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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
Notícias

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

Por redação 17/10/2023
Escrito por redação

Cifra prevista para o VBP representa recorde histórico para série iniciada há 34 anos

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão As estimativas do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), obtidas com base nas informações de setembro, resultaram em R$ 1,150 trilhão para este ano. O valor é 2,7% maior em relação ao obtido em 2022, que foi de R$ 1,12 trilhão. Em valores, um acréscimo de 30 bilhões.

As lavouras, com crescimento de 4,8%, tiveram um faturamento de R$ 812 bilhões, e a pecuária, com retração de 2,2%, apresenta um faturamento de R$ 337,8 bilhões. A safra recorde de grãos deste ano é o principal fator responsável por esses resultados.

Diversos produtos apresentaram desempenho favorável neste ano. Entre esses produtos, encontram-se amendoim, com aumento real de 13,5% no VBP, arroz 14,4%, banana 17,5%, cacau 17,3%, cana-de-açúcar 16,5%, feijão 4,9%, laranja 16,8%, mandioca 39,7%, soja 3,1%, milho 2,3%, tomate 25,5% e uva 13,7%.

Conforme coordenador geral de Planos e Cenários da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, José Gasques, esse resultado se deve, especialmente, aos preços e ao volume produzido.

Exportações do agro atingem US$ 13,7 bilhões em setembro

Alguns produtos como algodão, batata inglesa, café e trigo têm trazido contribuição negativa, apresentando retração do VBP. Para todo esse grupo, os preços mais baixos em 2023 são a principal causa do seu desempenho. Estes são acompanhados pela retração da carne de frango e carne bovina. Por outro lado, na pecuária, os suínos, ovos e leite, têm tido desempenho bastante favorável.

Cinco produtos, que respondem por 82,0% do VBP das lavouras, apresentam melhor desempenho, são soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão, esses produtos representam R$ 665,2 bilhões no Valor da Produção Agropecuária.

Por fim, os resultados regionais mostram a liderança de Mato Grosso, seguido por Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Estes geram um faturamento de R$ 592,6 bilhões, que corresponde a 51,5 % do VBP do país.

 

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Notícias

Exportações do agro atingem US$ 13,7 bilhões em setembro

Por redação 16/10/2023
Escrito por redação

Valor correspondeu a 48,2% dos embarques totais do Brasil no mês passado

Exportações do agro atingem US$ 13,7 bilhões em setembroAs exportações brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 13,71 bilhões em setembro de 2023, uma cifra praticamente idêntica à exportada em setembro de 2022. O valor correspondeu a 48,2% das exportações totais do Brasil.

Dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa) indicam que o resultado de setembro foi fortemente influenciado pelo recuo do índice de preços dos produtos exportados. Por outro lado, a safra recorde de grãos de 2022/2023 possibilitou um aumento de volume exportado pelo Brasil.

Soja em grãos, milho e açúcar são, para os analistas da SCRI, os produtos que merecem destaque no mês.

As exportações de soja em grãos atingiram volume recorde para os meses de setembro, com 6,4 milhões de toneladas. Esta quantidade embarcada é quase 60% superior ao exportado no mesmo mês de setembro do ano passado. A participação da China nas aquisições da soja em grãos exportada pelo Brasil subiu para praticamente 80% do volume exportado no mesmo período do ano passado.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

As vendas externas de soja em grãos alcançaram US$ 3,30 bilhões em setembro de 2023, com alta de 31,8%.

O outro destaque é o milho. As vendas externas de milho foram de US$ 1,98 bilhão ou mais de 95% do valor total exportado pelo setor. Este valor representou expansão de 10,2% na comparação com os US$ 1,79 bilhão exportados em setembro de 2022. Assim como para a soja, a China se tornou o principal mercado importador do milho brasileiro.

O terceiro produto com desempenho favorável em setembro foi o açúcar. Os preços internacionais do açúcar continuaram elevados em setembro, devido ao déficit hídrico registrado nas lavouras asiáticas e preocupações com uma possível quebra de safra.

As exportações de açúcar brasileiro subiram de US$ 1,23 bilhão (setembro/2022) para US$ 1,60 bilhão (setembro/2023), alta de quase 30%.

O incremento dos preços médios de exportação em 21,7% é o principal fator responsável pelo aumento do valor embarcado, embora também tenha havido expansão do volume exportado em 6,3%. Os maiores importadores do produto é China (US$ 309,85 milhões; +12,3%); Egito (US$ 144,69 milhões; +240,7%); Índia (US$ 128,71 milhões; +561,5%); Indonésia (US$ 120,18 milhões; +73,3%).

Acumulado do ano (janeiro a setembro)

Entre janeiro e setembro de 2023, as vendas externas do agronegócio brasileiro somaram US$ 126,22 bilhões, recorde histórico, que representa um crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período em 2022 (US$ 121,87 bilhões). As vendas de soja em grãos e milho foram os produtos que mais contribuíram para o desempenho favorável no acumulado do ano.

 

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Notícias

CNH conclui aquisição empresa de tecnologia de navegação por satélite

Por redação 16/10/2023
Escrito por redação

Aquisição fortalece a posição da empresa como referência de soluções inovadoras para agricultura e construção

CNH conclui aquisição empresa de tecnologia de navegação por satéliteA CNH Industrial concluiu a compra da Hemisphere GNSS (Hemisphere), líder global em tecnologia de navegação por satélite, por um valor total de USD $175 milhões, conforme anunciado em 30 de março de 2023.

Essa aquisição solidifica a tecnologia de precisão, automação e autonomia da CNH, permitindo que a empresa continue a evoluir nos setores de agricultura e construção. Ela promove os esforços de integração para fornecer tecnologias de ponta às frotas dos clientes para obter o melhor desempenho, combinado com uma experiência de usuário amigável e integrada.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Com a experiência e a rede da Hemisphere, a CNH está acelerando seu plano estratégico para alcançar a liderança em tecnologia de automação, agilizar a entrega de um ciclo agrícola totalmente autônomo e expandir e aprimorar a automação e a autonomia em uma ampla gama de aplicações agrícolas e de construção.

“Trazer o talento e os recursos da Hemisphere para a CNH reflete a energia e o ímpeto de nossos investimentos em inovação tecnológica. A partir de 2024, agregaremos um valor notável aos clientes por meio de avanços significativos em nosso percurso, desde a automação de determinadas tarefas até a operação totalmente autônoma”, disse Marc Kermisch, Diretor Digital e de Informações da CNH.

 

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Manutenção

Lubrificação na robótica: alta performance e preservação dos equipamentos

Por redação 16/10/2023
Escrito por redação

Robôs presentes em diversos setores da indústria transformam a produtividade, mas também precisam de manutenção, que deve ser feita com orientação de um especialista

Lubrificação de robôs: alta performance e preservação dos equipamentosNa indústria moderna, ou atual, os robôs estão cada vez mais presentes na rotina de variados segmentos. No entanto, as máquinas muitas vezes enfrentam ambientes de altas temperaturas, altas velocidades e fricção constante. Como é de se imaginar, seus componentes não são invulneráveis e a pausa para inspeção periódica, manutenção e lubrificação são fundamentais.

O especialista Luiz Maldonado, CEO da Lubvap Special Lubricants, empresa de distribuição com mais de 15 anos no mercado de soluções em lubrificação industrial, explica que em meio a essa alta da automação, se um desses robôs paralisar, toda a cadeia produtiva será interrompida.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

“Para evitar o tempo de inatividade dos processos automatizados, a lubrificação deve estar sempre na agenda da indústria. É essa manutenção adequada que permite que os robôs desempenhem suas funções sem apresentarem problemas e com o mínimo de desgaste”, indica Luiz Maldonado.

Robôs executam diversas tarefas em uma linha de produção: montagem, corte, manuseio de materiais, paletização, fundição sob pressão, distribuição, soldagem, retificação, lixamento e muitas outras. Eles tomam para si as tarefas tediosas e repetitivas, aumentando o rendimento e a eficiência das plantas industriais.

Os robôs industriais, em sua maioria, possuem eixos que se assemelham a braços humanos. Cada um desses eixos é equipado com uma caixa de engrenagem, que desacelera a velocidade de rotação do motor e transforma esse movimento em torque, funcionando de maneira semelhante às engrenagens de uma bicicleta, por exemplo. O que confere a precisão aos movimentos dos braços robóticos são os rolamentos, peças fundamentais.

“Vários fatores podem causar desgaste nos componentes de um robô, incluindo seu ciclo de trabalho, rotações médias por minuto, temperatura operacional e impactos eventuais. A lubrificação é uma solução que atua no desempenho e na prevenção de falhas desses mecanismos cada vez mais automatizados”, comenta Luiz.

A graxa é a substância que permite que os braços robóticos funcionem de maneira adequada e suave. Ela reduz o atrito, controla a temperatura, aumenta a confiabilidade e prolonga o tempo de vida dos componentes.

A seleção do lubrificante deve ser feita com base em alguns criteriosos. O composto precisa demonstrar desempenho estável nas condições de operação, ser compatível com os materiais das vedações e atender a requisitos específicos, como grau alimentício para robôs que operam em linhas de produção de alimentos.

A robótica está cada vez mais integrada aos diversos segmentos industriais, proporcionando ganhos em velocidade, força e precisão. No entanto, esses ganhos dependem de uma lubrificação precisa e adequada. É aí que entra a importância de procurar o auxílio de fornecedores de lubrificantes de confiança, que podem orientar na seleção do lubrificante ideal para manter a atividade sem interrupções indesejadas.

 

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Tecnologia

DPaschoal apresenta novidades para máquinas agrícolas na WinterShow

Por redação 16/10/2023
Escrito por redação
Empresa está no evento que discute toda cadeia produtiva dos cereais de inverno

DPaschoal apresenta novidades para máquinas agrícolas na WinterShowA DPaschoal apresenta novidades para máquinas, equipamentos e implementos agrícolas na WinterShow – Excelência em Cereais de Inverno, evento que aborda a tecnologia de toda cadeia produtiva dos cereais de inverno, da pesquisa à agroindustrialização, realizada entre os dias 17 e 19 de outubro, na cidade de Guarapuava, no Paraná.

Em parceria com a Titan, fabricante dos pneus que levam a marca Goodyear Farm Tires, a DPaschoal está presente na feira com espaço para exposição de novos produtos e tecnologias, consultores especializados, além de profissionais para garantir a aquisição correta de pneus para equipamentos agrícolas. Eles são fundamentais para uma boa produção rural, mas no momento de sua compra, alguns fatores precisam ser avaliados com atenção, como compactação de solo, footprint, pressão aplicada e durabilidade.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

A produção de cereais de inverno é uma parte vital da agricultura em muitas regiões do mundo, desempenhando um papel fundamental na segurança alimentar e no fornecimento de matérias-primas para diversas indústrias. Nos últimos anos, a tecnologia tem desempenhado um papel significativo na melhoria da eficiência, produtividade e sustentabilidade da cadeia produtiva dos cereais de inverno.

A WinterShow vai apresentar o que existe de mais moderno nas culturas de trigo, cevada e aveia, com palestras de especialistas e exposição de empresas de insumos e de máquinas agrícolas, numa programação voltada a destacar a inovação e as tendências deste setor.

Segundo o Especialista Agrícola da Cia DPaschoal, Ezequias Tavora, a companhia estará na feira apresentando novidades e proporcionando aos agricultores grandes oportunidades de negócios.

“Preparamos um espaço dedicado ao melhor atendimento aos visitantes da WinterShow, que é um dos principais eventos da cadeia produtiva dos cereais de inverno e que reúne milhares de pessoas desse e de outros segmentos agrícolas. Apresentamos as novidades do setor e, além disso, temos a oportunidade de fechar excelentes negócios”, garantiu Tavora.

 

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Agroindústria cresceu 3,9% em janeiro no comparativo anual, diz FGVAgro
Notícias

Modalidade de seguro agrícola cresce mais de 265 vezes em 18 anos

Por redação 11/10/2023
Escrito por redação

Crescimento tem sido potencializado pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR)

Modalidade de seguro agrícola cresce mais de 265 vezes em 18 anosDentre as modalidades do seguro rural existentes no mercado segurador, o agrícola é destaque por representar quase metade de sua arrecadação. Seu crescimento tem sido potencializado pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que completa 18 anos, mostrando uma alta expressiva na demanda.

Neste período, segundo um estudo realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o produto teve crescimento na arrecadação de 26.463%, ou seja, passou de R$ 23,8 milhões em 2005 para R$ 6,3 bilhões em 2022, resultado ainda mais expressivo quando confrontado com o IPCA aproximado de 155% no período. Somente entre janeiro e junho de 2023, o valor arrecadado superou os R$ 2 bilhões.

Ainda segundo o estudo produzido pela CNseg, pela ótica do retorno aos produtores rurais na forma de indenizações, a evolução também foi expressiva nesses 18 anos, chegando a pagar, no acumulado, mais de R$ 26,1 bilhões em apólices. Em 2005, o produto restituiu quase R$ 90 milhões aos segurados e, em 2022, esse montante foi de cerca de 9 bilhões, crescimento nominal de 10.099%.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Ao analisar o comportamento do ramo nas UFs (Unidades da Federação), o estudo da Confederação mostrou que em termos absolutos, entre 2005 e 2022, as áreas rurais que mais evoluíram em restituições pagas e em arrecadação foram, respectivamente, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O Agrícola é uma das nove modalidades do Seguro Rural, produto que cresceu 10,2% no primeiro semestre do ano, arrecadando R$ 6,2 bilhões. O saldo retornado do Rural aos segurados, apesar da queda de 68,2% no total de indenização, superou R$ 2,7 bilhões, sendo considerado o segundo maior em 20 anos, ficando atrás de 2022, que pagou mais de R$ 8,5 bilhões impulsionado pelos fenômenos climáticos sentidos daquele ano.

Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, os dados refletem as mudanças climáticas vividas pelo Brasil nos últimos anos. “O aquecimento global e o aumento significativo de eventos climáticos severos ao longo dos anos evidenciam, ainda mais, a importância do seguro Rural e do PSR para a subsistência da agropecuária nacional”. Oliveira conta, ainda, que o auxílio prestado pelo Governo via PSR tem como objetivo principal de facilitar o acesso do produtor rural ao seguro.

“Nele, o Governo, ao assumir parte do prêmio de seguro, reduz o custo de sua aquisição, proporcionando maior segurança financeira aos produtores ao longo dos anos e, consequentemente, estimulando a produção agropecuária nacional”, explicou o executivo.

O seguro Agrícola é um produto destinado à proteção contra perdas decorrentes, principalmente, de fenômenos climáticos adversos no caso da agricultura. De acordo com Joaquim Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o agronegócio se mantém como um dos setores mais importantes para o Produto Interno Bruto nacional, com participação de cerca de 25%, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial. “O seguro agrícola tem desempenhado o seu papel de amparo a este setor, que tanto tem sofrido com os eventos climáticos”, afirma.

 

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Notícias

Exportação de café do Brasil soma 3,3 milhões de sacas em setembro

Por redação 11/10/2023
Escrito por redação

Desempenho eleva os embarques no acumulado do ano para 26,2 milhões de sacas, volume 9% inferior ao registrado entre janeiro e setembro de 2022

Exportação de café do Brasil soma 3,3 milhões de sacas em setembroO Brasil exportou 3,294 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos de café em setembro, o que implica queda de 5,3% em relação aos 3,480 milhões registrados em idêntico mês de 2022. Em receita, aferiu-se declínio de 23,2% no mesmo intervalo comparativo, com o valor descendo a US$ 638 milhões. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com a performance, os embarques no acumulado dos três primeiros meses do ano safra 2023/24 chegaram a 9,993 milhões de sacas, gerando receita cambial de US$ 1,998 bilhão. Na comparação com o acumulado entre julho e o fim de setembro do ano passado, o desempenho representa alta de 13,1% em volume, mas queda de 4,8% no ingresso de recursos.

Ano civil

Já nos nove primeiros meses de 2023, o Brasil diminuiu em 9,1% suas remessas de café, frente ao apurado entre janeiro e setembro do ano passado, para 26,225 milhões de sacas. A receita percorre caminho similar, recuando 17,9%, ao atingir US$ 5,547 bilhões.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a queda no volume dos embarques se deve ao desempenho da variedade arábica, que foi negativo refletindo o acentuado recuo nas cotações da Bolsa de Nova York, implicando preços não atrativos aos produtores nacionais.

BNDES cria linha de crédito de R$ 1 bilhão para cooperativas agropecuárias

“Nesse cenário, os cafeicultores ficaram mais resistentes para realizar novos negócios, assim como, com diferenciais mais estreitos, não há atratividade na outra ponta, com compradores pouco ativos nesse momento”, explica.

Ele completa que alguns associados também relataram atraso nos embarques nos portos. “Devido a problemas logísticos, com mudanças de navios e postergações por parte de algumas companhias, houve delay nos processos, resultando em portos abarrotados e terminais impedidos de receber mais cargas em alguns períodos do mês passado”, conta Ferreira.

Principais destinos

Nos nove primeiros meses de 2023, os Estados Unidos permanecem como o principal destino dos cafés do Brasil, tendo importado 4,359 milhões de sacas, ou 25,7% a menos do que o registrado no mesmo período de 2022. Esse montante equivale a 16,6% dos embarques totais no intervalo recente.

A Alemanha, com representatividade de 12%, adquiriu 3,146 milhões de sacas (-38,4%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 2,036 milhões de sacas (-15,2%); Japão, com 1,696 milhão de sacas (+24,1%); e Bélgica, com 1,432 milhão de sacas (-37,7%).

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Entre os 10 principais parceiros comerciais dos cafés do Brasil até setembro de 2023, a China se mantém como destaque positivo. O gigante asiático importou 669,3 mil sacas no intervalo, ampliando em 132,5% suas aquisições na comparação com o mesmo período do ano passado e ocupando a décima colocação no ranking dos maiores destinos até o momento.

Tipos de café

De janeiro ao fim de setembro de 2023, o café arábica permanece como o mais exportado, com 20,803 milhões de sacas, o que corresponde a 79,3% do total. O segmento do solúvel teve o correspondente a 2,803 milhões de sacas embarcadas no intervalo, com representatividade de 10,7%, seguido pela variedade canéfora (conilon + robusta), com 2,581 milhões de sacas (9,8%) e pelo produto torrado e torrado e moído, com 38.907 sacas (0,1%).

Os embarques dos cafés canéforas são os únicos com desempenho positivo no acumulado deste ano, crescendo substanciais 111% em relação a 2022. O presidente do Cecafé comenta que essa variedade brasileira segue mais competitiva no mercado global e bastante demandada devido a problemas na produção em importantes origens produtoras de robusta, em especial Vietnã e Indonésia.

“Não é de se estranhar, assim, que os vietnamitas tenham ampliado em significativos 537% suas importações de café verde do Brasil no acumulado do ano até setembro, tampouco que os indonésios registrem incremento de 85,5% nas aquisições de nosso produto in natura no mesmo período”, conclui Ferreira.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 16,7% das exportações totais brasileiras do produto no acumulado deste ano, com o envio de 4,382 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa queda de 16,1% frente ao registrado entre janeiro e setembro de 2022.

O preço médio desse produto foi de US$ 237 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,038 bilhão nos nove primeiros meses de 2023, o que corresponde a 18,7% do obtido com os embarques totais de café. No comparativo anual, o valor é 29,5% inferior ao aferido em idêntico intervalo do ano passado.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados até setembro, os EUA ocupam o primeiro lugar, com a aquisição de 998.053 sacas, o equivalente a 22,8% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 619.329 sacas e representatividade de 14,1%; Bélgica, com 466.775 sacas (10,7%); Holanda (Países Baixos), com 266.399 sacas (6,1%); e Reino Unido, com 222.707 sacas (5,1%).

Portos

O complexo marítimo de Santos (SP) permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2023, com o envio de 19,176 milhões de sacas ao exterior, o que corresponde a 73,1% do total. Na sequência, aparecem os portos do Rio de Janeiro, que respondem por 22,4% dos embarques ao terem remetido 5,875 milhões de sacas, e Paranaguá (PR), com a exportação de 367.122 sacas e representatividade de 1,4%.

 

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Notícias

BNDES cria linha de crédito de R$ 1 bilhão para cooperativas agropecuárias

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

Prevista para ser aberta em 17/10, modalidade apoiará produtores rurais cooperados de todo o país, especialmente gaúchos, impactados por cheias e secas recentes

BNDES cria linha de crédito de R$ 1 bilhão para cooperativas agropecuáriasO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a criação de uma nova linha de capital de giro para cooperativas agropecuárias. A linha, no âmbito do produto BNDES Crédito Rural, vinha sendo desenhada pelo BNDES desde agosto, a partir de demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e foi anunciada pelo BNDES na abertura da Expointer.

Com uma demanda estimada de até R$ 1 bilhão para a Safra 2023/2024, a solução busca ampliar as opções de crédito para o setor, complementando os recursos disponibilizados via Plano Safra. Utilizando funding próprio do BNDES, a linha Crédito Cooperativas terá opções de custo baseadas em taxas pré e pós fixadas, além da possibilidade de indexação da dívida em variação cambial, especialmente pelas cooperativas que possuem receita em dólar ou atreladas à moeda norte-americana.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

Para operações protocoladas até 31 de março de 2024, serão oferecidas também condições diferenciadas, como prazo de pagamento de até 5 anos e carência de até 1 ano para cooperativas que exerçam atividades em municípios que tenham decretado estado de emergência ou calamidade, reconhecido pelo Governo Federal, a partir de 01/01/2021.

As condições temporárias visam atender a cooperados de todo o país afetados pelos extremos climáticos durante a atual safra, assim como nas duas safras anteriores. A partir de abril de 2024, a linha irá operar com prazo de pagamento de até 2 anos e carência de até 6 meses.

De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o agravamento da crise climática e os eventos extremos estão se intensificando e exigindo respostas do Estado brasileiro para além da reconstrução da infraestrutura e das perdas materiais.

“O esforço do BNDES é trilhar um caminho inédito de reconstrução da economia local, criando condições favorecidas para cooperativas poderem superar o dramático impacto que as secas prolongadas e, sobretudo, as enchentes estão promovendo em diversas áreas do território brasileiro”, explica.

Ofertada pelo BNDES por meio de sua rede de mais de 70 instituições financeiras credenciadas com atuação em todo o país, a Linha Crédito Cooperativas vai auxiliar produtores rurais cooperados de todo o país, especialmente aqueles do Rio Grande do Sul, impactados recentemente pela seca e por enchentes. A previsão é de que a solução esteja operando a partir do próximo dia 17.

Guia prático: conheça as regulagens no trator para implementos de arrasto

Essa nova linha do BNDES soma-se às ações do Governo Federal previstas na Medida Provisória 1189/2023 para auxiliar localidades atingidas pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início de setembro e que se encontram em fase de regulamentação. Nas ações previstas pela Medida Provisória 1189/2023, o BNDES atuará por meio de oferta de garantia aos créditos utilizando-se o Peac-FGI Crédito Solidário RS, cuja previsão é de garantir créditos de até R$ 1 bilhão.

As cooperativas agropecuárias – que atuam com atividades de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira – têm grande representatividade no agronegócio. Até 2022 reuniam mais de um milhão de cooperados e cerca de 240 mil empregados, representando quase 30% das maiores empresas do setor, segundo dados do Sistema OCB.

 

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Notícias

Venda de máquinas agrícolas cai 9,9% até agosto, diz Anfavea

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

Dados da entidade apontam comercialização de 38,6 mil unidades nos primeiros oito meses do ano

Venda de máquinas agrícolas cai 9,9% até agosto, diz AnfaveaAs vendas de máquinas agrícolas no mercado brasileiro totalizaram 5,054 mil unidades em agosto, alta mensal de 23,3% e queda anual de 9,2%, aponta balanço da Anfavea, com base em dados da Fenabrave.

Primeira estimativa da safra 2023/24 aponta produção de 317,5 milhões de toneladas

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a comercialização chega a 38,6 mil unidades, recuo de 9,9% em relação a igual período do ano passado.

Já as exportações alcançaram 798 unidades em agosto, alta mensal de 0,8%, mas recuo anual de 24,4%. No acumulado do ano até agosto, os embarques somam 6,1 mil unidades, queda de 8,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

 

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Revista

Software da Embrapa avalia sustentabilidade da cana-de-açúcar

Por redação 10/10/2023
Escrito por redação

O software, que já está disponível gratuitamente, pode ser empregado diretamente por produtores e fornecedores de cana-de-açúcar (fazenda) e usinas de açúcar e etanol

Software da Embrapa avalia sustentabilidade da cana-de-açúcar

Projeto de pesquisa desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente desde 2012 culminou na versão 1.0 de um software para avaliação da sustentabilidade dos sistemas de produção de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil. A ferramenta consiste em um sistema de suporte à decisão, que tem por objetivo avaliar e apontar os pontos que carecem de melhorias para que o sistema produtivo da cultura tenha eficiência tecnológica com redução de custo e aumento da sustentabilidade.
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Constituído de indicadores organizados nas dimensões social, ambiental e econômica, apresenta-se como uma ferramenta para suprir a necessidade de adequação das atividades agrícolas ou agroindustriais para que todo o sistema de produção tenha melhor desempenho, de modo a diminuir os impactos negativos no meio ambiente e do ponto de vista socioeconômico.

Segundo a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto SustenAgro, Katia Regina Evaristo de Jesus, “a avaliação da sustentabilidade dos sistemas agrícolas pode ser uma aliada ao processo de decisão. Desse modo, a abordagem escolhida para o Software SustenAgro foi o formato de um rapid appraisal, ou seja, uma ferramenta que permite elencar os pontos fortes e fracos do sistema de produção avaliado e, com isso, evidenciar a necessidade de implementação de medidas para aumentar a sustentabilidade no campo e na usina”, explica ela.

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Para a equipe e parceiros, envolvidos no desenvolvimento do software, a sustentabilidade é determinada por um conjunto de fatores (econômicos, sociais, ambientais, entre outros) que devem ser contemplados na formulação e avaliação dos sistemas de produção de cana de açúcar em questão.

“O desafio para o desenvolvimento do sistema foi formular indicadores capazes de caracterizar e subsidiar o processo de desenvolvimento sustentável de modo a expressar a diversidade característica da agricultura brasileira, por isso foram empregadas metodologias consagradas de validação desses indicadores e do método desenvolvido com os especialistas e setor produtivo”, enfatiza a pesquisadora.

O software, que já está disponível gratuitamente, pode ser empregado diretamente por produtores e fornecedores de cana-de-açúcar (fazenda) e usinas de açúcar e etanol – de organização tradicional ou greenfields. Clique aqui para acessar a página da Embrapa.

De acordo com os formuladores, pode ser usado em empreendimentos de produção rural; empreendimentos ou produtores rurais de base empresarial; empresas de assistência técnica oficial e privada; instituições de pesquisa (incluindo Embrapa), universidades e outras instituições de ensino; instituições e empresas de planejamento, transferência de tecnologia, extensão e assistência técnica.

Planejamento da pesquisa

Desde 2012 quando o projeto SustenAgro se iniciou, foram desenvolvidas três ferramentas: banco de dados; modelo conceitual da sustentabilidade da agricultura e a metodologia de avaliação da sustentabilidade agrícola que foram integradas no atual Software SustenAgro. Os resultados do projeto contribuíram desde então com os tomadores de decisão, orientando-os com informações, que permitiram embasar as políticas públicas do setor agrícola.

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Conforme Katia de Jesus, a formulação de indicadores nas três dimensões (ambiental, social e econômica) foi elaborada a partir de dados secundários (literatura especializada, banco de dados consagrados, dentre outros) e também por consulta aos especialistas das áreas correlatas da Sustentabilidade e do setor produtivo, por meio de rodadas de consulta remota e rodadas presenciais, reuniões técnicas, workshops e painéis de especialistas.

“Desse modo, a partir destas consultas (remotas ou presenciais) a equipe contou com informações, dados e ferramentas geradas pelo projeto de pesquisa e que foram validados pelos especialistas e atores atuantes nas diversas esferas do setor”, salienta.

A equipe do projeto contou com a participação da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta – UPD Tietê); Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR); Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri/Unicamp); Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM/Unicamp); Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp); Instituto de Economia Agrícola (IEA/USP); Instituto de Computação/Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Universidade de São Paulo/CeMEAI – ICMC (USP); além das Unidades da Embrapa: Agricultura Digital (Campinas, SP); Clima Temperado (Pelotas, RS); Soja (Londrina, PR); Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e Trigo (Passo Fundo, RS).

A elaboração do software contou com a colaboração do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos.

 

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