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Notícias

Plantio de cana-de-açúcar no Brasil contamina menos do que se pensava

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

Cientistas analisaram as áreas de escoamento e lixiviação de plantações de cana-de-açúcar e mediram quantidades de nitrato e de duas moléculas de herbicidas químicos aplicados na lavoura

Estudo indica que plantio de cana-de-açúcar no Brasil contamina menos do que se pensavaUma pesquisa mostrou que o potencial de poluição da cultura da cana-de-açúcar no Brasil é substancialmente inferior ao previamente estimado. A conclusão é de cientistas de instituições americanas e brasileiras que fizeram uma análise da contaminação de recursos hídricos por escoamento proveniente dessa atividade agrícola. Os pesquisadores mediram a presença de três moléculas específicas: uma de nitrato e duas de herbicidas conhecidos (diuron e hexazinone). O estudo lançou nova perspectiva sobre as taxas de perda de nitrato e herbicidas no solo.

Até então o consenso científico, sobretudo nas cidades de Jaú e Sales de Oliveira em São Paulo, região com grande atividade agrícola, era de que 10% do nitrato e 1% dos herbicidas seriam perdidos após sua aplicação. Entretanto, os testes conduzidos na investigação revelaram que as perdas reais de nitrato são de, aproximadamente, 5% metade do que os padrões empíricos estimavam. A descoberta evidencia que as estimativas convencionais para o nitrato eram exageradas em quase o dobro da realidade.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Esse resultado não apenas questiona as diretrizes existentes, mas também pode ter implicações significativas para práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes, podendo contribuir desde políticas públicas até estratégias individuais de manejo de solo e uso de insumos. A avaliação ainda contribuiu para determinar o quanto desses insumos se perderam após a aplicação, ao quantificar o volume não retido pelo sistema agrícola.

O cientista Fábio Scarpare da Washington State University (WSU) explica que a pesquisa utilizou um conhecido indicador ambiental, a pegada hídrica cinza (veja quadro abaixo). Segundo ele, esse parâmetro é bastante empregado em estudos da área, pois auxilia na quantificação do potencial de contaminação por poluentes e resulta em dados mais precisos sobre o impacto ambiental. “Uma das principais comprovações do estudo foi, justamente, que a pegada hídrica cinza é menor do que se pensava”, diz Scarpare.

Estudo indica que canaviais brasileiros contaminam menos do que se pensava

Pegada hídrica cinza

O conceito de pegada hídrica cinza é muito utilizado na pesquisa moderna. Ela representa a água necessária para se diluir poluentes a níveis aceitáveis. No Brasil, essa pesquisa é particularmente relevante, já que o País é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar.

No entanto, os cientistas ressaltam que não há dados suficientes que permitam realizar um comparativo do uso de defensivos químicos como inseticidas, fungicidas e acaricidas, empregados na cultura da cana-de-açúcar no Brasil.

Tampouco é possível comparar com outras importantes culturas, como citros, milho, café e soja, de forma segura. Contudo, na cana-de-açúcar, as principais pragas – como a broca, que é a mais significativa, e a cigarrinha – são geralmente controladas por meio de métodos biológicos. Além disso, as doenças da cultura costumam ser combatidas com o melhoramento de plantas.

Os técnicos salientam que é importante notar que os herbicidas constituem o grupo de defensivos mais amplamente utilizado nesta cultura. Entre os herbicidas mais usados, o diuron e o hexazinone se destacam, por isso, mereceram a atenção dos cientistas.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP) Robson Barizon explica que no estudo o conceito de pegada hídrica foi utilizado de maneira comparativa. O objetivo foi confrontar o impacto hídrico de um local específico sob diferentes condições de manejo. Assim, foram comparadas tanto as aplicações de fontes orgânicas com inorgânicas, quanto diferentes métodos de manejo, levando em conta variações nas formas de aplicação.\

Resultados e a busca por precisão

Segundo o estudo, os herbicidas diuron e hexazinone apresentaram perdas médias de 0,73% e 3,07%, respectivamente. Scarpare destaca a complexidade de se medir tais perdas, salientando que o processo requer o uso de equipamentos avançados e de metodologias rigorosas.

Face a essas dificuldades, muitos profissionais e pesquisadores optam por utilizar “frações empíricas”, um tipo de estimativa padrão de perdas previamente definida no Manual da Pegada Hídrica. O pesquisador alerta, no entanto, que apesar de serem convenientes, essas estimativas podem não ser totalmente precisas.

A necessidade de precisão é um fator crítico aqui. As “frações empíricas” podem servir como um atalho prático, mas também podem mascarar a real extensão das perdas, potencialmente subestimando o impacto ambiental desses herbicidas. “Portanto, esse estudo evidencia a importância de se investir em métodos de medição mais precisos para uma avaliação ambiental mais acurada”, defende o pesquisador.

A importância da precisão em estudos ambientais

Barizon ressalta que as descobertas a respeito dos herbicidas diuron e hexazinone nessa pesquisa são específicas e não devem ser generalizadas para outras substâncias químicas. Cada substância, de acordo com ele, tem suas próprias complexidades que demandam análises próprias e detalhadas.

Segundo ele, o estudo serve como um lembrete crítico sobre a necessidade de rigor e precisão em investigações ambientais. A superestimação de índices como o de escoamento pode levar a conclusões errôneas, o que, por sua vez, pode incorrer em consequências significativas quando se trata de políticas públicas e práticas sustentáveis.

 

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Tecnologia

Drones de pulverização aumentam produtividade e reduzem desperdícios

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

Os drones de pulverização já são uma realidade em muitas propriedades e são capazes de aumentar a eficiência e de reduzir o tempo gasto nos cuidados de grandes áreas

Cana-de-açúcar - Drones de pulverização aumentam produtividade e reduzem desperdíciosExtremamente importante para garantir a proteção de plantações contra ervas daninhas e pragas, a técnica de pulverização evoluiu muito ao longo dos últimos anos, a fim de atender a todas as exigências do atual cenário da agricultura. E, assim como em muitos segmentos do mercado, os produtores rurais têm lançado mão de uma tecnologia que chama a atenção por onde passa: as Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs) – mais conhecidas como drones de pulverização.

Capazes de aumentar a eficiência e de reduzir o tempo gasto nos cuidados de grandes áreas, os drones de pulverização já são uma realidade em muitas propriedades do Brasil. Exemplo dessa prática ocorre na Cerrado Agro Consultoria, de Campo Grande (MS), que já trabalha com drones há 7 anos e aderiu à tecnologia dos de pulverização há 2 anos.

“Com a chegada dos drones de pulverização, pela primeira vez na história, nós conseguimos colher 100% da área plantada”, afirma Márion Henry, sócio-proprietário da empresa, que conta com uma área de treinamento de 242 hectares para testes dos equipamentos e instruções para produtores rurais.

O empresário explica que, antes, eles perdiam entre 5% e 7% da plantação em razão do amassamento provocado pelas rodas dos tratores, que comprometiam o adubo e as sementes. “Com a pulverização aérea com RPAs, nós deixamos de amassar aproximadamente 3 sacas de soja e 6 sacas de milho por hectare. Ou seja, em uma área de mil hectares, nós passamos a salvar 3 mil sacas de soja e 6 mil sacas de milho por safra”, detalha Henry.

Outra vantagem da utilização de drones na agricultura é conseguir entrar em locais de difícil acesso, onde tratores não chegam por conta da topografia íngreme e acidentada e aviões não conseguem fazer manobras. “Com as RPAs, é possível acompanhar a topografia do terreno, permitindo que façamos essa aplicação de maneira bem eficaz e segura”.

Além disso, como a pulverização com drones é de baixíssima vazão, com altura de aplicação uniforme, é possível que o produtor tenha um controle muito maior de pragas e doenças. Desta forma, também reduz o número de aplicações no campo e, consequentemente, o custo operacional.

Geradores são fundamentais

Diferentemente dos drones utilizados na recreação, para fotos e vídeos divertidos, os modelos vistos na agropecuária trabalham períodos maiores e, por isso, exigem atenção a um detalhe essencial: a carga de energia. Mas como garantir autonomia a eles em locais com pouco acesso à energia elétrica?

“Para garantir o sucesso à operação de RPAs no agro, é necessário que toda a estrutura de energia seja transportada com facilidade de um lugar para outro. Por isso, a solução mais eficiente para carregar as baterias dos drones são os geradores, que podem ser transportados tranquilamente em uma caminhonete”, explica Rodrigo Deneka, Gerente de Produtos da Branco Motores, empresa nacional no desenvolvimento de soluções para o agronegócio. “Imagina o tempo que o produtor perderia se tivesse que voltar para a sede da fazenda toda que precisasse carregar o equipamento. Seria inviável”, acrescenta.

Márion Henry concorda com o executivo e conta como isso ocorre na prática na Cerrado Agro Consultoria: “sem os geradores, nós tínhamos que retornar várias vezes à sede ou levar um número gigantesco de baterias. Hoje, nós realizamos um voo de uma aplicação, em mais ou menos dez minutos, e carregamos as baterias em nove minutos. Então, vamos para o campo só com três baterias para cada drone, o que permite a realização de um rodízio entre carregamento, descanso e aplicação”.

Para que os geradores estejam sempre aptos a carregar as RPAs, alguns cuidados simples são necessários. “É importante que o produtor sempre procure manter o equipamento nivelado, para que o líquido do combustível interno não fique desequilibrado, e na hora da utilização é recomendado deixá-lo em um ambiente aberto, com uma cobertura, para não sobreaquecê-lo. Além disso, é bom sempre direcionar os gases do escapamento para longe, evitando causar superaquecimento, perda de potência ou um possível dano ao filtro do motor. E, em hipótese alguma, o gerador deve ser usado em ambientes molhados ou na chuva”, alerta Deneka.

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Notícias

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esta poderá ser a segunda maior safra da história

Exportações do agro atingem recorde em março e no acumulado do anoA safra brasileira de grãos no ciclo 2023/24 poderá chegar a uma produção de 317,5 milhões de toneladas. Tal estimativa sinaliza um ligeiro decréscimo em comparação à temporada passada, influenciada pela perspectiva inicial de diminuição na produtividade média, uma vez que há indicativo de leve crescimento na área total semeada, que deverá ultrapassar os 78 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (10), durante o anúncio do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24.

“Ao que as projeções apontam, teremos, pelo menos, a segunda maior safra da história do Brasil. É preciso acompanhar o desenvolvimento das culturas e os ajustes que realizaremos ao longo da temporada, que podem fazer com que a produção desta safra supere inclusive a da safra passada. No entanto, mesmo que não seja um novo recorde, temos a expectativa de uma boa colheita”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Entre as principais culturas acompanhadas, o arroz apresenta, inicialmente, estimativa de incremento, tanto na área plantada, quanto na produtividade média, resultando em uma expectativa de produção na ordem de 10,8 milhões de toneladas, o que representa incremento de 7,7% em comparação ao volume colhido na safra 2022/23.

Guia prático: conheça as regulagens no trator para implementos de arrasto

Assim como no caso do arroz, a Conab também prevê uma recuperação de área para o feijão, podendo atingir 2,78 milhões de hectares, somando-se os três períodos de cultivo dentro do ano-safra.

O plantio da primeira safra da leguminosa já está em andamento, com 61% da área estimada já semeada no Paraná, 32% em Santa Catarina, 34% no Rio Grande do Sul e 30% em São Paulo, como indicado no Progresso de Safra publicado nesta semana. A expectativa para a produção total da cultura é de 3,1 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação à temporada anterior caso o resultado se confirme ao final dos 3 ciclos.

“Outra boa notícia que este levantamento traz é a recuperação da área cultivada de arroz e de feijão, dois importantes alimentos para os brasileiros. O Governo Federal tem retomado políticas públicas para estimular a produção de alimentos, com anúncios dos planos safras, a retomada das compras públicas e a garantia dos preços mínimos. Essas e outras ações dão sinais positivos para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e acreditamos que o resultado que vemos neste anúncio tem relação com isto”, reforça Pretto.

Para a soja, principal grão cultivado no país, as estimativas são de crescimento tanto na área como na produtividade, mas em uma velocidade menor que o registrado no último ano-safra. Com uma área prevista de 45,18 milhões de toneladas e uma produtividade média inicial estimada em 3.586 quilos por hectare, a produção deve alcançar um pouco mais de 162 milhões de toneladas.

Se confirmado o resultado, o volume a ser colhido será um novo recorde para a cultura. O plantio da oleaginosa segue um bom ritmo no Paraná, com 20% da área já semeada. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul o percentual de área cultivada atinge 19,1% e 8% respectivamente.

Cenário oposto é previsto para o milho se considerarmos as 3 safras do grão. As estimativas apontam para uma redução de 4,8% na área plantada, projetada em 21,19 milhões de hectares, e de 4,9% na produtividade média, chegando a 5.636 quilos por hectare. O cultivo do cereal no primeiro ciclo já teve início nos três estados da região Sul do país. Diante deste panorama, a produção total esperada para o cereal na safra 2023/24 é de 119,4 milhões de toneladas frente às mais de 130 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado.

Para o algodão, a primeira previsão indica crescimento de 2,9% na área a ser semeada da fibra, totalizando 1,71 milhão de hectares, e estimativa de uma produção de pluma em 3 milhões de toneladas.

Culturas de inverno

Com cerca de 40% das lavouras colhidas, a cultura do trigo apresenta aumento de área na ordem de 12,1% e redução de produtividade de 11,6%, em comparação a 2022, resultando em produção esperada de 10,5 milhões de toneladas. As condições climáticas registradas nos principais estados produtores tiveram impacto tanto no potencial produtivo, como nos casos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que registraram períodos com chuvas em excesso e o surgimento de doenças associadas à alta umidade, como no calendário habitual de colheita, caso do Paraná com o clima mais quente que acabou por acelerar o andamento do ciclo.

Destaque

Neste primeiro boletim, a Companhia também irá tratar sobre o estabelecimento de vazio sanitário, medida adotada para algumas culturas que visa manter a sanidade das lavouras, permitindo o alcance máximo do potencial produtivo da planta, mitigando a possibilidade de manter propágulos de patógenos viáveis no campo por meio de hospedeiros temporários.

Mercado

Com os impactos do clima na produtividade das lavouras de trigo, a Conab ajustou as estimativas de estoques de passagem do cereal neste 1º levantamento para 957,7 mil toneladas.

Já para o arroz, a recuperação produtiva no Brasil na safra 2023/24 e a menor oferta de importantes países exportadores possivelmente resultarão em um volume exportado pelo Brasil em torno de 2 milhões de toneladas, enquanto que no ciclo 2022/23 os embarques estão projetados em 1,8 milhão de toneladas. Mesmo com o possível aumento nas vendas externas, a previsão é que o estoque de passagem de arroz permaneça estável em 1,7 milhão de toneladas ao final de 2024.

No caso da soja, as elevadas exportações brasileiras de 2023 devem se manter em 2024, com o Brasil continuando a ser o maior exportador de soja do mundo. Com a alta demanda e a boa expectativa de produção, os embarques da oleaginosa estão estimados em 102,14 milhões de toneladas em 2024.

Por sua vez, o milho apresenta projeção de menor oferta nacional. Diante desse cenário, aliado a um consumo interno com tendência de crescimento, a Companhia estima que 38 milhões de toneladas do cereal sairão do país, sendo este volume 26,9% inferior ao estimado para a safra 2022/23.

 

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Notícias

Projeto de lei altera regra da Previdência Social para produtor rural

Por redação 09/10/2023
Escrito por redação

Texto inclui dispositivo na Lei de Benefícios da Previdência Social

Projeto de lei altera regra da Previdência Social para produtor rural O Projeto de Lei 3833/23 inclui como segurado especial da Previdência Social a pessoa física que exerce atividade em imóvel rural com área aproveitável de até quatro módulos fiscais, diz nota da “Agência Câmara”. O segurado especial contribui conforme o valor de venda da produção, obtida pelo trabalho individual ou em regime de economia familiar.

O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei de Benefícios da Previdência Social. Atualmente, essa norma já trata como segurados especiais da Previdência Social, entre outros, o produtor rural familiar em área total de até quatro módulos fiscais, o pescador artesanal e o seringueiro.

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“A classificação para a tributação do imóvel rural é feita pela área aproveitável, e não por toda a extensão da propriedade”, disse o autor da proposta, deputado Pezenti (MDB-SC). “Assim, o projeto determina que a legislação previdenciária passe a considerar aquela lógica da legislação tributária”, explicou o parlamentar.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

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Notícias

Agro precisa de mais recursos para subvenção do seguro rural, diz Faesc

Por redação 09/10/2023
Escrito por redação

Orçamento de 2023 foi cortado e, o de 2024, não prevê recursos, diz a entidade

Agro precisa de mais recursos para subvenção do seguro rural, diz FaescA redução da verba orçamentária deste ano para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). O orçamento geral da União, enviado pelo Governo Federal ao Congresso, não prevê recursos para o seguro rural em 2024. Além disso, o Congresso Nacional aprovou nesta semana um corte de R$ 45 milhões na verba de 2023, dinheiro que será repassado para outras despesas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, comentou sobre a preocupação com a falta de garantia de subvenção porque “essa situação causa insegurança no meio rural. Esse corte veio em um momento em que os produtores estavam se conscientizando da importância do seguro”, lamenta o dirigente.

O Prêmio do Seguro Rura foi criado em 2006 e, desde essa época, o Ministério da Agricultura disponibiliza recursos para auxiliar produtores rurais do país a contratarem seguro rural com custo reduzido. O PSR minimiza os prejuízos causados por eventos climáticos e garante a proteção de mais de 112 milhões de hectares cultivados em todo o Brasil.

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O Plano Safra 2023/24, anunciado em 27 de junho, não contemplou previsão de recursos para o PSR. Do R$ 1,06 bilhão que havia sido disponibilizado para 2023, mais de R$ 898 milhões já estavam comprometidos até agosto. O saldo restante, pouco mais de R$ 106 milhões, não será suficiente para atender a demanda dos produtores que começaram agora o plantio da safra de verão.

Dessa forma, não há recursos para atender a demanda dos últimos meses deste ano e em 2024. Com a ausência de recurso para subvenção, os produtores rurais pagarão de 20% a 40% a mais pelo valor do seguro, a depender da atividade agropecuária segurada e do tipo de cobertura especificada em apólice. Os produtores de grãos também serão prejudicados, pois essa é a modalidade agrícola que concentra a maior parte das operações e dos recursos do PSR.

A Faesc avalia que os produtores não contratarão seguro rural sob essas condições. Por isso, as entidades do setor produtivo reforçam a preocupação de que a falta de recursos desestimule a contratação de seguros, o que pode acarretar prejuízos para a cadeia produtiva e impactar a produtividade agrícola. Na prática, no caso de uma intercorrência climática, o produtor sem seguro ficará descapitalizado.

O presidente da Faesc lamenta que a falta de subvenção ocorre em um momento em que o setor produtivo sente o encarecimento dos contratos de seguro, devido à alta sinistralidade registrada nas últimas safras. Em 2022, foram R$ 10,5 bilhões pagos em indenizações, aumento de 47,1% em comparação com o ano anterior. “O Governo ganha com o seguro rural porque, em caso de sinistro, o produtor terá seu prejuízo ressarcido e não vai pressionar o Tesouro Nacional com pedido de ajuda, prorrogação das dívidas etc. ”

Além dos gastos com indenizações – o que resulta em prêmios mais caros nos anos seguintes –, o aumento dos custos de produção e a alta dos preços das commodities também contribuíram para que os valores dos contratos passassem por reajustes. Com praticamente o mesmo orçamento, o número de apólices contratadas no Brasil reduziu em mais de 40%.

Recursos no orçamento

No dia 18 de abril, o MAPA publicou resolução que aprovou a distribuição do orçamento de R$ 1,06 bilhão para o exercício de 2023 – metade do montante que havia sido previsto no anúncio do Plano Safra 2022/23. Na ocasião da liberação, o Ministério já informou que o valor seria suficiente para atender apenas metade da demanda de produtores e, por isso, solicitaria a suplementação do orçamento. No fim de junho, a Junta de Execução Orçamentária (JEO) negou os pedidos, no valor de R$ 1,2 bilhão.

Em 13 de julho, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou um ofício aos ministérios da Fazenda, Agricultura e Planejamento solicitando a liberação de R$ 1 bilhão para 2023 e aprovação de R$ 3 bilhões no orçamento anual de 2024. No dia 17 de agosto, em uma agenda do Ministério da Agricultura, o ministro Carlos Fávaro informou que a pasta está trabalhando junto com a equipe econômica para aumentar o valor alocado para o PSR.

A recomendação da Faesc é que o produtor não deixe suas lavouras sem proteção, especialmente agora em que as mudanças climáticas estão provocando eventos extremos nunca antes vistos. Em 2024 o fenômeno El Niño se fará presente em todo o Brasil, com muita chuva no Sul e seca no Norte do País.

O presidente José Zeferino Pedrozo observa que, apesar de ter suas imperfeições, o seguro rural é uma garantia para o produtor rural. Nos últimos cinco anos seguradoras pagaram aos produtores rurais, aproximadamente, R$ 20 bilhões em indenizações decorrentes de eventos climáticos. Sem o seguro, esse prejuízo seria absorvido pelos produtores, muitas vezes por meio de refinanciamentos que reduzem sua capacidade de crédito para as safras seguintes.

 

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Notícias

Agricultura regenerativa ganha reforço com mixes de plantas de cobertura

Por redação 09/10/2023
Escrito por redação

Portaria do Ministério da Agricultura simplificou o registro de produtos que melhoram condição dos solos para agricultura e pecuária; mercado aposta em crescimento

Agricultura regenerativa ganha reforço com mixes de plantas de cobertura O uso de misturas de sementes de leguminosas, capins e outras gramíneas para gerar cobertura de mais qualidade após a colheita não é novidade no sistema de plantio direto. De alguns anos para cá, entretanto, pesquisas têm embasado a busca por forragens mais eficientes, diante do conceito de agricultura regenerativa, que foca a produção enquanto recupera a terra e preserva o meio-ambiente.

Essa procura por forragens mais ricas, com mais capacidade de ciclagem de nutrientes e maior volume de palhada, ganhou impulso com a publicação da portaria nº 538 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no final de 2022.

Até então, o registro dos mixes industriais, que inclui por exemplo sementes de brachiarias e leguminosas, estava vinculado à realização de estudos individuais sobre cada proporção de misturas que, uma vez registradas, só poderiam ser alteradas diante de novos estudos. Com isso, a prática da mistura das sementes nas fazendas se tornou a mais comum.

“Agora, após a portaria de 2022, pode-se registrar qualquer porcentagem de composição, desde que esteja tudo detalhado no rótulo do produto e que as cultivares estejam devidamente registradas no MAPA”, esclarece Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e responsável técnico da Wolf Sementes. “Isso acelerou o lançamento de mais produtos e até mesmo a adequação de misturas conforme as necessidades e preferências agronômicas de cada região e até mesmo de cada produtor”, explica Pontes.

“Se o produtor já possui fórmula de forragem de sua preferência, podemos ajudar com nosso conhecimento e nossa tecnologia somados à qualidade de nossas sementes”, destaca Alex Wolf, CEO da empresa.

Já Adriano Santin, gerente comercial de sementes da Agrex do Brasil, braço de agronegócios da Mitsubishi Corporation, distribuidora dos produtos Wolf Sementes, estima que as vendas dos mixes de cobertura da Wolf Sementes nas cerca de 23 lojas da empresa podem triplicar em comparação com a safra passada.

Seguro agrícola

“Os mixes são uma apólice de seguro para o agricultor”, compara Santin. Ele acredita que, por conta da incidência do fenômeno climático El Niño, regiões agrícolas de estados como Maranhão, Tocantins e Pará terão chuvas mal distribuídas.

“Ter palhada de qualidade não só contribui com a fertilidade do solo como o mantém mais úmido”, relata. “Sendo assim, diante das expetativas sobre o clima, a cobertura de palhada é uma espécie de seguro agrícola para a lavoura”, afirma o gerente.

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Para o CEO da Wolf, Alex Wolf, a adoção de mix de cobertura, principalmente por agricultores mais tecnificados, pode fazer com que dentro de dois a três anos as plantas de cobertura passem a representar 30% do faturamento da empresa.

Lançamentos

Em meio a esse crescente mercado, de olho na agricultura regenerativa, a Wolf Sementes lançou novas soluções de mixes de plantas de cobertura, focadas no melhor aproveitamento do solo após a colheita de grãos, sem perder o foco na sustentabilidade.

São quatro produtos: o Mix Mavuno e o Wolf Mix Pastejo, recomendados para pastagens e que permitem também a integração lavoura pecuária; o Wolf Mix Cobertura, indicado para estruturar e proteger o solo exclusivamente para fins agrícolas por incluir crotalária, leguminosa que ajuda a combater nematóides mas é contraindicada para nutrição animal. O quarto mix é personalizado para o produtor.

Mavuno

O mix da Wolf Sementes com a brachiaria híbrida Mavuno protege o solo na superfície e no interior, por conta da maior produção de massa seca de Mavuno e de suas raízes que chegam a 4 metros de profundidade.

Entre os ganhos desse mix estão a maior produção do material orgânico, estruturação e redução da temperatura do solo, retenção de umidade e ciclagem dos nutrientes, que resulta em lavouras mais produtivas e sustentáveis.

“A brachiária híbrida Mavuno possui potencial de produção de massa seca 170% superior a Ruziziensis, que é a planta mais utilizada para cobertura de solo. Com isso, a utilização do Mavuno possibilita ao agricultor melhor cobertura de solo, minimizando problemas como daninhas e propiciando maior vida no solo, o que favorece maiores produtividade ao longo dos anos”, explica Edson José de Castro Júnior, coordenador técnico da Wolf.

“Com essas condições do solo, a cultura a ser plantada, seja soja ou milho, conseguirá ter um solo com menos competição com plantas invasoras e com mais água para garantir mais produtividade”, conclui.

 

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Seca impacta na produção de soja na Argentina e gera reflexo no Brasil

Por redação 05/10/2023
Escrito por redação

De acordo com dados da SIMA, a média de rendimento dos produtores argentinos foi de 2.000 kg/ha, uma redução de 46% em relação à safra anterior

Seca impacta a safra de soja na Argentina e gera reflexo no BrasilO início do plantio da safra de soja 2023/24 está marcado por uma série de desafios e oportunidades que não podem ser ignorados. Enquanto o Brasil se prepara para mais uma temporada de cultivo recorde, os países vizinhos da América Latina, com um foco especial na Argentina, a produção preocupa e pode gerar impactos no mercado global de grãos. Os agricultores argentinos, conhecidos por sua produção da oleaginosa de alta qualidade, enfrentaram um grande desafio durante a safra anterior: a seca. Os efeitos dessa adversidade climática na produção do país foram profundos.

Relatora atende FPA e exclui o agro da regulação do mercado de carbono

Durante a safra de soja 2022/23, a Argentina testemunhou uma queda acentuada no rendimento do grão. De acordo com dados da agtech SIMA – Sistema Integrado de Monitoramento Agrícola, a média de rendimento dos produtores locais foi de 2.000 kg/ha, uma redução expressiva de 46% em relação ao ciclo anterior.

“Essa redução é um reflexo direto dos efeitos adversos da seca que assolou muitas regiões agrícolas no país”, pontuou Maurício Varela, engenheiro agrônomo e Co Founder da Agtech.

Em particular, a soja de primeira safra teve um impacto ainda mais significativo, com uma redução de 47% no rendimento do ano anterior. A região que mais sofreu com essa diminuição foi o Centro Norte de Córdoba, onde a produtividade caiu incríveis 62%. O Norte da La Pampa e o Oeste de Buenos Aires foram os locais menos afetados, onde o rendimento foi 44% menor em comparação com a temporada anterior.

Segundo Varela, é importante ressaltar que os dados apresentados refletem uma média dos usuários da empresa no país, os quais possuem um perfil produtivo com alta incorporação de tecnologia nos cultivos.

“Esses valores não devem ser interpretados como uma representação absoluta de toda a realidade da Argentina, mas sim como um retrato fiel de uma amostra significativa. Salienta-se que a SIMA abrange mais de 45% de todo o território agrícola do país”, diz o engenheiro agrônomo.

Impactos no mercado global

Os impactos da queda na safra de soja argentina não se limitam apenas às fronteiras do país, que é um dos principais exportadores mundiais do grão, e seus produtos agrícolas são importantes no abastecimento global de alimentos e na estabilidade dos preços internacionais. No entanto, a redução drástica na produção levou a uma diminuição nas exportações do mesmo. Isso, por sua vez, teve um impacto nos mercados globais, criando incertezas no fornecimento para muitos países importadores.

O Brasil, uma potência agrícola mundial, há muito tempo exerce um papel de destaque na produção de soja, sendo neste cenário uma peça-chave no suprimento a nível internacional. A safra  de soja brasileira tem crescido consistentemente nas últimas décadas, impulsionada por avanços tecnológicos, expansão das áreas cultivadas e práticas agrícolas modernas, tornando-se um dos principais exportadores desse grão.

Em 2023, o Brasil emergiu como um dos principais atores a influenciar as dinâmicas globais de embarque de soja. Isso ocorreu em parte devido aos desafios enfrentados por outros grandes países exportadores, como a própria Argentina e a Ucrânia.

A nova safra brasileira que se inicia é aguardada com grande expectativa. Apesar dos desafios que se apresentam aos agricultores, como a instabilidade na precificação e os crescentes custos de produção, há uma perspectiva de que a produtividade continue a crescer, contribuindo para equilibrar os custos e garantir a rentabilidade.

Monitoramento digital

A agricultura é uma atividade intrinsecamente dependente das condições climáticas. Os agricultores enfrentam desafios constantes relacionados ao clima, que podem variar de secas prolongadas e escassez de água a inundações súbitas e variações extremas de temperatura.

Em meio a esses desafios, as tecnologias de monitoramento digital surgem como uma ferramenta fundamental para auxiliar os agricultores a enfrentar estas adversidades e otimizar suas práticas agrícolas, diminuindo riscos.

Uma das contribuições mais valiosas das tecnologias de monitoramento digital é a capacidade de fornecer informações em tempo real sobre as condições da lavoura. Essas informações são fundamentais, pois permitem o monitoramento das áreas de cultivo de maneira contínua.

Em cenários de seca, por exemplo, o monitoramento frequente pode auxiliar na tomada de decisões mais assertivas. “Outro benefício das tecnologias de monitoramento digital é a capacidade de otimizar o uso de recursos agrícolas. Os dados fornecidos permitem que os agricultores ajam de maneira mais eficiente, reduzindo o desperdício e os custos operacionais”, reforça o Co Founder da SIMA.  “Desta forma, os produtores podem tomar decisões informadas, otimizar suas práticas agrícolas e, o mais importante, mitigar riscos, garantindo assim a sustentabilidade e a prosperidade de suas operações agrícolas”, finaliza Varela.

 

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Tecnologia

Tecnologia disponível em vagões facilita o carregamento da silagem

Por redação 05/10/2023
Escrito por redação

Vagões Desensiladores Produmixer, com autocarga por esteira de lona, possuem sistema único que permite o deslocamento lateral da fresa, reduzindo os custos e tempo de movimentação do trator no carregamento

Tecnologia em vagões da Mepel facilita o carregamento da silagemUma dieta de qualidade e bem equilibrada é fundamental para melhorar o ganho de peso dos bovinos e consequentemente tornar a produção de carne e de leite mais eficiente na propriedade. Neste manejo, o produtor precisa contar com equipamentos que sejam eficientes no carregamento de silagem e na picagem, que otimizem a mistura e ofereçam precisão na distribuição desses insumos ao longo da linha do cocho. A descarga também precisa ser uniforme, para garantir que todo o rebanho tenha acesso à mesma quantidade de alimento. Para ajudar os pecuaristas nessas importantes tarefas, a Mepel Máquinas e Equipamentos se destaca no mercado e disponibiliza os Vagões Desensiladores Produmixer, que trazem ainda um o sistema de deslocamento lateral da fresa.

Segundo Fábio Souilljee, gerente comercial da empresa, essa é uma tecnologia única no mercado (patenteada) para esta categoria de equipamentos. “Entre seus benefícios podemos destacar a redução de custos e tempo de deslocamento do trator na operação”, diz o profissional.

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O sistema de deslocamento lateral da fresa, disponível na linha Produmixer com carregamento por esteira de lona, ajuda o produtor a ter maior ergonomia e menor custo no carregamento dos insumos, pois com uma manobra apenas é possível fazer uma carga completa sem precisar movimentar o trator, facilitando o manejo. “A economia vem com o tempo que é otimizado na hora de carregar”, acrescenta Souilljee.

A linha Produmixer da Mepel, com a tecnologia de deslocamento lateral da fresa, apresenta equipamentos nas versões de 3.0, 4.0 e 7.0, com sistema de carregamento de alta eficiência, garantindo melhor desempenho na transmissão hidráulica, rolo picador e esteira de lona com taliscas. Além disso, todos estes possuem alta confiabilidade no sistema de pesagem, com quatro células de carga independentes, montadas em um sobre chassi, que oferecem uma excelente precisão ao realizar o carregamento dos ingredientes.

Opções variadas e personalizadas

O Produmixer 3.0 possui volume nominal de carga 3,0 m³, equipado com reservatório de polietileno. O trator recomendado para trabalho é o de 75 cv com tração. Esta versão é ideal para propriedades de leite que contam com rebanhos de até 110 animais ou de corte que tenha até 300. O Produmixer 4.0 possui volume nominal de carga 4,0 m³, e está disponível com reservatório de polietileno ou inox. O trator recomendado para trabalho é o mesmo.

Esta versão é ideal para propriedades com rebanhos com até 400 animais de corte e 145 de leite. Já o Produmixer 7.0 possui volume nominal de carga 7,0 m³ e vem equipado com reservatório em inox. O trator recomendado para trabalho é acima de 75 cv com tração. É um equipamento desenvolvido para rebanhos de gado de corte de até 700 animais ou gado leiteiro de até 250.

Diferenciais

Pensando em atender os mais variados perfis de produtores, os Vagões Desensiladores da Mepel podem ser customizados com opcionais, de acordo com a necessidade do cliente, ou seja, é uma linha adaptável às mais diversas realidades do campo. Entre os opcionais estão as balanças, que são disponibilizadas por meio de um parceiro em três modelos.

Balança Hook ST ONE que tem capacidade para até 50 receitas, a balança Hook ST108BR com capacidade para 10 receitas que são opções mais econômicas, mas também muito eficientes no controle dos insumos e também a Hook ST456 que é uma balança de alta performance com autonomia para até 99 receitas.

“Esse último modelo se diferencia por possibilitar ao cliente ter o controle, baixando os dados em uma planilha e assim fazer a gestão do estoque para certificar se o gado realmente está se alimentando, de acordo com as recomendações do zootecnista ou veterinário”, destaca o gerente comercial.

Os equipamentos da Mepel podem ainda ser customizados com acionamento da operação manual ou via APP (possui sistema eletro hidráulico com acionamento via wi-fi e operação via aplicativo no celular ou tablet com Sistema Android). Também está disponível para customização luz para trabalho noturno, câmera de ré, placa imantada para retenção de partículas metálicas e acionamento hidráulico das contra facas via comando da máquina ou diretamente no trator.

 

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05/10/2023 0 Comentários
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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Notícias

Abrapa eleva para R$ 3,23 mi/ton estimativa da safra de algodão 2022/23

Por redação 05/10/2023
Escrito por redação

O aumento na produção reflete o incremento na área plantada (4,6%), que totalizou 1,67 milhão de hectares

Abrapa eleva para R$ 3,23 milhões/t estimativa da safra de algodão 2022/23 A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reviu para cima a estimativa de produção para a safra 2022/2023, durante a 72ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada on-line, nesta terça-feira (3).

De acordo com a entidade, serão 3,23 milhões de toneladas de pluma neste ciclo, contra 3,07 milhões de toneladas esperados na reunião anterior da Câmara, em 30 de junho. O volume colhido representa uma alta de 26,5%, em relação à safra passada, 2021/2022.

O dado divulgado na Câmara supera, também, o 12º levantamento da safra 2022/23 da Conab para o algodão, publicado em 06 de setembro último, de 3,15 milhões de toneladas de pluma, 23,3% a mais do que na safra passada. A Abrapa informou ainda que as lavouras já foram 100% colhidas, e o beneficiamento da fibra, até a data da reunião, estava em torno de 56%.

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De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o aumento na produção reflete o incremento na área plantada (4,6%), que totalizou 1,67 milhão de hectares, além da produtividade recorde para a cultura, cuja média ficou em 1931 quilos de algodão beneficiado, por hectare: 21% a mais que a registrada na safra passada e 7% acima do último recorde de produtividade alcançado na safra 2019/2020, de 1802 quilos por hectare.

Para a safra 2023/2024, as primeiras estimativas apontam para um crescimento de 8,4% na área plantada com algodão, que deve chegar a 1,81 milhão de hectares, com produção, preliminarmente aguardada, de 3,29 milhões de toneladas, 2% a mais, em relação à safra recém-colhida.

“Sobre a produtividade para a próxima safra, neste momento, seremos muito conservadores, pois entendemos que as condições climáticas este ano foram vantajosas e a produção de algodão por hectare foi recorde. Para 2023/2024, espera-se uma queda sutil neste índice, de 5,9%, resultando em 1818 quilos de pluma por hectare”, afirma Schenkel.

Indústria

Também membro da Câmara Setorial e presente à reunião, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), representada pelo diretor superintendente, Fernando Pimentel, afirmou que 2023 deve fechar “no zero a zero”, na indústria, e a confecção ficará no negativo. “Esse é um momento desafiador, com as plataformas internacionais competindo de forma desleal com a indústria nacional e um inverno que não permitiu que vendêssemos bem as coleções. Além disso, existem crises em algumas varejistas”, explica Pimentel.

Para 2024, a indústria nacional é mais otimista. “A expectativa é de um modesto crescimento, acompanhando o PIB. O prognóstico de hoje é de cerca de 1,5%”, afirmou.

Exportações

Na safra 2022/2023, pela primeira vez, o Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking de maiores produtores, superando os Estados Unidos. Segundo o levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de setembro, para o ano comercial 2023/2024, o Brasil colheu três milhões de toneladas de pluma, contra 2,86 milhões de toneladas dos americanos.

Nas exportações, no mesmo levantamento, os Estados Unidos ainda se mantiveram na liderança, com 2,7 milhões de toneladas de pluma, ante 2,6 do milhões embarcadas pelo Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, alerta que essas são posições não definitivas.

“O Brasil vem perseguindo o posto de terceiro produtor e o maior exportador, já há algum tempo. A gente esperava que isso fosse acontecer mais para a frente, dentro de uns cinco anos. Contudo, em relação à produção global, alcançamos a meta já nesta safra. É muito importante salientar que esta é uma situação circunstancial.

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Os Estados Unidos tiveram uma quebra de safra causada pela seca no Texas. Vamos ver como ficarão as exportações. Comparados aos americanos, nossos embarques estão muito próximos. Se os ultrapassarmos agora, será também uma questão conjuntural”, pondera Faus. Segundo o presidente da Anea, os Estados Unidos devem voltar a plantar mais algodão no ano que vem.

“Se eles tiverem uma safra de normal para boa, sem os problemas de clima deste ciclo, voltarão a ultrapassar o Brasil. O mais importante é notar que o Brasil tem um papel relevante no comércio internacional de algodão, que, anos atrás, não possuía. Isso foi conseguido com o aumento da produção, melhoria da qualidade, investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e promoção nos mercados lá fora. Nós estamos no caminho certo para, se não for agora, a médio prazo, nos posicionarmos como o principal exportador do mundo”, considera Faus.

O Brasil exportou 186,5 mil toneladas de algodão em setembro de 2023. O volume foi 0,9% maior que o total embarcado no mesmo mês, em 2022. No acumulado de agosto e setembro de 2023, as exportações somaram 290,8 mil toneladas, alta de 17,4% com relação ao mesmo período de 2022. Setembro é o segundo mês do período comercial 2023/24.

Gargalos e proposições

Durante a reunião da Câmara, também foram abordados os problemas com a logística dos embarques na safra 2023/2024. De acordo com os dados apresentados pelo diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os principais gargalos se deveram à perda do “REDEx” (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação), por alguns dos terminais de estufagem de contêineres. O documento, expedido pela Receita Federal, tem por objetivo facilitar e agilizar os procedimentos de exportação, garantindo que as mercadorias cumpram todas as regulamentações e requisitos aduaneiros antes de serem enviadas para o exterior.

“Além deste complicador, temos quatro grandes obras sendo realizadas na entrada do Porto de Santos, responsável por 95% dos embarques de algodão no Brasil, somadas à falta de planejamento na chegada das cargas, à concorrência com as outras commodities exportadas via Santos e a questões com os processos de inspeção sanitária, pelo Mapa, dentre outros entraves”, relatou Portocarrero.

O executivo da Abrapa também apresentou as sugestões que serão entregues ao governo, apontadas pelo Grupo de Trabalho da Abrapa, Anea e outras entidades da cadeia produtiva. “Uma dessas propostas é que a inspeção agropecuária federal seja feita em armazém geral. Além disso, queremos fazer uma reunião com o Mapa, a Abrapa, a Anea, e os representantes dos operadores e dos terminais retroportuários, para estabelecer uma operação estruturada, capaz de agilizar o processo de inspeção.

Visamos, ainda, definir um plano diretor para ordenar os processos de embarque de commodities e estabelecendo os critérios para a operação dos caminhões e terminais. Outro ponto é verificar a viabilidade de um investimento num ‘depósito pulmão’, em um local mais próximo ao Porto de Santos. Sugerimos também que seja o aprimoramento da programação por parte dos traders e produtores de algodão, com um cronograma de embarque e de acesso dos caminhões ao porto”, afirmou Portocarrero.

O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, finalizou a reunião destacando a importância da convergência de informações que a Câmara Setorial promove. “Isso representa valor para a cadeia produtiva e é essencial para que mantenhamos o Brasil como um grande produtor, assim como um país que industrializa boa parte da sua produção. Somos ainda o nosso principal mercado”, afirma Schenkel. “Esses encontros nos permitem aprimorar a rota. Temos que ser cada dia mais eficientes, com excelência no que fazemos”. Sobre os dados apresentados, ele considera serem “muito positivos”. Schenkel afirma que ainda há desafios, antes de terminar essa safra. “São eles, o beneficiamento e o escoamento dessa pluma, seja para as exportações ou para as nossas indústrias nacionais”, ponderou.

 

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Notícias

Relatora atende FPA e exclui o agro da regulação do mercado de carbono

Por redação 05/10/2023
Escrito por redação

Parecer da relatora destaca que o setor agropecuário deverá ter uma regulamentação específica

Relatora atende pedido da FPA e exclui o agro da regulação do mercado de carbonoA Comissão do Meio Ambiente (CMA) no Senado aprovou, nesta quarta-feira (4), o parecer da senadora Leila Barros (PDT-DF) ao projeto de lei (PL 412/2022) que regulamenta o mercado de carbono no Brasil.

Atendendo a um pleito do vice-presidente da FPA na Casa, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e da senadora Tereza Cristina (PP-MS), a senadora Leila aceitou incluir um novo trecho em seu parecer para deixar explícito que as atividades primárias do setor agropecuário terão regulamentação própria e ficarão fora das novas regras.

Zequinha Marinho destacou que o agro possui especificidades e, por isso, deve ser regulamentado em paralelo no Congresso Nacional. O setor é responsável por produzir as matérias-primas, o que inclui agricultores e criadores de animais em geral, como o gado.

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“A aprovação desse projeto foi uma construção com vários setores da sociedade e a FPA, tivemos posições que antes eram divergentes, mas avançamos na linha do que o país precisa e iremos trabalhar agora para melhorar o texto na Câmara dos Deputados”, comentou o senador.

A relatora também aceitou incluir em seu parecer uma emenda para que a recomposição de Áreas de Preservação Permanente, de reserva legal ou de uso restrito, seja atividade elegível para a constituição de créditos de carbono. Coordenadora política na Casa, a senadora Tereza Cristina ressaltou que as mudanças na última versão do PL 412/2022 são benéficas para o setor agropecuário.

“O agro neste momento foi excluído, não porque não queira participar, o agro é o grande fornecedor de crédito de carbono. Nós fizemos um acordo e quero dizer que ele foi integralmente cumprido pela Senadora Leila neste relatório. A FPA está muito confortável na aprovação do seu relatório,” disse.

O senador Efraim Filho (UNIÃO-PB) comenta que, apesar das divergências que foram mantidas até o fim, o Congresso brasileiro caminha para o desenvolvimento sustentável. “Foi um projeto de ganha, ganha, foi bom para a nação brasileira. O Senado avança com esse tema”, concluiu.

O projeto cria um teto de gases de efeito estufa que os operadores podem emitir. Os operadores são pessoas físicas ou jurídicas que controlam uma instalação ou fonte associada, como um conjunto de empresas de um determinado setor.

Com a nova lei, o Brasil passará a ter sua própria regulamentação, não necessitando se apoiar no Protocolo de Kyoto (1997) e no Acordo de Paris (2015), acordos que estabeleceram metas internacionais de emissões de CO2.

A senadora Leila reforçou que o projeto aprovado atende todos os setores da economia no país. “Esse relatório é fruto de um consenso e muito diálogo do governo federal com todos os setores da sociedade e com a contribuição desta Casa para que o Brasil tenha um posicionamento mundial sobre o mercado regulado de carbono,” definiu.

Por ter caráter terminativo, o PL 412/2022 segue diretamente para tramitação na Câmara dos Deputados. O Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, destacou que o acordo para a aprovação do projeto que regulamenta o Mercado de Carbono no Senado foi construído com a senadora Leila, o governo e em conjunto com a FPA.

“Esse é um acordo construído com vários setores e o projeto vai agora para análise na Câmara dos Deputados. A nossa expectativa com o relator na Câmara, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), que também participou do acordo, é que o projeto também possa ser votado o mais rápido possível na Casa.”

 

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