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Notícias

Fávaro: agricultura deve se adaptar à nova realidade global

Por redação 23/01/2023
Escrito por redação

Fávaro participa de encontro na Alemanha; evento é oportunidade para levar a mensagem de mudança nas diretrizes do Brasil em relação ao meio ambiente

Fávaro: agricultura deve se adaptar à nova realidade globalO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Berlim nesta sexta-feira e sábado (20 e 21/01), para participar do 15º Fórum Global para Alimentação e Agricultura (GFFA), organizado pelo Ministério Federal da Agricultura e Nutrição da Alemanha (BMEL). Um dos objetivos foi destacar a importância de uma produção sustentável.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas

O ministro Fávaro reforçou no sábado (21) a disposição do Brasil em contribuir positivamente com o enfrentamento da insegurança alimentar e da crise climática. Segundo ele, a agricultura é parte da solução e deve se adaptar à nova realidade global.

“Estamos comprometidos com a intensificação sustentável, a partir da agricultura de baixa emissão de carbono. No Brasil, existem cerca de 40 milhões de hectares de pastagens com produtividade muito baixa, que possuem aptidão para agricultura e devem ser restauradas, viabilizando o aumento da produção sem necessidade de conversão de novas áreas”, disse.

Fávaro também garantiu a continuidade da implementação do Código Florestal no Brasil e destacou a necessidade de fomentar alternativas produtivas sustentáveis, especialmente na Região Amazônica. “Para isso, contamos com o apoio e cooperação da comunidade internacional. Ao contrário de medidas restritivas ao comércio, que vêm sendo implementadas por alguns países, são necessárias iniciativas inclusivas, que busquem fortalecer a produção sustentável de forma equilibrada entre seus aspectos social, econômico e ambiental”.

Outro ponto essencial apontado por Fávaro é a busca por um sistema de comércio internacional agrícola aberto e com regras previsíveis, baseadas na ciência, para garantir a segurança alimentar global e promover o crescimento econômico inclusivo.

A Conferência dos Ministros da Agricultura de Berlim é o principal evento político da GFFA. É a maior reunião mundial de ministros da agricultura e se estabeleceu como um importante evento internacional no início de cada ano. Neste sábado, Fávaro também participou de reunião ministerial sobre sistemas alimentares resilientes ao clima e teve um encontro bilateral com o ministro da Agricultura e Soberania Alimentar da França, Marc Fesneau.

Sistemas alimentares

No dia 20, o ministro participou do fórum “Como Alemanha e Brasil podem mudar sistemas alimentares?”, na embaixada do Brasil. Neste ano, a 15ª edição do GFFA teve como tema: Transformação dos Sistemas Alimentares: Uma Resposta Mundial a Múltiplas Crises.

O ministro disse que é possível alcançar uma relação harmoniosa e complementar entre a produção agropecuária e a preservação ambiental. Durante o fórum, Fávaro destacou que as tecnologias desenvolvidas no Brasil têm contribuído para adaptar a produção agrícola às mudanças climáticas, mas ainda é preciso enfrentar o desafio do desmatamento.

“Apesar desses avanços, seguimos enfrentando o desafio do desmatamento, cujas taxas têm crescido nos últimos anos. No entanto, asseguro a vocês que isso não está associado à produção agrícola. O desmatamento que vemos crescer no Brasil é uma prática ilegal, praticada principalmente por invasores de terras públicas, que chamamos de grileiros. Isso agora vai acabar”, garantiu o ministro.

Segundo o ministro Fávaro, a participação do Brasil é uma oportunidade para apresentar o novo governo e procurar levar ao público internacional, europeu em especial, a mensagem de mudança nas diretrizes do Brasil em relação ao meio ambiente.

“O presidente Lula me pediu para levar a mensagem que o Brasil continuará sendo o grande player da produção de alimentos no mundo, mas que essa produção será sustentável. Vamos respeitar o meio ambiente e o Código Florestal e o mundo inteiro saiba que, ao comprar produto do Brasil serão produtos que respeitam o meio ambiente, o social e faz as coisas de acordo com a lei”, disse Fávaro.

23/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Pulverização por drones é aposta dos produtores algodão

Por redação 23/01/2023
Escrito por redação

O plantio da nova safra 2023 de algodão no Brasil segue até fevereiro. A expectativa é de produção de 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 27% ante os atuais 2,5 milhões

Pulverização por drones é aposta dos produtores algodãoO plantio da nova safra 2023 de algodão no Brasil já começou e deve ser intensificado. Os trabalhos vão se estender até fevereiro. O ciclo, um dos mais longos dentre as culturas agrícolas, dura, em média, 200 dias. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê um aumento na área de plantio e consequentemente na colheita.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas

Os cotonicultores pretendem desbancar os Estados Unidos, maior exportador da fibra, dentro de oito anos, e assumir a ponta dos negócios no mundo. Os norte-americanos comercializaram 3,4 milhões de toneladas em 2021, o dobro dos brasileiros com 1,7 milhão de toneladas. Os brasileiros apostam na tecnologia para obter sucesso.

A Abrapa acredita em um aumento da área de produção para a próxima safra, batendo o recorde alcançado em 2019 e chegando a 1,78 milhão de hectares plantados, um crescimento de 9,3% com relação à safra 21/22 (1,63 milhão de hectares).

A expectativa é de produção de 3,1 milhões de toneladas, uma variação de 27% ante os atuais 2,5 milhões. As projeções levam em conta os cálculos estimados por associadas da Abrapa, em setembro de 2022. Com expectativa de alta demanda internacional, o lucro de um hectare de algodão pode ser quatro vezes superior a um de soja.

Fatores externos podem auxiliar o país a se tornar o principal exportador mundial pelo fato das terras dos Estados Unidos estarem sendo afetadas pelo clima. As secas no Texas e o excesso de precipitação no sudeste americano podem reduzir notavelmente a produção do país.

Visando preservar a segurança alimentar dos anos seguintes, a China é um país que possivelmente também vai diminuir sua área de plantação. Esse quadro gera uma expectativa positiva aos produtores, pois além disso, o produto brasileiro tem conquistado ainda mais a confiança internacional e a probabilidade é de que o investimento aumente.

Segundo a Abrapa, a fibra é produzida em todos os continentes, chegando a mais de 70 países. 32 milhões de hectares são plantados, o que resulta em US$ 10 trilhões por ano. Nessa conjuntura, o Brasil tem grande representatividade por ser o segundo maior exportador, o quarto maior produtor do mundo, e o sétimo maior consumidor.

Em 2022, o Valor Bruto da Produção (VBP) de algodão é de R$ 41 bilhões, nomeando essa a quarta cultura mais significativa para o país, atrás somente da soja, cana de açúcar e milho.

O algodão brasileiro também se difere por carregar a sustentabilidade como um de seus compromissos. Em torno de 84% da produção nacional é assegurada pelo protocolo ABR, que preserva as boas práticas agrícolas e a utilização consciente de insumos.

Pragas

A produção de algodão brasileiro também sofre com as pragas. A mais importante é o Bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis). A planta também é atacada pela Broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis); Mosca branca (Bemisia tabaci biótipo B); Pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii); Percevejo castanho da raiz (Scaptocoris castanea); Curuquerê do algodoeiro (Alabama argilacea) e a Lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens).

O bicudo-do-algodoeiro traz muitos prejuízos aos produtores em razão da sua rápida capacidade reprodutiva e de destruição. Os níveis de infestação crescem rapidamente e os prejuízos podem atingir até 100% da produção, caso as medidas de controle não forem adequadas.

Agricultura de Precisão

A tecnologia é uma das armas para acabar com o bicudo e as outras pragas que atingem o algodão. Recentemente, aconteceu um treinamento para a maior operação envolvendo drones para o setor do algodão, em seis estados, ao longo da safra 2022/23.

O projeto envolveu associações de produtores de algodão da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde acontecem pulverizações com 100% de rastreabilidade e utilizando os melhores padrões de aplicação com foco em qualidade e sustentabilidade.

O projeto inovador tem como objetivo identificar novas alternativas de alta eficiência para o controle de pragas e doenças no algodão, liderado pela Better Cotton Initiative e Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, com foco na melhor eficiência da aplicação de defensivos agrícolas.

O alvo principal será o controle do Bicudo do Algodoeiro, aliando o know-how da Perfect Flight, a primeira plataforma de gestão e rastreabilidade de pulverização aérea do mundo, juntamente com as associações, e tecnologia de ponta da Agridrones Solutions e DJI.

Os drones podem ser tanto controlados à distância, quanto podem ser pré-programados para realizar suas funções e executar movimentos complexos nos monitoramentos e na aplicação dos produtos.

Os benefícios do uso do aparelho são muitos. Avaliando no cenário econômico, é eficaz e vantajoso, pois faz uma aplicação localizada e diminui a quantidade de insumos. É uma ferramenta também precisa e segura já que o voo automático é feito por coordenadas e o operador não fica em contato com o produto.

“A Perfect Flight analisa o local que será realizado a aplicação de defensivo, considerando também a influência de fatores externos, como áreas com presença de animais e pessoas e as condições climáticas. É importante estar atento a essas questões para definir o momento mais adequado para fazer a aplicação. Nossa gestão de pulverização aérea é também muito segura, ela é fundamentada em mapas de aplicação”, disse Kriss Corso, CEO da Perfect Flight.

De acordo com Kriss Corso, essa análise evita a dispersão dos produtos para outras áreas. “Protege o meio ambiente e comunidades do entorno e diminui os gastos com insumos e água, tempo de voo e combustível, em virtude do planejamento preciso do voo sobre o plantio. Por meio da tecnologia os produtores de algodão terão mais ferramentas para alcançarem as metas”, afirmou.

A Perfect Flight é uma plataforma de gestão e rastreabilidade de pulverização aérea. Com escritório em São João da Boa Vista (SP), no Brasil, a Agtech presta serviços de monitoramento de aplicações de insumos agrícolas por meio de plataforma digital e aplicativo mobile que geram eficiência na gestão da produção agrícola e garantem maior assertividade e lucratividade de forma sustentável.

23/01/2023 0 Comentários
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Notícias

2022: Valor Bruto da Produção deve atingir R$ 1,3 trilhão

Por redação 20/01/2023
Escrito por redação

Segundo a CNA, novo recorde representa alta de 2,1% em relação a 2021

Valor Bruto da Produção deve atingir R$ 1,32 trilhão em 2022O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário dentro da porteira, deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,32 trilhão em 2022, alta de 2,1% na comparação com 2021, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O faturamento da agricultura para 2022 está estimado em R$ 884,9 bilhões, elevação de 3% em relação ao ano anterior. De acordo com o comunicado técnico da CNA, o milho teve elevação de 13,5% no VBP, reflexo da boa safra do ano e de uma base comparativa mais baixa, uma vez que na safra de 2021 problemas climáticos reduziram a produção do cereal.

Já o trigo tem projeção de alta de 33,3 % no VBP, em razão dos preços. No caso da soja, embora a cultura tenha a maior receita no ramo agrícola, a previsão é de queda de 10,1% no faturamento, totalizando R$ 385,2 bilhões, em consequência de problemas climáticos na região Sul, que afetaram a produção da cultura. Milho, trigo e soja representam 64% do VBP agrícola.

VBP da Pecuária

Ainda segundo o documento, o VBP da Pecuária atingiu R$ 439,2 bilhões, 0,4% a mais que em 2021. A produção de carne bovina deve crescer 6,9% (10,3 milhões de toneladas), mas a expectativa para a receita é de um recuo de 0,2%, totalizando R$ 216,5 bilhões, reflexo de um aumento na produção, resultando em maior oferta.

Leite

Para o leite, a produção projetada é de 33,2 bilhões de litros, 6,1% abaixo quando comparado ao resultado de 2021. Apesar do recuo previsto, o VBP do leite deve atingir R$ 86,9 bilhões, o que representa um crescimento de 5,5% em relação a 2021. O VBP projetado para a carne suína foi de R$ 31,1 bilhões, 12,1% menor quando comparado a 2021.

O que é VBP

O Valor Bruto da Produção (VBP) mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, sendo calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores agropecuários nacionais.

20/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Pecuária: como fazer uma gestão eficiente da fazenda

Por redação 20/01/2023
Escrito por redação

Como gerenciar sua fazenda? Quais as dificuldades? Qual o caminho? Você está preparado para começar?

Pecuária: como fazer uma gestão eficiente da fazendaLuiz Roberto Zillo* – Depois de um ano muito difícil para a pecuária, altos custos de produção, margens apertadas, instabilidade pós Covid, guerra, entre outros inúmeros desafios, chegamos em 2023. Muito se fala e não é de hoje, que para continuar no setor é preciso ter gestão, fazer gestão da fazenda. E como fazê-la? Será que ainda dá tempo? Quais as dificuldades? Qual o caminho? Está preparado?

Seja na cria, recria ou engorda os passos são praticamente os mesmos. Mas é preciso ter em mente que precisamos ter atitude, comprometimento, e acima de tudo acreditar que mudanças são possíveis de alcançar.

Se sua fazenda ainda não passou por essa tal de gestão por que não começar agora? Lembrando que temos Gestão Financeira, Gestão de Pessoas, Gestão de Processos, entre outras, todas igualmente importantes e relevantes.

Algumas destas mudanças podem ser iniciadas de pronto. Faça uma reunião com seus funcionários, colaboradores, e mostre que está disposto a gerir seu negócio com mais seriedade, afinco, determinação e implementar rotinas de trabalho. Mas não acelere tanto, cada passo de uma vez.

Proponha a cada um deles que descreva quais os desafios que enfrentam no dia a dia, quais seriam as mudanças que cada um sugeriria na propriedade para que melhorasse tanto pra ele quanto para a fazenda. Faça um descritivo de tudo que foi falado.

Exercite anotar, seja em um caderno, seja no notebook, onde quiser, mas o faça. Lembre, você está querendo mudanças, gestão, permanecer no seu negócio e que ele seja rentável.

Planejamento, outro desafio, onde quer chegar a partir de onde você está. Importante que toda equipe saiba de suas metas e propósitos. Mudanças importantes tem que se ter em mente tanto na manutenção como no investimento.

Manejo de pastagens

Manejar as pastagens adequadamente é uma mudança importantíssima. Um profissional, técnico poderá auxiliá-lo. Como estão suas pastagens, maior ativo da sua fazenda?

Reveja seus manejos, seja ele contínuo, alternado, rotacionado, é preciso ter em mente que uma espécie de gramínea tem seu ciclo de produção e precisa ser respeitado principalmente suas alturas de corte e vedação. Essa é mais uma rotina a ser implementada e respeitada.

Pesagem

Uma balança de pesagem no curral é um dos mais importantes instrumentos pra se ter e fazer gestão na fazenda.

Fundamental para medição dos índices zootécnicos do seu rebanho. Pesar gado tem que ser uma rotina. Então inicie o ano pesando todo rebanho classificando as determinadas categorias e transformando tudo em arroba. Esses índices lhe darão as informações de produção, produtividade, ganho por hectare, receita por hectare, entre outras.

Pronto, já exercitou anotar sugestões, metas, caminhos, e agora tem o peso total em arrobas de seu gado, seja ele de cria, ou recria ou engorda e iniciou uma mudança no manejo dos pastos. Já é um bom começo. Planejamento sanitário do rebanho outra rotina a implementar já para o ano todo. Um bom médico veterinário poderá ajudá-lo.

Ano fiscal

Adote um ano fiscal. Uns seguem de janeiro a dezembro, outros seguem o ano fiscal agrícola de junho a julho por exemplo. O importante é adotar um deles, e como estamos iniciando o ano diferente seguimos com janeiro.

Procure seu contador ou um profissional da área financeira e aprenda a rotina de planilhar todas suas despesas, seus custos e receitas. Anote tudo, mais uma rotina importante. Faça um inventário de tudo que tem na propriedade. Outra rotina importante. O que não serve pode deve ser descartado, vendido ou doado.

Procure visitar fazendas que dão certo, que tem gestão bem definida, que utiliza processos como os citados acima, não meça esforço nesse sentido. Leia sobre assuntos de interesse em pecuária, em gestão de risco, mercado financeiro de commodities, faça cursos na área. Siga os indicadores da pecuária pra lhe darem um norte, uma visão de mais médio e longo prazo.

Treinamento de pessoal

Treine seu pessoal, dê a eles condições de trabalho e evolução e que possam crescer com você. Não tenha o pensamento de que investir em um colaborador vai fazer com que possa perder ele em algum momento. De condições que ele permanece. Porém ninguém é insubstituível.

Vamos exercitando as rotinas. Reuniões de trabalho, melhorias nos manejos da fazenda, pesagem de animais, anotações de despesas e custos, treinamento de pessoal, seu treinamento e aprendizado, visitação a outras fazendas.

Outros passos como arraçoamento, devem ser planejados com antecedência com gestão de custos muito bem feitas, de antecipação de compras, em períodos de safra por exemplo, condições de armazenamento por longos períodos entre outros cuidados que falaremos em outra oportunidade. Mas lembra o que eu comentei mais acima? Um passo de cada vez. De o primeiro agora. Boa gestão.

*Zootecnista, diretor da Sociedade Rural Brasileira e da DATAGRO Pecuária
Fonte: Datagro
20/01/2023 0 Comentários
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Revista

Financiamento ou consórcio?

Por redação 19/01/2023
Escrito por redação
produção sustentável - Financiamento ou consórcio?

Qual modalidade oferece melhores condições aos produtores rurais que desejam expandir produção ou adquirir novos equipamentos

POR LEONARDO GOTTEMS

A exigência de produzir mais e melhor tem “elevado a régua” da agricultura brasileira, levando a uma busca por mais tecnologia, melhores insumos e modernização do maquinário. Neste sentido, os financiamentos e consórcios podem ser os aliados que os produtores rurais precisam para dar esse salto de qualidade. 

“As grandes questões que surgem são: qual é a melhor modalidade? Que tipo de custeio é mais acessível? Como posso pagar menos juros? Afinal, como aproveitar as oportunidades que o mercado financeiro oferece? “

Para responder a todas essas perguntas, consultamos algumas das principais instituições financeiras do Brasil, bem como consultores e empresas que oferecem alternativas ao sistema bancário tradicional.

De acordo com o diretor-geral da Tekter Consultoria, Daniel W. Zacher, o financiamento agrícola no Brasil é originário tradicionalmente de recursos públicos, em especial os disponibilizados pelo Plano Safra, e os provenientes de agentes privados. O Plano Safra destina todos os anos recursos para custeio e investimento no setor através de diversos programas com características e focos específicos.

Opção tradicional: os grandes bancos

Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco, aponta que o banco possui uma carteira tracionada de R$ 50 bilhões de ativos para o setor. “O Bradesco tem um portfólio para financiar desde a agricultura familiar até os grandes produtores, através de linhas do Crédito Rural com recursos obrigatórios ou livres e todas as modalidades de repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltados para o setor agro, bem como títulos do agro como Cédula do Produto Rural-Financeira (CPR-F), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), dentre outras opções para apoiar os investimentos de toda a cadeia produtiva do agro”, completa.

Superintendente de Agronegócios do Santander Brasil, Ricardo França cita que, “para financiamento de máquinas e equipamentos, a oferta mais completa é o Multiagro”. Nessa modalidade o produtor pode investir em máquinas, implementos agrícolas, aeronaves, projetos de armazenamento ou irrigação, aquisição de animais e projetos sustentáveis, entre outros, contando com a taxa flat zero. Para este caso, o prazo para pagamento é mais longo – até sete anos.

“As projeções macroeconômicas do banco indicam queda da taxa de juros nos próximos anos ­– previsão de mercado hoje – e sob essa perspectiva, ofertamos essa linha com taxa pós-fixada e que pode ser vantajosa aos clientes em dois ou três anos. Se considerarmos o prazo do Multiagro neste cenário de queda de juros, as nossas condições podem se igualar as de uma linha do BNDES, por exemplo”, diz Ricardo França.

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produção sustentável - Financiamento ou consórcio?
Na safra 2022/2023, foram disponibilizados R$ 340,88 bilhões, sendo R$ 94,60 bilhões para operações de crédito de investimentos, com destaque para os programas Moderfrota, ABC+, PCA, Pronaf e Pronamp. Deste total, R$ 72 bilhões estão direcionados para os grandes e médios produtores rurais e R$ 22,60 bilhões para a agricultura familiar, por meio do Prona
Daniel W. Zacher
Diretor-geral da Tekter Consultoria

O que levar em conta na hora da escolha (vídeo)

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Financiamento público

Bom, mas acaba rápido

O governo brasileiro oferece dinheiro público para a aquisição de máquinas e implementos como tratores, colheitadeiras, plataformas de corte, pulverizadores, plantadeiras, semeadoras e equipamentos para beneficiamento de café. Os programas de financiamento mais populares variam de acordo com o tamanho do produtor rural: o Moderfrota é para produtores de maior porte, tendo taxa de juros prefixada de até 12,5% ao ano. 

Por outro lado, Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, o Pronamp, é voltado para os médios produtores, com taxa de juros prefixada de 8% ao ano. Há ainda Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, que pratica taxas de juros prefixadas de até 6% ao ano. 

Conforme dados da Carlos Cogo Consultoria, em 2021 o Moderfrota representou 74% da origem dos recursos para aquisição de máquinas e implementos agrícolas no Brasil. No entanto, cabe destacar que o protocolo de pedidos de financiamento nesses programas encontra-se suspenso em razão do comprometimento total dos recursos disponíveis, conforme informações do próprio site do BNDES.

Roberto França também afirma que a linha de financiamento mais demandada pelos produtores rurais é o BNDES Moderfrota, que tem o objetivo de renovação da frota de tratores e máquinas agrícolas. No entanto, o seu funding [o montante disponível para financiamento] se esgota logo na largada de todo plano safra devido ao seu custo financeiro atrativo e longo prazo das operações. 

“Assim, o Bradesco atua muito forte na modalidade do BNDES Crédito Rural, para o setor de máquinas e equipamentos agrícolas, e através do relacionamento com os principais parceiros comerciais da indústria do setor, bem como, através de reuniões estratégicas com os produtores rurais”, explica.

Alternativas

Criatividade é a palavra-chave

Existem versões alternativas e mais populares de financiamentos e consórcios. Alex Kalef, diretor-executivo da AgroPermuta, afirma que existem duas opções de planos de pagamentos para o produtor rural: o FINCAP, que é o Financiamento Capitalizado e o Financiamento AgroPermuta, uma opção mais tradicional. 

“O FINCAP Máquinas foi criado para esse propósito. O produtor rural paga 10 parcelas semestrais fixas e adquire o equipamento na metade do prazo contratado. É semelhante a um consórcio, porém, sem sorteio ou lance: após o pagamento da quinta parcela, o crédito é liberado para a compra do maquinário”, informa.

“O Financiamento AgroPermuta é outra opção. Usando a mesma entrada que ele daria diretamente a concessionária/revenda, o produtor rural tem acesso imediato ao total do crédito contratado. Nesta modalidade, vemos uma procura muito grande para compra de sistemas de irrigação ou para adquirir maquinário para pronta entrega”, complementa.

No Santander, além do Multiagro, ao longo deste ano o banco trabalhou bastante com uma linha exclusiva de consórcio para aquisição de veículos pesados e equipamentos agrícolas dado que as revendas ainda estão com prazos longos para entrega. Trata-se de um consórcio estruturado que atende a todos os valores, com uma taxa média de 1,9% ao ano. 

“Nossa proposta leva em conta os mecanismos de contemplação previstas em contrato com lances embutidos, prazos e mais de um grupo. O não pagamento de juros e as taxas atrativas fizeram definitivamente o consórcio se consolidar como um produto assertivo também para o agronegócio. Para se ter uma ideia, somente no primeiro semestre superamos os contratos fechados durante o ano todo de 2021”, diz Ricardo França.

Principais diferenças entre as modalidades

“Os financiamentos com recursos públicos apresentam taxas de juros prefixadas, como no caso do Moderfrota, de 12,5% ao ano, e, do Pronamp, de 8% ao ano. O prazo de pagamento para itens novos é de sete anos para o Moderfrota e de dez anos, com carência de três, para o Pronaf. Porém, com a escassez de recursos desses programas, a alternativa são recursos de instituições financeiras cujas condições de financiamento variam de banco para banco”, explica ele. 

Quando se fala em prós e contras das modalidades, Kalef afirma que não existem pontos negativos, desde que o comprador tenha real noção da situação em que se encontra da sua necessidade. 

“Não existem contras, o que existe é a necessidade de cada produtor rural. Como mencionado, o FINCAP Máquinas é para o produtor que planeja comprar equipamento no médio prazo, enquanto o Financiamento AgroPermuta é para adquirir de imediato. Para ser elegível ao FINCAP ou ao Financiamento, o produtor rural deve ser produtor de grãos, com histórico de produtividade. Nossa esteira de crédito consegue analisar o cliente a partir do CPF, apenas”, conta. 

Na modalidade Moderfrota, diz Roberto França, do Bradesco, os atrativos são o custo financeiro e o longo prazo da operação. No entanto, o funding se esgota logo no início de cada ano safra, além do percentual de financiamento que é até 85% e atende produtores rurais com faturamento anual de até R$ 45 milhões. 

Na modalidade BNDES Crédito Rural, os atrativos são o funding contínuo, financiamento até 100% e longo prazo na operação, no entanto, o custo financeiro não é tão subsidiado e está mais próximo das taxas praticadas pelo mercado, mas para o produtor o custo é maior que o do Moderfrota. O principal ponto positivo, aqui, diz Ricardo França, é que o produtor já conhece o mercado financeiro e como ele funciona.

“Principalmente os médios e grandes produtores já estão muito adequados ao sistema financeiro e conhecem as linhas disponíveis. Se uma linha de BNDES vai demorar para chegar, por exemplo, o produtor sabe que existem alternativas com recursos livres. Podem ser mais caras, mas são as que garantem o crédito imediato. Assim, ele percebe a vantagem e a diferença no tempo, na utilização dos equipamentos”, indica o superintendente do Santander Brasil.

Tendências e projeções

“Os financiamentos com recursos públicos apresentam taxas de juros prefixadas, como no caso do Moderfrota, de 12,5% ao ano, e, do Pronamp, de 8% ao ano. O prazo de pagamento para itens novos é de sete anos para o Moderfrota e de dez anos, com carência de três, para o Pronaf. Porém, com a escassez de recursos desses programas, a alternativa são recursos de instituições financeiras cujas condições de financiamento variam de banco para banco”, explica ele. 

Quando se fala em prós e contras das modalidades, Kalef afirma que não existem pontos negativos, desde que o comprador tenha real noção da situação em que se encontra da sua necessidade. 

“Não existem contras, o que existe é a necessidade de cada produtor rural. Como mencionado, o FINCAP Máquinas é para o produtor que planeja comprar equipamento no médio prazo, enquanto o Financiamento AgroPermuta é para adquirir de imediato. Para ser elegível ao FINCAP ou ao Financiamento, o produtor rural deve ser produtor de grãos, com histórico de produtividade. Nossa esteira de crédito consegue analisar o cliente a partir do CPF, apenas”, conta. 

Na modalidade Moderfrota, diz Roberto França, do Bradesco, os atrativos são o custo financeiro e o longo prazo da operação. No entanto, o funding se esgota logo no início de cada ano safra, além do percentual de financiamento que é até 85% e atende produtores rurais com faturamento anual de até R$ 45 milhões. 

Na modalidade BNDES Crédito Rural, os atrativos são o funding contínuo, financiamento até 100% e longo prazo na operação, no entanto, o custo financeiro não é tão subsidiado e está mais próximo das taxas praticadas pelo mercado, mas para o produtor o custo é maior que o do Moderfrota. O principal ponto positivo, aqui, diz Ricardo França, é que o produtor já conhece o mercado financeiro e como ele funciona.

“Principalmente os médios e grandes produtores já estão muito adequados ao sistema financeiro e conhecem as linhas disponíveis. Se uma linha de BNDES vai demorar para chegar, por exemplo, o produtor sabe que existem alternativas com recursos livres. Podem ser mais caras, mas são as que garantem o crédito imediato. Assim, ele percebe a vantagem e a diferença no tempo, na utilização dos equipamentos”, indica o superintendente do Santander Brasil.

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19/01/2023 0 Comentários
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Notícias

Fintech oferece R$ 50 mi para financiamento de máquinas novas

Por redação 19/01/2023
Escrito por redação

Com a taxa de juros mais competitiva do mercado, a partir de 1,35% ao mês, AgroPermuta oferece crédito aos produtores que precisam adquirir máquinas ainda para essa safra

Fintech disponibiliza R$ 50 mi para financiamento de máquinasEnquanto boa parte da população urbana ainda curte férias, no campo os trabalhos não param. Pensando nos produtores que ainda precisam de crédito para adquirir equipamentos novos para colher a safra ou plantar a próxima safrinha, a fintech AgroPermuta passa a disponibilizar R$ 50 milhões para financiamento de máquinas.

Além das facilidades na contratação e aprovação do crédito, a empresa está oferecendo taxas de juros mais competitivas que as praticadas no mercado no financiamento de máquinas, a partir de 1,35% ao mês.

De acordo o administrador Rui Almeida, diretor comercial da AgroPermuta, mesmo havendo máquinas nas concessionárias a pronta entrega, o mercado de crédito agrícola está travado e desde o final do ano passado muitos produtores esbarram na falta de subsídios.

“A boa notícia é que há boas alternativas como as da AgroPermuta, disponibilizamos aos agricultores uma linha de financiamento própria, desenvolvida justamente para quem precisa do bem de imediato”, diz

A solução da fintech foi criada como uma opção aos fabricantes, revendas e distribuidores para que possam oferecer aos seus clientes uma possibilidade financeira própria.

Obtenção de crédito para o financiamento de máquinas

Para obter o crédito, o produtor passa pela análise financeira, de forma simples e descomplicada e totalmente digital. A aprovação do cadastro acontece em até 48 horas. Após a formalização (assinaturas), que são 100% digitais, a fintech cuida das partes de cartório e registro.

Segundo o diretor comercial, a linha de financiamento da AgroPermuta prevê uma entrada e o restante é dividido em até 5 parcelas semestrais alinhadas com a safra e a safrinha.

Outra grande vantagem ao produtor é que a fintech exige como garantia apenas a CPR financeira de grãos e a máquina em si.

“Assim o cliente não precisa se preocupar com nenhum tipo de hipoteca de imóveis, terra ou comprometimento com o limite bancário, tendo total tranquilidade de planejar sua safra futura”, finaliza o diretor.

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Pesquisa mostra aumento salarial acima da inflação no agro

Por redação 19/01/2023
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Aumento salarial é destaque nos cargos de gerentes de fazenda e de produção agrícola

Pesquisa mostra aumento salarial acima da inflação no agroPesquisa da Michael Page indica que 100% dos cargos do agronegócio apresentaram aumento salarial acima da inflação em 2022, com destaque para gerentes de fazenda e de produção agrícola.

“O Brasil é protagonista mundial na produção de alimentos. Esse é um setor que move a economia brasileira, o câmbio é favorável como exportadores e chama a atenção de investidores”, diz Stephano Dedini, diretor da consultoria em Recursos Humanos.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas

Segundo ele, “há cada vez mais sofisticação no agro com a adoção de novas tecnologias e soluções desenvolvidas pelas agtechs. Porém, as transformações levam tempo conforme as safras. As mudanças percebidas hoje são de investimentos feitos no passado e os de hoje só serão consolidados no futuro”,  diz.

O executivo aponta ainda que o agro precisa de profissionais com essa visão, que estejam sempre atentos ao que pode ser potencializado e façam a conexão entre o campo, a tecnologia, o desenvolvimento organizacional e investimentos financeiros.

Fonte: Datagro
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Café beneficiado deve alcançar 54,9 milhões de sacas em 2023

Por redação 19/01/2023
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Informações são do 1º Levantamento da Safra de Café 2023, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (19)

Produção de café beneficiado está estimada em 54,9 milhões de sacasA primeira estimativa para a safra de café em 2023 aponta para uma produção de 54,94 milhões de sacas de café beneficiado. Mesmo neste ano de bienalidade negativa, a previsão inicial sinaliza uma produção 7,9% superior à colhida em 2022, que fechou em 50,9 milhões de sacas. As informações são do 1º Levantamento da Safra de Café 2023, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (19).

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A área total destinada à cafeicultura no país em 2023, contabilizando as duas espécies mais cultivadas no país (arábica e conilon), totaliza 2,26 milhões de hectares, aumento de 0,8% sobre a área da safra anterior, com 1,9 milhão de hectares destinados às lavouras em produção e 355,5 mil hectares em formação.

“Vale destacar que, nos ciclos de bienalidade negativa, os produtores costumam realizar tratos culturais mais intensos nas lavouras, que só entrarão em produção nos próximos anos”, ressalta o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

“Nas últimas safras, a estabilidade na área brasileira de café tem sido compensada pelos ganhos de produtividade, representado pela mudança tecnológica observada na produção cafeeira no país”.

Para o café arábica, as estimativas iniciais da Conab apontam para uma retomada de produção em Minas Gerais, principal estado cafeicultor do país, o que impacta positivamente sobre a perspectiva nacional, mesmo com os efeitos da bienalidade negativa sobre muitas das regiões produtoras.

“De maneira geral, há um aumento na área total do país em produção em relação ao ciclo passado, bem como uma estimativa de incremento na produtividade média, impulsionado, particularmente, pelos rendimentos médios esperados em Minas Gerais, São Paulo e Paraná”, explica o superintendente substituto de Informações da Agropecuária, Rodrigo Souza.

“Assim, a expectativa de produção neste primeiro levantamento é de 37,43 milhões de sacas de café arábica beneficiado, sendo 14,4% superior ao volume obtido em 2022”.

Quanto ao café conilon, depois de uma safra recorde em 2022, a perspectiva para a temporada atual sinaliza uma certa redução no potencial produtivo, particularmente em razão de intercorrências climáticas registradas no Espírito Santo, principal estado produtor da espécie, o que impactou fortemente as lavouras em fases iniciais do ciclo.

“Mesmo com o aumento na área em produção, a estimativa para o rendimento médio deve sofrer um decréscimo em relação à safra anterior”, revela o gerente de Acompanhamento de Safras da Companhia, Rafael Fogaça. “Isso impacta, consequentemente, na perspectiva de produção total, que está avaliada, nesse primeiro levantamento, em 17,51 milhões de sacas de café conilon beneficiado, 3,8% menor que o volume nacional obtido na safra passada”.

Em outros estados, o Boletim anuncia uma produção esperada em São Paulo de 4,72 milhões de sacas da espécie arábica, representando crescimento de 7,7% em comparação ao resultado obtido em 2022.

Na Bahia, o crescimento previsto é de 0,6% na produção total, com 3,62 milhões de sacas em todo o estado, sendo 1,23 milhão de sacas de arábica e 2,39 milhões de sacas de conilon.

Em Rondônia, a produção deve chegar em 2,94 milhões de sacas de conilon, acréscimo de 5,1% em comparação à safra passada.

No Paraná, onde o cultivo é unicamente de café arábica, há previsão de crescimento de 47,2% na produtividade, com produção chegando a 733 mil sacas.

No Rio de Janeiro, a produção estimada em 259,6 mil sacas de café arábica reflete redução de 11,8% em relação à safra passada.

O estado de Goiás também sinaliza redução de 16% na produção, e deverá produzir 233,3 mil sacas de café em 2023.

Já em Mato Grosso, a previsão é de crescimento de 2%, alcançando um volume de 232,5 mil sacas, resultado do início de produção dos cafezais clonais inseridos a partir de 2020.

Mercado

Nas análises do mercado de café realizadas pela Conab, o Brasil, maior produtor mundial do grão, seguido pelo Vietnã e Colômbia, exportou 39,8 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2022, o que representa uma queda de 6,3% na comparação com o ano anterior.

Essa queda na exportação, de acordo com o Boletim, resulta do declínio da taxa de câmbio no Brasil e da redução da oferta interna no período. Com o real mais forte em relação ao dólar em 2022, o interesse pela exportação de café perdeu força na comparação com o ano anterior.

“Nos últimos ciclos, as lavouras de café foram prejudicadas pelos efeitos climáticos, em especial, pelo tempo seco sob influência do fenômeno La Niña, e pelas geadas ocorridas no inverno de 2021, que impactaram negativamente na produção de 2022”, informa o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

A restrição dos estoques, influenciada pelas adversidades climáticas que limitaram a produção do café arábica em 2021 e 2022, inibiu a exportação de café em 2022.

O café beneficiado brasileiro foi comercializado internacionalmente com 145 países, sendo Estados Unidos e Alemanha os principais destinos. Em termos de valores, a exportação de café atingiu em 2022 o maior valor já registrado na série histórica do produto.

Apesar da queda na quantidade exportada pelo Brasil, o preço elevado do café no exterior permitiu que a exportação do produto alcançasse US$ 9,2 bilhões em 2022, correspondendo a um aumento de 45% na comparação com o valor observado em 2021.

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Mapa e MDA definem estratégias para fortalecer produção

Por redação 18/01/2023
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Uma das propostas do Mapa e do MDA em debate é a estruturação de uma agência de informação que atuará no âmbito da Conab

Ministros do MAPA e MDA definem estratégias para fortalecer produçãoOs ministros da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, reuniram-se nesta quinta-feira (12) para o alinhamento das primeiras ações conjuntas entre as pastas com foco na produção e comercialização de alimentos.

“Tivemos os melhores diálogos possíveis para fazer com que a agricultura familiar e a grande agricultura brasileira caminhem na mesma direção de produzir alimentos saudáveis e baratos para o povo brasileiro e também para a exportação”, destacou Teixeira.

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Entre as propostas para este trabalho conjunto está a estruturação de uma agência de informação que atuará no âmbito da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), propiciando a tomada de decisões estratégicas com mais agilidade e eficiência.Também foram discutidas a adoção de políticas públicas de apoio à comercialização da produção nacional e ações a serem desenvolvidas por meio de um orçamento compartilhado entre os dois ministérios.

“O que temos hoje é a certeza de que a agricultura, de forma geral, é quem vai ganhar com esta parceria. Estamos trabalhando alinhados para que os grandes produtores tenham acesso à pesquisa e desenvolvimento tecnológico para continuarem na vanguarda da produção sustentável de alimentos de qualidade e para que os médios e pequenos produtores recebam o devido suporte para produzir e se desenvolverem com excelência”, detalhou Fávaro.

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Desempenho do PIB da agropecuária pode impulsionar novo Plano Safra
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Exportações do agro somaram US$ 159,09 bilhões em 2022

Por redação 18/01/2023
Escrito por redação

Preços internacionais das commodities agrícolas influenciaram o desempenho

Exportações do agro fecham 2022 com US$ 159 bi em vendasAs exportações do agro somaram US$ 159,09 bilhões em 2022, com alta de 32% em relação ao ano anterior. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária, os preços internacionais das commodities agrícolas influenciaram o desempenho.

O índice de preços dos produtos exportados pelo agronegócio teve um incremento de 22,1% relativo a 2021 e o volume embarcado cresceu 8,1%. Com esses aumentos, as vendas externas do agronegócio representaram 47,6% do total exportado pelo Brasil em 2022.

O crescimento dos volumes exportados dos produtos agropecuários foi reforçado pelo aumento da produção da safra de grãos 2021/2022, que alcançou 271,4 milhões de toneladas. Milho e soja foram as principais culturas, com quase 113 milhões de toneladas e 126 milhões de toneladas, respectivamente.

Os setores exportadores que se destacaram entre janeiro e dezembro de 2022 foram: complexo soja (US$ 60,95 bilhões, 38,3% do total); carnes (US$ 25,67 bilhões, 16,1% do total); produtos florestais (US$ 16,49 bilhões, 10,4% do total); cereais, farinhas e preparações (US$ 14,46 bilhões, 9,1% do total) e complexo sucroalcooleiro (US$ 12,79 bilhões, 8% do total).

As importações de produtos do agronegócio no ano passado registraram US$ 17,24 bilhões. O resultado é explicado pela alta dos preços médios (+13,8%), já que o volume importado caiu no período analisado (-2,4%).

Agro em dezembro de 2022

As exportações do agronegócio, em dezembro/2022, somaram US$ 11,32 bilhões, valor 15,4% superior ao registrado em dezembro/2021 (US$ 9,81 bilhões). Segundo análise da SCRI, os preços elevados também explicam a expansão.

Os cinco principais setores exportadores foram: cereais, farinhas e preparações (participação de 19,3%); complexo soja (participação de 19,2%); carnes (participação de 16,7%); produtos florestais (participação de 10,5%); e complexo sucroalcooleiro (participação de 10,4%).

O setor com mais exportações foi o de cereais, farinhas e preparações, com US$ 2,19 bilhões (+117,9%). O principal produto deste setor foi o milho. As vendas externas do grão cresceram de 3,4 milhões de toneladas em dezembro/2021 para 6,4 milhões de toneladas em dezembro/2022 (+88%).

Somente a China foi responsável por um terço do incremento do volume exportado de milho. As vendas ao país asiático foram autorizadas em novembro último e, já em dezembro de 2022, atingiram 1,10 milhão de toneladas, colocando o país como o maior importador do milho brasileiro. Outros quatro países também importaram o cereal: Irã (750,9 mil toneladas; +41,1%); Espanha (778,3 mil toneladas; +268,9%); Japão (472,9 mil toneladas; +551,6%); e Coreia do Sul (406,4 mil toneladas; +15,6%).

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