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Tecnologia

John Deere anuncia nova fábrica para linha de pulverizadores PLA

Por redação 17/07/2023
Escrito por redação

Nova unidade será construída em Canoas (RS) até 2025 e contará com o programa Smart Connected Factory

John Deere anuncia nova fábrica para linha de pulverizadores PLAA John Deere anunciou a construção de uma nova fábrica da PLA, em Canoas (RS). O objetivo é expandir a linha PLA by John Deere, adquirida em 2018, nos mercados nacional e internacional e desenvolver produtos mais tecnológicos e ligados ao ecossistema John Deere.

A nova unidade da fábrica da PLA by John Deere terá 12.000 m² de área coberta em uma área total de 39.000 m², mesma cidade onde está localizada a atual unidade, para que a operação siga próxima da cadeia de fornecedores e dos profissionais altamente qualificados.

A escolha da localidade também passa pela manutenção do conhecimento tecnológico e da infraestrutura logística, como portos, aeroportos e estradas. “Trata-se de um movimento que reforça o compromisso da John Deere de investir constantemente no Brasil, por acreditar no país como imprescindível na produção mundial de alimentos”, explica Sebastián Malamud, gerente geral da PLA para América do Sul

Exportações do agro batem recorde no semestre com alta de 4,5%

O investimento viabilizará o desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções da linha PLA by John Deere, voltada a pequenos e médios produtores. Aliada aos processos de indústria 4.0. “Esperamos aumentar a eficiência e a qualidade dos nossos processos, além otimizar os custos de operação”, diz o executivo.

O investimento também contemplará aprimoramentos no programa Smart Connected Factory, que desenvolve ferramentas inteligentes e processos relacionados à indústria 4.0, que engloba um amplo sistema de tecnologias como inteligência artificial, robótica e internet das coisas.

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

“O Smart Connected Factory será um aliado desta etapa, já que adicionará ferramentas conectadas às etapas produtivas, aumentando a qualidade dos produtos durante todo o processo e reduzindo a necessidade de controles e inspeções adicionais ou retrabalhos”, complementa Malamud.

 

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Agro fecha 2025 com recorde em exportações de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149 bi
Notícias

Exportações do agro batem recorde no semestre com alta de 4,5%

Por redação 17/07/2023
Escrito por redação

As exportações do agro alcançaram US$ 15,54 bilhões em junho deste ano, recuo de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior

Exportações do agro batem recorde no semestre com alta de 4,5%No primeiro semestre deste ano, as exportações do agro alcançaram o valor recorde de US$ 82,80 bilhões, crescimento de 4,5% na comparação com o primeiro semestre de 2022 (US$ 79,24 bilhões). O aumento no índice de quantum (+8%) foi responsável pelo maior valor da série histórica, uma vez que o índice de preços caiu 3,2% no período.

As exportações do agronegócio alcançaram US$ 15,54 bilhões em junho deste ano, recuo de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 15,62 bilhões), apesar de diversos recordes observados em soja em grãos (valor e quantidade), açúcar de cana em bruto (valor), carnes bovina e de frango in natura (recordes em quantidade) e celulose (recorde em quantidade).

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), este cenário é explicado pela forte queda do índice de preços das nossas exportações no mês (-12,9%), que reduziu levemente o valor mensal relativo a junho de 2022, mesmo com alta expressiva do índice de quantum (+14,2%).

A participação das exportações do agro no total da balança comercial de junho foi de quase 52%, já que a redução das exportações dos demais produtos foi superior (-15,7%).

O volume exportado foi recorde para o mês com 13,77 milhões de toneladas (+37,9% relativos a junho de 2022). O valor exportado de soja em grãos alcançou US$ 6,89 milhões (+9,3%), também recorde para os meses de junho. Tal montante não foi mais expressivo devido à queda do preço médio de exportação (-20,7%), que refletiu as condições de produção global da oleaginosa, com safra recorde no Brasil e boa produção nos Estados Unidos.

Açúcar

As exportações de açúcar em junho foram recordes em valor, US$ 1,40 bilhão (+51,3%), com alta de 23,1% dos volumes e 22,9% dos preços médios de exportação. Os preços internacionais do açúcar, influenciados por uma disponibilidade mais apertada no mundo, crescem desde novembro de 2022 e, em maio de 2023, alcançaram o nível mais alto desde outubro de 2011, de acordo com o índice de preços da FAO.

Carne Bovina

A principal carne exportada em junho foi a bovina in natura: U$$ 974,13 milhões (-6,4%), com alta de 26,4% nos volumes exportados e redução de 26,0% nos preços médios. A China foi o principal destino, responsável por 70,2% das exportações em volumes: US$ 698,52 milhões (-7,1%), e 135,37 mil toneladas (+32,0%).

Carne de Frango

As exportações de carne de frango in natura foram de US$ 835,88 milhões (-6,2%), alta de 4,0% em volumes e queda de 9,8% nos preços médios, nesse mês. Os principais destinos foram: China (US$ 155,88 milhões; +28,7%; 14,9% de participação; alta de 35,4% dos volumes exportados) e Japão (US$ 97,67 milhões; +9,7%; 9,6% do total; +11,8% em volumes).

Celulose

As exportações de celulose foram recordes em volumes: 1,55 milhão de toneladas (+6,3%), resultando em US$ 652,31 milhões (+2,4%). Tradicionalmente, China, Estados Unidos e União Europeia concentram as exportações do produto (78,4% de participação em quantidade nesse junho de 2023).

Recorde nas exportações do agro no acumulado do ano (janeiro a junho)

De acordo com os analistas da SCRI, o crescimento nas exportações de soja em grãos foi o que mais contribuiu para a expansão nas vendas do agro de janeiro a junho de 2023, com US$ 2,88 bilhões acima do que foi registrado no ano anterior.

Outros dois produtos cujas vendas cresceram mais de US$ 1 bilhão foram milho (+US$ 1,58 bilhão) e açúcar de cana em bruto (+US$ 1,20 bilhão). Por outro lado, cabe ressaltar a queda nas exportações de carne bovina in natura (-US$ 1,26 bilhão) e café verde (-US$ 1,04 bilhão).

Apesar da China ter se mantido como principal destino da carne bovina in natura (59,8% de participação em valor), a queda expressiva ainda reflete a suspensão ocorrida no início de 2023, além da queda nos preços médios de vendas (-25,3%).

Já o volume menor embarcado de café está relacionado à baixa disponibilidade interna em função da colheita ainda se encontrar em fase inicial.

 

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Notícias

Chegada do inverno e efeito El Niño acendem alerta para agricultura

Por redação 14/07/2023
Escrito por redação

Durante o inverno, diversos cuidados são essenciais para garantir o bem-estar dos animais e a produtividade das culturas

Chegada do inverno e efeito El Niño acendem alerta para agriculturaCom a chegada do inverno e os efeitos do El Niño, as baixas temperaturas e geadas trazem um grande desafio para o agronegócio brasileiro, gerando impacto significativo nas plantações, especialmente em regiões onde as temperaturas são mais baixas e o clima se torna mais rigoroso.

Durante essa estação do ano, diversos cuidados são essenciais para garantir o bem-estar dos animais e a produtividade das culturas. O Brasil é um país de dimensões continentais e as características climáticas variam amplamente de uma região para outra. Portanto, as medidas de cuidados podem variar de acordo com a localização geográfica do produtor.

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

Diego Zardo, Head comercial da Supercampo, alerta para a escolha de culturas adaptadas às baixas temperaturas. “Ao planejar as plantações, e pensando nas baixas temperaturas, o agricultor precisa selecionar culturas que sejam adaptadas às condições climáticas da região, pois existem culturas específicas que são mais resistentes ao frio e podem crescer bem durante essa estação”, salienta.

Além da escolha, é necessário o monitoramento constante. “Inspeções regulares são fundamentais para detectar problemas cedo, como também é indicado a cobertura do solo que evita ervas daninhas e retem a umidade”, pontua.

A vantagem para esse inverno, segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é a expectativa de temperaturas mais altas para esse período devido ao efeito El Niño, fenômeno natural que aquece as águas do Oceano Pacífico e apresenta reflexos no clima de todo o planeta.

“No entanto, mesmo com temperaturas mais altas, o El Niño costuma provocar um aumento significativo das precipitações principalmente na região sul, que merece atenção e preparo do agricultor”, enfatiza Diego.

Segundo as agências climáticas, acredita-se que a intensidade do fenômeno El Niño seja moderada nesse ano, ganhando força no próximo verão.

“Caso o fenômeno traga chuvas fortes, o agricultor deve ficar atento ao encharcamento do solo, que traz prejuízos à produção agrícola. Já se as chuvas não forem intensas, as produções de soja podem ser beneficiadas com o maior volume de chuva”, exemplifica o Head Comercial, Já na produção de cana-de-açúcar, explica Diego, o El Niño intenso pode prejudicar a logística da colheita quanto à maturação da planta.

“As variações climáticas com o efeito El Niño podem afetar diretamente a produção agrícola de grãos. As culturas perenes, com o excesso de chuva, podem apresentar redução na produtividade”, alerta Diego.

Para enfrentar as variações climáticas seguem algumas dicas, lembrando que todos os produtos voltados ao agronegócio podem ser adquiridos pelo Supercampo.com:

 No caso de excesso de chuvas:
  • Não semear em solos encharcados;
  • Realizar rotação de culturas;
  • Realizar adubação nitrogenada;
  • Realizar a colheita quando o produto atinge umidade adequada.
No caso de estiagem:
  • Utilizar sistema de plantio direto;
  • Utilizar cultivares resistentes ao estresse hídrico;
  • Utilizar irrigação quando possível e necessário;
No caso de frio e geada:
  • Mantenha o calor das plantas com cobertura apropriada;
  • Proteja o maquinário;
  • Adubação equilibrada: Fortaleça as plantas com nutrientes para estação;
  • Fungicidas preventivos: Evite doenças fúngicas com tratamentos preventivos.

 

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Notícias

Safra de cana fecha primeiro trimestre com crescimento de 11,51%

Por redação 14/07/2023
Escrito por redação

No acumulado da safra de 23/24, a moagem atingiu 209,79 milhões de toneladas

Safra de cana fecha primeiro trimestre com crescimento de 11,51%A moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de junho registrou crescimento de 2,19%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado. Foram processadas 43 milhões de toneladas contra 42,08 milhões. No acumulado da safra de cana de 23/24, a moagem atingiu 209,79 milhões de toneladas, ante 188,14 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 11,51%. Os dados são da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia.

No entanto, quando comparada à safra 20/21 permanece a defasagem próxima a 21 milhões de toneladas, redução de 8,94%. Naquele ciclo de colheita foram processados, até 1° de julho, 230,39 milhões de toneladas.

Em junho, dados preliminares do benchmarking agronômico do CTC, para uma amostra comum de 68 unidades produtoras, o índice de rendimento agrícola registra crescimento de 16% ante o mesmo mês do ano anterior – 91,2 ton/ha versus 78,6 ton/ha.

Duas unidades deram início à safra 23/24 na segunda quinzena de junho. Atualmente, temos em operação 257 unidades no Centro-Sul, sendo 242 unidades com processamento de cana, sete empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, havia 257 unidades produtoras em atividade.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de junho foi de 133,04 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 137,19 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 3,02%.

No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 128,29 kg de ATR por tonelada (+0,74%). A queda na qualidade, em meio a um clima mais seco, pode ser atribuída à antecipação da colheita de áreas cuja planta não atingiu o estágio de maturação plena.

O avanço em tais áreas visa aproveitar as condições favoráveis a operacionalização da colheita nos meses mais frios, antecipando uma possível falta de tempo nos meses finais do atual ciclo.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de junho totalizou 2,69 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 2,51 milhões de toneladas, representa aumento de 7,57%.

No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 12,23 milhões de toneladas, contra 9,72 milhões de toneladas do ciclo anterior (+25,85%).

O mix de produção destinado ao açúcar avançou em mais de 8% em relação ao ciclo passado, vis-à-vis ao aumento de 5,26% no rendimento calculado em quilos de açúcar por tonelada de cana. Esse descolamento dos indicadores é justificado pela queda no ATR e ao fato da produção do adoçante registrada na quinzena ter atingido a fronteira técnica da produção de açúcar. A destinação de quase 50% do ATR para o produto demarca o limite possível de extração da sacarose do caldo e se coloca a quinzena em uma posição poucas vezes observada.

Na segunda metade de junho, 1,92 bilhão de litros (-5,59%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,04 bilhão de litros (-10,94%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 874,43 milhões de litros (+1,69%).

No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de julho, a fabricação do biocombustível totalizou 9,6 bilhões de litros (+6,17%), sendo 5,49 bilhões de etanol hidratado (-5,69%) e 4,11 bilhões de anidro (+27,63%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de maio, 12% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 225,17 milhões de litros neste ano, contra 188,84 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 19,24%.

No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,36 bilhão de litros – avanço de 41,19% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de junho, as vendas de etanol totalizaram 2,51 bilhões de litros, o que representa uma variação positiva de 1,37% em relação ao mesmo período da safra 22/23.

O volume comercializado de etanol anidro em junho foi de 1,11 bilhão de litros – um avanço de 7,95% – enquanto o etanol hidratado, em movimento retrativo, registrou venda de 1,40 bilhão de litros – queda de 3,33%.

Todavia, quando o foco é dado ao mercado doméstico, o volume de etanol hidratado ensaia recuperação na segunda quinzena de junho, cujo volume comercializado foi de 680,6 milhões de litros – o que significa um crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Esse movimento positivo em uma quinzena – o primeiro da safra – ocorre após o biocombustível obter paridades competitivas com o concorrente fóssil na bomba. Dados da ANP mostram que nas últimas quatro semanas essa condição foi válida nos principais estados consumidores do Centro-Sul. No mês de junho o biocombustível acumulou 1,30 bilhão de litros vendidos, insuficientes para superar os 1,35 bilhão do ciclo passado.

O etanol utilizado como aditivo, ao contrário, não fica aquém da condição observada no ano safra anterior. A venda de anidro atingiu a marca de 1,06 bilhão de litros, o que representa um crescimento de 26,64%.

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 7,02 bilhões de litros, o que representa uma queda de 0,37%. O álcool hidratado compreende uma venda no volume de 3,93 bilhões de litros (-9,13%), enquanto o anidro de 3,09 bilhão (+13,53%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 07 de julho indicam a emissão de 16,61 milhões de CBios em 2023. Até a data supracitada, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 51,38 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado cobre as aquisições que compreenderão os créditos utilizados para atendimento das metas de 2022, cujo prazo havia sido postergado, e 2023.

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Seminário do Senar debate sobre o uso de drones em aplicações agrícolas

Por redação 14/07/2023
Escrito por redação

Evento promovido pelo reuniu mais de 200 profissionais

Seminário do Senar debate sobre o uso de drones em aplicações agrícolasO Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoveu, na quinta (13), o seminário online Agricultura Digital: uso de drones em aplicações agrícolas.

A iniciativa foi promovida pela Diretoria de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do Senar, por meio das Coordenações Técnica, de Formação Profissional Rural e de Educação Corporativa. O evento reuniu mais de 200 profissionais, entre técnicos e instrutores das administrações regionais da entidade.

“A proposta visa contribuir com a formação continuada dos instrutores e técnicos de campo da instituição”, afirmou a diretora da DEPPS, Janete Lacerda.

A coordenadora de Formação Profissional Rural, Fabíola Bomtempo, explicou que a ideia de realizar o seminário veio a partir do “grande interesse dos profissionais do setor nas ações de pulverização e uso de drones”.

Eugênio Schroder, da Schroder Consultoria Agro, empresa que trabalha com tecnologias de aplicação aérea, foi o palestrante.

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

Ele afirmou que os drones agrícolas estão revolucionando o agro brasileiro e ressaltou que o principal benefício dessa prática é que não é necessário ter pessoas e aplicadores dentro da lavoura.

“O que o uso de drones nas aplicações agrícolas traz como diferencial é que não há ninguém dentro do talhão a ser tratado. Isso é uma revolução na aplicação de defensivo ao usar tecnologia mais moderna e ser mais seguro.”

O especialista destacou que o drone pode ser usado em várias culturas como grãos, legumes, frutas, fibras e pastagem. Podem aplicar produtos sólidos e líquidos e, por isso, são utilizados para controle de insetos e demais pragas, doenças, plantas daninhas, para adubação e semeadura.

Além da retirada do homem do talhão tratado, Schroder aponta outras vantagens do equipamento como o uso em pequenas, médias e grandes propriedades, além de serem muito precisos na aplicação.

Ele destacou ainda a capacidade do Senar para disseminar informação aos produtores rurais sobre a existência do drone e suas aplicações devido à sua capilaridade.

Gabriel Sakita, coordenador técnico da DEPPS, disse que Eugênio Schroder vai gravar três podcasts tirando dúvidas sobre o assunto que serão disponibilizados no portal de Educação Corporativa do Sistema CNA/Senar/ICNA.

“Essa é a primeira iniciativa relacionada ao uso de drones nas aplicações agrícolas. Ainda vamos fazer outros encontros com assuntos específicos sobre uso de drones na agricultura,” disse.

 

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Agro paulista registra superávit de US$ 10 bilhões no 1º semestre

Por redação 14/07/2023
Escrito por redação

As exportações do agro paulista cresceram 6,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, alcançando US$12,63 bilhões

Agro paulista registra superávit de US$ 10 bilhões no 1º semestre

O agro paulista registrou sucessivos superávits mensais neste ano e o resultado final do semestre apresentou um excedente de US$ 10,04 bilhões, com crescimento de 6,4% em comparação ao mesmo período de 2022. Foi o que apontou o levantamento de pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

As exportações cresceram 6,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, alcançando US$12,63 bilhões. Os principais países compradores de produtos paulistas foram: China com 26% do total, com destaque para a soja e carne; União Europeia (sucos, sucroalcooleiro e café) e Estados Unidos (sucos e carne). As importações aumentaram 5,3%, totalizando US$ 2,59 bi.

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

A participação do agronegócio no total exportado pelo Estado foi de 38,1%, enquanto a das importações foi de 7,2%.

Em relação ao agro brasileiro, o comércio exterior de São Paulo representou 15,3% no ano, com alta de 0,3 pontos percentuais (p.p.) ante ao mesmo período de 2022. Já as importações tiveram aumento de 0,8 p.p., passando de 30,3% para 31,1%.

São Paulo se destacou nos grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (85,1%), produtos alimentícios diversos (73,6%), demais produtos de origem vegetal (65,2%), complexo sucroalcooleiro (61,8%) e plantas vivas e produtos de floricultura (58,7%).

Exportações

Os cinco principais grupos nas exportações do agro paulista no acumulado nos seis primeiros meses de 2023 foram:

  • complexo sucroalcooleiro, com US$ 3,67 bilhões, e destaque para o açúcar;
  • complexo soja, com US$ 2,51 bilhões, e destaque para a soja em grão;
  • setor de carnes, com US$ 1,51 bilhão, e destaque para a carne bovina;
  • produtos florestais, com US$ 1,31 bilhão, e destaque para celulose e papel;
  • grupo de sucos, com US$ 964,37 milhões, e destaque para o suco de laranja.
Exportações do café registram queda de 10% na safra 2022/2023

Com relação aos valores exportados, 2023 registrou grandes variações em comparação a 2022. Os maiores aumentos foram do complexo sucroalcooleiro (+22,6%), sucos (+18,3%) e produtos florestais (+2,4%). De acordo com o estudo, as variações nas receitas do comércio exterior são derivadas das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Importações

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no primeiro semestre de 2023 foram: salmão (US$ 195,73 milhões), papel (US$ 195,1 milhões) e trigo (US$ 182,81 milhões).

 

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Brasil exporta recorde de 4,2 milhões de sacas de café em abril
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Exportações do café registram queda de 10% na safra 2022/2023

Por redação 13/07/2023
Escrito por redação

Produto brasileiro chegou a 117 países; volume de exportações do café totalizou 35,6 milhões de sacas

Exportações do café registram queda de 10% na safra 2022/2023As exportações do café brasileiro para 117 países totalizaram 35,626 milhões de sacas de 60 kg de café no ano safra 2022/23, o que implica queda de 10,2% frente aos 39,691 milhões de sacas registrados entre julho de 2021 e junho do ano passado. A receita cambial totalizou US$ 8,135 bilhões no intervalo atual, permanecendo praticamente estável em relação aos US$ 8,136 bilhões alcançados no ciclo anterior. Os dados fazem parte do relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do País, o Cecafé.

Conforme a entidade, esse desempenho foi alcançado com a atualização dos números referentes a junho deste ano, quando os brasileiros remeteram 2,640 milhões de sacas (-17,2% ante jun/22) ao exterior, que geraram US$ 586,8 milhões (-21,3%). Assim, no acumulado do primeiro semestre de 2023, os embarques de café do país alcançaram 16,226 milhões de sacas e renderam US$ 3,547 bilhões, apresentando recuos de 18,9% em volume e de 23,8% em valor.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, com a entrada da nova safra de café canéfora (conilon e robusta) – cuja colheita inicia antes dos trabalhos de cata do arábica – e os diferenciais mais competitivos no mercado, as exportações dessa variedade subiram em junho, sendo a única a apresentar desempenho positivo no mês.

Por outro lado, ele pondera que a queda nos embarques de arábica evidencia o final da safra 2022/23 e o pouco volume disponível dos últimos dois ciclos, que foram impactados por adversidades climáticas. “As remessas dessa variedade ao exterior deverão melhorar com a entrada da nova safra, uma vez que a recuperação das lavouras foi acima do esperado e a colheita em curso, embora ainda abaixo do recorde de 2020, será superior às de 2021 e 2022”, comenta.

Esta maior oferta de arábica, conforme Ferreira, já fez com que a indústria brasileira mudasse a composição de seus blends, de outrora 80% de conilon e 20% de arábica, para possíveis 55%-45% de conilon e 45%-55% de arábica. “Se considerarmos que o Brasil consome aproximadamente 21 milhões de sacas, estamos falando de possível redução de 6,3 milhões de sacas de conilon no consumo interno no período de um ano”, analisa.

O presidente do Cecafé explica que essa mudança na composição dos blends das indústrias nacionais se dá pelo “aumento contínuo da qualidade dos cafés canéforas brasileiros” e, principalmente, pelo fator mercado. “Quando o conilon estava entre R$ 750 e R$ 850 a saca, o arábica (bebida dura, 600 defeitos) para a indústria valia de R$ 1.000 a R$ 1.300. Hoje, esse arábica está em torno de R$ 700 a saca e o conilon a R$ 640”, compara.

Segundo ele, a razão para a força atual do mercado internacional do robusta/conilon se dá por quebra na Indonésia e alguns problemas em fim de ciclo no Vietnã. “Todavia, não se estima muita perda na colheita vietnamita a ser colhida em novembro, cujos embarques se acentuam a partir do próximo janeiro”, projeta.

Ferreira completa que, a permanecerem condições climáticas favoráveis, a previsão é de possibilidade de safra substancial ao arábica no Brasil em 2024, assim como não se vislumbra queda acentuada nos cafés canéforas.

“Fato é que, estando o Brasil momentaneamente mais competitivo que Vietnã e com o arábica (bebida dura, 600 defeitos) praticamente igual ao conilon para as indústrias nacionais, o produtor de robusta e conilon deveria aproveitar os preços atuais para evitar a comercialização mais adiante, com possível pressão nas cotações, tendo em vista o que indica o mercado”, sinaliza.

O presidente do Cecafé também celebra a estabilidade apresentada na receita cambial com as exportações brasileiras de café na recém-encerrada safra 2022/23. “O Brasil é o país que mais repassa o preço (Free on Board) FOB da exportação – valor cotado no porto de origem – aos produtores. Nos últimos anos, esse índice foi de 85% para o arábica e 93% para o conilon, fortalecendo o conceito de renda sustentável aos cafeicultores nacionais”, expõe.

Destinos

No ano safra 2022/23, os Estados Unidos foram os principais importadores dos cafés do Brasil, com a aquisição de 6,857 milhões de sacas, volume 13,8% inferior ao registrado no ciclo 2021/22. Esse montante equivale a 19,2% dos embarques totais brasileiros no período.

A Alemanha, com representatividade de 14,5%, comprou 5,165 milhões de sacas (-20,3%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a importação de 2,986 milhões de sacas (-4,8%); Japão, com 2,069 milhões de sacas (-4,7%); e Bélgica, com 1,828 milhão de sacas (-42,6%).

Do sexto ao décimo lugares, contudo, o desempenho é positivo. A Colômbia importou 1,738 milhão de sacas, ampliando em 38,9% suas compras ante a temporada 2021/22, sendo seguida por Turquia, com 1,165 milhão de sacas (+18,6%); Holanda, com 1,023 milhão de sacas (+54,8%); Argentina, com 883.854 sacas (+14,8%); e Coreia do Sul, com 870.446 sacas (+12,4%).

Por continentes, merece destaque a evolução de 6,1% registrada para a Ásia, puxada pelos desempenhos positivos dos citados sul-coreanos e da China, que mais que compensaram o leve recuo japonês. “Os chineses importaram 604.269 sacas dos cafés do Brasil na safra 2022/23, o que representa uma alta de 89% sobre o mesmo intervalo antecedente e classifica a nação como o 17º principal destino do produto”, aponta o presidente do Cecafé.

Outro continente que se destacou positivamente foi a América do Sul, que elevou suas aquisições em 24,6%. “No caso sul-americano, o bom crescimento se deve às importações realizadas por Colômbia e Argentina, que foram o sexto e o nono principais destinos dos embarques dos cafés do Brasil na temporada 2022/23”, conclui Ferreira.

O complexo marítimo de Santos (SP) foi o principal exportador dos cafés do Brasil na temporada cafeeira 2022/23, com a remessa de 27,296 milhões de sacas ao exterior, o que equivale a 76,6% do total. Na sequência, aparecem os portos do Rio de Janeiro, que respondem por 18,6% dos embarques ao enviarem 6,643 milhões de sacas, e Paranaguá (PR), com a exportação de 407.961 sacas e representatividade de 1,1%.

Tipos de café

O café arábica foi o mais exportado entre julho de 2022 e o fim de junho deste ano, com volume equivalente a 30,337 milhões de sacas, o que corresponde a 85,2% do total.

O segmento do solúvel teve o correspondente a 3,776 milhões de sacas embarcadas no intervalo, com representatividade de 10,6%, seguido pela variedade canéfora (robusta + conilon), com 1,467 milhão de sacas (4,1%) e pelo produto torrado e torrado e moído, com 45.806 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 17% das exportações do café totais brasileiras do produto no ano safra 2022/23, com o envio de 6,050 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa queda de 22,7% na comparação com o registrado na temporada 2021/22.

O preço médio desse produto foi de US$ 259,51 por saca, proporcionando uma receita cambial de US$ 1,570 bilhão de julho do ano passado ao fim de junho deste ano, o que corresponde a 19,3% do obtido com os embarques totais. No comparativo anual, o valor também é 22,7% menor do que o aferido no mesmo intervalo anterior.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados no ano safra 2022/23, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar, com a aquisição de 1,511 milhão de sacas, o equivalente a 25% do total desse tipo de produto exportado.

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Notícias

IBGE aumenta previsão da safra 2023 para 307,3 milhões de toneladas

Por redação 13/07/2023
Escrito por redação

Os principais destaques da safra 2023 são as estimativas da produção de soja, milho, trigo e sorgo, todos estabelecendo novos recordes, segundo o IBGE

IBGE aumenta previsão da safra 2023 para 307,3 milhões de toneladasO Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (13) pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 307,3 milhões de toneladas. Trata-se de um valor 16,8% maior ou mais 44,2 milhões de toneladas que a obtida em 2022 (263,2 milhões de toneladas).

Na comparação com maio, a estimativa assinalou alta de 0,6%, com acréscimo de 1,9 milhão de toneladas. Desse total, 1,4 milhão refere-se alta na produção do milho, cuja expectativa é de recorde na produção, assim como a de soja, trigo e sorgo.

A área a ser colhida este ano deve ser de 76,9 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 5,1% (3,7 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2022. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou um crescimento de 346.730 hectares (0,5%).

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

Os principais destaques da safra 2023 são as estimativas da produção de soja, milho, trigo e sorgo, todos estabelecendo novos recordes. No caso da soja, a produção deve chegar a 148,4 milhões de toneladas (alta de 0,1%). Quanto ao milho, a estimativa foi de 124,5 milhões de toneladas (28,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 96,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,0 milhões de toneladas; a do trigo em 10,6 milhões de toneladas; a do algodão (em caroço), em 6,9 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,8 milhões de toneladas.

“Há um conjunto de fatores positivos. Com exceção do Rio Grande do Sul, o clima tem estado muito bom, especialmente para os produtos de segunda safra como o milho, cuja produção cresceu muito. Outro fator é que o ano agrícola começou no período certo, não teve atraso no plantio da safra de verão, o que possibilitou uma colheita, especialmente da soja, no tempo certo. A janela de plantio do milho de segunda safra foi muito boa, logo após a colheita da safra de verão em janeiro e fevereiro. Isso favorece a colheita do milho de segunda safra que está ocorrendo agora em julho e agosto. E por fim, o aumento dos preços internacionais levou o produtor a ampliar o plantio”, analisa o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

A produção do trigo também pode vir a ser recorde caso se mantenham as condições climáticas favoráveis. O país importa um pouco de trigo, mas a produção tem crescido bastante devido à elevação dos preços internacionais com a guerra da Rússia e da Ucrânia, levando os produtores a investirem mais em tecnologia e na ampliação do plantio. “Mas ainda dependemos que o clima ajude, pois existe uma previsão do fenômeno El niño, que pode provocar secas, especialmente no Sul do país”, ressalta Barradas.

Já a soja teve um pequeno aumento na produção o que faz com que mantenha a previsão de recorde. A alta se deve ao aumento na produção do Tocantins em relação a maio. “Nos estados do Matopiba, (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) o plantio da soja atrasa em relação ao resto do país, com isso eles têm maior capacidade de alterar o dado de produção. Este mês, o Tocantins foi o responsável prevendo um crescimento de 6,6%”, completa Barradas.

Com 30,9% de participação, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (15,2%), Rio Grande do Sul (9,6%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,9%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 80,1% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,7%), Sul (27,1%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,6%) e Norte (5,1%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso do Sul (1.344.621 t), no Tocantins (305.207 t), em Minas Gerais (123.674 t), no Pará (91.192 t), no Maranhão (27.045 t), em Rondônia (27.020 t) e no Espírito Santo (378 t). As variações negativas ocorreram no Ceará (- 3.051 t), em Alagoas (-1.908 t), no Rio de Janeiro (-305 t) e no Amapá (-61 t)].

 

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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Notícias

Taxa de juros do Funcafé é mantida em 11% para a safra 2023/24

Por redação 13/07/2023
Escrito por redação

Por mais um ano consecutivo, o Funcafé oferecerá um montante recorde de recursos aos cafeicultores de aproximadamente R$ 6,4 bilhões

Taxa de juros do Funcafé é mantida em 11% para a safra 2023/24O Departamento de Comercialização da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta quinta-feira (13), ao Conselho Nacional do Café (CNC), que a taxa de juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2023/2024 será mantida em 11%.

A remuneração do Fundo continua estabelecida em 8%, mantendo a remuneração do agente financeiro em até 3%. Os percentuais estão abaixo da taxa Selic, atualmente em 13,75%.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do café

De acordo com Silas Brasileiro, presidente do CNC, esperava-se um voto específico para o Funcafé, por ser um fundo social. “No entanto, definiu-se a manutenção da taxa que já estava sendo praticada em razão da alta Selic aplicada atualmente. Como o Banco Central não modificou a Selic, mesmo que tenha sofrido pressão para isso, o melhor cenário para o Funcafé nesse momento é a manutenção da taxa. Além disso, o spread bancário pode ser negociado e vimos num passado recente agentes financeiros oferecendo recursos do Funcafé a 1%. Isso quer dizer que podemos até ver produtores acessando valores a menos de um dígito ao ano. É uma taxa muito atraente, se comparada à Selic”.

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

Por mais um ano consecutivo, o Funcafé (o banco do produtor) oferecerá um montante recorde de recursos aos cafeicultores. Serão ofertados R$ 6.375.469.000,00 (seis bilhões, trezentos e setenta e cinco milhões, quatrocentos e sessenta e nove mil reais) no exercício de 2023/2024.

As linhas atendidas e os valores ficaram assim definidos:

  • Crédito de comercialização – R$ 2.354.992.500,00
  • Crédito de custeio – R$ 1.620.190.000,00
  • Financiamento para Aquisição de Café (FAC) – R$ 1.486.536.500,00
  • Crédito para capital de giro para indústrias de café solúvel e de torrefação de café e para cooperativa de produção – R$ 883.750.000,00
  • Crédito para recuperação de cafezais danificados – R$ 30.000.000,00 (o limite para financiamento na linha de recuperação de cafezais foi reajustado de R$400 mil para R$750 mil por mutuário, a depender do manejo a ser conduzido na lavoura).

Aumento no número de agentes financeiros

Em razão da gestão eficiente dos recursos optou-se por aumentar o número de agentes financeiros para facilitar a tomada de crédito por parte dos produtores, passando de 37 para 44, cerca de 19% em relação ao ano passado.

 

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PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
Notícias

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta Conab

Por redação 13/07/2023
Escrito por redação

Safra de grãos deve atingir 317,6 milhões de toneladas em 2022/2023; para a soja, a estimativa é colher 154,6 milhões/ton, 23,1% acima da safra anterior

Brasil deve produzir maior safra de grãos da história, aponta ConabBrasil projeta safra recorde de grãos com 317,6 milhões de toneladas em 2022/2023, representando um crescimento de 16,5% ou 44,9 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Essa previsão, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu 10º levantamento de grãos, confirma a maior produção agrícola já registrada no país.

O relatório destaca que o resultado esperado é 0,6% maior do que o estimado em junho. Esse aumento se deve principalmente ao bom desempenho das lavouras de milho segunda safra no último mês, juntamente com o crescimento da área plantada de trigo e as favoráveis condições climáticas que têm sido observadas.

Ministro Fávaro diz que Plano Safra quer mitigar déficit de armazenagem

“O ajuste reforça a safra recorde brasileira”, ressalta o presidente da Conab, Edegar Pretto. “A agricultura brasileira vem demonstrando sua força e potencial para alcançar números cada vez mais elevados, com investimentos constantes que permitem aumentos de produtividade”.

De acordo com o boletim, a soja deverá atingir uma produção recorde, estimada em 154,6 milhões de toneladas, 23,1% ou 29 milhões de toneladas acima da ocorrida no ciclo passado. Já para o milho, a previsão é de 127,8 milhões de toneladas, incluindo as três safras, chegando a 12,9% ou 14,6 milhões de toneladas acima da cultivada em 2021/22.

“Observamos um avanço mais lento na área colhida do milho segunda safra, que já era esperado, devido ao atraso no plantio e colheita da soja em diversas regiões, e à diminuição das temperaturas durante a maturação dos grãos”, explica o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. “Mesmo assim, o cenário continua extremamente positivo para a produção do cereal”.

Outras culturas, como o algodão, feijão e sorgo, seguiram o movimento de alta e apresentaram percentuais de aumento na produção. Já o arroz e alguns cultivos de inverno, como aveia, centeio e trigo, apontam para redução no volume produzido, em comparação com a safra anterior.

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

Com relação à área, esse levantamento aponta ainda uma estimativa de 78,2 milhões de hectares, 4,9% ou 3,7 milhões de hectares superior à semeada em 2021/22. Os maiores incrementos são observados na soja, com 2,6 milhões de hectares (6,2%), no milho, com 576 mil hectares (2,7%), e no trigo, com 343,4 mil hectares (11,1%).

Mercado

O aumento da produção brasileira, alinhada à maior demanda internacional, deve elevar o volume de exportações de milho em 2023. Com a projeção de demanda externa aquecida, estima-se que 48 milhões de toneladas do cereal sairão do país. Para o estoque interno também há previsão de aumento de 27,6% ao fim deste ano-safra, chegando a 10,3 milhões de toneladas.

Com relação à soja, o boletim aponta que as exportações continuam estimadas em 95,64 milhões de toneladas, um aumento percentual de 21,5% comparada à safra anterior.

Neste levantamento, a Conab ajustou os números de esmagamentos da oleaginosa, de 52,29 milhões de toneladas para 52,82 milhões de toneladas, em decorrência do aumento na produção de biodiesel. Assim, os estoques finais antes estimados em 7,51 milhões de toneladas, passaram para 7,43 milhões de toneladas.

 

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