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Notícias

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas

Por redação 17/01/2023
Escrito por redação

Descubra quais são os veículos agrícolas com as soluções mais avançadas do mercado em 2022/2023

por Ana Machado – É inegável o avanço tecnológico das máquinas e equipamentos presentes no campo. Isso acontece especialmente quando falamos de tratores. São tantas inovações a cada ano, que fica difícil saber quais são os mais bem avaliados e recomendados. E é por isso que elencamos uma lista com os 10 melhores tratores agrícolas.

A seguir, você vai conferir um apanhado dos vencedores do Prêmio Trator do Ano Brasil, que é realizado a cada dois anos, e do “Tractor of the Year 2023 (TOTY)”, prêmio internacional que elenca os melhores tratores agrícolas do mercado europeu.

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Além da versatilidade de modelos, os tratores apresentados na lista abaixo foram avaliados por pesquisadores e profissionais do mercado conforme quesitos técnicos fundamentais.

E isso inclui inovações tecnológicas, sustentabilidade, faixa de potência, segurança e ergonomia, projeto mecânico, eletrônica embarcada, design, manutenção, adequação de uso, bem como a rede de vendas e de assistência técnica oferecida. Confira!

Agro é um dos setores mais quentes para investidores em 2023

10 melhores tratores agrícolas do mercado brasileiro e europeu

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas1 – Case IH Magnum AFS Connect 400

Vencedor da categoria Tratores Grandes (acima de 200cv) do Prêmio Trator do Ano Brasil, o modelo é o primeiro da lista dos 10 melhores tratores agrícolas. É recomendado para grandes propriedades, especialmente de produção de cana e grãos.

Ele faz parte da nova geração de máquinas que tem a agricultura digital em sua essência. Por isso, permite seu uso com ferramentas tecnológicas de piloto automático, geolocalização e agricultura de precisão.

O equipamento possui ainda sistema AFS Connect embarcado de fábrica, sistema operacional com conectividade 4G e receptor AFS Vector Pro. Tais tecnologias permitem o acompanhamento remoto do trator, bem como recursos de suporte a distância.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas2 – John Deere 9620 R 

Ainda na linha de tratores acima de 200 cv, o modelo 9620 R da John Deere empatou com o trator da Case IH e também saiu vitorioso na premiação brasileira entre os 10 melhores tratores agrícolas. Ele foi equipado com tecnologia de ponta e é focado em alto rendimento para grandes propriedades agrícolas.

Para completar, possui a nova e exclusiva suspensão HydraCushion, transmissão inteligente e18 com gerenciador de eficiência e um pacote de luzes LED com iluminação 360 graus. Segundo a marca, este é o maior trator John Deere fabricado no mundo.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas
3 – Massey Ferguson MF 4707 (versão cabinada)

Na linha de tratores pequenos, o mais recomendado para extensões de terras menores é o MF 4707 da Massey Ferguson, vencedor na categoria de até 100 cv.

Ele foi equipado com motor AGCO Power de três cilindros. Tem potência de 75 e sistema de gerenciamento eletrônico da injeção de combustível. Tais características promovem a economia de até 10% de combustível por hectare.

O modelo tem ainda o reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, que permite realizar a mudança frente-ré com o trator em movimento e sem usar a embreagem. Para completar, uma cabine com visibilidade 360 graus oferecendo mais conforto e segurança ao operador.

10 melhores tratores agrícolas - Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas4 – Massey Ferguson MF 7719 Dyna-6

Entre os tratores de médio porte, de 100 a 200 cv, que normalmente são os mais usados no Brasil, o MF 7719 Dyna-6 é o grande destaque da lista brasileira. Ele possui transmissão Dyna-6 Power Shift e 24 opções de marcha frente e ré.

O diferencial do MF 7719 Dyna-6 é o motor eletrônico AGCO Power de 6 cilindros com potência de 195 cv. Com isso, promete aumentar em até 15% o trabalho por hectare. Além de apresentar 15% de economia de combustível em comparação com os modelos da mesma categoria.

10 melhores tratores agrícolas - Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas5 – Valtra A93F (versão cabinada)

Eleito o Grande Trator do Ano na categoria Especial, o modelo da Série A3F é o mais potente do segmento de tratores estreitos com 99 cv. Isso porque ele possui o menor raio de giro, ideal para trabalhar em ambientes estreitos, como plantios de uva, café e citrus.

Com 25% mais capacidade de levante, esse modelo é recomendado para atuar com implementos mais pesados. Justamente porque não perde agilidade nas manobras. Além disso, o equipamento conta com motor AGCO Power, prometendo uma economia de combustível de até 12% nas operações diárias.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas6 – Fendt 728 Vario entre os 10 melhores tratores agrícolas no mercado europeu

Entrando nos destaques do mercado europeu, o Trator do Ano segundo o prêmio Tractor of the Year 2023 é equipado com motor AGCO-Power de 6 cilindros, conceito Fendt iD de baixa velocidade, VarioDrive inteligente, sistema integrado de controle de pressão dos pneus e relação peso/potência muito baixa.

Ele chama a atenção por sua tração constante nas 4 rodas. Também por fazer curva fechada para reduzir o raio de giro em até 10%. Além disso, oferece manobrabilidade superior em relação à concorrência.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas7 – John Deere 6120M AutoPowr

O modelo 6120M AutoPowr da John Deere foi eleito no mercado europeu como o melhor na categoria Utilitário. Em parte porque tem uma transmissão variável contínua e uma curta distância entre eixos de 2400 mm.

O reconhecimento foi alcançado por se tratar de um modelo versátil o suficiente para realizar uma ampla gama de tarefas diferentes. Ou seja, desde o trabalho com carregador frontal até o cultivo do solo ou transporte.

10 melhores tratores agrícolas - Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas8 – Reforma Metrac H75 Pro

Outro trator de destaque é o Metrac H75 Pro, que possui baixo centro de gravidade, transmissão hidrostática e possibilidade de manejar dois implementos ao mesmo tempo.

O modelo foi projetado para operar com segurança e conforto em terrenos acidentados. Ele impressiona pelas suas capacidades em declives, tornando-o ideal para zonas tampão e terrenos marginais.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas9 – New Holland T6.180

Na categoria Sustentabilidade, o grande destaque é o T6.180, considerado o primeiro trator comercial 100% movido a metano. Isso representa um passo adiante para uma agricultura mais limpa e atenta aos desafios globais.

Isso porque os agricultores cultivam colheitas e usam desperdícios para gerar biometano. Além de alimentar o trator, isso ajuda a fazer crescer essas mesmas colheitas.

Segundo a fabricante, o motor Fpt de 6 cilindros movido a GNV garante o mesmo desempenho que o equivalente a diesel. Isso possibilita reduzir os custos de combustível, bem como diminui significativamente as emissões de CO2.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas10 – New Holland T9.700 Smarttrax (682 cv)

Para fechar essa lista com os 10 melhores tratores agrícolas, incluímos o robusto modelo de 682 cv. Ele é equipado com um novo conceito de rodado que garante menor compactação e força de tração, mesmo em condições desuniformes de terreno.

Trata-se de uma solução ideal para grandes produtores que necessitam de rendimentos operacionais de centenas de hectares por dia.

Um dos grandes diferenciais do T9.700 Smarttrax da New Holland são os rolamentos blindados e lubrificados. Tais características ajudam a eliminar a lubrificação diária. Além disso, com seu chassi único dos rodados, evita mecanismos complexos de alinhamento das correias.

Esse guia com os top 10 melhores tratores agrícolas no Brasil e na Europa pode ajudar o produtor a fazer a sua escolha idela. Porém, como são muitos os modelos disponíveis, o mais indicado é que avaliar bem a necessidade da lavoura antes de escolher em qual investir.

17/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Pela primeira vez, uma mulher assume a direção da Esalq/USP

Por redação 17/01/2023
Escrito por redação

Thais Vieira inicia sua gestão nesta terça-feira, 17/1, ao lado do professor Marcos Milan (vice-diretor); Em virtude das restrições sanitárias, a cerimônia solene está marcada para março

Pela primeira vez, uma mulher assume a direção da Esalq/USP

Thais Vieira e Marcos Milan assumem diretoria da Esalq/USP // Foto: Gerhard Waller

A partir desta terça-feira, 17/1, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) passa a escrever mais um capítulo histórico da sua trajetória de 122 anos. Pela primeira vez, desde a sua criação em 1901, uma mulher assume a direção da entidade. Thais Maria Ferreira de Souza Vieira e Marcos Milan, iniciam sua gestão como diretora e vice-diretor, respectivamente. O processo eleitoral na Esalq ocorreu em novembro de 2022, quando a chapa vencedora teve 74 votos.

Thais Vieira é docente do departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição e presidiu a Comissão de Graduação da Esalq desde 2019. Milan está lotado no departamento de Engenharia de Biossistemas e leciona disciplinas na graduação e pós-graduação. Daqui, até janeiro de 2027, terão a responsabilidade de dirigir uma das unidades fundadoras da Universidade de São Paulo (USP), que conta com cerca de 3 mil estudantes, 660 servidores entre docentes e técnico administrativos, 12 departamentos, 140 laboratórios e uma área de mais de 3.800 hectares, o que corresponde 48% da área total da USP.

Nova gestão

Por conta das restrições sanitárias, a transmissão da gestão na Esalq ocorreu de maneira protocolar na tarde de segunda-feira, 16/1, com os professores Durval Dourado Neto e João Roberto Spotti Lopes (então diretor e vice-diretor respectivamente) recebendo os novos gestores no gabinete da Diretoria.

Cerimônia

A nova gestão se inicia assim neste 17 de janeiro, com a cerimônia solene de posse marcada para março. Essa modificação no calendário ocorreu em alinhamento à determinação da reitoria da USP, que indicou o retorno do uso das máscaras desde 16 de novembro de 2022. Segundo o comunicado oficial, “recomenda-se a não realização de eventos festivos, confraternizações, coffee breaks ou qualquer outro evento similar que estimule os participantes a retirar a máscara para ingestão de alimentos e, consequentemente, aumente a possibilidade de transmissão do vírus”.

Thais Maria Ferreira de Souza Vieira

A nova diretora da Esalq é Engenheira Agrônoma formada pela Esalq/USP em 1995. É Doutora em Tecnologia de Alimentos pela Unicamp (2003), com período sanduíche no CIRAD, Montpellier, França e Livre Docente pela USP (2015). Foi pesquisadora visitante na University of California, Davis (2018-2019) e pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (2003-2005).

Foi vice-coordenadora da Comissão de Coordenação de Curso – Engenharia Agronômica (2012-2015), coordenadora da Comissão de Coordenação de Curso – Ciências dos Alimentos (2015-2018) e presidente da Comissão de Graduação da Esalq desde 2019. Desde 2021 é Coordenadora do Subcolegiado de Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária e membro do Conselho Deliberativo da CTAA – Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação, INEP/MEC.

Coordenadora de convênios de cooperação internacional (ONIRIS, Institut Agro, Bordeaux Sciences Agro, Vetagrosup, UFRO) e do programa de duplo diploma Esalq/ONIRIS (França). Foi vencedora do Prêmio de Excelência em Docência de Graduação da Esalq e do Prêmio de Excelência em Docência da USP, ambos em 2013.

Ministra disciplinas de graduação e pós-graduação em desenvolvimento de produtos e processos e coordena projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à otimização de processos, utilizando tecnologias amigáveis ao meio ambiente, para obtenção de ingredientes funcionais a partir de co-produtos e resíduos agroindustriais, com foco em antioxidantes e com aderência ao ODS 12.

Marcos Milan

É graduado em Engenharia Agronômica pela Esalq/USP (1979), tem mestrado pela USP e doutorado em Agricultural Engineeering – Cranfield University (1992), UK.

É Professor Titular junto ao Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq/USP e tem experiência na área de Engenharia Agronômica/Agrícola com ênfase em Mecanização Agrícola e em Gestão pela Qualidade (lean production- produção enxuta).

Atuou como examinador nos ciclos 2014 e 2015 do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão do Instituto Paulista de Excelência da Gestão, IPEG.

17/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Agro é um dos setores mais quentes para investir

Por redação 16/01/2023
Escrito por redação

Enquanto fusões e aquisições seguem em alta, investidores buscam pelos atalhos ideais em setores com maior potencial

Agro é um dos setores mais quentes para investidores em 2023A chegada de um novo ano traz excelentes oportunidades para investidores analisarem o mercado e contemplarem as expectativas para o futuro. Com base em pesquisas e estudos, bem como na expertise própria e anos acompanhando M&As no Brasil e no mundo, o economista Fernando Kunzel e o engenheiro de produção Willian May, sócios na boutique de investimentos L6 Capital Partners, reuniram importantes informações para quem está buscando entender o cenário de fusões e aquisições neste ano. Para especialistas, o agro é um dos setores mais quentes em 2023.

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer o crescimento do número de M&As ao longo dos últimos anos e o modo como esse tipo de operação se tornou essencial no mundo dos negócios.

Só no primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou 807 transações, contra 706 no mesmo período de 2021, segundo dados da PWC Brasil. Isso ocorre mesmo em meio a diversas instabilidades econômicas e políticas ao redor do mundo, seguindo uma onda ascendente que vem sendo registrada desde 2017 e passou a subir ainda mais após a pandemia.

Contudo, para saber onde investir, é necessário apurar o olhar. “Observar o mercado como um todo é fundamental”, destaca May. “Mas existem áreas com mais potencial que outras. Essas são as minas de ouro que o mercado deve ficar de olho daqui para frente”. Os especialistas destacam o agro como um dos setores mais quentes em 2023.

“No ano passado, o agronegócio representou cerca de 26% do PIB. É um mercado historicamente fundamental para a nossa economia. Por si só, isso já resulta em mais crédito para a área”, aponta o Kunzel. “Além disso, também estamos vivendo uma busca considerável por inovações, especialmente com foco em sustentabilidade e soluções financeiras, o que leva mais crédito especificamente para agtechs”, completa o economista.

As agtechs, empresas de base tecnológica que atendem diferentes pontos da cadeia produtiva do agro, são o destaque para 2023. O Radar Agtech, estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), SP Ventures e Homo Ludens, com apoio da plataforma Distrito e do Sebrae, identificou as principais tendências de atuações dessas startups: Insumos Biológicos, Agfintechs, Marketplace para o agronegócio e Climatechs.

Fonte: Datagro
16/01/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Trimble lança novas telas em aplicativo para o trabalho no campo

Por redação 16/01/2023
Escrito por redação

Facilidade na instalação e na operação, compatibilidade, precisão e flexibilidade estão entre os destaques dos novos produtos

Trimble lança novas telas em aplicativo para o trabalho no campoA Trimble Agricultura está lançando suas novas telas para aplicação em agricultura de precisão: GFX-1060 e GFX-1260. Os novos displays possibilitam ao produtor operações eficientes, ao mesmo tempo em que mapeiam e monitoram informações de campo com precisão.

Entre os principais atributos das novas telas estão a facilidade no manuseio e na instalação. Com o lançamento, a Trimble completa sua família de displays, tornando possível uma infinidade de combinações com pilotos e antenas, por se tratar de componentes modulares e totalmente compatíveis. Isso traz ao produtor a possibilidade de investir na tecnologia de seus equipamentos ao longo do tempo, conforme condições e necessidades da operação.

Também se destaca no GFX-1060 e GFX-1260 a experiência de alta precisão, quando aliados ao receptor NAV-900, com o serviço de correção CenterPoint RTX incluso no primeiro ano. Isso permite ao produtor observar na prática os benefícios de operar com uma precisão de até 2,5 centímetros, reduzindo, assim, a sobreposição de linhas, pisoteio da cultura e custos de combustível, com impacto positivo em todo o ciclo da produção, do plantio à colheita.

Outros atrativos das telas são a compatibilidade ISOBUS, com aplicabilidade para mais de 10 mil veículos, presentes em mais de 40 marcas, e a robustez e durabilidade do equipamento, qualidades pelas quais os equipamentos da Trimble são reconhecidos . Com sistema operacional Android e maior poder de processamento, GFX-1060 é um display de 10 polegadas e o GFX-1260 de 12 polegadas. Ambos são touchscreen, de alta resolução e compatíveis com os receptores Trimble NAV-500 e NAV-900 e todos os pilotos da marca.

“Nosso portfólio de telas GFX oferece uma variedade de tamanhos e funcionalidades que se adequam ao produtor e seu equipamento, independente da marca”, disse Jim Chambers, vice-presidente da Trimble Agricultura. “As telas operam em ambientes desafiadores, durante longas horas de trabalho, e em qualquer época do ano , permitindo que o produtor trabalhe de forma eficiente em diversas operações de campo, rapidamente e de forma confiável — elas são potentes e fáceis de usar”.

Detalhes técnicos

Conectividade por meio de opções wireless integradas, incluindo comunicações de alta velocidade, como Bluetooth e Wi-Fi.
Equipamento GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite) multi-constelação (GPS, Glonass, Galileo e Beidou), aliados às tecnologias de sinais de correção Trimble RTX e Compatibilidade com todos os sistemas de direção da Trimble. Compatibilidade com o Trimble Ag Software para apoiar em todo gerenciamento de dados da operação em geral.

16/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Evento debate efeitos do Green Deal europeu no agro brasileiro

Por redação 16/01/2023
Escrito por redação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) realizará o Fórum Agro: Brasil Protagonista para tratar da internacionalização do Green Deal para as cadeias produtivas dos países exportadores para a União Europeia

Evento debate efeitos do Green Deal europeu no agro brasileiroNo dia 31 de janeiro, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) realizará o Fórum Agro: Brasil Protagonista, para tratar de um tema vital para a competitividade do agro brasileiro: a internacionalização do Green Deal para as cadeias produtivas dos países exportadores para a União Europeia.

O Green Deal estabelece um plano de ação para tornar a Europa o primeiro continente neutro em termos climáticos até 2050, impulsionando a economia, melhorando a saúde e a qualidade de vida, e protegendo a natureza.

Essa medida terá impactos diretos e indiretos nas principais cadeias produtivas do agro nacional. Por isso, a ABAG reunirá representantes da diplomacia brasileira, do congresso nacional, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), das principais associações e cooperativas de setores afetados pela decisão, como os grãos (soja, milho e café) e as proteínas, e do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha (APD), com o intuito de discutir os desafios dessa iniciativa para a economia e o agronegócio brasileiro.

O Fórum Agro: Brasil Protagonista será composto por dois painéis: o primeiro apresentará conceitualmente o Green Deal, uma posição ampla sobre políticas energéticas, agroindustriais e de serviços implementada pela União Europeia aos seus países membros e elencará os aspectos desafiadores de sua internacionalização, enquanto o segundo apontará os efeitos dessa medida para a competitividade das cadeias produtivas do agro.

Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, o evento será de extrema importância em um momento em que a geopolítica atravessa grandes desafios com o retorno de medidas e ideias precaucionistas, que dificultam o combate à insegurança alimentar no mundo e, por consequência, a erradicação da fome.

“É importante lembrar que o agronegócio brasileiro está baseado na mais moderna ciência para o clima tropical, com o uso de tecnologias inovadoras e a implantação de técnicas e práticas sustentáveis. Nosso país produz até três safras por ano, aliando a agenda ambiental com a de produtividade. A forma como produzimos alimentos, fibras e energia é diferente dos países com clima temperado, portanto, as regras não podem ser as mesmas nesses dois mundos”, explica Carvalho.

Realizado de forma presencial aos associados e parceiros convidados, o Fórum Agro: Brasil Protagonista terá início às 9h30, com transmissão ao vivo pelo Canal da ABAG no YouTube.

16/01/2023 0 Comentários
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Notícias

O papel dos satélites no fornecimento de crédito ao produtor

Por redação 13/01/2023
Escrito por redação

Informações obtidas através de imagens de satélite têm papel relevante na concessão de crédito e na análise do histórico produtivo da propriedade, o que facilita o fornecimento de crédito customizado, com melhores taxas e maior volume ao produtor

O papel dos satélites no fornecimento de crédito ao produtorAo menos duas vezes por semana um satélite passa sobre a região em que você está e captura imagens de tudo que se encontra na superfície daquela localização. Essa informação pode não chamar a sua atenção, mas é assim que o mercado de concessão de crédito no agronegócio está tornando a tomada de decisão mais rápida e individual para cada produtor.

Um dos principais desafios para a bancarização do crédito no agro é que a maior parte dos produtores rurais, especialmente aqueles que produzem menos do que 2 mil hectares, não têm uma demonstração contábil ou balanço patrimonial para apresentar no momento do pedido de crédito.

Esse balanço tem um papel importante neste processo, pois é a forma com a qual o mercado financeiro consegue analisar a saúde do negócio, observando como ele performou no passado, e, por meio destes dados, busca projetar como ele irá performar no futuro.

Entretanto, a existência de um balanço no agronegócio é incomum, o que fez com que o mercado de crédito buscasse formas alternativas para conseguir recompor o histórico do produtor rural de uma maneira confiável. Foi então que as imagens de satélite apareceram como ótimas opções para realizar um levantamento histórico preciso das propriedades rurais.

Como dito, os satélites passam em cima de cada região do planeta, em média, duas vezes por semana, capturando imagens da superfície. Logo, ao sequenciar as imagens geradas em cada uma destas passadas, é possível ter uma visão profunda da produtividade de cada talhão plantado, possibilitando até mesmo separar as diferentes áreas produtivas da fazenda.

“Existem vários satélites que realizam este procedimento, mas os mais conhecidos são o Landsat, da agência americana, e o Sentinel, da agência europeia. Os dois são capazes de captar frequências de cores não visíveis, que estão abaixo do índice infravermelho, e que são importantíssimas para a análise do agronegócio”, explica Luiz Tangari, CEO e co-fundador da Tarken.

Segundo ele, “a análise destas imagens, com estas frequências de cores, passa pelo algoritmo NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada, em português) que permite calcular o quanto de biomassa, isto é, matéria orgânica, está presente naquele solo. Pela quantidade de matéria orgânica é possível entender qual é o estágio da plantação na região, inclusive qual é a cultura plantada”.

Essa análise comentada por Luiz é realizada de talhão em talhão, identificando características específicas de cada cultura e classificando-as, sendo capaz de informar com precisão o que estava plantado no momento do registro do satélite, além dos momentos do plantio e da colheita. Com estes dados em mãos é possível recompor o histórico produtivo daquele local.

Porém, nada disso é novidade para quem está inserido no agronegócio, mas para os bancos e as concessoras de crédito, como as revendas, ter acesso à essa tecnologia traz mais transparência sobre a produtividade média geral da fazenda. Com maior confiabilidade das informações obtidas, a concessão de créditos ocorre com mais rapidez e transparência.

Para Matthias Koenig, diretor de negócios agrícolas que adotou o Brasil como sua segunda casa, este uso da tecnologia traz segurança em grande escala e de uma maneira mais objetiva.

“A maioria dos produtores no Brasil são pequenos e médios. Na liberação de crédito em escala, a tecnologia tem um papel fundamental para que o crédito chegue a quem precisa, com eficiência e levando em consideração as suas características individuais. Ainda existem pendências no processo atual, porque é difícil refletir as características únicas de cada produtor, de cada situação, para fornecer um limite de crédito e uma taxa customizada. Tendo essas análises individuais de cada produtor para fornecer a ele um produto mais específico, você consegue melhorar a eficiência do mercado em todas as pontas”, explica.

É importante ressaltar que a expertise do banco e do mercado financeiro como um todo não está no agro, embora o setor tenha se aproximado bastante do produtor rural nos últimos anos.

Ainda existe uma jornada a ser percorrida para aproximar os atores financeiros do agronegócio e o papel das revendas e indústrias, como “guardiões do crédito”, tem sido fundamental nessa aproximação.

Recompor o histórico produtivo é essencial para a concessão de crédito

Com uma coletânea de imagens que ajudam a reconstruir o histórico produtivo da fazenda é possível inferir outros dados muito relevantes que influenciam na saúde financeira da propriedade.

Saber com exatidão quantos hectares foram plantados de cada cultura no passado, possibilita compreender a demanda por insumos e calcular o faturamento de cada uma das safras, o que facilita o cálculo da capacidade de geração de caixa de um produtor. Estes indicativos são essenciais para a elaboração do rating, análise de risco e limite de tomada de crédito daquele indivíduo.

“O papel do histórico produtivo é mostrar para quem está fornecendo o crédito o que esperar daquele produtor. Nós sabemos que as primeiras safras tendem a ser mais arriscadas, porque o agricultor vai precisar aprender aquela cultura, aquele bioma onde ele está plantando, o que funciona e o que não funciona… as primeiras safras tendem a ser as piores nos índices produtivos”, Luiz elucida.

“Por outro lado, um produtor que tenha feito milho e soja, safra e safrinha, nos últimos cinco anos, dificilmente vai decidir plantar outra coisa de forma repentina. Se desejar mudar, ele vai primeiro experimentar em um talhão, enquanto segue com as culturas principais nos outros. Ter essa visão global ajuda a mitigar os riscos da concessão de crédito, e quanto menor é o risco, menor é a taxa”.

Se engana quem pensa que as imagens de satélite auxiliam apenas ao crédito na agricultura, a pecuária extensiva também se favorece desta ferramenta. A análise de capacidade de geração de biomassa no pasto é o melhor indicador de quantas cabeças de gado podem ser criadas naquela propriedade de forma sustentável, respeitando as variações dos estágios em que o criador atua (cria, recria ou engorda) e os tipos de capim cultivados. Por meio das imagens de satélite é possível calcular tudo isso sem precisar se deslocar até a fazenda.

Outros fatores fundamentais podem ser analisados

Nos últimos anos, a visão ESG tem sido colocada como parte fundamental na avaliação dos produtores rurais, especialmente para a concessão de crédito, e um olhar atento tem se voltado às áreas de proteção ambiental existentes nas propriedades rurais.

Através dos satélites é possível monitorar a biomassa na área de proteção ambiental e acompanhar a sua evolução de acordo com os padrões esperados para aquela vegetação nativa. A quebra nestes padrões é um alerta importante de que aquilo precisa ser observado mais de perto.

“É uma das formas de acompanhar o compliance daquele produtor. Os mercados de capitais no exterior são mais exigentes nas métricas financeiras e socioambientais, lá é comum que investidores de maior impacto optem por tomar mais risco fornecendo taxas menores aos produtores que apresentam métricas ESG muito boas. Não demora muito para que essa realidade também chegue ao Brasil, e o produtor precisa estar preparado para conseguir ter acesso a melhores condições”, Matthias reforça.

Este monitoramento de compliance e questões ambientais deve ser constante, mesmo após a concessão do crédito, assim como o monitoramento do risco operacional.

Dados fornecidos por satélites e outras ferramentas auxiliam no acompanhamento do cultivo e do desenvolvimento da lavoura, além do monitoramento de riscos climáticos e/ou de pragas. Em situações como quebra de safra, por exemplo, ações de cobrança ou renegociações podem ser tomadas mais rapidamente, garantindo uma abordagem mais amigável com o produtor e mais efetiva para a cobrança daquele crédito.

Crescimento sustentável das revendas

As revendas entregam ao produtor rural soluções e insumos, que quase sempre estão atreladas ao capital para financiar, da melhor forma possível, o ciclo de safra. A aproximação do mercado com o campo ainda tem uma jornada grande pela frente, que demanda educação e aproximação, e as revendas, assim como cooperativas e indústria, têm papel fundamental neste novo cenário.

“Quem fornece o crédito nas revendas, cooperativas ou indústria, precisa ter em sua mão as melhores ferramentas e usar a tecnologia a seu favor, assumindo um papel de coordenador ou gerente de crédito. São eles que têm um conhecimento profundo do produtor e da região, são eles que têm acesso aos dados relevantes na concessão do crédito. Mais informação gera mais transparência, confiança e conhecimento sobre os riscos assumidos”, comenta Rodrigo Esteves, COO da Tarken.

“Com o uso da tecnologia, de softwares elaborados especificamente para estes fins, é possível transformar o processo de tomada de crédito do produtor rural em algo mais rápido e mais barato, já que os analistas de crédito vão concentrar sua força de trabalho na análise das informações e não na coleta de dados. Assim é possível fornecer limites e taxas mais coerentes e criar um portfólio bem equilibrado, que possa ser financiado ou securitizado pelo mercado financeiro ou pelas fintechs e outros mercados de capitais”, finaliza.

O ambiente competitivo do agro busca cada vez mais velocidade na aprovação do crédito, onde o desenvolvimento rápido e eficiente de uma proposta tornou-se um critério muito relevante para o setor, e a utilização de mais tecnologias que atuem da porteira para fora vem galgando seu papel no futuro do crédito no agronegócio. Ciente disso, e com seu DNA tecnológico e inovador, a Tarken disponibilizou gratuitamente em sua plataforma um curso prático sobre 5 inovações tecnológicas para análise de risco de crédito no agronegócio, trazendo essa e outras inovações do setor e contando com grandes nomes do mercado Agro e Financeiro.

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Notícias

Setor cafeeiro apresenta demandas ao ministro Fávaro

Por redação 13/01/2023
Escrito por redação

O presidente do CNC destacou a importância do setor cafeeiro para a geração de emprego e renda no país. Segundo ele, cerca de 8,4 milhões de pessoas trabalham no cultivo, que está presente em 16 estados brasileiros

Setor cafeeiro apresenta demandas ao ministro FávaroO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (12) o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, acompanhado do deputado federal Zé Vitor (PL-MG). Eles apresentaram ao ministro Fávaro a situação atual e as demandas do setor, além de informações sobre o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que tem na sua gestão, como presidente, o titular do Ministério da Agricultura.

O presidente do CNC destacou a importância do setor cafeeiro para a geração de emprego e renda no país. Segundo ele, cerca de 8,4 milhões de pessoas trabalham no cultivo, que está presente em 16 estados brasileiros. “Essa é a política social mais importante que existe: a geração de empregos”, destacou o ministro Fávaro.

O CDPC tem como atribuições a aprovação do plano de safra para o setor cafeeiro e do programa de produção da exportação do produto, além da autorização de programas e projetos de pesquisa e a avaliação das ações destinadas à manutenção do equilíbrio entre a oferta e a demanda do café.

O recursos do Funcafé são destinados para a disponibilização de linhas de crédito para financiamentos da lavoura, armazenagem, comercialização e aquisição do produto, capital de giro para indústrias e cooperativas de produção, e ainda para recuperação de cafezais danificados por chuvas de granizo, geadas, vendavais ou outros fenômenos climáticos. Nesta safra, o total de recursos alocados no fundo chegou a R$ 6 bilhões.

O secretário adjunto substituto da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, também acompanhou a reunião.

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Notícias

Abiove: receita com exportações bate recorde em 2022

Por redação 13/01/2023
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Dados publicados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e compilados pela ABIOVE indicam que a receita com exportações do complexo soja bateram novos recordes em 2022

Abiove: receita com exportações bate recorde em 2022

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas mensais do complexo soja no Brasil e ajustou a projeção para a safra 2023.

Dados publicados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e compilados pela ABIOVE indicam que a receita com exportações do complexo soja bateram novos recordes em 2022.

As exportações do farelo cresceram substancialmente: passaram de 17,2 em 2021 para 20,4 milhões de toneladas em 2022 (18% de incremento), maior volume já registrado desde que a ABIOVE começou a série de estatísticas com dados de 1999. A receita com essas exportações em 2022 foi de pouco mais de US$ 10 bilhões.

O óleo de soja também teve um grande desempenho, cresceu 58% em relação a 2021, de 1,7 para 2,6 milhões de toneladas. Este volume só não foi maior que as 2,7 milhões de toneladas de 2005. Já a arrecadação com a comercialização internacional em 2022 foi de quase U$ 4 bilhões.

Com relação à soja em grão, devido à quebra de produção e à demanda crescente pelos processados, as exportações tiveram uma queda de 8%, 78,9 milhões de toneladas em 2022 contra 86,1 em 2021. Porém, a receita foi de mais de US$ 46 bilhões.

Processamento

Os dados acumulados de janeiro a novembro, verificados a partir da amostra representativa de cerca de 85% do esmagamento no país mostram que o processamento de soja em 2022 deve fechar em 50,4 milhões de toneladas, incremento de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2021. Já a produção do grão pode chegar a 128,5 milhões de toneladas.

Safra 2023

As projeções da ABIOVE para a próxima safra sofreram poucas alterações em relação à última divulgação (dezembro). A produção de soja deve ficar em 152,6 milhões de toneladas, recorde histórico, pouco abaixo das 153,5 milhões de toneladas previstas inicialmente. Ainda assim, a expectativa quanto ao processamento do grão segue em 52,5 milhões de toneladas, o maior já registrado em toda a série histórica. Vale mencionar que a ABIOVE considera a retomada da mistura de biodiesel, 15% (B15), a partir de março, conforme cronograma previsto na legislação.

Exportações

As exportações da soja em grão devem registar 92 milhões de toneladas neste ano. O volume de farelo de soja exportado segue em 20 milhões de toneladas, já o óleo de soja destinado ao mercado internacional deve crescer de 1,6 milhões de toneladas (primeira projeção) para 1,75 milhões. Por fim, os preços médios foram alterados, baseados nas projeções para 2023, de maneira que a receita esperada com as exportações dos produtos do complexo soja seja de cerca de US$ 64,9 bilhões neste ano.

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Opinião

As propostas que envolvem o ESG e o agronegócio

Por redação 13/01/2023
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As propostas que envolvem o ESG e o agronegóciopor Monica Bressan* – Há quem acredite que o desenvolvimento sustentável e o agronegócio são opostos. Mas isso definitivamente não é verdade. Não só é possível o agronegócio produzir mais e melhor de forma sustentável, como também pode gerar uma série de outros benefícios, como o acesso a novos mercados, a obtenção de crédito com taxas mais baratas, além de processos mais eficientes.

Outro ponto fundamental e que por si só já seria motivo suficiente para a adoção por todo esse setor da pauta do ESG (Environmental, Social and Governance) relacionada à proteção ao meio ambiente é o fato de o agronegócio depender essencialmente do clima para se desenvolver.

As plantações de qualquer espécie e a criação de animais em geral precisam ter condições climáticas específicas para gerarem resultado, o que reflete, também, em toda a indústria de maquinário e insumos para esses negócios. Mas como é possível produzir mais e melhor em uma situação de seca ou de chuvas extremas causadas pelas mudanças climáticas decorrentes da emissão dos gases de efeito estufa? Eventos extremos sempre ocorreram, mas não com a frequência em que estão ocorrendo.

A questão social também é um outro fator relevante. Por mais que se automatize o agronegócio, ainda e sempre dependerá de pessoas que, em qualquer setor, produzem melhor quando se sentem seguras e valorizadas, o que também integra a proposta do ESG.

Além disso, a governança corporativa que, apesar de ser a última letra do acrônimo do ESG, é tão ou mais importante que as questões socioambientais, na medida em que é a base na qual qualquer negócio se funda, garantindo a sua profissionalização e a tomada de melhores decisões. Qualquer negócio que visa crescer e continuar existindo para além de seu fundadores precisa implementar boas práticas de governança corporativa.

Algumas das ações voltadas para a implementação das práticas de sustentabilidade socioambiental e do próprio negócio que podem ser adotadas pelas empresas do setor do agronegócio são:

1. Identificar sua estrutura societária, elaborar um plano de sucessão e um plano estratégico voltado para o crescimento consistente do negócio, estabelecendo-se os valores e as políticas que orientarão a cultura organizacional e viabilizarão esse crescimento.

2. Respeitar a legislação em geral relacionada às questões trabalhistas e de segurança e saúde, além de identificar impactos negativos que o negócio pode causar para seus colaboradores e demais partes interessadas com quem se relaciona, buscando mitigar esses impactos, com um trabalho de gestão de risco.

3. Identificar e respeitar as áreas de proteção ambiental e, se possível, ampliá-las por meio do reflorestamento de áreas sub ou não utilizadas na produção, especialmente junto a córregos, rios e mananciais. Essa é uma medida que trará reflexos na disponibilidade de água que pode eventualmente ser utilizada na própria propriedade, além da redução dos gases do efeito estufa pela sua captação pelas árvores dessas áreas.

4. Uso consciente dos recursos naturais, de forma a não os esgotar, buscando a sua reutilização e renovação, especialmente com o uso de conhecimento e de novas tecnologias disponíveis, inclusive no que se refere ao uso correto e adequado de pesticidas e herbicidas.

5. Rastrear a cadeia de valor para vender e consumir de quem possui os mesmos valores voltados ao ESG. A lógica aqui deve ser exigir de todos os que deveria ser natural, para que assim haja de fato o desenvolvimento sustentável. Pensar o contrário, ou seja, deixar de fazer porque o outro não faz é uma lógica de uma criança de 5 anos de idade e não de empresários sérios preocupados com os seus negócios.

A pauta do ESG veio para ficar. E todos os setores da economia e do mercado tem um papel fundamental na sua implementação. E não seria diferente para o agronegócio. Os desafios são enormes, mas é preciso reconhecer a importância do tema e começar a agir.

10 melhores tratores agrícolas - As propostas que envolvem o ESG e o agronegócio*Monica Bressan é especialista em governança corporativa, compliance, ISO 37001, ISO 31000, contratos e finanças. Consultora, palestrante e professora. Formada em Direito e em Administração de Empresas, com especialização em Direito Tributário e Mestre em Finanças Corporativas.
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Notícias

Fiesp: produtividade da lavoura de café cresce 38% em dez anos

Por redação 13/01/2023
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Alta pode ser atribuída a investimentos em tecnologia e melhores práticas de manejo, elevando o valor gerado na propriedade por hectare plantado e a quantidade de café colhido

Fiesp: produtividade da lavoura de café cresce 38% em dez anosEstudo lançado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revela que, na última década, a produtividade média em valor (R$/ha) das propriedades de café do Brasil teve uma alta de 38%. De acordo com o levantamento Agronegócio do Café – Produção, Transformação e Oportunidades, o setor gerou, em média, R$ 16,8 mil por hectare no período de 2008-2011 e alcançou R$ 21,7 mil por hectare na média do intervalo de 2018-2021.

Em termos de volume colhido, a produtividade média da lavoura de café brasileira foi de 30,0 sacas/ha em 2018-2021, enquanto em 2008-2011 o indicador foi de 21,1 sacas/ha, expansão de 42,5%. Apesar da redução na área plantada, o setor investiu em tecnologia e ganhou eficiência através do incremento do número de árvores plantadas e adensamento dos pés em produção, proporcionando o aumento do volume da produção.

Setor cafeeiro apresenta demandas ao ministro Fávaro

Nos últimos dez anos, a produção de café teve um salto de 25,3%, considerando a bienalidade positiva e negativa. Na média das safras de 2008/2009 a 2011/2012, a produção brasileira saiu de 44,3 milhões de sacas de 60 quilos, para uma média de 55,4 milhões de sacas entre 2018/2019 e 2021/2022 (CONAB).

Esses números sugerem uma evolução nos fatores de produção, com melhoramento genético, boas práticas agrícolas e boa infraestrutura das propriedades. Investimentos em máquinas, equipamentos e implementos agrícolas tornaram possível o aumento na produtividade, na produção e no valor gerado.

Contribui também para o cenário positivo da atividade o crescimento de 38% no Valor Bruto da Produção Agrícola (VBPA) entre 2022 (R$ 54,8 bilhões) e a média dos últimos quatro anos, 2018-2021 (R$ 39,8 bilhões). Na comparação entre os períodos de 2018-2021 e 2008-2011, a alta foi de 13%.

Minas Gerais se consolidou como o maior produtor de café nacional, com cerca de 50% do total produzido no Brasil (CONAB). O estado ocupa a segunda posição entre os estados com maior produtividade e o primeiro lugar em termos de valor de produção, com mais da metade do VBPA do setor.

Confira na íntegra o estudo Agronegócio do Café – Produção, Transformação e Oportunidades

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