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Notícias

Ministério da Agricultura e ABDI lançam terceiro edital do programa Agro 4.0

Por redação 21/08/2023
Escrito por redação

Certame vai selecionar projetos-pilotos que adotam tecnologias 4.0 e possuem foco em gestão estratégica de dados de produção agropecuária

Mapa e ABDI lançam terceiro edital do programa Agro 4.0O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou o terceiro edital do programa Agro 4.0. Serão selecionados projetos-pilotos para a implantação de uma plataforma de dados de produção agropecuária. Entre os principais aspectos considerados estão a adoção e difusão de tecnologias de manufatura inteligente no agronegócio, realizadas junto a associações e cooperativas de produtores rurais e agroindústria.

A plataforma que será implantada deverá permitir a coleta e o armazenamento de dados de produção agropecuária de produtores rurais filiados, além da preparação destes dados, a integração com outras bases; modelagem, análise e visualização de informações estratégicas, de forma a gerar conhecimentos e recomendações de agregação de valor.

Preparo do solo adequado preserva recursos e reduz compactação

Para desenvolver os projetos os participantes deverão formar um grupo de trabalho com o arranjo constituído por, pelo menos, três entidades: empresa âncora, produtor rural ou provedora de solução tecnológica.

O edital do programa Agro 4.0 possui três categorias relacionadas à Gestão Estratégica de Dados de Produção: agricultura, pecuária e agroindústria. Os recursos disponibilizados pela ABDI são de R$ 1.125.000,00, para seleção de até três projetos (totalizando o investimento de R$ 375 mil para cada um).

As inscrições estão abertas até o dia 18 de setembro e a participação obedecerá a cinco etapas: inscrição, seleção de projetos, execução das ações de adoção e difusão de tecnologias, avaliação dos projetos e monitoramento dos resultados.

Após o resultado dos selecionados, que deverá ser divulgado em até três meses após o fim da inscrição, os três vencedores terão um ano para desenvolver seus projetos-pilotos. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site do edital.

O diretor de Apoio à Inovação para Agropecuária da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), Alessandro Cruvinel, destaca a importância da parceria institucional, firmada desde 2020, que auxilia na pavimentação da transformação digital do setor.

“A iniciativa estimula a elaboração de projetos-pilotos, fortalecendo a adoção de plataformas de gestão de bancos de dados, atendendo de forma participativa aos atores da produção agropecuária brasileira”.

De acordo com a analista de Produtividade e Inovação da ABDI, Isabela Gaya, coordenadora do programa Agro 4.0, a gestão estratégica pode colaborar na implantação de melhorias de processos, identificação de novos produtos e modelos de negócios, além de aumentar a competitividade do setor.

“A gestão dos dados pode ajudar produtores, cooperativas e agroindústria na melhoria das tomadas de decisão estratégica, promovendo aumento de produtividade, eficiência e sustentabilidade do setor produtivo”, finalizou.

O programa

O Agro 4.0 é uma iniciativa do Mapa, da ABDI e de instituições parceiras para fomentar o uso de tecnologias que automatizam e conectam os processos industriais – as chamadas tecnologias 4.0 – que incluem inteligência artificial, computação em nuvem, robótica, internet das coisas, entre outras.

O programa atua, por meio da propositura de editais, disseminação de informações e realização de eventos com foco na usabilidade de soluções que promovam aumento de eficiência, produtividade e redução de custos.

Fonte: Datagro

 

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21/08/2023 0 Comentários
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Cooperativas agropecuárias gaúchas devem confirmar um crescimento adicional de 25,25% no seu faturamento em relação à 2017, ultrapassando R$ 25,4 bilhões.
Notícias

Mapa diz que não pretende ampliar janela de plantio de soja

Por redação 21/08/2023
Escrito por redação

Contudo, chefe da pasta diz que pedidos de alterações como o da região Sul do Brasil estão em análise

Mapa diz que não pretende ampliar janela de plantio de sojaO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou recentemente que não pretende ampliar a janela de plantio de soja. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o tema está pautado na ciência e sem politização.

Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheita

Contudo, o chefe da pasta destacou que os pedidos de alterações como o da região Sul do Brasil estão em análise para serem ajustados de acordo com as necessidades de cada local, mas não será criada uma “data ampla” em todo o País.

Os cuidados necessários com os sistemas elétricos das máquinas

“Agora estamos ajustando as particularidades de cada estado e de cada região para emitir as autorizações. Vamos cumprir a ciência, sem precarizar. Com ciência vamos adequando os pedidos, mas sem generalizar”, reforçou Fávaro.

 

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Notícias

Japão retira embargo e importação de frango de SC pode ser retomada

Por redação 21/08/2023
Escrito por redação

Suspensão da carne de frango estava em curso desde o dia 17 de julho

Japão retira embargo e importação de frango de SC pode ser retomadaO governo de Santa Catarina informou hoje (18) que o Japão retirou a suspensão sobre a importação de carne de frango catarinense – o embargo estava em curso desde o dia 17 de julho.

Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheita

“Santa Catarina está livre da gripe aviária. Somos um estado referência em sanidade animal e essa questão pontual de foco da gripe aviária já é algo superado por nós, e também pelo Ministério da Agricultura”, destacou o governador Jorginho Mello.

O país asiático é o maior importador de carne de frango de SC. Conforme as normas sanitárias japonesas, após análise em até 28 dias, não sendo encontrada nenhuma irregularidade, o embargo é suspenso – ainda assim, a retomada das vendas não é automática e depende do aval do Japão.

Preparo do solo adequado preserva recursos e reduz compactação

Em 2022, as exportações de frango, ovos e seus subprodutos para o Japão renderam ao estado catarinense cerca de US$ 310,8 milhões, o equivalente a 14,75% da receita total dos embarques desses produtos.

 

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Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheita

Por redação 18/08/2023
Escrito por redação

Com o uso de carretas graneleiras, produtor evita desperdício de grãos no transporte da safra do campo até os silos

Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheitapor Gustavo Paes – A cada ano, os produtores procuram avançar no uso da tecnologia no campo para aumentar a produtividade das lavouras. As perdas na produção foram amenizadas desde que os produtores passaram a utilizar as carretas graneleiras, um implemento simples, mas de grande importância no dia a dia de uma fazenda.

O implemento surgiu no Brasil ainda na década de 1970, em função do crescimento das culturas de trigo e soja, e depois na esteira da evolução da colheita do arroz irrigado. Há 50 anos, chamar a estrutura viária de deficiente era quase um elogio, tamanha a precariedade das estradas Brasil afora.

Além disso, o reduzido número de caminhões disponíveis no mercado nacional e a inexistência de estruturas de armazenamento nas propriedades rurais provocaram a necessidade de um equipamento que pudesse receber os grãos da colheitadeira e os transportasse até o caminhão ou a um armazenamento final ou temporário.

Na prática, as carretas agrícolas graneleiras possuem dois usos. O implemento é capaz de transportar grãos comerciais, em especial grãos secos, fazendo a logística entre a colheitadeira-carreta rodoviária ou ainda colheitadeira-carreta estacionária ou colheitadeira-silo.

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

Nesse tipo de ação, ela serve como “transbordo”, recebendo a carga da colheitadeira, de preferência em movimento, para que esta não atrase seu trabalho e perca desempenho. Nessa operação de transbordo de grãos secos, as carretas graneleiras, se bem otimizadas, são capazes de incrementar rendimento na casa de 28% nas colheitadeiras, reduzindo consideravelmente o consumo de óleo diesel e a janela de colheita. 

Em segundo plano, porém, não menos importante, as carretas graneleiras podem se tornar carretas multiusos. Além de grãos, o implemento também pode transportar os fertilizantes. Nessa situação, a carreta atua no plantio como ferramenta para transporte do adubo entre o meio rodoviário – plantadeira, ou galpão-plantadeira, servindo, além de transporte, como ferramenta abastecedora. No caso das carretas graneleiras de alta capacidade, o incremento de velocidade e desempenho é surpreendente, facilitando a operação de plantio.

Mais eficiência

Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheitaA Jan foi uma das primeiras empresas a produzir carretas graneleiras no Brasil. Em 1997, a empresa começou a fabricar os modelos estacionários Tanker 10000 e Tanker 20000, sendo que este último ainda segue sendo produzido em Não-Me-Toque (RS). Atualmente, são 15 modelos, mas o número pode alcançar 50, se forem consideradas as variações dos tipos de descarga, conforme o gerente comercial Claudiomiro dos Santos. “Cada um dos modelos tem três variações”, afirma.

O executivo lembra que, em 1997, o comércio de carretas graneleiras era bem regional e ainda não tinha uma movimentação muito grande. A Jan se preocupou em difundir a ideia da agilidade da colheita pelo Brasil todo e a estratégia alcançou resultados positivos. “A Jan se tornou líder de mercado desse tipo de implemento”, diz Santos.

O gerente comercial conta que, nos últimos anos, as carretas agrícolas graneleiras da Jan tiveram aperfeiçoamentos e evoluíram, principalmente, em capacidade de carga e velocidade de descarga. Atualmente, a capacidade de carga dos equipamentos fabricados pela Jan varia de 10 metros cúbicos a 42,5 metros cúbicos (litros).

“Houve uma grande evolução no material de fabricação, pois, no começo, os equipamentos eram produzidos em 100% chapa de aço carbono e atualmente é usado o aço inox”, destaca. 

O destaque do portfólio da Jan é a Tanker Magnu 35000, que tem capacidade para 35.000 litros. A carreta possui tubo de descarga de 500 milímetros, que reduz o tempo de descarga e o abastecimento de fertilizante na plantadeira. A capacidade de descarga é de 180 sacas por minuto conforme a empresa. O tubo multiuso construído em PVC e revestido em aço inox possibilita uma maior vida útil do implemento.

“As principais características dessas carretas graneleiras são a velocidade de descarga quando em acompanhamento a colheitadeiras e a ótima capacidade de carga”, salienta Santos. 

Além de servir para agilizar a colheita, sendo um apoio fundamental para as colheitadeiras, Santos observa que as carretas agrícolas graneleiras são utilizadas para abastecer plantadeiras com adubo. “Hoje o adubo é comercializado em bags e precisa de um equipamento de grande capacidade de carga para utilizar no transporte do fertilizante até o abastecimento nas plantadeiras”, completa.

Distribuição de adubo e semente

A Agrimec fabrica carretas graneleiras desde 1982. No começo, as carretas eram voltadas unicamente para o arroz irrigado, uma das principais culturas do Rio Grande do Sul, ao lado da soja e do milho, mas, a partir de 2013, a empresa começou a fabricar esses implementos também para atender aos agricultores das lavouras de terras altas.

A Agrimec conta com três modelos. A Gran Box Standard é indicada para acompanhar as colheitadeiras no trabalho de recolhimento de cereais a granel, como arroz, soja, trigo e outros. Ideal para ser usada em terrenos de várzea e em lavouras de terras altas. A Gran Box Flex é indicada para o plantio e para a colheita e pode transportar adubos ou sementes.

Uso adequado de tecnologias agrícolas exige treinamento e conectividade

Já a Gran Box Triflex é uma evolução do modelo Gran Box Flex e traz como diferencial dois canos de abastecimento, o que permite no plantio operar simultaneamente com adubo e sementes, agilizando o trabalho das plantadeiras. Estas carretas possuem divisória na proporção 30% para sementes e 70% para adubo. Já na colheita, elas recebem os grãos acompanhando o trabalho das colheitadeiras.

“Na colheita, é pos

sível remover a divisória, assim como o cano menor utilizado para descarregar as sementes”, explica o diretor comercial da Agrimec, Davi Lamb.

A empresa produz carretas de 10.000 a 25.000 litros, mas está perto de lançar um novo modelo, de 35.000 litros para lavouras de terras altas. “Está na boca do forno”, adianta o gerente comercial. Lamb conta que, ao longo dos anos, a Agrimec foi fazendo melhorias no produto, atendendo solicitações dos clientes e sempre focando em simplicidade, robustez e facilidade de uso. “O lançamento dos modelos Flex e Triflex foi uma demanda dos produtores e, então, nós lançamos as carretas multifuncionais”, lembra. 

O executivo recorda que, há alguns anos, as carretas menores – de 10.000 e 12.000 litros – eram as mais usadas nas lavouras de arroz, adequadas à potência dos tratores da época. Só que o tamanho dessas máquinas aumentou, criando a necessidade de carretas maiores. “A carreta de 16.000 litros é uma que vende bem, um implemento médio, que atende bem a cultura do arroz”, completa.

Alta velocidade

Carretas graneleiras: aliadas eficientes contra as perdas na colheita

A GTS do Brasil iniciou as atividades com foco na produção de plataformas para colheita de milho, mas, a partir de 2005, expandiu as atividades visando atender à demanda dos produtores por implementos diferenciados que permitissem aumentar sua produtividade. Em 2010, a empresa decidiu apostar no mercado de carretas graneleiras.

Os primeiros implementos foram entregues em 2010 por meio de uma parceria com empresa argentina Akron. Em 2013, a companhia apresentou nova linha de produtos com tecnologia 100% GTS. A companhia fabrica equipamentos que podem atender a pequenas ou grandes propriedades, com amplitude de tamanhos e tecnologias. 

São seis modelos, com diferentes capacidades de carga – NewGrann (14.000 e 19.000 litros) UpGrain (19.000 e 25.000 litros), Waggon S (37.000 litros) e BigGrain (44.000 litros). “Todos os modelos são próprios para transporte de grãos. As carretas da linha UpGrain possuem também versão para transporte de fertilizantes”, explica o supervisor de marketing da GTS, Leonardo Rafaeli. 

Dentro da linha de produtos de carretas graneleiras, o implemento que se destaca é a UpGrain, usada no transporte e transbordo de grãos e fertilizantes.

Além do design arrojado, o implemento tem como características baixo índice de dano mecânico, estabilidade no deslocamento, alta velocidade, qualidade na descarga e estrutura em aço carbono, sobre dimensionada, tanto no tanque graneleiro, quanto no chassi monobloco em arquitetura de treliça, com perfil e pintura especial altamente durável.

“Graças ao seu sistema de deslocamento, que proporciona uma carga uniforme e deslocamento estável, a UpGrain pode trabalhar até 15 quilômetros por hora”, destaca. 

Descarga rápida

A Indutar começou a fabricar carretas agrícolas graneleiras em 2015. O implemento, que é usado no transporte de grãos e abastecimento das plantadeiras com fertilizantes, foi projetado para auxiliar, de forma efetiva, a logística envolvida no plantio e na colheita, e também para proporcionar alta performance no trabalho. 

O diretor de marketing da empresa, Daniel Spina, diz que a carreta agrícola é oferecida em dois modelos – Appoio e Vision – e 14 versões. As versões da linha Appoio, com tubo lateral, têm modelos a partir dos 10.500 metros cúbicos (litros) até 33.000 litros.

Já a Linha Vision, com tubo frontal, possui exemplares de 13.000 até 34.000 litros. O modelo menor – que pesa 1,5 mil quilos – requer um trator de 100 cv, enquanto o de maior capacidade – de 5.340 quilos – exige uma máquina mais potente, de 180 cv. A vazão de descarga é de 5.625 litros por minuto e 2.100 litros por minuto, respectivamente.    

O equipamento foi construído com alto padrão tecnológico, com aço de alta resistência mecânica, conforme o coordenador de marketing. Todos os reservatórios das carretas agrícolas graneleiras são soldados e recebem pintura epóxi com fundo primer de alta resistência contra a oxidação.

O conceito piramidal da carreta Appoio, com descarga por gravidade, evita quebras e perdas. O vão livre de 4,5 m no tubo descarregador é um aliado em caminhões e carretas com tampas altas, segundo a empresa.

 

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Manutenção

Os cuidados necessários com os sistemas elétricos das máquinas

Por redação 17/08/2023
Escrito por redação

A manutenção preventiva dos sistemas elétricos das máquinas requer do técnico de manutenção capacidade para realizar tais serviços

Os cuidados necessários com os sistemas elétricos das máquinas agrícolasPor Joel Sebastião Alves* – A eletricidade para o mecânico de manutenção sempre foi algo estranho, pois a mecânica é visual e palpável. Já a eletricidade exige conhecimento subjetivo, pois os elétrons dos circuitos elétricos são invisíveis, portanto, envolve o que chamamos de conhecimento abstrato. Porém, a realidade da tecnologia exige que o mecânico também domine tal conhecimento, pois sem domínio dos conceitos básicos de eletricidade, é impossível realizar serviços de manutenção nos sistemas elétricos das máquinas agrícolas.

E não basta entender apenas de elétrica, mas também de eletrônica e computação, que representam uma nova profissão, como a mecatrônica. Com isso, a manutenção dos sistemas elétricos das máquinas requer do técnico de manutenção capacidade para realizar tais serviços.

A seguir, abordaremos algumas dessas atividades, especificamente do sistema elétrico, sempre voltadas para manutenção preventiva.

Assistência contínua

Mesmo no maquinário mais antigo, a eletricidade já se fazia presente: nas luzes e na sinalização, e no sistema de partida do motor; utilização que ainda permanece no maquinário, juntamente com toda a tecnologia eletroeletrônica presente nos dias de hoje.

O sistema de partida, que está em todos os maquinários providos de motor de combustão, também é onde deve ser o início da manutenção preventiva dos componentes e conjuntos eletroeletrônicos.

A eletricidade fornecida para o sistema é da bateria. Aí temos os primeiros itens de manutenção: verificação das condições do componente quanto a vazamentos da solução eletrolítica, se não apresenta dilatação das placas e da carcaça, conexões dos bornes e terminais quanto à presença de correção ou de uma substância danosa identificada como zinabre.

Além disso, os serviços que devem ser executados na bateria necessitam de cuidados especiais, pois há riscos de faíscas, combustão violenta, e contato com substância ácida. Portanto, são necessárias pessoas preparadas e a utilização de EPI adequado.

Tais serviços nos sistemas elétricos das máquinas agrícolas envolvem limpeza e descontaminação ou, se for o caso, substituição dos bornes e terminais de conexões; verificação do nível do eletrólito – atualmente esse item não é mais necessário em alguns tipos de baterias (blindadas) –; e, por fim, os testes de verificação de carga e tensão elétrica da bateria. Após a bateria, segue-se na sequência os cabos elétricos de maior espessura, que ligam os terminais negativo e positivo, no chassi e motor de partida respectivamente.

Também devem ser verificadas as condições de aperto e fixação corretos e quanto à presença de zinabre. Com a utilização do multímetro devem ser realizados os testes de continuidade e tensão nos pontos de fixação. O próximo item a ser inspecionado e testado é o motor de partida.

Cuidados com o motor

Componente eletromecânico, o motor de partida requer manutenção preventiva bastante cuidadosa. Para realizar tais serviços são necessários conhecimentos elétricos e mecânicos do componente. Então, abordaremos primeiramente como funciona tal componente.

Ele é composto por um motor elétrico de baixa tensão (12 volts), mas de grande consumo de carga (mais de 120 amperes), energia fornecida diretamente da bateria, que é energia elétrica contínua, ou seja, polarizada (negativo e positivo), sendo que o negativo está presente na carcaça metálica e o positivo é através de um cabo espesso, que liga o borne da bateria ao conector do motor. Por ser de grande consumo, o contato para ligar o motor exige um relé auxiliar de partida, conhecido no ambiente de oficina como “automático de partida”.

Também se faz necessário um dispositivo de engrenamento, para possibilitar o acoplamento do eixo do motor elétrico na engrenagem junto ao volante do motor de combustão, bem como um dispositivo para realizar o desacoplamento quando o motor de combustão entra em funcionamento. O relé auxiliar de partida também é um componente eletromecânico, e o dispositivo de acoplamento e desacoplamento apenas mecânico. Agora, vejamos quais manutenções se fazem necessárias.

Sempre seguindo a sequência do circuito elétrico, observamos que o cabo elétrico da bateria é conectado no terminal do relé (automático de partida), que requer manutenção quanto ao estado de conservação e presença de zinabre. Sempre que for detectada a oxidação por zinabre, o serviço a ser feito é afrouxar a conexão e fazer a remoção do zinabre; atualmente há um produto em forma de spray que pode ser jateado junto ao local e remove rapidamente o zinabre, esse produto é conhecido como “limpa contato” e é de largo uso pelas equipes de manutenção elétrica.

Destacamos a importância de observar se de fato é o “limpa contato”, pois existem outros similares que têm outra finalidades, como: o micro-óleo para pequenas lubrificações, ou ainda um produto desingripante bastante usado na manutenção mecânica.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

Portanto, começamos pela limpeza dos terminais e conexões, e a seguir fazemos o teste do relé, que, por ser um componente eletromecânico, deve ser verificado quanto à presença de folga junto ao eixo que desliza por dentro de uma luva onde há a presença do campo magnético da bobina do relé.

Nos motores mais modernos esse relé é blindado e, por isso, sua manutenção é a substituição do componente. Mas ainda existem motores em funcionamento que utilizam o relé que possibilita desmontagem e verificação do desgaste com possibilidade de troca apenas do eixo interno, ou ainda apenas lubrificação.

Lubrificar componentes que estão sujeitos ao controle de campos magnéticos requer cuidados especiais sobre o lubrificante a ser usado, para que não haja interferências eletromagnéticas. Nesse caso, são recomendados lubrificantes à base de vaselina ou silicone, sendo possível encontrar esses produtos também na forma de spray.

Destacamos que quando não é feita a devida manutenção nesse relé auxiliar de partida e a folga aumenta, o eixo móvel interno poderá desalinhar e, no momento de acionamento travar enxambrado, não acionando o motor de partida.

Quando o operador possui alguma informação, logo percebe, pois ao acionar a chave de partida ele ouve apenas um estalo forte – No Sul costumamos dizer que “deu apenas um laçaço” –; é o aviso que o automático de partida está enxambrado. Então o operador desce da máquina, e com um martelo ou outra ferramenta, dá uma leve pancada na carcaça do relé, que libera o eixo desalinhado. Sobe na máquina novamente e vira a chave e o dispositivo funciona e faz funcionar o motor, então brada para os que estão a sua volta: “nada que uma boa martelada não resolva.” Ao que outro emenda: “burro só trabalha apanhando”.

A referência é ao apelido: “burrinho”, bastante conhecido nas oficinas, que é dado ao motor de partida. Esse apelido é devido ao solavanco que executa ao acoplar, e também ao desacoplar, no momento de acionamento.

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

É evidente que tal procedimento está completamente inadequado, e embora ainda seja usado, não possui nenhuma recomendação técnica. A tal “pancada no burrinho” já ocasionou muitas vezes a quebra do componente. O recomendado é a manutenção e reparo da peça com desgaste, conforme anteriormente descrita.

Os cuidados necessários com os sistemas elétricos das máquinas agrícolasO dispositivo de acoplamento, juntamente com o pinhão que engrena no volante do motor, também necessita de manutenção. Esse dispositivo é acionado pelo mesmo relé auxiliar.

É composta por uma haste, uma alavanca interfixa apoiada no centro através de uma bucha na carcaça do motor de partida, sendo na outra extremidade encaixa em uma luva deslizante que se desloca sobre um estriado tipo rosca sem fim, para deslocar o pinhão no sentido de acoplamento.

Todas essas peças estão sujeitas a desgastes e necessitam de lubrificação, principalmente nos modelos mais antigos, pois os mais atuais já possuem lubrificação permanente, e a manutenção consiste na substituição do conjunto completo.

Lubrificação segura

A lubrificação deve ser com uma graxa específica e sem exageros. Tal serviço deve ser executado sempre quando da revisão do conjunto completo do motor de partida, pois requer a abertura total do conjunto. Nos climas úmidos e frios recomenda-se que seja feita no período de entressafra, ou no final de inverno, pois quando não executado acaba ocorrendo pane logo nos primeiros dias de uso após os dias frios.

O motor de partida, que é elétrico, também necessita de revisão e testes, os quais estão relacionados a desgastes dos mancais do eixo principal e substituição dos rolamentos.

Também devem ser verificadas as condições eletromecânicas de componentes, como escovas e dispositivo de fixação das mesmas, bem como o terminal rotativo tipo coletor. A periodicidade de tais serviços deve seguir as recomendações do fabricante, pois são bastante variáveis.

Componentes eletroeletrônicos

Ainda complementam os serviços de manutenção dos sistemas elétricos das máquinas agrícolas a verificação das condições de funcionamento das luzes e sinalizações, bem como a fiação e conexões.

É importante destacar que no maquinário atual a presença de componentes eletroeletrônicos é bastante acentuada, com a presença de diversos tipos de fiação elétrica, também identificadas como chicote elétrico, e que necessitam de vários tipos de conectores, para os quais o técnico de manutenção deve verificar com bastante acuidade quanto a presença de umidade ou zinabre, bem como a vedação correta das blindagens.

Mais uma vez reforçamos a importância desse procedimento, pois não raras oportunidades presenciamos conectores defeituosos ou trincados pela ação das condições climáticas de mudanças brusca de temperatura e umidade, que fazem surgir trinca no material dos conectores. Isso acarreta sérios problemas, principalmente se o conector faz parte de componentes eletrônicos que necessitam de informações de alta precisão de medidas eletroeletrônicas.

Por fim, o último componente que requer cuidados de manutenção preventiva nos sistemas elétricos das máquinas agrícolas é o alternador. Responsável pela geração de energia elétrica para toda a máquina, é um componente eletromecânico. Seu acionamento é feito através de polia e correia acionadas externamente pelo motor de combustão.

Portanto, assim que o motor inicia seu funcionamento, o alternador começa a alimentar todo o sistema elétrico e, em paralelo, a carregar a bateria.

A manutenção preventiva desse componente deve ser a inspeção e verificação das condições da correia de acionamento, bem como do alinhamento e tensionamento. Quanto ao componente devem-se verificar os testes de carga e tensão e situação do regulador de tensão, pois também está sujeito a sofrer oxidação e ao surgimento de zinabre, sendo necessárias as providências citadas para tais casos.

Serviços de manutenção preventiva dos sistemas elétricos das máquinas requerem bastante cuidado e bons conhecimento de eletricidade, pois oferecem riscos de centelhas e faísca, quando não executados com os devidos procedimento de segurança. É bom lembrar que o combustível dos motores é inflamável e, portanto o risco de incêndio está sempre presente. Porém uma coisa é certa: são serviços indispensáveis para manter o maquinário em pleno funcionamento.

*Joel Sebastião Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários

 

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Notícias

Preparo adequado do solo reduz compactação e preserva recursos

Por redação 16/08/2023
Escrito por redação

O uso correto de implementos reduz a ocorrência de compactação do solo, o que auxilia na penetração e no desenvolvimento eficiente das raízes das plantas

Preparo do solo adequado preserva recursos e reduz compactaçãopor Clarisse Sousa – O preparo de solo inadequado é o principal causador da compactação do solo e seu controle é crucial para o desenvolvimento sustentável de uma cultura agrícola. Uma das etapas iniciais e mais importantes é adotar um monitoramento da qualidade do solo, quando o produtor consegue verificar se o solo está apto a permitir o desenvolvimento das plantas.

Trata-se de um diagnóstico da capacidade do solo em fornecer os nutrientes necessários às plantas, assim como de uma ferramenta capaz de direcionar as estratégias mais adequadas para tratá-lo, se necessário, antes de receber a cultura. Depois, é a vez do manejo do solo, quando deve-se adotar alguma medida corretiva.

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Nesta abordagem, as operações de preparo do solo devem ser empregadas de forma esporádica, com conotação corretiva de parâmetros claramente definidos e constatados, para reduzir os impactos negativos dessas operações.  

A fim de preservar os recursos naturais provenientes do solo, como a água e a biodiversidade, novas tecnologias têm sido desenvolvidas para preservar suas características naturais. Novos equipamentos também têm sido concebidos para diminuir a compactação do solo, que é um dos principais obstáculos a ser enfrentado na redução da fertilidade do solo e que acontece também pelo uso contínuo e inadequado de máquinas e equipamentos. Quando utilizados da maneira correta, implementos como escarificadores e subsoladores podem ser grandes aliados dos sistemas de produção, mas exigem adoção criteriosa.

O professor e especialista em mecanização agrícola, Ricardo Ralisch, explica que a “compactação é a degradação da estrutura do solo. Ou seja, trata-se de uma alteração da estrutura do solo, que é o componente mais importante para a fertilidade, já que é a estrutura a responsável pelo armazenamento de ar, água e por onde as plantas obtêm os nutrientes, através da penetração das raízes e da absorção da água”, diz. 

Mas aí você se pergunta: como é construída a estrutura do solo? Ela deriva das características originais do solo e de sua textura, se é argilosa, arenosa, siltosa (que contém silte, uma substância mineral) etc., mas principalmente da atividade biológica neste solo. “Incluindo toda atividade biológica, como a macro, mas principalmente a microbiológica, das bactérias, dos fungos e protozoários etc.”, esclarece o professor.

Conheça as regulagens no trator para implementos montados nos três pontos

Essa atividade biológica no solo, porém, precisa ser alimentada, e este papel cabe às raízes das plantas. “A estrutura do solo deriva da simbiose que existe entre o solo e as plantas, pois ela é a estrutura do solo que oferece a fertilidade de que as plantas necessitam. Essas plantas, por sua vez, crescem e emitem as raízes que abrem os canais e alimentam e promovem a atividade biológica do solo e, assim, vai construindo a sua estrutura, em equilíbrio.” Equilíbrio este que pode ser rompido justamente com a compactação do solo. 

De forma resumida, a compactação é o aumento da densidade do solo e a diminuição de sua porosidade. Isso ocorre, como dito anteriormente, pelo mau uso de equipamentos agrícolas, mas também pode ocorrer quando o solo é submetido a grandes pressões e com a remoção de vegetação, o que reduz o teor de matéria orgânica do solo. 

Descompactação do solo

O combate à compactação do solo para recuperação de sua estrutura é possível com a adoção de um sistema de rotação de culturas, por exemplo, porque são as raízes das plantas, conforme explica Ralisch, as melhores aliadas para a descompactação, pois essas raízes são regeneradoras e penetram no solo aumentando o fluxo de ar e água, alimentando, portanto, a atividade biológica. 

Quando se percebe que a compactação está tão intensa a ponto de dificultar e até impedir a penetração de raízes, mesmo quando as plantas possuem raízes mais agressivas, então é hora de lançar mão de implementos como os subsoladores e escarificadores.

Embora eles não consigam reconstruir a estrutura do solo e, portanto, não podem ser considerados descompactadores, esses equipamentos têm a função de romper as estruturas compactadas, formando fissuras, por onde há maior fluxo de águas, ar e, depois, melhor penetração de raízes.

“Logo, associado ao uso desses implementos, deve haver a introdução imediata de plantas com sistemas radiculares agressivos, para aproveitar as fissuras criadas pelos implementos. Se isso não for feito, as fissuras se fecham e a estrutura do solo volta à condição anterior de compactação em pouco tempo, cerca de três meses, em média”, ressalta Ralisch.

Uma preocupação quanto ao emprego desses implementos é a potencial desagregação do solo que suas hastes podem promover no atrito com o terreno. O professor Ralisch conta que essa desagregação é o solo pulverizado, “que é a pior coisa que se pode fazer com o solo, pois isso destrói a sua estrutura, que perde toda a capacidade de retenção de água, aumenta muito a aeração, o que oxida a matéria orgânica, emitindo carbono para a atmosfera”.

E esses implementos podem desagregar ainda mais quanto mais seco estiver o solo. Por isso, deve-se ter muito cuidado e atenção com a umidade ao realizar tais operações.

Preparo do solo: escarificadores e subsoladores

A diferença básica, embora não seja a única, entre os subsoladores e escarificadores é a profundidade de trabalho no solo. A profundidade de trabalho dos escarificadores é de no máximo 30 cm, já os subsoladores são utilizados para profundidades maiores que 30 cm. Ambos são implementos compostos por chassi, hastes, ponteiras e acessórios. Eles têm a função de romper as camadas adensadas do solo para promover uma maior infiltração de água. 

Os escarificadores, que são implementos de hastes, deixam maior quantidade de restos de cultura na superfície do solo, ou seja, preservam a matéria orgânica importante para atividade biológica, e provocam menos desagregação do solo em comparação aos arados de discos e grades pesadas, por exemplo. 

Um trabalho publicado pelos pesquisadores Paulo Roberto Galerani, Julio Cezar Franchini e Odilon Ferreira Saraiva, da Embrapa Soja, destaca o papel dos escarificadores e subsoladores no preparo do solo.

Os autores afirmam que os implementos de hastes permitem que a camada compactada seja rompida sem afetar muito o nivelamento do terreno. E essa condição possibilita que a maioria dos restos de culturas permaneçam na superfície e, posteriormente, que a semeadura seja realizada sem o nivelamento. 

“Essa prática normalmente é mais efetiva quando a operação de descompactação é realizada após a colheita da soja e antes da semeadura do trigo ou da aveia, ou de outra espécie que apresente rusticidade para germinar”, dizem, destacando a importância da seguinte sequência:

a) a cultura da soja produz uma quantidade relativamente pequena de restos de cultivo, que são de rápida decomposição. Quando bem fragmentados e distribuídos sobre o terreno, permite que a operação de descompactação do solo seja feita com o mínimo de embuchamento do implemento; 

b) a maior rusticidade das culturas de trigo e de aveia garantem germinação satisfatória e um bom estabelecimento da lavoura, mesmo em terreno com pequenos problemas de nivelamento; e 

c) recomenda-se esperar uma ou duas chuvas, para que o solo assente, para depois realizar a semeadura com baixa velocidade. 

Conforme os autores, nos escarificadores ou subsoladores, as hastes se aprofundam no solo devido à sua conformação inclinada. Durante o trajeto de preparo, atuam comprimindo o solo para frente e para cima, promovendo ruptura das estruturas do solo à frente e ao lado da haste.

O ângulo de inclinação e a largura das hastes determinam o esforço de tração e o grau de mobilização do solo. Com o uso do implemento de haste, o desadensamento será mais efetivo se o solo estiver com umidade friável tendendo a seco e se a distância entre as hastes for de 1,0 a 1,3 vezes a profundidade de trabalho.

Para que o preparo do solo seja realizado de forma correta, também é importante se atentar à potência do trator que irá operar o implemento. Quanto maior a profundidade de trabalho, maior é a potência requerida. A umidade do terreno durante a operação, como já mencionado, é um item que demanda atenção. Isso porque o trator deve operar com o mínimo esforço para se obter o melhor resultado e para não aumentar os problemas de compactação.

 

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Notícias

Pesquisa revela que 61% das fazendas não têm estruturas para armazenagem

Por redação 15/08/2023
Escrito por redação

Estudo ouviu 1.065 produtores rurais e revela ainda a que a capacidade média total dos armazéns no Brasil é de 159.385 mil sacas de grãos.

Pesquisa revela que 61% das fazendas não possuem estruturas para armazenagem

Uma pesquisa inédita realizada com produtores rurais de todas as regiões do Brasil mostrou que 61% não têm infraestrutura de armazenagem na propriedade. Dos entrevistados que possuem algum tipo, 19,8% são armazéns do tipo silo, convencional ou graneleiro.

Os dados são do estudo “Diagnóstico da Armazenagem Agrícola no Brasil”, realizado pela Esalq-Log (USP), a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que ouviu 1.065 produtores rurais. O objetivo era traçar o perfil da armazenagem no campo, de quem utiliza esse tipo de infraestrutura na fazenda, fora da fazenda, em silo bag, e recomendações desses usuários para incentivar e expandir o uso da armazenagem.

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Entre outros dados, a pesquisa revela que a capacidade média total dos armazéns no Brasil é de 159.385 mil sacas de grãos. Quando se avalia a capacidade de armazenagem por região, o Centro-Oeste aparece em primeiro lugar, com capacidade para 214.592 mil sacas, seguido do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com capacidade de armazenar 201.551 mil sacas; e a região Sul, com 141.565 mil sacas.

Ganhos econômicos

Os produtores que possuem algum tipo de armazenagem foram questionados sobre os ganhos em produtividade. Cerca de  40,8% responderam que tiveram ganhos econômicos entre 6% e 20% com o uso da armazenagem.

A pesquisa também revela que a maior parte dos produtores rurais deseja expandir a capacidade estática de armazenagem. Cerca de 54% dos produtores disseram ter interesse com o intuito de comportar o aumento da produção própria; 15,9% para atender terceiros e produção própria; e 30,1% responderam que não têm interesse.

No item sobre as principais dificuldades com a gestão da armazenagem própria, os produtores elencaram a falta de profissionais qualificados (24,8%), perdas físicas e de qualidade do grão (16,5%), gestão da umidade (7,8%) e alto custo de aquisição e necessidade de capital de giro (7,3%.

 

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Notícias

Veja os destaques da Fenasucro, que começa amanhã e vai até dia 18

Por redação 14/08/2023
Escrito por redação

De tecnologia a serviços, saiba o que encontrar nos estandes de parte das 800 marcas presentes na feira

Veja os destaques da Fenasucro, que começa amanhã e vai até dia 18Mais de 42 mil visitantes, vindos de todo o Brasil e de mais 47 países, devem visitar a Fenasucro & Agrocana, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP neste ano. Vitrine para tendências, tecnologias e inovações para o setor de bioenergia, a feira deve receber mais de 800 marcas, e espera superar os R$ 5,2 bilhões em negócios gerados no ano passado e, de forma paralela, movimentar a economia da região.

A expectativa da organização da feira é de um incremento de 20% no setor de comércio e serviços nos quatros dias de evento, com destaque para as áreas de hotelaria, transporte, gastronomia e lazer. Além de gerar cerca de 18 mil empregos diretos e indiretos nas áreas de serviço e infraestrutura durante sua montagem e desmontagem.

“Estamos com um crescimento no número de visitantes e de países presentes na feira deste ano em razão da transição energética global e toda essa dinâmica reflete positivamente na economia local e regional. Prova disso é que os hotéis de Sertãozinho já estão com 100% de ocupação no período da feira”, revela o diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone.

Motivos para celebrar

O setor de bioenergia tem motivos de sobra para celebrar 2023. Em termos de mercado, o açúcar vivencia um ano de recuperação de preços, enquanto o etanol ganha escala como aditivo à gasolina em outros países. Em termos de transição energética, os biocombustíveis (etanol, biodiesel) saem na frente como protagonistas de uma frente global em busca de combustíveis sustentáveis e limpos.

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Tem, também, as novas fronteiras abertas no setor sucroenergético, caso do etanol de segunda geração, do biometano (para substituir o gás), do biogás (como fonte energética) e de ‘filhos’ em fase de desenvolvimento, como o hidrogênio verde a partir do etanol e o combustível sustentável de aviação (SAF).

Seja em termos de mercado ou de novas tecnologias, o setor de bioenergia celebra este ano e também a Fenasucro & Agrocana, cujas marcas expostas estão prontas para seguir colaborando com a expansão do setor.

Confira como alguns expositores irão participar da feira:
De subsolador a plantadeira

A Baldan estará na 29ª Fenasucro & Agrocana com um estande de 450 m² e os produtos voltados para o setor sucroenergético: subsolador canavieiro SCB-CR, grade GSPCR-E, aplicador de herbicida para catação química Fast Clean, plantadeira de grãos em palhada de cana para rotação de cultura entre cana/soja ou cana/milho Demetra e o pulverizador com sistema opcional de telemetria Avola.

O SCB-CR e o Fast Clean são homologados pela Raízen. Segundo o gerente comercial da Baldan, Raul Capparelli, a expectativa para a feira é otimista. “A Fenasucro acontece em Sertãozinho, um pólo expressivo na produção de cana-de-açúcar de abrangência nacional e internacional. Estamos com boas expectativas e estaremos com nossa equipe especializada no segmento sucroenergético para sanar todas as dúvidas e ajudar na escolha do equipamento mais adequado para as necessidades do cliente”, ressalta Capparelli.

Orientação técnica e otimização

A Century do Brasil é uma indústria de bombas centrífugas para as mais diversas aplicações. São 27 anos de experiência no mercado otimizando processos de bombeamento de sólidos em suspensão, bombeamento de bagaço ou lodo com apenas 15% de fluidez.

Tecnologia sucroenergética

Apresenta sua linha de produtos para o setor sucroenergético. Fornece plantas e equipamentos para os mercados de açúcar, etanol, energia, co-geração, biodiesel, mineração, cervejarias, tratamento de efluentes, hidrelétricas, siderurgia, petroquímica, peças fundidas, fertilizantes, alimentos e bebidas, química, celulose, papel, dentre outros.

Juntas de expansão metálicas

A Dinatecnica é fabricante de juntas de expansão metálicas, de borracha e de PTFE, juntas tipo Dresser, juntas dielétricas, tubos flexíveis metálicos e em PTFE, suportes de mola, etc. Atende principalmente as áreas de petróleo, petroquímica, química, papel & celulose, siderúrgica, geração de energia, ar condicionado e ventilação, alimentícia, sucro-alcooleira, mineração, farmacêutica, e nuclear. Exportamos regularmente para a América do Norte, América do Sul, África, Europa e Oriente Médio.

Soluções para tratamento de água

A Filtrando estará presente na Fenasucro e Agrocana 2023 com três estandes estrategicamente posicionados. A empresa apresentará seu portfólio de soluções projetadas para atender às crescentes demandas do setor industrial. Os destaques ficam por conta da ETA (Estação de Tratamento de Água), Sistema de Osmose Reversa e tanques de areia e carvão, que prometem elevar a eficiência, qualidade e sustentabilidade das operações industriais.

A ETA – Estação de Tratamento de Água, que será um dos principais destaques da Filtrando, oferece uma abordagem completa para a purificação de água em larga escala. Desenvolvida por uma equipe especializada, essa estação emprega tecnologias de vanguarda, como filtração por membranas e processos de coagulação, garantindo a remoção eficiente de impurezas e contaminantes.

Bombeamento com produtos e serviços

A IMBIL – Indústria e Manutenção de Bombas Ita Ltda está presente no mercado desde 1982 e dispõe de Bombas e seus componentes para os segmentos de Açúcar e Álcool, Saneamento, Irrigação, Mineração dentre outros processos agroindustriais.

Com 120 mil metros quadrados, possui áreas para manufatura de bombas de pequeno, médio e grande portes, além de duas fundições próprias para fabricação de ferro fundido e nodular.

Tubos com costura em aço inoxidável

O Grupo Krominox atua nos principais segmentos industriais nacionais e internacionais entendendo o DNA de cada negócio. Além disso, fornecemos assessoria técnica e comercial, apresentando soluções ajustadas a projetos e necessidades. Atua ainda no conceito do pós-venda, disponibilizando assistência técnica em todo país através de renomados colaboradores.

Novos produtos e tendências

Há mais de sete décadas atuando no mercado sucroenergético, a Mausa S/A Equipamentos Industriais entra em novas frentes do setor. “A Mausa está inserida no mercado de açúcar e etanol há 75 anos e, nesse ano, estaremos inseridos no etanol 2G e etanol de milho”, destaca Maurício Bacellar, CEO da Mausa.

“Como empresa de vanguarda, a Mausa mostrará na Fenasucro & Agrocana novos produtos e tendências que antecedem as novas necessidades do mercado e, com certeza, serão apresentadas aos grandes players do nosso mercado sucroenergético”, afirma.

Soluções variadas

A WEG conta com soluções presentes do início ao fim do processo produtivo, oferecendo soluções em equipamentos elétricos, automação, tintas e soluções digitais para a indústria de Açúcar & Etanol. A companhia dispõe ainda de uma equipe especializada para suporte em todas as etapas do projeto, desde a especificação até a manutenção da planta, para garantir aos clientes os melhores resultados.

 

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Expointer

Expointer espera faturar mais de R$ 7 bilhões, resultado do ano passado

Por redação 11/08/2023
Escrito por redação

A expectativa do governo do Estado é manter, ou até superar, o sucesso da última edição – que bateu recordes de público e de faturamento, atraindo mais de 750 mil pessoas

Expointer espera faturar mais de R$ 7 bilhões, resultado do ano passadoA 46ª Expointer foi lançada oficialmente nesta quinta-feira (10/8), em Porto Alegre. A feira ocorrerá de 26 de agosto a 3 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Neste ano, terá como foco a importância da cultura da inovação para o campo.

A 16 dias do evento, a expectativa do governo do Estado é manter, ou até superar, o sucesso da última edição – que bateu recordes de público e de faturamento, atraindo mais de 750 mil pessoas e movimentando valores acima de R$ 7 bilhões.

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Durante a cerimônia de lançamento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lembrou circunstâncias peculiares que contribuíram para os resultados do ano passado.

“Cada edição tem o seu contexto. O ano de 2022 foi o primeiro sem nenhuma restrição depois da pandemia, e isso gerou uma série de consequências, aumentando a presença de público. Não há como prever se teremos o mesmo efeito neste ano, mas a expectativa é de atingir e até superar os números do ano passado, por conta da movimentação dos setores e de condições econômicas favoráveis no Estado e no país”, afirmou.

Para esta edição, algumas melhorias foram anunciadas. No Parque Assis Brasil, ocorreu pavimentação das ruas, reforma do pavilhão de bovinos de corte e ovinos, cobertura da pista de provas e de treino do Cavalo Crioulo, colocação de mais baias e reformas no camping para receber os associados, melhorias no abastecimento de água, reforço de rede elétrica e preparo de nova área de estacionamento.

Ingressos

O parque vai funcionar das 8h às 20h30 para entrada de pedestres e veículos. Os valores dos ingressos custarão R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada). Crianças de até 6 anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, têm entrada gratuita. Idosos com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência pagam meia. O estacionamento para visitantes custará R$ 40.

A venda de ingressos de forma on-line para visitação à feira já está disponível. Também haverá a venda presencial, que ocorrerá apenas durante os dias do evento, na bilheteria do parque (portão 3).

Apoio aos produtores rurais

Durante o lançamento da feira, o governo do Estado anunciou novas medidas de apoio aos produtores rurais. Serão lançados dois editais destinando, ao todo, R$ 86,9 milhões para projetos de irrigação e de distribuição de água por meio de poços artesianos. Os recursos fazem parte de ações estruturantes do programa Supera Estiagem, que visa mitigar as consequências desse evento climático extremo no Estado.

Desse total, R$ 66,7 milhões serão detinados à distribuição de água por meio da perfuração de poços artesianos, e R$ 20,2 milhões, para projetos de irrigação.

 

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Notícias

Exportações do agro são recorde com US$ 14,4 bilhões em julho

Por redação 11/08/2023
Escrito por redação

Complexo soja, carnes de frango e suína, celulose e algodão foram os produtos responsáveis pelo desempenho favorável da balança comercial

Exportações do agro são recorde com US$ 14,4 bilhões em julhoAs exportações do agro brasileiro alcançaram, em julho deste ano, o valor recorde de US$ 14,43 bilhões, crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nos sete primeiros meses do ano, as exportações do agro representaram metade das exportações totais do Brasil (50%).

De acordo com os analistas da da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), de janeiro a julho deste ano, as exportações do agro alcançaram US$ 97,12 bilhões, alta de 3,9%. O crescimento nas vendas de soja em grão para o mercado chinês (+US$ 2,91 bilhões) e argentino (+US$ 1,62 bilhão) foi o que mais influenciou no resultado.

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Segundo análise da SCRI o aumento do volume exportado em julho foi responsável pelo incremento do desempenho da balança comercial, puxados, principalmente, pelo complexo soja, carnes de frango e suína, celulose e algodão. No geral, os preços médios de exportação dos produtos recuaram.

A participação das exportações do agronegócio no total da balança comercial de julho foi de quase 50%.

China, Argentina, Argélia e México são alguns dos países em que as exportações do agro tiveram aumento absoluto das exportações acima de US$ 100 milhões.

Soja em Grãos

O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, representando 42,2% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio (US$ 6,09 bilhões).

O valor embarcado de soja em grãos foi recorde para os meses de julho, com US$ 4,77 bilhões. O volume embarcado expandiu 29,2%, chegando próximo a 9,7 milhões de toneladas.

A safra brasileira de soja em grãos está estimada, de acordo com o levantamento da Conab, em 154,6 milhões de toneladas na temporada 2022/2023 e explica o expressivo valor embarcado.

Já as vendas externas de farelo de soja subiram 12,4%, suplantando a cifra de um bilhão de dólares (US$ 1,08 bilhão), valor recorde para os meses de julho. O volume embarcado também foi recorde no período, atingindo 2,2 milhões de toneladas (+12,6%).

As estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que o Brasil deve se tornar o maior fornecedor mundial de farelo de soja em 2023, ultrapassando a Argentina.

Três mercados foram responsáveis pela aquisição de 73,4% do farelo de soja: União Europeia (US$ 458,83 milhões; +53,4%), Indonésia (US$ 178,88 milhões; +41,6%) e Tailândia (US$ 151,47 milhões; +3,6%).

Carne suína

As exportações de carnes foram de US$ 1,99 bilhão (-15,7%), com expansão de 3,8% no volume embarcado e queda de 18,8% no preço médio de exportação das carnes.

Entretanto, a carne suína foi a única com expansão de volume (+7,5%) e preço (+3,7%), com US$ 245,55 milhões em vendas externas (+11,5%). O maior importador de carne suína brasileira é a China, com participação de 37,8%. As Filipinas, com registro de ocorrência de Peste Suína Africana (PSA) nas regiões produtoras, foi o segundo maior importador de carne suína in natura, com US$ 27,02 milhões adquiridos (+39,0%). Três mercados importaram mais de US$ 15 milhões: Vietnã (US$ 16,41 milhões; +71,9%); Chile (US$ 15,66 milhões; +107,5%); e Hong Kong (US$ 15,48 milhões; +15,3%).

Carne de frango

As vendas externas de carne de frango foram de US$ 845,59 milhões (-3,1%). Houve incremento do volume exportado em 7,8%. A China é a principal importadora da carne de frango in natura brasileira, com aquisições de US$ 124,44 milhões (+16,9%).

Outros importadores foram: Emirados Árabes Unidos (US$ 98,58 milhões; +10,2%); Japão (US$ 87,83 milhões; +4,6%); Arábia Saudita (US$ 78,19 milhões; -22,9%); União Europeia (US$ 37,07 milhões; -8,8%); e Coreia do Sul (US$ 33,08 milhões; -23,1%).

Celulose

A celulose foi o principal produto exportado pelo setor, com exportações recordes de US$ 816,54 milhões para o mês (+20,2%). O volume exportado também foi recorde, com 1,79 milhão de toneladas (+6,0%). As exportações de produtos florestais foram de US$ 1,34 bilhão (-4,3%), em julho deste ano.

A China é o principal país importador de celulose brasileira, com US$ 499,91 milhões (+82,8%). Esta cifra representou 61,2% do valor total exportado pelo Brasil do produto.

Outros mercados importadores de celulose: União Europeia (US$ 98,40 milhões; -49,6% e participação de 12,1%) e Estados Unidos (US$ 88,65 milhões; +22,2% e participação de 10,9%).

 

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