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Notícias

CNA mostra impactos do aumento dos custos da pecuária

Por redação 13/10/2022
Escrito por redação

Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro começa no dia 24 de outubro

CNA mostra impactos do aumento dos custos da pecuáriaOs impactos do aumento dos preços dos insumos da pecuária na margem de lucro dos produtores rurais serão apresentados no Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), de 24 de outubro a 8 de novembro.

Neste ano, o projeto levantou os custos de produção de cinco atividades pecuárias (aquicultura, avicultura, suinocultura, pecuária de corte e pecuária de leite) em 45 municípios de 15 estados brasileiros.

Segundo o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, de acordo com as características de cada atividade pecuária, a elevação dos preços de insumos importantes, como a ração e o sal mineral, vem impactando a margem de lucro dos produtores desde março de 2020 (início da pandemia).

“O público vai entender a influência de um cenário de alta acumulada dos preços de insumos e o que os produtores têm vivenciado em cada atividade e região em termos de rentabilidade”, explicou Thiago.

Desde 2007, o projeto Campo Futuro já levantou os custos de produção de 66 atividades agropecuárias em 357 municípios diferentes. Os encontros para coleta de informações são chamados de painéis e reúnem produtores rurais, técnicos e representantes de sindicatos e federações de agricultura estaduais.

O projeto é realizado pela CNA e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com universidades e centros de pesquisa para levantamento dos custos e geração de informação para o gerenciamento rural. Participe das lives e tenha acesso exclusivo às análises de custos por atividade agropecuária.

Confira a programação do Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro:

24/10 – Pecuária de leite;

25/10 – Fruticultura;

26/10 – Cana-de-açúcar;

27/10 – Aves e Suínos;

28/10 – Silvicultura;

31/10 – Hortaliças;

01/11 – Cereais, fibras e oleaginosas;

03/11 – Cafeicultura

04/11 – Pecuária de corte;

07/11 – Aquicultura

08/11 – Evento de Encerramento do Circuito e Lançamento do Prêmio Campo Futuro.

13/10/2022 0 Comentários
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Produção de café cresce no Brasil, enquanto preços continuam altos
Notícias

Embarques de café crescem 4,5% em setembro

Por redação 13/10/2022
Escrito por redação

Volume exportado totalizou 3,4 milhões de sacas, aponta balanço do Cecafé

Embarques de café crescem 4,5% em setembro no comparativo anualOs embarques brasileiros de café totalizaram 3,386 milhões de sacas de 60 kg em setembro deste ano, implicando alta de 4,5% em relação aos 3,240 milhões remetidos ao exterior no mesmo intervalo de 2021. Em receita, o desempenho é recorde para os meses de setembro, com o ingresso de US$ 805,5 milhões, ou avanço de 49,8% no mesmo comparativo anual. Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A performance reflete um maior ingresso dos cafés arábicas da nova safra, que contrabalança a intensa demanda das indústrias nacionais pelos cafés canéforas (robusta + conilon), conforme análise do presidente da entidade, Günter Häusler. “As exportações de arábica subiram 18% ante setembro de 2021 e registraram o segundo melhor patamar dos últimos cinco anos. Assim, no total, a queda nos envios de conilon e robusta foi compensada, gerando um fechamento positivo no mês passado”, avalia.

Ouça: consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no Brasil

Com o desempenho atual, as exportações no acumulado dos três primeiros meses do ano safra 2022/23 chegaram a 8,742 milhões de sacas, rendendo US$ 2,074 bilhões no período, ou o melhor desempenho nos últimos cinco anos. Na comparação com o intervalo de julho a setembro de 2021, os números apresentam recuo de 2,7% em volume, mas incremento de 48,9% em receita cambial.

Ano civil

No acumulado de janeiro ao fim de setembro deste ano, as exportações brasileiras de café somaram 28,748 milhões de sacas, aferindo leve recuo de 3,9% frente aos 29,927 milhões registrados nos nove primeiros meses de 2021. Já a receita cambial é recorde, com os embarques rendendo US$ 6,730 bilhões até o momento, montante que representa ganhos significativos de 60,4% ante os US$ 4,197 bilhões apurados entre janeiro e setembro do ano passado.

“As exportações de café arábica tiveram o melhor desempenho nesse intervalo de nove meses dos últimos cinco anos, contribuindo para mitigar a queda em volume até o momento. Já o recorde em receita cambial no agregado de 2022 reflete a taxa de câmbio favorável e o bom nível do preço médio do embarque, que avança 67% ante 2021 e chega a US$ 234,12 por saca”, comenta Häusler.

Em contrapartida, mesmo com a melhora pontual no cenário, o presidente do Cecafé recorda que os gargalos na logística seguem desafiadores. “Não me canso de elogiar o trabalho das empresas exportadoras, que, diante de uma realidade muito aquém da normalidade no comércio marítimo global, com encarecimento de custos, menor disponibilidade de contêineres, congestionamento em portos da América do Norte e Europa, falta de bookings, rolagens de cargas, entre outras adversidades, seguem se desdobrando e mantêm o Brasil como um leal fornecedor de café em volume, qualidade e sustentabilidade, mesmo com o aumento dos entraves logísticos em setembro”, completa.

Principais destinos

Os Estados Unidos lideram o ranking das exportações nacionais de café, entre janeiro e o fim de setembro, com a importação de 5,853 milhões de sacas, volume 2,3% superior aos 5,721 milhões comprados no mesmo intervalo de 2021. Esse volume corresponde a 20,4% dos embarques totais do Brasil neste ano.

A Alemanha, com representatividade de 17,7%, importou 5,097 milhões de sacas (+1,4%) e ocupa o segundo lugar na tabela. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 2,393 milhões de sacas (+17,3%); Bélgica, com 2,293 milhões (+12,5%); e Japão, com a aquisição de 1,363 milhão de sacas (-27,5%).

Entre os 10 principais destinos dos cafés do Brasil nos nove primeiros meses deste ano, somente os nipônicos reduziram o volume importado na comparação com 2021. A Colômbia, sexto lugar no ranking, elevou em 32,5% as aquisições do produto, que somam 1,150 milhão de sacas, sendo acompanhada por Espanha (7º), com alta de 25,4%; Holanda (8º), com substancial evolução de 81,5%; Turquia (9º), com avanço de 6,1%; e Coreia do Sul (10º), com crescimento de 26,1%.

Tipos de café

O café arábica segue como o mais exportado no acumulado de 2022, com a remessa de 24,673 milhões de sacas ao exterior, o que corresponde a 85,8% do total. Já o café solúvel registrou embarque equivalente a 2,820 milhões de sacas, respondendo por 9,8%. Na sequência, aparecem a variedade canéfora (robusta + conilon), com a exportação de 1,220 milhão de sacas (4,2%), e o produto torrado e torrado e moído, com 34.619 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés com qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis respondem por 18,2% das exportações totais brasileiras do produto entre janeiro e setembro deste ano, com o envio de 5,224 milhões de sacas ao exterior, montante que representa leve queda de 0,5% na comparação com os 5,248 milhões de sacas no mesmo período de 2021.

O preço médio desses cafés diferenciados é de US$ 281,90 por saca até o momento, proporcionando uma receita de US$ 1,473 bilhão nos nove meses, o que corresponde a 21,9% do obtido com os embarques totais. No comparativo anual, o valor é 52,4% maior do que o apurado no mesmo intervalo anterior.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados de janeiro a setembro deste ano, os Estados Unidos estão na ponta, com a importação de 1,211 milhão de sacas, o equivalente a 23,2% do total desse tipo de produto exportado. Na sequência, vêm Alemanha, com 916.718 sacas e representatividade de 17,5%; Bélgica, com 658.023 sacas (12,6%); Itália, com 335.171 sacas (6,4%); e Japão, com 246.903 sacas (4,7%).

Portos

O complexo marítimo de Santos (SP) segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2022, com o envio de 23,430 milhões de sacas, o que equivale a 81,5% do total. Completando a lista dos três primeiros, aparecem os portos do Rio de Janeiro, que respondem por 13,9% dos embarques, com a remessa de 4,009 milhões de sacas nos nove primeiros meses de 2022, e Paranaguá (PR), com a exportação de 264.757 sacas (0,9%).

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NotíciasRádio MIA

Consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no Brasil

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

No podcast RádioMia desta semana, saiba mais sobre o avanço da modalidade consórcio na aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas 

Ouça - Consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no BrasilUm levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) revelou aumento de 326% na contratação de consórcios para compra de tratores, máquinas e implementos agrícolas nos últimos 5 anos, partindo de 7 mil cotas negociadas, no valor de 2,7 bilhões de reais em 2018, para 31 mil neste ano, atingindo a marca de 9,2 bilhões reais. Os bens mais visados são tratores, com 87,7%, e colheitadeiras, com 8,0%.

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutores

Já na comparação apenas com os resultados de 2021, a expansão é de 53,4%, um dos melhores desempenhos do sistema de consórcio. A empresa Citybens, especializada em administrar consórcios para o agro, registrou aumento de 55% na negociação no ano passado.

Para Cristiano Marinho, CEO da Citybens, esse crescimento é resultado de uma junção entre a alta da taxa básica de juros, Selic, com o fato de que cada vez mais empresários do agro estão conhecendo essa modalidade de crédito voltada para o setor. Ele também explica qual a melhor maneira de escolher uma administradora.

Máquinas & Inovações Agri · #059- Consórcio de máquinas agrícolas cresce 326% no Brasil
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Tecnologia

New Holland inaugura nova concessionária no Nordeste

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, e o Grupo Fornecedora estão inaugurando uma nova loja concessionária no Nordeste do Brasil, ampliando a atuação no setor de máquinas agrícolas na região

New Holland inaugura nova concessionária no Nordeste A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, e o Grupo Fornecedora estão inaugurando uma nova loja concessionária no Nordeste do Brasil, ampliando a atuação no setor de máquinas agrícolas na região. A nova unidade, que fica em Campina Grande, foi pensada e construída para proporcionar maior proximidade com os clientes e oferecer um atendimento personalizado, de fácil acesso e sem complicações.

“Trata-se de um novo conceito de loja concessionária que aprimora ainda mais a experiência do cliente, tendo como foco o conforto, a facilidade de atendimento, a tecnologia e a sustentabilidade. Certamente quem ganhará com esta parceria entre New Holland e Fornecedora são os produtores rurais do Nordeste, que passam a contar com o que há de mais inovador em questão de atendimento”, define Flávio Mazetto, diretor de Desenvolvimento de Rede, Gerenciamento de Projetos e Inovações de Negócios da New Holland Agriculture para a América Latina.

Além de ser construída com materiais mais ecológicos, a unidade de Campina Grande possui uma oficina que foi inteiramente remodelada, mais compacta e otimizada, e os demais setores são todos integrados. A loja possui ainda um café exclusivo e uma NH Store, com itens como calçados, acessórios e roupas da grife New Holland. Esta é a sexta inauguração recente do Grupo Fornecedora, que soma 67 anos de experiência no mercado de caminhões, máquinas agrícolas e de construção pesada e que vem se consolidando como um case de sucesso do setor no Nordeste.

“A loja de Campina Grande representa o avanço definitivo do Grupo Fornecedora e da New Holland na Paraíba, que é protagonista na produção da indústria sucroalcooleira no Nordeste e há muito tempo estava sem a atenção de um grupo profissionalizado como o nosso. Este alinhamento entre Fornecedora e New Holland confirmará o que os primeiros números já apontam: que seremos líderes de mercado no estado”, afirma Tony Monteiro, gerente geral da Fornecedora Agro.

Ao todo, 16 colaboradores irão trabalhar na nova unidade, que vai atender a um público bastante diverso, como produtores rurais, usinas de beneficiamento de cana e pecuaristas. A região de Campina Grande é também conhecida pela produção de inhame, milho e mandioca, além da pecuária e da cana-de-açúcar.

De acordo com Monteiro, essa diversidade de atividades produtivas deve gerar uma demanda por produtos e soluções variados dentro do portfólio da New Holland, desde tratores e colheitadeiras, passando por plantadeiras, forrageiras, grades de arado e pulverizadores até implementos agrícolas em geral.

Com a loja de Campina Grande a Fornecedora Agro passa a contar com duas concessionárias New Holland Agriculture no Nordeste. A outra unidade fica em Fortaleza (CE). O grupo planeja futuramente abrir novas lojas em Parnamirim e Mossoró, ambas no Rio Grande do Norte.

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Manutenção

Máquinas e implementos demandam zelo redobrado na manutenção

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

Máquinas e implementos em total integridade de operação pode contribuir ativamente nos manejos necessários para busca de aumento de produtividades direto e indiretamente

Máquinas e implementos demandam zelo redobrado na manutençãoVinicius Vitturi* – Não é novidade que o Brasil é o maior produtor de alimentos do mundo. Isso se dá por diversos fatores, incluindo clima, espaço geográfico e tecnologia aplicada na agricultura. Devido ao fomento de diversas instituições de pesquisa, o país se sobressai na questão de elevação tecnológica e produtiva, comparado a grandes países concorrentes.

Para a safra 2022/23, por exemplo, as primeiras projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção total de grãos, apontam para uma colheita de 308 milhões de toneladas. O resultado é impulsionado, principalmente, pelo bom desempenho dos mercados de milho, arroz, feijão, algodão e soja. Para a oleaginosa, especificamente, a perspectiva da Conab aponta um cenário recorde na produção, sendo projetada em 150,36 milhões de toneladas para a próxima temporada.

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutores

A produtividade do ciclo 2022/23 deve apresentar recuperação em relação à atual safra após os problemas climáticos registrados nos estados do Sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul. Com a melhora esperada na produtividade, a Conab estima que a maior disponibilidade do grão deve propiciar exportações na ordem de 92 milhões de toneladas, aumento de 22,2% em relação à safra 2021/22, um recorde para a cultura.

Mesmo sabendo que há grande influência biótica e climática sobre a produtividade vegetativa, outras questões externas também são importantes de serem consideradas, visto que há impacto direto no processo de produção. Algum desses fatores está atrelado à implementação e desenvolvimento da mecanização agrícola que, apesar de ter influência secundária na produtividade e na qualidade da produção agrícola, ela é basicamente uma tecnologia que visa aumentar a capacidade de trabalho do ser humano. Por isso, executar manutenções adequadas, aliada ao correto armazenamento das máquinas, aumenta a eficiência do trabalho, minimizando perdas de tempo com paradas para correção de eventuais problemas.

Conceito

Manutenção em máquinas e implementos agrícolas é um conjunto de procedimentos que visa manter a integridade física, elétrica e hidráulica dos equipamentos, proporcionando condições ideais de funcionamento, tal como maior vida útil desses equipamentos. Evitar danos prematuros e eliminar falhas já constatadas, garantindo melhores condições operacionais e de segurança para os colaboradores envolvidos. Além disso, máquina ou implemento em total integridade de operação pode contribuir ativamente nos manejos necessários para busca de aumento de produtividades direto e indiretamente.

As manutenções podem ser caracterizadas pelo tipo de operação e processo executado, com intuito de aumento e manutenção na integridade geral do equipamento. Podemos classificar de manutenções preventivas, corretivas, preditivas e detectivas. Detectiva é a busca por falhas não perceptíveis, feita com teste para detecção de falhas, através de sistemas projetados de acordo com parâmetros pré-determinados. Essa proteção evita situações perigosas, podendo gerar manutenção corretiva planejada sem influenciar em outros processos de disponibilidade e uso dos equipamentos.

Já a preventiva é muito relevante no plano de substituição de equipamentos, devido a falhas que ocorrem e podem ter impacto nos processos produtivos. Feito normalmente quando há desgastes de peças, o objetivo é evitar que aconteçam problemas mecânicos no decorrer da operação. As manutenções preditivas estão ligadas a ações pré-estabelecidas, por exemplo, informações captadas ou medida de desgastes que denotam degradação de um bem. Conhecido por revelar o tempo de vida útil de equipamentos, ocorre aqui a antecipação de possíveis necessidades de manutenções, eliminando a necessidade de desmontagem desnecessária e determina com previsão as interrupções no processo.

Por fim, a corretiva é a manutenção que visa consertar o que está quebrado ou em mau funcionamento. Pode ser confundida com preventiva, mas, o processo corretivo só é feito quando há parada do equipamento sem prévia ou programação e, demanda de fato, de uma solução a curto/médio prazo.

Manutenção de máquinas e implementos

Caso não haja execução dessas manutenções, podemos listar possíveis consequências diretas e indiretas, sendo de baixo a elevado grau de complexidade, sendo algumas delas:

Queda no rendimento operacional

Ausência de manutenção, queda no rendimento operacional para paradas desnecessárias ou sem planejamento, para execução de processos de manutenção. Com isso, há aumento do custo produtivo no que diz respeito à hora do trabalhador, diesel, peças e tempo operacional gasto.

Eficiência reduzida

Eficiência reduzida por mecanismos mal revisados ou lubrificados e, até mesmo a troca de componentes “corriqueiros”, mas, de grande importância na complexidade do processo.

Custos maiores

Custos maiores, pois, em alguns casos em que não se executa as devidas manutenções e cuidados, a troca integral de componentes pode elevar os custos comparado a simples manutenções periódicas.

Falta de pessoas qualificadas

Ausência e dificuldade na busca de pessoas qualificadas para execução de trabalhos mais complexos, ainda mais aqueles que podem ser evitados por manutenções preventivas, preditivas e detectivas.

Falta de planejamento

Planejamento não seguido pode gerar consequências em efeito cascata, comprometendo outras áreas e setores de suma importância para o manejo agrícola, e podendo reduzir a estimativa e projeção de produtividade.

Além dessas medidas para as máquinas e implementos, uma boa alternativa pode ser escolher equipamentos que proporcionam facilidade para a manutenção. O portfólio da MP Agro por exemplo, possui pontos estratégicos expostos para o engraxe. Esses pontos proporcionam facilidade e agilidade para operadores e mecânicos efetuarem uma boa revisão preventiva, garantindo maior segurança na operação com relação a manutenções de danos.

Todos os implementos da empresa contam com um sistema de esteira modelo gaveta, que possibilita a retirada dela com a remoção de poucos parafusos, de forma ágil e fácil. Isso evita o aumento do tempo parado e facilita as possíveis trocas ou verificações necessárias, mesmo no campo. Além do ganho de tempo, há vantagens no operacional e ainda custo de produção, visto que haverá menor dispêndio de combustível no percurso campo de aplicação e oficina mecânica.

Recomendamos sempre que o cliente mantenha seu distribuidor de fertilizantes com a manutenção em dia, afim de garantir maior vida útil da estrutura e componentes.

* Engenheiro agrônomo e consultor técnico interno da MP Agro.
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Notícias

Crédito contratado do Plano Safra supera R$ 115 bilhões

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

Do total, R$ 80,26 bilhões foram para operações de custeio, aumento de 55%

Crédito contratado do Plano Safra supera R$ 115 bilhões

O volume de crédito rural desembolsado nos três primeiros meses do atual Plano Safra (julho a setembro) totalizou R$ 115,96 bilhões, representando um aumento de 23% em relação a igual período da safra passada (R$ 94,54 bilhões). Do total, R$ 80,26 bilhões foram liberados para operações de custeio (aumento de 55%), R$ 23,09 bilhões para investimento, R$ 6,99 bilhões para comercialização e R$ 5,62 bilhões para industrialização.

Tratores autônomos: mais tecnologia, menos condutores

O diretor do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou, entre os recursos a taxas controladas, o aumento de 52% dos financiamentos concedidos ao amparo da poupança rural. Entre os recursos livres, o destaque fica para a fonte LCA, com aumento de 164%, indicando a sua crescente contribuição para o crédito rural, respondendo por 28% (R$ 32,39 bilhões) do total das contratações neste início de safra.

Do total de recursos controlados, foram aplicados R$ 72,44 bilhões, correspondendo a 38%. Em relação aos recursos livres, num total programado de R$ 145,18 bilhões, foram aplicados R$ 43,52 bilhões, o que corresponde a 30%.

Os valores são provisórios e foram extraídos, no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural. Dependendo da data da consulta no sistema, podem ser observadas variações nos valores.

A equipe irá analisar as movimentações referentes aos valores liberados até o fim de setembro, sobretudo de investimentos, já que existem muitas operações contratadas, ainda não liberadas e em processo de análise.

Onze instituições financeiras receberam recursos equalizáveis: Banco do Brasil; Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. – Banrisul; Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES; Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE; Caixa Econômica Federal – Caixa; Credialiança Cooperativa de Crédito Rural – Credialiança; Credicoamo Crédito Rural Cooperativo – Credicoamo; Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito e Economia – Cresol; Banco Cooperativo Sicoob S.A. – Sicoob; e Banco Cooperativo Sicredi S.A. – Sicredi.

Após os remanejamentos de recursos realizados em agosto, o Plano Safra 2022/2023 conta com R$ 336,51 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. Desse total, R$ 251,63 bilhões são destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 84,89 bilhões são para investimentos. A programação de recursos com juros controlados somam R$ 191,34 bilhões e com juros livres R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados soma R$ 111,44 bilhões na atual safra.

Fonte: Datagro
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Notícias

Exportações da agropecuária sobem 118,2% até outubro

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

Cálculo da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia considera como indicador o desempenho pela média diária

Exportações da agropecuária sobem 118,2% até outubroA corrente de comércio brasileira aumentou 25,4%, alcançando US$ 13,53 bilhões, com superávit de US$ 1,60 bilhão na balança comercial (+209,5%), na primeira semana de outubro de 2022. O resultado foi puxado pelo crescimento de 33,8% nas exportações, que totalizaram US$ 7,56 bilhões, e de 16,2% nas importações, que atingiram US$ 5,96 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 261,24 bilhões e as importações, US$ 211,93 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,32 bilhões e corrente de comércio de US$ 473,17 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (10) pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia.

No acumulado do ano, as exportações cresceram 18,7% e somaram US$ 261,24 bilhões. As importações cresceram 28,1%, totalizando US$ 211,93 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 49,32 bilhões (queda de -9,6%) e a corrente de comércio registrou aumento de 22,8%, atingindo US$ 473,17 bilhões.

Exportações e importações

Pelo lado das exportações, no acumulado até a primeira semana de outubro de 2022, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 196,55 milhões (118,2%) em Agropecuária; queda de US$ -47,85 milhões (-14,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 232,99 milhões (36,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

A combinação desses resultados levou a um aumento das exportações, puxado, principalmente, pelo crescimento do milho não moído, exceto milho doce (464,2%), café não torrado (64,5%), soja (85,3%), na Agropecuária; outro minerais em bruto (144,2%), minérios de cobre e seus concentrados (191,0%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (2,3%), na Indústria Extrativa; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (212,5%), farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (92,8%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (78,9%), na Indústria de Transformação.

Já nas importações, o desempenho por setor de atividade econômica foi o seguinte até a primeira semana de outubro de 2022: queda de -13,2% em Agropecuária, que somou US$ 110,35 milhões; queda de -38,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 140,21 milhões, e crescimento de 21,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 5,66 bilhões.

A combinação destes resultados motivou o aumento das importações, motivado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (28,0%), látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (40,9%) e matérias vegetais em bruto (45,0%), na Agropecuária; fertilizantes brutos, exceto adubos (217,5%), outros minérios e concentrados dos metais de base (43,2%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (81,8%), na Indústria Extrativa; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (29,8%), inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (104,5%) e veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (204,3%), na Indústria de Transformação.

Fonte: Datagro
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Notícias

Floresta amazônica: é possível produzir mais soja sem desmatar

Por redação 11/10/2022
Escrito por redação

Estudo desenvolvido na Esalq e publicado na Nature aponta que a proteção da Amazônia e a redução do aquecimento global passam pela intensificação do cultivo de soja

Floresta amazônica: é possível produzir mais soja sem desmatarProduzir mais soja a fim de garantir a segurança alimentar mundial sem comprometer, no entanto, o futuro da floresta Amazônica. Esse princípio norteia boa parte dos pesquisadores das ciências agrárias e áreas correlatas e se apresenta como base do estudo Protecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification, publicado na revista Nature essa semana.

O ponto principal apontado neste estudo indica que a intensificação do cultivo de soja poderia ajudar o Brasil a melhorar sua produtividade sem ter que reverter mais área da floresta amazônica em terras agrícolas ou de pastagens.

“A análise mostra que a continuação das tendências atuais no rendimento de soja levaria à conversão de mais 5,7 Mha de florestas e cerrado durante os próximos 15 anos, com um incremento de 1,955 Mt de CO2 lançados na atmosfera”.

Para intensificar a produção nos hectares existentes, os pesquisadores indicam que o país poderia aumentar a sua produção anual de soja em 36% até 2035, reduzindo simultaneamente as emissões de gases do efeito estufa em 58% em comparação com os índices de hoje.

Guerra e pandemia

O contexto atual, que lançou às economias globais o desafio de sobreviver diante do penoso cenário envolvendo guerra e pandemia, tem exigido da comunidade científica esforços ainda maiores no intuito de garantir a segurança alimentar.

O estudo reforça que a pandemia da COVID-19, junto com a guerra na Ucrânia, trouxe duas consequências que podem ter impactos expressivos nos países em desenvolvimento, que dependem de culturas de produtos de base como principal fonte de rendimento. “Uma é o aumento acentuado dos preços dos produtos agrícolas, que quase duplicaram em comparação com os níveis pré- pandêmicos. O segundo é um forte desejo dos governos nacionais de recuperarem rapidamente sua economia”.

Estes eventos são extremamente importantes para os países em desenvolvimento com vastas extensões de terra adequadas para a agricultura que são atualmente cobertas com ecossistemas frágeis, tais como florestas tropicais e cerrados, porque podem desencadear uma conversão maciça da terra num período relativamente curto, levando a perda de biodiversidade e aquecimento global.

O Brasil contempla toda a complexidade do aumento de demanda por alimentos e da obrigação em proteger seus biomas. “O País acolhe uma das maiores reservas de biodiversidade do mundo, com 516 Mha de florestas e cerrado. De especial relevância são as vastas áreas de florestas tropicais localizadas na Amazônia, somando 330 Mha. Ao mesmo tempo, o Brasil é o principal país exportador de soja, contabilizando 40% das exportações globais em 2017-2019”.

Durante o final dos anos 1990 e início da década de 2000, a produção de soja provocou um desmatamento maciço, mas durante os anos seguintes (2005-2015), o Brasil fez progressos tangíveis na redução das taxas de desmatamento por meio de moratórias e programas de incentivo financiados por países estrangeiros. A questão a ser respondida é se estas medidas serão por si só suficientes para impedir a conversão de ecossistemas frágeis num contexto de preços elevados dos cereais e governos que procuram o crescimento econômico a partir do incremento da produção agrícola.

O que fazer

Como ações que poderão garantir o diálogo sustentável entre produtividade e sustentabilidade, o estudo propõe aumentar significativamente o rendimento da cultura da soja, com milho na sequência, além de aumentar o número de cabeças de gado em pastagens com intenção de liberar mais terra para os grãos.

Os cálculos realizados pela equipe de pesquisadores consideraram quatro cenários possíveis. A estratégia de intensificação permitiria ao Brasil realizar 85% do rendimento bruto projetado de soja e milho de segunda safra, em comparação com as tendências atuais. Ao mesmo tempo, reduziria a emissão de gases em 58%.

O estudo tem como autor primeiro autor o professor Fábio Ricardo Marin, do departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e foi escrito em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, da University of Nebraska–Lincoln, do National Scientific and Technical Research Council (CONICET), Argentina, da Universidade de Buenos Aires, da Universidade Federal de Goiás e EMBRAPA Arroz e Feijão. O projeto foi desenvolvido nos últimos quatro anos e recebeu apoio da FAPESP, do CNPq e da Fullbrigth.

Acesse o artigo na íntegra em https://www.nature.com/articles/s41893-022-00968-8

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Notícias

Os planos de Lula e Bolsonaro para o agronegócio

Por redação 10/10/2022
Escrito por redação

Uma comparação das propostas dos candidatos nos eixos de política agrícola, por Henrique Dau, assistente de pesquisa do Insper Agro Global

Os planos de Lula e Bolsonaro para o agronegócioA seguir, confira um comparativo entre as propostas de Lula e Bolsonaro para o agronegócio, em uma avaliação feita por  Henrique Dau, assistente de pesquisa do Insper Agro Global:

O agronegócio tem importância histórica na formação econômica e social do Brasil e é hoje um dos principais pilares da economia do país. O setor corresponde a mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, cerca de 50% do valor das exportações do país e 20% das ocupações no mercado de trabalho[1]. Esses macrodados são diretamente proporcionais à dimensão dos desafios que devem ser considerados pelos agentes públicos na formulação de políticas ao setor, que envolvem questões de ordem econômica, social e ambiental.

Este artigo lança luz sobre as propostas voltadas ao agro dos presidenciáveis  […] Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Como fonte, foram utilizados os planos de governo de cada candidatura registrados no Tribunal Superior Eleitoral[2]. As sínteses foram feitas a partir de quatro eixos principais: Política Agrícola e Comércio, Produtividade e Infraestrutura, Social e Ambiental. Este texto não tem o objetivo de realizar qualquer juízo de valor com relação às propostas apresentadas, mas apenas trazer luz sobre a visão de governo de cada um dos principais candidatos.

Política Agrícola e Comércio

Neste eixo, cada candidato expõe sua visão com relação a pequenos produtores, grandes exportadores e a participação da agropecuária no comércio internacional.

Com relação à agricultura familiar e pequenos produtores, Lula advoga por incentivos fiscais e acesso ampliado a crédito. Já Bolsonaro defende alternativas com menor participação pública, como o incentivo ao cooperativismo. Lula e Bolsonaro defendem o desenvolvimento da agroindústria como meio de agregar valor ao setor, ambos em tom crítico ao foco excessivo na exportação de commodities.

Produtividade e Infraestrutura

Quando o assunto é produtividade, há muitas linhas de propostas possíveis. Os candidatos concordam em incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias para agregar valor à terra. Bolsonaro adota um olhar voltado ao setor privado quando o assunto é infraestrutura, enxergando uma oportunidade nas concessões, PPPs e privatizações para aprimorar os sistemas ferroviário e hidroviário, por exemplo. Lula, por outro lado, defende um modelo híbrido com presença do setor privado, mas mantendo o governo como principal vetor dos investimentos em infraestrutura. Entretanto, não especificaram em quais modalidades de infraestrutura pretendem investir.

Eixo Ambiental

Jair Bolsonaro destaca em seu programa propostas relacionadas ao desmatamento e às emissões de gases de efeito estufa (GEEs). O documento do atual presidente propõe ampliar políticas de combate ao desmatamento por meio de monitoramento via satélites de alta resolução, contratação de bombeiros alocados em áreas onde há concentração de queimadas e incêndios, além de apostar nos modelos de Pagamentos por Serviços Ambientais. Lula enfatiza a tolerância zero contra o desmatamento e o contrabando de madeira ilegal.

Eixo Social

O Eixo Social trata principalmente das políticas com relação a minorias no campo, como quilombolas e indígenas, trata da questão fundiária e também da segurança alimentar.

A proteção dos direitos e do bem-estar de quilombolas e povos indígenas é citada em todos os documentos, ainda que com visões diferentes sobre o tema. Todos os candidatos reafirmam a importância de garantir acesso a serviços públicos como saúde e educação, mas apenas Bolsonaro cita a conectividade como um elemento-chave de integração e desenvolvimento dessas comunidades. O atual presidente não relaciona a defesa das terras indígenas e quilombolas como um elemento de proteção a essas comunidades.

Quando o assunto é acesso à terra, Bolsonaro enfatiza a regularização fundiária e o combate à invasão ilegal de terras, enquanto Lula defende a reforma agrária.

No tópico segurança alimentar, o atual presidente e o ex-presidente concordam mais uma vez e defendem políticas de compras públicas para garantir a oferta doméstica de alimentos saudáveis.

Quadro comparativo presidenciáveis- Considerações

Jair Bolsonaro dá maior espaço ao setor privado nas propostas apresentadas e aposta na cooperação entre governo e mercado para atrair investimentos para a infraestrutura, promover a sustentabilidade e elevar a oferta de crédito para pequenos produtores. Apesar dessa relação com o mercado, o documento se assemelha aos de Lula em dois aspectos: no incentivo ao desenvolvimento da agroindústria e nas compras públicas para garantir segurança alimentar. Possivelmente preocupado com a má reputação de sua gestão na questão ambiental, o documento publicado pela campanha do atual presidente deixa clara e dá maior ênfase para a importância do meio ambiente no seu eventual segundo mandato, buscando construir confiança nessa área.

O programa de Lula é baseado em uma maior ação estatal, não deixando claro o espaço para a cooperação do setor privado. Em seu documento, o programa do ex-presidente afirma que os grandes produtores são agentes focados na exportação, enquanto os pequenos produtores estariam mais voltados para a promoção da agricultura orgânica e da segurança alimentar doméstica.

O plano de governo de Bolsonaro antagoniza nessa visão, posicionando os pequenos agricultores com papel de igual importância nas exportações e na segurança alimentar, sem diferenciá-los dos grandes exportadores nesse sentido. O texto também faz menções reiteradas à defesa do meio ambiente e combate aos crimes ambientais, mas não especifica propostas para isso.

[1] Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) e da Secretaria Especial de Comércio Exterior (Secex).

[2] Os planos de governo dos candidatos geralmente são atualizados ao longo das eleições. No entanto, para a elaboração deste texto, optou-se pela utilização do documento oficial.

*O texto acima é um resumo de artigo publicado no site do Insper, em 21/09/2022. Clique aqui para ler o texto completo
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Tecnologia

Tecnologia aumentando vida útil em Haste do subsolador

Por redação 10/10/2022
Escrito por redação

pecuária - Tecnologia aumentando vida útil em Haste do subsolador
Uma viagem ao passado para falar de rendimento de um componente de Máquina: a Haste do Subsolador.
Nas últimas décadas, o Brasil saiu da condição de importador de alimentos para se tornar um grande provedor para o mundo. Foram conquistados aumentos significativos na produção agrícola. O Brasil se tornou um player importante no agronegócio mundial.

Ações do governo como investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, extensão rural e crédito farto, impulsionaram o processo de modernização, que a agricultura brasileira experimentaria nas décadas seguintes. Os problemas se tornaram oportunidades de melhoria e de ações futuras rumo à sustentabilidade e à produtividade com custos competitivos.

O retrato do Brasil de 1960, era de baixo rendimento por hectare e pouca produção. Homens e mulheres do campo sofriam com escassez de tecnologia e de informação. Como ilustrado na Figura abaixo, a situação da época.

pecuária - Tecnologia aumentando vida útil em Haste do subsoladorEsse processo de modernização da cadeia produtiva do agronegócio, fez com que todos os elos tivessem uma importância significativa no crescimento do país, desde os fabricantes de componentes e implementos agrícolas, os distribuidores, até os grandes produtores dos mais variados setores.

Tal processo evolui até hoje e vemos atualmente estudos e novas tecnologias para aumentar a vida útil de peças, como por exemplo, a do arado, que antes tinha suas limitações, e hoje pode entrar no solo em grande profundidade, com maior resistência ao desgaste.

DO ANTIGO ARADO ÀS HASTES DO SUBSOLADOR

Antes a perfuração do solo era feita com utilização de arados de aiveca, grades de disco ou rototillers. O gado era usado para puxar o conjunto e hoje vemos os subsoladores ou elevadores planos com hastes montados em tratores. Sendo possível um cultivo mais profundo, soltando e quebrando o solo, abaixo dos níveis trabalhados pelos antigos equipamentos.

A atividade de perfuração do solo é inerente à produção agrícola, no Brasil, cada região do país apresenta um solo diferente e isso implica em diferentes tipos de desgaste e falhas nas hastes do subsolador (que é a parte do equipamento que mais sofre desgaste no contato com a terra).

O subsolador é assim chamado porque corta e abre o solo abaixo da profundidade normal de lavoura. Sua forma é semelhante ao arado, exceto que é feito com uma haste mais resistente para aplicar uma maior força, para alcançar maior profundidade. A ponta de corte inferior pode ser estreita, também chamada de “botinha”, de 25 a 50 mm.

Como a compactação do solo é um dos problemas mais graves no plantio, temos que medir a resistência à penetração horizontal e profundidade de subsolagem do solo. Isso pode ajudar, por exemplo, a gerenciar a produção de forma mais eficaz, portanto é um dos avanços mais interessantes na indústria.

A haste de subsolador tem seu design pensado para resistir a elevada energia mecânica. Entretanto, ela deve ser utilizada na profundidade correta, para isso contamos com a aplicação de novos materiais, técnicas e geometria, auxiliando na economia de energia, menos tempo de manutenção, consequentemente maior vida útil.

Quando uma haste do subsolador quebra, ocorre uma série de problemas, pois máquina em campo parado é perder o tempo de plantio. Assim que a haste quebra, o trator pode continuar andando, mas todo o solo deverá ser repassado, gerando atrasos no processo.

É possível, atualmente utilizar novos materiais para que a Haste do subsolador apresente alta resistência a abrasão unida a alta tenacidade. Assim as hastes do subsolador podem ser fabricadas de aços de alta tecnologia.

As hastes do subsolador normalmente são fabricadas com aço de baixa liga e passam por tratamentos térmicos, aumentando ainda mais o custo e tempo de produção. O que existe de mais tecnológico no mercado são hastes fabricadas com aços fornecidos temperados, permitindo redução de custo e fabricação mais rápida.

Outra vantagem, é a haste do subsolador fabricada com aço temperado, alcança melhor resistência ao desgaste.

O Toolox® 33 é uma excelente opção para haste do subsolador, pois reduz drasticamente as falhas, principalmente a fratura. É um material de fácil usinagem, que não quebra e resiste aos diferentes tipos de solo.

Serrametal Aços Especiais Ltda

E-mail atendimento@serrametal.com.br

Telefone: (11) 2618-3377

Whatsapp: (11) 99617-7976

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