da agropecuária, e instalações e equipamentos de engenharia civil.

O continente asiático, maior comprador dos produtos brasileiros em 2023, importou principalmente soja, milho, açúcar, minério de ferro e óleos brutos de petróleo.

Quanto às importações, houve queda nos três setores, sendo 21% na agropecuária, 27% na indústria extrativa e 10% na indústria de transformação.

Os principais recuos foram nas compras de trigo e centeio, milho, látex, batata, carvão, petróleo, gás natural, combustíveis e adubos e fertilizantes, entre outros.

Dezembro de 2023

Os dados específicos de dezembro de 2023, que consolidaram o resultado do ano, mostram exportações de US$ 28,839 bilhões e importações e US$ 19,479 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,36 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,318 bi. A exportação e o saldo comercial foram recordes para meses de dezembro.

As exportações cresceram 9,5% sobre dezembro de 2022, com desempenhos positivo nos três setores: agropecuário (13,7%), indústria extrativa (8,9%) e indústria de transformação (8,6%).

Já as importações caíram 10,7% no total em dezembro. A queda foi de -21,7% na Agropecuária, -54,1% na Indústria Extrativa e -6% na Indústria de Transformação.

Entre os principais parceiros, em dezembro de 2023, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, diminuíram as exportação para a Argentina (-14,3%) e para os EUA (-5%), mas aumentaram para a China (41,6%) e para a União Europeia (4,3%).

Já as importações caíram nos quatro casos: Argentina (-9,7%), China (-1,8%), EUA (-21,7%) e União Europeia (-12%).

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Notícias

Jacto reforça eficiência das colhedoras de café K 3000 e K 3500

Por redação 08/01/2024
Escrito por redação

Equipamentos foram desenvolvidos para atender as necessidades do produtor; safra de café em 2023 no Brasil foi 6,8% maior do que em 2022

Jacto reforça eficiência das colhedoras de café K 3000 e K 3500Com uma área de 2,24 milhões de hectares destinada à cafeicultura, a safra de 2023 no Brasil, caracterizada pelo ciclo de baixa bienalidade, resultou em um crescimento de 6,8% ou 3.440,5 mil sacas de café beneficiadas, para um volume de 54.360,6 mil sacas, relativamente à safra 2022, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para auxiliar na otimização da produção e colheita no campo, a Jacto, multinacional brasileira de máquinas, serviços e soluções agrícolas, conta no seu portfólio atual com duas colhedoras de café automotrizes: K 3500, a maior e mais robusta do mercado, além da compacta e versátil K 3000, reforçando seu compromisso histórico com a cafeicultura brasileira desde o lançamento da K 3, a primeira colhedora de café do mundo, prestes a completar 45 anos em 2024.

“A Jacto tem uma relação muito especial com o café. Estamos prestes a completar 45 anos desde que lançamos a primeira colhedora de café do Brasil e do mundo. Somos gratos e honrados em termos crescido juntamente com a cafeicultura brasileira. A K 3500 segue sendo a maior e mais robusta colhedora de café do mercado e reforçamos o nosso compromisso com esta cultura com os novos recursos da K 3000”, comenta Fernando Gonçalves, presidente da Jacto.

Lançamento mais recente da marca, a K 3000 é uma colhedora de café automotriz, com reservatório de café de 2000 litros, potência de 84 cv, altura livre de colheita de 3,1 metros e capacidade de correção de inclinação lateral de até 30%. Tem a capacidade para colher em diferentes tipos de terrenos, inclusive os de mais difícil acesso.

“É uma máquina leve, de largura máxima de 3,2 metros, com grande capacidade de manobra em espaços reduzidos e que pode trabalhar com qualidade e segurança em terrenos inclinados em até 30%”, destaca Paulo Guirao, gerente de negócios de colhedoras de café da Jacto.

A colhedora de café é equipada com o novo recolhedor da Jacto, que tem altura mínima do solo de 210 mm e conta com lâminas em novo formato e aplicadas em maior quantidade. Além disso, as lâminas são fixas com apenas três parafusos, podendo ser desmontadas individualmente para manutenção.

“Este novo recolhedor permitirá ao cafeicultor colher de forma mais eficiente as lavouras novas, onde os primeiros ramos produtivos estão mais pertos do solo. Também vai reduzir a perda de café para o chão, uma vez que as lâminas são mais sobrepostas e ficam mais tempo fechadas durante a passagem do tronco de café”, analisa Guirao.

A colhedora de café também possui um novo sistema de regulagem do freio dos derriçadores, permitindo ajustá-los simultaneamente ou de forma independente, trazendo maior precisão na regulagem e agilidade na preparação para colheita.

Cabine confortável e compacta

Jacto reforça eficiência das colhedoras de café K 3000 e K 3500

A colhedora de café K 3000 possui um moderno display touchscreen, monitor das câmeras e um joystick com as principais funções. Todas as funções de ligar/desligar além das regulagens e monitoramentos estão centralizadas neste sistema, ao alcance do operador.

A cabine é confortável e compacta para menor interferência com a planta. Possui assento com regulagem de altura e profundidade, apoio para braço e console ergonômico para operação do joystick. A coluna da direção é articulável para melhor posicionamento do volante. Tem climatizador e preparação para som.

O motor diesel eletrônico de 84 cv da K 3000 é de fácil acesso para manutenção e associado à transmissão hidrostática 3×3 Full Traction, permite ao cafeicultor enfrentar com desempenho, segurança e economia as mais diversas condições de trabalho. Em sintonia com as normas brasileiras de emissão de poluentes, atende MAR-I e está homologado para trabalhar com Biodiesel B10 (até 10% na mistura).

Maior produtividade e robustez

Jacto reforça eficiência das colhedoras de café K 3000 e K 3500A colhedora de café K 3500 possui o motor mais potente do mercado, com 132 cv. Com controle eletrônico, que possibilita um controle automático de rotação e demanda de torque, proporciona menor consumo de combustível e menores níveis de emissão de poluentes. Aliado à transmissão 4×4 Full Traction, essa máquina pode colher as lavouras mais robustas em velocidades que podem chegar à 2,5 km/h.

A máquina conta com um sistema de derriça que foi desenvolvido para que equipamento tenha o máximo de desempenho e baixos índices de danos às plantas. Os transportadores têm capacidade para 14.000 litros de café por hora.

O sistema de direção patenteado tem o menor raio de giro que permite maior agilidade e rapidez nas manobras garantindo maior rendimento operacional e segurança em relevos mais acentuados. Além disso é equipada com cabine com ar-condicionado, banco com suspensão pneumática, apoio de braço com joystick, display de câmeras e de operações facilidades que auxiliam e proporcionam maior conforto para o operador.

 

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Manutenção

Confira 5 dicas importantes para economizar com diesel na propriedade

Por redação 21/12/2023
Escrito por redação

Especialista explica quais estratégias o produtor rural deve adotar para economizar no consumo de diesel na propriedade

Confira 5 dicas importantes para economizar com diesel

A produção rural, para ser rentável, precisa que todas as fases do processo estejam bem alinhadas. A utilização do diesel em uma propriedade, por exemplo, deve ser estratégica e otimizada, evitando desperdícios e prejuízos para os produtores rurais. Para ajudar você a fazer escolhas assertivas, Carlos Eduardo Nunes, diretor comercial da Nuntec Agro, empresa que é referência no monitoramento do consumo de diesel da frota agrícola, compartilha a seguir 5 dicas importantíssimas que vão te ajudar a economizar com diesel. Confira e coloque em prática:

Conheça o fornecedor

De acordo com Carlos Eduardo, para economizar com diesel, é fundamental que se solicite ao fornecedor a Autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o exercício das atividades.

Confira 5 dicas para aumentar a vida útil do trator agrícola

Também é importante checar se as instalações de sua propriedade (Fazenda) para abastecimento interno estão devidamente autorizadas no sistema de Ponto de Abastecimento no site da ANP.

“Outros cuidados também são imprescindíveis para verificar a integridade do fornecedor e irão prevenir problemas futuros, como, por exemplo, a exigência da Ficha de qualidade do produto junto a NF de entrada ao fornecedor, que precisa ter parâmetros que determinam sua segurança para utilização”, pontua o diretor comercial da Nuntec Agro.

Além disso, para se manter competitivo, o comprador deve sempre comparar preços. “É importante não estar vinculado contratualmente a um único fornecedor”, diz.

Observe logística e estoque

É igualmente importante estar atento à logística do fornecedor, para que as entregas sejam feitas mais rapidamente e com melhor relação custo-benefício.

“Isso irá minimizar a necessidade de manter altos volumes de combustível em estoques”, explica Nunes. De acordo com o diretor, é fundamental a atenção no momento da entrega do diesel comprado, solicitando um boletim de conformidade da carga de combustível.

“Vale a pena pesar o caminhão tanto no recebimento, quanto após a descarga, para confrontar se quantidade de combustível entregue é compatível com a nota fiscal, além de conferir a integridade dos lacres dos caminhões e atestar se sua numeração confere com as descritas na nota fiscal”, alerta.

Conheça o consumo da propriedade

Carlos Eduardo afirma que conhecer de fato a quantidade de combustível que uma propriedade realmente precisa para seu pleno funcionamento ajuda a realizar compras mais inteligentes e a economizar com diesel.

“O produtor deve ser assertivo no volume de diesel a ser adquirido e não onerar o fluxo de caixa com produtos estocados sem utilização”, explica.

Contudo, é essencial compreender que o consumo varia em diferentes épocas, por diferentes fatores, como as culturas e as operações realizadas na produção. “Conhecer o consumo de cada equipamento pode possibilitar melhores negociações com os fornecedores”, explica.

Use tecnologias

Segundo o diretor, ter uma ferramenta de automação para rastrear o combustível, desde a entrega do fornecedor até o eficiente consumo nas máquinas agrícolas, evita desperdícios, desvios e outros problemas.

Um exemplo é a plataforma Fuel360, desenvolvida pela Nuntec Agro, que elimina irregularidades que ocorrem na entrega do combustível pelo fornecedor e garante um consumo eficiente do diesel pelas máquinas.

A plataforma Fuel360 proporciona também o controle total dos abastecimentos de frota terceirizada e também a correta apropriação do custo do combustível nas devidas culturas e operações agrícolas.

“Essa tecnologia tem resultados comprovados nos cultivos de grãos, contribuindo para reduções significativas de gastos com diesel, que variam de 8% a 20%”, explica. Além disso, a tecnologia ajuda a ter controle nas variações de consumo ao longo do ano, contribuindo diretamente para a redução de custos e para a preservação do meio ambiente.

“Onde não existe uma gestão correta dos combustíveis, pode-se abrir a porta para outros problemas. O diesel é o único insumo utilizado em todo ano agrícola e a sua gestão exemplar traz a cultura do controle para todos os outros insumos”, acrescenta o diretor comercial da Nuntec Agro.

Evite imprevistos

Logo, para economizar com diesel, o ideal é estar preparado para inconvenientes e não correr riscos. Carlos Eduardo aponta que fornecedor com autorização de fornecimento vencida, ou não autorizado para comercialização de combustíveis a granel, é um erro comum que pode ser evitado com o devido planejamento.

“Se o peso da carga do diesel está em desacordo com a equação densidade x litragem pode ser indício de problemas de qualidade ou imprecisão na quantidade da carga a ser entregue”, explica o diretorcomercial da Nuntec Agro.

Outro problema recorrente é o atraso nas entregas, que pode afetar a produção. “Assim, é ideal conhecer o consumo as máquinas que serão utilizadas em determinada etapa da produção, para garantir a continuidade dos cultivos”, finaliza.

 

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Notícias

Confira 5 dicas para aumentar a vida útil do trator agrícola

Por redação 21/12/2023
Escrito por redação

Manutenções, uso de peças originais e uso adequado do equipamento estão entre os cuidados para aumentar a vida útil do trator agrícola

5 dicas para aumentar a vida útil do trator agrícolaO mercado de tratores no Brasil é um dos maiores do mundo. Para se ter uma ideia, somente no ano passado, o mercado, junto com as colheitadeiras, subiu 19,4% de janeiro a dezembro, atingindo 67,4 mil unidades comercializadas. No país, as vendas dos tratores é impulsionada pelo crescimento da agricultura brasileira em atividades como plantio, colheita e transporte. Por serem considerados uma das ferramentas essenciais para a agricultura, os equipamentos também precisam de cuidados especiais e manutenções periódicas para ajudar a evitar danos no trator agrícola, reduzir custos e aumentar a produtividade.

Uma breve história do trator e sua importância na mecanização agrícola

De acordo com Rodrigo Marques, gerente de Pós-Vendas da fabricante YANMAR South America, entre eles, o agrícola -, a manutenção da máquina é essencial para manter o trator agrícola em boas condições de funcionamento e evitar danos.

“A manutenção pode ser dividida em dois tipos: preventiva e corretiva. A preventiva é realizada para identificar e corrigir problemas antes que eles causem danos. Já a corretiva é realizada para reparar danos já existentes. A frequência da preventiva, em especial, deve ser determinada pelo fabricante, mas geralmente é recomendada a cada 200 ou 300 horas de trabalho”, sinaliza.

Confira todas as dicas para aumentar a vida útil do trator agrícola:
Faça manutenção preventiva regularmente:

A manutenção preventiva é a chave para manter o trator em boas condições de funcionamento. Para isso é necessário consultar o período determinado pelo fabricante. É importante também que diariamente, antes do uso do trator, sejam verificados os níveis de óleo do motor e transmissão, fluídos de freio e arrefecimento. Certifique-se de que não haja vazamentos.

Conheça os principais modelos de tratores apresentados em 2023
Use peças originais:

Elas são projetadas de acordo com as especificações do trator para garantir o máximo desempenho e durabilidade. O uso de peças genéricas pode causar danos ao trator e reduzir sua vida útil.

Calibre os pneus com frequência:

Assim como em veículos automotivos, pneus calibrados corretamente garantem um melhor desempenho do trator agrícola e também reduzem seu desgaste, evitando deformações e a preservação da vida útil da borracha. E a recomendação é que ela seja feita pelo menos uma vez por semana.

Não sobrecarregue o trator:

Cada trator agrícola tem uma capacidade de carga máxima. Sobrecarregar o trator também pode causar danos aos componentes e/ou desgaste prematuro, e até mesmo acidentes.

Portanto, sempre verifique a capacidade máxima. Segurança é outra prioridade ao operar qualquer trator, e o cumprimento das orientações do fabricante é imprescindível para evitar danos e garantir a segurança do operador e de terceiros.

Guarde o trator adequadamente:

Ao guardar o trator, é importante limpá-lo completamente. Remova sujeiras, em especial, óleo e graxa que podem acumular durante o uso.

A preservação e aprimoramento da vida útil do trator agrícola são elementos cruciais para o sucesso e a sustentabilidade das atividades agrícolas modernas. Ao adotar práticas de manutenção preventiva, os agricultores podem não apenas prolongar a vida útil de seus tratores, mas também otimizar a eficiência operacional, reduzir custos e minimizar impactos ambientais.

 

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Notícias

Farsul alerta para segurança jurídica e logística para o agro em 2024

Por redação 20/12/2023
Escrito por redação

Entidade também chama atenção para defasagem de preços dos principais produtos agrícolas

Farsul alerta para segurança jurídica e logística para o agro em 2024

Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul: “Em 2023, devemos ter um crescimento do PIB puxado pelo agro”

“Nem tudo são flores. Foi um ano de enormes desafios”, disse o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, ao abrir evento de apresentação do balanço de 2023 e perspectivas para 2024, realizado na sede da entidade, em Porto Alegre, nesta terça-feira (19).

A primeira avaliação oferecida por Gedeão contemplou o cenário internacional, destacando a participação da Federação, juntamente com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no início de dezembro.

“Lá se apresentou a grande questão do momento”, disse Gedeão, referindo-se ao questionamento de como garantir o abastecimento mundial atendendo as exigências de segurança alimentar, segurança energética e de segurança ambiental.

O diretor vice-presidente e coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Farsul, Domingos Lopes, enfatizou o destaque do Rio Grande do Sul no campo ambiental. “O Estado é o maior exemplo de sustentabilidade do mundo. Não é a Farsul que diz isso, mas organismos como a FAO (sigla em inglês para Food and Agriculture Organization, ou Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Ao examinar os aspectos no plano nacional, o presidente do Sistema Farsul destacou o tema que causa maior apreensão ao agronegócio gaúcho e nacional.

Estiagem prejudicou 326 mil produtores em Minas Gerais, diz Emater

“Temos uma profunda preocupação. O campo não funciona com insegurança jurídica”, afirmou, listando a seguir as pressões enfrentadas pelo setor no campo ambiental, os conflitos decorrentes de invasões de terras e os embates com públicos como quilombolas e indígenas.

“Discutimos qualquer coisa. Mais seca ou menos seca, maior preço ou menor preço, mas nosso calcanhar de Aquiles é a insegurança jurídica sobre o direito de propriedade.”

Gedeão convidou, então, o coordenador da Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul, Nestor Hein, para examinar mais detalhadamente os principais debates jurídicos em andamento no país sobre a propriedade fundiária. “Chegamos neste ano à maior degradação da possibilidade de defesa da propriedade do produtor rural”, resumiu Hein logo no início de sua intervenção. “O marco temporal, que vige há 35 anos, afirma que os direitos indígenas estão ligados às terras que ocupam. O STF [Supremo Tribunal Federal] destruiu esse entendimento.”

Perspectivas econômicas

A pauta do encontro também incluiu a tentativa do governo estadual de aumentar a alíquota básica do ICMS e, agora, diante da falta de apoio ao projeto de reajuste do tributo, de corte de benefícios fiscais de produtos, setores e empresas. “Posicionamo-nos contrários a qualquer aumento da carga tributária”, salientou Gedeão.

Para o exame do resultado da economia em 2023 e as perspectivas para o próximo ano, Gedeão ofereceu a palavra ao economista-Chefe da Farsul, Antônio da Luz. O economista alertou para ameaças ao agro gaúcho e nacional em 2024.

“Em 2023, devemos ter um crescimento do PIB puxado pelo agro. Nossa produção [do Rio Grande do Sul] de grãos deve aumentar 8,1%. Parece que está bem, mas não está, pois é uma comparação de um ano ruim com um ano péssimo”, disse, referindo-se aos resultados de 2022 e de 2023.

Da Luz classificou como “o maior problema do agro no momento” a defasagem de preços dos produtos, exemplificando com a soja, cujo valor caiu 26% em um período de três meses a partir do início da colheita em 2023.

De acordo com o economista, o principal gargalo se encontra na logística. “Precisamos evoluir na logística. O agro está colocando dinheiro no lixo. Trinta e cinco por cento do que se exportou no porto de Rio Grande veio de outros Estados. Não temos mais infra-estrutura.”

Da Luz distribuiu em três pontos os riscos que podem atingir os produtores gaúchos em 2024. O primeiro deles seria uma eventual recessão global.

“Não sabemos se vai ter, mas não podemos negar a possibilidade disso ocorrer”. O impacto incluiria uma forte queda no preço das commodities, redução significativa na demanda por algodão e carnes, aumento do custo do dinheiro e escassez de crédito e tendência de redução do preço do petróleo. As outras duas ameaças seriam a elevação dos juros e uma eventual quebra do setor imobiliário chinês. Com a alta dos juros, ocorreria uma escassez de recursos, a dificuldade de manter a trajetória de queda da taxa Selic e menor crescimento econômico.

No caso de uma crise imobiliária na China, haveria uma queda significativa na demanda por commodities. A orientação geral do economista para se prevenir diante de tais ameaças é o corte de custos, o fortalecimento da liquidez e a máxima preservação do caixa.

Antes de encerrar a apresentação, Gedeão voltou a salientar a oposição “veemente” da Farsul ao reajuste de impostos, principalmente diante do “cenário muito difícil” enfrentado pelos produtores rurais. “Tivemos duas colheitas frustradas e, na última colheita, não só frustrada, com os preços despencando demais”.

Tanto Gedeão quanto o primeiro vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad, demonstraram reconhecimento pela resiliência do produtor gaúcho: “para ser produtor hoje o sujeito tem de ser meio mágico em várias situações”, disse Konrad. Para Gedeão, “o governo federal só pensa em aumentar tributos. É lastimável. A reforma mais importante, que ainda não foi feita, muito mais importante do que a reforma tributária [recentemente aprovada pelo Congresso], seria a reforma administrativa”.

 

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Preço do café arábica se aproxima de R$ 1 mil/saca, segundo o Cepea

Por redação 20/12/2023
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Para o robusta, os valores se aproximam dos R$ 775/saca de 60 kg, sendo os mais altos, em termos nominais, desde maio do ano passado

Preço do café arábica se aproxima de R$ 1 mil/saca, segundo o CepeaO preço do café está avançando fortemente neste mês, apontam levantamentos do Cepea-Esalq/USP. Para o arábica, a saca de 60 kg é negociada bem próxima de R$ 1.000, o maior patamar nominal desde a primeira dezena de junho deste ano.

Para o robusta, os valores se aproximam dos R$ 775/saca de 60 kg, sendo os mais altos, em termos nominais, desde maio do ano passado.

O impulso no preço do café vem de fatores como a quebra no Vietnã, importante produtor de robusta, que tem deslocado a demanda internacional para o Brasil.

Curso on-line da Embrapa sobre uso e manejo de irrigação recebe inscrições

Ademais, muitos cafeicultores seguem preocupados com os impactos do clima sobre as lavouras da safra 2024/25, em decorrência do fenômeno El Niño – esse cenário tem gerado especulações de menor colheita na próxima temporada brasileira tanto de arábica quanto de robusta.

 

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Estiagem prejudicou 326 mil produtores em Minas Gerais, diz Emater

Por redação 20/12/2023
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Abastecimento de água está comprometido em 78,4% das propriedades rurais do estado

Estiagem prejudicou 326 mil produtores em Minas Gerais, diz Emater

A severa estiagem que atinge as regiões Norte, Noroeste e Nordeste de Minas Gerais já afetou 326 mil produtores rurais. É o que indica o levantamento concluído pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em 241 municípios e que aponta as perdas causadas pela seca, no período de outubro a dezembro deste ano.

O abastecimento de água está comprometido em 78,4% das propriedades rurais, prejudicando o consumo de pessoas e dos rebanhos.

Segundo a Emater-MG, a área de grãos perdida soma 92 mil hectares, principalmente de milho, feijão e soja. A estimativa é que 91,3% das lavouras deixaram de ser irrigadas e que 71% do que já foi semeado deverão ser replantados, caso haja chuva suficiente nas próximas semanas.

Curso on-line da Embrapa sobre uso e manejo de irrigação recebe inscrições

Na pecuária, o levantamento da Emater-MG aponta que em 56,4% das propriedades, o estoque de volumoso para alimentar o gado (cana, silagem e capineira) está esgotado e 27,8% têm quantidade suficiente somente para os próximos 15 dias. Apenas 15,8% das propriedades pesquisadas possuem alimentação suficiente para o gado para o período de 30 dias.

Os números mostram ainda que a produção de alimento para os animais em 2024 está comprometida em 95,9% das propriedades. Além disso, a oferta de pastagem para o rebanho no próximo ano é insuficiente para atender às necessidades dos animais em 85,9% dos estabelecimentos.

Seguro

A Emater-MG esclarece que os produtores prejudicados pela estiagem e que adquiriram crédito de custeio com seguro (Proagro, por exemplo) devem procurar a instituição financeira e fazer a Comunicação de Perdas (COP). O agente financeiro será responsável por designar um perito para fazer o levantamento de comprovação das perdas no campo.

Já os produtores que possuem operação de crédito sem a contratação de seguro, ou aqueles que têm operação de investimento contratada, devem procurar o escritório da Emater-MG e solicitar a elaboração do Laudo Técnico de Prorrogação de Dívida. Com este documento, o produtor deve ir à instituição financeira para negociar o pagamento. A prorrogação das dívidas é possível em casos como frustração de safra por fatores adversos e dificuldade de comercialização de produtos.

Garantia-Safra

Outro instrumento voltado para os pequenos produtores para amenizar os prejuízos da estiagem é o Garantia-Safra. Ele visa atender agricultores familiares residentes na região de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em caso de perda de pelo menos 50% da safra devido à estiagem ou ao excesso de chuvas.

A iniciativa é do Governo Federal, realizada em parceria com os governos estaduais, prefeituras municipais e agricultores familiares. A ação é parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Atualmente, na safra 2023/2024, já são 44 mil agricultores inscritos no programa, de 110 municípios. O Estado está destinando ao Garantia-Safra mais de R$ 5,1 milhões. O benefício é pago em parcela única de R$ 1,2 mil.

Os produtores inscritos no Garantia-Safra devem apresentar ao banco a solicitação de vistoria e indicação do técnico vistoriador, no período de 2 de janeiro a 1° de março de 2024.

Técnicas de mitigação

A Emater-MG alerta que os produtores rurais, principalmente aqueles que vivem em áreas com histórico de severos períodos de secas, devem investir em técnicas que, a médio e longo prazo, vão reduzir os efeitos da estiagem.

Entre as ações indicadas pela empresa estão:
  • o uso de técnicas de conservação de água no solo como o plantio direto,
  • manejo da vegetação,
  • sistemas agroflorestais,
  • manejo de pastagens,
  • plantio em nível e terraceamento,
  • conservação de estradas rurais e carreadores,
  • construção de estruturas de barramento e drenagem,
  • e a implantação de bacias de captação de água das chuvas.

 

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