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Notícias

Ministro Fávaro diz que Plano Safra quer mitigar déficit de armazenagem

Por redação 12/07/2023
Escrito por redação

Outras ações de amparo ao produtor podem ser postas em prática caso seja necessário, diz o ministro Fávaro

Minitro Fávaro diz que Plano Safra quer mitigar déficit de armazenagem

O ministro Carlos Fávaro, da Agricultura, participou nesta segunda-feira (10), em Cuiabá, da abertura oficial da 55ª edição da Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Expoagro). Fávaro destacou o tema da feira, “Integração Campo e Cidade com Inovação”, como oportuno e salientou a relevância do evento para o desenvolvimento do estado, cuja economia é baseada na pecuária e agricultura.

“A Expoagro vem trazer tecnologia e informação com visão de futuro de forma inovadora, buscando, nos próximos anos, oferecer qualificação para jovens e profissionais aqui da Baixada Cuiabana para que possam ocupar cargos e empregos gerados pela agropecuária”, afirmou.

Mercado de máquinas usadas cresce acima do ritmo dos equipamentos novos

A estimativa do Sindicato Rural de Cuiabá é de reunir mais de 200 mil pessoas nos nove dias de exposição. A feira tem mais de 120 mil metros e reúne mais de 200 marcas de produtos e serviços.

Plano Safra 2023/2024

Ao falar sobre a importância do agronegócio para Mato Grosso na Expoagro, o ministro Fávaro destacou ações previstas no Plano Safra 2023/2024 para socorrer o produtor brasileiro.

O ministro mencionou que, além dos cerca de R$ 441 bilhões previstos para o plano, já foram oferecidos recursos adicionais disponibilizados pelo BNDES no valor de R$ 38.5 bilhões que, conforme avaliou, chegam em um momento em que o produtor busca custeio rápido, uma vez que os preços das commodities estão achatados.

“Essa medida é para dar tranquilidade ao homem do campo para superar e poder escolher o melhor momento para comercializar. Esse é o espírito do nosso governo e tenho certeza de que isso vai melhorar o ambiente do país”, disse.

Armazenagem

Sobre a falta de armazéns para a estocagem da produção agrícola, Carlos Fávaro lembrou que o Programa de Construção de Armazéns, PCA, criado em 2012, foi deixado de lado nos últimos anos e a defasagem de armazenagem se tornou um grande problema a ser corrigido no Plano Safra. Segundo informou, a determinação do presidente Lula é investir em infraestrutura e, nesse sentido, houve uma ampliação no valor dos recursos para esse fim.

“Aumentamos em 80% os recursos para armazéns até 6 mil toneladas, que são armazéns médios, diretamente para o produtor com taxa de juros de 7% ao ano e 10 anos para amortizar. Para os demais armazéns, de qualquer tamanho, os juros são de 10,5% ao ano”, disse.

Entre outras medidas para ajudar o produtor a enfrentar a defasagem, o ministro citou a linha dolarizada do BNDES que oferece recursos sem limite de volume e tamanho de armazenagem “para que produtor não tenha que vender uma safra a preços baixos para colocar outra dentro do armazém”.

Fabricante de tratores Agritech está otimista após anúncio do Plano Safra

O ministro Fávaro mencionou ainda outras ações de amparo ao produtor que podem ser postas em prática caso seja necessário, tais como prêmios de apoio à comercialização e escoamento da safra para viabilizar, até que novos armazéns sejam construídos.

“Um armazém não fica pronto de uma hora para outra e por isso estamos usando políticas públicas de apoio à comercialização. Lançamos uma compra, através do sistema de Aquisições do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), de 500 mil toneladas de milho ao preço mínimo de mercado e enquanto isso for necessário o governo vai intervir comprando para garantir o preço mínimo aos produtores”, disse o ministro.

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Agricultores do Mato Grosso preservam diversidade genética da mandioca

Por redação 12/07/2023
Escrito por redação

Variedade pode ajudar programas de melhoramento genético da mandioca; estudo da Embrapa comparou 68 etnovariedades cultivadas por agricultores da região da rodovia BR-163

Agricultores do Mato Grosso preservam diversidade genética da mandioca

Uma pesquisa realizada em parceria entre a Embrapa Agrossilvipastoril (MT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) caracterizou a divergência genética de etnovariedades de mandioca cultivadas por agricultores de dez municípios situados no entorno da rodovia BR-163, no norte e médio-norte de Mato Grosso. O resultado mostrou que há uma grande variabilidade entre os materiais mantidos nessas roças e que o acervo tem grande potencial de uso em programas de melhoramento da espécie.

O trabalho avaliou 68 etnovariedades coletadas em áreas de agricultores que atendem ao mercado consumidor de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Itaúba, Nova Santa Helena, Terra Nova do Norte, Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte. Manivas desses materiais foram plantadas em um experimento em Alta Floresta e, 12 meses depois, foram feitas as avaliações. Foram analisados critérios como massa fresca da parte aérea, número de raízes por planta, produtividade de raízes, massa fresca da raiz comercial, diâmetro da raiz e comprimento de raiz.

Embrapa desenvolve tecnologia que facilita o manejo da mandioca

Utilizando dados quantitativos das características avaliadas foi montada uma matriz de dissimilaridade. Na sequência, os pesquisadores utilizaram o método de agrupamento hierárquico UPGMA e o método de otimização de Tocher. Trata-se de duas metodologias distintas para se agrupar os materiais conforme similaridades, de forma a se representar a diversidade genética existente na amostra. Os métodos apresentam os resultados de formas diferentes, mas são complementares.

No método UPGMA as 68 etnovariedades foram consideradas divergentes e foram divididas em cinco grupos, sendo que um deles incorporou 31 etnovariedades e dois deles tiveram apenas uma etnovariedade cada um.

Já a análise pelo método de otimização de Tocher classificou a amostra em dez grupos, sendo que um deles reuniu 33 etnovariedades, outro 24, três tiveram duas etnovariedades cada um e cinco ficaram com apenas uma cada um.

Nessa segunda metodologia, os pesquisadores verificaram também a distância média intragrupo, ou seja, entre as etnovariedades que compõem aquele grupo, e a distância média entre os grupos (intergrupos). Os resultados mostraram diferentes níveis de divergência genética, com grandes variações em alguns casos, o que favorece o uso em programas de melhoramento genético.

“Quando nós trabalhamos com melhoramento genético precisamos ter um pool gênico. Esse pool gênico é uma diversidade de genes, ou alelos, que são encontrados em uma determinada espécie. Entre esses genes, podemos ter alguns que, por exemplo, permitem à espécie ter resistência a um determinado fator, que pode ser um fator externo ou interno. Um exemplo externo é o fator de resistência ao longo período de seca da região”, explica a professora da Unemat e orientadora da pesquisa, Ana Rossi.

Outra conclusão importante do estudo foi a de que características como massa fresca da raiz comercial e número de raízes por planta não contribuíram para a diferenciação das etnovariedades. Isso indica que essas características podem ser excluídas em futuros trabalhos de divergência realizados com mandioca. Por outro lado, a massa fresca da parte aérea apresentou a maior contribuição relativa para a divergência das etnovariedades.

Como fazer cobertura plástica do solo para facilitar cultivo da mandioca

Entre as 68 etnovariedades avaliadas, a mais produtiva foi a Casca branca, coletada em Guarantã do Norte. Ela também foi a mais dissimilar geneticamente.

A pesquisadora da Embrapa e co-orientadora da pesquisa, Eulália Hoogerheide, explica que nesse trabalho não foram usadas análises moleculares das etnovariedades.

“As avaliações fenotípicas são importantes para avaliar o grau de diversidade mantida pelos agricultores nas roças dessa região, considerando a importância da conservação on farm, e o seu potencial para serem incorporadas em programas de melhoramento genético. Assim, os resultados são práticos e objetivos”, explica.

Região da amostra

Esse trabalho se soma a outras pesquisas realizadas em Mato Grosso ligadas à diversidade genética de etnovariedades de mandioca. Porém, as ações anteriores foram realizadas na Baixada Cuiabana e na região de Alta Floresta. Este foi o primeiro estudo realizado no eixo da BR-163, onde está um crescente mercado consumidor formado por cidades como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

“O objetivo foi coletar e caracterizar as diferentes etnovariedades cultivadas para uso comercial nos dez municípios que compreendem a BR-163. Então, para as coletas, visitamos os principais comércios de cada município e nos informávamos quanto aos fornecedores do tubérculo. A partir do primeiro agricultor visitado, íamos obtendo informações dos demais produtores, um método chamado de “bola de neve”, conta a primeira autora do estudo, a pós-doutoranda da Fapemat Eliane de Pedri.

Os resultados do estudo destacam ainda o importante papel desempenhado pelos agricultores familiares na conservação de materiais genéticos de mandioca on farm. De acordo com a professora Ana Rossi, qualquer empresa ou instituição de pesquisa que trabalhar com o melhoramento genético deve dar crédito aos agricultores.

“Como eles cultivam a mandioca para consumo, eles acabam tendo nas suas roças diferentes etnovariedades, como a: Mandioca amarela, Mandioca branca, Mandioca cacau, Mandioca pão… Isso não ocorre nos cultivos comerciais nas regiões Sul e Sudeste, que cultivam uma única variedade já melhorada visando à produção de farinha. Isso então garante que a diversidade seja preservada em suas roças”, analisa.

Fundo Amazônia

A pesquisa foi realizada no âmbito do projeto “Abelhas, variedades crioulas e bioativos agroecológicos: conservação e prospecção da biodiversidade para gerar renda aos agricultores familiares na Amazônia Legal”, custeado pelo Fundo Amazônia. Seu escopo está em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, no ODS nº 2 “Fome zero e agricultura sustentável”.

Melhoramento participativo da mandioca

Parte das etnovariedades analisadas no estudo estão sendo usadas em outra pesquisa coordenada pela Embrapa Agrossilvipastoril, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). As manivas foram plantadas em uma propriedade rural na região de Sinop para serem multiplicadas. Ainda este ano elas serão distribuídas a dez agricultores familiares para que possam plantar em suas propriedades.

O objetivo é realizar um melhoramento participativo, ou seja, fazer a seleção dos melhores materiais com apoio dos produtores rurais e levar a eles materiais genéticos mais produtivos para serem multiplicados e distribuídos entre os demais da região, e assim contribuir para a ampliação e conservação desse importante tubérculo.

Variabilidade genética em Mato Grosso

O estado de Mato Grosso é um dos centros de origem da mandioca no mundo, e abriga também parentes silvestres. Na região, as plantas da mandioca florescem, o que permite o cruzamento genético, e a formação das sementes. Além disso, a presença de agricultores familiares que vivem na região realiza a preservação, mediante o plantio dessas sementes, o que amplia ainda mais a variabilidade da espécie.

Essa variabilidade genética tem o potencial de trazer outras vantagens, como a possível diversidade de tipos de amido. Amidos com características diferentes são de interesse da indústria.

O que é etnovariedade

Ao longo dos anos, o homem faz seleção genética de plantas conforme o seu interesse. Comunidades tradicionais na Baixada Cuiabana, em Mato Grosso, por exemplo, selecionam variedades de mandioca para a produção de farinha. Já comunidades indígenas no Xingu selecionam pensando na produção do beiju. Outros grupos indígenas da Amazônia preferem a mandioca-brava.

Todo esse processo de escolha e replantio de materiais que atendem melhor aos objetivos locais resulta na seleção das chamadas etnovariedades. Elas são conservadas pelos próprios produtores por meio do plantio contínuo. É a chamada preservação on farm e, no caso da mandioca que é nativa de Mato Grosso, é também considerada in situ.

Já a seleção comercial, feita por meio de programas de melhoramento genético de instituições de pesquisa e empresas, resulta na obtenção de cultivares, que são variedades registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A comercialização dessas cultivares gera royalties para a instituição responsável pelo seu desenvolvimento.

 

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Fabricante de tratores Agritech está otimista após anúncio do Plano Safra

Por redação 12/07/2023
Escrito por redação

Agritech, que fabrica tratores e microtratores para agricultura familiar, espera recuperação das vendas a partir deste segundo semestre

mandioca - Fabricante de tratores Agritech está otimista após anúncio do Plano SafraA fabricante de tratores Agritech, que também desenvolve microtratores para a agricultura familiar, recupera o fôlego após o anúncio do Plano Safra 2023/2024. Apesar de os valores ainda não estarem disponíveis para transações, o coordenador de vendas e marketing da fabricante, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, vislumbra um cenário otimista, com boas perspectivas de negócios. A expectativa do coordenador é que o crédito seja liberado até o final de julho.

 

“O agricultor familiar necessita de crédito para realizar seu planejamento, investir em maquinário e elevar a renda da sua pequena propriedade rural”, afirma o coordenador. De acordo com ele, desde o fim do ano passado, o anúncio do Plano Safra era esperado. “Este ano, passamos pelas principais feiras do setor, como Agrishow e Hortitec, com o agricultor querendo comprar, mas ainda receoso pela falta de crédito”, explica.

Para Oliveira, o anúncio da liberação de crédito pelo Governo Federal fez com que o produtor voltasse a demonstrar intenções de compra de equipamentos. Para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foram destinados R$ 71,6 bilhões.

Abimaq espera recuperação

Após a confirmação do montante de recursos do Plano Safra e as condições de taxa de juros, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) espera recuperar o desempenho no mercado interno.

A expectativa é que, a partir deste semestre, o setor ganhe fôlego após registrar uma queda de 17,6% no faturamento acumulado de janeiro a abril deste ano, quando alcançou R$ 22,9 bilhões em vendas.

Tratores Agritech

Com o olhar positivo com o cenário, a Agritech lançou modelos de tratores. Entre eles, o AGT 25 – uma opção especialmente voltada para os agricultores que têm pequenas propriedades, estufas agrícolas e que cultivam hortaliças. Com motor Mitsubishi (3 cilindros) e tração 4×4, o grande diferencial deste novo trator da Agritech é performance e consumo, proporcionando melhores resultados.

A Agritech também lançou a linha de tratores de 75 cv: o modelo AGT 75 nas versões compacta e agrícola. As versões do modelo contam com nova motorização Perkins, considerados motores nacionais já consagrados na agricultura brasileira, com garantia de até 3 anos, com disponibilidade de peças de reposição, o que facilita a manutenção.

O trator AGT 75, na versão agrícola, é ágil e preciso. “Este novo modelo AGT 75 agrícola cobre uma lacuna entre o 1160 agrícola de 52 cv e o 1185 agrícola de 82 cv. Indicado para o preparo de solo, para atender pequenas e médias propriedades”, explica Oliveira.

Já o modelo AGT 75, versão compacta, substitui o modelo 1175 Compacto da marca. Segundo Oliveira, o novo trator oferece maior potência, o que possibilita melhor desempenho nos trabalhos do dia a dia e é indicado para culturas mais adensadas, como o café, por exemplo.

Taxas para aquisição de tratores Agritech

A Agritech afirma que oferece financiamento com taxas “atraentes”, oferecidas pelo Banco de Fábrica DLL para aquisição de máquinas e implementos da marca.

Outra opção atraente de negócios, que o produtor pode aproveitar é o Consórcio Nacional Agritech, que oferece planos com prazos de até 100 meses.

“O Consórcio Agritech é uma forma programada e inteligente de adquirir máquinas agrícolas e outros implementos, pois oferece taxas que ficam abaixo das praticadas no mercado. É uma ótima oportunidade”, garante o coordenador.

 

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Veja calendário de semeadura de soja para a safra 2023/2024

Por redação 11/07/2023
Escrito por redação

O objetivo do calendário de semeadura da soja é reduzir ao máximo possível o inóculo da ferrugem asiática, considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura

Veja calendário de semeadura de soja para a safra 2023/2024O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta terça-feira (11), a Portaria nº 840 que estabelece os calendários de semeadura de soja referente à safra 2023/2024 para 21 unidades da Federação.

O calendário de semeadura da soja é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com objetivo de reduzir ao máximo possível o inóculo da ferrugem asiática da soja, considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura.

Agro brasileiro pode fazer muito mais em energia renovável, diz Fávaro

A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

Em relação aos períodos dos calendários estabelecidos na safra anterior, as alterações para essa nova safra levaram em consideração a análise dos dados relativos ao levantamento do Consórcio Antiferrugem, que detectou expressivo aumento nos relatos da ferrugem asiática da soja na safra 2022/23, em função do regime de chuvas ocorrido à época, conforme dados divulgados pela Embrapa Soja.

Manejo da ferrugem asiática da soja

Como parte das estratégias de manejo da ferrugem asiática da soja, visando minimizar eventuais prejuízos aos sojicultores e aos demais atores envolvidos na cadeia produtiva da soja, a Secretaria de Defesa Agropecuária adotou um período limitado de 100 dias corridos para os calendários de semeadura em todos os estados produtores de soja, conforme recomendação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o propósito de se evitar epidemias severas da doença durante a safra.

Surto de gripe aviária causaria R$ 21,7 bi em prejuízos à economia

O Mapa reforça o alerta emitido em abril sobre a necessidade de um esforço conjunto por parte tanto dos produtores, quanto dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal de cada unidade da Federação quanto à revisão das finalidades e da quantidade de autorizações relativas aos cultivos em caráter excepcional.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

Veja calendário de semeadura de soja para a safra 2023/2024

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Agro brasileiro pode fazer muito mais em energia renovável, diz Fávaro

Por redação 11/07/2023
Escrito por redação

Ministro da Agricultura Carlos Fávaro participou de lançamento de projeto destinado a estimular as exportações de farelo de milho

Agro brasileiro pode fazer muito mais em energia renovável, diz FávaroO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta segunda-feira (10), em Sorriso (MT), do lançamento do Projeto Setorial de Promoção das Exportações de Farelo de Milho 2023-2025. A iniciativa faz parte de um convênio firmado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

Com duração de dois anos, a parceria integra a estratégia do Brasil de promover o etanol de farelo de milho como alternativa energética, agregar valor às exportações do agronegócio e aumentar a oferta do produto para produção de proteína animal.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do café

Nesse sentido, o ministro Fávaro afirmou que o país já produz energia renovável e que pode realizar muito mais, dentro de um ciclo de aproveitamento da produção. Ao falar sobre a ampliação dos mercados internacionais, ele ressaltou a importância de novas iniciativas, como o convênio entre a Apex e a Unem, para abrir mais oportunidades para o país.

“Reconstruir é gerar oportunidades. É para isso que estamos aqui hoje. Para fortalecermos juntos produtores, Apex, associações, sindicatos, federações, o Mapa e o governo do presidente Lula, abrindo mercados nesta união para reconstruirmos o Brasil”, afirmou Fávaro. Ele destacou também que “a agropecuária brasileira, que já é gigante, tem potencial para continuar crescendo e se desenvolvendo para além das fronteiras brasileiras”.

O presidente da Agência, Jorge Viana, salientou que o país vive um momento extraordinário com o retorno da diplomacia presidencial trazida pelo presidente Lula. Segundo ele, a ApexBrasil tem buscado valorizar os produtos brasileiros, apostando na inovação.

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

“O ministro Fávaro e nós da Apex estamos trabalhando nesse vácuo, materializando isso. Quando a gente vem aqui em Sorriso, faz esse convênio para que essa cadeia produtiva extraordinária, que é a do etanol e do milho, possa ser competitiva mundo afora, é fundamental”, disse Viana.

Para Guilherme Nolasco, presidente-executivo da UNEM, “a parceria é muito emblemática para um setor novo, que se organiza para uma agenda de promoção, fomento e comércio internacional, que vai gerar valor a toda uma cadeia de negócios, desde a produção de grão, proteínas e floresta plantada até a geração de renda e arrecadação de impostos”.

Parceria

A nova parceria da Apex com a Unem vai promover a oferta do farelo de milho (DDG/DDGS) no mercado internacional. As projeções indicam que até 2031/2032 a produção de etanol de milho brasileiro saltará para 10,88 bilhões de litros, o que levará a uma oferta para o mercado de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas de DDG/DDGS.

O insumo é utilizado como fonte proteica e energética nas formulações de ração animal. Este será o primeiro projeto a ser desenvolvido entre a ApexBrasil e a UNEM, e os mercados-alvo selecionados são: China, Espanha, Indonésia, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Tailândia, Turquia e Vietnã.

Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, atrás apenas da China (2ª) e dos Estados Unidos (1º). Cerca de 10% dos grãos são destinados à produção de etanol, que é realizada com o milho de segunda safra.

Ou seja, é plantado na mesma área após a colheita da safra principal, dentro do mesmo ano agrícola, não demandando nenhuma terra adicional para ser plantado, reduzindo significativamente a emissão de gás carbônico.

Pelas métricas do governo brasileiro, o etanol de milho tem uma das pegadas mais baixas dentre todas as usinas de etanol do Brasil (cerca de 17gCO2/MJ).

Transição energética

O Brasil está empenhado em promover a transição energética e contribuir para a sustentabilidade ambiental global. Além de líder mundial na produção de etanol de cana-de-açúcar, o Brasil também está explorando o potencial do etanol de milho, aproveitando suas vantagens e capacidade produtiva. Isso fortalece a posição do país como protagonista na busca por soluções sustentáveis e o coloca em destaque no cenário internacional. Com informações da ApexBrasil

 

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Sicoob estima movimentar mais de R$ 52 bilhões na safra 2023/24

Por redação 11/07/2023
Escrito por redação

Sicoob está com a expectativa de crescer 33% com relação ao ano-safra anterior

Sicoob estima movimentar mais de R$ 52 bilhões na safra 2023/24O Sicoob projeta movimentar mais de R$ 52 bilhões na safra 2023/24 com produtores rurais, de acordo com informações divulgadas pela instituição financeira cooperativa. Esse número representa um aumento de aproximadamente 33% em relação ao ano-safra anterior, em que foram concedidos cerca de R$ 39 bilhões em crédito para pequenos e médios produtores, em sua maioria.

A instituição financeira cooperativa, que ultrapassou a marca de mais de 7,3 milhões de cooperados, sendo mais 430 mil produtores rurais, disponibiliza seus recursos para estruturar, custear e comercializar a produção nas terras brasileiras. Em seguros, dispõe de produtos voltados para proteção do patrimônio e promoção da segurança, estabilidade e tranquilidade deste público.

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

De acordo com Francisco Reposse Junior, diretor Comercial e de Canais do Sicoob, a expectativa para o Plano Safra 23/24 já estava alta desde o anúncio realizado pelo Governo Federal.

“Como é de praxe, o Sicoob reafirma o seu o compromisso com o agronegócio e o desenvolvimento do Brasil. Reconhecemos a importância do setor agropecuário para a nossa economia e estamos aqui para apoiar os produtores rurais. Além disso, nos orgulhamos de oferecer taxas mais competitivas do que as encontradas no mercado convencional”, comenta o executivo.

Na última safra, o Sicoob registrou um crescimento de 63% em relação à safra 2021/2022. Enquanto representava 7,3% de market share naquele período, hoje esse índice já alcança a 9,0%.

No atual Plano Safra, a instituição financeira cooperativa planeja destinar R$ 37 bilhões para operações de custeio, R$ 8 bilhões para operações de investimento e R$ 7 bilhões para industrialização e comercialização. Do montante total, serão R$ 8 bilhões direcionados aos pequenos produtores por meio do Pronaf e R$ 10 bilhões para os médios produtores por meio PRONAMP. É estimado que os pequenos e médios produtores sejam responsáveis por aproximadamente 35% da contratação desses recursos.

“Com a Safra 23/24, estamos comprometidos em fornecer soluções financeiras personalizadas e acessíveis, impulsionando o crescimento e o sucesso de cada cooperado, desde pequenos até os médios produtores. Nossa meta é estar ao lado deles em cada etapa, fornecendo suporte necessário para fortalecer o setor agropecuário e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país”, diz Reposse. A carteira de crédito agro do Sicoob já atinge R$ 51 bilhões, registrando um crescimento notável de 50% no último ano.

 

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Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

Por redação 11/07/2023
Escrito por redação

Para não errar na compra de máquinas usadas, produtor deve se atentar ao estado geral do equipamento, contando com apoio de um técnico especializado

Os cuidados necessários na hora de comprar máquinas usadas

A nova edição da revista Máquinas & Inovações Agrícolas traz uma reportagem especial sobre o mercado de máquinas usadas. A publicação destaca o crescimento deste mercado, que avança até três vezes mais do que o mercado de novos equipamentos agrícolas. Em meio ao aumento da procura por máquinas usadas, especialistas orientam sobre como acertar na escolha e garantir uma boa compra.

O mais importante, segundo o professor Kleber Pereira Lanças, do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, é se certificar sobre o estado geral da máquina usada. “O produtor nunca deve fechar negócio sem saber se a manutenção está em dia e qual é o nível de desgaste dos componentes. Afinal, sem esses parâmetros não dá para dizer se vale a pena ou não o investimento”, diz.

Nesse ponto, Lanças afirma que acaba sendo mais ou menos o mesmo processo de revisão antes da compra de um carro. A diferença é que, no mercado de máquinas usadas, o ideal é ter um parecer de um técnico especializado nesse tipo de equipamento.

Surto de gripe aviária causaria R$ 21,7 bi em prejuízos à economia

Marcelo Kozar, diretor executivo do Grupo Via Máquinas, diz que as pessoas tendem a comparar o mercado de máquinas agrícolas com o de veículos, mas explica que são dois nichos completamente distintos.

“Máquinas e equipamentos agrícolas não são veículos. Ou seja, não são bens de consumo, mas, sim, bens de capital. São equipamentos desenvolvidos para gerar riqueza. E, para comprar um bem de capital, é necessário ter apoio de um especialista, alguém que realmente entenda o equipamento e sua aplicabilidade”, pontua.

Um bom técnico consegue dar um primeiro diagnóstico até mesmo a partir da vibração e do ruído do equipamento. Isso porque esses fatores são capazes de indicar se a máquina está com folgas nas peças, com componentes desgastados ou com problemas mais graves.

Atenção peça por peça

No caso de uma máquina grande, o principal elemento a ser analisado é o motor. Além de sua importância para o bom funcionamento do equipamento, trata-se de um componente mais caro e que precisa ser prioridade no momento da análise. É necessário observar o tempo de uso, se não está fumaceando, se há vazamentos, se a potência está sendo atingida, entre outros detalhes. 

Com o motor em dia, parte-se para uma análise criteriosa e individual dos outros componentes da máquina, desde as transmissões, rolamentos, sistema de arrefecimento, caixa de mudança de marcha e todo o resto. É certo que algumas peças são mais baratas e recomenda-se a troca, mas um check-list bem-feito abrange tudo, inclusive a funilaria.

Cuidado com os anúncios online

Hoje em dia, existem muitos marketplaces voltados ao agro. Eles funcionam como as antigas “páginas amarelas”. Ou seja, trazem dados das máquinas e o contato de quem está vendendo: um produtor ou uma revenda.

E atenção! Muitos sites, inclusive, têm pessoas mal-intencionadas anunciando máquinas usadas baratas, com a intenção de se aproximar do produtor para um possível sequestro, ou que anunciam máquinas alienadas, com financiamento em atraso no banco, e até mesmo máquinas com vícios e danos não mencionados.

Por isso é preciso tomar muito cuidado, porque não é a plataforma que está oferecendo aquele equipamento, e sim os anunciantes que se cadastram nela.

Além dos marketplaces, há ainda muitas lojas online. Para evitar golpes no ambiente digital, Kozar indica ainda que o produtor deve se certificar se o site está hospedado no Brasil e sujeito à legislação nacional.

“Para descobrir isso, é muito simples: o site precisa ter o final ‘.com.br’. Isso significa que o site tem um CNPJ/CPF e, obviamente, uma pessoa que irá responder por qualquer tipo de dano”, alerta.

Outro fator a observar, conforme Kozar, é o canal usado na hora da compra. “Há muitos grupos de aplicativos como WhatsApp nos quais as pessoas publicam o anúncio de uma máquina e ela passa a ser comercializada dessa maneira, totalmente informal. O produtor deve se perguntar sobre quem é a pessoa que está vendendo. Afinal, como ele vai negociar um bem que pode ser a chave de sucesso da sua fazenda e até mesmo do futuro da própria família, via WhatsApp?”, questiona.

Alto potencial de expansão

Não dá para pensar no mercado de máquinas usadas sem falar do quanto ele é útil para o produtor que não tem condições de investir em um equipamento novo. Embora a indústria ofereça muitas opções de financiamento, quem opta por um usado normalmente tem de arcar com os custos à vista, mas acaba compensando porque é possível obter uma grande economia.

No caso dos pequenos produtores, inclusive, pode ser a única forma de conseguir se mecanizar. Agora, com a sobra dessas máquinas usadas no mercado, talvez seja o momento ideal para estar atento às oportunidades.

Para o professor Lanças, da UNESP, trata-se de uma evolução natural, porque o campo está se mecanizando cada vez mais e para praticamente todo tipo de porte de produção. “Antigamente, a aquisição de uma máquina agrícola era algo restrito aos grandes produtores. Hoje em dia, o médio e o pequeno agricultor também estão comprando máquinas.

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Senado aprova MP que destina R$ 200 milhões para combater gripe aviária
Notícias

Surto de gripe aviária causaria R$ 21,7 bi em prejuízos à economia

Por redação 10/07/2023
Escrito por redação

Segundo estudo da FGV Agro, que analisa uma situação hipotética, o agro sofreria um prejuízo estimado em R$ 11,8 bilhões em caso de um surto de gripe aviária

Surto de gripe aviária causaria R$ 21,7 bi em prejuízos à economiaUm estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro), encomendado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), revela que, se houvesse uma disseminação da gripe aviária no país, em grande escala, o impacto anual para a economia nacional seria de R$ 21,7 bilhões. Somente ao agro, o prejuízo seria de R$ 11,8 bilhões.

De acordo com o levantamento, são estimadas perdas significativas nos setores econômicos, incluindo a redução de 46 mil postos de empregos formais, uma queda de R$ 1,3 bilhão na arrecadação de impostos e uma diminuição de R$ 3,8 bilhões na renda da população brasileira. O agro seria o setor mais afetado, com uma previsão de perda de 26 mil postos de trabalho.

“O diagnóstico da FGV Agro tem um importante papel de nos trazer indicadores e projeções de como a gripe aviária pode impactar negativamente a economia. O levantamento reforça que estamos no caminho certo, que é o de focar nossos esforços na contenção da disseminação do vírus especialmente nas agroindústrias”, afirma o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

Desde maio, quando foi confirmado o primeiro caso da influenza aviária, no Brasil, os auditores fiscais federais agropecuários têm redobrado o trabalho de fiscalização para evitar a entrada do vírus H5N1 em granjas comerciais. Até o momento, não há registro da doença em áreas de produção e comércio.

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

De acordo com o painel sobre gripe aviária do Ministério da Agricultura, até esta segunda-feira (10), cerca de 1,4 mil casos foram investigados, sendo que em 319 houve a necessidade de coleta de amostras para testes laboratoriais. Dessas amostras, 62 apresentaram resultado positivo para vírus da influenza aviária de alta patogenicidade. Outros 6 casos estão em análise.

Para o presidente do sindicato, o momento atual é de observar e monitorar a incidência e evitar que o vírus circule rapidamente. “A população não precisa se preocupar com o contágio da doença em humanos, nem com a segurança dos alimentos. Estamos reforçando a prevenção, principalmente as análises laboratoriais”, enfatizou Macedo.

Geração própria de energia solar no agro alcança R$ 15,5 bilhões

Segundo a doutora em Economia Aplicada e pesquisadora da FGV Agro, Talita Priscila Pinto, o estudo avaliou a quantidade de focos de influenza aviária registrada em países vizinhos ao Brasil. A partir disso, os pesquisadores definiram os estágios de risco do vírus H5N1, sendo o mais grave compreendido pelo intervalo do dia de entrada do vírus ao país até a data de confirmação do primeiro caso. “É nesse período que estamos completamente expostos e dependemos da eficiência da vigilância agropecuária”, afirmou a pesquisadora.

O outro estágio e alto risco do H5N1, segundo a pesquisadora, se inicia no momento em que o vírus é descoberto até o dia em que ele é contido no território nacional. Nesse aspecto, é possível dizer qual o período em que as atividades produtivas relacionadas a cada setor da economia precisam ser paralisadas, além de quais decisões precisam ser tomadas para conter os avanços da doença.

Impactos na economia

O estudo da FGV Agro ainda aponta a relação do impacto da grive aviária em setores da economia. De acordo com o levantamento, para cada perda de R$ 100 no valor das exportações de carnes aviárias, o setor de comércio perderia R$ 11, ou seja, o impacto indireto negativo para varejistas e atacadistas chegaria a 11% do total em perdas para a cadeia aviária.

Nessa linha, haveria também a redução de 8% na produção de rações animais, 6% no setor elétrico, 4% no transporte terrestre de cargas, dentre outros segmentos.

“Essa relação de prejuízos para cada setor da economia é uma situação hipotética levantada pelo estudo e nos mostra a dimensão do problema, caso a defesa agropecuária não agisse rapidamente. O Brasil tem capacidade para agir diante de um eventual surto. Estamos trabalhando em conjunto com o Mapa e os auditores agropecuários estaduais para evitar tais efeitos”, ressaltou Macedo.

 

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Notícias

Câmara aprova recriação de Programa de Aquisição de Alimentos

Por redação 10/07/2023
Escrito por redação

Programa de Aquisição de Alimentos permite a compra de produtos da agricultura familiar sem licitação por programas governamentais

Câmara aprova recriação de Programa de Aquisição de AlimentosEm votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, no fim da tarde da sexta-feira (7), a recriação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite a compra de produtos da agricultura familiar sem licitação por programas governamentais de segurança alimentar e pela rede pública de ensino, informa a “Agência Brasil”.

O projeto, que será encaminhado ao Senado, aumenta de R$ 12 mil para R$ 15 mil o limite de compras do governo por agricultor familiar. O texto ampliou os incentivos para que povos indígenas, comunidades tradicionais e mulheres participem do programa. O objetivo é elevar a participação das mulheres de 46% para 50% dos produtores inseridos no programa.

As compras deverão obedecer ao valor de mercado. O relator do projeto, Guilherme Boulos (PSOL-SP), incluiu na proposta a criação do Programa Cozinha Solidária, que fornecerá alimentação gratuita a pessoas em situação de rua e com insegurança alimentar.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

“De um lado, o PAA atua fortalecendo e apoiando a pequena agricultura familiar. De outro lado, combate a fome com uma ampla rede de distribuição de alimentos”, disse Boulos ao ler o relatório no plenário da Câmara.

Criado em 2003, o PAA foi substituído pelo Alimenta Brasil, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a aprovação do projeto, o programa retomará o nome e o formato iniciais.

Boulos aceitou diversas emendas ao projeto. Entre as emendas, estão a possibilidade de o governo incluir plantas medicinais, o fornecimento de assistência técnica a agricultores familiares interessados em participar do programa, a inclusão da agricultura urbana e semiurbana entre os fornecedores do PAA e a permissão de compra de sementes pelo programa.

 

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Projeto monitora fazendas e traça raio-x das principais pragas do café

Por redação 10/07/2023
Escrito por redação

Por meio da instalação de 683 armadilhas no campo, iniciativa MIP Café da Bayer em parceria com a agtech SIMA, apurou dados importantes sobre as duas principais pragas do café das mais importantes regiões cafeeiras do Brasil

Projeto monitora fazendas e traça raio-x das principais pragas do caféApós baixa nos últimos dois anos, a safra brasileira de café em 2023 apresentará crescimento de 7,5% em relação ao ciclo passado, é o que indica as projeções da Conab. Segundo a entidade, nesta temporada a colheita está estimada em 54,74 milhões de sacas beneficiadas. Para manter a produção em alta é fundamental que os produtores mantenham atenção no manejo do cafezal, principalmente contra duas das principais pragas do café, e que historicamente causam prejuízos bilionários: o Bicho mineiro (Leucoptera coffeella) e a Broca do café (Hypothenemus hampei).

O Bicho mineiro causa danos nas folhas do cafeeiro, com suas larvas diminuindo a capacidade fotossintética da planta. Por consequência, reduz a capacidade produtiva do cafezal de 50% até 80% em casos mais severos. Já a Broca do café é causada por um besouro que ataca diretamente o fruto, e em seu interior se reproduz, causando danos da qualidade e rendimento da produção.

Geração própria de energia solar no agro alcança R$ 15,5 bilhões

Para ajudar os cafeicultores nessa árdua missão, a Bayer em parceria com a agtech SIMA – Sistema Integrado de Monitoramento Agrícola, desenvolveu o MIP Café, um projeto inédito que teve início em meados de outubro do ano passado nas principais regiões produtoras do país. O monitoramento consistiu na instalação de armadilhas com atrativo a campo e monitoramento presencial do time Bayer, com contagem quinzenal de espécimes e de análise de plantas.

O projeto contou com a participação de 169 fazendas localizadas nas principais regiões produtoras de café do Brasil, distribuídas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia, ou seja, em mais de 85% das áreas da cultura. No total foram 683 armadilhas instaladas em 241 talhões. Para monitorar todas elas foram realizadas mais de 1.061 visitas a campo.

“Buscamos levar atendimento de qualidade e resultados com sustentabilidade ao negócio, por meio de monitoramentos periódicos e recomendação de uso de nossas soluções no momento correto. Acreditamos que para o primeiro ano conseguimos levar de fato esse olhar de monitoramento e uso racional e de alta performance, com excelentes resultados”, disse Rodrigo Silva, gerente de Field Marketing Café da Bayer.

O input das informações levantadas a campo sobre as pragas do café foi realizado diretamente pelos técnicos no aplicativo da SIMA, e essas alimentam o banco de dados para a geração de relatórios. O projeto mostrou que tanto a Broca quanto o Bicho mineiro são pragas que além de causarem impacto na cafeicultura, têm grande complexidade de controle.

“O projeto MIP veio para trazer dados em tempo real para tomadas de decisões mais assertivas, tanto em uso de nossas tecnologias, como recomendação de um manejo integrado de pragas mais eficiente”, acrescentou Silva.

Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anos

Ainda segundo o profissional da Bayer, o projeto tem potencial para ser expandido para outras regiões produtoras, ampliando assim o raio de armadilhas das pragas. “Para esse ciclo 2023/24, iremos expandir as áreas monitoradas junto aos parceiros Bayer e clientes, buscando aumentar o alcance dessa ferramenta para a cafeicultura nacional”, reforçou.

Informação na palma da mão

A plataforma da SIMA é uma ferramenta simples, que proporciona muitas facilidades no dia a dia no campo. Com a solução é possível em poucos cliques e de qualquer smartphone cadastrar as novas armadilhas, acompanhar o monitoramento com descrição exata do talhão, nome da fazenda e do produtor, seu estado e cidade.

Em cada monitoramento é adicionado na plataforma diversos dados, como por exemplo, a condição da armadilha e contagem de mariposas encontradas. Os relatórios contêm ainda alguns indicadores, como informações georreferenciadas, análise de frutos brocados e porcentagem de folhas afetadas.

A plataforma permite ainda o registo fotográfico com a data e a hora que são preenchidas automaticamente após salvar as informações. “Tudo que a gente pode monitorar dentro de todas as fases destes dois insetos, acompanhamos gerando diversos dados das fazendas”, apontou Maurício Varela, engenheiro agrônomo e Co Founder da agtech.

 

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