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Notícias

Vendas de máquinas agrícolas devem crescer 18% neste ano

Por redação 26/09/2022
Escrito por redação

Número de unidades comercializadas deverá chegar a 68,8 mil

Vendas de máquinas agrícolas devem crescer 18% neste anoProjeção feita pelo Departamento Técnico do Sistema Famasul com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) destaca que a estimativa para a quantidade de tratores e máquinas agrícolas comercializadas no Brasil até o final de 2022 será de 68,8 mil unidades, aumento de 17,74% em comparação com os veículos vendidos no ano anterior.

De acordo com a consultora de economia, Eliamar Oliveira, o produtor conta com o crédito rural para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas. “O agronegócio continua apresentando bons resultados e isso irá estimular o investimento nesse segmento”, diz.

Na safra 2021/2022, os produtores de Mato Grosso do Sul investiram R$ 2,78 milhões em máquinas, equipamentos, materiais e utensílios com recursos do Plano Safra. O valor foi 2,06% superior ao volume de recurso aplicado na safra anterior que totalizou R$ 2,73 milhões.

26/09/2022 0 Comentários
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Notícias

PIB agropecuário deve crescer 10,9% em 2023, diz IPEA

Por redação 23/09/2022
Escrito por redação

Expectativa de expressivas altas para as produções de soja e milho contribui com o resultado para o próximo ano

Ipea prevê aumento de 10,9% no PIB agropecuário para 2023O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou, nesta quinta-feira (22/09), nota com projeções para o setor agropecuário em 2022 e 2023. A principal novidade do estudo foi a divulgação do crescimento esperado do PIB  agropecuário no próximo ano, da ordem de 10,9%. Esse crescimento deverá ser puxado pela alta de 13,4% na produção vegetal (com previsão de expressivas altas esperadas pela Companhia Nacional de Abastecimento para as produções de soja e milho) e de 2,6% na produção animal (em função do bom desempenho na produção de bovinos e de suínos), conforme tabela abaixo:

220922 cc 56 agro grafico

Apesar da expectativa de que 2023 seja um ano muito positivo para o setor, o estudo ressalta que será necessário que as janelas de plantio e colheita ocorram em períodos adequados e não haja problemas climáticos muito graves. Ou seja, a elevada alta no VA do setor agropecuário está condicionada a um cenário de normalidade climática para a safra de 2022/2023.

O estudo também reviu a previsão do PIB Agropecuário para 2022, que era de crescimento nulo (conforme consta na Carta de Conjuntura nº 55, publicada em junho passado), e foi ajustada para queda de 1,7%, devido à piora da projeção de produção da cana-de-açúcar, que passou de alta de 19,2% para 3,4%, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção do VA da produção vegetal foi revisada de redução de 0,9% para uma queda de 3,0%, em relação ao ano anterior. A nova estimativa para a produção animal é de crescimento de 4,1%, ante previsão de alta de 2,9%.

A revisão do recuo de 0,9% para uma queda de 3,0% no VA da produção vegetal foi motivada pela piora significativa da estimativa de produção da cana-de-açúcar e a previsão menos otimista para a produção de milho, cujo crescimento da produção, antes estimado pelo IBGE em 27,6%, foi revisto para 25,2%, ao passo que a estimativa de crescimento na área plantada foi ampliada, saindo de 8,5% para 9,8%. Entre os produtos com peso elevado no VA, o café foi o único que contribuiu para aliviar os impactos negativos das revisões de resultados esperados nas principais culturas – sua produção deve crescer 9,6% em 2022.

A produção animal foi revista para cima graças ao bom desempenho na produção de suínos, cuja previsão de alta agora é de 6,6%. Bovinos e aves também devem apresentar bom desempenho, com altas de 4,5% e 2,1%, respectivamente. A produção de suínos tem sido o principal destaque e manteve crescimento interanual acima de 6% no segundo trimestre. A produção de bovinos também avançou nos dois primeiros trimestres de 2022, por conta do manejo do rebanho e o aumento do abate de fêmeas, e conta com alta acumulada de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ano também está favorável para a produção de aves, que cresceu 1,8% no acumulado do ano até junho.

A produção de leite, que recuou 7,6% na comparação interanual do segundo trimestre, está na contramão do bom desempenho geral da produção animal. Mesmo com esse resultado melhor que o do primeiro trimestre de 2022, o ano tem sido muito negativo e a queda acumulada no primeiro semestre é de 8,8%. Sendo assim, a nova estimativa para a produção de leite em 2022 é de um recuo de 6,4%.

Expectativa para 2022 – PIB agropecuário

Para 2022, os pesquisadores apontam como principal risco uma nova revisão para baixo na produção de cana-de-açúcar, cultura que possui o terceiro maior peso na produção vegetal, uma vez que culturas importantes (como milho, café e algodão) estão se encaminhando para o encerramento da colheita. Mas o trigo, cuja produção está com alta acima da que foi prevista na última divulgação do LSPA (+ 24,1%), pode surpreender positivamente ainda em 2022, considerando a forte expansão da área plantada (+9,0%). Caso isso ocorra, espera-se uma melhora no desempenho da produção agrícola nos últimos dois trimestres do ano.

23/09/2022 0 Comentários
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Notícias

Registro de máquinas passa a ser obrigatório a partir de outubro

Por redação 23/09/2022
Escrito por redação

Concessionários da AGCO receberam treinamento para orientar agricultor na adesão

Registro de máquinas passa a ser obrigatório a partir de outubroEntra em vigor em 1º de outubro, o Renagro – Registro Oficial de Tratores e Máquinas Agrícolas, inscrição obrigatória para máquinas que transitem em via pública. A adesão do registro de máquinas garante a propriedade do bem, a segurança na comercialização do veículo, facilita processos de financiamento e contribui com operações de rastreabilidade e fiscalização para coibir roubos e furtos.

A AGCO, detentora das marcas Fendt, Massey Ferguson e Valtra, treinou colaboradores das concessionárias em todo o Brasil para que pudessem orientar o agricultor na adesão ao ID Agro, quando adquirirem uma nova máquina. O registro é feito diretamente nas concessionárias de máquinas agrícolas de forma gratuita e simplificada.

O trator MF 6713 foi o primeiro equipamento agrícola do Brasil a ter o Renagro (número TR0001MAPA) e a primeira colheitadeira registrada foi a Fendt IDEAL classe 9 (número COAGCO0001), ambas marcas do grupo AGCO.

“O ID Agro é muito vantajoso ao produtor rural. Compatível com o nível tecnológico das máquinas, é um instrumento moderno de registro da propriedade de tratores e colheitadeiras de uma forma simples e gratuita, feito por meio de um aplicativo”, afirma Ana Helena Andrade, diretora de Assuntos Governamentais da AGCO América do Sul. “A iniciativa beneficiará também o agricultor, ao dar maior rastreabilidade, evitando roubos e, certamente, contribuirá para redução do custo dos seguros. É uma importante melhoria no ambiente de negócios de máquinas, inclusive, simplificando a venda de usados.”

Regulamentado pelo Decreto n.º 11.014/2022, do Governo Federal, o Renagro é feito por meio do ID Agro Máquinas, plataforma desenvolvida pelo Instituto CNA em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O registro é isento de emplacamento e licenciamento anual e equivale ao CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) dos demais veículos automotores, porém sem custos ao proprietário. Importante salientar que o RENAGRO é isento de IPVA, de acordo com o artigo 4º da Lei 13.154/2015.

Neste primeiro momento serão registrados tratores e colheitadeiras, mas há previsão da inclusão de novos maquinários, como pulverizadores.

23/09/2022 0 Comentários
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Notícias

“Agro brasileiro conquistou o mundo pela sustentabilidade”

Por redação 22/09/2022
Escrito por redação

Em evento em São Paulo, Marcos Montes ressaltou que o Brasil é destacado pela ONU e a OMC como um país que terá um papel decisivo para a garantia da segurança alimentar global

Agro brasileiro conquistou o mundo pela sustentabilidade, diz ministroO ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, disse nesta quarta-feira (21) que o Brasil utiliza apenas 7,6% de suas terras na agricultura e é um dos poucos países do mundo capazes de aumentar a sua produção agrícola sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. Ao participar do 30º Congresso e ExpoFenabrave, em São Paulo, ele ressaltou que o agro brasileiro conquistou o mundo pela sua sustentabilidade e pela credibilidade e qualidade dos seus produtos.

“Quem tenta imputar ao agro brasileiro a culpa pelo desmatamento ilegal não está apenas propagando uma mentira de forma irresponsável. Quem faz isso está deliberadamente trabalhando contra o Brasil”, destacou Montes.

O ministro disse que nos últimos três anos o agro brasileiro abriu mais de 200 novos mercados para os mais diversos produtos. “Não poderia haver um atestado de confiança mais forte no agro brasileiro”, afirmou, completando que hoje o Brasil é destacado pela ONU e a OMC como um país que terá um papel decisivo para a garantia da segurança alimentar global.

Marcos Montes também ressaltou que o agro é hoje o setor mais avançado da economia para enfrentar o desafio da competitividade no cenário internacional e destacou a importância da conectividade no campo para garantir o aumento exponencial da produção. Segundo ele, o aumento sustentável de produtividade é o grande diferencial do agro brasileiro.

“Juntamente com as pesquisas científicas para a melhoria de sementes, a correção do solo e o desenvolvimento de insumos mais avançados, a evolução tecnológica das máquinas agrícolas também tem sido fundamental para o aumento da produtividade na agricultura brasileira. E a rede de filiadas da Fenabrave cumpre um papel decisivo para que essas máquinas cada vez mais modernas e eficientes estejam sempre ao alcance do produtor”, disse.

O evento foi promovido pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que reúne 52 associações de marca e, por meio delas, mais de 7,3 mil concessionários de veículos ligados aos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, tratores e máquinas agrícolas. Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Meio Ambiente, Joaquim Leite, também participaram do congresso.

Fonte: Mapa
22/09/2022 0 Comentários
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Safra paulista de grãos deve fechar com alta de 12,7%

Por redação 22/09/2022
Escrito por redação

Produção deve totalizar 9,75 milhões de toneladas

Safra paulista de grãos deve fechar com alta de 12,7% O 12º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados elaborados pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), apontou a safra paulista de grãos 2021/2022 em 9,75 milhões de toneladas, volume 12,7% superior ao da safra anterior. No entanto, a expectativa inicial do 1º Levantamento de safra da Conab, de outubro de 2021, era de 10,1 milhões de toneladas, uma queda de 4,0%.

A safra paulista do ciclo 2021/22 de grãos enfrentou os impactos do fenômeno climático La Niña, que reduziu severamente as precipitações em importantes regiões produtoras do Estado, o que causou efeitos na produção.

“Apesar da queda nos resultados desta safra em comparação com as expectativas iniciais, o Estado de São Paulo registra produção recorde de grãos, resultado do esforço e dedicação dos produtores paulistas, que muito se empenham para garantir o abastecimento alimentar”, ressalta o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles.

O destaque positivo é para o milho, que no consolidado das duas safras resultou em 4,33 milhões de toneladas, indicando uma alta de 32,4% em comparação com o ciclo anterior. Desse total, 2 milhões correspondem à primeira safra (alta de 8,4%) e 2,33 milhões à segunda. Os resultados do milho verão superam as expectativas iniciais de 1,85 milhão de toneladas do primeiro levantamento, publicado em outubro de 2021 pela Conab.

Por outro lado, os resultados do milho safrinha são inferiores à primeira projeção, isso porque as lavouras de milho segunda safra no Estado, além de sofrerem com precipitações abaixo do normal e mal distribuídas, ainda tiveram que lidar com baixas temperaturas e severo ataque de cigarrinhas, eventos que contribuíram para a redução da produtividade estimada.

A produção de algodão no Estado, embora não muito volumosa, teve ótimo resultado nesta safra. Os preços mais atrativos do algodão em 2021 contribuíram para o ganho de 80,9% em área, estimada em 8,5 mil hectares. Com esse incremento, mesmo havendo queda de 1,83% na produtividade, a produção registra ganho de 77,5%, somando 33,2 mil toneladas de caroço.

O cultivo mais afetado neste ciclo foi a soja. A projeção inicial para a produção era de 4,44 milhões de toneladas. Mas a redução das chuvas em decorrência do La Niña diminuiu em 7,14% a produtividade do grão, que atualmente soma 3.436 kg/ha contra 3.700 kg/ha do ciclo anterior. Com esses resultados, a safra de soja 2021/22 foi avaliada em 4,18 milhões de toneladas, cerca de 2,9% inferior ao volume colhido na temporada passada.

Fonte: Datagro
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Notícias

Primavera começa e dá início ao plantio de verão

Por redação 21/09/2022
Escrito por redação

A previsão para os meses de outubro a dezembro indica predomínio de chuvas acima da média climatológica em grande parte das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste

Primavera começa nesta quinta e dá início ao plantio de verãoCom a chegada da Primavera no Hemisfério Sul na próxima quinta-feira (22) e o crescente aumento das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se o início do plantio de verão das principais culturas. Segundo o Prognóstico Climático do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para os meses de outubro a dezembro indica predomínio de chuvas acima da média climatológica em grande parte das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

A previsão indica, ainda, maior probabilidade de chuvas abaixo da média climatológica em toda a Região Sul, em decorrência dos impactos que o fenômeno La Niña pode causar

Segundo o Inmet, os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) poderão ocorrer durante a primavera, com chuvas no Sudeste, Centro-Oeste, no estado do Acre e em Rondônia. Já na Região Sul, poderão ocorrer episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), que estão associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas (raios) e eventual granizo.

A Primavera no Hemisfério Sul inicia-se no dia 22 de setembro de 2022 às 22h04 e termina no dia 21 de dezembro às 18h48. Climatologicamente, é um período de transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil.

Impactos na safra 2022/2023

No Brasil Central, o prognóstico climático aponta para o retorno gradual das chuvas, principalmente em outubro, o que será importante para a elevação do armazenamento de água no solo e estabelecimento das fases iniciais das culturas no campo, como a soja, milho e algodão.

Já na Região Sul e no sul do Mato Grosso do Sul e de São Paulo, a previsão de chuvas abaixo da média pode impactar o início da safra de grãos nessas áreas. Entretanto, os acúmulos de chuva que têm ocorrido na Região Sul desde a segunda quinzena de agosto têm mantido o armazenamento de água no solo acima de 50% em grande parte da região, o que pode contribuir para o menor impacto nas fases iniciais dos cultivos da safra de grãos, caso ocorram chuvas abaixo da média.

No Matopiba, região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o início da safra de verão pode ser marcado por chuvas dentro ou acima da média climatológica, principalmente nos meses de novembro e dezembro. Essas chuvas serão responsáveis pela elevação dos níveis de água no solo, principalmente em áreas do oeste da Bahia e no estado do Tocantins, favorecendo o estabelecimento e as fases inicias das culturas agrícolas.

Prognóstico Climático para o Período Outubro, Novembro e Dezembro/2022

Na região Norte, a previsão climática para os meses de outubro a dezembro indica predomínio de chuvas acima da média climatológica em grande parte da Região Norte, principalmente no Amapá, devido à atuação do fenômeno La Niña e ao padrão de águas mais aquecidas próximo à costa. No sul do Pará e sudoeste do Amazonas, a previsão é de chuvas ligeiramente abaixo da média durante o trimestre.

No Nordeste, a previsão do Inmet para a primavera indica que haverá o predomínio de chuvas acima da climatologia em grande parte da região. Assim como na Região Norte, a continuidade das chuvas na Região Nordeste está associada aos impactos da La Niña e ao padrão de águas ligeiramente mais aquecidas próximas à costa.

A tendência para a primavera é de chuvas próximas e acima da média histórica em praticamente toda região Centro-Oeste, exceto no centro e sul do Mato Grosso do Sul e no leste do Mato Grosso, onde são previstos totais de chuvas ligeiramente abaixo da climatologia do trimestre.

Também na Região Sudeste, a previsão para os próximos três meses é de chuvas acima da média em grande parte da região. No sul de São Paulo, as chuvas poderão ocorrer abaixo da média.

Já na Região Sul, a previsão indica maior probabilidade de chuvas abaixo da climatologia em toda a região, em decorrência dos impactos que o fenômeno La Niña pode causar.

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RS anuncia mais de R$ 200 milhões para projetos de irrigação
Notícias

Viabilidade econômica da irrigação no Brasil é tema de debate

Por redação 21/09/2022
Escrito por redação

Tema foi pauta da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Mapa

Viabilidade econômica da irrigação no Brasil é tema de debateA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta segunda (19), em reunião da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a preocupação do setor em relação à manutenção do desconto para irrigantes na conta de energia elétrica.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da confederação, Jordana Girardello, a CNA destacou a necessidade dos produtores irrigantes continuarem com o benefício, que pode ser encerrado caso o produtor não realize o seu recadastramento previsto na reedição da Resolução Aneel n.º 1000/2021.

Com a edição da Resolução Aneel n.° 1000/2021, a Resolução nº 901/2020 que tratava sobre o recadastramento perdeu a validade.

“Nossa preocupação é que diante da grande morosidade de se obter as outorgas e licenças ambientais junto aos órgãos competentes os produtores tenham aumento no custo de produção. Sabemos que sem essa redução na tarifa, grande parte dos produtores irrigantes não consegue produzir”, afirmou Jordana.

“Os irrigantes precisam apresentar esse documento junto às concessionárias de energia, mas são documentos que a emissão não depende do produtor e existem estados que chegam a demorar até oito anos para emitir,” ressaltou.

Como encaminhamentos da pauta, a CNA sugeriu solicitar a Aneel o aumento do prazo entre os recadastramentos para serem compatíveis aos prazos das outorgas. E também que o Ministério do Desenvolvimento Regional possa auxiliar os perímetros públicos de irrigação na renovação das outorgas, junto a Agência Nacional de Águas (ANA), para que os produtores não percam os descontos, que é crucial para a continuidade das atividades.

“É importante que o País tenha uma metodologia de outorga única e um sistema integrado para concessão, análise e emissão dessas outorgas. Não faz sentido em uma mesma bacia hidrográfica termos três órgãos gestores emitindo outorgas com três metodologias diferentes”, concluiu Jordana.

A presidente da Câmara, Priscila Sleutjes, encaminhará ofícios ao ministro Marcos Montes para dar conhecimento do tema e para os encaminhamentos necessários.

Fonte: Datagro
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Notícias

Programa vai promover inovação no agro do Semiárido brasileiro

Por redação 21/09/2022
Escrito por redação

Em evento realizado em Campina Grande (PB), Mapa e MCTI apresentaram resultados para a região

Programa vai promover inovação no agro do SemiáridoEm evento em Campina Grande (PB), nesta terça-feira (20), o Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) apresentaram os resultados do governo federal para o Semiárido brasileiro. Durante o evento, realizado na sede do Instituto Nacional do Semiárido, Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (INSA/MCTI), foi apresentado o Programa AgroNordeste Digital, que irá fomentar o empreendedorismo de base tecnológica e a estruturação de ecossistemas de inovação agropecuária no Nordeste do Brasil.

“A conectividade é fundamental para o desenvolvimento da agricultura brasileira, que é modelo mundial. Precisamos fazer com que ela chegue também aos pequenos produtores, para que eles tenham condições de ter mais renda, mais dignidade e uma vida mais feliz”, disse o ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes.

As ações do AgroNordeste Digital envolvem a criação e fortalecimento dos ecossistemas regionais de inovação; a promoção do empreendedorismo tecnológico; o incentivo às redes de aprendizagem e troca de experiências; e Conectividade Rural. Para desenvolver essas ações, no ano de 2022, foram priorizados os Ecossistemas Regionais de Inovação Agropecuária do Vale do São Francisco (PB), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN); Oeste Baiano (BA) e no Cariri Paraibano (PB).

Nessas regiões, houve a mobilização e o envolvimento para dinamizar as iniciativas de base tecnológica. Além disso, foram realizados eventos e aproximação entre investidores e startups locais, a fim de levar apoio à profissionalização dessas empresas, sistematizando e consolidando todas as experiências.

Segundo o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, Cléber Soares, o Agronordeste Digital visa promover o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de startups. “Também promove a conexão entre o produtor, os desafios do setor produtivo, os investidores, os institutos de ciência e tecnologia para levar mais riqueza, mais soluções tecnológicas e mais qualidade de vida ao homem do campo, especialmente do semi-árido brasileiro”.

Em outubro, como desdobramento concreto das ações já desenvolvidas será lançado um amplo chamamento de startups, a maior chamada de startups do agro da região, o Desafio de Startups para o AgroNordeste Digital, oportunizando articulação com investidores e amadurecimento das iniciativas regionais.

O Mapa também promoveu nesta terça-feira um Workshop de aproximação dos atores dos ecossistemas da região. O objetivo foi trocar experiências além de conhecer novas tecnologias que são utilizadas no Semiárido brasileiro.

Plano AgroNordeste

No evento também foram apresentados os resultados do Plano AgroNordeste, criado em 2019, para impulsionar o pequeno e médio produtor, por meio da integração de ações e políticas públicas, o desenvolvimento econômico, social e sustentável da Região Nordeste e do norte de Minas Gerais e Espírito Santo. “São vários ministérios envolvidos nesse programa, que é um sucesso. Já atendeu mais de 52 mil famílias, trazendo o desenvolvimento para o Nordeste, principalmente para os pequenos agricultures”, disse o ministro Marcos Montes.

Na Paraíba, o Plano foca sua ação no Cariri, trabalhando no desenvolvimentos das cadeias produtivas da ovinocaprinocultura (criação de ovinos e caprinos para a produção de carne, leite, couro e lã) de leite e corte.

Após mais de três anos de implementação, o AgroNordeste trouxe resultados como:

Em parceria com Banco do Nordeste, foram gerados 709 mil operações de crédito em 230 municípios, atingindo um total de R$ 12,5 bilhões investidos. Além do recém lançado Edital do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação, o Fundeci, dedicado a financiar projetos de transferência e difusão de tecnologia nos 16 territórios prioritários do AgroNordeste.

Com apoio do Senar, mais de 31 mil propriedades rurais já foram atendidas em 757 municípios, totalizando mais de 460 mil atendimentos.

A parceria com o Sebrae já beneficiou mais de 20 mil produtores em 50 mil atendimentos e 485 municípios

O Incra entregou 10.700 títulos de domínio em 651 projetos de assentamentos dentro dos territórios priorizados do AgroNordeste;

A Conab doou, por meio do PAB Doação Simultânea, mais de 64 mil toneladas de alimentos, beneficiando 537 mil agricultores familiares em 487 cidades nordestinas;

A Fundação Banco do Brasil fez um aporte ao projeto de agregação de valor e melhoria na produção de cajuína em três estados do Nordeste: Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte;

Em Campina Grande, com a parceria do INSA, está sendo implantado o Laboratório da Qualidade do Leite para monitoramento da qualidade do leite e derivados lácteos no Nordeste, que atenderá a todo o Nordeste;

A Embrapa produziu os diagnósticos de 13 territórios do AgroNordeste. A Embrapa Caprinos e Ovinos, com o apoio do Senar-PB, capacitou mais de 600 agentes de campo em sistemas de produção desses animais. Esses agentes foram a campo, no âmbito do AgroNordeste, multiplicando e transferindo os que aprenderam.

Houve a adesão ao SISBI-POA nos 11 estados que integram o território do AgroNordeste.

A primeira Indicação Geográfica de 2022 foi para o mel do Norte de Minas Gerais, área de abrangência do AgroNordeste;

Em Sumé, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande, está sendo implantado o Projeto de Difusão de Tecnologias do Smart Farm, um monitoramento inteligente da atividade agropecuária com tecnologias 4.0.

Agricultura familiar

No âmbito das ações do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), o Mapa e o Insa assinaram o Termo de Execução Descentralizada (TED) para disponibilizar aos agricultores familiares do Semiárido palma forrageira resistente à cochonilha-do-carmim. A iniciativa irá contribuir para o aumento da oferta de alimentos à produção animal (bovinos, caprinos e ovinos), especialmente, nos períodos de estiagens longas que, em geral, inviabilizam a produção de outras forragens, sem a utilização de irrigação. O convênio beneficiará 800 famílias de agricultores familiares, selecionadas nos municípios da área de abrangência do PDHC.

Também foram entregues certificados para professores e alunos das universidades federais de Campina Grande (UFCG), da Paraíba (UFPB) e do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) beneficiados pelo Programa de Residência Profissional Agrícola (AgroResidência).O programa apoia a formação de jovens profissionais com competências necessárias para atuação na agropecuária brasileira, favorecendo a inserção desses jovens no mercado de trabalho e contribuindo para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

O ministro Marcos Montes destacou a importância da formação dos jovens para o setor agropecuário brasileiro. “Sou médico de formação e professor universitário, e sei da importancia para os jovens saírem da universidade para poder enfrentar o mundo mais preparado e com uma ajuda de custo. Vamos precisar muito da formação de vocês”

Atualmente o Mapa apoia projetos de 56 instituições de ensino em todo o país, aplicando R$ 24,6 milhões. Esse recurso é destinado principalmente ao pagamento de bolsa aos jovens profissionais durante o período de residência. A região nordeste é a maior beneficiária do Programa AgroResidência, recebendo cerca de 40% do recurso destinado ao apoio de projetos.

Durante a cerimônia, ainda foram entregues peças técnicas aos beneficiados pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (Terra Brasil – PNCF). O PNCF Terra Brasil oferece condições para que os agricultores sem acesso à terra ou com pouca terra possam comprar imóvel rural por meio de um financiamento de crédito rural.

O Mapa e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também fizeram a entrega de títulos de reforma agrária e de regularização fundiária.

Leite de Cabra

O ministro Marcos Montes também anunciou a criação do Grupo de Trabalho de revisão da Instrução Normativa N. 37, de 31 de outubro de 2000, que estabelece o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Leite de Cabra.

O objetivo é estimular a produção de leite de cabra com qualidade e a formalização de empreendimentos, ampliando as possibilidades de acesso a mercados, aumentando a competitividade da pecuária regional especialmente no semiárido, e trazendo mais oportunidades de emprego e renda para os que estão se organizando em torno da atividade da pecuária leiteira de caprinos no Brasil.

Semiárido brasileiro

O Semiárido Brasileiro se estende pelos nove estados da região Nordeste (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e também pelo norte de Minas Gerais. No total, ocupa 12% do território nacional e abriga cerca de 28 milhões de habitantes divididos entre zonas urbanas (62%) e rurais (38%), sendo portanto um dos semiáridos mais povoados do mundo. Trata-se de uma região rica sob vários aspectos: social, cultural, ambiental e econômico, e é nela que o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) atua.

Também participaram do evento o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, o presidente do Incra, Geraldo Melo, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o secretário adjunto de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Nelson Andrade, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a diretora do Insa, Mônica Tejo, a secretária municipal de Ciência e Tecnologia de Campina Grande, Larissa Almeida, e o superintendente de Agronegócio do Banco do Nordeste Luiz Sérgio Farias Machado.

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Tecnologia

Colheitadeira de grãos integra portfólio da Yanmar

Por redação 20/09/2022
Escrito por redação

Projetada para atender as necessidades do agricultor brasileiro, máquina possui melhor custo-benefício do mercado e entrega alto rendimento durante as safras

Colheitadeira de grãos integra portfólio da YanmarA Yanmar, fabricante de maquinário compacto para construção civil e agrícola, grupos geradores e de motores a diesel e marítimos, integra em seu portfólio de equipamentos a colheitadeira YH 880. A máquina, apresentada ao mercado em 2022, visa suprir as necessidades do agricultor, para que obtenham alto rendimento em momento de alta safra, a partir do melhor custo benefício.

Compacta, a máquina se caracteriza pelo novo conceito de colheita, atendendo pequenas e médias propriedades e diferentes perfis de produtores. Entre os principais diferenciais competitivos, ela se destaca pela versatilidade. Estreita, a YH 880 consegue alcançar áreas de difícil acesso, como recortes, que os produtores aproveitam para o plantio, e também locais úmidos, as quais as colheitadeiras de grande porte não conseguem trabalhar.

“Percebemos que havia um “gap” muito grande nas colheitadeiras atuais relacionado a potência e dimensionamento das máquinas e muitos clientes buscavam – e ainda buscam – justamente um equipamento capaz de acessar áreas das lavouras onde os equipamentos maiores têm dificuldade de acessar ou não apresentam uma eficiência satisfatória. Nesse sentido, nossa colheitadeira tem por característica o seu dimensionamento compacto, o que permite trabalhar com mais precisão nas áreas periféricas da lavoura, como as bordas, e também fazer o transporte da máquina entre uma lavoura e outra com mais facilidade”, pontua Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da Yanmar.

Também a única do mercado a ser projetada sob esteira de borracha, a YH 880 tem todo o seu peso distribuído, diminuindo consideravelmente a compactação de solo. “A compactação do solo é extremamente importante para o produtor, pois ela pode afetar o crescimento radicular das plantas, a aeração do solo, gerar uma resistência maior na penetração de raízes, entre outros fatores que afetam diretamente a produtividade da lavoura”, conta Figueiredo, que enfatiza, ainda, a economia no consumo de combustível. “A economia que a YH 880 oferece também é notável. Uma vez que seu consumo médio é de 6 a 9 litros por hora, o que permite um trabalho contínuo durante um dia inteiro de trabalho, sem a necessidade de abastecimento”.

Para garantir essa economia ao produtor, a máquina é equipada com motor 4TNV98T que conta com quatro válvulas por cilindro e injeção direta de combustível, entregando uma operação mais econômica e segura. Outro importante destaque da YH 880 é o rotor duplo, que garante a qualidade da limpeza dos grãos, atingindo até 1% de impureza e sem significativas perdas, mesmo durante uma colheita de alta velocidade. O tanque graneleiro com 1.670 litros de capacidade também permite que o agricultor colha sem se preocupar em atingir a capacidade do reservatório, pois ainda conta com sistema de aviso ao atingir o limite, otimizando o trabalho do operador.

Sempre em busca da melhoria contínua dos seus equipamentos para que eles possam viabilizar a agricultura brasileira a partir da excelência em todos os seus processos, a Yanmar segue alinhada com as necessidades do mercado e focada em entregar tecnologia e alta qualidade em seus produtos.

Embora compacta, a colheitadeira Yanmar YH 880, conta com tecnologia embarcada, como o SMART-ASSIST, um dispositivo inteligente que realiza o monitoramento remoto do equipamento. Por meio dele, o produtor é capaz de acompanhar o trabalho da máquina pelo celular ou computador, e obter informações em tempo real sobre o desempenho e funcionamento da máquina. Dados como horas trabalhadas – início e término de cada atividade, mapeamento do equipamento no campo – área trabalhada, diagnóstico de falhas, alerta anti-furto – caso o equipamento saia da área delimitada pelo produtor, são algumas das funções que a tecnologia embarcada no equipamento oferece.

“Essa funcionalidade resulta em otimização do tempo e redução de horas “paradas” do equipamento, o que na colheita é determinante para o aumento da produtividade. Outro benefício também está ligado à gestão do equipamento, no que se refere às manutenções periódicas, que ficam bem mais fáceis de acompanhar e permitem que o agricultor se antecipe no momento da revisão. Isso resulta em uma melhor organização sobre a disponibilidade da máquina em campo, uma vez que a concessionária local também tem acesso a essas informações, e também consegue se preparar para atender as demandas dos clientes de forma antecipada”.

Mercado

Atendendo pequenos, médios e grandes produtores, a colheitadeira Yanmar YH 880, atualmente atende os mercados de milho, arroz e soja, além de prestadores de serviços na colheita. “A adequação do equipamento para colher em diferentes culturas é bem simples de fazer, o que facilita e possibilita o trabalho nesses mercados. Além destes, atendemos também produtores de sementes e unidades de pesquisa e experimento. E ainda, um segmento consideravelmente novo, que são os produtores de grãos em consórcio com café”.

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Notícias

Colheita de café na safra 2022 deve alcançar 50 mi/sacas

Por redação 20/09/2022
Escrito por redação

A colheita já atinge 99% da área destinada para a cultura, e o volume estimado representa um aumento de 5,6% em comparação ao ciclo de 2021

Colheita de café na safra 2022 deve alcançar 50 mi/sacasOs produtores brasileiros de café deverão colher 50,38 milhões de sacas na safra 2022, como aponta o 3º Levantamento do grão para a atual temporada, divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A colheita já atinge 99% da área destinada para a cultura, e o volume estimado representa um aumento de 5,6% em comparação ao ciclo de 2021.

De acordo com o levantamento da Conab, a área destinada à cafeicultura nacional em 2022 é de 2,24 milhões hectares, sendo 1,84 milhão de hectares para lavouras em produção e 402 mil hectares de área em formação, o que representa leve aumento de área total cultivada em comparação à safra passada. A produtividade média nacional de café também deve crescer e é projetada em 27,4 sacas por hectare, 3,7% maior em relação ao ano anterior. No entanto, apesar da recuperação registrada, o aumento é inferior ao esperado para 2022 por ser um ano de bienalidade positiva.

“O clima adverso influenciou de maneira negativa as produtividades nos dois últimos ciclos. Em 2020 o desenvolvimento da cultura foi influenciado pela falta de chuvas e no ano passado, além da estiagem, foram registradas fortes geadas em importantes regiões produtoras”, explica o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas, Sergio De Zen.

Para o café arábica, a Conab espera uma produção de 32,41 milhões de sacas, acréscimo de 3,1% em comparação com a safra anterior. “O crescimento é limitado pela falta de chuvas na fase reprodutiva da cultura, ainda em 2021, e pelas geadas ocorridas em junho e julho do ano passado, principalmente nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais”, avalia a superintendente de Informações da Agropecuária da Companhia, Candice Romero Santos.

Fortemente impactado pelo clima adverso, o estado mineiro, principal produtor de café no país, tem produção estimada em 22 milhões de sacas, volume próximo da estabilidade com leve recuo de 0,5% em comparação com a colheita de 2021. A maior redução ocorreu no sul do estado, com uma queda na produtividade em torno de 17,8%.

Já na Bahia, onde o clima se apresentou mais favorável para o desenvolvimento das lavouras, é estimado um crescimento de 11% no desempenho no campo, saindo de 21,1 sacas colhidas por hectare para 23,4 sacas por ha. No Espírito Santo e no Rio de Janeiro a melhora na produtividade é ainda maior, chegando a 30,3 sacas por hectare nas lavouras cariocas e 27,5 sacas por hectare nos cafezais capixabas de arábica, elevação de 55,9% e 29,5% respectivamente.

No caso do conilon, a Companhia projeta um novo recorde de produção, estimado em um volume próximo a 18 milhões de sacas beneficiadas do produto, acréscimo de 10,3% em relação à safra anterior. Menos afetada pela característica da bienalidade, a planta desta variedade tem apresentado melhora na produtividade a cada ano, atingindo neste ano 46,2 sacas colhidas por hectare, maior número já registrado. Além do bom desempenho, também é previsto um aumento de área na ordem de 3,4%, estimada em 388,8 mil hectares.

Principal produtor de conilon no Brasil, o Espírito Santo tem produção projetada em 12,23 milhões de sacas, incremento de 9% em relação à safra anterior. Neste ano, Rondônia se coloca como o segundo maior produtor dessa variedade do grão, com colheita estimada em 2,8 milhões de sacas do produto beneficiado, seguido da Bahia com colheita esperada em 2,33 milhões de sacas.

“A tendência é que a produção do conilon continue apresentando crescimento em condições climáticas favoráveis. Há espaço para a melhora na produtividade em importantes regiões produtoras. A Bahia apresenta o melhor desempenho para esta espécie no país, como uma produtividade de 57,9 sacas por hectare. Já para o Espírito Santo e Rondônia a estimativa é que sejam colhidas por hectare 47,2 sacas e 43,1 sacas, respectivamente, o que demonstra o potencial da cultura”, destaca o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro.

Mercado

A oferta restrita do produto tem influenciado nos preços internacionais em patamares elevados para o grão. Os volumes exportados no acumulado dos oito primeiros meses de 2022 estão menores do que o observado em igual período do ano passado. De janeiro a agosto de 2022, o Brasil já exportou cerca de 25,7 milhões de sacas de 60 kg em equivalentes de café verde, uma queda de 9,7% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Entretanto, em termos de receita, a exportação do café brasileiro nos primeiros oito meses de 2022 rendeu cerca de US$ 5,9 bilhões, o que corresponde a um expressivo aumento de 54,3% na comparação com igual período do ano passado.

“Essa preocupação com a oferta tem dado suporte à alta dos preços do café no mercado internacional. Em relação à demanda, o consumo segue firme no Brasil, enquanto que a perspectiva continua sendo de crescimento modesto da demanda no mercado internacional para a safra 2022/23, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)”, pondera o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira.

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