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Mercado

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

No mês de abril de 2026 as exportações somaram US$ 34,1 bilhões, batendo recorde histórico, e as importações, US$ 23,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 10,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 57,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 116,6 bilhões e as importações, US$ 91,77 bilhões, com saldo positivo de US$ 24,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 208,3 bilhões. Esses, e outros dados, foram divulgados nesta quinta-feira (7), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparados o mês de abril / 2026 (US$ 34,15 bilhões) com abril / 2025 (US$ 29,89 bilhões), houve crescimento de 14,3%. Em relação às importações houve crescimento de 6,2% na comparação entre o mês de abril / 2026 (US$ 23,61 bilhões) com o mês de abril / 2025 (US$ 22,22 bilhões).

Assim, no mês de abril/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 57,76 bilhões e o saldo foi de US$ 10,54 bilhões. Comparando-se este período com o de abril/2025, houve crescimento de 10,8% na corrente de comércio.

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/abril 2026 (US$ 116,55 bilhões) com o de janeiro / abril – 2025 (US$ 106,76 bilhões) houve crescimento de 9,2%. Em relação às importações, houve crescimento de 2,5% entre o valor do período de janeiro/abril – 2026 (US$ 91,77 bilhões) com janeiro/abril – 2025 (US$ 89,49 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 208,32 bilhões e apresentou crescimento de 6,1% na comparação entre estes períodos.

Exportações e importações por setor

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,28 bilhão (16,1%) em Agropecuária; de US$ 1,26 bilhões (17,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 1,71 bilhões (11,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,64 bilhão (6,6%) em Agropecuária; de US$ 5,32 bilhões (22,2%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,76 bilhões (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,3 milhões (0,4%) em Indústria Extrativa, e de US$ 1,51 bilhão (7,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 0,15 bilhão (25,8%) em Agropecuária.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,94 bilhões (3,6%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,49 bilhões (21,4%) em Agropecuária, e de US$ 0,22 bilhões (5,3%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Datagro

11/05/2026 0 Comentários
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Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro
Empresas

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

A fabricante de máquinas agrícolas São José inicia um novo ciclo de gestão com a criação do NEX (Núcleo Estratégico Executivo), estrutura que substitui o modelo tradicional de conselho consultivo e passa a atuar diretamente na definição e execução das estratégias da companhia.

A mudança vem acompanhada de metas mais ambiciosas de crescimento, com a empresa projetando elevar a participação das exportações, movimento que exige maior velocidade de decisão e capacidade de execução.

A nova estrutura marca uma virada no modelo de administração, com foco em agilidade decisória, proximidade com a operação e resposta mais rápida às transformações do agronegócio.

“O modelo tradicional já não acompanha a velocidade do agro. Precisamos conectar estratégia e execução de forma direta”, afirma o fundador e presidente, Geraldo Recktenwald.

O NEX reúne executivos com atuação direta no negócio e responsabilidade sobre decisões estratégicas, priorização de frentes e acompanhamento de resultados — um formato mais alinhado ao ambiente atual do setor, marcado por pressão, eficiência, inovação e competitividade.

Entre os nomes que passam a integrar a estrutura estão Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere no Brasil e ex-CEO da FIERGS, e Paulo Bruning, especialista em governança e sucessão empresarial.

A chegada de Herrmann reforça a visão de mercado da companhia em um momento de transição do agro e de expansão para novas regiões e mercados. “O agro entra em um novo ciclo, com demanda relevante por renovação tecnológica. Quem estiver preparado agora tende a capturar esse movimento”, avalia.

Já Paulo Bruning traz uma visão estruturante para sustentar o crescimento da empresa no longo prazo. “Crescer exige estrutura. Governança, clareza de decisão e capacidade de execução são fundamentais para sustentar esse movimento no longo prazo”, afirma.

Com sede em São José do Inhacorá (RS), a empresa está inserida em um dos principais polos da indústria de máquinas agrícolas do mundo e busca, com o novo modelo de gestão, alinhar sua estrutura à complexidade crescente do setor e ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.

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08/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Um sistema que combina drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento pode ajudar pecuaristas a identificar o momento ideal de venda ou abate dos animais, reduzindo custos e aumentando a eficiência produtiva. A tecnologia foi apresentada em artigo recentemente publicado por pesquisadores do projeto Semear Digital na revista científica Computers and Electronics in Agriculture.

Sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, o Semear Digital é um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Métodos tradicionais de pesagem exigem manejo intensivo e podem causar estresse aos animais, afetando negativamente seu bem-estar e ganho de peso”, explica Everton Tetila, pesquisador de pós-doutorado do Semear Digital, professor da Universidade Federal da Grande Dourados. “Além disso, a pesagem com balanças, pode incorrer em avarias frequentes”, complementa, Jayme Barbedo, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital.

A proposta do estudo foi reduzir o estresse associado às pesagens e identificar o momento ideal de abate, quando o animal atinge seu pico de ganho de peso e, a partir daí, passa a converter alimento em peso de forma cada vez menos eficiente.

Ponto de inflexão

O sistema foi testado em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde os pesquisadores acompanharam um lote de bovinos ao longo de 112 dias. Durante esse período, foram realizados voos regulares com drones a cerca de 15 metros de altitude para capturar imagens dos animais.

A partir dessas imagens, os pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolveram modelos de inteligência artificial que identificam os bois, recortam e segmentam automaticamente seus corpos e extraem medidas corporais como comprimento e largura. Com base nesses dados, os pesquisadores acompanharam o crescimento do lote ao longo do tempo. “Fizemos voos periódicos desde a entrada do gado no confinamento até a fase final. A ideia foi modelar a relação entre medidas corporais e o ganho de peso, considerando variações não lineares ao longo do ciclo produtivo”, explicou Tetila.

Um dos principais resultados foi a identificação de um padrão típico de crescimento. “O animal ganha pouco peso no início em sua fase de adaptação, depois entra em uma fase de ganho de peso acelerado e, no final, ocorre uma desaceleração”, disse Tetila. O ponto de inflexão corresponde ao momento de máxima taxa de ganho de peso, a partir do qual o crescimento passa a desacelerar. Este seria um indicativo do momento economicamente mais vantajoso para venda ou abate.

Identificar esse ponto de inflexão com precisão pode gerar ganhos expressivos para o produtor, especialmente em rebanhos de grande escala. “Em um lote numeroso, a diferença de apenas um dia pode ter impacto significativo nos custos de manejo, principalmente com alimentação, além de influenciar diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema”, afirmou o pós-doutorando.

Aplicações potenciais

O trabalho também abre caminho para outras aplicações. A mesma base de dados já vem sendo utilizada para desenvolver modelos capazes de identificar o comportamento alimentar dos animais e detectar anomalias, como sodomia bovina ou monta entre animais, frequentemente associadas ao estresse ou a práticas inadequadas de manejo em sistemas de confinamento.

Para Tetila, o próximo passo é expandir o sistema para outras raças e validar sua aplicação em escala comercial. “Nós pretendemos adaptar o modelo para outras raças além de Nelore, como Angus e Brahman, e avançar na validação para uso direto no confinamento”, afirmou o pesquisador.

A expectativa é que soluções desse tipo contribuam para a chamada pecuária de precisão, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos. “Se você consegue identificar o momento ideal de abate, é possível diminuir os custos de produção e até contribuir para a redução do preço da carne”, disse Tetila.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento avançado. “Estamos próximos de um protótipo funcional, mas ainda é necessário um parceiro para transformar isso em um produto comercial”, finaliza Barbedo.

 

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08/05/2026 0 Comentários
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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Por Redação 07/05/2026
Escrito por Redação

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Relatório elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp, com base em dados da Conab, aponta que a safra 2025/26 de cana-de-açúcar, que encerrou em abril, teve produção total de 673,2 milhões de toneladas, volume 0,5% inferior ao registrado no ciclo anterior. O resultado superou em 1,5% a estimativa inicial.

A área colhida cresceu 2,1%, alcançando 8,95 milhões de hectares, mas as condições climáticas adversas — como restrições hídricas, especialmente na Região Centro-Sul, altas temperaturas e incêndios — impactaram a produtividade, que caiu para 75.184 kg por hectare. O rendimento industrial também apresentou recuo, com queda de 2,3% no ATR, que totalizou 90,9 milhões de toneladas. O ATR médio atingiu 135 kg por tonelada de cana.

Em São Paulo, principal estado produtor, a colheita somou 347,9 milhões de toneladas, redução de 1,6% na comparação entre safras. A produtividade média estadual caiu 2,1%, atingindo 78.425 kg/ha, influenciada por fatores climáticos e episódios de geada, enquanto o ATR teve retração de 2,8%, totalizando 47,8 milhões de toneladas. “Mesmo diante de desafios climáticos, a produção paulista se reafirma, consolidando sua liderança nacional com quase 60% da produção de açúcar de todo o país”, diz Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

O mix de produção ao longo da safra priorizou o açúcar, que teve produção estimada em 44,2 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Os preços apresentaram queda significativa, refletindo um cenário global mais equilibrado entre oferta e demanda.

Já a produção total de etanol chegou a 37,5 bilhões de litros, crescimento de 0,8%, impulsionado pelo avanço do etanol de milho, que registrou volume recorde. Em contrapartida, o etanol de cana apresentou queda de 6,9%, impactado pela menor disponibilidade de matéria-prima, redução do ATR e enfraquecimento de preços.

Mesmo com preços médios mais elevados ao longo da safra, o mercado de etanol apresentou oscilações e redução no volume comercializado do hidratado, indicando ajustes na demanda.

 

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07/05/2026 0 Comentários
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Mercado

Novo Desenrola Rural contempla renegociação de dívidas da agricultura familiar

Por Redação 07/05/2026
Escrito por Redação

Novo Desenrola Rural contempla renegociação de dívidas da agricultura familiar

O Governo Federal anunciou o Desenrola Rural “3”, programa voltado à regularização de dívidas e à retomada do acesso ao crédito na agricultura familiar, com foco especial nas operações do Pronaf. A nova etapa, que será formalizada por meio de decreto publicado ainda esta semana, amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, destacou que a continuidade e o aprimoramento do programa reforçam o compromisso do governo com o fortalecimento da agricultura familiar. “O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência. No caso dos assentados da Reforma Agrária, nós também incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas que remetem ao Programa de Crédito Especial para Reforma Agrária (Procera). É o Governo do Brasil ao lado de todos os trabalhadores e trabalhadoras rurais, ao lado do povo brasileiro”, acrescentou Machiaveli.

Com a nova etapa, agricultores familiares passam a ter mais prazo para aderir ao Programa e aproveitar as condições diferenciadas para renegociação de débitos conforme o valor devido e o tipo de dívida, com parcelamentos que podem chegar a até dez anos. O Desenrola Rural 3 permite ainda que beneficiários com operações contratadas até 31/12/2015, cujo recurso seja com risco integral da União, que estejam inadimplentes, e que não tenha sido incluído na Dívida Ativa da União (o que impossibilita aderir à renegociação do Desenrola Rural), possam efetuar nova operação de crédito rural, com risco integral da União pelo Pronaf.

Lançado em 2025, o Desenrola Rural já alcançou mais de 500 mil agricultoras e agricultores familiares, com mais de R$ 23 bilhões em dívidas renegociadas e centenas de milhares de contratos regularizados. Os dados indicam a abrangência da iniciativa e o volume de operações já regularizadas no âmbito do programa. Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger, a nova etapa consolida e amplia uma política que já vem apresentando resultados. “O Desenrola Rural 3 aprofunda uma política que já mostrou resultado. Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, complementa.

Podem acessar o programa agricultoras e agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar com dívidas em atraso há mais de um ano. A adesão ao Desenrola Rural varia conforme o tipo de dívida:

– Débitos inscritos na Dívida Ativa da União podem ser consultados e negociados no site REGULARIZE;

– No caso de dívidas do Pronaf ou contratadas junto a instituições financeiras, a regularização deve ser feita diretamente nas instituições;

– Já os débitos de Crédito de Instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas de desconto.

Fonte: Datagro 

07/05/2026 0 Comentários
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Mercado

Vendas de tratores recuam 15,2% no primeiro trimestre, diz Fenabrave

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Vendas de tratores recuam 15,2% no primeiro trimestre, diz Fenabrave

As vendas de tratores registraram queda de 15,2% no primeiro trimestre ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeiras recuou 45,1% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta terça-feira (5).

Em março, porém, as vendas de tratores subiram 50% frente a fevereiro, embora apresentaram queda de 21,1% no comparativo anual. No caso das colheitadeiras, a comercialização caiu 13,4% em março ante fevereiro e 51% no comparativo com o mesmo mês de 2025.

“Os fatores apontados para essa retração estão na pressão de custos e baixa rentabilidade do produtor rural, que segue sem apetite para renovar a frota de máquinas agrícolas, especialmente, diante das incertezas geopolíticas existentes, decorrentes dos conflitos no Estreito de Ormuz e consequente encarecimento do diesel e fertilizantes, que são insumos essenciais para a produção agrícola”, diz o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior. “Também o baixo preço de venda média das commodities, que atrelado às altas taxas de juros para financiamentos, tem levado o setor a retrair investimentos.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

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06/05/2026 0 Comentários
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Mercado

Baixa oferta de fertilizantes e preços mais altos de combustíveis elevam custos de produção

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Baixa oferta de fertilizantes e preços mais altos de combustíveis elevam custos de produção

Um relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, a partir de dados da CNA/ESALQ-USP (Campo Futuro), mostra que o preço da maioria dos fertilizantes pesquisados sofreu alta no mês de março. As restrições de exportação da China, um dos principais fornecedores do Brasil, estão entre as causas. A redução da oferta desses insumos ocorre em escala global e se soma às tensões geopolíticas no Oriente Médio que afetam rotas de transporte, pressionando os preços.

A guerra e as tensões no Oriente Médio influenciaram também na alta das cotações do petróleo no mercado internacional, refletindo no aumento de 13,6% no diesel e de 3,9% na gasolina em março. O etanol também sofreu alta, mas foi mais moderada, de cerca de 0,5%, devido à maior oferta. Entre março de 2025 e março de 2026 esse produto acumulou alta de 7,8%.

Outros insumos que tiveram alta foram o nitrato de amônio granulado (+30,6% em março e 56,7% em 12 meses), e formulados – com destaque para o 20-00-10+b, que teve elevação de 24,3%. Como muitos produtores adquiriram esses fertilizantes com antecedência, o efeito dessas altas de preços pode não ser imediato.

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06/05/2026 0 Comentários
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Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023
Mercado

População ocupada no agro alcança recorde com 28,4 milhões pessoas

Por Redação 06/05/2026
Escrito por Redação

Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023

A População Ocupada (PO) no agronegócio brasileiro alcançou o número recorde de 28,4 milhões de pessoas em 2025, o que representa crescimento de 2,2% em relação a 2024 (601,8 mil pessoas a mais).

As informações constam no boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com isso, a participação do setor na geração total de empregos no país passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025.

Por segmento, com exceção do setor primário (que registrou queda), todos os elos da cadeia apresentaram expansão, com destaque para os agrosserviços (6,1%), seguidos por insumos (3,4%) e agroindústria (1,4%).

A publicação apontou crescimento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada e de 3,2% entre os que trabalham por conta própria. Por nível de escolaridade, houve aumento da participação de trabalhadores com ensino superior (8,3%) e ensino médio (4,2%).

Ainda de acordo com o boletim CNA/Cepea, a participação da mão de obra feminina cresceu 2,6%, enquanto a masculina avançou 1,9%.

O rendimento médio da população ocupada no agronegócio também registrou alta de 3,9% em 2025, na comparação com 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média total de empregos, que foi de 3,4%.

Massa salarial

A partir desta edição, o boletim passou a incluir um novo indicador: a massa salarial do agronegócio, que corresponde ao montante total de rendimentos do trabalho auferidos pelos ocupados em determinado setor ou na economia. O objetivo é avaliar não apenas a geração de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo associados à renda do trabalho.

Nesse contexto, a massa salarial total do agronegócio cresceu 7,2% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a categoria “trabalhadores por conta própria”, que apresentou alta de 7,2%, e para “empregados e outros”, com crescimento de 6,7%.

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06/05/2026 0 Comentários
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AgrishowEmpresas

XCMG Brasil cresce até 10% na Agrishow e atrai atenção com novos tratores

Por Redação 05/05/2026
Escrito por Redação

XCMG Brasil cresce até 10% na Agrishow e atrai atenção com novos tratores

A XCMG Brasil encerrou sua participação na Agrishow 2026 com crescimento nas vendas e destaque para novos equipamentos voltados ao agronegócio. Segundo a empresa, o volume comercializado durante o evento foi entre 5% e 10% superior ao registrado na edição anterior.

“A Agrishow 2026 superou a edição anterior em termos de número de visitantes e realização de negócios. Vendemos em torno de 5% a 10% a mais neste ano e lançamos dois modelos de tratores agrícolas e um sobre esteiras, atendendo a uma tendência de mercado”, afirmou Daniel Sasaki, gerente comercial da XCMG Brasil.

Entre os destaques está o protótipo do trator XT864-5EBR, primeiro modelo da marca no país com motor Cummins. Com 80 cv de potência, tração 4×4 e transmissão 12×12 com super redutor, o equipamento é voltado à faixa de tratores de pequeno porte e foi projetado para operar em diferentes condições de campo.

Outro lançamento foi o trator XT804-5D, com 100 cv de potência, transmissão Power Shuttle 12×12 e foco em desempenho e conforto operacional. O modelo conta com cabine ampla e melhorias no sistema de admissão de ar.

Na linha de esteiras, a empresa apresentou o D200H PAT, com 206,5 hp de potência e peso operacional de 18.440 kg, indicado para operações mais severas, como movimentação de materiais e atividades de infraestrutura.

A estratégia de eletrificação também esteve presente no estande, com a pá-carregadeira XC968-EV, equipada com motores elétricos que somam 372 hp de potência, além dos caminhões elétricos E3-10T e E7-95T, voltados a operações logísticas e transporte pesado, respectivamente.

A linha elétrica inclui ainda a empilhadeira XCB38-L5-C, com capacidade de carga de 3.800 kg e sistema de baterias de lítio, voltada a operações logísticas com menor custo operacional.

Além dos lançamentos, a XCMG apresentou uma ampla linha de equipamentos para o agro e construção, além de soluções de pós-venda, com foco em suporte e manutenção.

 

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05/05/2026 0 Comentários
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Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso
AgrishowTecnologia

Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Por Redação 05/05/2026
Escrito por Redação

Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Clarisse Sousa – O futuro já chegou – “ele só não está uniformemente distribuído”. A frase do escritor William Gibson, pioneiro do cyberpunk, ajuda a interpretar o momento atual do agronegócio. Em meados dos anos 1980, o autor antecipou não apenas o avanço tecnológico, mas os impactos sociais de sistemas inteligentes capazes de operar com autonomia, tomar decisões e interagir com humanos. À época, a internet estava longe de ser uma realidade para a maioria dos brasileiros. Ela só se tornaria acessível no Brasil anos depois, no início dos anos 1990.

Décadas mais tarde, esse futuro deixa de ser projeção e passa a ser observado na prática. Máquinas inteligentes e autônomas já dão o tom do momento atual, com tratores e colheitadeiras operando no campo com sensores e sistemas embarcados que transformam dados em decisões, consolidando uma nova etapa de produtividade agrícola.

A cada ano, os olhos do produtor rural se voltam para essas e outras tecnologias ainda mais avançadas expostas na Agrishow – a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a Inteligência Artificial (IA) e seu impacto no dia a dia das fazendas estiveram no centro das discussões.

Mas, afinal, qual é o ganho prático da IA embarcada nas decisões do produtor? Para o especialista Cesar Vieira Jr, diretor comercial da Calice no Brasil, a resposta passa por eficiência operacional, em um setor que enfrenta margens cada vez mais apertadas e escassez de mão de obra qualificada. 

“A IA permite ao produtor fazer mais com menos: reduzir a necessidade de inspeções físicas no campo por meio de sensores e visão computacional, receber recomendações agronômicas precisas e contextualizadas em tempo real, e acessar análises de mercado traduzidas em linguagem simples, tudo isso por canais que ele já domina, como o WhatsApp”, explica.

Na prática, segundo ele, a IA não substitui a experiência do produtor, “ela racionaliza recursos escassos, acelera a tomada de decisão e amplia a capacidade de gestão sem exigir estrutura adicional”. Em um cenário de juros altos e crédito restrito, esse ganho de eficiência é o que sustenta a margem e mantém a operação competitiva, de acordo com Vieira Jr.

Para especialistas, a tecnologia deixou de ser apenas conceitual e já se consolida como aplicação prática no campo, e algumas ferramentas já estão em uso. Um encontro no espaço Agrishow Labs levantou essa discussão com o intuito de mostrar que a modelagem computacional no agro superou a fase de promessas e entrou em um ciclo de aplicação concreta.

Na ocasião, Cesar Vieira Jr. falou sobre o seu trabalho na Calice, uma agtech multinacional especializada em soluções de tecnologia para o agro. “Ajudamos a acelerar o desenvolvimento de sementes e outros insumos agrícolas, ao entender a interação entre ambiente, planta e manejo de uma maneira muito detalhada, permitindo simular o desempenho de um determinado híbrido ou de um produto biológico em ambientes onde ainda não foram testados fisicamente”, explicou.

Máquinas inteligentes 

O avanço da inteligência artificial no campo vai além da automação das máquinas e passa a atuar diretamente na forma como os equipamentos são operados. Na prática, a tecnologia também cumpre um papel educativo, ao orientar operadores sobre práticas mais eficientes, contribuindo para a redução de custos e o aumento da produtividade.

Esse movimento tem ganhado espaço na estratégia da JCB, que já conta com mais de 500 mil máquinas conectadas no mundo, sendo cerca de 17 mil no Brasil, gerando um volume crescente de dados operacionais. Essas informações são processadas para identificar padrões de uso e, a partir disso, gerar recomendações práticas. 

“Estamos trabalhando esses dados para fornecer orientações ao operador, como a aceleração ideal da máquina ou a posição correta do braço ao final do dia para minimizar o desgaste. Hoje, isso é feito por meio de relatórios específicos e treinamentos com os clientes”, afirma Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina.

A análise começa antes mesmo de a máquina entrar em operação. Os equipamentos já saem de fábrica com sistemas embarcados capazes de coletar e interpretar dados, dentro de uma lógica de aprendizado contínuo (machine learning). Com isso, a tecnologia deixa de atuar apenas de forma reativa e passa a antecipar ajustes, contribuindo para operações mais previsíveis, eficientes e sustentáveis ao longo de todo o ciclo de uso.

Na John Deere, a jornada com a IA começou há algumas décadas, com uma coleta de dados robusta, para então avançar com as máquinas inteligentes. “Hoje, vemos a aplicação prática [da IA] tanto no John Deere Operations Center, onde avançamos com ferramentas de IA para auxiliar o produtor a configurar sua plataforma digital, permitindo uma interação de perguntas e respostas, quanto nas máquinas”, explica Estela Dias, gerente de Marketing Tático da companhia para a América Latina. 

Quando o assunto são as máquinas, a evolução ocorreu especialmente em machine learning e visão computacional. “Precisamos de câmeras que capturem níveis de detalhes suficientes para transformar imagens em aprendizado e, posteriormente, em ação na máquina.”

exportações - Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Pulverizador da John Deere é equipado com tecnologia que identifica em tempo real o que é planta daninha e o que é a cultura

Na Agrishow, os visitantes que passaram pelo estande da fabricante puderam conferir de perto toda essa tecnologia. Um exemplo é a pulverização seletiva: câmeras instaladas na barra do pulverizador escaneiam o campo enquanto a máquina passa pelo terreno. Através de IA, o sistema identifica em tempo real o que é planta daninha e o que é a cultura. O diferencial é a ação. Em milissegundos, após a identificação, o sistema manda um comando para a máquina, que abre o bico e pulveriza apenas aquela planta específica. 

“Essa é a materialização da IA no campo. E existe uma expectativa muito grande em relação a essa tecnologia especificamente, pois o retorno financeiro é muito visível. Em uma aplicação seletiva, se eu aplicar apenas onde há planta daninha, estou economizando o produto. Se apenas 30% da área estiver infestada, eu pulverizarei apenas esses 30%. O produtor sente isso diretamente no bolso. Além da economia, há fatores intrínsecos: não aplicamos defensivos sobre toda a cultura, o que reduz o estresse da planta e evita a colocação de produtos no meio ambiente sem necessidade”, ressalta Dias.

Ainda no campo da pulverização, a Geo Agri também apresentou na Agrishow um pulverizador autônomo voltado a culturas perenes. Projetados para operar de forma totalmente autônoma, os modelos integram diferentes tecnologias de navegação e inteligência artificial, com um sistema que combina localização de alta precisão, sensores de percepção de ambiente e visão computacional, garantindo posicionamento preciso mesmo em áreas com restrição parcial de sinal.

Na operação, o equipamento realiza controle dinâmico de dosagem e calibração automática em tempo real. De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 40% o uso de defensivos agrícolas ao evitar sobreposições e desperdícios, além de gerar ganhos operacionais e ambientais.

Nesse contexto de evolução tecnológica, a Case IH apresenta avanços importantes, como uma arquitetura eletrônica que viabiliza a manobra de cabeceira automatizada. Na prática, a tecnologia atua justamente em uma das etapas mais repetitivas da operação no campo: o fim de cada passada no talhão. O sistema automatiza funções como a redução de velocidade, o acionamento ou desligamento de implementos e o alinhamento da máquina para a próxima linha, reduzindo a necessidade de intervenção constante do operador. 

Com isso, além de diminuir o cansaço do operador ao longo da jornada, a operação ganha em padronização e precisão nas curvas, evitando sobreposições e falhas. O resultado é um melhor aproveitamento da área, com economia de insumos e aumento da eficiência operacional.

Em outra frente, a máquina passa a se comunicar com outros equipamentos no campo, compartilhando informações que tornam a operação mais integrada e coordenada. Dentro da cabine, o operador conta com monitores de última geração, com interface intuitiva, que facilitam a navegação e a gestão das funções ao longo da jornada. 

Ao mesmo tempo, todos esses dados são transmitidos em tempo real por meio do portal AFS Connect, permitindo o monitoramento das máquinas não apenas na fazenda, mas também pela rede de concessionários e pela própria fabricante. Esse nível de conectividade, segundo Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da Case IH para América Latina, amplia o controle sobre a operação, melhora a tomada de decisão e contribui para maior eficiência no uso dos equipamentos.

“Levamos esses recursos desde as menores até as maiores máquinas do portfólio. Não estamos falando de protótipos ou conceitos, mas de equipamentos reais, que já saem de fábrica prontos para o trabalho”, aponta Arabian.

Desafios para expansão da IA

A constatação de William Gibson segue atual: o futuro de fato chegou, mas continua distribuído de forma desigual. No campo, essa diferença aparece de maneira clara na infraestrutura de conectividade. Apesar dos avanços, a internet ainda não rompeu completamente as barreiras geográficas da produção agrícola. Dados da ConectarAGRO indicam que apenas 33,9% da área agrícola brasileira conta com cobertura 4G ou 5G, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste – um cenário que ainda limita a adoção mais ampla de tecnologias digitais no agro.

Pensando em reduzir esse gargalo de conectividade no campo, a John Deere lançou, em 2025, o JDLink Boost, uma solução baseada em internet via satélite, em parceria com a Starlink, que permite manter máquinas conectadas mesmo em áreas rurais remotas, fora da cobertura tradicional de redes móveis.

“A conectividade é crítica. Muitas vezes o produtor investe em tecnologia, mas, se não consegue enxergar o quanto está utilizando dela, não tem como saber se valeu a pena. Com a conectividade, tudo o que acontece na lavoura pode ser acompanhado na tela do celular em tempo real. Se ele tem uma área de 100 hectares e aplicou [defensivos] em apenas 30 hectares, ele consegue saber esse percentual exato e o resultado da operação na hora”, diz Estela Dias, da John Deere.

Com o avanço da automação, a qualificação da mão de obra no campo passa a ganhar ainda mais relevância. “Acreditamos muito que, embora a tecnologia seja vital, o agro continua sendo feito por pessoas. Por isso, focamos intensamente na questão do treinamento e da preparação. Isso é fundamental tanto para obter o máximo de performance das máquinas quanto por uma questão social de manter essas pessoas qualificadas para o mercado de trabalho”, afirma Arabian, da Case IH.

A empresa mantém o programa Formação de Alta Performance, que reúne cerca de 200 cursos gratuitos voltados à capacitação profissional. “Somente em 2025, foram quase 15 mil certificados emitidos para participantes da plataforma”, completa o executivo.

Apesar dos desafios, máquinas autônomas avançam

Mesmo diante de limitações, o avanço tecnológico não desacelera. Empresas do setor seguem investindo no desenvolvimento de máquinas autônomas, capazes de operar com mínima intervenção humana e gerar ganhos de eficiência no campo.

Nesse sentido, a Solinftec apresentou, na Agrishow, dois equipamentos que integram sua família de robôs autônomos, além da plataforma Alice Multiagente. Com base em uma ampla biblioteca de dados, a Alice AI orienta o produtor sobre quando e como agir em cada etapa da produção, do pré-plantio ao pós-colheita. A plataforma também é responsável por programar as tarefas executadas pelo robô Solix e por analisar, em tempo real, os dados coletados em campo.

A empresa passou a estruturar o histórico de safras acumulado ao longo de até duas décadas por seus clientes, transformando esse volume de informação em decisões práticas. Diferente de modelos baseados apenas em respostas sob demanda, a proposta é antecipar problemas e sugerir ações. Na manutenção, por exemplo, sistemas monitoram códigos de falha de máquinas de diferentes marcas e identificam anomalias antes que o equipamento pare, evitando interrupções na operação.

Há ainda aplicações voltadas à sustentabilidade. Uma análise do tráfego de máquinas permite identificar níveis de compactação do solo e sugerir rotas mais eficientes, reduzindo o chamado pisoteio e seus impactos.

Segundo Emerson Crepaldi, diretor de Operações da Solinftec, o avanço dessa arquitetura está diretamente ligado à necessidade de lidar com um problema crescente no campo: “a escassez de mão de obra qualificada, não apenas na operação, mas também na gestão de dados. A IA passa a assumir um papel estratégico, funcionando como um sistema de suporte contínuo à tomada de decisão”.

Para o vice-presidente global da Solinftec, Denis Arroyo, a tecnologia já representa uma mudança de patamar na operação agrícola. “Não se trata mais apenas de analisar dados, mas de agir sobre eles. Com a Alice Multiagente, a operação ganha autonomia para prever, decidir e executar em tempo real, conectando todas as variáveis do campo de forma integrada. Esse é um avanço concreto rumo a uma agricultura mais eficiente, previsível e sustentável em escala global”, afirma.

exportações - Inteligência artificial avança no campo, mas ainda enfrenta barreiras de acesso

Valtra apresentou na Agrishow o “Talking Tractor”, protótipo que interage com o produtor por voz e texto

Vale ressaltar, no entanto, que parte dessas inovações ainda opera no campo como conceito, apontando para o que deve se consolidar nos próximos anos. É o caso do “Talking Tractor”, apresentado pela Valtra na Agrishow. O protótipo utiliza inteligência artificial para permitir que o produtor interaja com a máquina por voz ou texto, acessando informações de desempenho, consumo de combustível e emissões, recebendo insights imediatos.

A proposta é transformar dados técnicos em diálogos simples e visuais. Na prática, o conceito funciona como um assistente digital embarcado, capaz de traduzir informações complexas em orientações práticas durante a operação. Ainda sem previsão de lançamento comercial, o modelo reforça a direção da indústria: máquinas cada vez mais conectadas, inteligentes e interativas.

Embora a adoção da inteligência artificial avance em ritmos diferentes entre regiões e perfis de produtores, algumas tecnologias de fato já operam de forma concreta, apoiando decisões, otimizando recursos e aumentando a eficiência. No caso de soluções mais avançadas, como robôs autônomos, o uso ainda se concentra em um grupo mais restrito de produtores, com maior acesso à infraestrutura e capacidade de investimento, o que evidencia que há um longo caminho para a disseminação em larga escala no Brasil. 

 

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05/05/2026 0 Comentários
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