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EntrevistaRevista

Silvia Massruhá: a primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Em entrevista para Máquinas & Inovações Agrícolas, a pesquisadora Silvia Massruhá se comprometeu a defender um amplo e democrático plano de modernização da empresa, focado em algumas premissas fundamentais

Silvia Massruhá: a primeira mulher a assumir a presidência da Embrapapor Adriana Gavaça – Com o desafio de tornar a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mais democrática e comprometida com a produção de alimentos saudáveis em bases sustentáveis, a pesquisadora Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá foi eleita a primeira mulher a assumir a presidência da instituição. Seu nome foi confirmado nos Conselhos de Administração (Consad) e de Elegibilidade (Coele) da Empresa, no dia 1º de maio, em nomeação oficializada em Boletim de Comunicações Administrativas (BCA). 

Silvia Massruhá é doutora em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde apresentou a tese “O modelo de inteligência artificial para diagnóstico de doenças de plantas”. É mestre em Automação pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduada em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Mineira de Passos (MG), ingressou na Embrapa em 1989, participando de importantes transformações da área de informática na agropecuária, desde a fabricação de softwares, passando pela década da internet até a presente era digital, em que a computação é transformada no terceiro pilar da pesquisa científica, ao lado da teoria e da experimentação, segundo a pesquisadora. Entre suas áreas de conhecimento está o desenvolvimento de tecnologias para sistemas complexos ou para soluções interdisciplinares portadoras de futuro, que se materializam no uso de ferramentas como Inteligência Artificial, blockchain e Internet das Coisas (IoT), entre outras.

Ao assumir a presidência da Embrapa, Silvia se disse honrada em chegar à direção da instituição em uma ocasião tão especial, que são os recém-completados 50 anos da Embrapa. Ela também considerou um marco na gestão da instituição, que terá uma mulher na presidência pela primeira vez. “É um passo importante da empresa rumo a gestões cada vez mais igualitárias e inclusivas”, declarou.

Em entrevista para Máquinas & Inovações Agrícolas, a pesquisadora se comprometeu a defender um amplo e democrático plano de modernização da empresa, focado em algumas premissas fundamentais, como diálogo permanente; valorização das equipes; maior integração entre UDs; maior foco nas agendas de mercado, social e ambiental; relação institucional harmônica e de alto nível com parceiros (internos e externos); simplificação de procedimentos e processos; recomposição orçamentária; ampliação da participação dos empregados nas decisões; recomposição do quadro de empregados com perfis mais adequados para o momento atual e futuro; e manter a empresa atuante na fronteira do conhecimento, na vanguarda da ciência e tecnologia. Acompanhe:

Qual o sentimento de ser a primeira mulher a assumir a presidência de uma entidade renomada como a Embrapa?

É com muita honra e senso de responsabilidade que assumo a presidência desta renomada instituição, que nos dá muito orgulho em sua trajetória de 50 anos de grandes contribuições para a ciência e a inovação brasileiras. Sendo a primeira mulher a assumir o cargo, a responsabilidade só aumenta, dada a expectativa de todos os colegas da Embrapa, principalmente quando penso na importância deste momento para todas as pesquisadoras e empregadas da Embrapa.

Como foi sua trajetória profissional até este momento?

Sou pesquisadora da Embrapa há 33 anos – neste ano completarei 34 anos -, atuando na área de computação aplicada à agricultura, mais especificamente em projetos na área de inteligência artificial, onde pude aplicar essa tecnologia para solução de problemas reais da agricultura, como diagnóstico de pragas e doenças e desenvolvimento de índices de sustentabilidade. Nos últimos 13 anos, participei ativamente da gestão da Embrapa Agricultura Digital, onde fui chefe de PD&I, de 2009 a 2015; e chefe-geral, de 2015 a 2022.

O que você destacaria durante sua gestão na Embrapa Agricultura Digital?

Na minha gestão, além de fortalecermos o portfólio de projetos de pesquisa aumentando substancialmente o orçamento da unidade, também atuamos como facilitadores do ecossistema de inovação da agropecuária junto à academia e a outras instituições públicas e privadas. Também atuamos fomentando e mentorando startups, englobando as agritechs e foodtechs. Agora, vejo esse desafio (de presidir a Embrapa) como uma oportunidade de intercâmbio de informações, conhecimento e tecnologias com as outras 42 unidades da Embrapa (UDs), onde a pesquisa agropecuária acontece de fato. Na nossa visão, precisamos resgatar o protagonismo das UDs da Embrapa.

Quais são os principais pontos que a nova administração deverá perseguir?

Defendo um amplo e democrático plano de modernização da empresa, focado em algumas premissas fundamentais: as pessoas são nosso maior patrimônio; diálogo permanente; valorização das equipes; maior integração entre UDs; maior foco nas agendas de mercado, social e ambiental; relação institucional harmônica e de alto nível com parceiros (internos e externos); simplificação de procedimentos e processos; recomposição orçamentária; ampliação da participação dos empregados nas decisões; recomposição do quadro de empregados com perfis mais adequados para o momento atual e futuro; e manter a empresa atuante na fronteira do conhecimento, na vanguarda da ciência e tecnologia.

Como a Embrapa deve continuar contribuindo para o desenvolvimento do agro brasileiro?

Temos que garantir a Embrapa pública, plural (atuando com diferentes públicos, desde a agricultura familiar até as cadeias produtivas do agro) e mais democrática; uma Embrapa comprometida com a produção de alimentos saudáveis em bases sustentáveis (nas três dimensões: ambiental, econômica e social); maior articulação com as políticas públicas; maior integração com SNPA e demais Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), empresas e startups no ecossistema de inovação agrícola; transversalidade da agenda com diferentes Ministérios; maior aproximação das cadeias produtivas e dos públicos estratégicos; uma atuação mais preditiva (com maior antecipação aos problemas) na agropecuária brasileira; indução de agendas e redes de inovação; articulação com instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e Assessoria Técnica Social e Ambiental (ATES) visando a transferência de ativos tecnológicos disponíveis na Embrapa; manter a Empresa posicionada na vanguarda científica e tecnológica (avanços na fronteira do conhecimento) do mundo; e ampliar cooperação técnica e científica no sentido sul-sul e norte-sul.

Nesse contexto, quais são os principais desafios e oportunidades?

Dentre os principais desafios, pode-se destacar a recomposição do orçamento e do quadro de empregados com perfis mais adequados para o momento atual, modernização e otimização da infraestrutura, além, é claro, de atuar na vanguarda da ciência e tecnologia, na fronteira do conhecimento. Já dentro das principais oportunidades, podemos destacar a garantia da segurança alimentar e a soberania alimentar, visando aumentar a produção e a produtividade da agropecuária brasileira de maneira sustentável, e também mostrar para o mundo, por meio de métricas e indicadores, que a nossa agricultura é sustentável nas três dimensões: ambiental, econômica e social.

Poderia citar alguns trabalhos importantes da Embrapa para o desenvolvimento do agro brasileiro?

Expansão da soja para o Cerrado, Fixação Biológica do Nitrogênio, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), edição gênica (permitindo a identificação de genes resistentes ao estresse hídrico), tropicalização de culturas (como a uva no semiárido e trigo no Cerrado) e novas oportunidades de produção, como o Sisteminha Embrapa no semiárido. Recentemente, também lançamos o BiomaPhos, que é um bioinsumo inovador que melhora a absorção de fósforo acumulado no solo pelas plantas e, consequentemente, aumenta a produtividade das culturas.

Como a Embrapa pode ajudar o Brasil a ter um agro cada vez mais sustentável?

O fortalecimento de ações de bioeconomia é uma das prioridades da Embrapa para impulsionar o desenvolvimento sustentável nos seis biomas brasileiros. Mais especificamente, na região amazônica, precisamos reduzir o paradoxo entre a riqueza de recursos naturais e a extrema pobreza das populações e comunidades locais. Iremos continuar ajudando o Brasil a aumentar a produção e a produtividade da agropecuária brasileira de maneira sustentável.

Em quais aspectos já avançamos nesse tema e em quais é possível avançar ainda mais? O ILPF é um exemplo?

Como já falei, precisaremos mostrar ao mundo, através de métricas e indicadores, que a nossa agricultura é sustentável nas três dimensões: ambiental, econômica e social. Nosso país pode também ocupar novos espaços na transição energética, que é um outro grande desafio da pesquisa agropecuária brasileira e mundial. Mudanças climáticas seguirão impondo metas severas de descarbonização para a agricultura e para todas as indústrias que têm alta dependência de recursos fósseis. Precisamos ampliar a nossa agricultura de baixo carbono e investir em sistemas de produção mais sustentáveis, em insumos biológicos e em sistemas integrados, como o ILPF e os sistemas agroflorestais.

 

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Revista

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do café

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Cultivo ocupa 2,26 milhões de hectares, envolve 300 mil cafeicultores e representa parcela significativa do PIB brasileiro

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do cafépor Gustavo Paes – O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. Também somos o segundo maior consumidor de café do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

A produção brasileira de café em 2023/24 deve atingir 54,94 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produtividade média estimada é de 27,4 sacas por hectare, apenas 3,7% superior à safra de 2021, que foi um ano de baixa produção da planta, e 22,2% inferior à safra de 2020, um ano de alta produção. A colheita total deve ser 5,6% maior do que a de 2021, mas 20,13% menor do que o recorde de 2020, quando alcançou 63 milhões de sacas.
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Na safra anterior, o Brasil exportou cerca de 2,2 milhões de toneladas, o equivalente a 39,4 milhões de sacas de café, com embarques para 145 países, segundo a Conab. Os principais compradores foram os Estados Unidos e a Alemanha, com 20,2% e 18,2%, respectivamente, seguidos pela Itália (9%), Bélgica (7,9%) e pelo Japão (4,8%).

O faturamento das lavouras de café no Brasil alcançou R$ 55 bilhões em 2022, um valor 25% maior do que o total gerado em 2021, que foi de R$ 44 bilhões. O País espera aumentar sua participação nas próximas safras, com a possibilidade de abertura de novos mercados para produtos diferenciados, além de aumentar a participação em países que já importam nosso café. Na Ásia, a China desponta com um bom potencial de crescimento no consumo da bebida.

O cultivo de café representa uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, é uma indústria que emprega milhões, desde produtores até trabalhadores nas indústrias de torrefação e exportação. No ranking dos produtos brasileiros com maior faturamento, o café ocupa a sexta posição, perdendo para a soja, em primeiro lugar com R$ 338 bilhões, seguida do milho (R$ 148 bilhões) e dos bovinos (R$ 152 bilhões).

Regiões produtoras

No País, o grão ocupa 2,26 milhões de hectares, sendo 1,9 milhão de hectares destinados às lavouras em produção e 355 mil hectares em formação, o que indica um aumento de apenas 0,8% em relação à área da safra anterior. A cadeia produtiva do café envolve mais de 300 mil cafeicultores espalhados pelos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Goiás, Amazonas, Mato Grosso e Pará.

As duas principais espécies de plantas produzidas nas cinco regiões geográficas do Brasil são a arábica e a conilon. A arábica, de menor porte, produz grãos maiores, um café mais fino e de maior qualidade. Para o seu cultivo, é necessário que a lavoura esteja a uma altitude de 800 metros. Sua produção se concentra nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Já no caso do conilon ou café robusta, por ter menos acidez e mais cafeína, também é utilizado como um tipo de pó voltado para produtos solúveis. Ele é cultivado especialmente no Espírito Santo, na Bahia e em Rondônia.

Mecanização da lavoura do café

Na lavoura cafeeira, o plantio e a colheita, que envolvem operações como a aração, derriça, varrição, recolhimento e abanação, são as que registram o maior índice de mecanização, chegando a 70%. No entanto, em regiões onde existem declives muito acentuados, como a Zona da Mata, em Minas Gerais, a adoção de máquinas não passa de 30%.

No País, estima-se que 40% da produção cafeeira ocorra em regiões montanhosas. “Essa característica representa um grande desafio para a mecanização das operações nas lavouras, exigindo do agricultor maior cuidado na aquisição de máquinas e a adoção de técnicas adequadas”, afirma o gerente de negócios da linha de colhedoras de café da Jacto, Paulo Guirao.

A colheita mecanizada do café teve início no Brasil em 1979, com o lançamento da colhedora de café K3, da Jacto. O modelo foi desenvolvido com tecnologias e pesquisas brasileiras e possibilitou que o Brasil se tornasse o maior produtor e exportador de café do mundo.

A cultura do café envolve uma atividade de elevado custo, sendo que a colheita corresponde entre 30% e 40% dos gastos totais de produção e exige um grande contingente de mão de obra. Estima-se que a máquina, em determinadas condições de trabalho, chegue a fazer em um dia o equivalente a 150 a 200 pessoas colhendo manualmente.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do caféPacote tecnológico

Nestes 43 anos, a Jacto buscou promover melhorias em sua colhedora de café. Por isso, atualmente, ela possui o equipamento mais especificado do mercado. “Essa máquina conta com um pacote tecnológico que permite colheita em grandes velocidades, com o máximo índice de retirada de café da planta, sem prejudicá-la, e o mínimo de perda”, detalha Guirao.

Na última edição da Agrishow, a empresa de Pompeia (SP) lançou duas novas colhedoras, uma delas automotriz e outra tracionada. A primeira possui um reservatório de café de 2000 litros, potência de 84 cv, altura livre de colheita de 3,1 metros e capacidade de correção de inclinação lateral de até 30%. Já o modelo tracionado vem com reservatório de café de 1800 litros. Também possui altura livre de colheita de 3,1 metros e capacidade de correção de inclinação lateral de até 30%.

“Ambas têm capacidade para colher em diferentes tipos de terrenos. São máquinas mais leves, com largura máxima de 3,2 metros, com grande capacidade de manobra em espaços reduzidos e que podem trabalhar em terrenos inclinados em até 30%”, destaca o gerente da Jacto.

As máquinas são equipadas com um novo recolhedor, que possui altura mínima do solo de 210 mm e conta com lâminas em novo formato e aplicadas em maior quantidade. As lâminas são fixadas com apenas três parafusos, podendo ser desmontadas individualmente para manutenção. “O novo recolhedor permite ao cafeicultor colher de forma mais eficiente as lavouras novas, onde os primeiros ramos produtivos estão mais próximos do solo. Também vai reduzir a perda de café para o chão, uma vez que as lâminas estão mais sobrepostas e ficam mais tempo fechadas durante a passagem do tronco de café”, analisa o executivo.

A empresa conta com quatro modelos de pulverizadores para cultivos adensados, como o café. Na feira de Ribeirão Preto (SP), a Jacto apresentou um pulverizador cujo formato da torre faz com que os bicos fiquem mais próximos da copa da cultura, aperfeiçoando a qualidade de aplicação, com uma melhor distribuição de gotas em toda a planta.

“A torre estreita é uma funcionalidade que permite trafegar mesmo em ruas estreitas, evitando choques entre a torre da máquina e a cultura”, destaca o gerente de pulverizadores tratorizados da Jacto, Paulo Bueno. A distância entre os bicos e a planta se mantém constante, o que favorece a aplicação de uma mesma dose em todos os estratos da cultura, desde a saia até o ramo mais alto da árvore.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do caféTratores estreitos

Silvia Massruhá - Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do caféGeralmente, os tratores usados na lavoura cafeeira são estreitos e de baixa potência, variando de 18 a 60 cv. Esse maquinário é utilizado no transporte e em operações de cultivo com grade, roçadeira, enxada rotativa e pulverizadores. Porém, no cultivo de café da montanha, a potência conta muito. “Máquinas que trabalham em terrenos irregulares ou declinados precisam de motores mais potentes”, diz Guirao. O torque também é importante e é medido no Brasil por quilograma-força por metro (kgf.m). Essa métrica informa quantos quilos um trator consegue carregar a cada metro. Assim, não adianta ter um motor com boa potência, mas com um torque inadequado, pois tornaria mais lentas as operações.

O especialista em Marketing de Produto da New Holland, Juliano Perelli, explica que os modelos de tratores que atendem a lavoura cafeeira têm especificações e dimensões compatíveis com as operações para o grão. Ele frisa que os pés de café são plantados muito próximos, o que demanda equipamentos que consigam adentrar as ruas, realizar as operações de cultivo e não danificar a planta nem o fruto.

O executivo afirma que só após mudanças no manejo do café mecanizado é que os fabricantes de implementos e máquinas agrícolas criaram opções que atendessem às necessidades da produção do café, no quesito colheita. Hoje, boa parte das colheitas é realizada por máquinas, sem desperdício ou dano ao fruto.

“Porém, ainda existem algumas limitações, principalmente em relação a inclinações de terrenos, que ainda precisam ser realizadas de forma manual”, admite Perelli.

O especialista destaca que a tecnologia nos tratores ajuda o agricultor a diminuir o custo de operação. Os modelos possuem tecnologias que evitam perdas durante as operações, mesmo sendo máquinas que, na maioria das vezes, não têm eletrônica embarcada. Algumas opções, inclusive, já podem ser instaladas pelo próprio cliente, como piloto automático, controle de pulverização e a telemetria.

O coordenador de Marketing Produto Tratores da Massey Ferguson, Eder Pinheiro, observa que o trator cafeeiro tem um raio de giro menor, o que diminui o tempo de manobra, facilita o trabalho e ainda reduz o consumo de combustível, com economia de até 12% durante a operação.

Recentemente, a marca lançou duas séries de tratores para entrar no espaçamento das plantações de café: a primeira, projetada para proporcionar uma produção agrícola mais simples e potente, e a outra, com o menor raio de giro do segmento, quatro opções de transmissão, além de estar disponível nas versões cabinada e plataformada.

“Uma característica que buscamos nos tratores compactos é manter a robustez. Nossos modelos mantêm as características de um trator agrícola convencional na relação peso/potência para que a máquina alcance a máxima eficiência operacional”, destaca.

 

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Notícias

Acordo vai promover fabricação de máquinas para agricultura familiar

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

MDA coordenará estratégias para ampliação do investimento em maquinários e implementos e dará suporte ao desenvolvimento, produção e comercialização de cada produto para agricultura familiar

Acordo vai promover fabricação de máquinas específicas para agricultura familiarUm Acordo de Cooperação Técnica deve ser firmado nesta quinta-feira (6) pelo governo federal, por entidades e instituições financeiras para promover o acesso, o desenvolvimento científico e tecnológico e a ampliação da oferta de máquinas, implementos, equipamentos e soluções adaptadas à agricultura familiar.

O documento será assinado pelo ministro do MDA, Paulo Teixeira, vice-presidente da república e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a ministra do MCTI, Luciana Santos, além dos representantes e presidentes da EMBRAPA, BNDES, EMBRAPII, Finep, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

O acordo vai permitir o aumento da capacidade produtiva de alimentos saudáveis, em bases sustentáveis, considerando as dimensões de gênero, as diferentes regiões e biomas e os sistemas de produção. Tudo isso com o intuito de reduzir a penosidade do trabalho e contribuir para o processo de neoindustrialização no Brasil.

Ao MDA, caberá a identificação das atuais necessidades específicas da agricultura familiar de máquinas e equipamentos, e propor estratégias para proporcionar às mulheres igualdade de acesso a recursos, serviços e tecnologias adaptadas.

Além disso, o MDA coordenará as estratégias para ampliação do investimento em maquinários e implementos e dará suporte ao desenvolvimento, produção e comercialização de cada produto adequados às condições socioeconômicas, produtivas e ambientais da agricultura familiar.

 

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Notícias

CNA: Reforma deve garantir segurança jurídica e simplificar sistema tributário

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil divulgou sete prioridades para constar na proposta da Reforma Tributária

CNA: Reforma Tributária deve garantir segurança jurídica e simplificar sistema tributário

As principais prioridades do setor agropecuário e da sociedade brasileira em relação à reforma tributária foram tema de debate de uma reunião entre o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e os presidentes das Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária, na quarta-feira (5).

Durante a reunião, João Martins enfatizou a necessidade de que a reforma tributária proporcione segurança jurídica e simplifique o sistema tributário, sem gerar um aumento da carga de impostos. Ele ressaltou a importância de encontrar soluções que sejam benéficas tanto para os produtores rurais quanto para a população em geral.

De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John Deere

A CNA tem subsidiado a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com estudos técnicos que evidenciam os impactos econômicos que a reforma tributária pode ter sobre os produtores e a população.

Com o intuito de evitar esses impactos, a CNA defende a inclusão de sete pontos prioritários no relatório final do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que é o relator da matéria. Esses pontos consistem em:

  1. a exemplo do que ocorre em outros países, a alíquota do agronegócio deve ser de até 20% da alíquota padrão;
  2. pequenos e médios produtores rurais não serem contribuintes diretos do IVA, também como ocorre em países como Espanha e Alemanha, e que seja criado um Regime Especial para Agricultura, Pecuária e Pesca. Produtores com faturamento anual de R$ 4,8 milhões não sejam obrigados ao tributo, mas tenham opção de adesão voluntária;
  3. Imposto seletivo não pode incidir sobre insumos agropecuários ou sobre alimentos, caso contrário irá elevar o custo de vida da população e gerar cumulatividade tributária, um dos problemas que se pretende eliminar do sistema atual;
  4. IPVA não deve incidir sobre aeronaves agrícolas e tratores, pois haverá aumento da carga tributária incidente sobre patrimônio e sobre os serviços contratados pelos produtores rurais;
  5. a remuneração do produtor rural integrado não deve sofrer a incidência do IVA, apenas como é atualmente, incidência do Imposto de Renda;
  6. garantia de que os créditos tributários sejam ressarcidos em até 60 dias, e que não sejam estornados;
  7. adequado tratamento ao ato cooperativo. É necessário impedir que haja tributação mais gravosa na relação entre cooperado e cooperativa do que aquela que incidiria se ele operasse individualmente ou por outro tipo societário.
Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anos

Segundo a entidade, “a CNA irá apoiar a reforma tributária se esses pontos forem atendidos. A Confederação e a FPA estão juntas nas negociações com o relator Agnaldo Ribeiro para que esses pontos sejam levados em consideração na proposta de reforma tributária”.

 

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Notícias

BNDES eleva investimento no setor agropecuário em 50% no 1º semestre

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Maior parte desses recursos disponibilizados pelo BNDES são do Plano Safra/Safrinha 2023/2024

BNDES eleva investimento no setor agropecuário em 50% no 1º semestreO Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quarta-feira (5) que elevou o investimento no setor agropecuário em 50% no primeiro semestre deste ano, comparando os números com 2022, segundo informações da “Agência Brasil”.

As ações do banco nos primeiros seis meses do ano voltadas à agricultura familiar e ao agronegócio somam R$ 50 bilhões, segundo divulgação da instituição. Esse montante inclui novas operações de crédito e investimentos, como os cerca de R$ 1 bilhão aprovados junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (Fida) para que 250 mil famílias de agricultores familiares do semiárido nordestino recebam investimentos em práticas agrícolas e segurança hídrica.

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado interno

A maior parte dos recursos contabilizados pelo BNDES são do Plano Safra/Safrinha 2023/2024, para os quais o banco reservou R$ 38,4 bilhões em créditos.

O volume oferecido para a agricultura familiar foi ampliado em 103%, chegando a R$ 11,6 bilhões. Para a agricultura empresarial, foram R$ 14,8 bilhões, um crescimento de 33% em relação ao plano anterior (2022/2023).

O BNDES destaca ainda a reativação de linhas de financiamentos para o agronegócio, que estavam fechadas até a posse da nova diretoria e a criação de uma nova linha indexada ao dólar, voltada para produtores que recebem na moeda estrangeira. Esses recursos somam mais R$ 11,5 bilhões.

Para o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o agro brasileiro precisa produzir cada vez mais, mas sem desmatar e destruir o meio ambiente, para mostrar ao mundo um agronegócio eficiente e moderno.

Atualmente, o Brasil é o quinto maior emissor de gases de efeito estufa no planeta, e metade dessas emissões são causadas por desmatamento e queimada, em grande parte relacionados à expansão de fazendas e pastos sobre biomas como o Cerrado e a Amazônia.

A redução dessas emissões é um compromisso internacional do país no Acordo de Paris, que visa reduzir a intensidade e o impacto das mudanças climáticas causadas pela ação humana até 2030. As alterações no clima vêm sendo apontadas como causadoras de eventos climáticos extremos e desastres, como temporais, deslizamentos e enchentes.

 

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Comissão aprova incentivo ao uso de energia solar na agricultura familiar

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Avança estímulo a microgeração de energia solar para agricultor familiar

Comissão aprova incentivo ao uso de energia solar na agricultura familiar A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou projeto de lei que alivia a conta de luz das propriedades da agricultura familiar que usem energia solar (PL 2.458/2022). Também serão beneficiadas as unidades cujo titular esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) é o autor.

O projeto altera o Marco Regulatório da Microgeração (Lei 14.300, de 2022), que o Congresso aprovou no início deste ano. Entre outras medidas, a norma garante subsídios tarifários para os consumidores que investem na produção autônoma a partir de microgeradores ou minigeradores de fontes renováveis. Com o benefício, eles não pagam integralmente o custo pelo uso da rede de distribuição.

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado interno

A proposta de Alessandro expande os subsídios até 2045 para agricultores familiares e participantes do CadÚnico que fazem geração solar fotovoltaica. Segundo o senador, o marco poderia ter sido “mais ousado” em iniciativas para democratizar o acesso à microgeração.

“Os consumidores de menor poder aquisitivo terão redução nas suas despesas de energia elétrica; os agricultores familiares gastarão menos para produzir seus produtos; a cadeia produtiva associada aos painéis fotovoltaicos empregará mais pessoas; a matriz elétrica brasileira se tornará mais limpa”, explica o autor na sua justificativa.

Ao estender a isenção aos inscritos no CadÚnico e agricultores familiares, Alexandre Vieira pretende democratizar ainda mais o acesso à microgeração à população de menor poder aquisitivo.

“Trata-se de algo que beneficiaria essa camada da população, que consome uma parcela maior de sua renda com o custo da energia elétrica. Além disso, seria uma oportunidade de estimular ainda mais a fonte de geração fotovoltaica, que já tem um importante papel na matriz elétrica brasileira e na geração de emprego e renda”, explica.

Já o relator destaca que a agricultura familiar é responsável por grande parte dos alimentos consumidos internamente pelos brasileiros, mas é carente de maior apoio do poder público para a redução de seus custos de produção.

Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anos

Ele defende que, assim, o projeto poderá contribuir para a redução dos preços dos alimentos, necessários ao segmento da população em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Foi apresentada, pelo relator do projeto, emenda que adiciona a possibilidade de o subsídio ao uso de energia solar na agricultura se estender também ao empreendedor familiar rural, abarcando atividades de silvicultura, pesca, aquicultura, extrativismo, artesanato, turismo rural, indústria caseira ou comunitária, entre diversas outras, no que se convencionou chamar de pluriatividade do pequeno produtor rural.

Fonte: Agência Senado

 

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Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anos

Por redação 05/07/2023
Escrito por redação

No Brasil, o potencial de biogás no setor sucroenergético é de aproximadamente 10,8 milhões de metros cúbicos por ano

Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anosDentre as rotas para a descarbonização da matriz energética brasileira, a contribuição do setor sucroenergético tem crescido e diversificado a oferta de renováveis. Além do etanol e da bioeletricidade, desponta no setor a produção de biogás, que por sua vez é fonte para o biometano, combustível equivalente ao gás natural, mas com uma pegada de carbono bastante inferior.

Segundo levantamento da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), nos próximos cinco anos, 65 novas plantas de biometano devem entrar em operação no país, juntando-se às mais de 750 plantas de biogás já em funcionamento.

“O biogás já foi a tecnologia do futuro, mas hoje é uma realidade e está sendo produzida. Há diversos investidores focados nessa indústria, que está pronta para operar”, afirma a gerente executiva da Abiogás, Tamar Roitman.

Nos próximos anos, inúmeros projetos de biogás devem sair do papel no setor sucroenergético. Entre as usinas que já iniciaram operação de biogás estão a Adecoagro, Cocal, Tereos e Raízen.

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado interno

Em junho, a unidade da Cocal em Narandiba (SP) recebeu a certificação do RenovaBio pela produção sustentável de biometano, derivado do biogás, a partir do processamento de resíduos da cana e de atividades agropecuárias (orgânicos agrossilvopastoris). É a primeira planta da categoria a ser certificada no programa brasileiro, segundo registro da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Economia circular

No setor sucroenergético, o biogás segue uma rota diferente da bioeletricidade. Ambos usam como insumos os resíduos do processamento, mas enquanto a bioeletricidade é gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o biogás é produzido a partir da palha, da vinhaça e da torta de filtro. Cada litro de etanol gera cerca de 12 litros de vinhaça. A partir da biodigestão da vinhaça obtém-se o biogás.

O biogás é fonte de energia elétrica limpa, 100% renovável, além de ser uma alternativa aos combustíveis fósseis, por meio da geração do biometano. Esse biocombustível pode atuar como substituto do diesel e do gás natural, reduzindo as emissões de CO2 em até 95% se comparado aos combustíveis fósseis.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

“Mais de 5% de todo o diesel consumido no Brasil é utilizado no setor sucroenergético, então há um potencial enorme de substituição por biometano na frota da própria usina, consolidando assim a lógica da economia circular”, afirma o diretor de Economia e Inteligência Setorial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Luciano Rodrigues.

Ele explica que a substituição de parte do diesel utilizado na frota de uma usina por biometano também melhora a pegada de carbono do etanol em quatro vezes, deixando-a em patamares mínimos quando se analisa o ciclo de vida. “Além de ter um novo produto no setor, poderemos melhorar de forma absurda a eficiência ambiental do etanol”, acrescenta o diretor da Unica.

“A produção de biogás e biometano permite que o setor intensifique o uso da energia solar capturada na lavoura. Passamos a extrair mais energia útil para a sociedade de um mesmo hectare plantado, e ainda mantemos a geração de biofertilizantes que retornam para o campo após a biodigestão”, concluiu Rodrigues.

Expansão energética

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2032), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a produção de biometano da vinhaça e torta de filtro seria suficiente para suprir cerca de 20% da demanda de diesel puro do setor agropecuário. Caso se considerem as palhas e pontas, o estudo da EPE avalia que o segmento seria autossuficiente.

No Brasil, o potencial de biogás no setor sucroenergético é de aproximadamente 10,8 milhões de metros cúbicos por ano. Já o de biometano é 7,2 milhões de metros cúbicos por ano, segundo dados do Programa de Energia para o Brasil (BEP), do governo britânico e executado por um consórcio de organizações, entre elas a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O presidente da Unica, Evandro Gussi, reforça que o setor sucroenergético brasileiro possui experiência e potencial para fornecimento de energia renovável e sustentável, como o biogás e o biometano, em nível escalonável.

“Acreditamos que a indústria canavieira será vetor para outros sistemas produtivos que não têm escala para alavancar o aproveitamento de resíduos, em uma dinâmica extremamente orientada a mercado”, destaca Gussi.

Para se ter ideia do incremento nessa indústria sustentável, dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a capacidade mundial de geração de energia elétrica com a fonte biogás no ano 2000 era de 2.455 MW.

Durante as últimas duas décadas, houve uma expansão do número de plantas de biogás para geração elétrica, atingindo em 2022 a capacidade instalada de 21.574 MW. Sete países (Alemanha, EUA, Reino Unido, Itália, China, França e Brasil) possuem mais de 70% das plantas de produção de energia elétrica com biogás, no mundo.

 

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Notícias

Paraná: Banco do Brasil prevê R$ 23 bilhões para a safra 2023/2024

Por redação 05/07/2023
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Valor disponibilizado pelo Banco do Brasil ao estado é 27% a mais do que os recursos liberados na safra passada

Paraná: Banco do Brasil prevê R$ 23 bilhões para a safra 2023/2024 O Banco do Brasil estima destinar R$ 23 bilhões para o financiamento da safra 2023/2024 no Paraná, 27% a mais do que os R$ 18 bilhões disponíveis na safra 2022/2023. O anúncio foi feito nesta terça-feira (04) na sede da superintendência do banco, em Curitiba, em cerimônia que contou com a presença do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

As taxas de juros no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) serão de 3% a 6% para custeio, sendo a taxa mais baixa destinada para produção sustentável de alimentos saudáveis, com foco em orgânicos, produtos da sociobiodiversidade, bioeconomia ou agroecologia. Para investimentos, as taxas são de 4% a 6%, sendo a menor taxa para operações até 25 mil e RBA (Renda Bruta Agropecuária) de até R$ 100 mil.

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado interno

Nas linhas para investimentos na agricultura empresarial, os juros agrícolas variam de 7% a 12,5% ao ano. Nas ações de custeio, as taxas vão de 8% para o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) a 12% para os demais.

Ortigara falou da importância de qualificar a aplicação dos recursos, impulsionando os resultados da safra paranaense. “Isso representa crédito e assistência para o principal negócio do Paraná, que é produzir alimentos e fibra”, disse. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a produção de grãos no estado no ciclo 2022/2023 deve gerar 46,6 milhões de toneladas.

Ortigara destacou que o governo estadual investe na orientação aos produtores rurais sobre as oportunidades de crédito, para que busquem mais eficiência nos sistemas de produção, planejando investimentos e alcançando melhoria na qualidade de vida. O chefe do Deral, Marcelo Garrido, também acompanhou o evento.

Máquinas

Um dos destaques é a redução da taxa da linha Pronaf Mais Alimentos (Máquinas/Implementos), que era de 6% no ano passado e, em 2023, passou a 5%. Essa linha ampara o Programa Trator Solidário, da Seab, que possibilita o financiamento, com preços mais acessíveis, de tratores, pulverizadores e colhedoras para pequenos produtores.

Sustentabilidade

Entre as linhas de investimento, o Programa para Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), novo nome do programa ABC, deve colaborar com as ações de sustentabilidade no Estado. Nessas linhas, os produtores podem financiar até R$ 5 milhões com taxas que variam de 7% a 8,5% ao ano.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

Segundo o coordenador do Grupo Gestor Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, Breno Menezes de Campos, esse tipo de investimento está alinhado às diretrizes do Plano de Ação Estadual ABC+. “Nosso papel enquanto Estado será sensibilizar os produtores para adotar as diretrizes do Plano, e o crédito é um dos caminhos para isso”, explicou.

Resultados

De acordo com o gerente do Mercado Agro no Paraná, Luis Felipe Guimarães, os R$ 18 bilhões investidos no Paraná na safra 2022/203 resultaram em 84,3 mil operações, atingindo 396 municípios paranaenses. “Cerca de 54% das operações beneficiaram a agricultura familiar”, afirmou.

Desde a implementação do programa Banco do Agricultor Paranaense, em 2021, os projetos viabilizados somente por meio do Banco do Brasil somaram R$ 424 milhões em investimentos com atendimento a 2.880 produtores rurais. Cerca de 85% dos projetos foram para energia renovável.

Nacional

Para o País, o Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 240 bilhões, valor 27% maior do que no ano passado. Do total, R$ 48 bilhões irão para a agricultura familiar e médios produtores; R$ 139 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 53 bilhões para a Cadeia de Valor Agro (crédito agroindustrial).

 

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Notícias

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado interno

Por redação 05/07/2023
Escrito por redação

Dados das vendas de máquinas agrícolas foram divulgados nesta terça-feira (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Vendas de máquinas agrícolas recuam 7,2% no mercado internoA comercialização de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno caiu 7,24% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano na comparação com igual período de 2022, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados nesta terça-feira (4). Segundo a entidade, houve recuo de 13,36% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado, e de 3,65% no tocante a abril.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

“O mercado de máquinas registrou queda em maio, por conta da espera pelo Plano Safra 2023/24. O anúncio ocorreu próximo do fim de junho, mas, em maio, os produtores já mostravam sinais de que postergariam suas decisões de compra. O Plano Safra anunciado é bem robusto e deve movimentar o mercado de equipamentos para o campo no segundo semestre”, diz o presidente da entidade, José Maurício Andreta Júnior.

“Para o setor de tratores e máquinas agrícolas, o plano anunciado pelo governo traz inúmeros benefícios, como atendimento ao pequeno e médio agricultor (além do grande produtor), que passarão a contar com taxas reduzidas para seus investimentos, assim como também custeio para armazenagem, que é um problema no mundo agro. Por isso, apesar dos dados de queda, até maio, acreditamos em uma recuperação a partir de agora”, pondera o dirigente.

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

 

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CuriosidadeTecnologia

De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John Deere

Por redação 04/07/2023
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Confira os modelos e as especificações dos tratores mais vendidos da John Deere, incluindo utilitários, médios e grandes

A John Deere, reconhecida como uma das marcas mais desejadas no mercado de máquinas agrícolas, é uma escolha frequente dos produtores brasileiros. Seus equipamentos estão entre os mais vendidos no país, graças ao avanço da tecnologia embarcada, robustez e qualidade geral que oferecem.

A seguir, apresentamos os tratores mais vendidos da John Deere, segundo informações fornecidas pela marca.

Utilitários (até 100 hp): Trator 5090E

De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John Deere

Dentre os tratores mais vendidos da John Deere, o utilitário 5090E é uma escolha bastante popular para aqueles que buscam um equipamento versátil e eficiente. Com potência de até 90 cavalos, é capaz de lidar com uma ampla gama de tarefas agrícolas. Seu design compacto e manobrabilidade facilitam a operação em espaços mais restritos, como pomares e estufas. Além disso, possui recursos avançados, como transmissão sincronizada e sistema hidráulico de alta capacidade.

Governo quer financiar máquinas agrícolas de menor porte

Vale destacar que esses tratores de menor porte são projetados para tarefas mais leves e são ideais para trabalhos em espaços restritos, como pomares, estufas e pequenas propriedades.

Ou seja, são modelos mais compactos, manobráveis. Logo, possuem potência adequada para atender às necessidades das atividades agrícolas em menor escala.

Especificações técnicas:
  • Motor agrícola turbo – intercooler com 30% de reserva de torque;
  • Transmissão sincronizada 9×3 ou 12×12 com reversor eletro-hidráulico;
  • Intervalo de troca de óleo de até 500 horas;
  • Descrição do motor: John Deere / Powertech / Diesel / 4045H
  • Cilindrada do motor: 4,5 L
  • Potencial nominal do motor: 90 cv / 89 hp / 60,2 kW
  • Potência nominal da TDP: (hp SAE) 74,12 cv / 73,57 hp / 54,5 kW
  • Tipo de transmissão: 9F/3R TSS e 12F/12R PR
  • Saída nominal da bomba hidráulica: 71 L/min @ 2400 rpm
  • Categoria do engate traseiro (designação SAE): 2

Tratores médios (de 100 hp até 180 hp): Trator 6150

De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John DeereO modelo 6150 da John Deere destaca-se como um dos tratores médios mais vendidos da marca. Com uma potência que varia de 100 a 180 cavalos, é uma escolha ideal para operações agrícolas de médio porte. Sua tecnologia avançada oferece maior eficiência e precisão, com recursos como transmissão PowerShift e sistema de suspensão ativa. O trator 6150 combina força e agilidade, tornando-se uma ferramenta indispensável para diversas atividades no campo.

Especificações técnicas:
  • Transmissão CommandQuad Automatizada – Até 9% mais econômico;
  • Cabine com qualidade superior, comandos ergonomicos e intuitivos;
  • iTEC Basic reduzindo o tempo da manobra de cabeceira em até 15%
  • Mais conectividade com Operations Center.
  • Descrição do motor: John Deere PowerTech / PROCONVE MAR-I
  • Cilindrada do motor: 6,8 L  // 415 cu in.
  • Potencial nominal do motor: 110 kW // 148 hp
  • Tipo de transmissão Padrão: John Deere AutoQuad de 16 velocidades – 30 km/h – 18,6 mph
  • Tipo de transmissão Opcional: John Deere CommandQuad de 20 velocidades – 40 km/h – 24,9 mph
  • Saída nominal da bomba hidráulica: 110 L/min – 29 gpm

Tratores grandes (+180 hp): Tratores 7230J e 8400R

Quando se trata de tratores grandes, a John Deere oferece dois modelos de destaque: o 7230J e o 8400R. O 7230J apresenta uma potência de mais de 180 cavalos, sendo ideal para operações agrícolas que demandam maior tração e força. Seu sistema hidráulico de alta capacidade e recursos de transmissão avançados garantem um desempenho excepcional em qualquer terreno.

Já o 8400R é um trator de alta potência, com mais de 400 cavalos. É projetado para lidar com as tarefas mais desafiadoras, oferecendo tecnologia de ponta, conforto do operador e eficiência operacional.

Especificações técnicas do trator 7230J:
  • De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John DeereEixo dianteiro com suspensão TLS, até 8% a mais em produtividade;
  • Assento com suspensão ativa, reduz em até 90% dos movimentos verticais;
  • JDLink e piloto automático de fábrica;
  • Consagrada transmissão PowrQuad Plus 16×16.
Especificações técnicas do trator 8400R:

Silvia Massruhá - De pequenos a grandes, os tratores mais vendidos da John Deere

  • Opção de pneus 800/70R38, duplos na traseira, maior tração e flutuação;
  • Transmissão inteligente e23 com gerenciador de eficiência, até 16% mais econômico;
  • Eixo dianteiro com suspensão independente (ILS), até 9% a mais em produtividade.

Resumindo, o modelo utilitário 5090E é ideal para trabalhos em pomares e estufas, enquanto o trator médio 6150 é perfeito para operações de médio porte. Já os tratores grandes, como o 7230J e o 8400R, são indispensáveis para tarefas que requerem maior tração e força, como aragem de grandes áreas e transporte de cargas pesadas.

 

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