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Notícias

Seguro de máquinas gera tranquilidade e até lucro a produtores

Por redação 16/11/2022
Escrito por redação

Seguradora oferece coberturas que vão desde equipamentos até a proteção da lavoura, automóveis, vidas e propriedades rurais

Seguro de máquinas gera tranquilidade e até lucro a produtoresOs produtores rurais brasileiros deram início à safra 2022/23, a qual promete ter grandes números. Segundo o 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita deve ser recorde, com 312,4 milhões de toneladas. Para que essa projeção se confirme é fundamental ser altamente eficiente da porteira para dentro e, para isso, é preciso que máquinas e equipamentos estejam em pleno funcionamento. O produtor rural precisa estar atento a seus equipamentos e o seguro de máquinas pode ser um grande aliado.

A fim de minimizar a possibilidade de prejuízos no plantio ou na colheita, uma das alternativas para os agricultores é o seguro de máquinas. Para acessibilizar cada vez mais essa modalidade de proteção, a Aegro, que foi criada por um time de engenheiros da computação, se dedica oferecendo de forma descomplicada opções de proteção às fazendas. Seu foco é levar os melhores produtos de seguros do mercado, em termos de preço e cobertura, para seus clientes.

A empresa, sediada em Porto Alegre/RS, atua como corretora, ajudando e orientando a classe produtora não somente de sua base de clientes, mas de todo o Brasil, sobre o quanto é fundamental o seguro de máquinas. “Apesar de os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, distribuidores e outros implementos serem ativos de grande valor, muitas vezes o agricultor não se atenta à importância da proteção destes bens, como já faz com automóveis, por exemplo. Nós queremos e estamos mudando esse cenário”, diz Juliana Ferreira Dana, gerente de seguros da Aegro.

Com a contratação do seguro, o produtor fica protegido, por exemplo, de prejuízos com acidentes, incêndio, queda de raio, explosão, roubo ou furto qualificado total. Há também a possibilidade de proteção de danos materiais decorrentes de acidentes de quaisquer causas externas, como em caso de problemas com veículo transportador. “A fazenda é uma fábrica a céu aberto e diariamente as máquinas estão expostas a todos esses tipos de risco que podem comprometer o planejamento de toda a safra”, destaca a especialista.

Existe ainda a opção de contratação de outras coberturas, que também têm grande importância. Entre elas: proteção contra quebra de vidro da cabine, acidente com terceiros ou pagamento de diárias que deixaram de receber em caso de máquinas alugadas. Também pode ser feita a proteção para acidentes com operador ou danos elétricos.

Mitos sobre o seguro de máquinas

Por muitas vezes, ao compararem essa modalidade de proteção de máquinas com a de veículos, os produtores rurais têm a falsa impressão que o seguro de máquinas é algo caro. Entretanto, pode ser mais viável do que se imagina. “Além de viável economicamente falando, a contratação é simples e rápida e pode ser muitas vezes realizada de forma digital”, reforça a gerente.

Quando a máquina é nova ou em caso de renovação de seguro, por exemplo, a seguradora pode liberar o cliente de vistoria. Além disso, boa parte das empresas faz essa análise de forma online, por meio de aplicativo ou envio de fotos ou vídeos. “Em casos específicos, enviam o vistoriador até o local, mas a ideia é sempre desburocratizar todo o processo”, destaca Juliana.

Análise rápida de perfil

Para traçar o perfil do cliente e fazer o cálculo do seguro da máquina, a Aegro também utiliza ferramentas digitais que facilitam o processo. Para a cotação, são necessários dados básicos da máquina e sua utilização. “São dados simples, coletados rapidamente e que compõem a proposta e o valor final do seguro”, afirma a gerente.

Para disponibilizar essa modalidade de proteção para ainda mais propriedades rurais, a Aegro tem buscado junto às seguradoras parceiras a ampliação na cobertura do limite do tempo de uso das máquinas. Em alguns casos, a cobertura já pode chegar a até 20 anos. “Queremos que mais produtores que tenham maquinários mais antigos possam ser protegidos também”, adiantou a profissional.

Quem cuida, ganha

Além do seguro ser uma solução efetivamente de proteção aos ativos da fazenda, a ferramenta ainda pode render ganhos indiretos aos produtores. Isso porque, principalmente nos dois últimos anos, observa-se um fenômeno de supervalorização do maquinário usado. Segundo a especialista da Aegro, há relatos de clientes que revendem máquinas com mais de cinco anos de uso por um valor maior do que adquiriram.

Ela explica que além de realizar todas as manutenções no prazo, conforme manda o manual do fabricante, ter o seguro dos mesmos ajudou a valorizar ainda mais o bem. “Com a máquina em ótimas condições, o produtor ainda pode obter ganho desembolsando menos dinheiro na compra de uma mais moderna, por exemplo. Ou seja, quem cuida bem desses ativos, consegue uma valorização muito maior ao longo do tempo e o mercado provou isso”, disse a profissional.

16/11/2022 0 Comentários
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Notícias

COP27: os desafios agrícolas diante da mudança climática

Por redação 16/11/2022
Escrito por redação

Pequenos agricultores destacaram impacto da crise do clima na produção de alimentos

COP27 destaca desafios agrícolas diante da mudança climáticaPequenos agricultores de países em desenvolvimento produzem um terço dos alimentos do mundo, mas recebem apenas 1,7% do financiamento climático, mesmo tendo de lidar com secas, inundações, ciclones e outros desastres. Esse fato ecoou em dezenas de pavilhões e salas de conferência em Sharm el-Sheikh, Egito, no último sábado, dia em que a COP27 voltou sua atenção para a questão vital da adaptação, agricultura e sistemas alimentares no contexto das mudanças climáticas.

Resiliência das populações rurais

“Precisamos ajudar as populações rurais a aumentar sua resiliência a eventos climáticos extremos e a se adaptar às mudanças do clima. Se não, vamos apenas de uma crise para outra. Agricultores de pequena escala trabalham duro para cultivar alimentos em condições difíceis”, disse Sabrina Dhowre Elba, Embaixadora da Boa Vontade do Fundo Internacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, durante uma entrevista coletiva.

Como uma mulher somali, a Dhowre Elba disse que esta questão era pessoal: seu país passou por quatro estações chuvosas consecutivas fracassadas, um evento climático não visto em 40 anos.

“Não posso ficar de braços cruzados enquanto mães, famílias e agricultores sofrem em todo o Chifre da África, que passa pela seca mais severa da história recente”, explicou. Ela ainda fez um apelo aos países desenvolvidos para que mobilizem vontade política e investimentos.

“Trilhões de dólares foram disponibilizados para enfrentar a pandemia de Covid-19 e suas consequências econômicas. Isso também é necessário para as mudanças climáticas, para o apoio agrícola sustentável. É crucial para o bem-estar e a segurança alimentar de todos nós”, acrescentou.

Fundos para adaptação devem chegar a quem precisa

A diretora regional do Fida, Dina Saleh, explicou que o fracasso em ajudar as populações rurais a se adaptarem pode ter consequências perigosas, levando a mais pobreza, migrações e conflitos.

“É por isso que hoje estamos pedindo aos líderes mundiais das nações desenvolvidas que honrem sua promessa de fornecer US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático para as nações em desenvolvimento e canalizar metade disso para ter esse valor para a adaptação climática”, ressaltou.

Treze anos atrás, na COP15 Copenhague, as nações desenvolvidas fizeram uma promessa significativa. Elas prometeram canalizar US$ 100 bilhões por ano para países menos ricos até 2020, para ajudá-los a se adaptar às mudanças climáticas e mitigar novos aumentos de temperatura. Essa promessa, no entanto, não foi cumprida.

Saleh alertou que há uma “pequena janela” para ajudar a população rural a sobreviver e proteger suas comunidades, e que os rendimentos das colheitas podem reduzir em até 50% até o final do século.

“A escolha é entre se adaptar ou morrer de fome”, destacou, instando a COP27 a ser sobre ação, credibilidade e justiça para os “invisíveis e silenciosos”.

Nova iniciativa

Para abordar essas questões, a presidência egípcia da COP27 lançou na sexta-feira a iniciativa “Alimento e Agricultura para Transformação Sustentável” para melhorar a quantidade e a qualidade das contribuições de financiamento climático para transformar a agricultura e os sistemas alimentares até 2030.

O programa de cooperação terá resultados concretos para ajudar os países a acessar financiamento e investimentos climáticos, aumentar o conhecimento e fornecer apoio político e diálogo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, em parceria com outras agências da ONU, será o facilitador desta iniciativa. Segundo o vice-diretor da Divisão de Clima e Meio Ambiente da agência, Zitouni Ould-Dada, esta ação coloca a agricultura no centro dos esforços para enfrentar as mudanças climáticas.

“A mensagem realmente é reconhecer que a agricultura deve ser parte integrante da solução para a crise climática”, disse.

Investir em inovação

Ao mesmo tempo, embora o setor agrícola e alimentar seja profundamente impactado pelas mudanças climáticas, ele também contribui com cerca de um terço das emissões globais de efeito estufa, da produção ao consumo, explica Ould-Dada. Por isso, para ele, os sistemas agroalimentares devem passar por uma transformação.

“Não podemos continuar com o modelo atual de produzir alimentos e depois degradar o solo, diminuir a biodiversidade, afetar o meio ambiente. Deve haver uma forma sustentável”, observa.

O especialista destaca que, se as escolhas certas forem feitas, a agricultura pode ser uma parte importante da solução para combater a crise climática, sequestrando carbono no solo e nas plantas e promovendo adaptação e resiliência.

“Não podemos produzir o alimento para alimentar e nutrir uma população crescente com o modelo atual, com a ameaça das mudanças climáticas.”, reforçou. Segundo ele, a primeira coisa que o mundo deveria enfrentar é como lidar com o desperdício de alimentos, responsável por 8% das emissões globais de gases.

“Temos cerca de 828 milhões de pessoas que passam fome todos os dias. No entanto, jogamos fora um terço dos alimentos que produzimos para consumo humano. Precisamos mudar nossa mentalidade, nosso modelo de produção, para não perder e desperdiçar alimentos”, ressalta.

Ele acrescenta que em termos de soluções, aproveitar o poder da inovação é crucial para reduzir as emissões, ajudar a adaptar a agricultura a um clima em mudança e torná-la mais resistente às adversidades, não apenas causadas pelas mudanças climáticas, mas também por pandemias ou guerras, como como a situação atual na Ucrânia.

“Inovação no sentido mais amplo, como agricultura de precisão, com a irrigação por gotejamento combinada com energia renovável para eficiência. A inovação que aproveite o conhecimento tradicional dos pequenos agricultores também é importante, porque está acontecendo o tempo todo”, enfatizou Ould-Dada.

Sociedade civil pede por transformação financeira e econômica

Os representantes da ONU não foram os únicos a enfatizar a necessidade de investimento na transformação e que a promessa de financiamento climático seja cumprida.

Um protesto liderado por uma coalizão de organizações ambientais, de mulheres, indígenas, jovens e sindicais tomou as estradas e caminhos entre os pavilhões na COP27.

“Direito aos territórios, recursos, direitos humanos, direitos dos povos indígenas, perdas e danos devem estar em todos os textos de negociação. [A meta de] 1.5ºC não é negociável, é isso que estamos aqui defendendo”, disse Hindou Oumarou Ibrahim, ambientalista chadiana e defensora dos ODS.

A ativista afirmou que seu povo está morrendo por causa de enchentes, secas, enquanto algumas comunidades indígenas do Pacífico estão perdendo suas pátrias.

“Queremos ter justiça. Justiça para nosso povo, para nossas economias por perdas e danos. Estamos perdendo nossa cultura, nossa identidade, nossa vida, e isso não é pagável, mas o financiamento climático precisa ser entregue”, gritou em meio a centenas de manifestantes.

Esta COP está “perdida e danificada”

Enquanto isso, o renomado ativista nigeriano Nnimmo Basse argumentou que a COP27 estava “perdida e danificada” por permitir a participação de grandes poluidores.

“A África está sendo atacada agora. Empresas de mineração, petróleo e gás estão afundando suas máquinas sujas pelo continente, destruindo, matando e roubando. Este é o tipo de colonialismo que não pode ser tolerado”, disse ele, pouco antes de inspirar um grito de “colonialismo sem combustível fóssil” entre os participantes.

Basse disse que se os países podem gastar US$ 2 trilhões por ano em guerras, destruindo e matando, eles também podem gastar pagando pela resiliência.

“Não estamos pedindo um de US$ 100 bilhões. Não estamos pedindo US$ 200 bilhões. Estamos pedindo uma dívida que é devida e deve ser paga. Pague a dívida climática”, exigiu dos líderes mundiais.

EUA dizem que estão prontos para apoiar perdas e danos

Mais tarde, no sábado, John Kerry, enviado especial dos EUA para a Ação Climática, disse em uma entrevista coletiva que seu país é “totalmente favorável” ao esforço para lidar com perdas e danos, a questão mais espinhosa até agora nas negociações da COP27.

“Nós nos envolvemos com nossos amigos para trabalhar nas propostas”, acrescentou, enfatizando que o presidente dos EUA, Joe Biden, também apoia a medida. ONGs criticaram Biden por não mencionar perdas e danos em seu discurso na COP27.

O grupo de negociação dos 77 e China, que inclui basicamente todos os países em desenvolvimento, conseguiu pela primeira vez colocar o tema na agenda da COP este ano.

A ideia é criar um mecanismo financeiro para perdas e danos que possa fornecer compensação monetária às nações mais afetadas pelas mudanças climáticas, mas com menos responsabilidade pelas emissões de gases do efeito estufa.

Fonte: Datagro
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Notícias

Projeto Rural Sustentável Amazônia será lançado na COP27

Por redação 11/11/2022
Escrito por redação

Evento acontecerá no Hub do Consórcio da Amazônia Legal, nesta sexta-feira, com transmissão online e presença de autoridades brasileiras e internacionais

Projeto Rural Sustentável Amazônia será apresentado na COP27

Durante a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP27, que acontece em Sharm El-Sheikh, Egito, será lançado o Projeto Rural Sustentável – Amazônia (PRS – Amazônia), voltado ao fomento da agricultura de baixa emissão de carbono.

Durante 4 anos, o Projeto atuará no bioma, em três estados brasileiros, apoiando seis cadeias produtivas sustentáveis: açaí, cacau, castanha-do-Brasil, pirarucu (de manejo), peixes redondos e café). A solenidade acontece no dia 11 de novembro, a partir das 11h40 (horário de Brasília) e 16h40 (horário de Sharm El-Sheikh), no miniauditório do Hub do Consórcio da Amazônia Legal.

Estarão presentes autoridades do arranjo institucional do projeto: o beneficiário institucional da ação Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); o financiador Governo do Reino Unido; o agente financeiro Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); além do executor Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, o IABS. Participam também representantes dos governos dos três estados em que o projeto atuará: Amazonas, Pará e Rondônia.

Projeto faz parte do Programa Rural Sustentável

O PRS – Amazônia faz parte do Programa Rural Sustentável (PRS), que está presente em mais de 20% do território brasileiro. Em sua primeira fase, atuou na Mata Atlântica e na Amazônia. Na segunda – fase atual – desenvolve ações na Caatinga, no Cerrado e retorna sua execução ao bioma amazônico.

Atuando no Brasil em mais de uma década, o PRS é voltado a melhorar a gestão da terra e das florestas por agricultores(as) para o desenvolvimento rural sustentável, redução da pobreza e conservação da biodiversidade, sempre voltado ao fortalecimento da agricultura de baixa emissão de carbono. São cerca de 84 milhões de dólares desembolsados, por meio do Financiamento para o Clima do Reino Unido, em uma área de 1,7 milhão de km², e em mais de 250 municípios do Brasil.

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Notícias

Exportações do agro batem recorde de US$ 14 bi em outubro

Por redação 11/11/2022
Escrito por redação

O crescimento dos embarques de milho foi um dos principais fatores para o forte aumento nas exportações do agro, com aumento em quantidade de 301,7% no período

Exportações do agro batem recorde em outubro com vendas de US$ 14 bilhõesAs exportações do agro em outubro de 2022 foram recorde para o mês, atingindo a cifra de US$ 14,25 bilhões. O valor foi 61,3% superior na comparação com o que foi vendido ao exterior em outubro de 2021.As exportações subiram principalmente em função do aumento do volume exportado entre os períodos, que aumentou 38,9%. O índice de preço dos produtos exportados também subiu, com incremento de 16,1% no período.

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O crescimento dos embarques de milho foi um dos principais fatores para o forte aumento nas exportações, com aumento em volume de 301,7% no período. Nos dez primeiros meses do ano, o volume total de grãos exportados chegou a 134 milhões de toneladas, ou o equivalente à praticamente metade da safra brasileira de grãos, que foi estimada pela Conab em 270,9 milhões de toneladas (safra 2021/2022).

No acumulado do ano, entre janeiro e outubro de 2022, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra recorde de US$ 136,10 bilhões, o que representou um incremento de 33% na comparação com os US$ 102,35 bilhões exportados no mesmo período em 2021. O setor representou 48,5% do total das vendas externas do Brasil no período.As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,43 bilhão em outubro de 2022, valor 2% superior em relação ao que foi importado no mesmo mês do ano anterior.

Exportações do agro batem recorde em outubro com vendas de US$ 14 bilhões

Setores 

Em outubro, o complexo soja, que é o principal setor nas exportações do agro brasileiro, exportou US$ 3,68 bilhões (+49,6%), com incremento de volume exportado (+27,6%) e dos preços internacionais dos produtos do setor (+17,2%). O principal produto de exportação do setor foi a soja em grãos, com registro recorde para os meses de outubro de US$ 2,49 bilhões.

As vendas externas de carnes chegaram a US$ 2,28 bilhões (+50,8%). O montante foi fortemente influenciado pelos preços médios de exportação, que subiram 29,9% na comparação entre os meses de outubro de 2022 com outubro de 2021. Também houve expansão no volume comercializado, que subiu 16,1%.

O setor de cereais, farinhas e preparações teve aumento absoluto de US$ 1,75 bilhão em vendas externas, atingindo o valor de US$ 2,20 bilhões. O cereal responsável por essa elevação foi o milho, que teve volume recorde exportado de 7,2 milhões de toneladas para o mês de outubro, ou um montante 5,4 milhões de toneladas superior ao volume exportado em outubro de 2021.

No complexo sucroalcooleiro, as vendas externas subiram 90,0%, passando de US$ 927,54 milhões para US$ 1,76 bilhão entre outubro de 2021 e outubro de 2022. As vendas de açúcar foram de US$ 1,50 bilhão (+81,1%), devido ao forte incremento do volume exportado. O setor de produtos florestais totalizou exportações de US$ 1,45 bilhão (+20,7%).

Os cinco setores acima analisados foram responsáveis por 79,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio.

Destinos das exportações do agro

A Ásia é a região geográfica com maior participação nas exportações do agro brasileiro. Em outubro de 2022, o continente adquiriu US$ 6,83 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, o que significou um crescimento de 71,0% em comparação com os US$ 3,99 bilhões exportados em outubro de 2021. A China é a maior parceira comercial do agronegócio brasileiro, e em outubro as vendas ao país asiático cresceram 81,8%, atingindo US$ 4,06 bilhões.

Ásia e União Europeia somaram 64,2% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio em outubro.

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Tecnologia

Massey Ferguson: trator MF 5S vence Farm Machine 2023

Por redação 10/11/2022
Escrito por redação

A série MF 5S oferece uma seleção de cinco modelos de 105 a 145 cv. Todos vêm equipados com diversas opções de especificações, que podem ser da linha Essential, Efficient ou Exclusive

Série MF 5S da Massey Ferguson vence prêmio Farm Machine 2023A Massey Ferguson anunciou que a sua série MF 5S é a vencedora do prêmio Farm Machine 2023, na categoria de tratores com menos de 120 cv. O conceituado prêmio concedido pelo Groupe La France Agricole foi entregue no dia 6 de novembro, em uma cerimônia especial durante a feira SIMA Show, em Paris, na França.

Com a melhor visibilidade da classe e um raio de giro de 4 m, o maior do mercado, um capô mais estreito e recursos práticos, a série MF 5S conta com tratores com pá carregadeira de excelência. Além disso, com suspensão do eixo dianteiro opcional, alta carga útil e maior capacidade de levante, o trator também é um poderoso executor no campo e na estrada.

“É uma grande honra receber este prestigioso prêmio avaliado por especialistas internacionais. É uma grande conquista para toda a equipe da Massey Ferguson, que projetou este trator em parceria com os agricultores”, afirma Thierry Lhotte, vice-presidente e diretor-geral da Massey Ferguson para a Europa e o Oriente Médio.

“Este último prêmio demonstra que a Massey Ferguson está elevando o padrão neste importante setor de tratores”, conclui Jérôme Aubrion, diretor de Marketing da Massey Ferguson para a Europa e o Oriente Médio. “A série MF 5S combina as dimensões compactas exigidas pela criação de gado e agricultura mista com um excelente desempenho, mais ergonomia e conforto. Um verdadeiro cavalo de batalha multifuncional, a linha MF 5S oferece a opção da potência certa e as especificações ideais para atender a todas as aplicações. Esses tratores modernos também proporcionam uma operação descomplicada e recursos aprimorados com baixo custo de propriedade”, acrescenta.

Alto desempenho no pátio e no campo

A série MF 5S oferece uma seleção de cinco modelos de 105 a 145 cv. Todos vêm equipados com diversas opções de especificações, que podem ser da linha Essential, Efficient ou Exclusive. Os modelos oferecem uma variedade de recursos para melhorar a produtividade e atender a todos os tipos de propriedades rurais e aplicações.

Todos os tratores contam com o motor AGCO Power de 4 cilindros e 4,4 litros, que atendem aos mais recentes regulamentos de emissões Estágio V, com a descomplicada tecnologia SCR ‘All in One’. Projetada para prolongar a vida útil do trator, está perfeitamente integrada para manter a visibilidade do operador.

Opções de transmissão

Os tratores vêm equipados com a opção de Dyna-4 ou Dyna-6 SuperEco. Ainda contam com o recurso Brake-to-Neutral (freio a ponto morto), que desengata a transmissão quando os freios são acionados.

Tratores com pá carregadeira

A série MF 5S é a última palavra em tratores com pá carregadeira. O MF 5S oferece a melhor capacidade de manobra do mercado e excelente visibilidade, com até 4 m sobre o capô estreito e pontiagudo, bem como um sistema hidráulico eficiente e de alta vazão de até 110 litros/min. As operações de carregamento são muito mais fáceis graças aos excelentes controles de transmissão e à função Brake-to-Neutral (freio ao ponto morto) e a alavanca multifunção. As opções do Visio Roof também fornecem uma visão clara do implemento durante toda a operação do levante.

As cabines de todos os modelos são equipadas com alta especificação, e os modelos Exclusive e Efficient possuem um novo apoio de braço. Utilizada pela primeira vez na recém-lançada linha MF 8S, a cabine abriga a alavanca Multipad, que controla várias funções, incluindo a transmissão (frente e ré), o hidráulico e os controles remotos.

Desempenho no campo

O alto desempenho no campo é garantido graças ao robusto hidráulico, que pode levantar até 6.000 kg – 14% a mais do que os modelos anteriores. Desenvolvido para montagem com o novo eixo de suspensão, o hidráulico dianteiro possui design integrado, o que ajuda a manter o incomparável raio de giro de apenas 4 m.

Com a capacidade do hidráulico dianteiro ampliada de 2.500 kg para 3.000 kg, os operadores melhoram a eficiência realizando duas operações ao mesmo tempo com implementos maiores e mais largos. Graças ao seu impressionante peso bruto de 9 toneladas, 12% maior do que antes, o trator MF 5S também pode transportar e manusear cargas maiores com segurança.

Total conectividade

A série pode ser totalmente conectada com a telemetria MF Connect, opcional em todos os modelos. A função de Geofencing (delimitação geográfica) melhora o gerenciamento da logística e a segurança, enviando alertas para smartphones e dispositivos quando as máquinas saem ou entram em áreas pré-definidas.

O terminal Datatronic 5 da Massey Ferguson é equipado de série nos modelos Exclusive e opcional nos modelos Efficient. Esta estação de informações do operador, com tela touch screen compatível com ISOBUS, monitora todas as funções do trator e controla qualquer implemento compatível com ISOBUS.

Facilmente operado por meio do terminal Datatronic 5, o MF E-loader permite que os operadores monitorem as funções da pá carregadeira, pesem cargas individuais, automatizem a operação da garra, além de ser possível configurar e salvar sequências automáticas para diferentes ciclos de carregamento.

O Datatronic 5 é também compatível com a MF Technologies/Smart Farming Suite, um pacote tecnológico que oferece funções de agricultura de precisão, incluindo o piloto automático MF Guide, bem como as funções MF Section Control (controle de seção) e MF Rate Control (controle de taxa), que agora gerenciam até 96 seções, três barras e cinco produtos.

O software MF TaskDoc pré-instalado é utilizado para criar registros de campo, como mapas aplicados, registrar o consumo de combustível, fazer relatórios de trabalho, bem como manter um registro preciso de todas os insumos usados em cada hectare.

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Tecnologia

Nova fintech do agro espera movimentar R$ 2 bi na próxima safra

Por redação 10/11/2022
Escrito por redação

Com apenas alguns toques dentro do aplicativo Agrow.pay, o produtor poderá consultar a cotação dos grãos em tempo real, conferir seu saldo de grãos e também checar a previsão do tempo

Agrow, nova fintech do agro, espera movimentar R$ 2 bi na próxima safraO agronegócio ganhará uma solução que promete revolucionar as operações comerciais e financeira do setor. A Agfintech Agrow foi planejada por líderes do mercado do agronegócio e oferece soluções exclusivas para facilitar a jornada do produtor. A empresa tem como foco integrar através da tecnologia toda a cadeia do agro, envolvendo agricultores, empresas do setor, provedores de solução, produtos e serviços.

Com apenas alguns toques dentro do aplicativo AGROW.PAY, o produtor poderá consultar a cotação dos grãos em tempo real, conferir seu saldo de grãos e também checar a previsão do tempo. Além de transações cotidianas de um banco digital, como: depósitos via boleto, transferências, cobranças, pagamento de boletos, extratos da conta e envio de TED. E isso é só o começo, a plataforma promete trazer uma série de inovações para o setor ao decorrer do próximo ano, tais como soluções e produtos de crédito, marketplace, seguros, entre outros.

Todas essas soluções e produtos são de responsabilidade de um time executivo composto por profissionais de mercado com vasta experiência, dentre os quais destacamos: Luiz Guilherme Roncato (ex-Mastercard), Reginaldo Marques (ex-Whatsmoney), Andre Natale (ex-Julius Baer) e Diogo Richter (ex-Ebanx). Além desses, a AGROW também conta com um Comitê Estratégico composto por Lucas Chaise (Ex-XP Investimentos), Carlos Omine (ex-BB Americas) e Sandro W. Pereira dos Santos (PSQA Advogados).

O lançamento oficial da Agrow Pay para o mercado acontecerá em fevereiro de 2023 e estima-se que mais de vinte mil produtores já estejam utilizando a solução durante a próxima safra. Para as pessoas que desejam fazer parte da plataforma, o cadastro para lista de espera encontra-se disponível através do website.

Como primeiro cliente e parceiro, a Agrow conta com o apoio e suporte do Grupo Olfar, considerado um dos maiores grupos industriais de Biodiesel do Brasil e uma das principais empresas do segmento na industrialização da soja, extração de óleos vegetais e refino de glicerina e que também atua na comercialização de grãos.

“Estamos orgulhosos de apresentar a solução da Agrow para o mercado. Escolhemos parceiros e líderes do setor do agronegócio para agregar valor e conhecimento ao projeto, mas também estamos abertos para novas parcerias que possam trazer ainda mais soluções disruptivas para o setor. Fomos ao campo e entendemos quais eram as reais necessidades dos produtores e o que poderíamos oferecer para ajuda-los. Buscamos inovação e tecnologia, de uma forma segura, simplificada e sem burocracia. Visamos revolucionar digitalmente o agronegócio e ser a mais completa plataforma comercial e financeira do setor”, – explica Andressa Weschenfelder Paiz, diretora executiva da Agrow.

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Tecnologia

Locação representa 47% das vendas da New Holland Construction

Por redação 10/11/2022
Escrito por redação

Busca por máquinas locadas, inclusive pelo setor da agricultura, atende a uma demanda que necessita sempre de equipamentos modernos que geram mais produtividade e economia ao cliente

Setor de locação representa 47% das vendas da New Holland ConstructionA construção civil vive um momento de retomada em 2022, que deve continuar para o ano que vem. O aluguel de máquinas (rental) para construção tem sido mais uma alternativa para atender à demanda crescente, já que disponibiliza equipamentos mais modernos e pode proporcionar um melhor custo-benefício aos clientes. Em 2022, as vendas para o setor de locação na New Holland Construction representaram cerca de 47% do volume de negócios realizados até setembro.

No ano passado, esse volume alcançou 45% e, em 2020, foi de 39%. “A expectativa da marca é seguir esse ritmo nas vendas até o final do ano. Um dos grandes responsáveis por esse crescimento é o setor da construção civil, devido aos novos lançamentos imobiliários e a retomada de obras públicas.

Outros setores como o da mineração, agronegócio, os novos investimentos em energia eólica e solar e, sobretudo, a infraestrutura com contratos de longo prazo com as concessões que foram realizadas no país também favoreceram este cenário. Com isso, alguns serviços que envolvem máquinas da linha amarela, englobando equipamentos de grande e menor porte, voltados para execução de terraplanagem, foram beneficiados também”, informa o gerente Comercial Brasil da New Holland Construction, Marcelino Baião.

O Brasil possui cerca de 30 mil locadoras de equipamentos e a modalidade rental representa, no mercado brasileiro, aproximadamente 30% do volume da comercialização de máquinas da linha amarela no acumulado até agosto, segundo informações da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração. O faturamento do setor chega a alcançar R$ 25 bilhões anuais, tornando-o um dos mais relevantes da construção.

Para o vice-presidente da entidade, Eurimilson João Daniel, o Brasil teve um crescimento de 50% neste segmento se comparado à média dos últimos 20 anos. “O segmento de locação vem subindo gradativamente, o primeiro ponto é devido a uma mudança cultural, que já está consolidada em economias estáveis como nos EUA, Japão, Canadá e na Europa, em que cerca de 60% do que é comercializado vai para o mercado rental. Outro ponto importante desse mercado é a visão de um setor com rentabilidade que está atraindo investidores. Há várias empresas recebendo aporte financeiro, investindo forte e ajudando a criar um mercado mais estabilizado. Esses pontos demonstram que o Brasil tem muito potencial para crescer”, destaca.

Hilário Sena, presidente de Apelmat/Selemat (Associação Paulista dos Empreiteiros e Locadores de Máquinas de Terraplenagem e Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos e Máquinas de Terraplenagem do Estado de São Paulo) diz que apesar da oferta de equipamentos ser menor que a demanda este ano, ainda em decorrência da pandemia, e os valores da locação de equipamentos da linha amarela se manterem no patamar de 2021, o cenário do rental aqueceu. “O setor está bastante competitivo. Tivemos grandes fusões de empresas, investimentos, modernização das frotas. Por estarmos em período eleitoral fica difícil fazer uma projeção, o resultado afetará diretamente na continuidade das obras, quanto mais no lançamento de novas”, afirma.

Atenta às necessidades dos seus clientes, a New Holland Construction oferece uma gama de produtos que vai desde as máquinas compactas, como as minicarregadeiras, a pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores de esteira e retroescavadeiras. A marca também tem apostado em novidades e fez dois lançamentos importantes esse ano: o rolo compactador V110PD, que chegou ao mercado junho com o objetivo de ingressar a marca no segmento de compactadores no Brasil; e a nova série EVO das motoniveladoras, que passou por evoluções baseadas nas experiências dos clientes.

Em agosto, a New Holland Construction anunciou também o pré-lançamento da retroescavadeira B80C, que conta com a cabine renovada, oferecendo mais espaço, conforto e segurança ao operador. O equipamento se diferencia pela sua ótima relação custo-benefício, além de proporcionar grande força de escavação, excelente capacidade de carga e economia de combustível. A comercialização do modelo está prevista para o início de 2023.

“Temos ouvido nossos clientes e apresentado para o mercado produtos cada vez mais tecnológicos e versáteis, com baixos custos de manutenção, que podem ser utilizados em diversos segmentos como construção civil, incluindo o rental, infraestrutura, mineração, até mesmo a agricultura. A busca por máquinas locadas atende a uma demanda que necessita sempre de equipamentos modernos que geram mais produtividade e economia ao cliente. Os empresários deste segmento sabem que podem contar sempre com a New Holland Construction”, diz Giovanni Borgonovo, gerente de Marketing da marca.

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Notícias

COP27: Unica quer mostrar contribuição da bioenergia

Por redação 10/11/2022
Escrito por redação

Mobilidade de baixo carbono, economia circular e transição energética estão na agenda do setor sucroenergético em Sharm El-Sheikh

COP27: Unica apresenta oportunidades do Brasil em bioenergiaAs mensagens iniciais da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP27), em Sharm El-Sheikh, no Egito, apontam para a urgência de uma estratégia global que reduza emissões de carbono transformando sistemas energéticos. Até 18 de novembro, líderes de mais de 190 países negociam soluções para proteger a saúde do planeta, acompanhados de perto pela sociedade civil, academia e setores público e privado de todo o mundo. Nesse cenário, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) somará sua voz para mostrar a contribuição da bioenergia brasileira para a economia de baixo carbono. A Unica estará presente em debates com organizações como o Pacto Global e o Fórum Internacional do Transporte (ITC), promoverá seminários com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e assinará, no dia 14 de novembro, sua adesão à Plataforma do Biofuturo.

“Temos no Brasil enorme potencial de protagonismo no processo de transição energética e é esse debate que vamos fomentar na COP27. Nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo, formada por 48% de renováveis, superando em três vezes a média mundial”, disse o presidente da Unica, Evandro Gussi. “Olhando para a mobilidade sustentável, o etanol emite até 90% menos CO2 do que a gasolina, além de ter uma cadeia produtiva sustentável em linha com a economia circular. São contribuições importantes que o setor sucroenergético traz para a COP, mostrando que o país tem muito a inspirar na agenda”, completou.

Programação

A agenda da Unica inicia nesta quinta-feira (10), com a participação de Gussi no painel “O papel da agricultura na descarbonização da economia e redução das emissões de GEE”, às 19 horas, no Pavilhão 120 da COP27. O evento é promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). No dia seguinte, às 16 horas, Gussi participa de painel sobre etanol e hidrogênio verde, no Espaço Brasil, organizado pelo Ministério de Meio Ambiente.

Uma programação intensa está prevista para segunda-feira, 14 de novembro. A convite do Pacto Global, a Unica debaterá temas relacionados à agricultura de baixo carbono, mitigação e resiliência. O Pacto Global é uma Iniciativa da ONU para engajar empresas e organizações na adoção de princípios frente aos desafios globais da humanidade e é hoje a maior rede de sustentabilidade coorporativa do mundo, abrangendo mais de 160 países.

Nesse dia também será realizado o primeiro dos dois eventos promovidos pela Unica e ApexBrasil. O seminário “Versatilidade e complementaridade: fontes de energia renováveis de baixo carbono”, terá início às 17 horas, no Museu Sharm El-Sheikh.

Em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), serão debatidos o potencial e a experiência do Brasil no uso de energia de baixo carbono por um time de alto nível. Entre os painelistas estão Elbia Gannoum (presidente da Abeeólica), Fábio Feldmann (ambientalista e um dos fundadores da SOS Mata Atlântica), Márcio Lima (presidente da Anfavea) e Patrícia Iglecias (presidente do Cetesb).

A Unica também formalizará sua adesão à Plataforma do Biofuturo, iniciativa estabelecida na COP-22, em 2016, para promover a coordenação internacional sobre a bioeconomia sustentável de baixo carbono. O evento contará com a presença do CEO da campanha Biofuturo, Gerard J. Ostheimer.

A Biofuturo tem por objetivo permitir a redução das emissões de GEE e promover uma economia circular, mostrando caminhos por meio dos quais os países, empresas e consumidores podem substituir combustíveis, químicos e outros materiais por equivalentes biossustentáveis.

Economia circular

No dia 15 de novembro, a Unica debaterá “circularidade no transporte” em evento promovido pelo ITC (Fórum Internacional do Transporte). Temas relacionados à mobilidade também estão presentes no evento promovido pelo IICA em 16 de novembro, que contará com a Unica no painel “O papel dos biocombustíveis líquidos na descarbonização dos transportes”, às 15h30, na Zona C120.

Dia 16 de novembro também será marcado pelo segundo evento promovido pela Unica e ApexBrasil, desta vez em parceria com a Associação dos Produtores de Açúcar da América Latina (Unala). O seminário “Para além do açúcar e do etanol: economia circular a alcançar objetivos de descarbonização” discutirá a sustentabilidade da cadeia de valor da produção da cana e a versatilidade de sua contribuição para a economia de baixo carbono para além do transporte.

Os painelistas irão tratar sobre as diferentes soluções oferecidas pela cana-de-açúcar em substituição derivados do petróleo, incluindo etanol de 2ª geração, bioplásticos, biogás e hidrogénio verde. O evento será realizado na Blue Zone do Pavilhão SDG da COP27.

Projeto

A ApexBrasil e a Unica tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana-de-açúcar junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.

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Notícias

Microbioma do solo pode ajudar a prevenir doenças da soja

Por redação 09/11/2022
Escrito por redação

Entender como microbioma do solo impacta a supressão de doenças em sistemas produtivos é a chave para desenvolver estratégias sustentáveis de controle de doenças

Estrutura do microbioma do solo pode ajudar a prevenir doenças da sojaEstudo apresentado durante o 42° Congresso Paulista de Fitopatologia revela que os micro-organismos benéficos presentes em um determinado solo podem ajudar a planta a não apresentar determinadas doenças da soja como a podridão negra da raiz (Macrophomina haseolina) e podridão vermelha da raiz (espécies do complexo Fusarium solani), que são responsáveis por grandes prejuízos econômicos no Brasil.

Segundo Estácio Odisi, biólogo, co-fundador da Biome4aal e um dos pesquisadores do estudo, a ocorrência destas doenças depende de três fatores: presença do patógeno, ambiente favorável e hospedeiro suscetível. “Mesmo com a ocorrência desses fatores, danos da doença não são percebidos em algumas áreas, o que pode estar associado a um solo supressivo”, explica.

O estudo foi baseado em análises de metagenômica do solo de áreas de soja coletadas no Brasil, na safra 2021/22. O levantamento contou com 248 amostras, das quais 65% não apresentavam evidências de doenças segundo os produtores. No entanto, quando realizadas as análises, foram identificados os patógenos M. phaseolina e F. solani em 59% e 35% das amostras respectivamente.

“Nas amostras de áreas sem doença, houve maior quantidade de conexões microbianas, maior densidade e maior homogeneidade. Além disso, foram encontrados diferentes antagonistas dos referidos patógenos presentes nas amostras. Essas características das áreas sem doença, mostram uma comunidade mais equilibrada, com maior interação entre os micro-organismos, mais estruturadas e resilientes”, conta Camila Castellar, também responsável pelo estudo.

Os micro-organismos que estiveram associados com a supressão em relação ao M. phaseolina foram Trichoderma, Bacillus, Penicillium, Streptomyces, Metarhizium e Talaromyces. Os antagonistas de F. solani também foram identificados. Entre eles estão Bacillus, Trichoderma, Bradyrhizobium, Penicillium, e Streptomyces. Um fato interessante foi que outras espécies de Fusarium como F. oxysporum, F. lacertarum e F. polyphialidicum também foram elencados como antagonistas de F. solani.

Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e organizador do Congresso, Rodrigo Mendes, entender como microbioma do solo impacta a supressão de doenças em sistemas produtivos é a chave para desenvolver estratégias sustentáveis de controle de doenças da soja, diminuindo a dependência de moléculas químicas.

As metodologias apresentadas no estudo podem ser utilizadas para direcionar pesquisas com objetivo de prospecção de antagonistas a patógenos e direcionar o manejo do solo com esses agentes biológicos supressivos.

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Mapa publica Zoneamento Agrícola da Soja para safra 2024/2025
Notícias

Safra de grãos é estimada em 313 milhões de toneladas

Por redação 09/11/2022
Escrito por redação

É o que mostra o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2022/23, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Safra de grãos é estimada em 313 milhões/t impulsionada pela soja

A segunda estimativa para a safra de grãos em 2022/23 indica um volume de produção de 313 milhões de toneladas, aumento de 15,5% se comparado com o resultado obtido no último ciclo, o que representa quase 42 milhões de toneladas a mais. O crescimento reflete uma estimativa de elevação na área plantada da soja.

No geral, a área semeada no País deverá chegar a 76,8 milhões de hectares, ante aos 74,5 milhões de hectares cultivados em 2021/22, como mostra o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2022/23, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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“Esse acréscimo é explicado, entre outros fatores, pelo avanço em importantes estados produtores da agricultura em áreas de pastagens degradadas, ou ainda, da opção pela oleaginosa em detrimento a outras culturas devido à melhor rentabilidade”, pondera o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

De acordo com o levantamento, a projeção é que cerca de 43,2 milhões de hectares em todo país sejam destinados para a semeadura da soja. Com uma produtividade esperada em 3.551 kg/ha, a estimativa é que a produção fique em torno de 153,5 milhões de toneladas.

O plantio da safra 2022/23 da oleaginosa alcança 57,5% da área prevista após um início lento por conta das precipitações localizadas em alguns estados. Em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, os trabalhos se aproximam do fim e as lavouras apresentam bom desenvolvimento, apesar da irregularidade das chuvas.

Em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, o plantio segue em ritmo mais lento ao da safra passada devido às condições climáticas registradas em outubro. Em Mato Grosso do Sul, esta é considerada uma das safras com melhor desenvolvimento das lavouras dos últimos anos.

No Rio Grande do Sul, o início da semeadura segue em percentual abaixo daquele registrado no mesmo período do último ciclo; enquanto isso, no Paraná e Santa Catarina, as baixas temperaturas e o excesso de chuvas comprometem o desenvolvimento inicial da cultura em diversas regiões.

Safra de grãos: Milho

Para o milho, a expectativa é que a produção total seja de 126,4 milhões de toneladas. Na primeira safra do cereal há redução de 3,1% na área a ser cultivada, atribuída à elevação dos custos de produção e à alta pressão da ocorrência de cigarrinha.

“Com essa medida, os produtores esperam uma redução da infestação desta praga no próximo cultivo por meio da eliminação da “ponte verde”, que seria a presença de milho durante o verão e, com isso, reduzir a pressão do inseto na segunda safra”, ressalta o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Companhia, Sergio De Zen.

A Conab também prevê uma redução de área para o arroz e o feijão. No caso do arroz, a maior queda se dá em área de plantio sequeiro da cultura. Com uma área estimada em 1,5 milhão de hectares e uma recuperação da produtividade média saindo de 6.667 kg/ha para 7.012 kg/ha, uma vez que a safra passada foi marcada pela estiagem no Sul do país, a safra do cereal está estimada em 10,6 milhões de toneladas.

No caso da leguminosa, a diminuição deve chegar a 2,7% na área total prevista a ser semeada, somando todos os ciclos da cultura. Ainda assim, a produção total de feijão no país é estimada em 2,9 milhões de toneladas.

Dentre as culturas de inverno, destaque para a safra recorde de trigo. A expectativa é que os agricultores colham 9,5 milhões de toneladas do grão nesta safra, valor 23,7% maior que o ciclo anterior. O bom resultado deverá ser obtido mesmo com a redução de produtividade das lavouras no Paraná, prejudicadas por excesso de umidade, registrado ao longo de setembro e outubro deste ano, o que tende também a diminuir a qualidade do respectivo produto colhido.

A situação adversa no estado paranaense foi compensada pelas condições climáticas favoráveis no Rio Grande do Sul, com rendimentos obtidos acima de 55 sacas por hectare e boa qualidade do grão colhido.

Mercado

Neste levantamento, a Conab prevê uma queda do consumo nacional de arroz em relação ao volume divulgado no levantamento anterior, saindo de 10,8 milhões de toneladas para 10,6 milhões de toneladas na safra 2022/23. Isso ocorre em razão da perspectiva de recuperação econômica, dado o fato de o arroz possuir uma elasticidade-renda negativa.

Além disso, diante de um cenário de menor disponibilidade do grão e tendência de melhores preços internos, as estimativas de exportação também diminuíram em relação ao 1º Levantamento, sendo estimadas em 1,3 milhão de toneladas. Com isso, a perspectiva é de leve retração do estoque de passagem para 2,0 milhão de toneladas ao final de 2023

Para o trigo, a expectativa é de encerramento da safra com estoque de passagem de 1,3 milhões de toneladas, estimativa 11,58% maior que a de outubro. Com a revisão da produção da safra 2022/2023(iniciada em agosto 2022) para 9,5 milhões de toneladas, além do suprimento, também foi atualizada a expectativa de consumo interno, no que se refere ao uso para sementes.

No caso do milho colhido na safra 2021/22 ainda em comercialização, os dados de suprimento e consumo continuaram estáveis em relação ao levantamento anterior. Por outro lado, os estoques de passagem foram ajustados para 7,6 milhões de toneladas, dado o aumento nas estimativas de exportação para 38,5 milhões de toneladas e o aumento das importações para 2,5 milhões de toneladas.

Já sobre a produção de 2022/23, a perspectiva é de aumento em torno de 6,2% no consumo interno e projeção de continuidade de demanda externa aquecida pelo cereal, o que em conjunto com uma maior produção brasileira tende a resultar numa elevação de 16,9% nos embarques, com uma previsão de exportação em 45 milhões de toneladas.

Para a safra 2022/23 de soja, não houve alterações significativas em relação ao estimado no mês anterior. Em razão do aumento de área e produção, as estimativas de perdas e sementes aumentaram 27 mil toneladas (0,7%) e as expectativas de exportações foram atualizadas para 96,4 milhões de toneladas.

Houve, entretanto, redução dos estoques finais para a safra 2022/23 em consequência dos menores estoques esperados para a safra 2021/22. As estimativas do algodão também permaneceram estáveis nesse 2º levantamento, em relação às do 1º. O destaque é a elevação de 3,73% dos estoques finais, em virtude da perspectiva de elevação da produção.

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