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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação
Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio

Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio // Foto: Gilson Abreu/AEN

Os embarques de soja em grão devem atingir 15,990 milhões de toneladas em maio, contra 14,183 milhões de igual mês de 2025, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de farelo devem alcançar 2,876 milhões de toneladas em maio, contra 2,120 milhões do mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho devem chegar a 308,570 mil toneladas em maio, contra 68,400 mil toneladas de igual mês de 2025.

Fonte: Datagro

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14/05/2026 0 Comentários
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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Mercado

Brasil exporta 3,1 milhões de sacas de café em abril, aponta Cecafé

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Brasil exporta 3,1 milhões de sacas de café em abril, aponta Cecafé

As exportações de café somaram 3,122 milhões de sacas de 60 kg em abril de 2026, volume que implica leve crescimento de 0,6% em relação aos 3,105 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Em receita cambial, contudo, houve decréscimo de 17,7% no mesmo período comparativo, com os valores recuando de US$ 1,347 bilhão para os atuais US$ 1,109 bilhão. Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação no volume embarcado reflete a chegada de alguns cafés da nova safra, principalmente os canéforas, ao passo que o menor ingresso de dólares resulta do cenário internacional de preços.

“Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior. No tocante à queda da receita, ela se justifica pelo recuo observado nas cotações internacionais frente ao ano passado”, relata.

Com o desempenho no mês passado, as exportações no acumulado dos 10 meses do ano safra 2025/26 somam 32,247 milhões de sacas, volume que implica queda de 19,4% na comparação com os embarques aferidos entre julho de 2024 e abril de 2025. A receita cambial, por sua vez, subiu 0,8% nesse intervalo, saltando para US$ 12,551 bilhões.

Acumulado do ano

De janeiro ao fim de abril deste ano, as exportações de café do Brasil totalizam 11,619 milhões de sacas, situando-se 16,1% abaixo dos 13,843 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. A entrada de recursos com essas remessas soma US$ 4,490 bilhões, montante 14,4% inferior aos US$ 5,247 bilhões obtidos nos primeiros quatro meses do ano passado.

“O declínio que observamos até agora em 2026, tanto em volume, quanto em receita, já era esperado a essa altura. Além da baixa entrada dos cafés da safra nova, o ano passado, que teve oferta menor, registrou um bom volume de exportações, assim restaram poucos cafés remanescentes, particularmente os arábicas”, comenta Ferreira.

Por outro lado, ele aponta que a exportação de robusta e conilon, em abril de 2026, representa uma alta de 374% quando comparada ao mesmo mês do ano passado. “Tendo em vista que a variedade canéfora representa valor absoluto por saca bem inferior ao arábica, o impacto na receita total nas exportações de café verde não vai na mesma direção do aumento substancial do volume dos canéforas”, explica.

O presidente do Cecafé conclui que, com menor volume de exportação de arábica no mês e no quadrimestre, “automaticamente tivemos menos ingresso de dólares, a ressaltar, ainda, a atual queda substancial nas cotações internacionais para as duas variedades”.

Principais destinos

A Alemanha segue como o maior importador dos cafés do Brasil no primeiro quadrimestre de 2026, com a aquisição de 1,563 milhão de sacas. Esse volume representa 13,4% dos embarques totais do país no período, apesar de implicar queda de 12,8% na comparação com o mesmo período de 2025.

Os EUA aparecem na sequência, com 1,390 milhão de sacas importadas, o que significa um recuo de 41,5% ante os quatro primeiros meses de 2025 e representa 12% do total. Fechando o top 5, vêm Itália, com 1,182 milhão de sacas e alta de 3,2%; Bélgica, com 713.790 sacas e avanço de 15,4%; e Japão, com 612.720 sacas e queda de 29,7%.

Tipos de café

O café arábica, com 8,984 milhões de sacas, permanece como o mais exportado pelo Brasil entre janeiro e abril de 2026. Esse montante equivale a 77,3% do total embarcado, mesmo representando queda de 23,4% frente ao primeiro quadrimestre do ano passado.

Na sequência, com o equivalente a 1,338 milhão de sacas remetidas ao exterior, aparece o segmento do café solúvel, que subiu 4,1% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Esse tipo de produto responde por 11,5% das exportações totais no período atual.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 1,284 milhão de sacas – alta de 58,8% e 11% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 14.259 sacas (-23,7% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 17,9% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de abril deste ano, com a remessa de 2,076 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 36,3% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 443,03 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 919,888 milhões, o que correspondeu a 20,5% do obtido com todos os embarques de café no primeiro quadrimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 34,9% menor do que o registrado nos quatro primeiros meses do ano passado.

A Alemanha também lidera o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 268.243 sacas, o equivalente a 12,9% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem Itália, com 250.545 sacas e representatividade de 12,1%; EUA, com 240.825 sacas (11,6%); Bélgica, com 220.979 sacas (10,6%); e Holanda (Países Baixos), com 145.189 sacas (7%).

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Mercado

União Europeia exclui Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

União Europeia exclui Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco

A União Europeia publicou nesta terça-feira (12) a lista de países autorizados a continuar exportando carne ao bloco sob as novas regras europeias de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil ficou de fora da relação.

A lista validada pelos países-membros da UE inclui nações como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e México, que poderão continuar exportando carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro por atenderem às exigências sanitárias estabelecidas por Bruxelas.

Segundo autoridades europeias, o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes sobre a não utilização de determinados produtos antimicrobianos na criação animal.

Apesar da exclusão inicial, representantes da UE indicaram que a lista poderá ser revisada e atualizada caso o governo brasileiro apresente as respostas e comprovações pendentes solicitadas pelo bloco europeu.

Em nota, o governo brasileiro afirmou que recebeu a “notícia com surpresa”. Confira: 

“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.

A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.

O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.

O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13/5) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.”

Fontes: Datagro, Mapa

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Mercado

Programa do Pará deve injetar R$ 222 milhões na agricultura familiar

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Governo do Pará lança “Acelera Ater” para injetar R$ 222 milhões na agricultura familiar

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pará) intensificou a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) nos 144 municípios do estado. O documento é utilizado para acesso a linhas de crédito e programas voltados ao setor, como Pronaf, PAA e Pnae.

Em Dom Eliseu, o pecuarista Adílio Pinheiro obteve seu primeiro financiamento, no valor de R$ 124 mil, destinado à aquisição de gado e capital de giro. Segundo ele, a assistência técnica da Emater incluiu a emissão de documentos, análise da propriedade e elaboração do projeto de crédito.

Também no município, o pecuarista Salatiel Fonseca aprovou um segundo financiamento, de R$ 200 mil, após quitar antecipadamente a operação anterior. Os recursos serão utilizados para reforçar o capital de giro da atividade.

Já em Terra Alta, o agricultor Juscelino Ramos Costa, atendido pela Emater há duas décadas, acessou R$ 51 mil via Pronaf para investimentos na produção de hortaliças e frutíferas. O acompanhamento técnico incluiu apoio na regularização documental e na elaboração do projeto de financiamento.

Acelera Ater

novo plano de ação contemplará as 12 regiões de integração do Estado. “O acesso ao crédito rural, viabilizado pelo CAF, aumenta a produtividade, o PIB municipal e a renda no meio rural”, explicou a coordenadora técnica da Emater, Cristiane Corrêa. Segundo ela, os mutirões funcionam como mecanismo de ativação econômica, permitindo que recursos públicos cheguem de forma ágil às comunidades.

As metas para este ano incluem dez mil novos CAFs e três mil projetos do Pronaf, contemplando pelo menos 30% de mulheres, jovens, quilombolas e indígenas. O plano prevê ainda a indicação de seis mil beneficiários para o Microcrédito Orientado (PNMPO) e o incremento de R$ 222 milhões na agricultura familiar. Para garantir o alcance, serão realizados 75 mutirões simultâneos em todo o Estado, com palestras e atendimentos individualizados.

Para o presidente da Emater-Pará, Joniel Abreu, o Acelera Ater reforça o compromisso institucional. “Buscamos converter a formalização e o crédito em desenvolvimento rural com justiça social. É uma assistência técnica mais resolutiva, ágil e próxima do agricultor”, afirmou.

Investimentos e resultados

Somente em 2025, a Emater viabilizou quase R$ 7 milhões para o plantio de dendê no Rio Capim e R$ 450 mil para o açaí no Marajó. Em Alenquer, foram projetados R$ 12 milhõees em crédito para o primeiro semestre. O apoio também chegou a indígenas Tembé, com R$ 1,8 milhão para manejo de açaizais, e a comunidades quilombolas de São Miguel do Guamá, que se tornaram fornecedoras de merenda escolar.

Em Altamira, o agricultor Laudio Leite aguarda a aprovação de um projeto via Pronaf B para modernizar a irrigação de seu cacau clonado. “Pretendo investir em tecnologia para ter mais qualidade de vida”, contou.

Assistência técnica em números

Em 2025, a Emater-Pará já realizou 77.171 atendimentos, beneficiando 43.094 produtores. As regiões do Tocantins e Guamá lideram a execução física. Além disso, foram inscritos 2.287 novos CARs, alcançando 90% da meta prevista, e emitidos 27.327 CAFs.

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Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea
Mercado

Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

A produção de biodiesel em Mato Grosso avançou no mês de março e fez o estado responder por 26% da produção nacional. Os dados fazem parte do novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao todo, as usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos de combustível renovável, percentual próximo de um terço do volume nacional, que foi de 893,60 mil m³. De acordo com o levantamento, o resultado representa o maior nível da série histórica do estado, com crescimento de 16,90% no comparativo com fevereiro.

Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, o aumento da produção de biodiesel em Mato Grosso está associado, principalmente, ao avanço da demanda pelo biocombustível na composição do diesel.

Desde agosto do ano passado, o Brasil adotou a mistura de 15% de biodiesel no óleo diesel (B15). E esse cenário tem estimulado o maior processamento nas usinas instaladas no estado, acompanhando a necessidade de atendimento ao mercado. “A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirmou.

Ainda nessa análise, Rodrigo destacou que o movimento reflete um ajuste da indústria à dinâmica do consumo de combustíveis no país, o que tem sustentado o crescimento recente do setor.

Novas projeções do Imea

Além do biodiesel, o novo boletim indicou uma revisão quanto a estimativa do cultivo do algodão em Mato Grosso. A área plantada de cotonicultura para a safra 25/26 foi projetada em 1,38 milhão de hectares, tendo assim uma redução em relação às estimativas anterior. Por outro lado, a produtividade foi ajustada em 297,69 arrobas por hectare, resultando em produção estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço.

No milho, o levantamento do Imea manteve a área da safra 25/26 em 7,39 milhões de hectares e revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare, avanço em relação à estimativa anterior. Com isso, a produção foi projetada em 52,66 milhões de toneladas, refletindo as condições favoráveis das lavouras em parte do estado, impulsionadas pelo regime de chuvas recente.

No mercado do boi gordo, os preços registraram alta em abril em Mato Grosso, quando a arroba atingiu média de R$ 350,11, provocado pela oferta restrita de animais ao abate. Segundo o instituto, esse cenário contribuiu para o encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista, com média de R$ 367,57.

Já no segmento de suínos, o mercado foi de queda nos preços. Em abril, o valor pago ao produtor mato-grossense foi de R$ 5,96 por quilo, recuo frente ao mês anterior. A análise do boletim do Imea revela que resultado se deve a uma menor demanda no mercado interno, que elevou a oferta tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, pressionando assim as cotações.

Em relação à matéria-prima, o óleo de soja permaneceu como principal insumo utilizado em Mato Grosso, com participação de 84,00%, apesar de recuo de 0,34 ponto percentual, quando comparado a fevereiro.

 

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Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?
Tecnologia

Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?

Lucas Zanetti* – A agricultura regenerativa deixou de ser um conceito ambiental para se consolidar como um fator estratégico de produtividade no agronegócio brasileiro. A tecnologia aplicada às máquinas agrícolas tem papel decisivo ao viabilizar práticas que contribuem para a recuperação do solo, favorecem sistemas produtivos mais equilibrados, ampliam a eficiência das operações e asseguram a viabilidade econômica da atividade agrícola.

O futuro da agricultura mostra que não é preciso escolher entre rentabilidade e preservação. O setor caminha para um modelo em que eficiência agronômica e sustentabilidade avançam juntas. O uso inteligente da tecnologia tem se consolidado como um dos principais caminhos para preservar os recursos naturais e, ao mesmo tempo, manter a produção de alimentos em larga escala.

Os ganhos tecnológicos também aparecem no enfrentamento de desafios recorrentes da produção agrícola, como a compactação do solo e a erosão, fatores que comprometem o potencial produtivo das lavouras. Para reduzir esses impactos, máquinas modernas operam com sistemas de tráfego controlado, concentrando a passagem dos equipamentos sempre nos mesmos pontos e preservando a estrutura do solo nas áreas cultivadas.

O plantio de precisão contribui para manter a pressão adequada sobre o solo e assegurar a profundidade uniforme das sementes. Pesquisas indicam que essa uniformidade na emergência das plantas pode gerar ganhos de produtividade de cerca de 3% na soja, o que representa um retorno econômico de até R$ 465,00 por hectare.

Na agricultura regenerativa, a colheita marca o início do próximo ciclo produtivo. A distribuição adequada da palhada é essencial para proteger o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono. Tecnologias presentes nas colheitadeiras atuais permitem uma cobertura mais homogênea do solo, inclusive em áreas operadas com plataformas de maior largura, reduzindo faixas descobertas e a exposição direta ao sol.

O uso mais eficiente de insumos também é um dos pilares desse modelo produtivo. Ferramentas de agricultura de precisão possibilitam aplicações mais exatas de fertilizantes e defensivos, diminuindo sobreposições, reduzindo perdas e promovendo economia para o produtor, além de menor impacto ambiental.

Além do cuidado com o solo e da eficiência operacional, a descarbonização da frota desponta como o próximo passo dessa transformação. A indústria de máquinas agrícolas busca viabilizar motores preparados para o uso de combustíveis renováveis, abrindo espaço para que a própria fazenda possa gerar parte da energia que consome e, assim, fechar o ciclo da sustentabilidade dentro do sistema produtivo agrícola.

*Lucas Zanetti é gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson

 

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Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário
Mercado

Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Setor cafeeiro intensifica ações pré-safra para promover trabalho decente no campo

O Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) de 2026, calculado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), identificou 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário (índice igual ou superior a 0,8), uma queda de 13,3% em comparação a 2025. No período analisado, 7 municípios subiram para essa categoria, puxados por melhorias em emprego e produção, e outros 27 recuaram, devido principalmente ao recuo no crédito para o setor.

Os gestores poderão conhecer mais sobre o índice do seu município e sua aplicação no planejamento e avaliação das ações da gestão municipal na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre entre os dias 18 e 21 de maio.

O Idam considera não só o valor bruto da produção ou o PIB do IBGE, mas também a importância do agro na economia local, como indicadores de geração de emprego e renda, produção local, captação de crédito e arrecadação gerada pelas atividades.

“Os resultados evidenciam a dinamicidade do setor agrícola e a relevância do fortalecimento contínuo de políticas públicas de desenvolvimento rural municipal”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Ele também lembrou a relevância do estudo para apoiar a gestão local. “O estudo preenche uma lacuna metodológica ao conseguir ordenar as localidades segundo a relevância estrutural e apresentar uma análise da situação do Município em relação a seus pares em diferentes dimensões da atividade agropecuária”, completou.

No cenário nacional, o valor médio do Idam foi de 0,4064, considerado um desempenho médio, e representando uma queda de 0,3% em relação à edição anterior, resultado do recuo de 0,9% no Valor Bruto da Produção (VBP) por causa de oscilações da produtividade e dos preços das commodities no período.

Em 2026, o município de Mineiros (GO) alcançou a primeira posição do ranking, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA). Os Municípios com maior desenvolvimento rural, por região foram:

  • Centro Oeste: Itiquira/MT (2º) e Sidrolândia/MS (4º);
  • Nordeste: São Desidério/BA (3º) e Formosa do Rio Preto/BA (9º);
  • Norte: Santana do Araguaia/PA (87º) e Paragominas/PA (211º);
  • Sul: Dom Pedrito/RS (38º) e Tibagi/PR (51º);
  • Sudeste: Unaí/MG (8º) e Patrocínio/MG (43º).

 

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Mercado

Valor da Produção Agropecuária Paulista atinge R$ 174,6 bilhões em 2025

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Valor da Produção Agropecuária Paulista atinge R$ 174,6 bilhões em 2025

O Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo alcançou R$ 174,6 bilhões em 2025, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O indicador mede a riqueza gerada pela agropecuária paulista com base na produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais.

Entre os principais destaques do ano está a carne bovina, que liderou o crescimento do VPA paulista ao adicionar R$ 6,31 bilhões ao resultado total. O desempenho foi impulsionado pela combinação entre aumento de produção (+12,94%) e valorização dos preços médios (+17,97%). Segundo o levantamento do IEA a demanda doméstica aquecida e o avanço das exportações sustentaram o bom momento do setor ao longo do ano.

“O agro paulista mostra mais uma vez sua capacidade de competir nos mercados mais exigentes do mundo, gerando renda dentro da porteira, fortalecendo nossas exportações e movimentando a economia de centenas de municípios. São Paulo reúne tecnologia, sanidade, produtividade e um produtor rural altamente profissionalizado”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Outro grande destaque foi o café beneficiado, que acrescentou R$ 3,63 bilhões ao VPA paulista. O resultado foi puxado principalmente pela forte alta dos preços médios, que cresceram 60,39% no período. De acordo com Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola e um dos autores do levantamento, o momento reforça o diferencial competitivo dos cafezais de São Paulo.

“Os cafeicultores paulistas, conduzindo lavouras com produtividades acima da média nacional, foram muito beneficiados, trazendo uma capitalização inédita para o segmento. Esse segmento foi um dos principais destaques do VPA 2025”, destaca.

O segmento de proteínas animais também apresentou desempenho positivo em outras cadeias produtivas. A carne de frango registrou crescimento de 9,36% no VPA, alcançando R$ 14,6 bilhões, resultado do aumento simultâneo da produção e dos preços médios. Já a carne suína avançou 9,47%, totalizando R$ 2,66 bilhões em valor de produção no período.

Na produção agrícola, soja e milho também tiveram papel relevante no desempenho do agro paulista em 2025. Com expansão superior a 15% na produção, os dois grãos adicionaram juntos R$ 2,06 bilhões ao VPA estadual. Outros produtos também apresentaram crescimento importante no período.

O tomate para mesa alcançou R$ 3,16 bilhões, com avanço de 19,42% no VPA, impulsionado pela alta dos preços e pelo aumento da produção. Já o eucalipto, recém incorporado ao cálculo do indicador, contabilizou R$ 2,94 bilhões, com crescimento sustentado principalmente pela expansão da produção florestal paulista.

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Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou um pacote de R$ 25 milhões em investimentos para fortalecer o agro no Rio Grande do Sul, com foco em infraestrutura meteorológica, defesa agropecuária e modernização laboratorial.

Do total, R$ 12,8 milhões foram destinados à ampliação da rede de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que agora passa a contar com 98 unidades automáticas no estado, ampliando o monitoramento climático em tempo real. Outros R$ 8,2 milhões foram aplicados na entrega de veículos, drones, tratores, retroescavadeira e equipamentos voltados à defesa sanitária animal e vegetal.

Além disso, o Mapa assinou um termo aditivo de R$ 4 milhões para a reforma do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, com foco na modernização da estrutura e ampliação da capacidade de diagnóstico sanitário no estado. Segundo o governo federal, os investimentos buscam reforçar a capacidade de resposta do agro gaúcho após os eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos.

 

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Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

As condições climáticas adversas vêm impactando de forma significativa o andamento da segunda safra de grãos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, segundo previsões do Inmet. Em algumas regiões, o atraso na colheita comprometeu a janela ideal de semeadura das culturas subsequentes, ampliando os riscos associados à redução das chuvas e à maior probabilidade de incursões de massas de ar frio, que normalmente avançam sobre a região ao longo do mês de maio.

Durante a implantação das lavouras de milho e feijão, observou-se redução nos volumes de chuva, causando problemas iniciais no desenvolvimento das culturas, principalmente no oeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul.

Ambas as culturas entraram em fases críticas de desenvolvimento ao longo de abril e início de maio, dependendo da região de cultivo, sendo fortemente impactadas pela escassez hídrica justamente no período de maior demanda de água pelas plantas. Essa condição já resultou em perdas significativas, mesmo com a melhora das chuvas observada entre o final de abril e o início de maio.

No momento, as previsões meteorológicas indicam o avanço de uma intensa massa de ar polar sobre a Região Sul, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O cenário aponta para um declínio acentuado das temperaturas, favorecendo a ocorrência de geadas em grande parte da Região Sul do Brasil. Esse quadro representa elevado risco para culturas de verão, como o milho e o feijão, que se encontram em fases críticas de desenvolvimento nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Nesse contexto, destaca-se a importância econômica do núcleo regional de Ponta Grossa (PR), que possui cerca de 33 mil hectares cultivados com milho de segunda safra. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL), aproximadamente 95% dessa área encontra-se em fases mais sensíveis ao estresse térmico, sendo 25% em floração e 70% em frutificação.

Diante desse cenário, a previsão de queda das temperaturas mínimas nos próximos dias, com valor em torno de 3,6 °C na terça-feira (12), aumenta a preocupação com possíveis impactos sobre a floração e o enchimento de grãos. Essas condições podem provocar falhas na polinização, redução na formação dos grãos e, consequentemente, queda da produtividade. Além disso, o período prolongado de estiagem entre os dias 10 e 26 de abril, evidenciado na Figura 1, contribuiu para elevar a vulnerabilidade das plantas ao estresse térmico.

A combinação de déficit hídrico antecipado e queda brusca de temperatura intensifica o risco de danos severos às lavouras, especialmente em áreas mais suscetíveis à formação de geada. Para a cultura do feijão que apresenta sensibilidade ainda maior às baixas temperaturas, pode ocorrer abortamento floral e a redução na formação de vagens. Durante o enchimento de grãos, a geada pode causar enrugamento, além de redução do tamanho e peso dos grãos. Por outro lado, culturas de inverno em fase de implantação ou em desenvolvimento inicial, como trigo, aveia, canola e pastagens, não devem apresentar impactos negativos significativos neste momento.

Previsão do tempo

A previsão para os próximos dias indica a passagem de uma frente fria sobre a Região Sul, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas e condições de tempo severo em áreas do sudoeste e centro-sul do Paraná, além do norte de Santa Catarina, com acumulados que podem superar 80 mm.

As temperaturas deverão permanecer baixas em grande parte da Região Sul, especialmente no sul do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do extremo sul do Mato Grosso do Sul. A massa de ar frio continuará atuando ao longo do final da semana, com destaque para áreas do centro-sul do Paraná e da região serrana de Santa Catarina, onde as temperaturas mínimas podem ficar abaixo de 8 °C, com valores inferiores a 2 °C em áreas mais elevadas. Esse cenário de frio intenso, associado à possibilidade de geada em áreas de maior altitude do Paraná e de Santa Catarina, aumenta o risco de impactos sobre as lavouras que se encontram em fases mais sensíveis de desenvolvimento.

Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região, recomendando-se o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas a fim de subsidiar a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar o planejamento das operações de campo.

 

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11/05/2026 0 Comentários
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