domingo, novembro 1, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
domingo, novembro 1, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Opinião

Algodão: fibra natural com certificação socioambiental

Por redação 07/10/2022
Escrito por redação

Dia Mundial do Algodão: fibra natural com certificação socioambientalO algodão é uma cultura que tem raízes no seio da civilização humana. Em todos os níveis da cadeia de valor, o setor representa uma forma de abordar questões de desenvolvimento mais amplas para aumentar o emprego, garantindo trabalho e renda decentes para todos. Tecnologias e recursos inovadores são vitais para que o setor se mantenha viável e sustentável e a mobilização e o empenho para isso não nos faltam.

Em agosto de 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu esses benefícios únicos da pluma ao proclamar o dia 7 de outubro de cada ano como o Dia Mundial do Algodão. Sim, o objetivo desta celebração global é aumentar a visibilidade do setor algodoeiro e a conscientização sobre o papel que desempenha no desenvolvimento econômico, comércio internacional e redução da pobreza. A fibra é produzida em mais de 70 países, em todos os continentes, onde são plantados, anualmente, 32 milhões de hectares, movimentando 10 trilhões de dólares por ano.

Nesse cenário, o Brasil tem peso expressivo, é o quarto maior produtor do mundo, segundo maior exportador e o sétimo maior consumidor. O Valor Bruto da Produção (VBP) de algodão no Brasil, em 2022, é de R$ 41 bilhões, sendo a quarta cultura mais importante da agricultura nacional, depois da soja, cana-de-açúcar e milho.

O nosso diferencial e que nos dá credibilidade para a expansão no mercado global é o trabalho permanente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) que mobiliza cotonicultores, trabalhadores, pessoas ligadas à moda e o setor produtivo na execução de programas e ações que contribuem para a melhoria da cultura. Podemos dizer que o fio da meada do algodão brasileiro passa por: rastreabilidade, sustentabilidade, qualidade e promoção da pluma, pilares que foram ao longo de quase duas décadas internalizados pelo setor. Hoje, em todos os níveis da cadeia, a cotonicultura trabalha em um processo de produção de algodão responsável e certificado, direcionado a pequenos, médios e grandes produtores.

Para fazer frente às exigências dos novos compradores quanto à garantia de origem do algodão brasileiro, desde 2004, o setor segue o fio da rastreabilidade. A iniciativa resultou no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e, a partir de então, o SAI apresenta uma evolução constante. Hoje, por meio do SouABR, é possível verificar o caminho da fibra graças ao QR Code e a uma tecnologia chamada blockchain. Tudo começa na fazenda onde a produção certifica atende a 183 critérios de respeito ao meio ambiente, leis trabalhistas e transparência econômica. Com a origem comprovada, o algodão ABR vai para a usina de beneficiamento para ter a pluma separada do caroço e das impurezas, seguindo depois para a indústria têxtil e de confecção. Assim, podemos afirmar que o nosso algodão é rastreável da semente ao guarda-roupa.

Mas a tecnologia e a inovação aplicadas no melhoramento da cultura não se limitam à rastreabilidade. Outro fator bastante importante é como essa fibra é produzida nas lavouras visando cumprir as metas de sustentabilidade demandadas pelos seus clientes. O mercado busca fechar contratos antecipados com os produtores desse algodão e não à toa seguimos, sim, o fio da produção responsável desde 2012, quando implantamos o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e entregamos aos produtores de algodão, um protocolo contendo toda a legislação trabalhista brasileira, as exigências dos atos Normativos do Ministério do Trabalho e o cumprimento de todas as determinações da Organização Internacional do Trabalho, para que os produtores se adequassem à Legislação e se preparassem para receber as empresas de auditoria de terceira parte, visando comprovar a regularidade das relações de trabalho.

Neste mesmo ano, convidamos o Better Cotton Iniciative (BCI) para atuar no Brasil junto com a Abrapa e promovemos um processo de benchmarking unindo os protocolos BCI e ABR. Hoje, o País é o maior produtor de algodão Better Cotton do mundo, com 42% da oferta mundial de pluma licenciada pela entidade. Na safra 2021/2022, 84% de toda a pluma brasileira foram certificadas/licenciadas pelo ABR/BCI, correspondendo a 2.000.000 de toneladas com a chancela de algodão responsável. Nos dedicamos, ao longo de quase duas décadas, a implantar um processo de produção de algodão responsável e certificado, direcionado a pequenos, médios e grandes produtores, mas sem esquecer também da qualidade da fibra e da sua promoção para alcançarmos novos mercados mundo a fora. E como o próprio conceito da nossa campanha propõe, seguimos o fio da qualidade e da promoção da pluma, visando estabelecer o fortalecimento da cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor algodoeiro em todo o continente.

Em 2016, desenvolvemos o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), estruturado em três pilares: Centro de Referência de Análise de Algodão (CBRA), Banco de Dados da Qualidade do Algodão Brasileiro e Orientação aos laboratórios participantes. O CBRA é o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão, que desenvolve o programa de checagem das amostras analisadas pelos laboratórios participantes do programa, garantindo a padronização dos processos de classificação. Desse modo, os dados da qualidade da fibra também constam nas etiquetas quando rastreadas, garantindo o resultado de origem, dando credibilidade e transparência para os resultados de análise de HVI realizados pelos laboratórios de classificação instrumental que operam no Brasil.

Mesmo com todas essas ações, o algodão enfrenta uma série de incertezas, sobretudo nas demandas que precisam ser abordadas adequadamente para que o setor direcione seu potencial no apoio ao crescimento econômico e ao desenvolvimento sustentável. O movimento Sou de Algodão nasce em 2016 para estimular a moda responsável. Para isso, unimos em uma só voz todos os agentes da cadeia produtiva e da indústria têxtil dessa fibra, desde o homem do campo até o consumidor final, passando por tecelões, artesãos, fiadores, designers de moda brasileiros, estilistas e estudantes, para disseminar os benefícios da fibra natural. Hoje, nos orgulhamos em afirmar que o Brasil é o maior fornecedor de algodão responsável do mundo. E comunicamos isso para o mercado externo, que busca qualidade, relações transparentes e sustentabilidade, por meio do programa Cotton Brazil. Iniciativa que projeta a nossa pluma para parceiros das fiações, tecelagens e confecções ao redor do mundo.

Após quase 20 anos de constante inovação, pesquisa e investimentos em aprimoramentos, capitaneados pela Abrapa, suas associadas e parceiros, é hora de oferecer uma matéria-prima que busca incessantemente pela evolução da produção responsável, com qualidade e rastreabilidade. Passo a passo estamos produzindo e, ao mesmo tempo, cuidando do Planeta.

Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)
07/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

PLA by John Deere: pulverizadores para pequenos e médios

Por redação 07/10/2022
Escrito por redação

PLA by John Deere facilita transição entre pulverizadores acoplados para modelos autopropelidos

PLA by John Deere: pulverizadores para pequenas e médias áreasO levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a produção de grãos no Brasil está estimada em 272,5 milhões para o fim do ano safra, um crescimento de 6,7% em relação ao último período. Os pequenos e médios produtores procuram por soluções mais tecnológicas para apoiar a crescente demanda por alimentos, buscando aumento de produtividade, redução das perdas e sustentabilidade. Uma das fases mais importantes para ter uma boa colheita é o trato cultural, responsável pelo desenvolvimento das produções. A John Deere disponibiliza soluções completas em pulverização para todos os portes de cliente, do pequeno produtor ao grande, e conta em seu grupo desde 2018 com a empresa PLA, cujos equipamentos da linha PLA by John Deere, possuem agora recursos mais tecnológicos bem como o motor da John Deere.

São duas as soluções mais utilizadas pelos agricultores no momento do trato cultural: os pulverizadores de arrasto ou de barra, geralmente acoplados em tratores, e os pulverizadores autopropelidos. A grande diferença entre eles é a capacidade e os recursos que possuem.

“O produtor pode procurar um de nossos concessionários John Deere para auxiliar na avaliação do que deve ser utilizado em sua propriedade para que ele tenha um retorno cada vez mais eficiente. Com isso, ele será mais sustentável em sua operação, tanto do ponto de vista financeiro quanto do ambiental”, afirma Sebastian Malamud, Gerente Geral da PLA by John Deere.

Para os pequenos produtores, que estão ganhando cada vez mais escala, a migração para um equipamento autopropelido é a solução para ser cada vez mais eficiente. “Os pulverizadores acoplados de barra possuem uma média de 600 litros de capacidade de calda, enquanto o autopropelido possui um tanque com capacidade de até dois mil litros, e consegue cobrir uma área muito maior, de forma mais certeira. Com isso, o agricultor é mais preciso na aplicação e tem um maior controle dos bicos, além de mais acesso aos recursos tecnológicos”, explica o executivo. Cabe lembrar que as análises devem incluir o tipo de cultura e o tamanho da propriedade.

A fim de ajudar os produtores nessa transição, a PLA by John Deere oferece os pulverizadores PLA120J, PLA120J HP e PLA125J, ideais para pequenas e médias áreas. São equipados com barra de 24,5m e 27,5m, tanque de calda de dois mil e dois mil e quinhentos litros e vão livre de 1,40m — um produto versátil e um dos mais leves da categoria.

07/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Hyster Brasil lança solução para terrenos não pavimentados

Por redação 06/10/2022
Escrito por redação

A proposta traz ao mercado um equipamento robusto, de alta qualidade e com ótimo custo benefício

Hyster Brasil lança solução para terrenos não pavimentadosA Hyster Brasil acaba de introduzir em sua linha de equipamentos a série Hyster Todo Terreno. Uma solução projetada para aplicações que enfrentam terrenos não pavimentados. A série oferece um produto versátil, que apresenta alta durabilidade para a categoria e com baixo custo de propriedade, além de contar com um pós-venda em âmbito nacional.

Segundo o relatório da empresa de pesquisa de mercado Research and Markets, que analisa insights e mercado de 800 tipos de negócios no mundo todo, o mercado de empilhadeiras, estimado em US$ 37.9 bilhões em 2020, deve chegar a US$ 50.5 bilhões em 2026. Este salto requer mais opções de produtos, com qualidade e versatilidade é isso que a Hyster Brasil vem fazendo ao longo dos anos. Nesta nova série, os equipamentos são robustos e potentes, com torre de visão ampla, boas velocidade e capacidade, além de pneus industriais de alta qualidade e pegada larga.

Edson Nascimento, gerente de sênior de Engenharia e Treinamento, comenta que a nova série Todo Terreno foi projetada para ampliar a versatilidade do uso do equipamento e melhorar a eficiência em terrenos irregulares, sem comprometimento do desempenho, segurança ou das necessidades do operador. “Procuramos trazer ao mercado uma solução para terrenos mais difíceis e proporcionar ao nosso cliente a segurança de poder contar com um pós-venda que atenda a reposição de peças em âmbito nacional”, finaliza Nascimento.

Segurança e ergonomia

Em um terreno desnivelado, o conforto do operador é uma questão crítica, por isso, a série Todo Terreno da Hyster Brasil possui o protetor do operador totalmente isolado com amortecimento de borracha. Isso reduz significativamente a vibração da máquina, consequentemente, oferecendo condições mais seguras e adequadas a quem a opera. A ergonomia também é uma preocupação que a empresa tem, o que se reflete no design dos equipamentos, projetados com cabines espaçosas que possuem alças de apoio e amplas aberturas para fácil acesso através do degrau baixo.

Capacidade e robustez

Procurando atender às demandas dos setores da agricultura (algodão, grãos, etc), madeireira, construção civil (depósito, olarias, fábricas de itens de concreto) e a indústria e comércio em geral com terrenos não pavimentados (reciclagem, metalúrgicas, transporte de combustível, ferro velho), a Hyster investiu em máquinas com capacidades diferentes e duas opções de tração, sendo as de 1.8 até 5 toneladas para 4 X 2 e as de 1.8 até 3.5 toneladas para 4 X 4.

Também foram planejadas alturas de torres compatíveis com as capacidades, que vão de 2.700 a 6.500, conforme a capacidade e estágio da empilhadeira.

Como em todos os equipamentos Hyster, a série Todo Terreno entrega alguns recursos que contribuem para um menor custo operacional, menor desgaste, logo, maior vida útil dos componentes, impactando positivamente no TCO – Custo Total de Propriedade.

Cabe lembrar que, ao avaliar os custos de propriedade, o cliente não irá contabilizar somente o valor inicial da aquisição do equipamento, mas o investimento total ao longo da vida útil dele. Além disso, é importante poder contar com a disponibilidade de peças genuínas e o apoio de um pós-venda. Para ajudar a entender melhor os custos da operação, a Hyster conta uma rede de distribuidores em todo o território nacional, que orienta o cliente em todo o processo desde a aquisição e ao longo da vida útil do equipamento.

06/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Conab prevê recorde na produção de grãos em 312,4 mi/t

Por redação 06/10/2022
Escrito por redação

Se confirmado, o volume supera em 41,5 milhões de toneladas o recorde obtido na temporada recentemente finalizada, quando foram colhidos 270,9 milhões de toneladas

Conab prevê recorde na produção de grãos em 312,4 mi/tA produção brasileira de grãos pode atingir 312,4 milhões de toneladas na safra 2022/23. Se confirmado, o volume supera em 41,5 milhões de toneladas o recorde obtido na temporada recentemente finalizada, quando foram colhidos 270,9 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23 divulgado, nesta quinta-feira (6), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o documento, a área destinada para o plantio apresenta um crescimento de 2,9% em relação ao ciclo 2021/22, sendo estimada em 76,6 milhões de hectares. “Vale ressaltar que no Brasil, considerando a sua vasta extensão territorial, há o cultivo de três safras em períodos distintos. Assim, para todas as culturas são utilizados, aproximadamente, 52,6 milhões de hectares”, reforça o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Dentre os produtos, destaque para soja e milho que juntos devem registrar uma produção de 279,3 milhões de toneladas. No caso da soja, os agricultores brasileiros devem destinar uma área de 42,89 milhões de hectares, um crescimento de 3,4% se comparada com a safra passada.

A semeadura do grão ocorre dentro da janela nos principais estados produtores e chega a 4,6% da área, com o maior índice registrado no Paraná (9%), seguido de Mato Grosso (8,9%) e de Mato Grosso do Sul (6%). Com o avanço da área, a estimativa da Conab para a produção da oleaginosa é de 152,4 milhões de toneladas.

Produção brasileira de grãos – Milho

Para o milho 1ª safra, é esperada uma redução de 1,5% na área a ser cultivada, devido à elevação dos custos bem como a uma migração para cultivos mais rentáveis. O plantio está avançado no Sul do país, onde as precipitações frequentes e bem distribuídas favorecem o seu desenvolvimento inicial, apesar das baixas temperaturas registradas que retardaram a emergência em algumas regiões.

“Nos três estados do Sul, onde a semeadura já está avançada, os produtores estão atentos para possível incidência de ataques de cigarrinha, principalmente com o aumento das temperaturas nos próximos meses”, comenta a superintendente de Informações da Agropecuária da Companhia, Candice Romero Santos.

Mesmo com a menor área, é esperado que a colheita do cereal na primeira safra apresente um aumento de 14,6%, sendo estimada em 28,69 milhões de toneladas. O bom resultado se deve a expectativa de recuperação da produtividade no atual ciclo. Somando as três safras do cereal em toda a temporada 2022/23, a Conab estima uma produção de 126,9 milhões de toneladas.

Importantes produtos para o mercado interno, arroz e feijão também tendem a apresentar queda na área plantada. Ainda assim, a estimativa é de uma produção de arroz em 10,8 milhões de toneladas, enquanto a da leguminosa deve atingir 2,96 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento no país.

“O feijão é uma cultura de ciclo curto, o que apresenta uma vantagem para o produtor que consegue adequar o seu plantio dentro de uma janela menor, sem ter que renunciar à produção de outros grãos ainda no mesmo ano-safra. Nesse cenário, o Brasil possui três épocas distintas de plantio, favorecendo assim uma oferta constante do produto ao longo do ano”, destaca o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.

Para o algodão, a expectativa é que sejam destinados 1,63 milhão de hectares para o cultivo da fibra, crescimento de 1,9% da área semeada na safra 2022/23 quando comparada com a safra anterior, resultando em uma produção da pluma de 2,92 milhões de toneladas.

Para as culturas de inverno, as lavouras se encontram em fase de colheita ou estágio avançado de desenvolvimento. Principal produto semeado, o trigo já está colhido em 22,4% da área plantada no país. Com expectativa de um novo recorde, a Conab projeta a produção do cereal em 9,4 milhões de toneladas, volume 22% maior que na safra anterior.

Mercado de grãos

As primeiras projeções da Conab para a safra 2022/23 apontam incremento nos estoques finais de milho (20%), algodão (17%), feijão (31%) e soja (45%) comparado à safra 2021/22. No que se refere ao consumo interno, o levantamento aponta estabilidade no consumo de arroz e feijão, leve incremento na demanda por algodão (2%) e um aumento no consumo de milho e de soja, de 6,2% e 5% respectivamente.

Para o trigo, as estimativas da balança comercial foram ajustadas neste 1º levantamento, reduzindo as importações de 6,3 para 6,1 milhões de toneladas e elevando as vendas externas de 200 mil toneladas para 2,7 milhões de toneladas. Com a consolidação dos dados, o país deve encerrar a safra em agosto de 2023 com estoque de passagem de 1,19 milhão de toneladas.

Para a soja, em 2023, destacam-se as estimativas de exportações do grão em 95,87 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 22,5% em relação ao projetado para 2022. “Este acréscimo é motivado por uma maior oferta brasileira do grão na safra 2022/23, aliado a uma elevação na demanda mundial e a uma previsão de redução das exportações dos Estados Unidos”, reforça o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

Já para o óleo, a perspectiva é de diminuição das exportações (de 2,1 milhões de toneladas em 2022 para 1,8 milhão de toneladas em 2023), dada a expectativa de maior produção de biodiesel e de que a Argentina retorne com mais força ao mercado exportador de óleo de soja em 2023.

Situação semelhante ocorre com as estimativas de exportação do milho: com a projeção de uma maior produção e de uma demanda externa aquecida, a Conab estima que 45 milhões de toneladas sairão do país via portos, o que representa uma elevação de 21,6% das exportações do cereal em 2023.

06/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Tecnologia da Embrapa aumenta produtividade do milho

Por redação 05/10/2022
Escrito por redação

Diferentes estudos mostraram ganhos de produtividade proporcionados pelo Sistema Antecipe

Tecnologia da Embrapa aumenta produtividade do milhoGanhos médios diários de produtividade entre 1,5 e 2,3 sacas por hectare com a antecipação do plantio do milho na cultura da soja. Esses são os resultados obtidos com o Sistema Antecipe, método de cultivo intercalar desenvolvido pela Embrapa que permite o plantio da segunda safra do cereal em até 20 dias antes da colheita da soja. Os números registrados, apresentados pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Décio Karam durante o 33º Congresso Nacional de Milho e Sorgo (CNMS), surpreendem como uma solução eficiente para diminuir os efeitos causados pelas incertezas do clima na segunda safra. Segundo ele, os resultados mais expressivos foram obtidos na segunda safra de 2021 em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), no qual o Antecipe entregou 46 sacas de milho por hectare a mais na mesma área.

Lançado em 2020, o Antecipe é um pacote que agrupa um sistema inédito de produção de grãos, uma semeadora-adubadora – desenvolvida pela Embrapa e aprimorada pela empresa Jumil – e um aplicativo para auxiliar o produtor a planejar a execução. O milho é semeado pelo equipamento nas entrelinhas de soja, durante o estádio R5 da leguminosa. Na hora da colheita, o milho é cortado junto com a soja, ficando apenas um pequeno caule de cada planta do cereal. Só que, nesse momento, toda a lavoura de milho já está implantada, com raízes em pleno desenvolvimento e pronta para continuar crescendo. Esse plantio antecipado permite um ganho de até 20 dias e faz o cereal aproveitar condições climáticas mais favoráveis.

Artigos publicados em revistas técnicas das cooperativas Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano) e Cocamar (Cooperativa Agroindustrial – Maringá, PR) corroboram os dados inéditos apresentados. Resultados de experimentos conduzidos pela Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Soja e pelo Departamento Técnico da Cocamar endossam os incrementos de produtividade proporcionados pelo Sistema Antecipe quando comparados a épocas de semeaduras que são realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

“É importante salientar que o Sistema Antecipe não visa à substituição do cultivo do milho segunda safra hoje implantado no Brasil. Todos os resultados gerados até agora demonstram que essa técnica visa àredução de riscos do milho semeado fora do calendário agrícola preconizado pelo Zarc”, pondera Karam.

Os ganhos apresentados pelo Antecipe, em todas as regiões onde a tecnologia vem sendo implantada, demonstram que a produtividade de grãos é maior nesse sistema quando comparada à semeadura tardia. “Assim, o milho semeado em melhores condições de clima poderá ter produtividade superior ao Antecipe”, reforça Emerson Borghi, também pesquisador da Embrapa. “Pelo que está demonstrado, o Antecipe produz mais que o milho semeado tardiamente”, reafirmam ambos os pesquisadores, responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho que culminou no lançamento da tecnologia após 13 anos de estudos.

Resultados obtidos no estado do Paraná e publicados na edição de janeiro de 2022 da revista Safratec, periódico produzido pela Cocamar, revelam ganhos diários de produtividade de até 3,9 sacos por hectare por dia de antecipação com a adoção do sistema, se comparados ao plantio do milho após a soja, fora da janela ideal de semeadura. Esses dados promissores foram registrados em Londrina (PR), com o milho semeado em março de 2021. No início do desenvolvimento da tecnologia, em 2009, Campo Mourão, na região centro-oeste do estado, registrou 2,9 sacas a mais na mesma comparação.

Em Rio Verde, no sudoeste goiano, de acordo com resultados publicados no Anuário de Pesquisas de 2021 do Instituto de Ciência e Tecnologia da Comigo, “há ganho de 3,6 sacos de milho por hectare por dia nos 17 dias de antecipação em relação à semeadura tardia, o que significa um ganho de 40% em produtividade entre essas épocas”, diz o trecho de um artigo de autoria de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e de agrônomos da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e do Instituto de Ciência e Tecnologia (ITC) da Comigo.

“Outra importante conclusão é que com essa técnica de cultivo, apesar da presença da soja, até a colheita da oleaginosa é possível obter ganhos de produtividade de milho segunda safra, mesmo após o dano mecânico nas plantas provocado pela passagem da colhedora”, relata Karam. Os resultados também estão publicados no Repositório de Informação Tecnológica da Embrapa.

Estratégia para redução de risco

Segundo Karam, a produtividade de grãos obtida com o Antecipe não pode ser comparada à produtividade do milho semeado em condições mais propícias para a expressão máxima de produtividade. “Toda propriedade tem aquele milho tardio, plantado fora da janela ideal. Nessas áreas, encontramos a porta de entrada para o Sistema Antecipe”, explica o pesquisador.

“Todas as regiões agrícolas brasileiras sofrem com essa questão do atraso do plantio da soja em decorrência das condições climáticas. Consequentemente, o plantio do milho safrinha também vai sendo adiado, em condições desfavoráveis, com maiores riscos e menos produtividade. O Antecipe nasceu para contornar isso”, conta Karam.

Antecipe com sorgo

A tecnologia é viável também para o sorgo, que está em franca expansão no Brasil. Segundo dados de um experimento conduzido em 2021 na Embrapa Milho e Sorgo, e apresentados durante o Congresso, a semeadura de uma cultivar de sorgo da Embrapa, executada 14 dias antes da colheita da soja, rendeu 8,52 toneladas a mais de massa verde por hectare.

“O sorgo semeado pós-soja atingiu 12,96 mil quilos de massa verde por hectare. Já a produtividade da mesma cultivar, semeada duas semanas antes da colheita da oleaginosa, chegou a 21,48 mil quilos”, revela o pesquisador. “Temos que adaptar o sistema para cada região, para a cultivar que o produtor está usando e para as condições climáticas. Mas sabemos, a partir dos dados, que a tecnologia é extremamente eficiente”, completa.

As análises de desempenho do Sistema Antecipe vêm sendo conduzidas nas principais regiões agrícolas brasileiras, como o Centro-Oeste e a região Centro-Sul. “Estudos também estão sendo feitos nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Paragominas, no Pará, e Roraima, além do Oeste da Bahia”, revela Karam.

Outros diferenciais já vistos pela equipe de desenvolvimento no milho plantado antes da colheita da soja são melhor enraizamento (foto) e menor incidência da cigarrinha, se comparado ao cereal plantado após a soja, fora da janela ideal de semeadura. “Ainda são dados preliminares que precisam ser comprovados pela pesquisa”, pondera.

Tecnologia disruptiva

É preciso pensar de forma diferente no momento de adotar a tecnologia, de acordo com Karam (foto à direita). “Deve-se plantar o milho antes da colheita da soja. No momento da colheita da oleaginosa, o cereal vai ser cortado e vai retomar seu crescimento”, explica. Apesar do impacto visual que o dano mecânico na planta de milho pode provocar no produtor, com o corte rente ao solo quando a colheitadeira de soja passa sobre a lavoura, o pesquisador busca na ciência a explicação para tranquilizar o agricultor. “O ponto de crescimento do milho fica abaixo da superfície do solo até o estádio V6, fase vegetativa com seis folhas desenvolvidas. Portanto, com o dano mecânico até esse estádio, o milho vai continuar seu crescimento”, detalha.

O pesquisador ainda revela que cultivares de soja com porte mais ereto, que tenham a inserção da vagem em um ponto mais alto, e tratores com o vão livre adequado otimizam o Antecipe.

05/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

VBP da agropecuária mineira pode atingir R$ 137,7 bi em 2022

Por redação 05/10/2022
Escrito por redação

Caso cifra seja concretizada significará crescimento de 11%, com indicador sendo puxado pela valorização do café e da soja

VBP da agropecuária mineira pode atingir R$ 137,7 bi em 2022A estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira indica o recorde de R$ 137,7 bilhões em 2022. A projeção, feita com dados acumulados no período de janeiro a agosto, aponta crescimento de 11% em relação ao ano anterior.

O VBP é um indicador que representa uma estimativa da geração de renda no meio rural e seu cálculo é feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir de dados do IBGE, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). Minas Gerais responde por 11,4% do VPB nacional e ocupa o 4° lugar no ranking dos estados.

Lavouras

Dentre os segmentos da agropecuária mineira, as lavouras representam 68% do faturamento. Para este ano, a receita deve alcançar R$ 93,1 bilhões, alta de 18,5%. Já a receita do segmento pecuário deve alcançar R$ 44,6 bilhões e tem estimativa de queda de 1,8%.

Na avaliação do Superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Feliciano Nogueira, os resultados positivos do VBP, neste ano, se devem aos bons preços praticados no mercado, especialmente em relação ao café e à soja.

“A média dos preços do café, no período de janeiro a agosto deste ano, foi 66% superior na comparação com a média de preços do mesmo período do ano anterior. No mês de fevereiro de 2022, foi registrado a média mensal mais alta do período, chegando a R$ 1.485 a saca de 60 kg”, detalha o superintendente da Seapa.

Soja

A soja ocupa a segunda liderança no seguimento agrícola, com VBP estimado em R$ 22,6 bilhões e aumento de 6,3% em relação ao ano anterior. Além dos bons preços no mercado, este bom resultado se deve também à safra recorde, que deve alcançar 7,6 milhões de toneladas na safra 2021/2022, com crescimento de 8,1%, e aos altos preços praticados no mercado.

Cana-de-Açúcar

A cana-de-açúcar é outro produto que vem crescendo na agropecuária mineira, no segmento das lavouras, com estimativa do VBP de R$ 12,8 bilhões e aumento de 22% em comparação com a safra passada. Segundo IBGE, para esse ano, a produção deverá crescer 6,7%, alcançando em torno de 74 milhões de toneladas.

Ainda dentro do segmento agrícola, é estimado crescimento do VBP a batata-inglesa (18%), banana (33%), tomate (20%), laranja (7%), algodão (11%), trigo (73%), mandioca (36%) e arroz (10%). E queda para o milho (0,6%), feijão (9,9%), uva (1,2%) e amendoim (15%).

Pecuária

A redução de preços das carnes bovina, suína e de frango provocaram a queda do valor da produção do segmento pecuário neste ano. Os produtos que se destacaram pela sua contribuição positiva foram: leite e ovos, com crescimento de 5,8% e 0,7% respectivamente. A receita deve chegar a R$ 16,6 bilhões para o leite e R$ 1,7 bilhões para ovos. O resultado positivo do leite se dá pelo elevado preço praticado no mercado, em função da menor oferta do produto no campo.

O faturamento bruto da carne bovina deve alcançar R$ 14,4 bilhões em 2022, registrando queda de 4,2% em relação ao ano anterior, devido ao baixo consumo da proteína, justificada pela redução do poder de compra da população, ocasionada pela alta inflação. A estimativa para o VBP do frango é de R$ 8,2 bilhões, 8,1% inferior ao valor do ano passado. Já para suínos a estimativa é de R$ 3,6 bilhões, decréscimo de 10,3%.

Fonte: Datagro
05/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Sinal 5G será ativado em cinco capitais da região Norte

Por redação 05/10/2022
Escrito por redação

Lista inclui Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco

Sinal 5G será ativado dia 6 em cinco capitais da região NorteA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que cinco capitais da Região Norte terão, a partir do dia 6 próximo, a faixa de internet de quinta geração (5G) liberada para a entrada em operação. A nova tecnologia permite transmissão de dados de forma mais veloz, estável e com menor tempo de resposta (latência).

O anúncio – relativo ao início dos serviços em Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco – foi feito hoje (4), em Brasília, pelo conselheiro Moisés Queiroz Moreira, do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi).

Essas frequências para o 5G foram leiloadas em novembro de 2021. A previsão inicial era que o serviço seria disponibilizado em todas as capitais até 31 de julho, e que nas demais cidades do país a ativação seria gradual até 2029.

“Foi um trabalho exitoso nessa fase inicial, apesar de difícil e de [envolver] aprendizado, porque não tínhamos total conhecimento dos problemas que poderiam aparecer”, disse o conselheiro, referindo-se à conclusão da primeira etapa de entrega da faixa de 3,5 GHz, a ser explorada por três operadoras (Vivo, TIM e Claro) em todas as capitais do país.

Segundo o coordenador do Gaispi, Henrique Gomes Pinheiro, as operadoras instalaram, até o momento, “mais do que o dobro” de antenas previstas no edital do 5G.

“O mínimo era de 2.528 estações [para as três operadoras]. No entanto, 5.275 já foram instaladas”, disse ele, ao informar que, com isso, o 5G já está presente em 5% das 93 mil estações instaladas no país.

Ele acrescentou que o serviço disponibilizado nas 27 capitais alcança 24% da população brasileira e tem um potencial de chegar a 50 milhões de brasileiros.

Região Norte

De acordo com o conselheiro Moisés Moreira, as operadoras têm até 28 de novembro para ligar todas as estações previstas para a Região Norte. “Serão 57 antenas em Belém; 18 em Macapá; 84 em Manaus; 21 em Porto Velho; e 15 no Rio Branco”, detalhou.

Sobre a nova etapa prevista no edital, que é a de levar a 5G desta faixa às cidades com mais de 500 mil habitantes, o desafio agora é o de avançar na limpeza do espectro utilizado – que é o mesmo de antenas parabólicas. A previsão é que essa nova etapa comece a ser implementada em janeiro de 2023.

A fim de viabilizar esse processo, serão distribuídos kits de antenas que substituirão as parabólicas, para famílias inscritas no cadastro único de programas sociais do governo federal. Neste sentido, estão previstas campanhas informando a população sobre como proceder o agendamento para a troca de equipamento.

Fonte: Agência Brasil
05/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Mapa avalia caminhos para ampliar financiamento privado

Por redação 05/10/2022
Escrito por redação

Um dos objetivos é expandir alcance da CPR; saldo negociado subiu de R$ 17 bi para R$ 178 bi em dois anos

Mapa avalia caminhos para ampliar financiamento privado ao agroRepresentantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e um grupo de especialistas em mercado de capitais voltado ao agronegócio reuniram-se para debater ajustes de decretos que regulamentam o financiamento privado ao agro. A ideia é expandir o alcance da Cédula de Produto Rural (CPR) para o setor de comercialização de produtos agropecuários e ampliar ainda mais o saldo negociado dos títulos vinculados ao setor. A reunião ocorreu na Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), no dia 30 de setembro.

De acordo com José Angelo Mazzillo, secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, o volume negociado em CPR até agosto de 2020 era de R$ 17 bilhões. “Dois anos depois, em agosto de 2022, esse saldo subiu para R$ 178 bilhões”, afirmou Mazzillo, que coordenou a reunião.

O que ocorreu para essa explosão nas negociações dos títulos do agro? Segundo o secretário, foi justamente o primeiro upgrade na legislação que os regulamenta. A CPR foi instituída pela Lei 8.929, de 1994, e houve uma grande remodelação com a Lei 13.986, de abril de 2020.

Em julho de 2021, ocorreu outra remodelação dessa legislação, com a Lei 14.421. “A gente está tornando a CPR um título muito atraente, tanto para o credor, quanto para o tomador de recursos. Ambos querem um mercado financeiro bem desenhado, por isso ‘fechamos o circuito’ entre quem precisa de dinheiro e quem quer investir no agro”, explicou Mazzillo.

A expectativa, segundo o secretário, é que o volume de recursos negociados via CPR alcance R$ 200 bilhões em breve e chegue à casa do trilhão entre cinco e dez anos. O agronegócio brasileiro movimenta hoje mais de R$ 2,5 trilhões, que correspondem a pouco mais de um quarto do PIB do país, que é de aproximadamente R$ 9 trilhões.

“Nos últimos anos, a gente está impulsionando as finanças privadas do agro para deixar a agricultura mais robustecida em termos de recursos, de financiamento. O Plano Safra é uma peça importante, mas a nossa agricultura está crescendo como um foguete”, reforçou Mazzillo. Esse crescimento justifica a necessidade de ampliar a oferta de capital de giro e de capital para investimento, trabalho que o Mapa vem desenvolvendo.

A adequação do marco legal é uma das estratégias adotadas. Nos últimos anos, a CPR se expandiu de dentro da porteira para a agroindústria, depois para a indústria, setor de insumos, máquinas e implementos e, mais recentemente, para equipamentos de armazenagem. A ideia é abarcar toda a cadeia do agronegócio.

Players

A participação de players do mercado na atualização do marco legal é estratégica. “Como a lei é para impulsionar o mercado, precisamos envolver nas conversas o maior número de players que a gente conseguir. Tanto por parte de quem emite a CPR e precisa do dinheiro, quanto por parte de quem vai comprar a CPR e fazer investimentos”, disse Mazzillo.

Quando um cliente vai ao banco e pretende investir no agro, ele encontra recebíveis “empacotados” em instrumentos sofisticados de mercado de capitais, como o CRA, o Fiagro, a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), um dos mais conhecidos. Pessoas físicas podem adquirir cotas desses produtos.

Estruturadoras e securitizadoras que estruturam as operações entre investidores da cidade e produtores do campo participaram da reunião, assim como bancos, cooperativas agropecuárias, cooperativas de crédito e escritórios de advocacia. “Os estruturadores e securitizadores são empresas que desenvolvem o modelo para calcular o risco de crédito do produtor rural e, com isso, oferecer esse serviço para o credor”, explicou o secretário. Essas empresas levam em conta a possibilidade de inadimplência do produtor rural para estabelecer a taxa de juros adequada a esse risco.

Financiamento privado: rentabilidade

Investir em CPR é um bom negócio? Segundo Mazzilo, a rentabilidade é calculada pela CDI, que, em geral, expressa a variação da taxa Selic definida pelo Banco Central. “A rentabilidade normalmente é medida pela CDI mais um valor fixo, que pode variar de 4%, 5%, podendo chegar a até 10% ao ano, dependendo do tipo de risco, do tipo de operação.” O mais comum é encontrar no mercado esses instrumentos estruturados com a taxa de CDI mais juros de 6% a 8% ao ano.

Mazzillo disse acreditar que, com as alterações legais em andamento, o Brasil poderá ter um dos melhores mercados de crédito para o agronegócio do mundo. “Se a gente conseguir emplacar essas mudanças, vai ser difícil ter um mercado de crédito ao agronegócio melhor que o brasileiro”, afirmou.

CPR Verde

A atualização dos decretos envolve aperfeiçoamentos pontuais, especialmente na regulamentação da CPR com fins de sustentabilidade. Mazzillo explica que a Cédula de Produto Rural pode ser usada para financiar atividades convencionais ou atividades sustentáveis, neste caso, regulamentada no Decreto 10.828, de 2021. “Decreto e lei têm que andar juntos, têm que conversar. Já que a Lei 14.421 mudou bastante as CPRs, permitindo a expansão de seu uso, a gente tem que atualizar o decreto.”

Um dos pontos a ser alterado está relacionado à nomenclatura. No caso da CPR Verde, há uma nomenclatura usada internacionalmente que o investidor estrangeiro está acostumado e os grandes investidores brasileiros começam a entender. “A gente tem que explicitar isso no decreto para todo mundo falar a mesma língua. Quando a gente falar CPR do tipo tal, todos devem entender o que significa aquela CPR”.

Hoje, quando se fala em CPR Verde, os investidores a associam a questões ambientais, socioambientais, conservação, prestação de serviço ambiental, produção sustentável, o que pode levar a uma confusão conceitual.“O termo CPR Verde é utilizado indistintamente para todas as modalidades de título sustentável. O mercado internacional já faz isso e o mercado nacional está começando a operar com uma nomenclatura específica. A gente quer trazer essa nomenclatura para a CPR e, dessa forma, favorecer as operações desse título no Brasil.”

Fonte: Datagro
05/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Venda de máquinas no mercado doméstico sobe 23,5%

Por redação 05/10/2022
Escrito por redação

Dados foram divulgados nesta terça-feira (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)

Venda de máquinas no mercado doméstico sobe 23,5% A venda de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno cresceu 7,25% em agosto na comparação com igual mês do ano passado, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados nesta terça-feira (4). Em relação a julho, porém, houve queda de 1,12%. Já no acumulado dos oito primeiros meses do ano, o avanço é de 23,56%.

Segundo o presidente da entidade, José Maurício Andreta Júnior, apesar da ligeira queda na venda de máquinas sobre o mês anterior, o segmento continua com boa procura. “As oscilações estão relacionadas com a capacidade de entrega das montadoras. Tanto que, no acumulado do ano, vemos que o resultado segue positivo em mais de 20%”, destaca o dirigente.

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro
05/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
NotíciasRevista

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutores

Por redação 04/10/2022
Escrito por redação

A incorporação de inteligência artificial e Internet das coisas na agricultura tem ajudado a moldar o futuro dos tratores autônomos. Apesar de muitos entraves, mercado tem tudo para continuar avançando

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutorespor Ana Machado – O mercado global de equipamentos agrícolas autônomos deve crescer a uma taxa anual de quase 10% até 2031, quando alcançará o valor de US$ 150 bilhões. A estimativa faz parte de um relatório lançado recentemente pela agência de pesquisa e consultoria de mercado Fact.Mr, que aponta os maquinários autônomos, como os tratores autônomos, como altamente eficientes na economia de tempo, custo de produção, monitoramento de safras e análises de solo – fatores que vão justamente ao encontro das necessidades atuais do agronegócio.

De maneira geral, a robótica e a automação estão em alta e não é apenas na agricultura. Segundo um levantamento global da AgFounder, empresa de capital de risco de foodtech e agtech: indústrias de diversos setores econômicos investiram US$ 198 milhões em robótica em 2019, ao passo que, em 2020, esse valor saltou para US$ 305 milhões, o que representa uma alta de mais de 54%. Esse montante fica ainda mais impressionante se considerar que essa expansão se deu justamente no primeiro ano da pandemia de Covid-19, quando a maior parte das empresas congelou investimentos.

A pergunta que fica é: o que tem feito os investidores enxergarem um caminho tão próspero na automação e na robótica? Uma das possíveis respostas é a chegada e expansão da tecnologia 5G, que vai permitir grandes avanços no que diz respeito à Internet das Coisas (IoT), bem como o avanço dos estudos relacionados à Inteligência Artificial. 

Devido às possibilidades de ganhos operacionais, a indústria de máquinas agrícolas está acompanhando essa tendência global e um dos carros-chefes nesse sentido são os tratores autônomos.

Níveis de automação

Antes de mais nada, é preciso dizer que existem três grandes grupos de tratores: os convencionais, operados totalmente por seres humanos; os semiautônomos, equipados com sistemas automatizados, mas que ainda necessitam de seres humanos para sua operação; e tratores 100% autônomos, que são programados previamente e depois dispensam o trabalho humano por completo, inclusive com inteligência artificial para tomadas de decisão em tempo real.

O grande diferencial, portanto, é a possibilidade de colher dados, trocá-los com outros sistemas e processá-los para agir de imediato. Um exemplo prático: em função das condições de solo e trafegabilidade, o trator autônomo consegue mudar sua própria velocidade, se adaptando ao terreno e sem interferência humana.

“No mercado já existem equipamentos que coletam informações, mas não em tempo real. Geralmente, há a coleta, o armazenamento e é necessário que uma pessoa acesse esse backup, leve os dados para a sede da fazenda, faça o processamento e análise para só então tomar determinadas providências a partir do que foi observado. Com tratores autônomos, isso muda radicalmente”, afirma o professor Roberto Lilles, do Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas da Universidade Federal de Pelotas (NIMEq/UFPel). Conforme o pesquisador, esse tipo de tecnologia exige até mesmo uma nova postura dos produtores. Como os tratores autônomos coletam muitos dados e cruzam informações, será necessário um trabalho de gestão mais qualificado e estratégico.

Em paralelo, os veículos autônomos trazem diversas vantagens, tais como o controle de tráfego; eficiência operacional em relação à manobra, inclusive nas cabeceiras das culturas; uso 24 horas por dia; integração das operações automatizadas sob uma mesma base de dados; redução de tempo e custo do trabalho e maior eficiência ao eliminar erros humanos na operação etc.

Tratores autônomos: barreiras a superar

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutoresNa rasteira dos benefícios, vem também muitos entraves que têm dificultado a adoção desse tipo de equipamento em grande escala. “A maior dificuldade de todas é a variabilidade espacial dos solos agrícolas. Obviamente não há nenhum solo agrícola perfeito. Mas, no Brasil, nós temos poucas áreas planas que oferecem as condições ideais de trabalho para tratores autônomos. As que mais se aproximam são os chapadões no Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e até mesmo em São Paulo. Esse tipo de característica é relevante porque a declividade e a rugosidade do solo influenciam diretamente no resultado dos veículos autônomos. Dessa forma, eles precisam ser equipados com outros tipos de sensores, muito mais sofisticados, que aumentam o custo final da máquina”, explica Kleber Lanças, professor titular de Mecânica Aplicada do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP.

Além desse ponto, há questões ligadas à baixa conectividade no campo. Afinal, a essência de um trator autônomo é justamente a comunicação de forma remota e integrada com outros sistemas, o que exige, por exemplo, uma boa cobertura de internet. Para quem já está contando com a chegada do 5G ao País, o presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), Marcos Ferraz, dá um recado: “Uma coisa importante a ressaltar é que o 5G, apesar de ser muito mais rápido na transmissão de dados, tem uma distância de alcance muito menor. Isso faz com que, atualmente, não seja a internet que o agro necessita. Por enquanto, o ideal mesmo é investir primeiro em conectar as áreas rurais descobertas de acesso, seja com ondas mais longas, transmissão via satélite ou mesmo expandir o alcance do 3G e do 4G”.

Quanto a isso, a chegada do 5G realmente tende a beneficiar as coberturas do 3G e do 4G, já que uma das prerrogativas do edital de concorrência aberto pelo governo federal inclui a ampliação da quantidade de torres de telecomunicação por parte das operadoras.

Um desafio bem mais complexo para os tratores autônomos está ligado à falta de uma legislação específica para delimitar e orientar as diversas situações que podem ocorrer durante seu uso, inclusive aquelas ligadas à segurança. “Em caso de um acidente que cause uma lesão a uma pessoa ou um dano material à propriedade, de quem é a culpa? É do dono da máquina, do fabricante ou de um terceiro que programou o sistema?”, questiona o professor Lilles.

Na visão do presidente da AsBraAP, que é engenheiro agrônomo e atua como consultor na área de inovação e tecnologia agrícola, o Brasil precisa primeiro resolver outras prioridades. “Há gargalos de baixa eficiência na pulverização, muitas vezes feita em condições climáticas desfavoráveis ou em doses inadequadas. É possível citar também a falta de mapeamento de solo em muitas regiões”, afirma. Segundo ele, esses são apenas dois exemplos básicos de como ainda há muito a evoluir.

A urgência da qualificação

Fora todas essas questões, Ferraz aponta um outro grande desafio relacionado à capacitação técnica para o uso de tratores autônomos. Segundo ele, há um excesso de informação e desinformação que faz com que os agricultores enxerguem as coisas de maneira equivocada e isso dificulta o alinhamento das expectativas em relação a novas tecnologias.

“Nosso objetivo como associação tem sido juntar todos os elos, ou seja, a academia, com estudos sobre essa temática; as empresas fabricantes, que também estão pesquisando e fornecendo novas tecnologias; bem como o público de interesse, especialmente estudantes, fazendas e cooperativas. Juntando todos para conversar, queremos diminuir o distanciamento entre a pesquisa e a aplicação”, explica o engenheiro.

Para isso, a entidade tem promovido workshops, congressos, simpósios e demais eventos. Inclusive, o próximo Congresso de Agricultura de Precisão, que acontecerá em agosto deste ano, tem em sua programação a discussão sobre robótica, com dois palestrantes convidados.

“A área de Agricultura de Precisão ainda necessita de muita difusão, treinamento e capacitação. Como tem muitos aspectos da robótica que estão relacionados aos preceitos da Agricultura de Precisão, tais como inteligência artificial, rastreabilidade, sistemas de orientação GPS, por exemplo, colocamos tudo em um ‘pacote’ para mostrar para o produtor que são muitas tecnologias e que a robótica é apenas uma delas. Dessa forma, quando essas inovações estiverem mais disponíveis, as pessoas vão conseguir realmente trabalhar com elas”, detalha Ferraz.

PLA by John Deere - Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutores
A corrida para a automação na agricultura familiar

O Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar realizado na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas tem desenvolvido projetos de pesquisa relacionados à ergonomia, mecanização de atividades manuais e, mais recentemente, a sistemas automatizados voltados especificamente à agricultura familiar.

“Sabemos que há uma carência de equipamentos que atendam essa parcela da população e, se a questão da automação é complexa até para os médios e grandes produtores, imagine para agricultores familiares. Foi por isso que já começamos a estudar melhor essa área, pensando em analisar as condições e características básicas desse tipo de propriedade, bem como sua relação com esses equipamentos, para formar uma base de conhecimento voltada às especificidades das atividades agrícolas em pequena escala”, explica o professor Roberto Lilles, do Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas (NIMEq/UFPel).

Segundo ele, nos últimos anos, o programa iniciou conversas com outros pesquisadores, inclusive de outras universidades, que têm trabalhado com robótica, automação e até mesmo profissionais da área de computação que estão direcionando suas pesquisas para área agrícola. Esse intercâmbio de conhecimento tem permitido o desenvolvimento de grupos de pesquisa multidisciplinares e o resultado disso é que, ao menos na área acadêmica, a agricultura familiar não tem sido deixada de lado.

“Em fevereiro deste ano, um orientando meu defendeu uma dissertação de mestrado sob o título ‘Desenvolvimento de um veículo autônomo e elétrico para uso em atividades agrícolas de escala familiar’. O objetivo desse trabalho foi projetar conceitualmente um veículo autônomo de plataforma multitarefa, com fonte de potência elétrica e possibilidade de adaptação futura para diferentes tipos de equipamentos agrícolas que atendam principalmente as propriedades de agricultura familiar”, destaca o professor.

Por enquanto, o projeto é apenas conceitual, embora já tenha o desenho e o que deve compor esse equipamento autônomo. De acordo com Lilles, a escassez de recursos voltados à ciência e à pesquisa no território brasileiro atualmente tem dificultado o avanço do desenvolvimento de um protótipo. “Fora isso, esse estudo já nos deu bastante conhecimento a respeito de quais serão as dificuldades para o desenvolvimento desse tipo de máquina. Esperamos que logo a gente consiga recursos, inclusive por meio de parcerias com empresas interessadas, para finalmente termos um protótipo e iniciar os testes – o que vai nos ajudar a descobrir mais coisas”, pontua o pesquisador.

Além desse primeiro estudo, há expectativas de que novos projetos surjam, inclusive com mais interação entre engenheiros de computação e mecatrônica, bem como engenheiros agrícolas e agrônomos. “Mesmo que seja ainda um sonho distante usar um trator autônomo em uma propriedade familiar, algo que talvez a gente consiga só daqui a uns 20 ou 30 anos, é preciso dar o primeiro passo e foi isso o que nos motivou a começar estudar o tema”, relembra Lilles.

O que está por vir

Tudo indica que a implementação do trator elétrico é uma inovação que vai se dá de maneira muito mais rápida que os tratores autônomos, segundo o professor Kleber Lanças, da FCA/Unesp. “Como participo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), sei que há subgrupos de engenheiros estudando os dois tipos de tratores, mas as pesquisas em relação aos tratores elétricos estão muito mais avançadas. Temos registros de testes na Europa, Estados Unidos, Índia, Turquia e com certeza o Brasil será agraciado com isso logo mais. Já no caso dos tratores autônomos, o que temos são protótipos, geralmente testados por fabricantes e sem muito alarde”, esclarece o pesquisador.

Segundo Douglas Felix Silva, que é gerente de vendas das divisões de Veículos Comerciais e Tecnologia Industrial da ZF América do Sul, o Brasil já tem esse tipo de tecnologia por aqui, mas ainda em níveis muito baixos e geralmente em caráter de teste. “Continua-se investindo nisso, no entanto, é necessário acompanhar o que o mercado coloca aos clientes, especialmente sobre o que tem sido oferecido em termos de máquinas e quais as tecnologias disponibilizadas. Temos visto uma grande demanda por transmissões continuamente variáveis, máquinas que permitam maior produtividade e baixo consumo, e até mesmo tendências de eletrificação. Já em relação à máquina ser totalmente autônoma, provavelmente será uma demanda que levará mais tempo”, explica o executivo.

Até o momento, o modelo mais futurista e alinhado a questões ambientais vem da China, que anunciou no ano passado um trator autônomo, elétrico e já preparado para a tecnologia 5G. O equipamento foi desenvolvido no Instituto Nacional de Inovação e Criação de Máquinas Agrícolas (CHIAIC) em parceria com o Instituto de Pesquisa de Equipamentos Avançados de Tianjin, ligado à Universidade Tsinghua.

A máquina, de tração 4×4, possui um motor médio síncrono central que impulsiona as duas rodas traseiras, enquanto cada roda dianteira tem seu próprio motor elétrico independente. O grande diferencial é que o trator possui células de combustível de hidrogênio que são ativadas quando o veículo está em movimento ou quando é submetido a esforços leves. Para suportar trabalhos mais pesados, o sistema recebeu baterias de lítio que entram automaticamente em operação para fornecer potência adicional.

Segundo o professor Zhao Chunjiang, responsável pela equipe de desenvolvimento, esse novo trator autônomo elétrico representa uma nova geração de máquinas agrícolas ecológicas e inteligentes parar ajudar a promover uma agricultura mais alinhada ao futuro.

“A área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) está muito forte e o mundo está vivendo em função dela. No passado, a tecnologia dava grandes saltos a cada dez anos, depois diminuímos para cinco anos e, agora, tem sido praticamente anual. Isso me faz pensar que a médio prazo ainda teremos grandes inovações”, conclui o professor Lanças.

ACESSE A EDIÇÃO DIGITAL DA MÁQUINAS & INOVAÇÕES AGRÍCOLAS
04/10/2022 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui