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Revista

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai?

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai? por Katiaíres Evangelista Delpin Malvezi e Ricardo Ralisch –  Prezados leitoras e leitores! Nada mais oportuno para esta edição da revista que marca a Agrishow 2023, que um artigo sobre inovações na mecanização, considerando que este evento traz, justamente, o lançamento das principais novidades colocadas no mercado, pela maioria dos fabricantes de equipamentos agrícolas e onde se apresentam novas empresas fornecedoras de bens e serviços para a mecanização e para os demais segmentos do setor.

A edição anterior, 74, já trouxe excelente artigo sobre o tema e pretendemos aqui aprofundar um pouco mais num dos assuntos abordados: o potencial emprego de equipamentos agrícolas para realizar levantamento de informações que serão empregados no monitoramento das lavouras.

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Operador “olheiro”

As pessoas que mais visitam a lavoura durante uma safra são os operadores de máquinas agrícolas, em função da frequência com que estas operações são realizadas. Numa produção anual de cereais, por exemplo, é comum que uma lavoura receba 12 ou mais operações agrícolas, considerando o manejo da cobertura, a semeadura, os tratos culturais e a colheita.

É por isso que em algumas propriedades os operadores são orientados a observarem e informarem aspectos da área e da lavoura que mereçam atenção, como a presença de manchas ou falhas na lavoura, ocorrência de plantas invasoras, sinais de degradação do solo como marcas de erosão ou de compactação, variação no desenvolvimento das plantas, entre outros parâmetros. Acontece também, em algumas propriedades, que o gestor da lavoura acompanhe algumas operações agrícolas, justamente para ter essa visão geral de alguma parte ou setor da área.

Com o advento do piloto automático, que liberou o operador da operação de direcionamento contínuo da máquina, possibilita ao operador dar mais atenção ao entorno da operação, sem afetar a segurança e a qualidade da operação. Esse fato ilustra a característica das operações agrícolas estarem continuamente visitando a lavoura, mas depender da observação, interpretação e apontamento dos operadores é uma fragilidade da estratégia. 

O que se apresenta como inovação e que está muito prestes a ser colocada à disposição do mercado, é que essas observações e apontamentos sejam feitos diretamente pelas máquinas, monitorando as condições das lavouras e do ambiente de produção agrícolas.

Máquina “olheira”

Trata-se de agregar mais uma função, ou tarefa, aos equipamentos agrícolas. O que a máquina observar, olhar ou monitorar vem das suas próprias funções e suas estruturas e características operacionais, de acordo com a operação realizada, que estará associada à uma condição da lavoura, em função de seu desenvolvimento e estágio. Vai depender das ferramentas empregadas para realizar uma operação específica, considerando que o equipamento deverá ser dotado de recursos capazes de fazer essa leitura.

Semeadoras “na prática”

Uma semeadora possui elementos e ferramentas que rompem o solo para abrir o sulco. Esses sulcadores podem ser dotados de sensores específicos que avaliam algumas características importantes, como a umidade, por exemplo. Essa informação é crucial para se determinar se a semeadura deve, ou não, continuar. Se for um sulcador do tipo haste, como o da Figura 1, pode-se dotá-lo de outro tipo de sensor que avalia a resistência do solo a essa ruptura, o que leva a avaliar a qualidade do solo.

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai?

Figura 1: haste sulcadora de semeadora, que tem contato com o solo e pode avaliar alguns parâmetros/Foto: Ricardo Ralisch

Ainda na operação de semeadura, outra possibilidade é fazer uma leitura da biomassa verde ou seca, na área em que está semeando. Essa informação é importante para se avaliar a qualidade da estratégia que se está adotando para otimizar o Sistema Plantio Direto, por exemplo e pode ser feita com sensores frontais, ou seja, antes da passagem da semeadora.

Sensores traseiros, colocados na parte de trás da semeadora, avaliam a qualidade da semeadura, em termos de solo exposto deixado nas linhas e outros parâmetros importantes da plantabilidade, como distribuição das sementes no solo. Essas informações poderão ser empregadas para determinar algumas características operacionais da operação em execução, para realizar uma boa semeadura, como ilustrado na Figura 2.

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai?

Figura 2: semeadura realizada sobre cobertura verde, que impõe algumas características à semeadora, para otimizar a semeadura e evitar a exposição de solo, como se vê ao lado/Foto: Ricardo Ralisch

Pulverizadores

São os pulverizadores que mais visitam as lavouras e, por isso, são justamente nesses equipamentos que se prevê a instalação da maior diversidade de sensores, para monitorar diversos aspectos ambientais, das lavouras e do solo. O momento da realização da aplicação em relação ao estádio de desenvolvimento da cultura tratada definirá a série de informações a serem obtidas (Figura 3).

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai?

Figura 3: pulverização em pré-plantio Foto: Ricardo Ralisch

Nas fases mais avançadas das culturas, a pulverização poderá analisar fase de desenvolvimento das plantas e levantar num banco de dados quais as principais ocorrências que prejudicam a cultura neste período. Poderão estimar a produção e a produtividade. Poderão avaliar a saúde aparente das plantas e a presença de plantas daninhas na área. Essas informações orientam as próximas intervenções na lavoura e há grandes possibilidades de se racionalizar as operações agrícolas e o uso de insumos ou defensivos, reduzindo os custos de produção e os impactos ambientais.

Colhedora

Para encerrar o ciclo da lavoura, a colhedora pode realizar algumas leituras que serão úteis para o gerenciamento da lavoura. Além da produtividade da cultura, as colhedoras passarão a avaliar a quantidade e a forma de distribuição da palha, informações que definirão alguns parâmetros da semeadura seguinte. No caso ilustrado na Figura 4, a colhedora estimará o volume de biomassa expulsa pelo saca-palhas, que exigirão a realização de uma correlação no campo por uma equipe técnica, para estimar o volume total da biomassa produzida.

Inovações na mecanização agrícola, o que vem por ai?

Figura 4: colhedora colhendo milho e espalhando a palha, que será avaliada para estimar a boiomassa seca total da lavoura/Foto: Ricardo Ralisch

Tratamento de dados

As leituras que nos referimos aqui neste texto são apenas a parte inicial da obtenção das informações, pois todos esses dados deverão ser tratados e analisados para indicar uma solução ou alternativa mais adequada para a situação levantada. Esse processo será automatizado, com recursos já amplamente empregados na informática e que colocarão o Brasil ainda mais na vanguarda tecnológica do Agro.

Tratamos aqui de um processo de inovação que se aproxima da realidade, mas ainda não está disponível no mercado. Algumas empresas de tecnologia já vêm se preparando para prestar esse tipo de serviço ou fornecer estes dados e na área digital as coisas acontecem muito rapidamente. Fiquem atentos. Boas safras e até a próxima!

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24/04/2023 0 Comentários
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Revista

Vitivinicultura de precisão: mais eficiência na produção de uvas para vinho

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Vitivinicultura de precisão: mais eficiência na produção de uvas para vinhopor Luís Henrique Bassoi* – A agricultura de precisão pode ser definida sucintamente como uma estratégia de gestão em uma área que considera a variabilidade temporal e espacial para melhorar a sustentabilidade da produção agrícola. Quando aplicada ao sistema de produção de uvas pode ser denominada como viticultura de precisão. No caso específico do sistema de produção de uvas para vinho, o termo vitivinicultura de precisão também pode ser utilizado. Esse texto dá ênfase para a produção de uvas para vinificação.

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A variação dos fatores físicos, químicos e biológicos que interferem na produtividade das videiras pode causar uma variação na qualidade e no rendimento da uva no espaço, ou seja, na área em que ela é cultivada (vinhedo). Tecnicamente, essa variação é denominada variabilidade espacial, no caso, do vinhedo. Entre uma safra e outra, pode ocorrer também a variação de determinadas condições (chuva, temperatura do ar, incidência de doenças e pragas, etc…) que interferem no desenvolvimento e crescimento da videira, o que pode alterar algumas características das uvas e, consequentemente, do vinho. Esse comportamento é definido como variabilidade temporal.

É importante frisar que pode ocorrer também a variabilidade que não é natural, mas causada pelo homem (variabilidade antrópica), quando de um ano para outro ou entre um vinhedo e outro, em um mesmo ciclo de produção, ocorrem diferenças quanto às podas das videiras, doses de fertilizantes, etc. Diferentes porta-enxertos sob uma mesma cultivar copa pode conferir diferenças à planta e ao vinho. 

Vitivinicultura de precisão: mais eficiência na produção de uvas para vinhoVariabilidade espacial

Especificamente em relação à variabilidade espacial que ocorre naturalmente, as práticas de manejo realizadas em um vinhedo podem considerar esse comportamento para a obtenção de um produto com características distintas e desejáveis, que podem contribuir para uma maior qualidade do vinho e para agregação do seu valor. No entanto, essas decisões dependem da disponibilidade de dados precisos e confiáveis que mostram a variabilidade espacial em descritores (dados que se transformam em informações) relevantes da planta e do solo.

Equipamentos e sensores podem obter dados referentes à biomassa, ao índice de área foliar (quantidade de área foliar pela área ocupada por uma planta), ao rendimento (produtividade) e à qualidade da uva, os quais são interpretados e fornecem informações sobre a variabilidade com uma resolução muito satisfatória para o emprego na viticultura. Para isso, pode-se se valer do sensoriamento, que a grosso modo compreende a transformação de uma forma de energia em um sinal passível de conversão em informação sobre o ambiente, ou seja, é a captação da energia emitida ou refletida pela superfície terrestre (onde se encontra o vinhedo).

Exemplos são os sensores que podem ser utilizados por um operador ou acoplado a um trator ou um quadriciclo (sensoriamento proximal), ou ainda a uma aeronave remotamente pilotada (ARP), popularmente chamadas de drone (sensoriamento sub-orbital). Em áreas mais extensas, pode-se também valer do uso de sensores instalados em satélites (sensoriamento orbital). Também podem ser utilizados métodos ou processos para quantificar a variabilidade em um vinhedo, como um medidor de condutividade elétrica aparente do solo, que pode ser utilizado com um atributo indicativo da variabilidade desse meio, e que se baseia na indução eletromagnética ou indução elétrica. Ferramentas de processamento de dados como softwares de estatística são empregados para auxiliar os técnicos e viticultores a manipular, analisar e tomar decisões a partir dessas informações. 

Vitivinicultura de precisão: desafios a produtores e técnicos

No entanto, os produtores e técnicos do setor vitivinícola deparam-se com alguns desafios. Como tomar decisões sensatas a partir dos dados obtidos por meio dessas tecnologias e metodologias? Para isso, é necessária uma maior compreensão de como tais dados se relacionam com a fisiologia da videira. Um segundo desafio é o da capacitação para fornecer as habilidades e orientação para que se tenha o uso da viticultura de precisão em uma maior escala, tanto por parte dos produtores como por técnicos prestadores de serviços em agricultura de precisão.

Devido ao caráter perene da videira, um vinhedo apresenta distâncias fixas entre fileiras de plantas e entre plantas, o que facilita o georeferenciamento de cada videira e dos pontos de amostragem de amostras de planta (ramos, folhas, cachos). Além disso, uma medida pode ser facilmente realizada em um mesmo local de um ciclo de produção para outro, o que colabora para a criação de um histórico do vinhedo. O exemplo mais comum é o da massa de cachos por planta.

Assim, pode-se avaliar se a variação espacial do rendimento ou de uma característica essencial para realizar um manejo diferencial ou sítio-específico no vinhedo mantém ou não algum padrão de comportamento de um ano para o outro. Também o interesse por informações sobre a qualidade da uva entre as subáreas ou partes de um mesmo vinhedo ou entre vinhedos pode ser atendido.

Viticultura na prática

Vitivinicultura de precisão: mais eficiência na produção de uvas para vinhoA prática da viticultura de precisão inicia-se pela observação dos dados ou informações que caracterizam um vinhedo (relevo, tipo de solo, condição química e física do solo, formato da área, cultivar, espaçamento, produtividade, qualidade da baga, etc), os quais muitos podem ser relacionados a uma posição geográfica. A interpolação desses dados permite a obtenção de mapas que apresentam superfícies que delimitam as partes ou subáreas ou zonas homogêneas de um determinado dado ou informação (atributo) referente ao solo e/ou à planta, em função da variabilidade espacial encontrada.

A interpretação dessas zonas, ligada ao conhecimento agronômico da videira, pode sugerir que uma ou mais zonas homogêneas possam definir onde uma determinada prática agrícola seja realizada de modo diferenciado ou em taxa variada (aplicação de fertilizante, poda de ramos, desfolha, desbaste de cacho, coleta de folhas e cachos para análises, etc..). Assim, a zona homogênea passa a ser chamada de zona de manejo (diferenciado). Porém, nem toda zona homogênea pode dar origem a uma zona de manejo, por questões práticas e operacionais. 

Uma prática agrícola que pode ser realizada de modo diferenciado é a colheita seletiva, onde cachos de uvas de diferentes zonas de manejo colhidos em um mesmo dia podem ser processados separadamente em virtude de um comportamento diferenciado observado no vinhedo (vigor vegetativo), que pode influenciar no número de cachos, massa total de cachos por planta e massa média de cachos, e em determinadas características das bagas (pH, acidez, sólidos solúveis, etc..) importantes do ponto de vista enológico. Ou então cachos de uvas de zonas diferentes podem ser colhidos em dias diferentes em função de diferença na maturação das uvas. 

Vitivinicultura de precisão: mais eficiência na produção de uvas para vinhoDessa forma, a variabilidade espacial existente em um mesmo vinhedo ou entre vinhedos podem acarretar em diferenças em um mesmo vinho, como por exemplo, pH, antocianinas (pigmentos vegetais responsáveis pela cor do vinho), compostos fenólicos (que conferem adstringência, coloração, sabor e aroma), acidez volátil, poder antioxidante, teor de álcool, teor de açúcar, intensidade ou tonalidade.

É importante salientar que quanto maior a variabilidade encontrada em um vinhedo, ou entre vinhedos, maior poderá ser a contribuição da agricultura de precisão no sistema de produção de uvas, pois possibilitará ao enólogo elaborar produtos diferenciados a partir da colheita seletiva, vinificação separada, tempo de barrica, obtenção de vinhos de cortes, etc… É importante comentar que esse conhecimento oriundo de dados de solo e planta coletados em campo e de análises de uvas e vinhos feitas em laboratórios não dispensa o imprescindível acompanhamento do vinhedo pelo produtor e/ou técnico. São procedimentos que se complementam e que podem agregar ganhos qualitativos e quantitativos ao vinho e ao viticultor.

*Luís Henrique Bassoi é pesquisador da Embrapa Instrumentação, São Carlos (SP); luis.bassoi@embrapa.br

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24/04/2023 0 Comentários
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Revista

Editorial – Contínuas inovações tecnológicas

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Editorial - Contínuas inovações tecnológicasA agricultura tem passado, nos últimos tempos, por aceleradas inovações e avanços tecnológicos significativos, como buscamos mostrar em nossas plataformas de comunicação (revista impressa e mídias digitais) e que podemos acompanhar de perto nas feiras do setor realizadas em todo o Brasil, como a Agrishow, na qual a presente edição começou a circular. 

A agricultura de precisão é um exemplo desse movimento. Ela utiliza tecnologia de sensoriamento remoto e análise de dados para mapear variações do solo, da umidade e de outras condições que afetam o crescimento das plantas. Assim, é possível aplicar fertilizantes, pesticidas e outros insumos de forma precisa, maximizando a produtividade e reduzindo desperdícios.

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Drones e robôs agrícolas também vêm se tornando uma realidade para executar tarefas como mapeamento de campos, irrigação, aplicação de defensivos e colheita. A inteligência artificial, por sua vez, será cada vez mais utilizada para prever o clima e o tempo, avaliar o crescimento das plantas e identificar problemas.

As máquinas e os equipamenos em geral incorporam esses avanços, gerando inúmeros benefícios para a agricultura moderna, incluindo aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da eficiência e a sustentabilidade para produzir alimentos mais saudáveis e de alta qualidade, o que deve ser evidentemente celebrado.

Um dos desafios para incorporar tanta novidade útil é o acesso a recursos e financiamentos, daí a importância de iniciativas governamentais, como o Plano Safra, que deve ser anunciado em breve. As expectativas são grandes em relação ao volume de recursos a ser disponibilizado e às condições em geral e aos juros especificamente.

Seguimos acompanhando tudo de perto para manter nossos leitores sempre bem informados. A propósito, estamos ampliando as nossas ações e oferecendo novas opções de assinaturas da edição impressa e de contéudos exclusivos em nossas plataformas digitais. Informe-se, atualize-se e produza mais e melhor. 

Um grande abraço!

Equipe Editorial
redacao@bmcomm.com.br

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24/04/2023 0 Comentários
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AgrishowRevista

Agrishow 2023 deve ser palco de inovação e tecnologia

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Expectativa é que o volume de negócios na Agrishow 2023 seja maior do que a edição anterior, que registrou R$ 11,2 bilhões 

Agrishow 2023 deve ser palco de inovação e tecnologiaA Agrishow 2023 – 28ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, que acontece entre os dias 1 e 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), em novo horário, das 9h às 18h, ressaltará a pujança do agronegócio brasileiro para atender as demandas por alimentos, fibras e energia sustentável no mercado interno e externo.

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 “O produtor, por ser usuário, traz informações importantes para que as indústrias possam aprimorar seus produtos e máquinas e desenvolver novas tecnologias, a fim de atender suas demandas. Por isso, na Agrishow temos os principais lançamentos para as pequenas, médias e grandes propriedades, estimulando a realização de negócios”, disse Francisco Matturro, presidente da Agrishow, durante coletiva de imprensa promovida em abril. Ele destacou que a feira é dedicada a todos os tamanhos de propriedades e prioriza esse relacionamento entre os produtores e as empresas.

João Carlos Marchesan, primeiro vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avalia que o crescimento da safra e o aumento da área plantada vão demandar um número maior de máquinas no campo. 

“Os produtores estão em busca do que há de mais moderno em tecnologia agrícola para ampliar sua produtividade e aprimorar sua eficiência e eles estão decidindo sobre seus investimentos neste momento. Por isso, a realização da Agrishow acontece no período ideal, oferecendo justamente o que eles procuram”, diz.

Agrishow 2023 deve ser palco de inovação e tecnologiaDe olho nas novidades

O evento reunirá produtores rurais, profissionais do campo, indústrias, empresas, fornecedores de serviços e tecnologias, institutos de pesquisas, órgãos governamentais, academia e startups. São esperados mais de 190 mil visitantes, que poderão passar pelos espaços das mais de 800 marcas nacionais e internacionais presentes, a fim de conhecer os lançamentos em produtos, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, agricultura de precisão, irrigação, armazenagem, pecuária, sementes, corretivos, fertilizantes, defensivos agrícolas, insumos diversos, sacarias, embalagens, tecnologia em software e hardware, agricultura familiar, financiamento, seguro, peças, autopeças, ferramentas, pneus, válvulas, bombas, motores, linha amarela, veículos comerciais e soluções completas para propriedades rurais.

As novidades a serem apresentadas na Agrishow contribuirão para o aumento de produtividade e eficiência nas lavouras e pastagens brasileiras, além de auxiliar na questão climática, diminuindo as emissões de gases poluentes e o impacto ambiental da atividade. Isso significa que a feira tem um papel efetivo para ampliar a competitividade do setor, por meio do estímulo ao desenvolvimento de novas tecnologias e da disseminação dessas inovações dentro e fora do território brasileiro.

Esse aspecto é fundamental, pois, de acordo com o relatório Perspectivas Agrícolas 2021-2030 da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 87% do crescimento da produção agrícola mundial até 2030 será proveniente do ganho de produtividade.

Altas expectativas

Considerado o principal evento do setor na América Latina, a Agrishow deve ser a maior de todas as edições, uma vez que a expectativa é que o volume de negócios seja maior do que a edição anterior – R$ 11,243 bilhões em vendas de máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem.

O evento contará mais uma vez com atrações como o “Agrishow Pra Elas”, com atividades de conteúdo e relacionamento dedicado às mulheres do agro, e o “Agrishow Labs”, com uma arena para as startups apresentarem diversas soluções tecnológicas e inovadoras, além da segunda edição do Prêmio Agrishow de Startups.

Ainda, a infraestrutura do Parque de Exposições foi aprimorada, incluindo novas áreas de estacionamento, separando visitantes, expositores e prestadores de serviços em bolsões distintos, e investimentos na estruturação de um projeto de mobilidade interna no sistema de circuito, para dar mais fluidez e agilidade, tanto na entrada, quanto na saída do evento, visando facilitar o escoamento do trânsito. 

Também foram implementados novos sistemas de pagamento, inclusive através de tecnologias como SemParar e TAGGY, para tornar ainda mais ágil essa operação. 

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Revista

Bucher Hydraulics comemora 100 anos de história e 10 no Brasil

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Bucher Hydraulics comemora 100 anos de história e 10 no Brasil

A Bucher Hydraulics comemora 100 anos de fundação na Alemanha e 10 anos de presença no Brasil, desde a aquisição da Eco Sistemas Indústria de Máquinas em 2013. A empresa tem forte presença no segmento agrícola, especialmente na Europa. Tem componentes hidráulicos de alta tecnologia, em que se destacam dois produtos no mercado brasileiro: a válvula divisora de fluxo MTDA08 e o motor de engrenagem interna QXM móbil.

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A válvula MTDA08 é compacta, com precisão de divisão mínima de 97%, atuando nos dois sentidos, além de robusta e confiável. Atendem à vazão de entrada de até 100 litros/minuto, sendo muito viáveis economicamente. Já os motores QXM móbil têm dois tamanhos: QXM12 e QXM22.

Podem trabalhar em altas velocidades, até 6.000 rpm no eixo do motor, além de suportar cargas radiais em aplicações agrícolas. São compactos, robustos e permitem que o conjunto propulsor do ventilador possa ser montado diretamente no eixo do motor, dispensando mancais adicionais.

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Revista

Tomra Food aponta mais produtividade com embaladoras de abacate

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Tomra Food aponta mais produtividade com embaladoras de abacateOs negócios com a cultura do abacate têm crescido nos últimos anos graças a uma elevada procura pelos consumidores. Um dos maiores desafios na produção do abacate é a pressão implacável nas embaladoras para aumentar o seu rendimento, entre outras preocupações para a qualidade final do produto. 

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São ainda desafios para os embaladores de abacate: entregar a quantidade certa, oferecer qualidade e garantir rastreabilidade. Esses objetivos podem ser alcançados com a adoção de soluções de calibração e classificação de última geração. São justamente essas as soluções oferecidas pela fabricante Tomra Food, que produz, entre outros, equipamentos que melhoram a consistência, a precisão e a embalagem do produto processado.

Mais quantidade e qualidade

É possível aumentar a capacidade da embaladora, por exemplo, com a automação. Ao classificar produtos que passam por uma linha de embalagem, as máquinas são muito mais precisas e consistentes do que a classificação feita por humanos, além de fazer o trabalho mais rapidamente. As máquinas de calibração e classificação automatizadas da Tomra também ajudam a resolver problemas associados a recrutamento, treinamento, gerenciamento e à retenção de mão de obra.

A Tomra acumulou um profundo conhecimento sobre as muitas categorias de alimentos. Com isso, conseguiu desenvolver soluções inovadoras para operações de embalagem de abacate (incluindo frutas cítricas e maçãs), como a plataforma de calibração e dimensionamento TOMRA 5S Advanced, o calibrador, classificador Spectrim e o sistema de classificação interna Inspectra². Segundo a fabricante, a principal filosofia da Tomra “é trabalhar em estreita colaboração com os clientes para desenvolver soluções precisamente calibradas para as necessidades locais e individuais”.

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Revista

Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campoO uso de robôs autônomos, ou da robótica, ainda está limitado às pesquisas, mas acredita-se que os chamados “agrobots” sejam parte da solução para a necessidade do aumento da produção alimentar no mundo

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A população mundial está aumentando. Fato confirmado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que indica que devemos atingir o número de em 8,5 bilhões de habitantes em 2030 e 9,7 bilhões em 2050. Isso, no entanto, implica alguns dilemas a serem debatidos pelos diversos setores da sociedade, principalmente na agricultura, já que mais pessoas significa maior demanda por alimentos e, se já não temos o suficiente hoje, o futuro pode não parecer muito promissor.

Com o surgimento da robótica no campo, os chamados agrobots podem estar chegando para cumprir algumas lacunas da produção agrícola, reduzindo custos e otimizando o trabalho do produtor rural. De acordo com um artigo publicado pelos pesquisadores Neusa Maria Hackenhaar, Celso Hackenhaar e Yolanda Vieira de Abreu, todos da Universidade Federal do Tocantins, diversos avanços foram feitos no setor nos últimos anos.

“O crescente aumento demográfico implica um aumento da produção de energia e de alimentos; assim, a eficiência agrícola precisa ser triplicada nos próximos anos para sustentar o aumento da demanda por alimentos. Uma das técnicas para intensificar a produção de alimentos é a robótica. Nos últimos anos, diversos avanços foram feitos no setor”, escrevem os pesquisadores em seu artigo, disponível na plataforma Scielo.

Neste contexto, a robótica no campo parece estar ainda no estágio inicial da tecnologia, segundo informa o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e presidente do Comitê Gestor do Portfólio de Automação, Agricultura de Precisão e Digital da Embrapa, Ricardo Inamasu. Nesse mesmo ponto, o engenheiro elétrico Jayme Garcia Arnal Barbedo, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, acrescenta que o uso de robôs autônomos ainda está limitado às pesquisas. Além disso, ele explica que esses robôs estão sendo utilizados de uma forma mais específica, como sendo terrestres e aéreos.

inovações na mecanização - Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo“Alguns processos vêm sendo automatizados, como a ordenha de vacas e a aplicação de defensivos para combate de ervas daninhas. Contudo, o uso de robôs autônomos ainda está limitado às pesquisas. No caso de robôs terrestres, isso ocorre porque os terrenos em campos agrícolas reais tendem a ser acidentados e a conter muitos obstáculos. Alguns robôs mais sofisticados até conseguem lidar com essas condições mais difíceis, mas, nesse caso, o alto custo desses equipamentos acaba por inviabilizar seu uso prático. No caso de robôs aéreos (drones), as pesquisas estão em estágio avançado, mas ainda existem desafios que precisam ser vencidos”, completa Barbedo.

A robótica no Brasil

Em terras brasileiras, Inamasu observa que o País vem acompanhando as tendências, mas ainda não é possível observar uma adoção que pode ser entendida como madura. Ele escreveu um artigo sobre robótica na agricultura de precisão, ao lado de Rubens Andre Tabile e Arthur José Vieira Porto, ambos da Universidade de São Paulo (USP), em que afirma que os robôs vieram para somar, mas não conseguem ainda resolver todos os problemas.

Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo“A multidisciplinaridade e os avanços tecnológicos que passam a envolver as novas práticas agrícolas abrem oportunidade para a inserção de sistemas autônomos no campo. Este, por sua vez, deve ser interpretado como uma ferramenta de auxílio que irá compor e incrementar o sistema de manejo e não como uma solução isolada e imediatista”, diz.

Segundo Barbedo, essa multidisciplinaridade existe nos estudos, mas um problema recorrente é que quase não temos recursos para pesquisa no Brasil. Mesmo assim, o País está na vanguarda. “Apesar da escassez de recursos para pesquisa, estamos na vanguarda quando se trata de pesquisas relacionadas à automação dos processos agrícolas, juntamente com países como os Estados Unidos, a Austrália, a Holanda e Israel. Uma vantagem das pesquisas realizadas aqui é que as soluções propostas geralmente têm um custo relativamente baixo, tornando-as mais atrativas para uso prático”, informa.

Cristiano Pontelli, gerente de negócios da Jacto, também acredita que o tema da robótica no campo ainda está na fase inicial. O executivo que trabalha com robótica dentro da própria empresa cita alguns países que estão mais desenvolvidos em relação à robótica. “Enquanto nos EUA e na Europa há feiras e eventos específicos para esse assunto, com o objetivo de reforçar a divulgação e a demonstração em campo, no Brasil, ainda são raros os eventos que abordam o tema. Atualmente, no Brasil, temos iniciativas em pulverização, plantio e monitoramento de pragas e doenças, utilizando sistemas autônomos terrestres e aéreos”, completa ele. 

Um fator que diferencia os países, segundo Inamasu, é que o Brasil carece de mão de obra especializada para operar as máquinas, diferente dos EUA e do Japão, por exemplo. “A grande diferença é que nesses países, ao contrário do Brasil, a mão de obra especializada não é um problema e, muitas vezes, as operações são realizadas pelo proprietário ou membros da família. Assim, a automação de tarefas vem no sentido de trazer conforto e redução da jornada de trabalho”, escreve o pesquisador.

Um olhar estrangeiro sobre a robótica

Para Filipe Neves dos Santos, pesquisador da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), de Portugal, a utilização de robótica no campo já é uma realidade atualmente. “Obviamente existem tipologias de culturas e tarefas, onde a aplicação desses robôs se encontram mais avançadas, como é o caso das culturas aráveis”, diz o especialista.

“A Europa tem investido, através dos fundos comunitários (H2020, Horizon, next generation EU) no desenvolvimento de tecnologias robóticas para a aplicação em contexto de agricultura e, ao mesmo tempo, tem promovido e incentivado a utilização de práticas mais sustentáveis e mais amigas do meio ambiente. Com estas duas ações, tem se promovido o desenvolvimento de novas soluções e o aparecimento de novas empresas que comercializam robôs e soluções de automação que aliviam a necessidade de recursos humanos e aumentam a sustentabilidade das práticas agrícolas”, completa dos Santos.

Em sua visão, existem três grandes benefícios: reduzem o problema da escassez de mão de obra, aumentam a produtividade e permitem a realização de práticas agronômicas mais sustentáveis, tais como aplicação dos produtos certos, no local exato, no momento mais adequado e na quantidade exata. No entanto, existem desafios.

Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo

Parte da equipe de Filipe Neves Dos Santos em campo

“Existem vários desafios que a nível da robótica ainda se precisa resolver e investigar mais, nomeadamente a legislação e regulamentação da utilização desta tecnologia, para que facilitem a sua utilização, o desenvolvimento de soluções e sistemas de segurança que garantam a segurança; além de soluções robóticas de custo mais ajustado à realidade dos agricultores com propriedades de pequenas e médias dimensões de agricultores”, diz.

Os benefícios da robótica no campo

De acordo com Inamasu, o ponto principal de usar robôs no campo é aumentar a capacidade de trabalho reduzindo serviços penosos. Sendo assim, ele explica que essas são as principais vantagens de se usar esse tipo de tecnologia, ou seja, produzir mais, com mais precisão e com menos esforço físico.

“No que tange ao sistema móvel em si, estes precisam superar problemas relacionados à limitação de recursos computacionais e alimentação, devido a restrições relacionadas com a mobilidade do sistema. Recorrente a este aspecto, o desafio é projetar esses complexos sistemas de configuração móvel com baixo consumo de energia, mantendo o alto poder computacional requerido”, comenta o especialista no estudo.

Robótica: onde estamos e para onde vamos?

Outro benefício da robótica, segundo Barbedo, é conseguir monitorar em tempo real as áreas maiores da produção de alimentos, fato que é praticamente impossível apenas de maneira visual. Isso porque as técnicas de inteligência artificial se fazem valer de câmeras e de sensores para detectar problemas potenciais e até informar em que situação se encontra a produção naquele momento.

“Um benefício claro trazido pela robótica é a possibilidade de se ter um monitoramento permanente de grandes áreas, o que nem sempre é possível fazer de maneira visual. A presença de sensores (câmeras em particular) em maquinário agrícola e outros equipamentos, em combinação com sofisticadas técnicas de inteligência artificial, faz com que a detecção de potenciais problemas possa ser realizada de maneira rápida e acurada, acelerando o processo de tomada de decisão, evitando prejuízos e tornando mais racional o uso dos recursos”, explica ele.

Um ponto importante que ele acredita ser necessário observar é que esse tipo de tecnologia não elimina o elemento humano, mas muda o perfil desejado para os trabalhadores rurais.

“Em particular, diminui a intensidade dos trabalhos braçais, mas aumenta a necessidade de pessoas com conhecimentos básicos para lidar com as novas tecnologias que são introduzidas. Portanto, é necessário um investimento em educação para preparar os trabalhadores rurais para lidar com a nova realidade trazida por essas tecnologias”, completa o especialista.

No caso específico da empresa Jacto, Pontelli cita como exemplo o Arbus 4000 JAV que é um pulverizador autônomo nível 4, ou seja, que permite operar de maneira autônoma com auxílio de um operador presencial em campo. Nessa tecnologia, ele cita alguns pontos positivos da robótica, como um melhor controle, menor risco de exposição e também uma maior eficiência na hora da operação, o que, no caso de defensivos químicos, é fundamental para a saúde do operador.

“Os benefícios são inúmeros: melhor controle da aplicação, eliminação da exposição de operadores a riscos (não há operador na máquina), monitoramento remoto da aplicação via web, controle automático de seções e eventuais economias de combustíveis, entre outros benefícios que juntos levam ao aumento de eficiência da operação”, indica ele.

Para onde os robôs autônomos nos levarão

Praticamente todas as atividades agrícolas já possuem soluções para sua automação que apresentaram bons resultados em ambiente controlado de pesquisa. O grande desafio é preparar essas tecnologias para lidar com o ambiente real, o qual tende a ser bem mais variado e complicado. Portanto, é preciso melhorar a robustez dessas ferramentas para lidar com o difícil ambiente agrícola.

“O maior obstáculo tecnológico é preparar as tecnologias desenvolvidas em um ambiente controlado para funcionarem adequadamente em condições reais. Do ponto de vista econômico, essas tecnologias precisam ter um custo compatível com os benefícios que elas podem trazer. Do ponto de vista social, o grande desafio é preparar os trabalhadores rurais para lidar com essas novas tecnologias, o que demandará investimento em educação e políticas públicas específicas. Sem esses esforços, ou as tecnologias não serão adotadas por falta de mão de obra adequada, ou elas poderão fazer com que uma parte desses trabalhadores seja excluída, o que não é desejável”, explica Barbedo.

Inamasu acrescenta que o produto ainda não adquiriu a maturidade necessária no Brasil. Nesse cenário, a mecanização tem avançado consideravelmente apoiando as operações de campo e a  tendência parece ser a de robotizar esses equipamentos. O trator é o elemento mais óbvio, porém, é um dos elementos mais complexos pela necessidade de considerar os implementos. “A academia tem estudado estruturas robóticas para atuar no campo, mas são objeto de estudo e TRL (Technology Readiness Level) ainda no nível baixo.”

O futuro deve contar com aumento da automação e a inserção da robótica e inteligência artificial em todos os setores da sociedade, algo irreversível para Barbedo. “Como colocado acima, os desafios envolvidos no caso da agricultura são particularmente difíceis de serem resolvidos, mas à medida que essas barreiras sejam vencidas, a inserção dessas tecnologias aumentará.Tendo como referência a evolução do uso dessas tecnologias nos últimos anos, a tendência é que o ritmo de adoção dessas tecnologias continue a acelerar”, conclui o pesquisador.

Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo

Pulverizador Arbus 4000 JAV, da Jacto. Agrobots podem estar chegando para cumprir algumas lacunas da produção agrícola

Como funciona o pulverizador da Jacto

O pulverizador Arbus 4000 JAV, em destaque nas imagens desta reportagem, traz embarcado uma inédita tecnologia de pulverização, com escaneamento a laser para avaliar a massa foliar da planta, consegue identificar o tamanho e proporção da planta, bem como onde existe massa verde.

“Essas informações permitem uma pulverização de qualidade diferenciada com corte inteligente de seções, entregando a quantidade exata de produto e volume de ar ideal em cada parte da planta, evitando assim desperdícios de produto e energia”, comenta Pontelli.

O grande diferencial está no uso do computador embarcado capaz de utilizar as informações de laser, câmera e GPS para trafegar dentro da lavoura, além de conseguir mapear as plantas e, consequentemente, atuar para controlar as seções de pulverização.

inovações na mecanização - Robótica: onde estamos e para onde vamos com sistemas autônomos no campo

“Também pode monitorar pragas e doenças em tempo real e realizar a medição de produtividade”, indica. “Sempre estamos buscando novos produtos e soluções para o agricultor. As vantagens são inúmeras. Além das citadas, podemos ainda falar da medição automática da produtividade da lavoura, identificação de pragas e doenças através de câmeras e inteligência artificial”, conclui.

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24/04/2023 0 Comentários
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Revista

Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JAN

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Produtor rural tem eficiência no escoamento com implementos da JANTanker Fast 19.000 e Tanker Magnu 20.000 Inox, da JAN Implementos, auxiliam na hora da colheita. Ganho com o uso dos maquinários chega até 25%, sobre o volume colhido ao dia

por Adriana Gavaça – Que as máquinas agrícolas estão mais robustas e eficientes não é segredo para ninguém. Algumas colhedoras já têm capacidade de colher até três hectares de soja por hora. Isso significa que qualquer parada, ou interrupção, no meio do caminho, pode implicar em perdas expressivas. Não por acaso, tão importante quanto adquirir equipamentos com alta tecnologia e entrega, tem sido investir na compra de implementos que auxiliem e agilizem esse processo. 

No caso da colheita de grãos, os implementos agrícolas atuam fornecendo suporte junto às colhedoras no momento do transporte dos grãos. Com esses equipamentos em uso, não é preciso a máquina parar para escoar os grãos colhidos, uma vez que o trator, ao qual os implementos são acoplados, caminha lado a lado com a colhedora. Como resultado, há um aumento do tempo de uso diário da colhedora no campo e, por consequência, do volume colhido. 

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Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JANO sócio-proprietário da Fazenda Eduana, em Mafra (SC), na divisa com o Paraná, Carlos Cesar Pigatto, investiu na compra de dois implementos desse tipo, pensando, justamente, em melhorar o escoamento de sua produção e também aumentar o volume colhido por dia, apenas com as aquisições, sem ter que plantar nem um hectare a mais para isso. Há dois anos, ele comprou o Tanker Magnu 20.000 Inox, da JAN Implementos, e, mais recentemente, adquiriu o Tanker Fast 19.000, da mesma marca.

Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JAN“Antes desses Tankers, da JAN, eu tive outros implementos da marca. Lá atrás, eu tive um distribuidor de calcário e também aqueles tanquezinhos pequenos, conhecidos por chupim”, lembra. O Tanker Fast 19.000, ele ainda aguarda a entrega pela fabricante. O produtor conta que antes do Magnu 20.000, ele usava dois tanques menores para escoar sua produção.

“Mas já não estavam mais dando conta. A situação piorou quando comprei uma colhedora maior, com mais capacidade de produção. Para acompanhar essa colhedora, escoar a safra que esse equipamento estava colhendo, eu senti a necessidade de comprar um implemento maior, que no caso foi o Tanker Magnu 20.000 Inox, da JAN. Apenas um único implemento desse tipo já serviu para puxar toda a minha safra. E, em vez de ter dois tratores e dois operadores, com apenas um trator, um operador e esse Tanker maior foi possível dar conta de tudo com tranquilidade”, afirma.

Sobre a funcionalidade do equipamento, o produtor explica que quando o volume colhido chega a ¾ do tanque do graneleiro, eles abrem o cano da colhedora e já aproxima o Magnu 20.000 (acoplada ao trator) ao lado da máquina, que escoa os grãos para dentro desse tanque ao mesmo tempo em que colhe.

Resultados em números

“Em 2022, colhemos 80 mil sacas de milho e 32 mil sacas de soja. Com a máquina não parando para descarregar, isso significou uns 25% a mais de grãos colhidos por dia. Hoje estamos conseguindo colher de 4,5 mil a 5 mil sacos por dia, só de milho”, conta. Só para efeito de comparação, as primeiras colhedoras em uso no País começaram a ser utilizadas na década de 1960, com capacidade de colher, em média, cerca de 500 sacas de 60 quilos de soja por dia. Com o final da colheita de soja em andamento em todo o País, o produtor diz que tem revezado o uso da colhedora entre o milho e a soja. 

A Fazenda Eduana tem 42 anos de história. No início, a principal atividade era a pecuária, que foi sendo substituída ao longo dos anos pela agricultura. Atualmente, o lugar produz milho, soja, trigo e feijão. É uma empresa familiar, considerada de médio a grande porte.

“Nós plantamos uma base de mais de mil hectares por ano, entre inverno e verão. Não são duas safras, porque aqui não dá safrinha por conta do tempo. Fazemos o plantio de trigo em junho e, em dezembro, plantamos soja. Conseguimos ainda, em setembro, plantar feijão, que colhemos em dezembro. E o milho, que ocupa quase a metade da área, com 400 hectares plantados”, explica. 

Para atender a essa demanda, a fazenda conta com cerca de 20 máquinas agrícolas, entre tratores, implementos e colhedeira. São apenas quatro funcionários contratados, além de Pigatto, seu filho e sua filha, que cuidam da gestão administrativa. 

Funcionalidades dos equipamentos

Devido ao fácil manuseio, Pigatto diz que utiliza o Tanker Magnu 20.000 Inox para outras duas funções na fazenda. “Quando estamos plantando, usamos o equipamento para abastecer o adubo na plantadeira. Como ele é de aço inox, colocamos todo adubo dentro dele e ele vai acompanhando e abastecendo a plantadeira. Na hora da plantação, ele também serve para abastecer com inoculante o pulverizador. Então ele acaba funcionando como um três em um”, comenta. 

No ano passado, Pigatto diz que comprou mais uma colhedora, ainda maior do que a anterior, com o dobro da capacidade atual de colheita. Foi então que o produtor sentiu a necessidade de adquirir mais um implemento para o escoamento dos grãos. Dessa vez, a opção foi pelo Tanker Fast 19.000, também da JAN.

“Ele tem, mais ou menos, a mesma medida que a colhedora, para poder escoar a produção. Então, com esse implemento, não é necessário parar a colhedora, nem o caminhão, nada”, explica.

Com as aquisições, o executivo estima que a produção na fazenda deve aumentar ainda mais. Com a colhedora nova e com o Tanker Fast 19.000 comprado da JAN, ele espera que a colheita seja agilizada em 40%. “Isso já imaginando utilizar os tankers 20.000 e 19.000 juntos com as duas colhedoras no campo. Enquanto uma descarrega, a outra estará enchendo”, afirma. 

Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JANPioneirismo

O Tanker Magnu 20.000 Inox com tubo multiuso foi lançado pela JAN Implementos Agrícolas em setembro de 2009. Tem como uma de suas finalidades acompanhar a colhedora no momento da colheita, para que esta não pare o processo e, com isso, alcance maior rendimento/dia durante a operação. “Tem capacidade para aumentar o rendimento entre 25% e 30%, dependendo da operação e da topografia”, assinala o especialista de Produto, Cesar Augusto Frantz. Ele afirma ainda que o equipamento conta com uma segunda finalidade, de abastecimento de adubo na plantadora na época de plantio, o que transmite maior segurança aos operadores do que quando trabalhando com big bag.

inovações na mecanização - Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JANinovações na mecanização - Produtor rural tem eficiência no escoamento com Tankers da JANJá o Tanker Fast 19.000 foi lançado em fevereiro de 2011, pela marca, e tem como característica acompanhar a colhedora no momento da colheita, para que esta não pare o processo de colheita e, com isso, tenha um maior rendimento dia, durante a operação, com expectativa de rendimento também variando entre 25% e 30%, dependendo do tipo de operação e da topografia. A sua segunda finalidade, porém, é a alta vazão de descarregamento (200 sacas por minuto), o que na colheita proporciona maior agilidade na logística da fazenda.

Antes dos lançamentos, Frantz diz que os implementos foram amplamente testados, a fim de atender às necessidades do produtor. “Esses testes são sempre feitos, pois é neste momento que os implementos e máquinas agrícolas são ajustados, melhorados e têm a homologação final.”

Além disso, o executivo assinala que os Tankers da JAN se destacam no mercado pelo seu pioneirismo. “Em se tratando de carretas graneleiras, somos pioneiros no mercado brasileiro e, com o passar dos anos, aliamos o pioneirismo e a robustez para que os nossos produtos possibilitem agilidade, segurança e confiança ao produtor rural”, assegura.

A JAN Implementos é uma empresa brasileira, fundada em 1960, na cidade de Não-Me-Toque (RS). Tem hoje em seu portfólio implementos e máquinas agrícolas, além de uma linha de distribuidores, de adubos em pó e granulares, e as carretas graneleiras para transporte de grãos, como a Tanker Magnu 20.000 Inox e a Tanker Fast 19.000.

A empresa é um dos maiores produtores de implementos em diversidade de tamanhos, pois atende desde o pequeno produtor até o que produz em larga escala, com clientes em todo Brasil. Recentemente, durante a Expodireto Cotrijal, em março, a empresa anunciou ainda o lançamento do distribuidor autopropelido Spartlancer 6200 e do distribuidor de arrasto Lancer Maximus 12000 Plus.

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Foto: Wenderson Araújo/Trilux
EntrevistaRevista

Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, fala sobre o Plano Safra 2023/24

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, fala sobre o Plano Safra 2023/24por Adriana Gavaça – Às vésperas do lançamento do Plano Safra, o setor do agronegócio faz as contas e as apostas do quanto deve ser liberado em recursos para o próximo ano safra. As expectativas são de aumento em relação ao volume do ano passado, quando foram anunciados R$ 340,9 bilhões em linhas de crédito.

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Só para custeio e comercialização foram R$ 246,3 bilhões e, para investimentos, R$ 94,6 bilhões. O valor total representou aumento de 36% em relação ao Plano anterior, conforme dados do Ministério da Agricultura. Mas, mesmo com o volume um terço maior, os recursos do Plano Safra 2022/2023 se esgotaram rapidamente, já em setembro passado: apenas três meses após seu lançamento.

Importante mecanismo de fomento ao agronegócio, o Plano Safra – destina, todos os anos, recursos para as linhas de crédito para custeio e investimento no setor e dispõe de diversos programas de modernização, inovação e sustentabilidade – também serve de balizador das taxas de juros para o mercado de crédito privado. É por isso que, em ano de taxas nas alturas (os juros médios de contratos no setor privados beiram os 20% ao ano), o percentual praticado nas principais linhas do Plano são aguardadas com ansiedade.

Em entrevista à Máquinas & Inovações Agrícolas, o diretor-técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, acredita que essas taxas ainda devem seguir pressionadas, até porque o mercado projeta, através do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, taxa Selic de taxa 13% ao ano, em dezembro, o que em seu entendimento, ainda é um valor elevado.

“Isso é ruim para o produtor? É, mas não tem para onde correr. É a forma como o Banco Central tem trabalhado. É uma medida amarga, mas é o que tem sido feito para controlar a inflação”, assinala.

O executivo comenta também sobre uma expectativa do mercado, de o governo antecipar o anúncio do Plano Safra para a Agrishow. Acompanhe:

Quais as demandas atuais dos produtores para o Plano Safra 2023/2024? 

Em relação ao Plano Safra, a CNA fez uma rodada nas confederações. Estivemos nas principais regiões produtoras, sendo um estado dentro de cada região, e identificamos, com os produtores, quais seriam suas prioridades. Nos foi colocada muito a questão do custeio.

Percebemos que o produtor, de todas as regiões, está muito preocupado com as taxas de juros elevadas, o que faz com que investimentos, nesse momento, sejam mais complicados. Não é que o produtor não pretende investir. Mas, o que ficou claro é que, aqueles que podem postergar essa contratação farão isso, como já tem ocorrido. Então, percebemos que a prioridade de boa parte dessas regiões é por recursos para o custeio. 

E quando devem voltar os investimentos?

Em relação aos investimentos, notamos que as prioridades têm se concentrado em linhas como do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano ABC e de linhas de irrigação. Discutimos muito as questões voltadas para os médios  produtores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que também colocaram que os juros têm sido um dificultador para eles.

Eles têm vivenciado uma escala menor de lucro. A margem, de certa forma, nesses casos, é mais complicada, não se consegue ganhar na escala. Com taxas de juros maiores, os impactos são muito mais intensos para eles. Então, para esse perfil de produtor, a busca será por tentar taxas menores do que temos hoje em boa parte do mercado.

Agora, um ponto que foi unanimidade em nosso levantamento, foi a questão do seguro rural, que é algo que o setor tem visto com bastante preocupação. Nós tivemos muitas perdas nos últimos anos, principalmente na região Sul do País, em que foram registradas secas severas, por conta do La Niña. A política do seguro rural foi importantíssima para conseguir manter a produção nesta região. 

Diante desse cenário, quais são as propostas da CNA?

Pedimos ao governo pelo menos R$ 2 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo. Ainda estamos fechando a conta dos recursos como um todo esperados para o Plano Safra para esse ano. De quanto será o montante. Mas, do que tivemos de incremento de preços, achamos que o volume de recursos deverá girar em torno dos R$ 400 bilhões, somando custeio e investimento. Mas ainda é um valor que pode sofrer alteração.

De recurso de equalização, a gente imagina que vai passar dos R$ 20 bilhões para conseguir equalização e taxa de juros. Foi o mesmo que pedimos ano passado. Esse ano, achamos que esse volume deva alcançar de R$ 23 bilhões a R$ 25 bilhões. É um volume bem maior do que o do ano passado, por conta da alta de custos que os produtores relatam que tiveram.

É verdade que teve um alívio no preço dos fertilizantes este ano, que caíram cerca de 30%, mas teve fertilizante no ano passado que subiu 100%. Então, cair 30%, agora, não significa que vai chegar no mesmo valor que tínhamos antes do início da guerra na Ucrânia. O preço ainda está bastante elevado.

Além disso, boa parte dos produtores relata que hoje está pagando financiamento mais elevado e que o preço dos produtos vem caindo. Quando analisamos o preço de milho, soja e boi, pegando o preço até o mês passado, ano a ano, observamos que houve uma média de queda de 15% a 20% no preço desses produtos.

Isso mostra que o preço dos principais produtos agropecuários tem caído, enquanto que o custo não tem caído na mesma proporção. É um cenário preocupante, porque com a taxa de juros de mercado, que tem chegado a quase 20% ao ano, há uma preocupação com o achatamento da margem de lucro desse produtor.

Havia um pleito no mercado para que o Plano Safra fosse adiantado e anunciado, inclusive, na Agrishow. Como a CNA tem se posicionado a esse respeito?

Depende muito das negociações com o Ministério da Fazenda. Sabemos que  Ministério da Agricultura já iniciou essas conversas, mas é algo que demora um pouco mais. Então, acredito que pode ser cedo esse anúncio para a época da Agrishow.

Boa parte das negociações, tradicionalmente, é fechada às vésperas do anúncio do Plano, já no final de junho, faltando poucas semanas para ele entrar em vigência. Por isso, acho que seu anúncio pode seguir o rito normal. 

Quais as expectativas em relação aos recursos liberados?

Há muito tempo, o crédito rural oficial não consegue acompanhar a velocidade de crescimento do setor. Isso é perfeitamente compreensivo nesse governo, porque já aconteceu nos anteriores. O Plano Safra é importante muito mais no sentido de fomentar algumas políticas, que não teriam do mercado privado uma facilidade como existe hoje no governo, como as linhas de produção sustentável, caso do Plano ABC, por exemplo, por ser iniciativas que demoram a dar retorno. E também a construção de armazéns, que é um investimento de alto custo.

Então, é importante que haja o Plano Safra, até para direcionar investimentos em linhas específicas e, principalmente, para favorecer o pequeno investidor, que tem mais dificuldade para acessar o mercado privado de crédito rural. Tivemos algumas evoluções, especialmente no governo anterior, na gestão da ministra Tereza Cristina, quando foi aprovada a Lei do Agro e dos Fundos de Investimento do Agronegócio (Fiagro), que foram iniciativas que trabalham a questão do mercado de capitais e visam aumentar o funding do setor agropecuário nacional. É por isso que acreditamos que o mercado privado deve seguir sendo a principal fonte de financiamento para o setor.

O que precisamos trabalhar agora é em como fazer com que mais investidores busquem o agro. Como dar mais transparência, visibilidade e garantias desse setor. O que para nós é muito comum, para o investidor, que não é do setor, existe dificuldade de entendimento de como as coisas funcionam, o período, a necessidade de recursos, custos e tudo mais. Esse é um trabalho que temos feito, inclusive, na CNA. Nossa ideia é fazer um seminário sobre o Fiagro, até para dar mais visibilidade, construir mais entendimento com os produtores e com os investidores. Esse é um caminho que tem que ser pavimentado. 

E quanto aos volumes destinados à compra de máquinas agrícolas? 

A questão do financiamento de máquinas é algo que, de certa forma, conta com várias condições de mercado. Além dos bancos de montadoras, os próprios blocos facilitam a compra desses equipamentos, que é algo que ajuda muito no incremento da produtividade. Além disso, a própria máquina é uma garantia. Então, há mais facilidades para buscar investimentos para a compra de máquinas do que fazer um programa ABC ou um programa de armazenagem, por exemplo, que são mais complexos, e cujo tempo de retorno é maior.

Máquina, de certa forma, conta com recursos do Moderfrota, além do próprio capital do produtor, que nos últimos três anos,  priorizou a compra desses equipamentos, por entender que o investimento dá resultado. Acho que esse é o ponto: é um investimento certo, que vai trazer maior rentabilidade para ele.

Essa demanda por equipamentos continua, e é algo que é crescente. A única coisa que pode inibir é esse achatamento das margens do produtor, aliado a taxas de juros de mercado muito elevadas. Esse é um ponto que precisamos acompanhar para ver como vai se comportar, após o anúncio do Plano Safra. Porque boa parte das taxas de mercado usa as taxas do Plano Safra para se balizarem.

A demanda, ainda acreditamos, será crescente, até porque a tecnologia se faz presente dentro do sistema produtivo da agropecuária brasileira. Ela é essencial para que o Brasil continue competitivo no cenário mundial e só não avança mais, muitas vezes, pela questão da falta de recursos.

No final do ano passado, a CNA manifestou preocupação com desafios tanto internos quanto externos…

Acho que tem muita coisa que comentamos no final do ano passado que podemos agora avaliar como vem se desenhando. Quando falamos dos primeiros meses de governo, vemos que o mercado já precificou a atual gestão. Havia uma expectativa de que o PIB ficaria na casa de 1%, no ano, e não fugiu muito disso. Isso expressando já 2023. O último boletim Focus, do final de março, aponta que o PIB do Brasil ficará em torno de 1,1% no ano.

Então, não há uma expectativa de crescimento exorbitante dentro do País. A questão da geração de emprego e até uma sinalização de ajuste fiscal precisam ser dadas ao mercado. Da mesma forma, a questão da taxa de juros. A Selic ainda segue para fechar o ano em 13%, que é um valor elevado. Com isso, não foi dado para o mercado um sinal de que ele pode trabalhar com taxas menores. Isso é ruim para o produtor?

É, mas não tem para onde correr. É a forma como o Banco Central tem trabalhado. A medida é amarga, mas é o que tem sido feito para controlar a inflação. 

E falando de inflação… 

A perspectiva é de que haja ainda um crescimento dessa taxa. Fechamos 2022 com expectativa de 5,8% de inflação, e lembro que, em nosso balanço (divulgado em dezembro), apresentamos um número menor. E o último dado do boletim Focus mostra que ela está em 6%. Então, em um cenário de inflação alta e economia que não cresce na velocidade que gostaríamos, temos uma dificuldade de absorver produtos do agro, como um todo.

Como falei, o setor é importante para a balança comercial brasileira, mas boa parte do mercado consumidor do agro é o Brasil. Temos seis produtos, apenas, que são mais exportados do que internalizados: café, algodão, açúcar, soja, suco de laranja e celulose.

O resto, todos eles, boa parte da produção fica mais no Brasil do que são exportados. Isso significa que, se não tivermos a população brasileira consumindo, principalmente produtos de valor agregado, determinados cortes de carne, derivados de lácteos, alguns tipos de frutas, realmente podemos ter uma situação para o produtor em que a oferta pode ser maior do que a demanda.

E, embora não haja expectativa de que teremos custos com valores tão elevados, como em 2022, eles seguem pressionados. Somado à queda de valor de produtos agropecuários, chegamos a uma margem menor para o produtor. Então, internamente, o cenário não contribui para uma ampliação de preço ao produtor. Não estamos assistindo a um aquecimento da economia para favorecer a ampliação do consumo. 

E o mercado externo?

No mercado externo, o que temos visto é que tem se confirmado aquela previsão de baixo crescimento do PIB mundial. Não é que ele não vai crescer, mas será um aumento em patamar menor. Isso também não favorece um consumo maior dos países que já vinham negociando produtos brasileiros.

É um crescimento ainda há uma taxa menor do que a de anos anteriores. Sem falar que, esse ano, se somam ainda as questões ligadas a ações protecionistas, como a questão europeia, em que criaram um arcabouço legal tentando evitar produtos oriundos do desmatamento, mas que sabemos se trata muito mais de uma barreira contra o Brasil. Essa legislação fere a soberania dos países e cria uma política de monitoramento, que nem eles sabem como vão aplicar.

A CNA pensa, inclusive, em acionar a OMC em relação a isso, em função dessa política que tem muito mais um ar de protecionismo, porque ela diferencia os países, cria uma classificação arbitrária, que um pode ter alto risco, o outro médio, outro baixo e eles mesmo não cumprem boa parte do que exigem.

Isso se mantém e é algo que a gente tem visto com bastante preocupação. Nosso intuito é sempre o de criar um cenário livre de amarras e de protecionismo, de interferências negativas de mercado, onde possamos expressar toda competitividade do agro brasileiro. 

*Entrevista realizada em 10 de abril de 2023

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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Revista

Culturas e tecnologias: do plantio à colheita do milho

Por redação 24/04/2023
Escrito por redação

Culturas e tecnologias: do plantio à colheita do milho

De olho na maior rentabilidade do grão, os produtores fazem mais investimentos em tecnologia para a cultura do milho

por Gustavo Paes – O milho (Zea mays) é um cereal cultivado em grande parte do mundo e extensivamente utilizado como alimento humano ou para ração animal devido às suas qualidades nutricionais. Evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem mexicana, já que a sua domesticação começou de 7,5 mil a 12 mil anos atrás na área central do México. Tem um alto potencial produtivo e é bastante responsivo à tecnologia. O seu cultivo geralmente é mecanizado, beneficiando-se muito de técnicas modernas de plantio e colheita. O milho é cultivado em diversas regiões do mundo. 

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A produção mundial em 2022/23 deverá totalizar 1,159 bilhão de toneladas, contra 1,212 bilhão do ano anterior. No levantamento anterior, o número era de 1,157 bilhão. A leve alta na previsão foi determinada pela expectativa de maior produção na Ucrânia, apesar de o país estar envolvido em uma guerra com a Rússia. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 1,147 bilhão., enquanto o Conselho Internacional de Grãos estima safra de 1,150 bilhão de toneladas.

O maior produtor mundial de milho são os Estados Unidos, seguidos da Argentina. O Brasil aparece na terceira posição e produz 10% de todo o milho do mundo, conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). A produção total brasileira de milho 2022/23 foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 124,88 milhões de toneladas, influenciada pelo incremento da produção de 8,8% na 1ª safra e de 11% na 2ª, podendo chegar a 27,24 milhões de toneladas e 95,32 milhões de tonela das, respectivamente. 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta um aumento de 11,2% na produção nacional, totalizando um recorde de 122,5 milhões de toneladas. Já o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra de 125 milhões de toneladas. 

O milho é a segunda maior colheita do agronegócio brasileiro em 2023. A liderança do setor ainda segue com a soja, com uma produção estimada em 153,6 milhões de toneladas, segundo dados da Conab. A produção de milho no Brasil, juntamente com a de soja, contribui com cerca de 80% da produção de grãos. Dentre os cereais cultivados no Brasil, o milho é o mais expressivo e tem sua produção voltada para o abastecimento interno, embora recentemente a sua exportação venha sendo realizada em quantidades expressivas. 

No entanto, até 2011 o milho era considerado o “patinho feio” da lavoura e os agricultores brasileiros praticamente não investiam em tecnologia para cultivar o cereal, que tem como destino o consumo animal em sua maior parte e também ao consumo humano, na forma de grãos ou milho verde.

Mas a situação mudou a partir de 2012, e o plantio de milho mostrou-se rentável, o que fez com que os produtores voltassem sua atenção para a cultura e trocassem os equipamentos. Os produtores agora investem em agricultura de precisão, agricultura 4.0, drones, sensores e softwares de gestão agrícola, entre outras ferramentas. 

Afinal, na safra 2022/2023, a projeção é de um aumento de 3,5% na área plantada de milho e de 7,5% da produtividade do setor no Brasil. A guerra entre Ucrânia e Rússia continua afetando a produção de milho na União Europeia, cuja safra deve ser a menor desde 2008. E os EUA, um dos maiores players do mercado exportador, também registraram queda na produtividade do grão.

 O resultado da queda na produção global de milho é um cenário de escassez do grão em 2023, o que pode favorecer os produtores brasileiros e permitir que eles aproveitem o momento para abastecer os mercados e reduzir os prejuízos causados pelo conflito armado e pela estiagem.

Semeadoras de precisão

Para se tirar o melhor proveito do potencial dessa cultura e atender às demandas dos mercados nacional e internacional, a mecanização adequada às suas condições é fundamental para aumentar a produtividade e rentabilidade da lavoura. 

Uma das máquinas mais importantes, quando se pensa na etapa de plantio do milho, é a semeadora. Os modelos desse equipamento utilizados na lavoura de milho evoluíram muito nas últimas décadas. A indústria passou de pequenas semeadoras, focadas em plantio convencional, com tratores pequenos em propriedades familiares, onde a produção era focada para o consumo próprio e local, para a profissionalização da produção agrícola, com plantio direto, sementes de alta tecnologia e fertilizantes de alto aproveitamento. 

Essas máquinas aumentaram de tamanho e receberam um grande incremento tecnológico. Hoje existem no mercado equipamentos com mecanismos dosadores de alta precisão, como os pneumáticos, monitores eletrônicos de fluxo de semente e fertilizante, e até aplicação em taxa variável de fertilizante e sementes, considerando os princípios da Agricultura de Precisão.

O produtor, por sua vez, busca semeadoras equipadas com componentes que possibilitem o aumento na produtividade do trabalho, a redução de custos, a melhoria da qualidade da operação de semeadura e o conforto e a segurança ao operador.

“O milho é uma das culturas que mais incorporou tecnologia embarcada e é 100% mecanizado”, assegura Paulo Menzani, gerente de Plantio da Baldan.

A empresa, situada em Matão (SP), tem em seu portfólio diversos modelos de semeadoras para milho. Um deles foi projetado para produtores que exigem alto rendimento e acabamento de plantio em níveis extremos de palhada, segundo Menzani. 

Culturas e tecnologias: do plantio à colheita do milho

Semeadora que foi tropicalizada pela Baldan conta com o Sistema Fertsystem de distribuição de adubo por gravidade

O maquinário, disponível com 17, 19 e 21 linhas de plantio, traz em seu DNA uma grande plantabilidade, com coeficiente de variação de sementes menor que 15%. A semeadora, que foi tropicalizada pela Baldan, conta com o Sistema Fertsystem de distribuição de adubo por gravidade, corte de seções para adubos e sementes e dosador pneumático V7 da Precision Planting. 

A máquina possui disco de corte com design que possibilita o mínimo revolvimento da palhada, sulcador para adubação mais profunda, construção em três módulos para flexibilidade em solos irregulares e curvas de nível, e acabamento e fechamento do sulco que prometem maior proteção para a semente.

O equipamento ainda possui um sistema hidráulico independente para acionamento da turbina e depósito de semente com alta capacidade (1,5 mil litros), sistema de aplicação de inoculante com capacidade para 1 mil litros de calda, depósito de adubo com capacidade para 2,5 mil litros.

A semeadora de precisão, apesar do seu tamanho, foi projetada com um sistema eficiente de abertura e fechamento. “A máquina tem 3,20 metros de largura e é fechada em menos de 1 minuto, sem o uso de ferramentas. Isso torna o transporte fácil e seguro e permite um melhor rendimento operacional, já que ela abaixa e já sai trabalhando”, destaca o gerente de Plantio. Os modelos de 17 e 19 linhas exigem um trator de 240 a 300 hp de potência, enquanto o de 21 linhas requer um trator com 260 a 300 hp de potência.

Culturas e tecnologias: do plantio à colheita do milho

Plataforma da colheitadeira de milho tem a função de arrancar a espiga, diferentemente da plataforma de colheita da soja, que recolhe toda a planta

Plataformas tecnológicas

A colheitadeira usada na lavoura de milho é praticamente a mesma máquina utilizada na soja. O que muda entre uma cultura e a outra é a plataforma, que no milho tem a função de arrancar a espiga e, no caso da oleaginosa, recolher toda a planta.

“Com a maior rentabilidade do milho, os produtores voltaram a investir mais na cultura e a demandar equipamentos com maior tecnologia”, comemora a engenheira agrônoma Gislene Pessin, gerente de Parcerias Estratégicas da John Deere. 

As avançadas plataformas para milho encontradas hoje no mercado apresentam alta performance, maior tempo de trabalho no campo e maior durabilidade, já que o chassi é fabricado em aço carbono de alta resistência ou em alumínio. E entregam ainda mais capacidade, menor custo de operação e produtividade para a colheita. 

Confira a edição anterior de Máquinas & Inovações Agrícolas (MIA 74)

Uma das linhas de plataformas da marca, lançada no ano passado, possui chapas despigadoras hidráulicas, que substituíram as antigas chapas despigadoras mecânicas. “Elas permitem ajustes mais fáceis desde a cabine da colheitadeira, de acordo com a condição da colheita, por exemplo, se o milho estiver acamado ou mais verde”, explica Gislene.

As plataformas possuem de oito a 23 linhas, com espaçamento de 45, 50 e 60 centímetros. O equipamento tem sensor de altura e o ajuste é feito automaticamente da cabine. Isso evita que o operador levante e abaixe constantemente a plataforma e possa aumentar a velocidade, de acordo com o terreno e o tipo de milho. “Isso, no final da operação, permitirá que ele colha mais hectares, tenha maior produtividade e reduza a fadiga do operador”, destaca a engenheira agrônoma. Outra tecnologia da marca é a Autotrac Rowsense, que possibilita o alinhamento entre as plantas e as linhas de colheita.

O implemento tem baixo custo de manutenção. As caixas das linhas têm intervalos de manutenções estendidos de três anos, 1,2 mil horas ou 2,5 mil hectares. Todos os pontos de lubrificação (pontos de manutenção diária) são de fácil e rápido acesso, o que garante maior disponibilidade. “Além disso, as plataformas recebem caixas de transmissão seladas e lubrificadas”, completa Gislene. 

Tecnologia aumenta produtividade do milho 2ª safra

Ganhos médios diários de produtividade entre 1,5 e 2,3 sacas por hectare, com a antecipação do plantio do milho nas entrelinhas da soja antes da colheita da leguminosa para aumentar a produtividade de grãos em épocas de semeaduras realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Esses são os resultados obtidos com o Sistema Antecipe, método de cultivo intercalar antecipado desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, que permite o plantio da segunda safra (safrinha) do cereal em até 20 dias antes da colheita da soja. 

inovações na mecanização - Culturas e tecnologias: do plantio à colheita do milhoOs resultados mais expressivos foram obtidos na segunda safra de 2021 em experimentos conduzidos em Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, onde o sistema Antecipe registrou ganhos médios de até 46 sacas de milho por hectare.“Essa é uma tecnologia totalmente inovadora. Não existe nada no mundo parecido com essa tecnologia que nós começamos a pesquisar há 15 anos”, ressalta Emerson Borghi (foto ao lado), pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.

Resultado de 15 anos de pesquisa e validação, a tecnologia é formada por três pilares: um sistema inédito de produção de grãos, uma semeadora-adubadora – desenvolvida pela Embrapa e aprimorada pela empresa Jumil, de Batatais (SP) – e um aplicativo para auxiliar o produtor a planejar a execução do Antecipe no campo.

O milho é semeado pelo equipamento nas entrelinhas de soja, durante o estádio R5 da leguminosa. Na hora da colheita, o milho é cortado junto com a soja, ficando apenas um pequeno caule de cada planta do cereal. Só que, nesse momento, toda a lavoura de milho já está implantada, com raízes em pleno desenvolvimento e pronta para continuar crescendo. Esse plantio antecipado permite um ganho de até 20 dias e faz o cereal aproveitar condições climáticas mais favoráveis.

Os ganhos apresentados pelo sistema Antecipe em todas as regiões onde a tecnologia vem sendo implantada, demonstram que a produtividade de grãos é maior nesse sistema quando comparada à semeadura tardia. “Assim, o milho semeado em melhores condições de clima poderá ter produtividade superior ao Antecipe”, afirma o pesquisador. “Pelo que está demonstrado, o Antecipe produz mais que o milho semeado tardiamente”, completa Borghi. A estatal garante que a tecnologia é viável também para o sorgo, que está em franca expansão no Brasil.

Em 2019, a Embrapa desenvolveu o protótipo da semeadora-adubadora e, em seguida, a Jumil tornou-se parceira do projeto para desenvolver a novidade em escala comercial. Desde 2020, o equipamento já está disponível para os produtores. A máquina é oferecida em duas versões, de quatro e seis linhas. “Ela é voltada para pequenos e médios produtores, que sempre plantam fora da janela ideal de plantio de sua região. Com a máquina, eles podem ter a opção de antecipar o cultivo do milho ou de outras culturas, como o sorgo ou só forrageiras”, completa o pesquisador da Embrapa. 

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24/04/2023 0 Comentários
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