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Notícias

Exportações de milho atingiram 1,03 milhão de toneladas em junho

Por redação 24/07/2023
Escrito por redação

Estima-se que a atual colheita da segunda safra do milho paraguaio será a mais atrasada em onze anos

Exportações de milho atingiram 1,03 milhão de toneladas em junho As exportações de milho em junho de 2023 atingiram 1,03 milhão de t contra o observado em maio (um montante de 0,38 milhão de t) e acima do ocorrido no mesmo período do ano passado (0,99 milhão de t), fruto da ocorrência de negociações antecipadas. A informação é do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na sexta-feira (21).

As informações divulgadas atribuem este movimento aos prêmios de exportação que estão subindo rapidamente no mercado brasileiro, com valores maiores previstos para o final do ano, em razão do atraso na colheita sul-americana e também por conta das chuvas das últimas semanas. Estima-se que a atual colheita da segunda safra do milho paraguaio será a mais atrasada em onze anos.

Em relação aos preços dos fretes, outro tópico abordado pelo boletim, em Mato Grosso, a projeção reportada pelas fontes em maio, para o mês de junho, foi confirmada. Assim, com o avanço da colheita do milho se consolidando, a demanda por frete se aqueceu e o preço teve ligeira alta em quase todas as praças e destinos.

Brasil deverá produzir 390 milhões de toneladas de grãos nos próximos 10 anos

Já no Mato Grosso do Sul, o mercado de frete dos grãos com destino à exportação e mercado interno ficou concentrado no escoamento da soja, uma vez que a colheita do milho segunda safra ainda não apresentou volumes significativos neste período.

Em Goiás, na região de Rio Verde, as principais demandas continuam sendo por fretes para os portos de Santos e Guarujá (Baixada Santista). No Distrito Federal, na comparação com o mês anterior, os preços dos fretes em junho oscilaram entre recuos e manutenções, na maioria das praças pesquisadas.

No Paraná, por sua vez, os preços dos fretes para milho apresentaram variação positiva, em função do início das colheitas deste grão. A Bahia registrou, em junho, tanto estabilidade quanto alta nas cotações dos fretes. No Sealba a demanda por fretes reduziu, provocando a estabilidade nas cotações. Para o Piauí, o mercado de fretes apresentou aumento nos preços com destino a São Luis/MA, variando em torno de 10% em relação a maio deste ano.

Fertilizantes

Em 14 de junho, foi realizada a inauguração do novo corredor de importação de fertilizantes do Arco Norte no Porto do Itaqui, em São Luís/MA. O projeto conta com investimentos de cerca de R$ 400 milhões, com capacidade para movimentar até 1,5 milhão por ano de t do insumo, suprindo a demanda crescente por fertilizantes na região do Arco Norte do país.

Mapa orienta estados a declararem estado de emergência zoossanitária

De acordo com o Boletim, a empresa Mosaic Fertilizantes prevê investir em uma unidade de mistura, armazenagem e distribuição a ser instalada no Terminal Integrador de Palmeirante – TIPA.

Essa operação consiste no carregamento no Porto do Itaqui de composições ferroviárias da VLI Logística até a recém-estrutura construída para recepção, armazenagem e expedição de fertilizantes no terminal integrador de Tocantins (também de propriedade da VLI). A projeção é para a criação de um polo industrial no terminal, com área aproximada de 230 hectares.

 

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24/07/2023 0 Comentários
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Notícias

Brasil deverá produzir 390 milhões de t de grãos nos próximos 10 anos

Por redação 21/07/2023
Escrito por redação

O crescimento será de mais de 24%, principalmente nas lavouras de soja, milho segunda safra e algodão, aponta o estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária

Brasil deverá produzir 390 milhões de toneladas de grãos nos próximos 10 anosA produção de grãos no Brasil deverá aumentar 24,1% nos próximos dez anos, chegando perto de 390 milhões de toneladas na safra 2032/2033, com acréscimo de 75,5 milhões de toneladas. Esse acréscimo corresponde a uma taxa de crescimento de 2,4% ao ano. Soja, milho de segunda safra e algodão devem continuar alavancando o crescimento da produção de grãos.

A área de grãos deve expandir-se dos atuais 77,5 milhões de hectares (Conab – maio/2023) para 92,3 milhões de hectares em 2032/33.

Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2022/23 a 2032/33, feito pela Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Fazenda eleva estimativa do PIB da agropecuária de 11% para 13,2% em 2023

As projeções do Agronegócio mostram um enorme potencial de crescimento do setor, que deverá ocorrer, principalmente, com base na produtividade, entretanto, de acordo com a pesquisa, será necessário ampliar os investimentos em pesquisa.

A expansão de área deverá ocorrer devido ao padrão de crescimento da agricultura brasileira. De acordo com o estudo, a produtividade e as tecnologias operam juntas no sentido de crescimento sustentável.

A adição dos 14,7 milhões de hectares à área plantada de grãos poderá vir da conversão de áreas atualmente degradadas, particularmente, oriundas de pastagens extensivas, entre outras possibilidades, que evitem afetar a cobertura vegetal do país. De acordo com a análise da pesquisa, 78% da expansão da área plantada deverá ocorrer com o cultivo da soja.

Brasil deverá produzir 390 milhões de toneladas de grãos nos próximos dez anosA produção de soja em 2032/33 está projetada para 186,7 milhões de toneladas, acréscimo de 20,6% em relação à produção de 2022/23. A projeção de exportação de soja em grão está em 121,4 milhões de toneladas, com participação prevista de 60,6% nos embarques mundiais.

A área de milho segunda safra deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto. Milho e soja deverão sofrer pressão devido ao uso crescente como culturas relevantes para produção de biocombustíveis – biodiesel e etanol de milho.

A produção total de milho está projetada para 160 milhões de toneladas para 2032/33, alta de 27% em relação à produção de 2022/23. As exportações e a demanda de milho para a produção de etanol serão duas importantes forças a estimular o cultivo. O milho adquire importância crescente como matéria prima e como alimento.

Brasil e Estados Unidos deverão liderar juntos as exportações mundiais de milho, estimadas em 69 milhões de toneladas por país. Corresponde a uma participação nas exportações de 30% para cada um dos países.

As projeções do algodão em pluma indicam produção de 3,6 milhões de toneladas em dez anos, expansão de 26,8%, dominado principalmente pela produtividade. Mato Grosso e Bahia respondem atualmente por 90% da produção nacional. Espera-se que o aumento da produtividade seja impulsionado por melhoramento genético, melhores práticas agronômicas, novas tecnologias e agricultura de precisão.

O Brasil deverá responder por 12,5% da produção mundial de algodão em 2030. Estados Unidos, Brasil e Índia deverão ser os principais exportadores ao final destas projeções. O consumo de algodão no Brasil deve apresentar estabilidade nos próximos anos, situando-se em 732 mil toneladas anuais.

Dados da OCDE/FAO mostram que, a partir dos anos 1990, o consumo per capita de fibra de algodão foi ultrapassado pelas fibras sintéticas, devido aos preços mais acessíveis.

Brasil deverá produzir 390 milhões/ton de grãos nos próximos 10 anosCarnes

A produção de carnes (bovina, suína e frango  deverá ter alta de 6,6 milhões de toneladas entre 2022/23 e 2032/33, representando 22,4% de aumento. Saindo dos atuais 29,6 milhões de toneladas para 36,2 milhões de toneladas de carnes.

As carnes de frango e suínas são as que devem apresentar maiores índices de crescimento nos próximos anos: frango, 28,1% e suína, 23,2%. A produção de carne bovina deve crescer 12,4%, embora o Brasil continue liderando o mercado internacional do produto, suprindo 28,5% do consumo mundial.

De acordo com o documento, deverá haver um esforço de crescimento em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento para o setor, haja vista a procura por proteína animal.

Segundo o estudo, o mercado interno, as exportações e os ganhos de produtividade com os grãos deverão ser os principais fatores de crescimento na próxima década. Em 2032/33, perto de 33% da produção de soja deve ser destinada ao mercado doméstico, o milho, 65%, e o café quase 43% da produção deve ser consumida internamente.

Como uma das conclusões do documento, o aumento da produção nacional deverá ser pressionada com o crescimento do mercado interno e das exportações brasileiras.

Cerca de 35,5% da produção de carne de frango será destinada ao mercado interno. A participação da carne suína será de 14,8% no mercado interno. Embora o Brasil seja um grande exportador para diversos produtos, o consumo interno será relevante.

O trabalho das Projeções tem por objetivo indicar direções do crescimento da agropecuária e fornecer informações aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências de produtos do agronegócio.

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Notícias

Mapa orienta estados a declararem estado de emergência zoossanitária

Por redação 21/07/2023
Escrito por redação

Medida visa conter avanço da gripe aviária e efetivar ações do governo federal nas unidades

Líder nas exportações de carne de frango para o mundo, respondendo por 35% do mercado global, o Brasil é um dos únicos países que ainda se mantém com o status de livre da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (Gripe Aviária) em aves comerciais, conforme protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O controle da situação pandêmica tem sido possível graças a um sistema de defesa sanitária reconhecido internacionalmente.

Diante dos registros dos primeiros focos da doença em aves migratórias neste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 22 de maio.

No entanto, para que as medidas de enfrentamento à gripe aviária sejam efetivadas, é necessário que os estados também adotem medidas semelhantes, reforçando o alerta mesmo nas localidades onde não há qualquer registro de foco de gripe aviária. Isso porque a ocorrência de um caso em ave comercial afetaria todo o país.

Mapa orienta estados a declararem estado de emergência zoossanitária

Nesta quinta-feira (20), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com governadores e representantes dos estados e Distrito Federal orientando para que os governos declarem o estado de emergência zoossanitária e reforcem as ações de contenção e impeçam o avanço da doença.

O estado de emergência já declarado pelo Mapa possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais – nas três instâncias: federal, estadual e municipal – e não governamentais.

Contudo, os estados e municípios precisam adotar medidas semelhantes para acessar e disponibilizar os recursos a serem aplicados nas ações necessárias, tais como assegurar a força de trabalho, logística, recursos materiais e tecnológicos para a contenção da gripe aviária.

Mesmo sem a ocorrência de casos em aves de granjas comerciais destinadas ao consumo, o Brasil já percebe os primeiros impactos comerciais. Segundo maior destino das exportações de carne de frango brasileira, o Japão suspendeu temporariamente as compras de produtos oriundos do Espírito Santo e Santa Catarina.

Do total de 2,629 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil entre janeiro e junho deste ano, o Japão foi o destino de 219,8 mil toneladas, número 8,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo maior exportador de frango do país, o estado de Santa Catarina foi responsável pela comercialização de 545,5 mil toneladas para fora do Brasil neste primeiro semestre e, somente agora, após o embargo japonês, deverá declarar o estado de emergência zoossanitária.

Na próxima semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, estará em missão oficial com a comitiva do Mapa na Ásia, continente que registrou o maior crescimento nas exportações de frango neste ano, e se reunirá, especialmente, com representantes do governo japonês para reafirmar as medidas de segurança sanitária na produção brasileira.

“Estamos trabalhando, como sempre, com celeridade e transparência, adotando prontamente todas as medidas de controle e demonstrando isso para que os consumidores dos produtos do nosso frango, que estão em mais de 150 países no mundo, continuem tranquilos e confiantes”, explicou o ministro.

Para que as ações possam ser ainda mais intensificadas, ele reafirmou aos governadores e representantes dos estados a importância do estado de emergência zoossanitária para que os governos possam acessar os recursos já disponibilizados pelo governo federal e apliquem nas ações que evitem o avanço da gripe aviária.

A influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas.

No dia 15 de maio de 2023, foi detectada pela primeira vez em território nacional, diagnosticada em aves silvestres – o que não compromete a condição do Brasil como país livre de IAAP para o comércio.

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21/07/2023 0 Comentários
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Artigo Técnico

Árvores e tecnologia: uma combinação de sucesso na produção de celulose

Por redação 21/07/2023
Escrito por redação

exportações de milho - Árvores e tecnologia: uma combinação de sucesso na produção de celulose

Por Marcio Veiga* – Em 2022, o Brasil se consolidou como o maior exportador de celulose do mundo. A produção de celulose nacional atingiu 25 milhões de toneladas, uma alta de 10,9% em comparação com 2021, enquanto as exportações alcançaram 19,1 milhões de toneladas, um salto de 22%, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). 

Com esse desempenho, o país amplia a distância em relação ao Canadá, segundo colocado no ranking da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) dos maiores exportadores de celulose. Em 2021, os canadenses embarcaram 8 milhões de toneladas da fibra para outros países, seguido dos Estados Unidos, com 6,83 milhões de toneladas. 

Com um resultado tão expressivo já alcançado, o desafio do setor de produção de celulose nesse momento é encontrar formas de manter esse desenvolvimento para os próximos anos. Além da expansão florestal sustentável, a outra resposta para essa questão pode soar estranha quando falamos de florestas, mas é a tecnologia a nossa maior aliada na busca por esse objetivo. 

Aliar tecnologia e plantio é uma tendência que veio para ficar e que deve se expandir cada vez mais. Na Veracel, por exemplo, investimos cerca de R$ 20 milhões em transformação digital em 2022. Dentro desse movimento, levamos inovação e automação para dentro da floresta e estamos ampliando ainda mais nossas margens de produção, além de reduzir custos e manter os mais altos padrões de sustentabilidade. 

As possibilidades de tecnologias que podem ser aplicadas nas florestas são inúmeras e até mesmo a tão controversa Inteligência Artificial já se mostrou uma importante aliada para o setor florestal. O uso da tecnologia em softwares nos permite aplicar desde métodos controlados de plantio, manejo, colheita e controle de pragas até a avaliação do solo e a recomendação genética de qual espécie (clone) de eucalipto é a mais indicada para cada uma das áreas de plantio da empresa. 

Para o setor de base florestal, que lida com muitos hectares de florestas em diversas localidades – a Veracel, por exemplo, tem atuação em 11 municípios diferentes -, esse tipo de tecnologia é fundamental para evitarmos perdas de produção. 

Com a tecnologia e o uso inteligente de dados, conseguimos entender de forma mais precisa o comportamento do eucalipto diante das mudanças climáticas e podemos trabalhar a variação genética das árvores, plantando mudas que se adaptem melhor às condições locais de clima ou que sejam mais resistentes a pragas comuns na nossa região. 

Os resultados falam por si só. Com essa tecnologia, a Veracel conseguiu uma aderência de 96% entre o planejado e o executado pela ferramenta (Verótima) ao longo de 2022. Isso demonstra o quanto as recomendações do algoritmo foram precisas para que a equipe de manejo florestal pudesse avaliar as melhores opções de plantio e ampliar a expectativa de produtividade da produção de eucalipto da empresa. 

Outra tecnologia de sucesso e que requer baixo investimento é o uso de drones nas plantações. Podendo ser utilizado para inúmeras funções, na Veracel essa ferramenta é uma importante aliada para o monitoramento do estoque de madeira, para medir o aproveitamento da colheita e para complementar a estratégia terrestre de liberação de inimigos naturais (parasitoides e predadores) da lagarta desfolhadora. 

No início deste ano, implantamos também o monitoramento automático de máquinas da área florestal. Esse sistema realiza, de forma eletrônica, o apontamento da produção de cada máquina, com detalhamento de capacidade, paradas, entre outras informações. Todos esses processos melhoram a gestão e a eficiência operacional do nosso trabalho. 

O projeto traz a confiabilidade dos dados e a velocidade de transmissão dessas informações entre o campo e o escritório. Isso também resulta em tomadas de decisões mais assertivas. Mas nem tudo são flores. As aplicações tecnológicas em áreas florestais no Brasil ainda possuem amplo espaço para desenvolvimento e enfrentam um grande desafio: nessas áreas, a internet e os celulares geralmente não funcionam bem. 

No momento, a resposta para essa dificuldade tem sido pensar em soluções offline. Aplicamos sistemas que, no campo, não necessitam de conexão, mas que, quando conectados à internet, compilam os dados de forma precisa e automática. Esses sistemas de leitura de dados ampliam a confiabilidade para a tomada de decisão e ainda aumentam a eficiência das equipes na produção de relatórios. 

Ao aliar tecnologia e processos sustentáveis, o setor florestal brasileiro pode seguir com expectativas positivas, tanto para nos mantermos na posição de liderança na produção de celulose quanto para buscarmos ainda mais inovação e competitividade para as práticas atuais de manejo florestal sustentável.

*Márcio Veiga é diretor Florestal da Veracel

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Tecnologia

Gestão digital amplia vendas e ajuda a fidelizar clientes no agro

Por redação 20/07/2023
Escrito por redação

O uso de sistemas como o CRM (Customer Relationship Management) ajuda na manutenção e aquisição de novos clientes no agro

Gestão digital amplia vendas e ajuda a fidelizar clientes no agroEmpresas que conhecem o perfil de seus consumidores conseguem personalizar o atendimento e antecipar demandas do mercado. Nesse sentido, fidelizar clientes torna-se essencial para o crescimento de um negócio. De acordo com uma pesquisa do consultor norte-americano Frederick Reichheld, investir 5% a mais em retenção de clientes pode elevar, em média, 35% o lucro de uma empresa.

Assim, os processos de gestão guiados por análises e dados sobre o comportamento de compra dos clientes tornam as empresas mais competitivas. No agronegócio, não é diferente. Segundo o diretor de negócios e segmentos da Aliare, Adriano Stradiotto, o uso de sistemas como o CRM (Customer Relationship Management) ajuda na manutenção e aquisição de novos clientes no agro.

Fazenda eleva estimativa do PIB da agropecuária de 11% para 13,2% em 2023

O CRM é um software usado para a gestão de relacionamento com clientes. Ele coleta informações relevantes sobre o histórico de atividades com os produtores rurais. Isso possibilita a segmentação e, consequentemente, uma abordagem personalizada para cada um desses públicos.

O diretor Adriano Stradiotto relembra que o Clover CRM é uma ferramenta especialista no agronegócio, e que foi o primeiro software criado para o atendimento personalizado aos produtores rurais brasileiros.

Segundo ele, “o produto evoluiu junto com o agro e, hoje, consegue direcionar estrategicamente os gestores comerciais e facilitar a rotina dos consultores que realizam visitas a campo”.

A nova versão do aplicativo Clover CRM é uma das evoluções recentes da solução. Segundo ele, o app está mais intuitivo, personalizável e ágil, com acesso fácil aos dados. Central de RTR (relatório em tempo real), novos filtros para registro e busca de clientes e propriedades; e integração com WhatsApp são alguns dos novos recursos do app, que é compatível com aparelhos iOS e Android.

“Focamos na melhor experiência do consultor de vendas. Isso porque sabemos que essa é uma ferramenta significativa no atendimento, para fidelizar clientes. O aplicativo entrega ao vendedor, com apenas um clique, as principais informações sobre eles”, conclui Stradiotto.

 

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Notícias

Fazenda eleva estimativa do PIB da agropecuária de 11% para 13,2% em 2023

Por redação 20/07/2023
Escrito por redação

Nova previsão do PIB da agropecuária consta do Boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira (19)

Fazenda eleva estimativa do PIB da agropecuária de 11% para 13,2%A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou de 1,9% para 2,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A estimativa para a inflação caiu. As previsões estão no Boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira (19), segundo nota da “Agência Brasil”.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a revisão no crescimento do PIB foi motivada pelo aumento de 1,9% no primeiro trimestre e pela expectativa de queda dos juros no segundo semestre por causa da desaceleração da inflação. A estimativa de crescimento para 2024 foi mantida em 2,3%.

Ministérios assinam acordo para impulsionar agricultura familiar

As projeções de crescimento melhoraram para todos os setores. Para o PIB da agropecuária, a projeção passou de 11% para 13,2%. Para a indústria, a estimativa avançou de 0,5% para 0,8%, enquanto a projeção para serviços passou de 1,3% para 1,7%.

No início do mês, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, anunciou que a projeção para o PIB deste ano ficaria entre 2,5% e 3%. Na ocasião, ele ressaltou que, no início do ano, o mercado financeiro previa expansão de apenas 1% para a economia brasileira neste ano.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, usou as redes sociais para celebrar os novos números. Destacando o trabalho do ministro da Fazenda, afirmou que “o Brasil está de volta”.

 

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Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho
Notícias

Ministérios assinam acordo para impulsionar agricultura familiar

Por redação 20/07/2023
Escrito por redação

O acordo é uma forma de impulsionar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que prevê que um mínimo de 30% das compras públicas de gêneros alimentícios devem ser oriundas da agricultura familiar

acordo é uma forma de impulsionar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que prevê que um mínimo de 30% das compras públicas de gêneros alimentícios devem ser oriundas da agricultura familiarO governo federal criou uma força-tarefa para ampliar a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar, por meio de compras públicas. A iniciativa envolve cinco ministérios (Desenvolvimento Agrário, Saúde, Educação, Defesa, Desenvolvimento e Assistência Social) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que assinaram um acordo de cooperação técnica nesta quarta-feira (19), em Brasília.

“Com esse acordo, creio que vamos dar um salto na compra pública da agricultura familiar, atendendo ao que o presidente Lula quer, que é aumentar a produção de alimentos e ter mesa farta”, celebrou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Entre as responsabilidades da pasta chefiada por ele, o acordo assinado prevê a oferta de assistência técnica e extensão rural especializada para os agricultores familiares, com foco nas compras institucionais, além de intensificar as ações de fomento e organização da produção de alimentos, qualificação de gestores, agentes públicos dos órgãos e organizações econômicas da agricultura familiar nos processos de compra e venda pela modalidade de aquisição pública.

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O acordo é uma forma de impulsionar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que prevê que um mínimo de 30% das compras públicas de gêneros alimentícios devem ser oriundas da agricultura familiar, para destinação posterior a projetos de combate à fome. “O PAA é um dos programas decisivos que ajudaram o Brasil a sair do mapa da fome”, lembrou.

Recriado por Medida Provisória (MP) em março, o PAA foi aprovado pelo Congresso Nacional este mês de deverá ser sancionado pelo presidente da República nesta quinta-feira (20).

“Nós vamos aumentar a produção de alimentos no Brasil, que diminuiu muito nesses anos. Aumentou a produção de soja, milho, algodão, carne, e diminuiu muito a produção arroz, feijão, mandioca, hortaliças, legumes e frutas, que é o que vai para o mercado interno”, acrescentou Teixeira.

O ministro citou experiências exitosas de compras públicas, como a aquisição, pelo Exército Brasileiro, de café orgânico produzido por assentados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Espírito Santo.

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Desde que foi relançado, o PAA já recebeu milhares de ofertas por meio de editais lançados pela Conab. “Nós recebemos mais de 3,7 mil propostas ofertadas ao PAA. Isso demonstra a potência que nós temos. Foram mais de 350 tipos de produto que estão em oferta”, destacou o presidente da companhia, Edegar Pretto. Até o momento, a empresa pública disponibilizou cerca de R$ 1,1 bilhão em editais para a compra de alimentos da agricultura familiar.

“Nós reafirmamos nosso compromisso com a produção de alimentos saudáveis”, afirmou Nelson Luiz Krupinski, presidente da Cooperativa dos Assentados da Grande Porto Alegre, que participou do evento de assinatura do acordo de cooperação.

Comida de qualidade

Presente à cerimônia de assinatura do acordo, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, também destacou o valor nutricional da medida. “Não é possível pensar no futuro do Brasil sem pensar no forte desenvolvimento da agricultura familiar. Queremos que as crianças estejam com o bucho cheio e com uma comida de qualidade”, afirmou.

Trindade enfatizou a possibilidade da rede federal de hospitais e órgãos vinculados ao ministério facilitarem a aquisição de alimentos de pequenos agricultores. “Temos pensado em um mecanismo de compras centralizadas para os hospitais federais”, observou. Ainda segundo a ministra, a pasta pode contribuir com a produção de dados e indicadores que avaliem o impacto positivo da ação na saúde da população atendida.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, também anunciou que a pasta vai viabilizar a ampliação das compras públicas por meio de sua rede de programas e órgãos vinculados. Da mesma forma, no Ministério da Educação (MEC), a ideia é usar a rede de universidades e institutos federais para promover uma ampliação da compra de alimentos produzidos por cooperativas de pequenos agricultores.

Fonte: Agência Brasil

 

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20/07/2023 0 Comentários
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Notícias

Novo permeâmetro pode revolucionar a avaliação de água nos solos

Por redação 19/07/2023
Escrito por redação

O novo permeâmetro digital avalia a condutividade hidráulica do solo, ou seja, mede a capacidade da água fluir dentro do solo

Permeâmetro digital pode revolucionar a avaliação de água nos solosDesenvolvido em parceria entre a Embrapa Solos (RJ) e o Centro Brasileiro de Pesquisa Físicas (CBPF), o permeâmetro digital despertou o interesse da empresa Falker, que deverá embarcá-lo em mais de um produto para diagnóstico de solos. A empresa espera ter um protótipo dentro dos próximos oito meses e, logo em seguida, pretende disponibilizar versões comerciais.

O permeâmetro é o tipo de equipamento mais usado no mundo para avaliar a condução da água nos solos. A tecnologia desenvolvida pela CBPF e pela Embrapa faz a coleta de dados digitalmente usando um computador de baixo custo.

Economia de tempo e maior precisão

A avaliação da condutividade hidráulica, da presença de água no solo, é um trabalho demorado, que depende de um técnico treinado para fazer a coleta. O novo permeâmetro digital automatiza essa coleta dos dados de fluxo de água pelo solo e registra o seu tempo. Com esses dados, a geometria do aparelho e do poço escavado, é possível estimar com precisão a condutividade hidráulica do solo.

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O equipamento registra os dados em um cartão de memória. A tecnologia permite acompanhar as avaliações e registrar os dados em um telefone celular por conexão bluetooth. Não é necessário o uso de um laptop no campo. Estudos de validação e comparação com equipamentos manuais já foram feitos e serão validados em outros solos e regiões do Brasil.

“Acreditamos que o resultado desse projeto pode gerar um produto que complemente a linha de produtos da empresa. Os diagnósticos relacionados à física do solo são complementares ao que já trabalhamos”, informa o engenheiro Marcio Albuquerque, CEO da Falker.

Com esse aparelho, o técnico, que nos métodos convencionais fica por horas anotando os valores de fluxos, é liberado para fazer outras avaliações e coletas, aumentando o rendimento e a eficiência do trabalho no meio rural.

Além disso, o equipamento tem uma precisão de leitura de milímetros e um registro de tempo de décimos de segundo, o que aumenta a precisão dos dados coletados. O progresso do novo dispositivo vem do fato de as medidas serem obtidas digitalmente.

BNDES lança edital de R$ 1 bi para segurança alimentar no Nordeste

Os desenvolvedores do novo equipamento esperam que esse seja o primeiro de uma série de produtos destinados a realizar a avaliação de propriedades do solo diretamente no campo. Isso é interessante ao produtor, uma vez que a condutividade hidráulica saturada e a infiltração são parâmetros essenciais para a agronomia, em especial na irrigação, e ajudam na análise de riscos climáticos.

“Profissionais ligados à engenharia ambiental têm uma grande demanda dessas análises para construção de aterros sanitários, por exemplo. Na área da hidrologia, os dados são usados no cálculo de recarga de aquíferos”, declara o pesquisador da Embrapa Wenceslau Teixeira, ressaltando que a condutividade hidráulica é um parâmetro bastante raro, porque a sua avaliação é bastante morosa. “A minha expectativa é que, com um equipamento com custos reduzidos em relação aos importados e com coleta automática, com redução do esforço, nós podemos aumentar a disponibilidade desse parâmetro e difundir o seu uso em outros projeto”, prevê o cientista.

Permeâmetro digital pode revolucionar a avaliação de água nos solosA parceria entre a Embrapa, a CBPF e a Falker visa transformar um protótipo de pesquisa em um produto comercial, o que requer adequá-lo às linhas de produção, testar sua robustez, além de realizar os procedimentos de calibração e manutenção, o design e a capacidade de chegar ao consumidor final, entre outras questões que surgem no desafio da inovação tecnológica.

“A Falker identificou o potencial da técnica que publicamos e, em colaboração com a Embrapa Solos, estamos desenvolvendo um equipamento inovador, funcional e economicamente viável. Isso é um exemplo claro de pesquisa e desenvolvimento (P&D)”, diz o pesquisador do CBPF Geraldo Cernicchiaro. Ele conta que a Embrapa Solos e o CBPF têm um longo histórico de parceria, entre elas um método e um dispositivo de avaliação de propriedades físico-hídricas do solo.

BNDES lança edital de R$ 1 bi para segurança alimentar no Nordeste

O protótipo em desenvolvimento na Falker será validado em breve, com avaliações no campo. “Esperamos fazer um primeiro anúncio do produto no próximo Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, em agosto, em Florianópolis”, prevê Márcio Albuquerque.

“Todos os parceiros estão bastante empolgados e otimistas. Acreditamos que o trabalho irá avançar de maneira célere com expectativa que dentro de seis a oito meses já tenhamos um protótipo-piloto e, em seguida, o produto comercial sendo ofertado ao mercado”, acredita a analista da Embrapa Solos Gizelle Bedendo.

Inovação aberta

“Estamos trabalhando com a Falker e o CBPF a partir do conceito de inovação aberta e o codesenvolvimento do permeâmetro digital. Do ponto em que se encontra hoje a tecnologia traz desafios técnicos de evolução do produto e também de escalonamento. Assim, a parceria com a Falker visa aportar essa complementaridade para entregarmos um produto final tecnicamente eficiente e comercialmente viável”, relata Bedendo.

“Queremos levar ao mercado um produto que possa ser usado não apenas por pesquisadores, mas por consultores, agrônomos e, futuramente, também pelos próprios produtores”, declara o CEO da Falker.

 

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Notícias

Fávaro: retomada de exportações de frango de SC para o Japão será prioridade

Por redação 19/07/2023
Escrito por redação

Santa Catarina teve a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves domésticas de subsistência

Fávaro: retomada de exportações de frango de SC para o Japão será prioridadeO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, garantiu nesta terça-feira (18) que a retomada das exportações de frango de Santa Catarina para o Japão será a prioridade da missão do Mapa a Tóquio, na próxima semana.

Em reunião com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, Fávaro ressaltou que o Brasil continua sendo um dos quatro países do mundo sem influenza aviária de alta patogenicidade em produção comercial.

“O Japão está tendo um protocolo mais rígido, que está sendo revisado pelo mundo todo. Então passou a ser prioridade número um da nossa missão. Já estamos em tratativas para rediscussão desse protocolo, já que o Brasil continua com garantia de sanidade”, disse o ministro.

“Viemos aqui reforçar a preocupação de Santa Catarina, pela importância e pelo que representa para a economia do estado a produção da carne aviária”, destacou o governador.

No último sábado (15), foi confirmado um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves domésticas de subsistência em propriedade no município de Maracajá (SC), onde encontravam-se múltiplas espécies de aves que eram criadas soltas e não eram destinadas à produção de produtos para comercialização. A propriedade está interditada e todas as aves foram eutanasiadas e as carcaças foram destruídas e enterradas.

De acordo com o Código Sanitário de Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a ocorrência da infecção pelo vírus em aves silvestres e domésticas de subsistência não compromete a condição do Brasil como país livre de IAAP. No entanto, o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) comunicou a decisão de suspender a importação de aves vivas e carne de aves do Estado de Santa Catarina até que o Mapa encaminhasse informações detalhadas sobre o caso.

O Mapa enviou os esclarecimentos demandados e afirma que segue trabalhando para que o impacto das restrições seja o menor possível às exportações de frango brasileiro.

 

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BNDES lança edital de R$ 1 bi para segurança alimentar no Nordeste

Por redação 19/07/2023
Escrito por redação

Chamada pública vai selecionar até quatro propostas de projetos de resiliência climática em áreas rurais

BNDES lança edital de R$ 1 bilhão para aumentar a segurança alimentar no NordesteO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da Organização das Nações Unidas (ONU) lançaram nesta terça-feira, 18, na sede do Consórcio Nordeste em Brasília, o edital do projeto “Sertão Vivo“. A iniciativa destinará R$ 1 bilhão para projetos que visem aumentar a segurança alimentar e promover a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

A chamada pública irá selecionar quatro propostas de implantação de projetos de resiliência climática em áreas rurais de clima semiárido, apresentadas por estados da região Nordeste, para apoio direto reembolsável e não reembolsável.

Japão suspende importação de aves de SC e Mapa tenta reverter restrição

Agricultores familiares, incluindo comunidades tradicionais e povos indígenas serão apoiados na aplicação de princípios e práticas que aumentem a resiliência dos sistemas de produção agrícola ao mesmo tempo em que restauram ecossistemas degradados.

“O que nós estamos fazendo aqui é construir as bases para proteger a Terra, mas sobretudo para proteger os mais pobres do agravamento da crise climática que se avizinha. Estamos nos preparando para as adversidades e mostrando que o BNDES sabe criar, sabe inovar, sabe fazer”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do banco.

Ele destacou que “um milhão de pessoas vão poder melhorar suas práticas agrícolas com sustentabilidade, ter recursos hídricos para enfrentar as adversidades e aumentar a renda com atividades sustentáveis, como a agroecologia”.

A maior parte dos recursos para a iniciativa provém de captação de US$ 129,5 milhões realizada pelo BNDES junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Agência especializada das Nações Unidas, o FIDA opera com recursos do Green Climate Fund (GCF), braço da ONU que financia a custos incentivados a implantação das metas do Acordo de Paris. Os estados selecionados e o BNDES adicionarão, juntos, mais US$ 73 milhões como contrapartida, perfazendo o total de aproximadamente R$ 1 bilhão pela cotação atual do dólar.

Relação máquina e solo: capacidade de tração das máquinas agrícolas

“O FIDA está muito satisfeito e honrado em ter o BNDES como seu novo e grande aliado para o desenvolvimento no semiárido nordestino, principalmente em valorizar e galvanizar a atenção internacional ao bioma caatinga, único e exclusivo do Brasil. Com isso, esperamos uma maior atenção para esse importante bioma brasileiro”, disse Álvaro Lario, presidente do FIDA.

Inédito nas operações do FIDA com banco de desenvolvimento, o edital Sertão Vivo, também chamado de projeto Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste, é inspirado na experiência brasileira de enfrentamento à pobreza rural e combate à fome. A expectativa é de que se torne referência em futuras operações internacionais dessas instituições.

Para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que é coordenadora política da Câmara Técnica da Agricultura Familiar do Consórcio Nordeste, a parceria feita pelo BNDES “lança luzes e aponta caminhos nessa nova conjuntura”. Pelo desenho do edital, os estados selecionados serão os agentes repassadores dos recursos na ponta.

“O Consórcio Nordeste é uma experiência de trabalho muito evoluída no semiárido, na caatinga. O bioma tem suas complexidades, mas pode ensinar o Brasil e o mundo nesse momento de dificuldades climáticas, e o FIDA pode ajudar a dar um salto nessa experiência para uma agricultura que, por um lado, produz alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, é regenerativa”, avaliou o ministro Paulo Teixeira.

 

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