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Notícias

Mapa, PRF e Ibama apreendem 275 litros de agrotóxico sem registro

Por redação 04/07/2023
Escrito por redação

O produto apreendido tem em seu rótulo a descrição de agrotóxico com ação desalojante, repelente, fungicida, nematecida e acaricia

Mapa, PRF e Ibama apreendem 275 litros de agrotóxico sem registroO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu, na última quarta-feira (28), 275 litros de um agrotóxico encontrado em estabelecimento comercial, no município de Limeira, no estado de São Paulo.

O produto apreendido pelos fiscais não possui registro no Mapa e nem autorização do Ibama e tem em seu rótulo a descrição de agrotóxico com ação desalojante, repelente, fungicida, nematecida e acaricia.

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023

Os agrotóxicos ilegais, sem registro no Mapa, constituem risco para a agropecuária, pela ausência de procedência e eficácia do produto para o controle e combate às pragas; risco a saúde, pela exposição a ingredientes ativos e componentes desconhecidos, tanto dos usuários, durante a aplicação do produto, como dos consumidores de alimentos; e risco ao meio ambiente, pela exposição da fauna e da flora às substâncias químicas desconhecidas, que podem causar mortes ou danos graves ao equilíbrio ambiental.

A empresa foi autuada pelo Ibama pela prática de crime ambiental e pelo Mapa por produzir e comercializar o agrotóxico sem registro.

Incineração

Também como parte da fiscalização, o Ministério da Agricultura e Pecuária encaminhou para incineração cerca de 40 toneladas de agrotóxicos contrabandeados, falsificados e vencidos apreendidos em operações do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), em conjunto com as polícias civil, federal e rodoviária federal, no estado de Mato Grosso.

SDLG lança nova série de carregadeiras para o mercado brasileiro

A inutilização dos produtos é prevista no Decreto 4.074/02, que regulamenta a Lei nº 7.802/89, e visa retirar de circulação produtos com marca comercial falsificada, agrotóxicos contrabandeados ou adulterados.

A destinação adequada foi feita com apoio da Croplife Brasil, em câmaras especiais com temperaturas superiores a 800º C que controlam emissões atmosféricas e evitam contaminação do ar, dos solos e de mananciais.

O valor estimado de prejuízo aos infratores foi avaliado em R$ 22 milhões de reais.

 

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Tecnologia

SDLG lança nova série de carregadeiras para o mercado brasileiro

Por redação 04/07/2023
Escrito por redação

As carregadeiras da SDLG L918H, L936H e L938H chegam ao país com promessa de oferecer mais conforto e desempenho aos clientes

SDLG lança nova série H de carregadeiras para o mercado brasileiroA SDLG lançou uma nova série de carregadeiras para o mercado brasileiro, atualizando seu portfólio nas classes de 1,8t e 3,5t de carga operacional. A marca, presente na América Latina desde 2009, é conhecida por seu atendimento pós-venda e facilidade de operação dos equipamentos.

“Os novos modelos, L918H, L936H e L938H, vêm para dar continuidade à trajetória de modernização de nosso portfólio e reforçar nosso compromisso de oferecer equipamentos com garantia, alto desempenho e excelente custo-benefício”, afirma Gilson Capato, diretor comercial da SDLG.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

A série de carregadeiras apresenta uma nova cabine com design ergonômico, mais espaço e melhor visibilidade e vedação e baixo ruído interno, proporcionando um ambiente operacional mais confortável. As carregadeiras SDLG também são conhecidas por sua robustez e estão preparadas para operar nos mais variados setores, como agricultura, construção civil e até pequenas operações de mineração, segundo a fabricante.

“A L918H é uma máquina compacta e versátil, ideal para operar em espaços limitados. Já a L936H e a L938H são máquinas de maior porte, altamente confiáveis e versáteis. O lançamento das novas carregadeiras se caracteriza pela modernização do portfólio, aumentando ainda mais a robustez, confiabilidade e desempenho dos equipamentos, além de um ambiente confortável para o operador”, explica Guilherme Ferreira, representante de Produtos e Segmentos da SDLG.

Conheça as carregadeiras:

L918H
  • Peso operacional de 6.700 kg
  • Capacidade de carga operacional de 1,8 t;
  • Caçamba de 1,0 m³;
  • Motor de 88 hp de potência, Yuchai YC4DK90-T307, que atende à regulamentação CONAMA MAR-I, é turboalimentado e possui injeção eletrônica Common-rail para melhorar a eficiência de combustível;
  • Design projetado principalmente para carga e descarga de materiais soltos;
  • Compacta, ideal para operar em áreas com espaço limitado, sendo muito utilizada em locais como propriedades rurais, serrarias, depósitos de material de construção e canteiros de obras urbanas. 
L936H e L938H
  • Peso operacional de 11.450 kg e 11.500 kg respectivamente;
  • Capacidade de carga operacional aumentada em 17% (para 3,5 t);
  • Caçamba padrão de 2,1 m³;
  • Motor com potência de 141 hp; Motores Weichai WP6G140E313 e WP6G140E330 respectivamente, que atendem à regulamentação CONAMA MAR-I, e possuem 3 curvas de potência selecionáveis (Power, Standard, Economy);
  • Equipamentos amplamente utilizados para movimentar materiais na construção civil, propriedades rurais, pequenas mineradoras, usinas de agregados, obras urbanas, entre outras aplicações.

A SDLG tem 50 anos de história e mais de uma década de presença na América Latina. Em contínua expansão desde a sua introdução, a marca tem ampla rede de distribuidores e disponibilidade de peças de reposição e serviços, o que favorece a operação e manutenção, além de suporte técnico de alta qualidade.

 

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04/07/2023 0 Comentários
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Notícias

Boas práticas no manejo do trigo podem reduzir impactos do clima

Por redação 03/07/2023
Escrito por redação

Embrapa Trigo orienta para algumas práticas de manejo do trigo para reduzir perdas em ambientes com maior umidade; veja lista

Boas práticas no manejo do trigo podem reduzir impactos do clima

A previsão de volta do El Niño nos próximos meses exige a gestão de riscos na triticultura. Apesar da incerteza sobre a magnitude dos impactos que o fenômeno poderá causar na safra de inverno na Região Sul, as boas práticas de manejo do trigo podem ajudar a reduzir perdas em um ambiente com maior umidade.

Para o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, o produtor e a assistência técnica aprenderam a “lidar melhor” com o El Niño. “Convivemos com o El Niño há 40 anos, desde que o fenômeno foi identificado pela comunidade científica, como o aquecimento das águas superficiais no Oceano Pacífico”.

Contudo, segundo Cunha, no contexto agrícola, os anos de El Niño ainda são vistos como tragédias anunciadas para a produção de trigo e de outros cereais de inverno no sul do Brasil, porém esse temor nem sempre se justifica:

“A evolução da tecnologia de produção de trigo tem levado à mitigação das condições adversas, mais comuns em anos de El Niño, especialmente quando são adotadas a forma correta da tecnologia de produção e as estratégias de gestão de risco”.

Um levantamento da equipe de agrometeorologia da Embrapa Trigo avaliou os mapas de rendimento médio de trigo na Região Sul, base municipal do IBGE, para os eventos de El Niño nas safras 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016.

A comparação entre as décadas (anos 1980s x 1900s x 2000s) mostra que os impactos negativos verificados nos anos de El Niño são menores com o passar dos anos (veja o artigo completo aqui). “Sem dúvida, esse desempenho da triticultura sul-brasileira pode ser creditado à evolução em genética de cultivares e em tecnologia de manejo de produção”, explica o analista Aldemir Pasinato.

“Para a safra de 2023, diante da perspectiva da volta de El Niño e a possibilidade de condição ambiental de maior umidade, especialmente na primavera, reitera-se aos triticultores do sul do Brasil, a importância de, nessa safra, mais do nunca, praticarem a gestão integrada de riscos, unindo boas práticas de manejo de cultivos e adesão aos instrumentos de securidade rural”, conclui o pesquisador João Leonardo Pires.

A Embrapa Trigo orienta para algumas práticas de manejo do trigo que podem minimizar os impactos do El Niño na produção de trigo na Região Sul:

1. Semear o trigo em sistema de rotação de culturas

Ou seja, dar preferência a áreas que tenham utilizado espécies não hospedeiras de doenças do trigo no inverno anterior (ex. aveia-preta, canola e nabo forrageiro);

2. Intensificar o uso do inverno

Isto é, com planejamento das áreas que permita cobertura do solo o ano todo, por meio do uso de culturas como o nabo forrageiro, entre o cultivo de verão e o trigo, permitindo ciclagem de nutrientes, redução da erosão e maximização do rendimento de grãos;

3. respeitar os períodos de semeadura, em cada região

Conforme definidos pelo Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC). Esses podem ser consultados, em escala municipal, nas portarias ZARC do MAPA ou pelo aplicativo ZARC Plantio Certo;

4. cultivares de ciclos diferentes

Utilizar cultivares de ciclos diferentes semeadas em uma mesma época (dentro do calendário ZARC) para evitar que os períodos críticos da cultura ocorram no mesmo momento em todos os talhões/lavouras;

5. Escalonamento de épocas de semeadura

No caso do uso de somente uma cultivar (ou cultivares com mesmo ciclo), fazer o escalonamento de épocas de semeadura para evitar que fases como florescimento ou espigamento ocorram no mesmo momento em todos os talhões/lavouras;

6. Evitar semeadura em solo úmido

Evitar fazer a semeadura em solo excessivamente úmido, para reduzir o risco de ocorrência do mosaico-comum do trigo, dando preferência a cultivares com maior nível de resistência a essa virose e a áreas sem histórico da doença;

7.  Cultivares com boa resistência

Escolher cultivares com boa resistência geral a doenças e à germinação dos grãos em pré-colheita;

8. Clima

Fazer o acompanhamento das previsões meteorológicas de curto prazo (maior nível de acerto) para tomada de decisões de manejo, como semeadura, aplicação de insumos e proteção de plantas nos momentos mais adequados;

9. Aproveitamento de nutrientes

Fazer a divisão da dose de nitrogênio em cobertura para maximizar o aproveitamento desse nutriente e reduzir perdas por lixiviação e/ou escorrimento superficial;

10. Monitorar doenças

Realizar o monitoramento de doenças, com atenção especial para giberela, fazendo o acompanhamento da fenologia da planta e das condições ambientais, com a aplicação de fungicidas para proteção da espiga quando necessária (produtos e tecnologia de aplicação apropriados);

11. Colher na hora certa

Fazer a colheita tão logo seja possível, evitando a perda de qualidade tecnológica em função de chuvas possivelmente mais frequentes na primavera;

12. Seguro agrícola

Fazer a contratação de seguro agrícola. O seguro agrícola é de extrema importância para a proteção financeira em caso de eventos adversos, permitindo o manejo de trigo adequado.

 

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Vendas de tratores e colheitadeiras recuam em outubro, aponta Fenabrave
Notícias

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

Por redação 03/07/2023
Escrito por redação

Em entrevista a um programa de rádio, ministro Paulo Teixeira falou sobre a necessidade de máquinas agrícolas menores para pequenos produtores

Governo quer financiar máquinas agrícolas menoresPaulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, destacou que o governo está em busca de soluções para viabilizar o financiamento de máquinas agrícolas menores, a fim de atender às necessidades dos pequenos produtores rurais.

“O presidente Lula está fazendo um chamado para que o povo brasileiro ajude a produzir mais alimentos para que tenhamos soberania alimentar, para que o Brasil nutra corretamente o seu povo, as crianças, jovens, adultos e idosos, que precisam comer bem”, afirmou a radialistas do programa “Bom Dia, Ministro”.

Segundo ele, o país é grande e potente na agricultura, capaz de resolver a questão da insegurança alimentar e produzir alimentos que cheguem mais baratos e com mais qualidade a abundância à mesa do brasileiro.

Máquinas agrícolas menores

O ministro destacou os esforços do governo para promover o financiamento de máquinas agrícolas, incentivando a indústria nacional e estrangeira a investir na produção local com maior qualidade. Ele ressaltou a importância de desenvolver “máquinas agrícolas menores, que podem ajudar aqueles que trabalham na horta para que o trabalho fique menos sofrido”.

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023

O ministro disse que o governo está “buscando financiar máquinas, e chamamos a indústria de máquinas e indústrias estrangeiras para investirem em produção de máquinas aqui no Brasil, com outra qualidade. Produção de máquinas agrícolas menores, que podem ajudar aqueles que trabalham na horta para que o trabalho fique menos sofrido”.

Paulo Teixeira também falou sobre êxodo rural. “A gente quer que o jovem fique no campo, queremos que ele volte para fazer a modernização da agricultura, porque muitos serão sucessores no campo”.  “Lançamos um programa de crédito fundiário em que o jovem pode comprar a propriedade dos irmãos com financiamento generoso. Queremos internet e estamos discutindo levar cultura para o campo, para que o jovem possa ficar em uma situação melhor e condições adequadas”, completou.

 

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Notícias

Banco do Brasil anuncia oferta de R$ 240 bilhões no Plano Safra 2023/24

Por redação 03/07/2023
Escrito por redação

Valor recorde disponibilizado pelo Banco do Brasil é 27% maior que o da safra anterior

Banco do Brasil anuncia oferta de R$ 240 bilhões no Plano Safra 2023/24

Na sexta-feira (30), o Banco do Brasil (BB) divulgou sua destinação de R$ 240 bilhões para financiar o Plano Safra 2023/2024, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (27), de acordo com informações da “Agência Brasil”. Esse valor representa um aumento de 27% em relação aos R$ 188 bilhões disponibilizados na safra anterior (2022/2023).

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023

O BB é considerado como a instituição financeira que mais financia o agronegócio brasileiro. Durante lançamento do Plano Safra 2023/24, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, informou que os produtores agropecuários podem encaminhar as propostas para conseguir crédito rural, a partir de segunda-feira (3).

“O Banco do Brasil é o grande parceiro do agronegócio e da agricultura familiar. Já na segunda-feira, podem nos procurar. Estaremos de portas abertas [das agências bancárias] já aguardando para colher as propostas. E dinheiro não vai faltar”, garantiu Tarciana Medeiros.

O vice-presidente de Agronegócios da instituição, Luiz Gustavo Lage, reforçou que este volume de recursos financeiros anunciado é o maior já disponibilizado pela instituição para um plano safra. Luiz Gustavo detalhou os segmentos beneficiados:

  • Para o financiamento de pequenos e médios produtores, serão destinados R$ 48 bilhões;
  • A agricultura empresarial contará com R$ 139 bilhões; e
  • A chamada cadeia de valor do agronegócio terá R$ 53 bilhões.

Este último segmento é formado por empresas desde o fornecimento de insumos aos produtores, como aquelas que processam os produtos para o consumidor final, e os distribuidores que abastecem os varejos e atacados com os produtos do agronegócio.

O vice-presidente do BB explicou, que os mesmos R$ 240 bilhões estarão aplicados nas seguintes finalidades:

  • R$ 121 bilhões, para linhas de custeio;
  • R$ 42 bilhões, para operações de investimentos;
  • outros R$ 24 bilhões serão direcionados para operações de comercialização e industrialização no campo; e 
  • o restante, 53 bilhões, para outros créditos, como títulos do agronegócio e capital de giro.

No evento realizado em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comunicou a ampliação dos investimentos das linhas de crédito bancárias para a construção de armazéns nas fazendas em aproximadamente 80%, com taxas de juros de 7% ao ano. Os demais contarão com 60% de incremento nos recursos, a juros de 10,5% anuais.

“Vemos, hoje, um grande déficit de armazenagem no Brasil. Na medida em que a safra é recorde, tem que ter mais armazéns para guardar [os grãos], para dar tranquilidade e prazo para que essa comercialização aconteça e, então, para que o produtor seja mais competitivo”, explicou.

O ministro Carlos Fávaro declarou, ainda, que os produtores rurais que adotarem boas práticas de sustentabilidade ambiental no campo terão, dentro do novo plano safra, desconto nos juros dos financiamentos de bancos ou instituições financeiras.

Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 77,7 bi e juros mais baixos

“Meio porcento de juros a menos àqueles produtores que já tem Cadastro Ambiental Rural validado e sem passivo ambiental. É uma grande evolução, pelo aspecto de incentivar que outros [produtores] e, também, o Estado se aperfeiçoem e venham fazer o cadastro ambiental ser mais rápido e, assim todos terão este grau de sustentabilidade”.

“O grande cerne do plano safra é mostrar para o mundo que os produtores brasileiros têm alta tecnologia, grande produtividade, mas, respeitando o meio ambiente”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, defendeu a produção de alimentos para garantir a segurança alimentar dos brasileiros.

“Perdemos espaço para produção de alimentos como o arroz, feijão, mandioca, legumes, verduras e frutas que vão à mesa do povo brasileiro. Nós temos o desafio de alimentar melhor o povo brasileiro, tirá-lo da insegurança alimentar grave para se alimentar bem; e a outra metade, se alimentar ainda melhor”, planeja o ministro Paulo Teixeira.

O ministro destacou que no Plano Safra destinado à Agricultura Familiar, lançado na quarta-feira (28) está prevista a redução da taxa de juros, de 6% para 4% ao ano, para três modalidades de tomadores de crédito.

Para quem produzir alimentos essenciais à nutrição das famílias brasileiras; aos agricultores familiares que optarem pela produção sustentável de alimentos saudáveis, com foco em orgânicos, produtos da sociobiodiversidade, bioeconomia ou agroecologia, e às mulheres rurais.

O ministro Paulo Teixeira reforçou que o governo quer financiar máquinas agrícolas menores adaptadas às pequenas propriedades “para diminuir o sofrimento, a penosidade do trabalho, para garantir mais produtividade e segurar o jovem na propriedade familiar para fazer a sucessão”, apontou o ministro.

 

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03/07/2023 0 Comentários
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Notícias

Safra de algodão 2022/23 pode atingir 3 milhões de toneladas

Por redação 03/07/2023
Escrito por redação

Produtividade das lavouras apresenta recuperação na comparação com a temporada anterior e deve impactar positivamente a safra de algodão

Safra de algodão 2022/23 pode atingir 3 milhões de toneladasA CNA discutiu, na sexta (30), projeções para a colheita de algodão na safra 2022/2023 durante reunião da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura. Segundo relatos de representantes de entidades estaduais, a produção estimada é de 3,069 milhões de toneladas, com recuperação da produtividade em relação à safra passada.

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023

“A colheita iniciou nas principais regiões produtoras com rendimentos satisfatórios até o momento e as atenções se voltam ao monitoramento do bicudo-do-algodoeiro visando à tomada de decisões para a próxima safra”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira.

De acordo com Pereira, os dados apresentados mostram uma projeção de produção de 3,050 milhões de toneladas para a safra 2023/2024, podendo ser maior dependendo da produtividade calculada.

Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 77,7 bi e juros mais baixos

Durante a reunião, o Mapa apresentou as atividades realizadas durante a missão oficial à China, além de abordar o mercado de têxteis e confeccionados e o desenvolvimento de novas fibras para a indústria.

 

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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Notícias

Sicredi oferece R$ 60 bilhões em crédito para a safra 2023/2024

Por redação 30/06/2023
Escrito por redação

Produtores rurais do Paraná, Rio de Janeiro e de São Paulo associados ao Sicredi terão R$ 17,5 bilhões para custeio e investimento agrícola

Sicredi oferece R$ 60 bilhões em financiamentos para a safra 2023/2024O Sicredi disponibilizará mais de R$ 60 bilhões aos produtores rurais no Plano Safra 2023/2024. Segundo a instituição financeira, a expectativa é que sejam realizadas mais de 375 mil operações em todo o país.

Do montante total, a maior parte será direcionada para operações de custeio, com previsão de liberação de R$ 23,2 bilhões. Outros R$ 11,1 bilhões serão destinados a investimento. Além disso, o Sicredi disponibilizará R$ 1,4 bilhão para apoiar a comercialização e industrialização dos produtos agrícolas.

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023

Uma novidade nessa safra é o aumento expressivo das concessões por meio das Cédulas de Produtor Rural (CPR), estimando-se um valor de R$ 24,3 bilhões. Esse crescimento representa um aumento de aproximadamente 35% em relação ao ano-safra anterior.

Para a safra 23/24, o Sicredi irá disponibilizar R$ 11,8 bilhões para a agricultura familiar e R$ 11,5 bilhões para produtores de médio porte. Para os demais produtores, o volume concedido será de R$ 12,4 bilhões. Mais de 88% do total de operações previsto para este ano-safra é destinado a pequenos e médios produtores.

“Há mais de 120 anos somos muito próximos do agronegócio brasileiro, buscando apoiar o setor não só por meio do crédito, mas também com consultoria e fomento à inovação. Estamos presentes nos pequenos e grandes municípios produtores, o que nos possibilita conhecer as atividades e características e, assim, prestar o atendimento”, afirma o diretor executivo de Crédito do Sicredi, Gustavo Freitas.

Os produtores rurais associados do Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro terão à disposição aproximadamente R$ 17,5 bilhões para custeio e investimento agrícola e pecuário. Esse valor representa um aumento de 17% em comparação ao montante disponibilizado na safra 2022/2023 na região.

Plano Safra tem mais recursos para o setor de máquinas agrícolas

Do total de recursos disponibilizados nos três estados, R$ 4 bilhões serão destinados aos produtores rurais associados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 18% em relação ao período anterior.

Já pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o volume disponibilizado de R$ 5,3 bilhões representa uma alta de 32% no que se refere à safra 2022/2023. Para os demais produtores, o montante destinado é de R$ 8,2 bilhões.

Durante esse período, a instituição financeira cooperativa projeta realizar mais de 100 mil operações nos três estados. O Sicredi já tem recebido pedidos de financiamento para o Plano Safra 2023/2024.

Safra 2022/2023 no Sicredi

No ano-safra 2022/2023, o Sicredi liberou R$ 51,7 bilhões em mais de 308 mil operações, considerando R$ 18 bilhões em CPR, um aumento de 136% em comparação ao ano-safra anterior. Outros públicos de destaque foram os médios produtores, com crescimento de 62% em relação ao ano-safra 22/23, totalizando R$ 9,9 bilhões, e a agricultura familiar com R$ 11,4 bilhões, 52% acima do ciclo anterior.

 

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30/06/2023 0 Comentários
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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Notícias

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2%

Por redação 30/06/2023
Escrito por redação

Revisão no PIB agropecuário foi justificada pela melhora na previsão de crescimento da produção de soja e milho

IPEA eleva estimativa de crescimento do PIB agropecuário para 13,2% em 2023O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (29​), a nova projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário para o ano de 2023. Os pesquisadores do instituto revisaram a estimativa de crescimento do setor de 11,6% para 13,2%, impulsionados pela alta acima do esperado no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, a revisão para cima na produção de bovinos e culturas de peso significativo no valor adicionado da lavoura também contribuiu para a elevação da projeção do PIB agropecuário. Essas novas estimativas reforçam as perspectivas positivas para o setor agropecuário.

Plano Safra 2023/2024 terá R$ 364,2 bilhões para médios e grandes produtores

Desde setembro do ano passado, na divulgação da nota 27 da Carta de Conjuntura nº 56, o Ipea previu uma taxa de crescimento de dois dígitos para o PIB Agropecuário de 2023. Desde então, o cenário é positivo. O pesquisador do Ipea José Ronaldo Souza Júnior e o pesquisador associado Pedro Garcia fizeram as novas projeções com base nas novas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e nas Pesquisas Trimestrais do Abate, Leite e Ovos de Galinha do IBGE.

De acordo com os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o setor agropecuário cresceu 18,8% no primeiro trimestre deste ano. A previsão do Ipea, feita em março deste ano, era de crescimento interanual de 13,0% também no primeiro trimestre de 2023.

Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 77,7 bilhões e juros mais baixos

Essa diferença é justificada, entre outras coisas, pela revisão positiva das estimativas para a produção de soja, cuja previsão de crescimento foi revistada de 21,3% para alta de 24,0%, de acordo com o LSPA mais recente do IBGE. Cabe ressaltar que a produção de bovinos também apresentou resultado mais positivo do que o previsto anteriormente pelo Ipea, com alta de 3,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A cultura da soja e de outros produtos da lavoura com peso significativo no VA do setor agropecuário apresentaram revisão para cima em suas estimativas de produção. Merece destaque a revisão nas estimativas de produção para cana-de-açúcar e milho, que tiveram crescimento revisto de 1,3% e 10,2% para altas de 6,6% e 11,5%, respectivamente. Na pecuária, a produção de bovinos ganhou evidência e a estimativa anual para o segmento foi revista de alta de 2,6% para 3,3%.

A expectativa de crescimento na produção de café e de algodão, somadas às estimativas mais positivas devem contribuir para que o setor agropecuário mantenha taxas de crescimento interanual elevadas no segundo e terceiro trimestres deste ano.

 

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Plano Safra tem mais recursos para o setor de máquinas agrícolas

Por redação 30/06/2023
Escrito por redação

Redução de Juros no Plano Safra para a Agricultura Familiar deve reaquecer o mercado

Plano Safra tem mais recursos para o setor de máquinas agrícolasA disponibilidade de quatro linhas de crédito – Moderfrota, Pronamp Moderfrota, Pronaf e linha em dólar –, no Plano Safra 2023/2024, junto ao volume de recursos 36% maior em relação Plano Safra anterior , tem o potencial para impulsionar o mercado. Isso porque, segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Abimaq, Pedro Estevão, trata-se de um momento propício para a venda de máquinas, considerando a aproximação da safra de verão.

Para o vice-presidente da LS Mtron, fabricante dos tratores LS Tractor, André Rorato, o novo Plano Safra retoma programas importantes como o Pronaf e o Mais Alimentos. Além disso, os valores disponibilizados e a redução nas taxas de juros “vai permitir ao agricultor familiar adquirir máquinas agrícolas com um nível maior de tecnologia, com mais especificações, o que lhe permitirá realizar tarefas no campo com melhor qualidade, resultando em maior produtividade e renda”, diz.

Plano Safra 2023/2024

O governo federal anunciou o Plano Safra 2023/2024 com recursos na ordem de R$ 364,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional de médios, enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), e grandes produtores rurais até junho de 2024. O valor anunciado reflete um aumento de cerca de 27% em relação ao financiamento anterior, de R$ 287,16 bilhões.

Já para a Agricultura Familiar derão destinados R$ 71,6 bilhões ao crédito rural, o Pronaf, para a safra 2023/2024. O volume é 34% superior ao anunciado na safra passada e o maior da série histórica. Ao todo, quando somadas outras ações anunciadas para a agricultura familiar, como compras públicas, assistência técnica e extensão rural, Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), Garantia-Safra e Proagro Mais, o volume investido chega a R$ 77,7 bilhões.

 

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30/06/2023 0 Comentários
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Notícias

Morre o ex-ministro Alysson Paolinelli, o ‘pai’ da Agricultura Tropical

Por redação 29/06/2023
Escrito por redação

Alysson Paolinelli tinha 86 anos; sua carreira foi marcada pela criação da Embrapa e pelo desenvolvimento da agricultura tropical, também chamada de “revolução verde”

O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli morreu nesta quinta-feira (29), em Belo Horizonte, aos 86 anos. O produtor estava internado há 28 dias no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, e teve complicações decorrentes de uma cirurgia no fêmur.

Em nota, a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) lamentou o falecimento do ex-ministro. “Paolinelli foi uma figura ímpar no campo da agricultura brasileira, deixando um legado significativo para o setor. Sua trajetória exemplar como engenheiro agrônomo, pesquisador e líder inspirou gerações de profissionais e contribuiu de forma inestimável para o desenvolvimento agrícola do país”, diz a entidade.

Morre o ex-ministro Alysson Paolinelli, o 'pai' da Agricultura TropicalA história de Alysson Paolinelli teve início em Bambuí (MG). Filho único, seguiu os passos do pai, que era agrônomo. Estudou na Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL) e seguiu na área acadêmica, como professor de Hidráulica, Irrigação e Drenagem.

Em 1971, assumiu a secretaria de Agricultura de Minas Gerais, criando incentivos e inovações tecnológicas que tornaram o estado o maior produtor de café do Brasil. Três anos depois, virou ministro da Agricultura. Nessa época, ajudou a modernizar a Embrapa e demais centros de pesquisa espalhados pelo país e a promover a ocupação econômica do Cerrado.

Em uma entrevista para a revista Máquinas & Inovações Agrícolas, em março de 2022, sobre a agricultura tropical e a revolução verde, ele comentou:

“Dei autonomia técnico-financeira para os pesquisadores e isso foi uma virada de chave importante, porque muitos estavam sufocados pela parte burocrática, tendo que lidar mais com prestação de contas do que propriamente com pesquisa”, relembra Paolinelli.

Segundo ele, outro passo importante foi não deixar o governo atuar sozinho. “Tanto no meu trabalho como secretário estadual lá em Minas, quanto como ministro, nós chamamos as universidades, as instituições de pesquisa estaduais e a iniciativa privada. Considero que esse também foi um elemento fundamental, porque a iniciativa privada é muito mais objetiva e trabalha para ter resultado, senão ela quebra. E essa mentalidade entrou no setor público e fez com que a Embrapa passasse a ser ainda mais eficiente. Em pouco tempo, ela começou a gerar o conhecimento que nós não tínhamos antes em agricultura tropical”, explicou na ocasião.

O resultado, segundo o ex-ministro, é que essa agricultura tropical foi criada em menos de 10 anos e é a mais competitiva e sustentável que o mundo tem até hoje. “Tudo isso só foi possível porque nós criamos um ambiente de pesquisa para chegar às soluções que precisávamos”.

Nobel da Paz

O Brasil, naquele momento, era importador de alimentos e o Cerrado era um imenso vazio no meio do País. Não existia agricultura tropical. Paolinelli foi o primeiro a voltar os olhos para essa região e a investir pesado na formação de profissionais que o ajudaram a elevar o Brasil, em cerca de cinco anos, de importador a exportador mundial de alimentos.

Em outra entrevista para a revista, em agosto de 2021, por ocasião de sua indicação ao Nobel da Paz, ele afirmou:

“O Cerrado de fato nos surpreendeu. Produzimos alimentos de melhor qualidade, com menor preço e com constância de oferta. Porque aqui, no Brasil, produzimos o ano inteiro. Temos, naturalmente, duas safras e, com irrigação, três safras no ano. Esse é o grande diferencial e que o Normam Borlaug (o último da vencer um prêmio Nobel na Alimentação) viu muito bem. Antes de morrer, nós fomos muito amigos. Borlaug acabou me indicando para o World Food Prize, que eu ganhei, em 2006. Tive muita convivência com ele até sua morte, em 2009. E ele sempre foi muito enfático: a grande revolução verde quem fez foi o Brasil. Essa é a razão para estarmos hoje brigando por esse prêmio.”

Presidente executivo da Abramilho, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel (The Norwegian Nobel Committee) pelo diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), Prof. Durval Dourado Neto.

Seu nome recebeu apoio de 119 instituições do Brasil e do exterior, representando 24 países. Na ocasião, Paolinelli era  enfático ao dizer que se o Brasil ganhasse o Nobel, que prêmio não seria apenas seu.

“O prêmio será do produtor que acreditou, do cientista que fez bem feito, do extensionista que fez a assistência técnica de extensão rural, dos técnicos que nos ajudaram a montar programas de políticas públicas e que deram certo e que permitiu ao Brasil essa revolução”, assinalou.

Ele não se mostrava otimista de que o prêmio viria para o País, mas constantemente afirmava que a agricultura brasileira merecia esse reconhecimento.

“É uma injustiça não dar atenção ao que estamos fazendo aqui. Os últimos relatórios da União das Nações Unidas (ONU) mostram que eles reconhecem o Brasil como a única área capaz de sustentar o mundo. Estão dizendo isso de forma muito clara. E reconhecem que a agricultura tropical sustentável que o País desenvolveu, nesses últimos 40 anos, é de fato a mais sustentável e é a única garantia que o mundo tem de ter um suprimento alimentar garantido no futuro”, aponta.

Expansão da fronteira agrícola no Cerrado

O mais emblemático exemplo de que a adoção de novas tecnologias no campo é capaz de dar suporte ao aumento da produtividade foi a “Revolução Verde” que tomou o Brasil na década de 1970 e foi iniciada alguns anos antes com o processo de ocupação produtiva nas áreas do Cerrado brasileiro. Uma das mentes por trás disso foi do engenheiro agrônomo Alysson Paolinelli.

“Não gosto de falar que liderei esse processo porque, na realidade, o que fiz foi levantar alguns problemas e procurar soluções através de um grupo que nós criamos lá em Minas Gerais, de profissionais muito comprometidos e voltados à resolução dos problemas que tínhamos na época”, relembrou Paolinelli na entrevista concedida em março de 2022. Segundo ele, era inacreditável que o Brasil, um país de clima tropical, era dependente da exportação de alimentos.

“Tinha de haver uma revolução, porque a agricultura era de subsistência. Mas, antes de propor o que propus, andei por diversos países, procurando o que tinha de pesquisa sobre agricultura tropical e não achei nada. O mundo não tinha respostas para nossas questões”, ressaltou.

A partir daí, Paolinelli voltou ao Brasil ainda mais interessado nessas respostas e se juntou a uma equipe formada por gente da iniciativa privada, do governo e ligada a organismos nacionais e internacionais.

“No início, foi um processo demonstrativo e indutivo. Tivemos quase que laçar uns 25 produtores para que eles entrassem no projeto de recuperação do Cerrado. Foi uma fase difícil, porque era tudo novidade e o sujeito tinha que ter uma mentalidade mais aventureira para aceitar participar dos testes de manejo do solo. Graças a Deus, o ano de 1971 foi muito bom de clima e isso nos ajudou bastante. Quando o projeto começou a dar certo, o processo foi invertido: no final do ano, nós já tínhamos mais de mil pedidos de adesão. E nisso tivemos de tomar um cuidado imenso, porque não podíamos frustrar os produtores. Para dar conta, fizemos um processo de captação de engenheiros agrônomos no país inteiro e trouxemos mais de 700 para que o projeto fosse colocado em prática, tudo com a ajuda do Banco de Desenvolvimento de Minas e de vários organismos do estado mineiro. A partir daí, criamos um sistema integrado de pesquisa para que todos trabalhassem na mesma direção”, explicou Paolinelli.

O resultado desse esforço conjunto é que as áreas do Cerrado, antes improdutivas, passaram por manejos ao longo dos anos, foram fundamentais para a consolidação de uma agricultura tropical e se tornaram a principal produtora de grãos do Brasil, alçando o país a uma potência agrícola no cenário mundial.

 

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