Fávaro participa de encontro na Alemanha; evento é oportunidade para levar a mensagem de mudança nas diretrizes do Brasil em relação ao meio ambiente
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Berlim nesta sexta-feira e sábado (20 e 21/01), para participar do 15º Fórum Global para Alimentação e Agricultura (GFFA), organizado pelo Ministério Federal da Agricultura e Nutrição da Alemanha (BMEL). Um dos objetivos foi destacar a importância de uma produção sustentável.
Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas
O ministro Fávaro reforçou no sábado (21) a disposição do Brasil em contribuir positivamente com o enfrentamento da insegurança alimentar e da crise climática. Segundo ele, a agricultura é parte da solução e deve se adaptar à nova realidade global.
“Estamos comprometidos com a intensificação sustentável, a partir da agricultura de baixa emissão de carbono. No Brasil, existem cerca de 40 milhões de hectares de pastagens com produtividade muito baixa, que possuem aptidão para agricultura e devem ser restauradas, viabilizando o aumento da produção sem necessidade de conversão de novas áreas”, disse.
Fávaro também garantiu a continuidade da implementação do Código Florestal no Brasil e destacou a necessidade de fomentar alternativas produtivas sustentáveis, especialmente na Região Amazônica. “Para isso, contamos com o apoio e cooperação da comunidade internacional. Ao contrário de medidas restritivas ao comércio, que vêm sendo implementadas por alguns países, são necessárias iniciativas inclusivas, que busquem fortalecer a produção sustentável de forma equilibrada entre seus aspectos social, econômico e ambiental”.
Outro ponto essencial apontado por Fávaro é a busca por um sistema de comércio internacional agrícola aberto e com regras previsíveis, baseadas na ciência, para garantir a segurança alimentar global e promover o crescimento econômico inclusivo.
A Conferência dos Ministros da Agricultura de Berlim é o principal evento político da GFFA. É a maior reunião mundial de ministros da agricultura e se estabeleceu como um importante evento internacional no início de cada ano. Neste sábado, Fávaro também participou de reunião ministerial sobre sistemas alimentares resilientes ao clima e teve um encontro bilateral com o ministro da Agricultura e Soberania Alimentar da França, Marc Fesneau.
Sistemas alimentares
No dia 20, o ministro participou do fórum “Como Alemanha e Brasil podem mudar sistemas alimentares?”, na embaixada do Brasil. Neste ano, a 15ª edição do GFFA teve como tema: Transformação dos Sistemas Alimentares: Uma Resposta Mundial a Múltiplas Crises.
O ministro disse que é possível alcançar uma relação harmoniosa e complementar entre a produção agropecuária e a preservação ambiental. Durante o fórum, Fávaro destacou que as tecnologias desenvolvidas no Brasil têm contribuído para adaptar a produção agrícola às mudanças climáticas, mas ainda é preciso enfrentar o desafio do desmatamento.
“Apesar desses avanços, seguimos enfrentando o desafio do desmatamento, cujas taxas têm crescido nos últimos anos. No entanto, asseguro a vocês que isso não está associado à produção agrícola. O desmatamento que vemos crescer no Brasil é uma prática ilegal, praticada principalmente por invasores de terras públicas, que chamamos de grileiros. Isso agora vai acabar”, garantiu o ministro.
Segundo o ministro Fávaro, a participação do Brasil é uma oportunidade para apresentar o novo governo e procurar levar ao público internacional, europeu em especial, a mensagem de mudança nas diretrizes do Brasil em relação ao meio ambiente.
“O presidente Lula me pediu para levar a mensagem que o Brasil continuará sendo o grande player da produção de alimentos no mundo, mas que essa produção será sustentável. Vamos respeitar o meio ambiente e o Código Florestal e o mundo inteiro saiba que, ao comprar produto do Brasil serão produtos que respeitam o meio ambiente, o social e faz as coisas de acordo com a lei”, disse Fávaro.


O plantio da nova safra 2023 de algodão no Brasil já começou e deve ser intensificado. Os trabalhos vão se estender até fevereiro. O ciclo, um dos mais longos dentre as culturas agrícolas, dura, em média, 200 dias. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê um aumento na área de plantio e consequentemente na colheita.
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que projeta a receita do setor primário dentro da porteira, deve bater um novo recorde e chegar a R$ 1,32 trilhão em 2022, alta de 2,1% na comparação com 2021, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Luiz Roberto Zillo* – Depois de um ano muito difícil para a pecuária, altos custos de produção, margens apertadas, instabilidade pós Covid, guerra, entre outros inúmeros desafios, chegamos em 2023. Muito se fala e não é de hoje, que para continuar no setor é preciso ter gestão, fazer gestão da fazenda. E como fazê-la? Será que ainda dá tempo? Quais as dificuldades? Qual o caminho? Está preparado?
Enquanto boa parte da população urbana ainda curte férias, no campo os trabalhos não param. Pensando nos produtores que ainda precisam de crédito para adquirir equipamentos novos para colher a safra ou plantar a próxima safrinha, a fintech AgroPermuta passa a disponibilizar R$ 50 milhões para financiamento de máquinas.
Pesquisa da Michael Page indica que 100% dos cargos do agronegócio apresentaram aumento salarial acima da inflação em 2022, com destaque para gerentes de fazenda e de produção agrícola.
A primeira estimativa para a safra de café em 2023 aponta para uma produção de 54,94 milhões de sacas de café beneficiado. Mesmo neste ano de bienalidade negativa, a previsão inicial sinaliza uma produção 7,9% superior à colhida em 2022, que fechou em 50,9 milhões de sacas. As informações são do 1º Levantamento da Safra de Café 2023, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (19).
Os ministros da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, reuniram-se nesta quinta-feira (12) para o alinhamento das primeiras ações conjuntas entre as pastas com foco na produção e comercialização de alimentos.
As exportações do agro somaram US$ 159,09 bilhões em 2022, com alta de 32% em relação ao ano anterior. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária, os preços internacionais das commodities agrícolas influenciaram o desempenho.