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Reportagem especial

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais “verdes”

Por redação 27/11/2023
Escrito por redação

Programa nacional RenovaBio tem transformado a produção de cana-de-açúcar e do setor de biocombustíveis como um todo, constituindo um importante vetor de sustentabilidade na redução das emissões de gases de efeito estufa

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais "verdes"

por Ana Machado – O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com uma fatia de 40% do mercado global. Na última safra (2022/23), foram processadas cerca de 607 milhões de toneladas. Ao todo, são 360 unidades produtoras em atividade atualmente no País, concentradas principalmente na região Centro-Sul. Essa grande cadeia sucroenergética fatura mais de R$ 90 bilhões por ano, com uma participação de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Com números tão expressivos no agronegócio, a cana-de-açúcar se tornou a principal matéria-prima para a geração de energia renovável do País, que corresponde atualmente a mais de 15% da matriz nacional. Não à toa, o Brasil ocupa o primeiro lugar na produção de bioetanol, com 28 bilhões de litros ao ano, e se destaca com a maior frota de veículos flex. 

As bases para esse resultado foram lançadas ainda na década de 1970, com o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool, considerado pioneiro quando o assunto é biocombustível. Lançado naquela época com o objetivo de reduzir a dependência das importações de petróleo e derivados, o governo ofereceu diversos incentivos para o setor sucroenergético, o que gerou um aumento da área plantada de cana-de-açúcar, além da criação de novas unidades produtoras de etanol.

Incentivo à descarbonização 

A partir da experiência brasileira, diversos países também passaram a estimular a inserção de biocombustíveis em suas matrizes energéticas, com o intuito de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a dependência dos combustíveis fósseis. Por aqui, esse estímulo ficou ainda mais forte a partir do compromisso assumido pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, em 2015.

Dessa forma, o governo federal lançou no ano seguinte a Política Nacional de Biocombustíveis, mais conhecida como RenovaBio. Ela estabelece metas anuais de descarbonização, incentivando o aumento da produção e da participação de biocombustíveis na matriz energética do País.

Uma das grandes inovações do RenovaBio foi a criação dos Certificados de Redução de Emissões de Carbono, que funcionam como uma forma de compensação e reconhecimento das empresas que contribuem para a redução das emissões de carbono.

Esses certificados são concedidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aos produtores e importadores de biocombustíveis, que se tornam aptos a emitir o Crédito de Descarbonização (CBIOs). Dessa maneira, quanto maior a eficiência e a redução de emissões, maior é a quantidade de CBIOs que a empresa pode emitir. 

Na metade deste ano, o RenovaBio atingiu a marca de 100 milhões de CBIOs emitidos desde o seu pleno funcionamento, em 2020. De acordo com Renata Camargo, gerente de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), desse montante, aproximadamente 85% dos CBIOs têm sua origem no setor sucroenergético.

Produção mais sustentável

canaviais - Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais "verdes"“Nas últimas décadas, o setor sucroenergético se transformou em exemplo de eficiência ambiental para muitos segmentos da economia nacional e até internacional. E essa eficiência se percebe claramente quando falamos de reaproveitamento de resíduos do processo produtivo. Do bagaço, temos energia; da vinhaça, temos fertilizante orgânico e biometano ou biogás; da palha, temos a recomposição e proteção do solo; da torta de filtro e das cinzas e fuligem, temos uma rica mistura para adubação do solo. Mas a coisa não para por aí. Se pensarmos nos novos produtos, do bagaço e da palha, já temos hoje em dia o etanol de segunda geração. Além disso, vale lembrar o fortalecimento da indústria de bioplástico e de combustível de aviação sustentável”, pontua a executiva da Unica. 

Segundo ela, como as boas práticas de manejo têm reflexos na nota de eficiência energética do produtor, o intuito do programa consiste no incentivo a um processo de produção com menor intensidade de carbono, além de ampliar a economia circular na cultura da cana.

“Podemos citar como exemplo a substituição de fertilizantes químicos por opções orgânicas, ou mesmo pela própria fertirrigação com vinhaça, que proporciona menor emissão de CO2 e reduz o consumo de água. A vinhaça, alternativamente, ainda pode ser utilizada para produção de biogás para consumo energético da própria usina ou para venda no sistema de distribuição, processo que também prevê a emissão de CBIOs”, explica Renata.

A eliminação da queima como método agrícola pré-colheita é outro exemplo tanto de redução de emissões de CO2 quanto de maior eficiência no consumo de água, uma vez que houve a descontinuidade do processo de pré-lavagem da cana-de-açúcar.

Na etapa agrícola, Renata ressalta o investimento em variedades de cana-de-açúcar mais produtivas e que exigem menos quantidade de fertilizantes, bem como a renovação da frota de máquinas e equipamentos agrícolas por modelos mais eficientes, que inclusive utilizam menos diesel ou foram projetados para o uso de energia de fontes renováveis (como o próprio etanol ou biometano).

Já na fase industrial, a especialista em gestão ambiental aponta que as usinas têm buscado expandir ou otimizar as unidades de cogeração de bioeletricidade, tanto por meio do bagaço da cana-de-açúcar, quanto por meio da biodigestão da vinhaça para posterior produção de biogás, biometano e bioenergia. 

“Todas essas iniciativas geram um efeito positivo sobre a intensidade de carbono do etanol produzido, mas também permitem abastecer o mercado de energia com uma fonte renovável, diversificando a matriz e contribuindo para garantir o abastecimento e a segurança energética nacional com eficiência”, diz Renata.

Descarbonização na prática

Um estudo realizado em parceria entre Universidade de Campinas (Unicamp), Agroicone e Embrapa Meio Ambiente avaliou a dinâmica de ocupação da terra pelo cultivo da cana-de-açúcar no Centro-Sul e Norte do Brasil, entre 2000 e 2020. O levantamento mostrou que somente 25% da área de cana existente atualmente já era cana em 2000. No entanto, o acréscimo de 6,1 milhões de hectares de cana, identificado nesse período, veio de conversões de áreas que, anteriormente, eram pastagens (60%), culturas anuais (16%) e mosaicos (22%) – ou seja, áreas que poderiam reunir agricultura e pastagem. Apenas 1,6% da expansão de cana ocorreu sobre áreas de vegetação natural.

Conforme a pesquisa, esse padrão de conversão do uso da terra, associado à troca de tecnologia de cana-queimada (fogo na colheita) para cana-crua (com manutenção da palha em campo), contribuíram para que as áreas cultivadas com cana fossem responsáveis pela remoção líquida de aproximadamente 9,8 milhões de toneladas de CO2 por ano da atmosfera.

Quando considerada a propriedade agrícola como um todo, e não só a área cultivada com cana-de-açúcar, a remoção líquida foi de 17 milhões de toneladas de CO2 por ano, principalmente devido à manutenção da vegetação natural e ao aumento de formações florestais naturais nestas propriedades.

Ao considerar apenas as áreas cultivadas de cana, a quantidade de carbono removida (9,8 MtCO2/ano) acumulada nos 20 anos avaliados representa uma remoção total de 196 MtCO2. Segundo os pesquisadores, isso seria equivalente a plantar 1,4 bilhão de árvores, o que ocuparia uma área superior a um milhão de campos de futebol.

canaviais - Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais "verdes"
Novo passo rumo à sustentabilidade

Na última edição da Fenasucro, a principal feira de bioenergia do País, a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) apresentou um projeto que pretende impulsionar ainda mais o setor sucroenergético em direção a uma produção mais sustentável.

Trata-se de uma fábrica de insumos biológicos, a CanaoesteBio, que está desenvolvendo inseticidas feitos a partir de microrganismos, materiais vegetais, orgânicos ou naturais para serem utilizados tanto no combate de pragas nos canaviais quanto na melhora da fertilidade do solo e da disponibilidade de nutrientes para as plantas. 

canaviais - Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais "verdes"

Projeto da Canaoeste pretende impulsionar ainda mais o setor sucroenergético em direção a uma produção mais sustentável

De acordo com o André Volpe, gestor da CanaoesteBio, os agrônomos regionais da entidade já acompanhavam os produtores associados que usavam insumos biológicos em seus manejos. A partir dessa experiência em campo, foi montada uma rede de experimentação há mais ou menos um ano, quando a biofábrica ainda estava em construção.

“Já estamos trabalhando internamente para levantar os resultados e verificar como vamos posicionar esses produtos na estratégia de manejo dos nossos associados, tudo para ter mais confiabilidade e segurança nas nossas recomendações”, afirma Volpe.

Somente os associados da Canaoeste terão acesso a esses insumos biológicos, que vão ser oferecidos aos interessados por meio de um sistema de cotas. Cada associado terá direito aos produtos de forma proporcional ao tamanho da área de cultivo. E a produção dos insumos vai se dar de acordo com demanda para cada época de sazonalidade das pragas.

“A Canaoeste vai orientar e acompanhar toda a aplicação desses produtos no campo, além de fazer treinamentos para que esses manejos sejam realizados nas melhores condições para o uso dos defensivos biológicos”, explica o engenheiro agrônomo.

Segundo ele, os insumos biológicos podem ajudar nos processos de certificação, seja do RenovaBio ou de outros programas, como o Bonsucro, por exemplo. “A Canaoeste tem um programa interno que se chama Semeia, cujo objetivo é incentivar boas práticas agrícolas e também certificações. Ele é multidisciplinar, então a equipe trabalha diversos fatores para preparar nossos associados para obter a certificação do Bonsucro. Nesse sentido, o uso de produtos biológicos é muito bem-vindo, porque nessa certificação há um limite de 5 kg por hectare ao ano de ingrediente ativo químico. Os insumos biológicos não entram nessa conta, porque eles são de baixíssimo impacto ambiental e baixíssima toxicidade, com uma segurança muito boa para manuseio – fatores que vão muito ao encontro do que buscam esses programas de certificação, agregando mais sustentabilidade ao processo agrícola como um todo”, enfatiza.

 

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27/11/2023 0 Comentários
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Revista

Quais as máquinas utilizadas do plantio à colheita do feijão

Por redação 27/11/2023
Escrito por redação

Brasil é o terceiro maior produtor de feijão, cultivado principalmente nos estados do Paraná, de Minas Gerais e da Bahia

Quais as máquinas utilizadas do plantio à colheita do feijãopor Gustavo Paes – O feijão vem perdendo espaço para commodities como soja e milho, culturas que são mais rentáveis por serem voltadas para a exportação, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

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Nos últimos 16 anos, a produção de feijão diminuiu 21% no Brasil. Enquanto a produção de soja cresceu 159% e a do milho 138%. A área plantada também caiu. Nos últimos 12 anos, o feijão perdeu cerca de 1,2 milhão de hectares em razão da menor rentabilidade na comparação com as culturas que competem por área.

O maior recuo pode ser percebido no Nordeste, onde foi registrada uma queda de cerca de 33% na região. Porém, segundo a Conab, os agricultores deverão destinar maior área para semeadura de feijão na Safra 2023/24. Segundo estimativas, a área plantada do grão deve avançar 1,9%, pela primeira vez desde a safra 2016/17.

A produção de feijão somou 3 milhões de toneladas na safra 2022/23, uma alta de 1,7% em relação à temporada anterior. Já dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, hoje, a produção anual de feijão no País é de R$ 12 bilhões por ano, chegando a 2,8 milhões toneladas. Nos principais estados produtores nesse período (Paraná, Minas Gerais e Bahia) houve boas condições climáticas durante as fases mais críticas da evolução da cultura, permitindo alcançar um rendimento médio superior ao da temporada anterior. Apesar disso, a área plantada caiu 5,8%. 

Irrigação 

Os custos de produção elevados aliado ao alto risco de plantio e de comercialização, além da menor rentabilidade quando comparada a outros produtos como soja e milho, têm influenciado na área cultivada. “O produtor vem reduzindo a área plantada nos últimos anos devido à concorrência com a commodities e também porque o cultivo de feijão envolve riscos. Se chove, ele perde valor comercial”, avalia o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders. 

Em setembro, a entidade promoveu, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF), o 9º Fórum do Feijão. O evento discutiu a diversificação com foco na exportação e o incentivo ao uso da irrigação na cultura. A adoção de sistemas de irrigação vem crescendo a cada ano e cerca de 30% das lavouras de feijão já são irrigadas, conforme Lüders. “A prática evita uma explosão de preços do produto no segundo semestre”, enfatizou.

O dirigente também ressaltou que o cultivo da leguminosa deixou de ser uma atividade predominantemente de pequenos e médios agricultores e, hoje, é também de larga escala. “Atualmente, 80% da lavoura de feijão é cultivada por grandes produtores, que usam cultivares adaptadas à colheita mecanizada e máquinas com muita tecnologia embarcada”, sublinha.   

Além das condições climáticas e do melhor manejo nas lavouras pelos produtores, a pesquisa de novos tipos de sementes tem influenciado nas produtividades da cultura.

“O setor vem investindo em tecnologia desenvolvendo cultivares mais produtivas e de escurecimento lento, o que garante uma produção de forma a atender a demanda doméstica, ao mesmo tempo em que tende a facilitar a armazenagem do produto”, observa o analista de mercado João Figueiredo Ruas, da Conab.

Evolução

A mecanização da colheita do feijão no Brasil, no entanto, é recente. Até o começo da década de 1980, toda a produção era colhida de forma manual. Foi só a partir dali que algumas empresas começaram a fazer pesquisas – principalmente a Máquinas e Indústrias Colombo – e desenvolveram máquinas específicas, conforme o pesquisador José Geraldo da Silva, da Embrapa Arroz e Feijão, de Santo Antônio de Goiás (GO).

Segundo ele, os primeiros equipamentos para ceifar ou arrancar as plantas de feijoeiro tinham lâminas, discos, correias e barra de corte giratória ou serrilhada. As ceifadoras de lâminas eram acopladas na dianteira ou na traseira do trator e possuíam entre duas e oito lâminas, dispostas em ângulo para cortar o solo e arrancar as plantas, semelhante a um arado. Os equipamentos de disco eram acionados por motores hidráulicos, um para cada linha do feijoeiro-comum, e tinham sentido de giros contrários, permitindo juntar as plantas ceifadas de duas linhas numa leira. Eram dispostos na dianteira do trator ou entre os eixos. 

Também existiram ceifadoras que, ao serem empurradas pelos tratores, giravam os discos livremente, cortando as plantas. Nas ceifadoras ou arrancadoras de correia o princípio de trabalho baseava-se na movimentação de duas correias paralelas, uma em sentido oposto à outra, para prender entre si as plantas e arrancá-las do solo.

Quais as máquinas utilizadas do plantio à colheita do feijão

Foto: Divulgação/Embrapa

Já as ceifadoras de barra giratória eram montadas na traseira do trator e possuíam até duas barras de ferro quadradas, com comprimento suficiente para operar em três ou quatro fileiras de plantas. As barras giravam abaixo da superfície do solo, acionadas pela tomada de potência do trator para arrancar as cie do solo, acionadas pela tomada de potência do trator para arrancar as plantas. 

Já os equipamentos com barra de corte serrilhada, sem flexão para acompanhar as ondulações do terreno, eram compostos de navalhas serrilhadas com movimentos alternativos. Todos esses equipamentos foram considerados inadequados para o feijoeiro por apresentarem baixo desempenho, principalmente ocasionando elevada perda de grãos. E, mesmo possuindo bom desempenho, alguns desses equipamentos não eram indicados para muitas áreas, como àquelas sob o Sistema Plantio Direto, por mobilizarem muito o solo. “Aquelas primeiras máquinas arrancavam toda a planta, como se fossem um arado. Hoje, certamente seriam proibidas”, lembra Silva.

Ainda na década de 1980, começaram a ser fabricadas as primeiras recolhedoras trilhadoras, tracionadas por trator e providas de cilindro de trilha axial de plantas. Esse mecanismo de trilha proporcionava melhor qualidade dos grãos colhidos quanto aos menores percentuais de danos mecânicos e de impurezas, quando comparado com as colhedoras automotrizes de trilha radial existentes. O desempenho superior da trilha axial na cultura resultou em grande aceitabilidade dessas máquinas pelos agricultores e, atualmente, estão presentes em muitas propriedades do Brasil em que se cultiva feijão. 

Na década de 1990 surgiram as colhedoras automotrizes, com barra de corte flexível e cilindro de trilha axial e desempenho bem superior às colhedoras convencionais com barra de corte rígida e cilindro de trilha radial, representando um avanço tecnológico nos processos de colheita do feijão. Nessas máquinas foi introduzido um conjunto de peças denominado “kit feijão”, que permitia menor perda de grãos, menos impurezas e danos mecânicos durante a operação de colheita. 

Na década de 2000 foram desenvolvidas as máquinas ceifadoras enleiradoras de plantas, que operam acopladas em uma colhedora automotriz convencional, após a retirada da plataforma, ou acoplada na lateral de um trator.

“O mecanismo de corte, formado por barra flexível com navalhas serrilhadas, ceifa as plantas de feijoeiro próximo ao solo, enquanto a plataforma recolhedora, com pinos metálicos retráteis, recolhe e direciona as plantas ceifadas para a esteira transportadora, formando uma leira”, ensina.

Na operação, a máquina é transportada por quatro rodas que a mantém regulada distante do solo, permitindo que somente a barra flexível deslize no terreno, o que evita o revolvimento do solo. 

O pesquisador observa que a mecanização do feijoeiro, nas diferentes épocas de cultivo, não apresenta inconveniente para a realização das operações que antecedem a colheita, pois podem ser utilizados equipamentos comuns às outras culturas, como arroz, milho e soja, para preparo do solo, semeadura e tratos culturais. Porém, diversos fatores relacionados com o tipo de planta e manejo empregado no plantio e na colheita, entre outros, têm impedido o emprego direto das colhedoras convencionais.

canaviais - Quais as máquinas utilizadas do plantio à colheita do feijão

Para mecanizar a colheita, com baixo percentual de perda de grãos, são necessárias plantas de feijão com porte ereto, boa altura de inserção das vagens, uniformidade de maturação e resistência ao acamamento e à deiscência das vagens em condições de campo. “A colheita mecanizada do feijão é uma prática comum em lavouras de médio e grande porte. Mas requer cuidados especiais, porque muitas vagens situam-se próximas ao solo, fora do alcance das lâminas de corte das máquinas, causando perda significativa de grãos na operação e um obstáculo para a mecanização”, afirma Silva. “Este problema é agravado, interferindo no desempenho das colhedoras, se, após o plantio, o terreno ficar rugoso, mal nivelado e com sulcos”, completa.

As perdas, que podem chegar a 15%, não são o único desafio a ser solucionado na colheita mecanizada do feijão. Pelo fato de operarem próximas ao solo, as colhedoras captam muita terra, a qual acaba por sujar os grãos, durante a trilha. Para evitar a sujeira, o operador mantém a plataforma mais afastada do solo, deixando de colher parte significativa das plantas. “As colhedoras modernas contam com plataformas de corte flexíveis, de 4, 6 ou 9 metros de largura, e um conjunto de acessórios para reduzir os danos e a mistura de terra aos grãos”, salientou. 

O supervisor de Marketing da Colombo/Miac, Leonardo Lopes, destaca que as colhedoras utilizadas na colheita do feijão evoluíram muito nos últimos anos, especialmente no baixo percentual de perdas de grãos, aumentando a produtividade. As máquinas permitem colher com alto rendimento operacional sem perda da qualidade final dos grãos, segundo ele. “As nossas colhedoras estão sempre em constante evolução, fator importante e que faz parte do DNA da marca”, observa.

Pulverização 

Dentre as máquinas utilizadas no manejo da cultura estão os pulverizadores de alta precisão, que são empregados para a aplicação de defensivos. O gerente de Negócios da Jacto, Paulo Henrique Machado Silveira Bueno explica que o feijão é uma cultura que exige várias entradas do pulverizador na lavoura para fazer o controle químico de pragas, doenças, insetos ou diversas outras ameaças. “O manejo é parecido com o da soja e exige cerca de 27 operações na lavoura”, detalha.

Quais as máquinas utilizadas do plantio à colheita do feijão

Há dois anos, a Jacto apresentou a tecnologia PWM (Pulse Width Modulation) para pulverização automotriz

A marca produz pulverizadores tratorizados e automotrizes que atendem desde o pequeno ao grande produtor. O pequeno produtor conta com a linha de equipamentos acoplados ao terceiro ponto do trator. Já o médio produtor tem à disposição os pulverizadores puxados por tratores. “Eles têm tanques com capacidade de 2 mil a 3 mil litros e barras de aplicação de 14 a 24 metros”, destaca o gerente de Negócios.

Já os pulverizadores automotrizes são voltados para agricultura empresarial e possuem tanques de 4,5 mil litros de capacidade. As barras de aplicação chegam até 42 metros. Essas máquinas são as que mais sofreram alterações e incorporaram tecnologias de ponta, como a Agricultura de Precisão, em que a aplicação dos insumos é realizada de forma localizada e a taxa variável, buscando redução de custos e atingir o máximo potencial produtivo. 

O pacote tecnológico provocou mudanças no maquinário. Nos primórdios, as maiores dificuldades eram a precisão e qualidade na aplicação, assim como rendimento e segurança ao operador. Inicialmente, os pulverizadores realizavam a demarcação da largura de pulverização por meio da contagem das fileiras da cultura, evoluindo posteriormente para marcação por meio de marcadores de espuma e na sequência para o DGPS equipado com barra de luz.

“Hoje eles contam com piloto automático e GPS”, ressalta o executivo. Bueno lembra que, há dois anos, a Jacto apresentou a tecnologia PWM (Pulse Width Modulation) para pulverização automotriz. Trata-se de uma solução de controle de vazão nos bicos que permite manter o tamanho das gotas mesmo com as variações de velocidade da máquina e realizar a compensação da vazão durante a pulverização em curva. “Integrada ao sistema bico a bico, essa tecnologia faz a gestão automática da operação, sendo acionada somente quando necessária”, observou. 

Em operações onde o talhão permite a velocidade constante, o sistema trabalha como se fosse uma pulverização normal. Em posição onde é detectada a variação de velocidade, o sistema automaticamente responde com controle de vazão adequando o PWM à nova condição de velocidade. “Com isso, a pulverização fica mais eficiente e com tamanho de gota dentro do especificado”, sublinha.

 

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27/11/2023 0 Comentários
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ManutençãoRevista

Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motor

Por redação 27/11/2023
Escrito por redação

Não trocar filtros na hora certa pode levar à perda de peças e componentes e, até mesmo, colapsar máquinas inteiras

canaviais - Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motorpor Adriana Gavaça – A saúde e o bom funcionamento das máquinas agrícolas dependem de rigorosos sistemas de manutenção periódicas. Um dos itens que estão no topo da lista dessas checagens são os filtros. Responsáveis por eliminar as impurezas, cada filtro possui características próprias, dependendo de sua finalidade. Os modelos mais em uso hoje em dia são os filtro de ar, filtro de óleo diesel, filtro de óleo lubrificante, filtro de óleo hidráulico e, se tiver ar condicionado, filtro de ar condicionado. Para se ter uma ideia, uma pequena partícula de sujeira já é o suficiente para danificar o sistema.

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A manutenção adequada desses componentes pode garantir o prolongamento da vida útil do motor. E trocas, dentro do prazo estabelecido, podem gerar até redução no consumo de combustível. Além disso, o valor de troca de um filtro é considerado irrisório perto do valor desembolsado para substituir peças e componentes danificadas pelo mau uso desses componentes, ou mesmo colocar em risco perder a máquina inteira.

“Mais de 75% das falhas em sistemas hidráulicos e de lubrificação são devidos ao excesso de contaminação. As partículas de sujeira podem fazer com que máquinas caras e grandes falhem”, alerta Igor P. Rosenburg, gerente de Vendas & Marketing e Engenharia de aplicação da Argo-Hytos.

Dentre os problemas que os excessos de contaminação nos filtros podem causar estão a perda de produção, custo de reposição de componentes, trocas constantes de fluido, custo no descarte de fluido e aumento no custo geral de manutenção. Só para efeito de comparação, Rosenburg aponta que a troca de um filtro de pressão novo corresponde a cerca de R$ 1 mil, contra um gasto de R$ 70 mil até R$ 90 mil com a substituição de válvulas, bombas e outros componentes que podem ser danificados.

Atenção à troca

Hoje os sistemas de filtragem em máquinas agrícolas são equipamentos modernos, tecnológicos e com eletrônica embarcada, desenvolvidos para que tenham maior durabilidade e incluem sensores e sistemas que permitem a leitura das condições de filtragem e performance.

“Muito dos problemas gerados são decorrentes da falta de manutenção, postergação do intervalo de troca, ainda instalações incorretas ou filtros de má qualidade, ou seja, más condições que podem ser evitadas”, afirma Marcos Azambuja, gerente de contas e suporte técnico da Cummins Filtros.

O diretor de Vendas e Marketing da Mann+Hummel para o mercado de reposição, Raul Cavalaro, concorda e lembra que é preciso que a manutenção seja feita de acordo com orientação do fabricante.

canaviais - Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motor“É sempre importante que o condutor do equipamento realize manutenção preventiva, seguindo as especificações do fabricante tanto por quilometragem, por período de uso e, principalmente, checar os indicadores de manutenção disponíveis nos veículos para o filtro do ar. Dessa forma, terá mais tempo de trabalho e evitará a ineficiência da filtragem que causa problemas como corte de combustível, falhas no motor e vazamento, entre outros”, afirma.

O head de Vendas Aftermarket Brasil da Donaldson Soluções de Filtragem, Vanderson Medeiros, também aponta a falta de manutenção, instalação incorreta e uso inadequado como os três problemas mais frequentemente encontrados no uso e na manutenção de filtros e faz um alerta.

“A reutilização de filtros que foram limpos ou soprados pode trazer diversos problemas para o sistema, pois no processo de limpeza do filtro pode-se acumular impurezas no lado limpo do filtro ou o meio filtrante ser danificado, ou ainda, permitir que impurezas entrem e causem danos no sistema ou motor”, assinala.

O executivo explica ainda que outra maneira de identificar os problemas com os filtros é a análise de óleo, pois dessa forma é possível verificar se os filtros estão deixando impurezas passarem para o motor, como, por exemplo, “sílica”, que indica que está entrando poeira pela admissão de ar. “Além disso, a perda de potência, o aumento no consumo de combustível e o aumento na temperatura do motor podem ser indicativos de que os filtros estão saturados”, afirma.

Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motor

Filtros da Donaldson reduzem ampla gama de contaminantes para manter equipamentos funcionando

No caso do filtro de ar, a maioria dos tratores tem um indicador para alertar o operador que o filtro está sujo e precisa ser trocado. “Em alguns tratores este indicador fica ao lado do filtro de ar, já outros têm uma luz no painel. O recomendado é substituir o filtro, pois na limpeza com ar comprimido pode danificar o elemento filtrante e comprometer a vida útil do motor”, assinala o pesquisador científico do Centro de Engenharia/IAC, professor Roberto da Cunha Mello.

O especialista diz que o recomendado é, uma vez por mês, verificar se o indicador está funcionando. “Para isso, deve se obstruir a entrada de ar com uma folha de papelão para verificar se o indicador está funcionando. Também é preciso ficar atento na montagem com o filtro para que as borrachas de vedação estejam posicionadas”, ensina.

Substituição conjunta

No caso do filtro de óleo diesel,  Mello diz que o recomendado é trocar a cada 250 horas, ou seja, quando se troca o óleo do motor. Para se trocar este filtro, é necessário ferramenta adequada e prestar atenção na montagem para não danificar a borracha de vedação e causar vazamento. Também deve completar o filtro com óleo diesel, antes de montá-lo, para evitar que entre ar na bomba injetora.

Para que esse tipo de filtro funcione corretamente, Mello diz que, além de respeitar o período de validade do óleo diesel, é preciso armazenar esse óleo corretamente, evitando que acumule umidade e poeira. “O tanque do trator deve ficar sempre cheio para que a umidade do ar não condense nas paredes do tanque”, aponta.

No caso do filtro do óleo lubrificante, alerta o especialista, o recomendado é trocar toda vez que se troque o óleo. “Não é bom colocar um óleo novo em um filtro sujo. Deve-se ter a ferramenta adequada e cuidado na montagem para não danificar a borracha de vedação evitando vazamento. Também quando se troca o filtro, deve-se tomar cuidado com a quantidade de óleo para preencher o filtro”, explica. Para filtros do óleo hidráulico, o recomendado é a troca ao mesmo tempo do óleo, com 750 horas.

“A troca do filtro do óleo conforme especificado pelo fabricante em conjunto com o óleo manterá o óleo limpo diminuindo as impurezas dentro do motor. Com isso, evita-se a utilização de óleo sujo, que causa borra no motor, podendo até fundi-lo. Outro prejuízo que a não-troca do filtro desgastado provoca é a redução da durabilidade do óleo novo no motor em até 30%”, aponta ainda o diretor da Mann+Hummel.

Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motorSinais de alerta

No sistema hidráulico de uma máquina agrícola há três tipos de filtros voltados para filtrar o óleo: são eles os filtros de pressão, filtros de retorno e filtros de sucção. Além disso, o sistema conta com filtro de ar.

“No circuito hidráulico, a gente tem a parte de geração, que é a parte do tanque. Nesse tanque, temos o filtro de ar. Quando todo óleo sai do tanque para o sistema, esse espaço no tanque é preenchido com ar. E esse ar da atmosfera vem carregado com partículas que contaminam o óleo. Daí a importância do filtro de ar, para impedir a entrada dessas impurezas e preservar o reservatório limpo”, assinala o gerente da Argo-Hytos.

Todo o aparato de aviso de sujeira e manutenções periódicas podem não ser suficientes para manter a boa saúde dos filtros. Alguns imprevistos podem ocorrer, quer seja por imprudência na escolha dos componentes, quer seja pelo mau uso desses produtos.

No caso de filtros de pressão, por exemplo, o executivo da Argo-Hytos explica que podem ocorrer algumas pressões no sistema hidráulico que o filtro não suporta. “Esse filtro precisa ser dimensionado para aguentar a pressão de trabalho. E aí tanto tem que saber a carga que vai ter antes do filtro, quanto a carga que vai ter depois. Se essa diferença do antes e depois for muito grande, o filtro tem que ter uma estrutura para suportar essa diferença”, assinala.

Outro problema, ainda que raro, é a incompatibilidade de fluido, que ocorre nos filtros laváveis, geralmente de papel. “Pode ter um fluído que é inapropriado, rasgando o elemento filtrante”, afirma Rosenburg.

Há ainda casos de filtros de baixa qualidade, que podem soltar partículas do elemento filtrante, contaminando o sistema ao invés do filtro realizar o que precisa: que é limpar o sistema. “Esse é um ponto de atenção, em que o barato pode sair muito caro”, finaliza.

Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motor

 

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Opinião

A ampliação dos Brics precisa ser avaliada para além das questões econômicas

Por redação 24/11/2023
Escrito por redação

Ampliação dos BRICS além das questões econômicas

por Sueme Mori e Eric Ramos Pinheiro – Em um ano marcado por eventos geopolíticos de alta relevância, um deles tem o Brasil como um dos seus protagonistas: o anúncio da ampliação dos Brics durante a 15ª Cúpula do bloco, ocorrida em agosto. Além de Brasil, Rússia, China e África do Sul, passaram a compor o Brics+, a partir de 2024, Argentina, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã.

Apesar do anúncio, a eleição de Javier Milei para a presidência da Argentina coloca um grande ponto de interrogação sobre a entrada do país no Brics expandido. Esta semana, a possível futura chefe da chancelaria argentina declarou que, no momento, não vê vantagem para o país.

Fato é que a conjuntura global e os motivos que levaram à formação inicial do bloco não são os mesmos de 2006, quando houve a primeira reunião formal dos integrantes originários: Brasil, Rússia, China e Índia. À época, os quatro representavam as maiores economias emergentes e, por isso, o alinhamento e cooperação entre eles fazia muito sentido. O economista que cunhou o termo, em 2001, acreditava que essas quatro nações dominariam a economia global até 2050.

Geração de bioeletricidade a partir de cana à rede cresce mais de 8%

Passados mais de 20 anos, a realidade econômica dos países do bloco mudou muito, causando uma divergência que levou à origem do agrupamento. Basta olhar a lista dos países que foram convidados a entrar no Brics para ter certeza disso. Se por um lado, a Arábia Saudita possui um PIB de US$ 1,11 trilhão, o PIB da Etiópia é de US$ 120 bilhões, segundo dados do FMI. Trata-se de um grupo extremamente heterogêneo.

Essa heterogeneidade vai além dos indicadores econômicos. A diversidade cultural e política entre os membros do Brics+ é notável e também se reflete em termos de comércio internacional. Um dos resultados esperados para o bloco é a ampliação da relação comercial entre os países integrantes.

Em 2022, as exportações brasileiras intrabloco somaram US$ 99,4 bilhões, sendo 90% destinado à China. Dentre os novos integrantes do bloco estão importantes importadores de produtos agropecuários do Brasil, como Irã que, em 2022, foi o quarto principal destino das exportações do agro. Egito e Emirados Árabes Unidos ocuparam a 13ª e 14ª posição.

Embora não configure um grupo econômico formal, isto é, sem preferências comerciais concretas, é inegável que qualquer forma de parceria dessa natureza eleva os laços entre seus integrantes a um nível distinto. Tal colaboração cria um ambiente propício para o estreitamento de relações e fomenta uma atmosfera favorável à cooperação em diversas áreas.

Ao mesmo tempo em que os Brics+ se apresentam como uma oportunidade para alavancar a competitividade de seus membros, por outro lado há desafios significativos que precisam ser gerenciados em função das perspectivas e interesses diferentes dos países em questões globais, como direitos humanos e governança.

De acordo com o governo brasileiro, o principal objetivo do bloco é alterar o sistema de governança global, por meio da cooperação, com a reforma de mecanismos como o Conselho de Segurança da ONU, e apresentar alternativas às instituições como o FMI para o fomento às economias emergentes, como o NDB – New Development Bank, atualmente liderado pelo Brasil. Na prática, isso quer dizer: uma aliança, em prol dos interesses dos países em desenvolvimento, em contraponto aos países mais ricos, ou seja, o G7 formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Em um cenário global cada vez mais polarizado, com o progresso de duas guerras, a ampliação dos Brics precisa ser avaliada para além das questões econômicas. O tensionamento entre as duas principais potências mundiais, Estados Unidos e China, amplia a corrida dois lados para conquistar o maior número de países aliados. Como os Brics+ vão se comportar em relação à essa questão ainda não está claro.

O Brasil, como a terceira maior economia do bloco, possui boas relações diplomáticas e comerciais tanto com os países mais ricos quanto com os emergentes. Navegar nesse cenário de tensões não é tarefa simples e requer pragmatismo para que se consiga tirar o máximo proveito das oportunidades que esse contexto oferece.

Sueme Mori é diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com a colaboração de Eric Ramos Pinheiro, assessor de Relações Internacionais da CNA

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Notícias

Geração de bioeletricidade a partir de cana à rede cresce mais de 8%

Por redação 24/11/2023
Escrito por redação

O volume produzido em 2023 é equivalente a 22% da geração de energia pela Usina Itaipu no ano passado, segundo a Unica

Geração de bioeletricidade a partir de cana à rede cresce mais de 8%A bioeletricidade sucroenergética ofertada para a rede entre janeiro e setembro foi de 15.228 GWh, crescimento de 8,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram ofertados 14.063 GWh. O volume produzido em 2023 é equivalente a 22% da geração de energia pela Usina Itaipu no ano passado ou a atender 12% do consumo anual de energia elétrica de um país como a Argentina. Essas informações estão no boletim divulgado, nesta quarta (22), pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), elaborado com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Quando são incluídas as demais biomassas na conta, como resíduos de madeira e biogás, a bioeletricidade total ofertada para a rede, acumulada entre janeiro e setembro de 2023, chegou a 20.516 GWh, incremento de 6% com relação a igual período em 2022, ficando na 3ª posição em termos de representatividade na geração total do Sistema Interligado, superando a geração fotovoltaica e as térmicas a gás.

“Vale a pena mencionar que o principal combustível na geração de bioeletricidade é a biomassa sólida advinda do setor sucroenergético – o bagaço e a palha – representando mais de 74% da bioeletricidade total ofertada para a rede, entre janeiro e setembro de 2023. E, com o avanço da safra canavieira no Centro-Sul, o bagaço e a palha costumam ultrapassar 80% em termos de representatividade no total de geração mensal de bioeletricidade para a rede no Sistema Interligado”, comenta o gerente de Bioeletricidade da Unica, Zilmar Souza.

Complementariedade com a geração hídrica

Souza reforça a importância da complementariedade existente entre a oferta da bioeletricidade sucroenergética e a geração hidrelétrica, ainda a principal fonte de geração no país, responsável por 71% da geração de energia para a rede entre janeiro e setembro de 2023.

“Todo ano, a Energia Natural Afluente bruta, ou seja, a quantidade de água recebida por uma usina hidrelétrica passível de ser transformada em energia elétrica, começa a declinar justamente quando a bioeletricidade sucroenergética apresenta fortes incrementos. Somos reservatórios virtuais e renováveis, que preservam a água nas hidrelétricas, revelando quão estratégica é a biomassa da cana para o setor elétrico”, avalia.

Produtividade da cana cresce 21,5% no acumulado da safra 2023/24

De acordo com o boletim, a estimava é que a geração da bioeletricidade sucroenergética para a rede, entre janeiro e setembro deste ano, tenha sido equivalente a poupar 10% da energia total capaz de ser armazenada, sob a forma de água, nos reservatórios das hidrelétricas no submercado Sudeste/Centro-Oeste, por conta da maior previsibilidade e disponibilidade da bioeletricidade justamente no período seco e crítico para o setor elétrico.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), a geração com a bioeletricidade é considerada não intermitente, uma vez que são térmicas renováveis que não apresentam comportamento intermitente típico, como as eólicas e as solares fotovoltaicas.

 

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Notícias

Projeto que facilita liberação de agrotóxicos vai a Plenário do Senado

Por redação 24/11/2023
Escrito por redação

Projeto fixa prazo para a obtenção de registros de agrotóxicos no Brasil, com possibilidade de licenças temporárias, quando não cumpridos os prazos

Projeto que facilita liberação de agrotóxicos vai a Plenário do Senado

Texto sobre agrotóxicos recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato // Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou na quarta-feira (22) projeto que modifica as regras de aprovação e comercialização de agrotóxicos. O PL 1.459/2022 é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 526/1999, apresentado pelo então senador Blairo Maggi. O texto recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), com alterações, e segue para o Plenário.

O projeto fixa prazo para a obtenção de registros desses produtos no Brasil, com possibilidade de licenças temporárias, quando não cumpridos os prazos pelos órgãos competentes, e altera a classificação explícita de produtos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente.

O texto trata de pesquisa, experimentação, produção, comercialização, importação e exportação, embalagens e destinação final e fiscalização dos agrotóxicos. Entre as principais medidas, está a concentração da liberação de agrotóxicos no Ministério da Agricultura. No entanto, fica mantido o poder da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de não aprovar um produto.

Produtividade da cana cresce 21,5% no acumulado da safra 2023/24

A atual Lei de Agrotóxicos (Lei 7.802, de 1989) será quase totalmente revogada se o projeto for aprovado e sancionado, restando apenas alguns dispositivos. Para Contarato, o texto atende a necessidade de atualização da legislação diante do desenvolvimento técnico e científico alcançado desde a edição da última lei.

“O regramento atual tem mais de 30 anos e, nesse período, a economia, o setor agropecuário e a ciência evoluíram de forma significativa pela incorporação de novos conhecimentos, tecnologias, processos e instrumentos”, ressalta o senador.

Em dezembro de 2022, o projeto havia sido aprovado pela Comissão de Agricultura (CRA) e encaminhado a Plenário. No entanto, em março de 2023, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou requerimento para que o texto fosse analisado também pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Mudanças

A maior parte das modificações feitas por Contarato retiram partes ou expressões do texto aprovado pela CRA. Entre elas está a supressão do conceito de “risco inaceitável” da proibição de registro de agrotóxicos perigosos para a saúde humana e o meio ambiente. Para Contarato, o conceito não tem definição clara, o que poderia trazer insegurança jurídica para o processo de liberação de substâncias.

Na avaliação do relator, a retirada do termo não prejudicará a futura lei, uma vez que o projeto especifica, em outro trecho, que será proibido o registro de agrotóxicos ou produtos de controle ambiental quando permanecerem inseguros, mesmo com a implementação das medidas de gestão de risco.

Emergência fitossanitária ou zoosanitária

Contarato suprimiu um dispositivo que revogava trecho da Lei 12.873, de 2013, que trata de emergência sanitária, o qual proíbe importação e autorização emergencial de produtos que apresentem risco elevado, como é o caso dos que provocam deformações, ou que não tenham antídoto ou tratamento eficaz no Brasil, entre outros.

O senador ressalta que a finalidade desse trecho é assegurar a não aplicação, mesmo que em situação emergencial, de produtos que apresentem características proibidas pela legislação brasileira. Por esse motivo, afirma ele, deve ser mantido na lei.

Reanálise de risco

Em relação à reanálise de riscos, quando um produto já aprovado deve ser submetido a uma nova avaliação de periculosidade, Contarato retirou vários dispositivos que a tornariam facultativa.

Entre eles, está o que permitia que o Ministério da Agricultura reanalisasse ou não um pesticida cujo uso fosse considerado arriscado ou desaconselhado por organizações internacionais responsáveis por saúde, alimentação ou meio ambiente, das quais o Brasil seja integrante ou signatário de acordos e de convênios. “Hoje, nessa hipótese, o início do processo de reanálise é obrigatório”, explica o senador.

Fitossanitários

Contarato também retirou trechos que tratam de produtos fitossanitários, que não são agrotóxicos e se destinam à agricultura orgânica. Ele lembra que o tema está previsto no PL 3.668/2021, do senador Jaques Wagner (PT-BA), que trata dos bioinsumos, já aprovado pelo Senado e atualmente em análise pela Câmara dos Deputados.

Anuência tácita

O relator também excluiu a figura da anuência tácita, que abriria a possiblidade para concessão de registro e comercialização no país de moléculas que não foram avaliadas pelos órgãos brasileiros competentes.

De acordo com o projeto da Câmara, seria considerada anuência tácita uma ausência de resposta do Ministério da Agricultura, no prazo de 30 dias, a pedido de alteração do registro de substância agrotóxica.

Manipulação

Outro trecho retirado pelo relator permitia a manipulação e fracionamento de agrotóxicos pela propriedade agrícola, no momento do uso. Contarato sugere que o tema seja regulamentado pelo Poder Executivo em normas infralegais.

“Embora se argumente que o fracionamento de agrotóxicos na propriedade rural para uso próprio seja recomendável para viabilizar o aproveitamento total dos produtos e evitar a inadequada deposição de sobras no ambiente, entendemos que a lei não é o instrumento adequado para veicular essa autorização ampla e irrestrita”, avalia o senador.

Agrotóxico ou pesticida

O projeto aprovado pela Câmara utilizava o termo “pesticida” no lugar de “agrotóxico”.  No entanto, Contarato rejeitou a mudança, sugerindo a continuidade do uso da palavra agrotóxico. Embora o setor do agronegócio avalie inadequada a nomenclatura, o relator defende que o termo deve ser mantido no novo marco legal, até mesmo por obediência ao texto constitucional, que o utiliza para nomear esses produtos.

“Além disso, nos parece que a manutenção do termo agrotóxico pode contribuir para dar mais clareza às embalagens quanto à toxicidade desses produtos, o que pode colaborar para alertar as pessoas e evitar casos de intoxicação aguda causados por negligência quanto aos riscos envolvidos no manejo desses produtos”, destaca o senador.

Prazo

Para pesquisa, produção, exportação, importação, comercialização e uso, o prazo máximo para inclusão e alteração de registro  deve variar, conforme o caso, de 30 dias a 2 anos.

Para produtos novos são exigidos 24 meses, mas os destinados à pesquisa e experimentação poderão ser beneficiados com a emissão de um registro especial temporário (RET), devendo a análise do pedido ser concluída em 30 dias pelo Ministério da Agricultura.

Os produtos não analisados nos prazos previstos em lei também poderão receber um registro temporário (RT). Isso acontecerá desde que estejam registrados para culturas similares ou usos ambientais similares em pelo menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esses países devem adotar o Código Internacional de Conduta sobre a Distribuição e Uso de Pesticidas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Hoje o registro temporário abarca somente os produtos destinados à pesquisa ou experimentação.

Centralização

Para fiscalização e análise dos produtos para uso agropecuário, o projeto centraliza o poder decisório no Ministério da Agricultura. É essa pasta que deverá ainda aplicar as penalidades e auditar institutos de pesquisa e empresas.

Atualmente, a decisão cabe a um sistema tripartite, que congrega as pastas da Agricultura, Meio Ambiente, por meio do Ibama, e da Saúde, representado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Análise de risco

A lei atual proíbe expressamente o registro de produtos com substâncias consideradas cancerígenas ou que induzam deformações, mutações e distúrbios hormonais, entre outros. Determina ainda que os testes, as provas e os estudos sobre mutação, câncer e deformação fetal devem ser realizados, no mínimo, em duas espécies animais com critérios aceitos por instituições técnico-científicas nacionais ou internacionais reconhecidas.

O projeto apenas define como proibido o registro de pesticidas, de produtos de controle ambiental e afins que apresentem risco para os seres humanos ou meio ambiente. Além disso, caberá ao Ministério da Agricultura avaliar o nível de risco do produto que se pretende registrar no país, sem limitações de ordem específica como as atuais.

Outras situações que deixam de ser proibidas na legislação brasileira se referem aos produtos para os quais o Brasil não disponha de antídotos ou de modos que impeçam os resíduos de provocar riscos ao meio ambiente e à saúde pública.

O projeto acaba ainda com a previsão de impugnação ou cancelamento de registro a partir de manifestação de entidades, como as de classe, as de defesa do consumidor, do meio ambiente e partidos políticos com representação no Congresso.

Multas

O projeto aumenta os valores das multas passíveis de serem aplicadas pelo desrespeito à lei. Do máximo atual de R$ 20 mil, elas passam para R$ 2 mil a R$ 2 milhões.

Os órgãos de registro e fiscalização definirão os valores proporcionalmente à gravidade da infração. As multas poderão ser cumulativas e em dobro na reincidência. No caso de infração continuada, a multa será diária até cessar sua causa, sem prejuízo da paralisação imediata da atividade ou de interdição.

Convênios poderão ser firmados com órgãos estaduais para a fiscalização, com repasse de parte do dinheiro das multas.

Quando a infração constituir crime ou lesão à Fazenda pública ou ao consumidor, cópia do auto de infração deverá ser enviada ao órgão competente para apuração das responsabilidades administrativa e penal.

Penas

Atualmente, a lei prevê dois crimes com pena de reclusão. O projeto manteve pena de dois a quatro anos para quem produzir, importar, comercializar ou dar destinação a resíduos e embalagens vazias de agrotóxicos em descumprimento às exigências legais. No entanto, segundo o texto, não haverá pena de reclusão para casos de transporte, aplicação ou prestação de serviço relacionados às embalagens.

Outro dispositivo da legislação atual revogado pelo projeto é o crime de deixar de promover as medidas necessárias de proteção à saúde e ao meio ambiente por parte do empregador, do profissional responsável ou do prestador de serviço, que tinha pena de reclusão de um a quatro anos.

Por outro lado, o projeto estipula pena de reclusão de três a nove anos para um crime que não está previsto na legislação atual: produzir, armazenar, transportar, importar, utilizar ou comercializar pesticidas, produtos de controle ambiental ou afins não registrados ou não autorizados.

Os agravantes variam de até um sexto ao dobro em casos como dano à propriedade alheia, dano ao meio ambiente, lesão corporal de natureza grave, ou morte.

Fonte: Agência Senado

 

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Notícias

Produtividade da cana cresce 21,5% no acumulado da safra 2023/24

Por redação 24/11/2023
Escrito por redação

Rendimento médio no Centro-Sul é de 89,3 toneladas por hectare, contra 73,5 toneladas em 2022/2023, segundo o CTC

Produtividade da cana cresce 21,5% no acumulado da safra 2023/24A cana colhida no mês de outubro na região Centro-Sul alcançou 77,3 toneladas por hectare, produtividade 14,5% superior à registrada na safra passada (67,5 t/ha). No acumulado da safra de cana, a produtividade registra crescimento próximo a 21,5% (89,3 t/ha nesta safra, contra 73,5 t/ha em 2022/23). Os dados são do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Os maiores crescimentos da produtividade nesta safra de cana foram observados em Araçatuba (38,6%), Piracicaba (27,2%) e São José do Rio Preto (26,6%). A qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de outubro superou a média da safra anterior (141,3 kg/tc na safra passada contra 143,5 kg/tc nesta safra). No acumulado, os valores ficam praticamente iguais na média para o Centro-sul, sendo de 137,4 kg/tc da safra 2022/23 e 137,1 kg/tc na safra atual.

Falta de limpeza de fuso da colhedora gera perda no algodão

A maioria das regiões, com exceção dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul e das regiões de Assis e Araçatuba, está com variações de ATR inferiores quando comparados com 2022/23.

 

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Notícias

Falta de limpeza de fuso da colhedora gera perda no algodão

Por redação 23/11/2023
Escrito por redação

Especialista da Sell Agro aponta como manter em dia o equipamento e assim evitar desperdício e perda da qualidade de fibra

Falta de limpeza de fuso da colhedora gera perda no algodãoÉ algo simples, que parece “bobo”, mas que faz uma grande diferença no final, especialmente para uma cultura com alto valor agregado. Sabe do que se trata? Estamos falando da limpeza dos fusos das colhedoras de algodão, que se não realizada da maneira e periodicidade corretas, pode representar perda de fibra da pluma ou até impactar na qualidade, ou seja, prejuízo para o bolso do produtor.

O engenheiro agrônomo e diretor comercial na Sell Agro, Alexandre Gazoni, destaca que manter as peças limpas é importante justamente para o propósito de garantir uma alta capacidade na remoção das plumas da planta. Segundo ele, essa operação de limpeza precisa ser realizada praticamente todos os dias e, em alguns casos, até mais de uma vez durante a colheita, dependendo do desempenho da máquina.

Cooperativas captam R$ 22 bilhões no 1º trimestre da safra 2023/24

“Mesmo que você utilize produtos de alta eficiência para retardar o enovelamento nos fusos, em determinado momento vai começar a perder muita fibra na lavoura”, pontua. Ele reforça que é fundamental, durante a operação, parar e avaliar o equipamento, assim, em alguns casos, “percebe-se a necessidade de limpeza maior do que se imaginava”, completa.

Como realizar

A limpeza ocorre em duas etapas, sendo a primeira realizada pela própria máquina. Nesse processo, o produto é misturado com água no reservatório da colhedora, e a solução é conduzida até as escovas posicionadas acima de cada fuso, onde é aplicada em cada um deles.

Porém, quando a autolimpeza não consegue evitar o enovelamento no fuso, é necessário realizar uma limpeza externa em cada carrinho dos fusos. “A recomendação é jatear água e produto específico nas áreas propensas ao enovelamento. Em casos em que isso não é suficiente, pode ser necessária a remoção manual do enovelamento, sendo essencial agir com cuidado para garantir a máxima higienização do fuso”, explica Gazoni.

Ele ressalta a importância de escolher produtos mais modernos que contenham óleo em sua composição, pois são menos abrasivos. Isso possibilita uma operação eficaz sem causar desgaste prematuro nos componentes, além de evitar danos às fibras de algodão.

Tecnologia ajuda

Para auxiliar o cotonicultor, a Sell Agro pesquisou e colocou no mercado o HiSpeed, um agente de limpeza compatível com todos os modelos de colhedoras de algodão. A principal diferença entre o produto e outros, é que este foi desenvolvido com uma base oleosa, ou seja, não se trata de um detergente, além de não conter soda cáustica, nem abrasivos em sua composição.

“Sua formulação foi projetada não apenas para limpar, mas também para conferir lubrificação ao fuso da colhedora de algodão. Essa lubrificação também ajuda na hidratação dos retentores, reduzindo a necessidade de manutenção da máquina e prolongando a vida útil dos dedos dos fusos durante a colheita”, endossa o especialista da empresa.

A utilização da ferramenta resulta em menor desgaste quando comparado a detergentes convencionais, tanto em termos de máquina como na qualidade da fibra colhida. Além disso, devido ao grau de lubrificação do HiSpeed, este melhora as características das fibras quando comparado a produtos que contenham solventes, como soda cáustica. “Isso proporciona benefícios significativos, tanto na manutenção e redução de desgaste da colhedora, quanto na qualidade da produção”, finaliza Gazoni.

 

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Recursos para subvenção do seguro rural estão aquém do necessário, diz FPA

Por redação 23/11/2023
Escrito por redação

Pedido era de R$ 2,5 bilhões, com promessa de outros R$ 500 milhões, que não aprovaram, diz o presidente do colegiado, deputado Pedro Lupion

Recursos para subvenção do seguro rural estão aquém do necessário, diz FPAA Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu, na terça-feira (21), para tratar de assuntos que estão na pauta do Congresso Nacional em semana de votações e possível derrubada de vetos. É o caso do Projeto de Lei 1459/2022, que trata da modernização dos pesticidas, que será votado nesta quarta-feira (22), no Senado Federal, e do PL 2903/2023, que versa sobre o marco temporal – essa proposta terá os vetos do Governo Federal analisados, na próxima quinta-feira (23).

Para o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), a derrubada dos vetos do marco temporal é, simplesmente, colocar em lei o que já consta na Constituição Federal. Segundo ele, o que houve em outros momentos foram interpretações equivocadas.

“Todas as iniciativas para garantir o direito de propriedade são válidas e o marco temporal é uma de extrema importância. Vamos derrubar os vetos e deixar o projeto de lei como foi aprovado em sua plenitude. Não há negociação e a relativização do direito de propriedade no país precisa acabar imediatamente”, afirmou.

Acerca do projeto de lei dos pesticidas, Lupion destaca que foi construído um bom acordo e encontrado um consenso no texto do relator, o senador Fabiano Contarato (PT-ES). Ele ressalta que os pontos da bancada foram atendidos, bem como os anseios das entidades ligadas ao setor produtivo.

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“O relator colocou o que nós pedimos. Da mesma forma, as entidades representativas expuseram suas aflições e se sentiram contempladas. Vamos para a votação e esperamos aprovar a matéria”, disse.

Seguro Rural e LDO

Tido como um problema que se arrasta há algum tempo, o seguro rural, de importância ímpar para produtores rurais de todo o país, segue sendo motivo de questionamento da bancada. Lupion, inclusive, detalhou que o dinheiro está muito aquém do que o setor necessita. Ele relata que, segundo informações de bastidor, as próximas reuniões sobre o tema seguem pouco animadoras.

“Nossa pedida era R$ 2,5 bilhões, nos prometeram outros R$ 500 milhões que nunca vieram e depois veio a notícia que o grupo orçamentário aprovaria. Não aprovaram. A informação que eu tenho é que as próximas reuniões não serão positivas, mas estamos aguardando que aconteça algo. Mas é só pela torcida, porque de informação, nos parece que não virá mais aporte para o seguro rural.”

Acerca da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lupion se mostra um pouco mais confiante. O parlamentar destaca que a conversa junto ao relator, deputado federal Danilo Fortes (União Brasil-CE), foi positiva e com o acatamento de boa parte das emendas propostas.

“Colocamos tudo que a gente entende como necessário para o agro. Vamos ter que trabalhar dentro das Comissões e Plenário, mas temos a clareza do relator que os recursos serão garantidos. Agora, o dinheiro tem que sair de algum lugar, para que o produtor não fique à deriva”, explicou.

Relação com a Argentina

As eleições presidenciais na Argentina também entraram no radar da bancada. Isso porque, segundo Lupion, para o agro argentino a eleição de Javier Milei será um passo de esperança para o país voltar a ser um player mundial. Para os brasileiros, nem tanto, já que nasce um “forte competidor” no mercado, de acordo com o parlamentar.

“Nós temos uma percepção que a situação na Argentina é difícil, mas a eleição do Javier Milei dá uma esperança para que eles voltem ao protagonismo. Temos muitos assuntos relacionados para os próximos meses, afinal temos o tratado do Mercosul com a União Europeia que é péssimo para o agro, mas vamos trabalhar politicamente e diplomaticamente.

Após a reunião, os parlamentares da bancada se encaminharam para a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), para acompanhar a participação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela foi convocada para explicar as ações da pasta que afetam o agro brasileiro.

Fonte: Datagro

 

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Mapa e ApexBrasil promovem encontro com adidos agrícolas brasileiros

Por redação 23/11/2023
Escrito por redação

O evento começa nesta terça-feira (23) e vai até o dia 28 de novembro

Mapa e ApexBrasil promovem encontro com adidos agrícolas brasileirosO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) promovem, de 23 a 28 de novembro, o Encontro Nacional do Agro e o 5º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros. O evento tem como propósito reunir os adidos para discutir temas técnicos relacionados a barreiras comerciais, acesso a mercados, promoção comercial, sustentabilidade, imagem e oportunidades para o agronegócio.

A primeira atividade do encontro consistirá na interação dos adidos com o setor privado, por meio de aproximadamente 200 rodadas de conversas com cerca de 20 entidades setoriais, agendadas para quinta e sexta-feira, dias 23 e 24. Esses profissionais desempenham papel fundamental na abertura de mercados e na promoção dos produtos do agronegócio brasileiro no exterior.

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Na sexta-feira (24), os adidos participarão da abertura do Encontro Nacional do Agro, intitulado “Resultado das Exportações e Estratégias para 2024”, organizado pela ApexBrasil, bem como da abertura do 5º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros. O evento contará com apresentações de painéis e a assinatura de acordos de cooperação, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e outras autoridades.

Nos dias 25 e 26, sábado e domingo, os adidos participarão de uma capacitação oferecida pela secretaria-executiva do Mapa. Já na segunda e terça-feira, dias 27 e 28, todos os participantes estarão envolvidos em ciclos de palestras com especialistas abordando temas relevantes do agronegócio.

 

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23/11/2023 0 Comentários
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