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Notícias

Japão retira suspensão de exportação de carne de frango do ES

Por redação 11/08/2023
Escrito por redação

Decisão tinha sido tomada pelos japoneses após o estado detectar o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) do país em uma ave de subsistência, no município de Serra

Japão retira suspensão de exportação de carne de frango do ES

O Japão retirou nesta quinta-feira (10) a suspensão imposta temporariamente para as compras de carne de aves, ovos e derivados da carne de aves produzidas no Espírito Santo. A decisão tinha sido tomada pelos japoneses após o estado detectar o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) do país em uma ave de subsistência, no município de Serra.

Apesar da restrição temporária, o Japão não importava carne de frango capixaba antes do caso, mas ainda assim é um dos países que mais compra carne de aves produzidas no Brasil, com 11% do total vendido em 2022, segundo o portal de estatísticas de comércio exterior brasileiro (Comex Stat).

Conab eleva previsão e aponta novo recorde para a produção de grãos

Em recente missão ao Japão, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro se reuniu com os ministros da Agricultura, Florestas e Pesca, Tetsuro Nomura, e da Saúde, Trabalho e Bem Estar, Katsunobu Katō, para tratar especialmente sobre o protocolo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) para as exportações de produto para o país.

Em um novo acordo ficou ajustado que as restrições de exportação dos produtos cárneos de frango e ovos ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de focos da gripe aviária e não mais o estado todo.

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

De acordo com o protocolo japonês, é necessário aguardar um prazo de 28 dias para enviar o relatório para a análise da autoridade sanitária japonesa a fim de que se possa retomar a exportação. Desta forma, o estado de Santa Catarina ainda segue com a suspensão temporária até o cumprimento do protocolo sanitário para que o mercado seja reaberto.

O Brasil segue sendo um dos únicos do mundo a manter o status de livre da IAAP em granjas comerciais, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Além disso, é importante lembrar que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos.

 

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11/08/2023 0 Comentários
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Notícias

Conab eleva previsão e aponta novo recorde para a produção de grãos

Por redação 10/08/2023
Escrito por redação

Nova estimativa para safra 2022/23 prevê recorde 320,1 milhões de toneladas de grãos especialmente devido ao avanço da colheita do milho segunda safra

Conab eleva previsão e aponta novo recorde para a produção de grãos na safra 2022/23A produção de grãos na safra 2022/23 deve alcançar 320,1 milhões de toneladas, um crescimento de 17,4%. Ou seja, um volume de 47,4 milhões de toneladas a mais do que o volume colhido no ciclo passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 10, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse resultado, segundo a Companhia, é reflexo da combinação dos ganhos de área e de produtividade das lavouras. Enquanto a área apresenta uma alta de 5% em relação à safra 2021/22, chegando a 78,3 milhões de hectares, a produtividade média registra um aumento de 11,8%, saindo de 3.656 quilos por hectare para 4.086 kg/ha.

“Esse valor de 320,1 milhões de toneladas se deve, principalmente, ao avanço da colheita do milho segunda safra que vem apresentando produtividades superiores às inicialmente previstas, aliado ao melhor desempenho das culturas ainda em campo. Portanto, reforça o recorde da safra brasileira de grãos”, explica o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Milho segunda safra

A colheita do milho segunda safra segue avançando e ultrapassa 64,3% da área plantada. Se confirmado, o volume estimado para a segunda safra de milho ultrapassa as 100 milhões de toneladas, a maior produção já registrada na série histórica.

Para a terceira safra, embora existam registros de pontos de estiagem em Alagoas e no nordeste da Bahia, as chuvas regulares de modo geral favorecem o bom desenvolvimento das lavouras.

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

Com esse bom desempenho, a colheita total do cereal está projetada em aproximadamente 130 milhões de toneladas, 16,8 milhões de toneladas a mais do que na temporada passada.

Outros grãos

Para o algodão em caroço, a produção deve alcançar 7,4 milhões, o equivalente a 3 milhões de toneladas de pluma. Já o feijão deve ter uma colheita 2,6% superior ao resultado obtido no ciclo 2021/22, estimada em 3,07 milhões de toneladas.

Produtos da safra de verão, soja e arroz têm produção estimada em 154,6 milhões de toneladas e 10,03 milhões de toneladas, respectivamente.

Para o arroz, mesmo com o clima mais favorável, a redução observada na produção se deve ao plantio de uma área 8,5% inferior.

O trigo registra crescimento na área plantada de 11,2%, chegando a 3,4 milhões de hectares. Com isso, a produção está estimada em 10,4 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido na safra anterior.

Mercado

A Conab mantém a projeção de exportações recordes não só para soja em grãos, mas também para farelo e óleo. Para o produto em grão é esperado que sejam embarcadas aproximadamente 95,64 milhões de toneladas, 17 milhões a mais que em 2022. As estimativas também apontam que 21,83 milhões de farelo e 2,60 de óleo tenham como destino o mercado internacional. Diante deste cenário, os estoques finais da oleaginosa devem ficar em torno de 7,17 milhões de toneladas.

Estimativa recorde também para as exportações de milho. Com a demanda externa pelo cereal brasileiro aquecida, a projeção é que 50 milhões de toneladas sairão do país. Confirmado o resultado, o volume exportado pelos agricultores brasileiros na safra 2022/23 será maior que as exportações realizadas pelos Estados Unidos.

Ainda assim, a produção recorde do grão permite que haja uma recuperação de 30% nos estoques ao fim do atual ano safra, sendo estimados em 10,5 milhões de toneladas.

 

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Manutenção

Preparação de máquinas garante disponibilidade durante a safra

Por redação 10/08/2023
Escrito por redação

Manutenção antecipada dos equipamentos reduz custos e impacta no aumento da produtividade

Preparação das máquinas agrícolas garante disponibilidade durante a safraSujeito a condições climáticas para realizar as operações no campo, o agricultor precisa garantir que seu maquinário esteja pronto para ser utilizado na janela de tempo disponível. Isso é possível com a antecipação da preparação das máquinas agrícolas para corrigir pequenas falhas, detalhes técnicos e reduzir custos de manutenção. Além disso, permite que o mecânico realize o serviço de forma mais tranquila e eficiente.

Para programar as ações, dois fatores devem ser considerados: a tarefa que cada máquina realizará e o histórico do equipamento. Para máquinas novas, desde que a manutenção esteja em dia, basta fazer as configurações para o início do trabalho. No caso das com mais tempo de uso, torna-se fundamental uma análise técnica a fim de optar por uma revisão mais acentuada, assegurando o funcionamento contínuo durante a temporada de trabalho.

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

Cada tipo de equipamento, tratores, plantadeiras, colheitadeiras e pulverizadores, tem suas particularidades, e recomendações diferentes de manutenção. Em geral, quanto mais complexa a máquina, maior será a atenção necessária para garantir sua eficiência.

As particularidades, como prazos e horas específicas para a substituição e troca de óleo, filtros e outros componentes, estão descritas no manual do operador. “A utilização de aplicativos, como o Mão na Roda Massey Ferguson, que pode ser baixado gratuitamente no celular, auxilia na consulta dessas informações e na compreensão da parte operacional de cada maquinário”, explica Jorge Camargo, técnico de Campo da AGCO para a Massey Ferguson.

Influência das culturas

As diferentes culturas e condições de solo também impactam na preparação e configuração das máquinas agrícolas. Os tratores, por exemplo, precisam ser corretamente ajustados para se adequarem às reações à tração do terreno e relevo.

Vale ressaltar que o conhecimento e a observação atenta do operador são essenciais para executar os cuidados adequados e evitar problemas futuros. “Além do conhecimento técnico, o profissional deve estar atento aos sinais emitidos pela máquina durante seu funcionamento. Barulhos incomuns ou qualquer indício de mau funcionamento devem ser prontamente identificados e comunicados”, destaca Camargo.

Uso adequado de tecnologias agrícolas exige treinamento e conectividade

O operador pode contribuir fornecendo informações relevantes sobre o desempenho da máquina ao longo do tempo, o que pode auxiliar na definição de ações preventivas mais adequadas. Essa troca de informações é valiosa para o planejamento da manutenção, que deve ser feita com o suporte de profissionais qualificados.

“As concessionárias possuem técnicos treinados pela marca e ferramentas especializadas, garantindo que a manutenção seja realizada de forma adequada e com eficiência. Uma manutenção executada dentro dos padrões estabelecidos pelo fabricante garante mais tranquilidade ao agricultor. A utilização de peças originais e a execução dos procedimentos de acordo com as especificações da montadora resultam em um serviço de qualidade e, em caso de eventualidades, uma manutenção realizada dentro das normas pode ser amparada por garantia nas peças, proporcionando segurança ao produtor”, ressalta o especialista.

 

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CuriosidadeVídeos

Assista na MIA TV: Conheça as alavancas do câmbio do trator agrícola

Por redação 09/08/2023
Escrito por redação

Assista: conheça a alavanca do câmbio do trator agrícolaA alavanca do câmbio de um trator é um componente fundamental do sistema de transmissão desse veículo. Ela é responsável por controlar as diferentes marchas e velocidades que o trator pode alcançar, permitindo ao operador adaptar a potência e a velocidade do veículo de acordo com a tarefa que está sendo executada.

Geralmente localizada na cabine do trator, a alavanca do câmbio possibilita a seleção das marchas de avanço (para mover o trator para frente) e marchas de ré (para movê-lo para trás). Dependendo do modelo do trator, a alavanca do câmbio pode oferecer várias opções de marchas, como baixas e altas, bem como marchas intermediárias.

Conheça as regulagens no trator para implementos montados nos três pontos

A capacidade de escolher a marcha correta é crucial para otimizar a eficiência do trator agrícola durante diferentes tarefas agrícolas, como arar o solo, plantar, colher, transportar cargas e outras atividades.

A alavanca do câmbio permite ao operador adaptar a potência e a velocidade do trator de acordo com as necessidades da operação, garantindo um desempenho eficaz e seguro no campo.

As variações das alavancas de câmbio

Seja através de alavancas ou botões, o câmbio do trator se adapta a cada situação de maneira precisa. Combinando as posições desses componentes, o operador é capaz de selecionar uma ampla gama de velocidades ideais para diferentes operações no campo.

Conheça a utilização da Tomada de Potência TDP
 Modelos e tipos de alavancas

A diversidade se faz presente nos tratores, e o câmbio não é exceção. Com modelos contendo duas ou mais alavancas ou botões, a personalização da experiência é evidente. As marcas e modelos oferecem uma variedade de alavancas, cada qual com sua forma, quantidade e denominação únicas, contribuindo para a identidade de cada trator.

Assista ao vídeo a seguir, produzido pelo Senar, e saiba mais sobre o assunto:

 

 

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Notícias

Mercado lácteo no atacado segue em baixa, segundo a Embrapa

Por redação 09/08/2023
Escrito por redação

Conjuntura apresenta maior disponibilidade de leite frente ao consumo

Conjuntura apresenta maior disponibilidade de leite frente ao consumoOs preços dos derivados lácteos no mercado atacadista continuam em desaceleração, refletindo uma disponibilidade de leite superior ao consumo, indica balanço da Central de Inteligência do Leite da Embrapa. O maior volume de leite importado segue afetando a formação dos preços e causando recuo nas cotações. No primeiro semestre de 2023 foram importados 1,05 bilhão de litros de leite equivalente.

A tendência de crescimento sazonal da produção brasileira neste momento reforça este cenário baixista. Pelo lado da demanda, o ponto positivo vem das melhores projeções de PIB para 2023, quando se espera um crescimento de 2,24%. Essa melhoria do PIB, somado a menor inflação tende a auxiliar no consumo de lácteos ao longo do segundo semestre.

XCMG Brasil apresenta motoniveladora e trator agrícola na Expo Forest

Os Conseleite acabaram refletindo essa desaceleração no mercado atacadista dos derivados e no mercado Spot, trazendo uma sinalização baixista para os preços no pagamento referente ao leite entregue em julho. As quedas ficaram entre 0,9% e 3,2%.

Milho e soja mantêm cotação mais baixas

No mercado de insumos, milho e soja continuam com preços mais baixos. Na comparação anual houve importante recuo na cotação do cereal e da oleaginosa. Ao longo do último mês o milho registrou nova queda, com a evolução da colheita e maior pressão de venda da safrinha.

A soja, por outro lado, apresentou pequena valorização em julho na esteira de incertezas sobre o impacto da seca nos Estados Unidos sobre a produtividade das lavouras e produção. Uma pequena melhora nas vendas norte-americana para a China também levou a uma pequena valorização. No mercado pecuário a arroba do boi e do bezerro seguiram em desaceleração.

 

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Notícias

Agroleite acontece até sexta-feira e apresenta novidades para o campo

Por redação 09/08/2023
Escrito por redação

Montadora do PR leva linha de veículos ao evento, buscando mostrar a versatilidade de seus produtos no Agronegócio

Agroleite acontece até sexta-feira e apresenta novidades para o campoA aeira Agroleite, um dos maiores eventos do agronegócio no país, acontece dos dias 8 a 11 de agosto em Castro, no Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro/PR e reúne diversos setores nacionais voltados ao agronegócio. E pelo segundo ano consecutivo a MXF, fabricante de veículos off-road como motocicletas e quadriciclos participa como expositora, buscando apresentar seus produtos e mostrar a versatilidade de uso deles não apenas para entretenimento, mas também para a lida do dia a dia no campo.

Por esta razão, um dos carros chefes da montadora para a Agroleite é o quadriciclo Wolf 700, desenvolvido especialmente para atender às demandas do setor agrícola. Concebido com tecnologia de ponta, combinando resistência, potência e versatilidade, o quadriciclo é uma excelente ferramenta para os desafios diários enfrentados pelos produtores rurais.

Congresso ABAG debate a importância da inovação no processo produtivo

Fruto de uma parceria da MXF com a Loncin, gigante chinesa e uma das principais fabricantes de motores, quadriciclos e motocicletas do mundo, o Wolf 700 é marcado por sua robustez e capacidade de adaptação a diferentes terrenos. Equipado com um motor de alto desempenho, o veículo proporciona agilidade e velocidade, tornando-o ideal para o transporte rápido em propriedades rurais extensas.

Isso porque ele é munido com motor de 686cc, que entrega 49cv de potência e cilindro de alumínio com camada de Ni-SiC, o que garante uma melhor dissipação de calor e resistência ao desgaste e à corrosão. São quatro válvulas e cabeçote, refrigeração líquida, baixa resistência de admissão e alta eficiência de injeção. Os 66Nm de torque, entregues a apenas 4.500rpm, oferecem uma experiência e performance superior aos ATV’s de mesma categoria.

A correia de transmissão CVT Power japonesa, com arranque forte e evolução contínua, proporciona uma direção tranquila e confortável, fator de extrema importância para os trabalhadores rurais que enfrentam inúmeras horas no campo. Este sistema exclusivo aumenta sua resistência e vida útil em até 30% e sistema de injeção eletrônica EFI Bosch garante qualidade e performance elevada.

Para se ter uma ideia, o sistema de admissão e exaustão de ar mais elevado, permite que o ATV atravesse profundidades de até 720mm, mesmo em terrenos extremos. Mesmo assim, apresenta estilo com rodas de liga leve, pneus all-terrain off-road, supensões independente com braço duplo, amortecedores (híbridos óleo e gás) de longo curso e freio hidráulico a disco de 210mm dianteiros e traseiros, aumentando também a segurança de frenagem.

Os representantes da MXF reforçam a versatilidade do Wolf 700 em suas aplicações no agronegócio. O veículo pode ser utilizado para diversas tarefas, desde a pulverização de lavouras e transporte de insumos até o auxílio na movimentação de animais e transporte de colheitas.

Sua capacidade de carga com a capacidade máxima de carga de 230 kg e os racks frontais e traseiros, revestidos com plástico reforçado, é capaz de suportar objetos e acessórios com segurança, foi projetada para atender às necessidades específicas do setor, otimizando o trabalho e reduzindo o esforço físico dos operadores. O guincho elétrico para até 1360 Kg é controlado por um simples botão no guidão, e com o reboque traseiro podem facilmente retirar barreiras do caminho ou auxiliar em resgates, resolvendo de forma rápida desafios no lazer ou trabalho.

“O Wolf 700 promete ser um parceiro indispensável para os agricultores e empresas do agronegócio, proporcionando mobilidade, praticidade e confiança nas atividades do campo” ressalta Anderson Santi, da MXF.

A montadora ficará em um stand com cerca de 200 metros na Agroleite. Além da Wolf 700, outros produtos da MXF estarão em evidência, como a recém-lançada 270F, motocicleta nacional para amantes e profissionais do off-road, que tem feito muito sucesso no mercado nacional.

 

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Notícias

Congresso ABAG debate a importância da inovação no processo produtivo

Por redação 08/08/2023
Escrito por redação

Painelistas do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio mostraram como a tecnologia de dados pode contribuir na transparência das informações do setor, ressaltando que o Brasil produz alimentos com baixa pegada de carbono

Congresso ABAG debate a importância da inovação dentro do processo produtivoA Agricultura 4.0 é vista nas máquinas, nos equipamentos, nos implementos agrícolas, mas também na negociação dos produtos agropecuários. No painel Inovação e Mercados, do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG, em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, que ocorreu nesta segunda-feira, 7, Ingo Plöger, vice-presidente da ABAG, ressaltou a importância da inovação dentro do processo produtivo.

“O mundo conta hoje com 8 bilhões de pessoas, sendo 800 milhões em insegurança alimentar. Com inovações é possível aumentar a produção e dar maior acessibilidade a um público que hoje não tem essa opção. Esse é o motor com o qual construímos mercados e o futuro”, disse Plöger.

Alexandre Bernardes, vice-presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA, citou a revolução contínua pela qual o segmento do agro vem passando com o foco em maior eficiência na produção de alimentos para o mundo. “A conectividade é hoje o oxigênio para essa transformação. Hoje não conseguimos dar o próximo passo de produtividade se não houver essa interligação”, salientou.

XCMG Brasil apresenta motoniveladora e trator agrícola na Expo Forest

Para ele, o agro está passando por uma grande revolução que traz cada vez mais benefícios, principalmente porque o cliente é digital, bem como nossos produtos e o mercado. “Toda inovação tem a premissa de trazer mais eficiência na produção de alimentos. Nossas máquinas hoje pensam, falam e abordam toda a tecnologia existente”, explicou.

Juca Andrade, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, falou sobre a importância de fortalecer os empreendimentos dentro e fora da porteira com inovação. Segundo ele, hoje há 420 empresas negociadas no mercado de ações, com um market cap de R$ 4,3 trilhões. No setor agro há cerca de 30 empresas, com market cap de R$ 650 bilhões, o que revela um universo ainda a ser explorado.

Andrade citou o Fiagro, fundo de financiamento do agronegócio, também com bastante espaço para crescer, revelando a força e representatividade do setor. “Hoje temos 35 Fiagros listados na B3 com um patrimônio de R$ 8 bilhões e cerca de 300 mil investidores”, frisou.

Um mercado em crescimento precisa de proteção e o setor de seguros, segundo Pablo Ricoldy, diretor da BrasilSeg, que apontou o dinamismo do setor e ressaltou a importância do seguro, não apenas em relação à questão financeira, mas a tranquilidade proporcionada ao produtor e à indústria, abrindo novos espaços de investimento.

“Entre 16% e 18% da área do Brasil é segurada, há um espaço muito grande para crescer e, consequentemente, uma responsabilidade das empresas em expansão, oferecendo ao segmento de seguros todo um ecossistema de proteção”, finalizou.

Cadeias produtivas e inovação

Um ecossistema colaborativo entre as cadeias produtivas do agro, os institutos de pesquisa e a academia e os investimentos em inovação são fundamentais para atender as demandas de consumidores, países e mercado financeiro por informações sobre a produção sustentável do agronegócio.

“Quando se trata de inovação na indústria, pensamos em novos produtos e tecnologias, mas precisamos ir além, pois apenas os produtos não são mais suficientes. A digitalização e o papel dos dados têm sido pontos chave”, afirmou Malu Nachreiner, CEO da Bayer Brasil, durante o painel Cadeias Produtivas e Inovação, do 22º Congresso Brasileiro do Agronegócio.

A Bayer, em parceria com a Embrapa, conta com o programa PRO Carbono, que tem procurado compreender as práticas sustentáveis que levam maior produtividade, menor pegada de carbono, maior sequestro de carbono de 1,9 mil produtores rurais do país.

Safra de algodão de MT pode ter recorde histórico de produtividade

“Os agricultores estão ávidos por inovação, e estamos trabalhando em conjunto para conhecer todos esses aspectos”, disse Nachreiner, que comentou sobre um novo projeto da companhia para rastrear a produção de uma safra piloto de grãos, a fim de ter informações sobre sustentabilidade e produtividade. “Os dados podem contribuir para sair de um cenário, no qual o Brasil é visto como um problema, para outro panorama, no qual o país será parte fundamental da solução”.

Nesse sentido, Davide Ceper, CEO da Varda, foi enfático ao dizer que “sem dado não é possível ter transparência, ou seja, atender as atuais demandas por informação”. A seu ver, essa prática dá visibilidade ao Brasil, impulsionando o agro a ser mais ainda mais sustentável e produtivo, por conta das práticas que já aplica no país. Para ele, a digitalização aumentará as aplicações de agricultura de precisão e de outras tecnologias para mostrar como é feito o cultivo e qual é a pegada de carbono da plantação.

A empresa desenvolveu uma tecnologia que pode ser considerado um CPF dos talhões, ao assinar um código em cada um dos 15 milhões de talhões agrícolas monitorados. “Podemos distribuir essa informação para empresas e startups, e, com isso, conseguiremos ter uma linguagem geoespacial comum e um padrão de origem para todos”, explicou Ceper.

O painel foi moderado por Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, e contou com a participação de Ricardo Scheffer, CEO da Sonda Brasil, que disse que a tecnologia já é uma realidade do agro e uma aliada fundamental ao crescimento do negócio e da economia do setor como um todo.

Redução da Selic pode impactar o setor agrícola, mas efeitos não serão imediatos

“A principal discussão é como, efetivamente, levar essa tecnologia ao campo. Existe uma oportunidade de 75% de cobertura de agro em território nacional com algum nível de carência de comunicação de dados. Como levar a tecnologia para o campo sem essa conectividade? Esse é um grande desafio”, salientou.

Para Scheffer, a discussão dentro do universo de inclusão digital do agro, mais que a tecnologia em si, deve incluir o caminho de entrega e disponibilização dessa tecnologia ao produtor.

Os pequenos e médios produtores devem contar com tecnologia e práticas sustentáveis, para Luiz Lourenço, presidente do Conselho de Administração da Cocamar, inserindo-os na chamada revolução digital. “O cooperativismo é indispensável para o pequeno e médio produtor levando, não apenas recursos, mas apoio técnico e comercial. É como uma luz suficiente para que ele possa enxergar os problemas e buscar soluções em conjunto”, disse.

Lourenço abordou também a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) como uma estratégia de produção inteligente para elevar ainda mais a produtividade das pastagens, integrando culturas e trazendo resultados positivos ao produtor, a médio e longo prazo. “O valor bruto da produção da pecuária é um décimo do valor da produção de outras culturas”, afirmou.

 

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Tecnologia

XCMG Brasil apresenta motoniveladora e trator agrícola na Expo Forest

Por redação 08/08/2023
Escrito por redação

A multinacional chinesa leva os lançamentos: motoniveladora GR1905BR, trator agrícola XT804-5D e mini pá carregadeira XC7-SR07

XCMG Brasil apresenta motoniveladora e trator agrícola na Expo ForestA XCMG Brasil estreia no mercado agroflorestal brasileiro, segmento no qual a multinacional chinesa possui atuação mundial. Para apresentar a pujança da marca, a empresa lança, na Expo Forest 2023, equipamentos: a motoniveladora GR1905BR, o trator agrícola XT804-5D e a mini pá carregadeira XC7-SR07. O evento acontece de 9 a 11 de agosto, em Guatapará, cidade a 45 km de Ribeirão Preto, São Paulo.

Lançamento da empresa, a motoniveladora GR1905BR foi especialmente desenvolvida para nivelamento do solo, abertura de valas, raspagem de encostas, escavação, escarificação em grandes áreas agrícolas e florestais, entre outras. O equipamento possui peso operacional de 15400kg, potência de 170hp/180hp/190hp e dimensões gerais (C x L x A) 10360 x 2625 x 3470mm.

Redução da Selic pode impactar o setor agrícola, mas efeitos não serão imediatos

Outra novidade é o trator agrícola XT804-5D, projetado para proporcionar melhor segurança e conforto ao operador, graças ao maior espaço interno e ergonomia, conferindo visibilidade de 360°durante toda operação.

“O design é destacado na versão nacional, sendo que as características técnicas do equipamento, já consagrados pelos agricultores do País, foram potencializadas. Além disso, a nova entrada de ar e seus 80CV de potência são responsáveis por tornar o equipamento um dos mais potentes do mercado”, afirma Renato Torres, diretor comercial da XCMG Brasil.

A linha de pá-carregadeira da XCMG também é destaque na feira e possui vários opcionais, como garfo de carregamento, garra para uso florestal e braço de movimentação de materiais para realizar diversos tipos de trabalhos.

A XCMG Brasil aproveita também para lançar a mini pá carregadeira XC7-SR07, que possui peso operacional de 2.950kg, caçamba 0,4m3 e potência do motor 67,3hp.

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“O equipamento apresenta tecnologia avançada, alta eficiência e segurança, configurado com vários dispositivos, incluindo o mecanismo de elevação radial auto inovador com forte potência, função de nivelamento unidirecional e alta eficiência operacional. Possui, ainda, cabine panorâmica com mecanismo ROPS e FOPS padrão para segurança e confiabilidade, com tela de exibição inteligente e sistema de monitoramento eletrônico em tempo real, garantindo melhor desempenho”, destaca Torres.

Ainda, a pá carregadeira LW500BR contém caixa de transmissão controlada eletronicamente e capacidade nominal de operação de até 5000 kg. A estrutura da carregadeira reduz consideravelmente o ruído, melhora o conforto do operador e facilita a manutenção do equipamento, independentemente da condição de uso.

Outro equipamento em demonstração é a mini escavadeira hidráulica XE35U para escavação, carregamento, nivelamento, abertura de valas, trituração, perfuração, compressão e levantamento etc.

De design sem cauda, o equipamento é ideal para operação em espaço estreito. Ao lado, em exibição, a escavadeira XE80DA com peso operacional de 7730 kg, potência do motor de 59,1 hp. e capacidade da caçamba de 0,33 m³. Como também a escavadeira XE225BR, equipada com motor Cummins QSB7 TIER III, de alta eficiência, grande velocidade de operação e um desempenho superior ao modelo anterior. Conta com lanças e braços reforçados com aço de alta resistência e grande gama de opcionais de caçamba.

Lançamento elétrico

Cada vez mais voltada às práticas e desenvolvimento de soluções ESG (Environmental, Social and Governance), a XCMG apresenta novos equipamentos elétricos, como a escavadeira elétrica pura XCMG XE270E, que possui a maior tonelagem industrial.

Ao lado, figura a carregadeira de rodas XC968-EV 100% elétrica, pioneira em adotar três motores elétricos que acionam conjuntamente o sistema hidráulico e os eixos de tração dianteiro e traseiro. Como resultado, o equipamento confere diferenciais ímpares, tais como: resposta rápida, baixo ruído, consumo baixo de energia e emissão zero carbono.

Também em exposição, a Sonda de Perfuração XZ200 é utilizada em método não destrutivo. Possui uma estrutura compacta para a implantação de redes de gás e energia renovável, e construção de infraestruturas saneamento de água e esgoto e de redes fibra óticas. O peso de 8,5t facilita manobras.

 

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Tecnologia

Todas as fábricas da CNH Industrial no Brasil agora são aterro zero

Por redação 08/08/2023
Escrito por redação

Iniciativa integra as metas globais para promover o desenvolvimento de forma sustentável

Todas as fábricas da CNH Industrial no Brasil agora são aterro zeroO fortalecimento da economia circular é um dos grandes desafios para o século 21 no mundo. Com foco em processos mais sustentáveis, a CNH Industrial abraçou a ideia e, desde 2016, trabalha para destinar corretamente 100% de resíduos de suas plantas brasileiras. E, recentemente, a de Curitiba (PR) se junta às unidades de Contagem (MG), Piracicaba (SP) e Sorocaba (SP), que já são Aterro Zero, atingindo a meta interna em todas as fábricas no Brasil.

O objetivo consiste no máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos e a redução – ou mesmo o fim – da destinação desses materiais para os aterros sanitários ou para coprocessamento (geração de energia). Os aterros sanitários não são mais indicados para esse fim. Eles requerem grandes extensões de terra e podem causar impactos ambientais, como contaminação do solo, ar, lençóis freáticos e aquíferos assim como oferecer riscos aos animais e comunidades no entorno.

“Acreditamos que essa é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar não só a empresa, mas também nossos colaboradores e comunidades a mudarem seus modos de vida e práticas diárias. Trabalhamos para incentivar os ciclos naturais sustentáveis, nos quais todos os materiais são projetados para permitir sua recuperação e uso pós-consumo praticando o conceito de economia circular”, destacou Fábio Belasco, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da CNH Industrial para a América Latina.

A legislação ambiental determina que o resíduo industrial seja destinado a aterros licenciados. O aterro tem o tratamento controlado, mas a sua vida útil é temporária. “Entendemos que todo o material pode ser transformado e passamos a enviar o mínimo de resíduos para esses locais. Gradualmente reduzimos o volume até alcançar o aterro zero, que é a eliminação completa do envio de resíduos para aterros sanitários. É uma forma de fazer a diferença, produzir de forma eficiente, fazer o correto e dar a nossa contribuição para a redução de impactos”, disse Belasco.

Redução da Selic pode impactar o setor agrícola, mas efeitos não serão imediatos

O projeto, iniciado na fábrica de Contagem em 2016, passou pelo estudo de viabilidade de alternativas para a destinação ambientalmente correta, seja por meio de reciclagem ou compostagem. Na sequência, foi implantado de maneira faseada em todas as fábricas brasileiras, até alcançar a meta de 100% em 2023.

Dentre os resíduos sólidos provenientes da atividade da indústria estão madeira, plástico, papelão, material orgânico, óleo, entre outros. A madeira é enviada para a produção de biomassa; o solvente usado na pintura é reciclado e reutilizado internamente; o resíduo orgânico é compostado; o efluente tecnológico passa por uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) para reutilização em descargas, limpeza do piso de fábrica ou teste em máquinas.

“Buscamos soluções ambientalmente corretas para cada resíduo. Para alcançar esse resultado, é feita internamente a separação, o acondicionamento e o transporte desses materiais”, completou Belasco.

 

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Notícias

Credicitrus atinge R$ 13,2 bi em ativos e cresce 17,4% em depósitos no 1º semestre

Por redação 08/08/2023
Escrito por redação

As operações de crédito da cooperativa também avançaram, chegando a R$ 6 bilhões, um aumento de 15,7%

Credicitrus atinge R$ 13,2 bi em ativos e cresce 17,4% em depósitos no 1º semestre

por Clarisse Sousa – A cooperativa de crédito Credicitrus alcançou resultados positivos no primeiro semestre de 2023. Registrando um crescimento de 15,9% em relação ao mesmo período do ano passado, a cooperativa somou R$ 13,2 bilhões em ativos totais no período. As operações de crédito também apresentaram avanço, chegando a R$ 6 bilhões, um aumento de 15,7%.

Além disso, os depósitos da cooperativa de crédito totalizaram R$ 8,9 bilhões, resultado 17,4% superior ao semestre anterior.

Redução da Selic pode impactar o setor agrícola, mas efeitos não serão imediatos

O patrimônio líquido, em comparação ao mesmo período em 2022, cresceu 9,4%, alcançando R$ 2,5 bilhões. Na comparação com o semestre do ano anterior, o resultado representa um aumento de 18%, totalizando a cifra de R$ 242 milhões.

“Os resultados demonstram a solidez da nossa cooperativa no mercado financeiro e a assertividade das ações planejadas para beneficiar os nossos cooperados, que são fundamentais para fortalecer o cooperativismo brasileiro, mas também, para proporcionar mais desenvolvimento às sociedades locais”, afirma Fábio Fernandes, diretor de negócios da Credicitrus.

Quatro décadas de atuação

Neste ano, a cooperativa comemora 40 anos de atuação no mercado financeiro. Segundo a diretora de governança, riscos e compliance, Denise Almeida, ao longo das últimas décadas, a Credicitrus tem sido um agente fundamental para o desenvolvimento sustentável do mercado cooperativista brasileiro.

“Somar forças para gerar prosperidade, transformar vidas e desenvolver a comunidade é o propósito que move e fundamenta todas as ações da cooperativa, por isso, o primeiro semestre foi tão especial para a Credicitrus, pois tivemos no total das cinco cidades que visitamos com o Circuito a participação de mais de 60 mil pessoas”, afirma Denise.

Durante este semestre, a Credicitrus incorporou a área de Sustentabilidade em sua estrutura organizacional. A missão desta nova divisão é descobrir oportunidades ligadas aos aspectos ambientais, sociais e climáticos, buscando impactar positivamente tanto os associados quanto a comunidade em geral.

 

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