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Notícias

Governo declara emergência fitossanitária

Por redação 06/08/2021
Escrito por redação

- Governo declara emergência fitossanitáriaO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta sexta-feira (6) a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

No mês passado, um foco da praga foi detectado em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. O estado de emergência fitossanitária para a monilíase do cacaueiro incluiu o Amazonas e Rondônia por serem as unidades da federação que fazem fronteira com o Acre.

“Esta é uma medida que demonstra o reconhecimento oficial da importância do tema por parte do Ministério da Agricultura e permite uma maior mobilização de instituições públicas e privadas, de forma coordenada, em função dos prejuízos potenciais que uma determinada praga ou doença pode causar às cadeias produtivas em nível nacional”, destaca a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

Durante a vigência do estado de emergência, todas as ações necessárias à erradicação da praga e que evitem sua disseminação para as áreas produtivas poderão ser adotadas com maior agilidade tanto no nível federal, quanto estaduais. “O objetivo do Mapa é o de conseguir erradicá-la na maior brevidade possível, enquanto ainda se encontra em uma área restrita do país”, explica Graciane.

Como uma medida cautelar, ontem o Mapa declarou o estado do Acre como “área sob quarentena” para prover um maior suporte para as ações de fiscalização do trânsito de vegetais, executadas pelas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária.

Desde a confirmação da ocorrência da praga equipes compostas por profissionais do Mapa, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF/AC), da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (IDARON/RO), da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF/AM), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Brasília (UnB) estão no município executando uma varredura completa na área considerada como de maior risco de detecção de possíveis novos focos da praga.

Conforme previsto na Portaria, nos próximos dias será publicado um ato complementar com o detalhamento das medidas a serem adotadas por cada estado, conforme o nível de risco e particularidades de cada, podendo englobar ações específicas relacionadas à fiscalização do trânsito de plantas hospedeiras, ao manejo preventivo da praga em áreas produtivas, campanhas de educação fitossanitária, mapeamento e eliminação de plantas, entre outras.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Notícias

Crédito rural atinge recorde na safra 2021/2022

Por redação 06/08/2021
Escrito por redação

- Crédito rural atinge recorde na safra 2021/2022No desempenho do primeiro mês da safra 2021/22, as contratações do crédito rural atingiram R$ 27 bilhões, aumento de 16% em relação à safra passada. Com o volume contratado, em julho, os investimentos somaram de R$ 6,8 bilhões, apresentando o maior crescimento (+38%). As operações de custeio totalizaram R$ 16,5 bilhões, correspondendo a alta de 12% em relação a igual período do ano passado.

De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2021/2022, os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresentaram o melhor desempenho relativo, com 56% de aumento e R$ 6,6 bilhões contratados, dos quais R$ 4,2 bilhões em custeio e R$ 1,8 bilhão em investimento, esse último com crescimento de 61%. Do montante de recursos autorizados para o Pronaf, ainda restam a ser contratados 87% dos investimentos e 78% das demais finalidades.

O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) apresentou uma elevação de 5% no volume de recursos contratados e atingiu R$ 3,8 bilhões. Desse montante, R$ 3,5 bilhões referem-se às contratações de custeio e, R$ 306 milhões, aos investimentos. Nesse sentido, o saldo remanescente para atendimento a futuras demandas dos médios produtores amparados pelo programa, situa-se em 93% para investimentos e 88% para custeio, comercialização e/ou industrialização.

Os programas de investimentos, com exceção do Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras) e do Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), requerem um período maior para análise. O volume contratado no primeiro mês, no conjunto dos programas, ainda é relativamente pequeno, abaixo de 5%.

No entanto, segundo a análise da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, cabe destacar que, no caso do BNDES, em alguns programas, o valor correspondente às propostas já protocoladas está próximo do limite de recursos alocados, a exemplo do Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e do PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), o que ensejou a suspensão temporária do acolhimento de novas propostas de financiamento pelo banco para esses programas.

Entretanto, a disponibilidade total de recursos para esses programas, no final de julho último era, respectivamente, de 100% e de 97% do valor de suas programações, pois na atual safra foi ampliado o número de agentes financeiros que operam os programas de investimento agropecuário. As contratações do PCA tiveram redução de 8%.

As fontes de recursos mais utilizadas pelas instituições financeiras na liberação do crédito aos produtores foram Recursos Obrigatórios (R$ 8,8 bilhões), Poupança Rural Controlada (R$ 6,0 bilhões) e Poupança Rural Livre (R$ 5,1 bilhões), cujo aumento foi de 106% em comparação a julho de 2020.

A poupança livre respondeu por 19% do valor total das contratações no primeiro mês da atual safra, sendo que a participação do total de recursos não controlados foi de 29%.

O valor das operações de crédito realizadas com recursos das demais fontes de recursos não controlados e respectivas variações foram: LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) R$ 1,07 bilhão (-35%), recursos livres R$ 1,3 bilhão (+34%) e outras fontes R$ 344 milhões (+288%).

As fontes controladas tiveram uma redução na participação das contratações de 79% para 71% nesta safra, comparativamente ao mesmo período da safra passada.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
06/08/2021 0 Comentários
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Notícias

New Holland lança pulverizador para o setor canavieiro

Por redação 06/08/2021
Escrito por redação

- New Holland lança pulverizador para o setor canavieiro

A cultura de cana-de-açúcar e as contínuas mudanças na agricultura exigem equipamentos de pulverização robustos, com autonomia, tecnologia embarcada e alta produtividade. Para estar atender às demandas do setor, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, lançou o pulverizador Defensor 2500 Cana-de-Açúcar.

O equipamento foi desenvolvido especialmente para as lavouras de cana e garante proteção incondicional no ciclo completo. Isso se deve graças à altura da barra de pulverização, que pode chegar a 2,5 m. O pulverizador também pode ser utilizado em outros tipos de cultivos que não o de cana, oferecendo ao produtor rural mais eficiência e uma amplitude maior de uso em multiculturas.

“A inovação da New Holland vem como uma resposta aos principais desafios da pulverização dessa cultura, como amassamentos dos ‘brotos’, compactação do solo, danos à máquina, manobrabilidade reduzida e aplicações direcionadas. O Defensor 2500 Cana-de-Açúcar chega com o diferencial exclusivo para o setor, além da amplitude da barra, com pneus para cada ciclo da planta”, observa Cláudio Calaça Júnior, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul.

As janelas de trabalho mais curtas, com doenças e pragas cada vez mais resistentes, tornaram necessários controles mais eficientes para o sucesso da colheita, exigindo inúmeras aplicações por ciclo. Por isso, outra novidade do pulverizador são os pingentes configuráveis para espaçamento convencional e duplo alternado, que direcionam a aplicação abaixo da linha das folhas com regulagem de altura.

Além disso, o Defensor 2500 Cana-de-Açúcar se destaca pela precisão e estabilidade na aplicação, facilidade de operação, conforto e segurança, baixo consumo e um pacote tecnológico completo. “Além da melhor estabilidade e versatilidade de barra, tem maior altura de aplicação para estágios avançados das plantas, opções de pneus com divisor de linha e opção voltada para alta flutuação e menor compactação do solo, possibilitando um trabalho eficiente até em espaçamentos duplos alternados”, explica Diego Torres, especialista em Marketing de Produto da New Holland Agriculture.

Segundo Torres, com pingentes configuráveis para espaçamento convencional e duplo alternado, juntamente com a bitola ajustável, variando o espaçamento de 2,55 m a 3,05 m, o Defensor 2500 Cana-de-Açúcar consegue trabalhar nas mais diversas situações, até mesmo em cultivo de cana que utiliza o espaçamento duplo alternado. “A condição meteorológica é fator decisivo para a qualidade e segurança da aplicação. A estação meteorológica standard embarcada garante assertividade na tomada de decisão em busca de maior eficiência da operação. Nosso equipamento é completo e a melhor opção para as lavouras de cana-de-açúcar”, ressalta.

Conheça os diferencias do pulverizador:

Amplitude de Altura da Barra – a barra de aplicação tem 27 metros de comprimento e 2,5 m de altura máxima de trabalho. O exclusivo e inovador sistema de estabilização de barras oferece maior estabilidade e versatilidade da barra. Todas as barras possuem o sistema Autocenter, que garante alinhamento durante a operação, corte de seção automático, evitando sobreposição com economia de produto e modo automatizado de abertura dos braços. A condição de operação com meia barra é um dos destaques dessa versão.

Distribuição e configuração dos pingentes – alguns agroquímicos não podem entrar em contato com as folhas da cana-de-açúcar para evitar fitotoxicidade ou contaminações. Dessa forma, o pulverizador canavieiro da New Holland é equipado com pingentes configuráveis para espaçamento convencional e duplo alternado que direcionam a aplicação abaixo da linha das folhas, com regulagens de altura para se adequar às mais variadas condições da lavoura

Variação de bitola – de dentro da cabine, sem a necessidade de descer da máquina, nosso sistema permite que o operador faça o ajuste da bitola de maneira fácil e rápida, para uma posição pré-determinada, conforme o espaçamento da cultura. O espaçamento pode variar entre 2,55 m a 3,05 m.

Pneus – para garantir qualidade e produtividade das aplicações, o novo pulverizador traz as duas melhores opções de pneus para as lavouras de cana-de-açúcar. O pneu 18.4 x 38”, ideal para cana planta, reduz a compactação do solo devido à alta flutuação e melhor conforto operacional. Esse modelo se destaca por ser mais largo e proporcionar maior aderência. Já o 320/90R46, para cana soca e estágios mais avançados da lavoura, com divisor de linha, para evitar pisoteio da cana, é estreito e com menor área de amassamento. Possui um vão livre de 1,70 metro com o pneu R46 e de 1,72 com o pneu 18.4 x 38”.

Estação Meteorológica Standard – ajuda na tomada de decisão do produtor para realizar uma aplicação de defensivos eficiente e segura. Vindo de fábrica no modelo Defensor 2500 Cana-de-Açúcar, o sistema embarcado fornece os dados climáticos captados pelos sensores em tempo real, como Delta T, importante indicador da condição meteorológica para uma melhor eficácia da aplicação. O sistema também informa dados de deriva, ponto de orvalho, vento aparente, vento real, temperatura, umidade, além da gravação dos dados meteorológicos durante a aplicação.

Facilidade e Robustez – os tanques de água limpa, com capacidade para 280 litros, facilitam a limpeza e enxágue do sistema ao fim da operação. Peito de aço standard protege a máquina e evita danos nas plantas.

Segurança operacional – a segurança durante a operação também é uma grande preocupação da New Holland. De fábrica, além de todos os cuidados para proteção do operador dentro da cabine, o pulverizador vem equipado com freio hidrostático para uso em operação, freio estacionário e freio de emergência para reforçar a segurança em condições de transporte.

Intensidade e manobrabilidade – as manobras e aplicação em bordadura na cana-de-açúcar exigem mais do equipamento quando se comparado a condição de grãos. Por isso, este modelo foi preparado para operações com meia barra aberta, mantendo-se as premissas de segurança e estabilidade. O Defensor 2500 Cana-de-Açúcar conta com luzes de trabalho em LED para permitir total visibilidade em operações noturnas e kit de câmeras para auxiliar em manobras e entrada de linha para um traçado sempre preciso. A qualquer momento, as câmeras podem ser vistas diretamente no monitor IntelliView™ IV.

Fonte: New Holland
06/08/2021 0 Comentários
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Notícias

FMC promove campanha que valoriza o algodão

Por redação 06/08/2021
Escrito por redação
- FMC promove campanha que valoriza o algodão

Marcelo Magurno

Ação interna do Programa Sou de Algodão é lançada em live comemorativa com integrantes da Abrapa e prestigia o real valor da fibra

Você sabe de onde vem o algodão da roupa que você está vestindo? Tem conhecimento da cadeia que envolve essa grande indústria? É justamente para responder essas perguntas que a FMC, empresa de ciências para agricultura, promoveu o lançamento da campanha Sou de Algodão FMC, na última segunda-feira (2).

O evento online foi celebrado com uma live que contou com a participação do Diretor de Negócios Brasil da FMC, Marcelo Magurno, Fábio Lemos, Gerente de Cultivo da FMC, em parceria com nomes de peso da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), como o presidente Júlio Cézar Busato e Silmara Ferraresi, assessora da presidência e gestora do Movimento Sou de Algodão. O evento foi assistido por aproximadamente 490 colaboradores.

“O objetivo é prestigiar toda a cadeia da cotonicultura e fortalecer a parceria da FMC com a Abrapa. Nós temos uma história de mais de 20 anos com essa cultura que movimenta a economia e abre um importante debate sobre produção em larga escala com sustentabilidade”, ressalta Marcelo Magurno.

Além da live, o lançamento da campanha também contou com uma ativação nas redes sociais da FMC e do Sou de Algodão. “Queremos transformar os colaboradores em porta-vozes da importância dessa cultura para a FMC e para o Brasil. A ideia é incentivar o uso de itens de algodão, afinal, somos todos embaixadores do algodão brasileiro. O lançamento da campanha O Valor que Vem da Fibra vem justamente para reforçar a valorização da fibra brasileira, produzida de forma sustentável que vem ganhando mundo”, reforça Fábio Lemos.

O Brasil é segundo maior exportador de algodão do mundo, o quarto maior produtor, evidenciando a relevância do país no setor.   Segundo dados da Abrapa, nosso algodão é responsável pois, mais de 80% da produção possui certificação socioambiental, gera empregos e contribui para uma economia consciente. Hoje, o país fornece 36% do algodão sustentável consumido no mundo.

A FMC é uma das grandes entusiastas do movimento Sou de Algodão, que surgiu em 2016 a partir da Abrapa em conjunto com o IBA (Instituto Brasileiro de Algodão). A iniciativa propõe uma nova maneira da produção dessa fibra: ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável.

Fonte: FMC
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Notícias

Agricultoras veem produtividade aumentar após práticas sustentáveis

Por redação 05/08/2021
Escrito por redação
- Agricultoras veem produtividade aumentar após práticas sustentáveis

Simoni Tessaro

Vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2020 apostaram em diferentes soluções e provaram que aliar sustentabilidade à inovação rende bons resultados no campo

Investir em práticas mais sustentáveis e combiná-las com inovação pode ser uma saída para aqueles que almejam uma alta na produtividade, independente do cultivo. E foi justamente seguindo este pensamento que Simoni Tessaro e Kamila Laida, vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro em 2020, conseguiram se destacar em suas regiões.

Após herdar o Sítio Santa Mônica de seu pai, Simoni, que produz soja, milho e aves, em Serranópolis do Iguaçu (PR), notou que seria necessário realizar ajustes na gestão da sua fazenda, caso quisesse produzir mais e fazer com que a propriedade se tornasse sua fonte de renda principal. “Nós passamos a realizar correção de solo e a tratá-lo com adubo orgânico, fizemos o plantio direto e rotação de cultura”, explica Tessaro. O resultado foi o aumento de aproximadamente 112%, em média, na quantidade de sacas de soja colhidas.

“Notamos que os demais produtores da região colhiam aproximadamente 130 sacas de soja por alqueire, enquanto nós estávamos colhendo apenas 80 sacas. Com isso, concluímos que alguns investimentos precisavam ser feitos e, hoje, produzimos como qualquer outra propriedade, tudo graças a adesão de práticas mais sustentáveis e tecnológicas”, conta Simoni.

Já Kamila, atualmente, é produtora de pecuária bovina, suínos e responsável pela venda de maravalha de eucalipto no Grupo Guimarães Aguiar, em Rio Verde (GO). Na coordenação da propriedade, ela optou por mudar o destino dos dejetos de sua granja e passou a transformá-los em adubos de pastagem. A consequência desta alteração foi uma alta nos nutrientes do pasto, dando, assim, um maior suporte aos animais e tornando possível aumentar a quantidade de Unidade de Animais (equivalente a 450kg por unidade) de 2 para 8 por hectare.

“Com a adubação orgânica, meus animais ficam bem assistidos, ou seja, eu dou mais nutrientes para a planta e, consequentemente, isso é revertido em produtividade da fazenda, com mais unidade animal por hectare”, comenta Kamila. Além de permitir que ela tenha um número maior de animais por área, a produtora ainda afirma que o destino correto dos dejetos a permite aliar a alta da produtividade a sustentabilidade, um dos principais pilares do Grupo Guimarães.

Outros benefícios notados

A alta na produtividade é uma vantagem do investimento em soluções inovadoras e sustentáveis, mas ela não vem sozinha: economia, melhora na qualidade, assertividade na tomada de decisões e, claro, contribuir com o meio ambiente são benefícios destacados pelas produtoras. Simoni, por exemplo, ao conseguir investir em placas fotovoltaicas, pode alimentar sua casa, dois aviários e a casa de sua mãe a um custo mínimo mensal.

“Esta substituição, além de reduzir poluição e gases do efeito estufa, fará com que, em 5 anos, o investimento se pague sozinho e eu conseguirei tocar toda a minha propriedade a custo praticamente zero”, conta a produtora. Antes do investimento, Simoni tinha um gasto mensal de R﹩1.100 com a energia elétrica. Após apostar na energia solar, este valor diminuiu quase que 100%, caindo para uma média de R﹩ 100.

O investimento em tecnologia também trouxe bons resultados para as agricultoras. Kamila, como administra diferentes atividades, sentiu a necessidade de uma gestão mais integrada. Ao aderir a um software de gestão, ela conseguiu ver todas as atividades em tempo real e enxergar de uma maneira mais clara e objetiva o custo e lucro de cada uma.

“Investir em transformação digital foi um ponto importante no processo de adoção de boas práticas. Antes, tudo era muito manual e fazíamos uso de uma planilha de Excel. Ao apostar na tecnologia para gerir todos os meus negócios, eu consigo, por exemplo, ter uma melhor previsibilidade de possíveis problemas e pensar em uma solução com antecedência”, relata a produtora.

Prêmio Mulheres do Agro

Tanto Simoni quanto Kamila foram vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2020, nas categorias média e pequena propriedade, respectivamente. “Obter este reconhecimento do prêmio me fez ver que eu estou na direção certa e trouxe um gás a mais para que eu continue inovando em minha propriedade”, declara Kamila.

Como dica para as interessadas em se inscreverem, Simoni diz que um dos principais pontos é não ter pressa para finalizar o formulário. “Dá para entrar, preencher e sair a hora que quiser, tendo a possibilidade de continuar depois. É importante se inscrever, independente de ganhar ou não, porque quando escrevemos nossa história no papel, acaba se tornando um autorreconhecimento e nos permite olhar para a nossa própria trajetória”, finaliza a produtora.

As inscrições para a edição deste ano encerram no dia 20 de agosto e a premiação ocorrerá em outubro, durante o 6º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio.

Fonte: Bayer no Brasil

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Notícias

Frio reduz estimativa de produção de milho 

Por redação 05/08/2021
Escrito por redação

- Frio reduz estimativa de produção de milho Em ano atípico, equipes extras do Rally da Safra avaliaram parte final da colheita em MT, GO e MG e os danos causados pelas geadas no PR, MS e SP

Não é exagero dizer que nunca se viu uma segunda safra de milho como a atual. Começou com o plantio mais tardio da história e continuou com as lavouras se desenvolvendo sob clima irregular em abril e maio. Para fechar, três ondas sucessivas de frio -– a primeira em 29 de junho, a segunda em 20 de julho e a última nos dias 29 e 30 – resultaram em geadas severas no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Essas características muito peculiares levaram duas equipes extras do Rally da Safra a percorrer, na segunda quinzena de julho, as principais regiões produtoras para atualizar os números de safra divulgados ao final do roteiro regular, em 24 de junho.

No campo, os técnicos avaliaram as condições do milho mais tardio e os danos causados pela geada. Resultado: um novo corte de 4,4 milhões de toneladas, reduzindo a estimativa de produção feita pela Agroconsult, organizadora do Rally da Safra, de 65,3 milhões para 60,9 milhões de toneladas— uma quebra de 20,6% sobre a safra anterior, quando foram produzidas 76,7 milhões de toneladas. “Normalmente, julho é um mês de poucos acontecimentos para a segunda safra, quando a colheita se aproxima do fim e a produtividade das lavouras está praticamente definida. Esta temporada, porém, está sendo completamente diferente”, diz André Debastiani, coordenador da expedição.

A primeira equipe extra percorreu o Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais de 20 a 25 de julho. As avaliações de campo indicaram que as estimativas de produtividade estavam adequadas, a não ser pela necessidade de um ajuste para 46,4 sacos por hectare (52% abaixo da safra anterior) nas lavouras de Minas Gerais, mais prejudicadas pela seca do que se esperava. Mato Grosso manteve a produtividade de 94,5 sacas por hectare (14% inferior à safra passada) e Goiás permaneceu com 67,8 sacas por hectares (queda de 35%).

O segundo grupo rodou pelo Mato Grosso do Sul e o Paraná de 26 de julho a 1º de agosto, com foco principalmente em averiguar os problemas causados pela geada, também resultando em revisões negativas.  Em relação ao fim de junho, as estimativas de produtividade foram revistas para 43,7 sacas por hectare no Paraná (48% menos do que em 19/20) e 42,7 sacas por hectare no Mato Grosso do Sul (queda de 49%).

A projeção para a produção de milho segunda safra, divulgada em janeiro, no início do Rally, era de 83,9 milhões de toneladas. Os bons preços no mercado doméstico estimularam tanto o crescimento de área de 9,3% sobre a safra 19/20, chegando a 14,7 milhões de hectares, quanto a disposição dos produtores em aumentar os investimentos em tecnologia nas lavouras. A estiagem de abril e maio e a sucessão de geadas causou perdas de mais de 23 milhões de toneladas. “O grande problema dessa safra não foi a geada, que costuma ocorrer nessa época, mas sim o atraso no plantio que fez com que as lavouras estivessem em estado crítico de desenvolvimento quando as ondas de frio ocorreram”, afirma Debastiani.

Os integrantes das equipes extras do Rally ouviram diversas vezes no campo que a segunda safra parece não ter fim. No momento, as baixas temperaturas atrasam a perda de umidade das lavouras e postergam ainda mais a colheita, principalmente no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Atividades durante a pandemia

As 26 equipes do Rally da Safra percorreram 62 mil quilômetros em mais de 500 municípios de 9 estados brasileiros e coletaram 1.679 amostras nas etapas de soja e milho, com informações sobre população de plantas, número de grãos por planta, número de espigas, estádio de desenvolvimento, peso de grãos, umidade e incidência de pragas e doenças, entre outras. Já as duas equipes extras totalizaram 4.793 quilômetros percorridos entre os dias 20 e 31 de julho último, com 137 amostras coletadas.

Devido à pandemia, não houve visitas aos produtores nas propriedades, mas as atividades online permitiram obter informações sobre os desafios desta safra, do plantio até a colheita, e a conjuntura atual por meio de mais de 100 reuniões virtuais com agricultores.

Nas plataformas digitais, todo o conteúdo produzido pelo Rally atingiu 17 milhões de visualizações entre janeiro e julho. Atualmente as redes sociais contam com mais de 98 mil seguidores.

Organizada pela Agroconsult, a 18ª edição do Rally da Safra conta com patrocínio da FMC, Banco Santander, Phosagro e Rumo, e o apoio da Plant UP, Unidas Agro, FIESP e Universidade Federal de Mato Grosso.

Fonte: Rally da Safra

 

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Notícias

Embrapa realiza curso sobre Manejo Rotacionado

Por redação 05/08/2021
Escrito por redação

- Embrapa realiza curso sobre Manejo Rotacionado

No próximo dia 11 de agosto, das 8h às 12h, pelo YouTube da Embrapa, será realizado o Curso sobre Manejo do Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF. O CRIAF é uma tecnologia que busca a diversificação da produção na propriedade do agricultor familiar e permite organizar a produção da família em faixas, separando as espécies cultivadas de forma que não haja competição entre elas por nutrientes, água, luz e espaço. Planta-se arroz, milho, feijão-caupi e mandioca, com ênfase nas variedades em uso na região e incluindo variedades bioforticadas. Além do consórcio, o sistema preconiza a rotação de culturas com uso de “safrinha”, prática que intensifica o uso da terra e maximiza o aproveitamento do período chuvoso.

Entre os conteúdos a serem abordados estão escolha da área, limpeza, preparo do solo e calagem; fertilidade do solo e adubação de plantio das culturas alimentares do arroz, feijão, milho e mandioca; implantação do CRIAF; manejo de ervas daninhas; manejo de doenças; densidade de semeadura e espaçamento das culturas; manejo básico de cada uma das culturas e do consórcio; adubação em cobertura; rotação de culturas no CRIAF; colheita e pós-colheita; transferência de tecnologia e extensão rural para a expansão e difusão do CRIAF. “São técnicas de manejo do solo, manejo de pragas e doenças, fertilidade e arranjos espaciais que permitem uso mais eficiente da terra com sustentabilidade, conservação e manejo adequados do solo. A adoção do CRIAF propicia também a redução da carga de trabalho”, explica o analista Carlos Santiago, que desenvolveu a tecnologia. Também haverá palestra sobre a “Importância dos alimentos biofortificados para a segurança alimentar e nutricional.

O objetivo do curso é levar conhecimentos gerados pela pesquisa da Embrapa para a inovação na agricultura familiar, por meio de demonstração on-line de como ocorre a prática no campo. “É uma abordagem simples, na linguagem do produtor rural que pode ser facilmente entendida por todos os interessados”, completa Santiago. O público-alvo do evento é formado por extensionistas, técnicos de secretarias municipais de agricultura, professores, estudantes, produtores familiares e demais interessados nas culturas alimentares do arroz, feijão, milho e mandioca.

Mais sobre o CRIAF – Fora do contexto de pandemia, a transferência dessa tecnologia é feita diretamente nas comunidades rurais familiares por meio de Unidades de Referência Tecnológica – URTs e com a participação dos técnicos e produtores das regiões. O objetivo dessa abordagem é a construção do conhecimento e a promoção do desenvolvimento regional pelo empoderamento dos atores locais envolvidos. O retorno social é a melhoria da produtividade, segurança alimentar e renda do pequeno produtor familiar. Em termos ambientais, ao incentivar o consórcio e a rotação de culturas, a tecnologia permite incremento na ciclagem de nutrientes, melhor e maior manutenção da biodiversidade, melhoria da conservação do solo, controle de ervas daninhas, manejo de pragas e doenças das culturas. “Essa é a grande lógica do sistema: diversificar com sustentabilidade e aprender fazendo”, resume o analista.

 

Fonte: Embrapa
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Opinião

Digitalização no campo: setor é carente de tecnologias?

Por redação 05/08/2021
Escrito por redação
- Digitalização no campo: setor é carente de tecnologias?
*Por Marcus Linhares

Não é novidade que o segmento do agronegócio evoluiu bastante nos últimos anos em termos de inovação. Como o setor possui muitos negócios agregados, as tecnologias passam a ter um campo gigante de atuação, propondo inúmeras facilidades e ganhos de eficiência operacional. Nesse cenário, observa-se um aumento nas plataformas de Redução de Custos, Aumento de produtividade, IoT, Biotecnologia, ERPs de Gestão, Rastreabilidade, Componentes químicos e fármacos, automação, genética, saúde animal e culturas orgânicas.

Um estudo desenvolvido pela McKinsey e apresentado recentemente pelo instituto Insper e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), mostra que o Brasil está na vanguarda da digitalização da agricultura. Em termos globais, a pesquisa revelou que em 2020, o agricultor brasileiro foi, em média, o profissional que mais utilizou os meios digitais em suas atividades. Mesmo assim, ainda vemos muitos produtores rurais resistentes à digitalização e isso é muito normal. Afinal, toda inovação tende a trazer consigo disrupções ou quebras de paradigmas e com o agro não é diferente.

Porém, ao mesmo tempo tem-se percebido um desafio muito grande: a necessidade de utilizar menos recursos para uma produção maior, pois o fato do agronegócio brasileiro ser o produtor de alimentos para o mundo e ter territórios limitados, faz com que precisemos de tecnologias para aproveitar ao máximo todas as oportunidades, sejam elas naturais, humanos, territoriais, entre outros.

O outro indicador é que há uma renovação de idade no agro. Ele está ficando mais jovem – em relação à faixa etária dos players -, e isso abre um espaço para que novas formas de resolver velhos problemas possam ter mais aderência. Isso fortalece o ambiente para que as startups sejam ousadas em suas soluções e, obviamente, o cenário se ajusta – novas soluções, novas companhias, novos investidores e assim por diante.

Quando falamos sobre a comercialização de insumos e produtos, por exemplo, essa atividade é a mais comum a todas as cadeias produtivas. Todos querem vender o que produzem, independente da cultura. Porém, ainda há alguns pontos que se tornam gaps. O produtor rural tem muita expertise na sua produção, nas técnicas e manejo. Isso porque eles conseguem criar uma estrutura comercial e tem uma visão de negócios muito aguçada, mas em sua maioria, aqueles de pequeno porte vendem com a intermediação de atravessadores. E é nesse ponto que acabam perdendo dinheiro.
Um tema comum entre todos, é o uso dos bancos tradicionais para suas transações financeiras que, até podem ter áreas e serviços para o Agro, mas ainda tem estrutura pesada e cara – taxas altas e serviços burocráticos-, o que possibilita o surgimento e crescimento dos serviços de bancos digitais. E as fintechs têm ajudado a resolver esse gargalo que ainda existe nesse setor.

De acordo com o Mapeamento Agtech 2021, realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem aproximadamente 300 agtechs ativas. Mesmo com a turbulência política e econômica provocada pela pandemia do Covid-19, o agro brasileiro é um dos mais promissores da economia. O PIB do Agronegócio continua crescendo acima do esperado e na contramão da crise. Isso reforça que o mercado está aquecido e tem sido uma boa opção para novos investimentos e lançamento de soluções cada vez mais inovadoras.

Embora o agronegócio esteja crescendo a passos largos, acredito que esse segmento ainda precisa evoluir no quesito de manutenção das características naturais dos alimentos, sobretudo os orgânicos. Por fim, o Brasil é a principal fonte de alimento do mundo. Somando a riqueza do agronegócio, é possível ver oportunidades maiores que os setores da saúde ou do varejo. Porém, vale destacar que o precursor dessa riqueza ainda são as commodities, ou seja, qualquer outro país que tiver alto investimento, pode desbancar o Brasil nos próximos anos, então a saída é apostar em inovação. Por isso reforço – o futuro do agro brasileiro tem que ser a inovação!

*Marcus Linhares é professor do IFPI, Mestre, Doutor e Pós Doutor em Empreendedorismo e Inovação, e responsável pelo NAVE – Núcleo Avançado de Educação Empreendedora (NAVE Lab – IFPI). É fundador e CEO da Bipp, primeira agrofintech do país que facilita as negociações e integra transações de compra e venda entre produtores, fornecedores e agroindústrias
05/08/2021 0 Comentários
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Plataforma de nutrição é destaque em Simpósio

Por redação 05/08/2021
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- Plataforma de nutrição é destaque em SimpósioA plataforma foi desenvolvia para oferecer aos clientes soluções integradas para atender de forma eficaz cada etapa da produção de suínos

A Yes, empresa que desenvolve soluções biotecnológicas para uma nutrição animal eficaz, segura e sustentável, participará do 13º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) e da 12ª edição da Brasil Sul Pig Fair, que serão realizados entre os dias 10 e 12 de agosto, ainda, em razão da crise sanitária decorrente da pandemia do coronavírus, os dois eventos serão promovidos on-line a partir de Chapecó (SC).

A plataforma nutricional da Yes combina as soluções do completo portfólio da empresa de acordo com cada desafio da produção. Dessa forma, ela oferece um número superior de soluções integradas, potencializando os resultados e atingindo diferentes desafios enfrentados pelos produtores, como imunomodulação, saúde intestinal e produtividade.

A plataforma da Yes foi desenvolvia para oferecer aos clientes soluções integradas para atender de forma eficaz cada fase de vida e desafio da produção de suínos. “Apresentando protocolos patronizados e testados que entregam combinações para proteção, manutenção e melhor performance de saúde e nutrição de suínos nas granjas”, explica o Gerente Regional da Yes, Jovan Sabadin.

Soluções

Entre as soluções se destacam o GlucanMos, um aditivo prebiótico composto por frações específicas da parede celular de levedura. Possui 1,3 e 1,6 β-glucanos e mananoligossacarídeos (MOS) microparticulados por hidrólise enzimática, processo que aumenta sua atividade molecular.

O GlucanGold um ingrediente natural, com 60% de Beta Glucanos, obtido através de um processo biotecnológico de purificação da parede celular de leveduras Saccharomyces cerevisiae. Seu uso em dietas de suínos proporciona o equilíbrio do sistema imunológico, contribuindo para uma proteção mais eficaz e duradoura aos desafios sanitários e ambientais a que são submetidos.

E o GolfPig, um blend de prebióticos com efeito bifidogênico e imunomodulador local. Torna o ambiente gastrointestinal adverso ao desenvolvimento de bactérias patogênicas, aumenta a população de Lactobacillus e bifidobactérias e promove efeito imunomodulador a nível intestinal.

Fonte: Yes
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CNA debate reuso da água para evitar escassez hídrica

Por redação 05/08/2021
Escrito por redação

- CNA debate reuso da água para evitar escassez hídricaA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na quarta (4), uma conversa ao vivo pelas redes sociais para discutir o reuso de água no setor agropecuário como alternativa à escassez hídrica.

O debate foi conduzido pelo presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Eduardo Veras, e contou com a participação do coordenador do Grupo de Trabalho sobre Reuso do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), Jefferson Oliveira, e do pesquisador de Irrigação da Embrapa Hortaliças, Marcos Brandão Braga.

O reuso de água é o aproveitamento do recurso previamente utilizado, uma ou mais vezes, para suprir a necessidade de outros usos. Ao reduzir o lançamento de esgotos nos corpos hídricos, o reuso de água não traz apenas benefícios quantitativos, mas também qualitativos, principalmente para as águas das bacias hidrográficas.

Na abertura do encontro virtual, Eduardo Veras destacou que o maior desafio da humanidade é garantir a segurança alimentar e hídrica do mundo com sustentabilidade ambiental. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2050, a população mundial deve chegar a 10,6 bilhões de pessoas e a demanda por alimentos deve aumentar em 70%.

“Uma das formas de atender a essa expectativa é através da tecnologia de irrigação, que apresenta um crescimento vertical, ou seja, não há necessidade de abrir novas áreas para produzir alimentos irrigados”, disse Veras.

Para o presidente da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, o uso e a conservação de recursos hídricos são temas chaves para o desenvolvimento do país. “Temos de encontrar mecanismos para incorporar a utilização da água de reuso na irrigação”.

O coordenador do Grupo de Trabalho sobre Reuso do CNRH, Jefferson Oliveira, afirmou que existem poucos projetos de reuso da água no país. “A capacidade instalada para tratar é de 2 metros cúbicos por segundo, sendo que o potencial de projetos em até 10 anos é de 10 metros cúbicos por segundo. Logo, temos alto potencial, mas poucos projetos implementados”.

Segundo Oliveira, a disponibilidade de água em quantidade e qualidade não atende a necessidade ou indica comprometimento. “Para atender as demandas precisamos de conservação de água e solo, uso racional e eficiente da água e apoio a adoção de fontes alternativas”, disse.

O especialista informou ainda que existem bacias hidrográficas brasileiras com alto potencial de reutilização para irrigação. “Algumas bacias apresentam alta demanda para irrigação, mas com baixa cobertura de tratamento de esgoto”.

Em sua fala, o pesquisador da Embrapa Hortaliças, Marcos Brandão Braga, destacou as principais vantagens do reuso da água, como a redução da poluição hídrica nos mananciais, o estímulo ao uso racional de águas de boa qualidade, o aumento da produtividade agrícola e o controle dos processos de desertificação por meio da irrigação e fertilização de cinturões verdes.

De acordo com Braga, o Brasil é um dos países mais ricos em recursos hídricos superficiais, porém existem alguns gargalos, como escassez hídrica em algumas regiões, deficiências de infraestrutura hídrica para atendimento ao uso múltiplo e a necessidade de investimentos para ampliação da oferta de água nos principais aglomerados urbanos.

“A regulamentação do reuso de água no Brasil ainda é incipiente. É necessário adequar a legislação brasileira à realidade para que contemple o uso de água residual no meio rural, principalmente para irrigação, além de disseminar informação sobre esse reuso e desenvolver tecnologias compatíveis com as nossas condições técnicas, culturais e socioeconômicas”, afirmou o pesquisador.

Segundo dados de 2017, da Agência Nacional de Águas (ANA), sobre o saneamento no Brasil, 55% da população é atendida por sistema (43% rede coletora e estação de tratamento de esgotos) e 12% é atendida por solução individual (fossa séptica). Os números revelam ainda que 18% dos esgotos são coletados e não são tratados.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
05/08/2021 0 Comentários
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