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Notícias

Produção deverá atingir 330 mi de ton em 10 anos

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Produção deverá atingir 330 mi de ton em 10 anosMinistério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

Fonte: Unium
02/08/2021 0 Comentários
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Notícias

Massey Ferguson é a mais lembrada pelos gaúchos

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Massey Ferguson é a mais lembrada pelos gaúchosA marca foi vencedora do prêmio Top of Mind RS, que reconhece as mais lembradas pelo consumidor do Rio Grande do Sul

 

A Massey Ferguson é a vencedora do prêmio Top of Mind RS, na categoria Máquina Agrícola. Realizado pelo Grupo Amanhã, o prêmio está em sua 31ª edição e reconhece as marcas mais lembradas pelo consumidor do Rio Grande do Sul. A Massey Ferguson se destacou com 20,8% das menções dos gaúchos. Pioneira no país, a pesquisa é realizada desde 1991. Nesta edição foram entrevistadas 1.200 pessoas de ambos os sexos, de todas as classes sociais e regiões do estado.

“Receber esse reconhecimento no ano em que completamos seis décadas da inauguração da nossa primeira fábrica no Brasil nos enche de orgulho. A história da Massey Ferguson no Brasil coincide com o ingresso do país na era da agricultura moderna. São duas trajetórias que se entrelaçam, com a marca desempenhando o papel de protagonista no processo de mecanização agrícola, na formação da primeira frota brasileira de tratores, na profissionalização dos produtores e no desenvolvimento da agricultura de precisão. Sempre trabalhamos lado a lado do agricultor, trazendo tecnologia e alta rentabilidade e seguiremos juntos continuando a oferecer as melhores máquinas e os melhores serviços para os agricultores de norte a sul do país”, destaca Edua rdo Nunes, diretor de vendas Massey Ferguson.

Em comemoração aos 60 anos no Brasil, a marca lançou o pulverizador MF 8225, projetado para enfrentar os desafios do campo com eficiência. Nos últimos cinco anos, todas as linhas de produtos foram renovadas. O portfólio possui desde produtos para agricultura familiar até grandes propriedades, com tecnologia útil agregada e de fácil operação. “Ofertamos para nossos clientes uma linha completa de tratores, plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras, produtos de fenação, que aliam produtividade e lucratividade, para atender todos os segmentos da agricultura brasileira”, finaliza Nunes.

Fonte: Massey Ferguson
02/08/2021 0 Comentários
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Notícias

Alimentos geram 151 mil empregos no 1º semestre

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Alimentos geram 151 mil empregos no 1º semestreA produção de alimentos gerou 151.252 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2021, segundo Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), feito com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No acumulado de janeiro a junho deste ano, o total de postos de trabalho formais gerados no país foi de 1.557.342, com saldo positivo nos segmentos analisados (Serviços, Indústria, Comércio, Construção, além da agropecuária).

“Importante ressaltar que no acumulado do primeiro semestre de 2020, apenas a Agropecuária registrou criação líquida de empregos (62.419). O resultado de 2021 da Agropecuária se soma à contribuição do setor em 2020. Nos demais setores, a criação de vagas de trabalho representou, em grande medida, a recuperação da intensa perda registrada no ano passado”, diz o Comunicado.

Em junho, a produção de alimentos abriu 38.005 postos. A região Sudeste segue como grande destaque, com a criação de 27.339 vagas, impulsionado, principalmente, pela colheita de algumas culturas permanentes ou semipermanentes, como café, laranja e cana-de-açúcar.

Nordeste, Centro-Oeste e Norte registraram crescimento de 5.953, 3.878 e 1.468 postos de trabalho, respectivamente. A região Sul, por outro lado, registrou perda líquida de 633 vagas no mês.

Entre as unidades da Federação, São Paulo deu a maior contribuição na geração de empregos no setor, com 25.839 novas vagas criadas. Outros estados que se destacaram foram Mato Grosso (2.455), Minas Gerais (1.523) e Maranhão (1.246).

Por outro lado, em junho, houve perda líquida de vagas no setor em duas unidades da federação: Espírito Santo (413) e Rio Grande do Sul (1.467).

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
02/08/2021 0 Comentários
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Notícias

Plataforma promove integração de ponta a ponta

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Plataforma promove integração de ponta a ponta

Comércio internacional de commodities ganha plataforma oferecida pela Bravus Trading que integra processos de importação e exportação

Mesmo com inúmeras tecnologias que vêm surgindo ao longo dos anos para facilitar o comércio exterior, ainda existem alguns gargalos, principalmente na importação e exportação de commoditiesdo agronegócio.

A Bravus Trading, um incentivo da Raad International Trading, está lançando uma plataforma que promete eliminar esses gargalos e promover a integração de ponta a ponta de todos os processos de importação e exportação.

De acordo com Thomas Raad, trader de commodities e sócio-diretor da Bravus, a plataforma vai permitir aos clientes mais transparência no seu supply chain, podendo visualizar as operações de uma forma exclusiva para melhor tomada de decisão para gerir seus negócios. Alem disso, podem fazer o acompanhamento das cargas em tempo real, bem como contratos inteligentes, métricas comerciais e financeiros, entre várias outras funcionalidades dentro de um sistema on-linehospedado na AWS – Amazon Web Services.

Inicialmente, a plataforma será oferecida aos clientes da trading de commodities gratuitamente. “Vamos oferecer o sistema como um benefício para quem efetuar suas compras de commodities com nossa empresa”, adianta Raad.

Um dos clientes que terão acesso a essa plataforma é considerado uma das maiores comerciantes de café do mundo, sediada na Suíça. “Essa empresa movimenta cerca de 7% de todo café vendido no planeta”, ressalta Raad. “Vai ser um início bom para receber feedback para melhorar nossos serviços e a plataforma”

Segundo o sócio-diretor da Bravus, a ideia é concentrar inicialmente todo o Supply Chain de café na plataforma. Mas o objetivo é expandir para outras commodities, como gergelim, milho, arroz, algodão, cacau, entre outras.

O sistema vai contar com um painel (dashboard) totalmente customizável para que o cliente tenha as informações dos embarques, porcentagem que ele comprou de cada lugar, qual tipo de café que comprou, de quais empresas, fazer upload de documentos, controle de qualidade integrado, calendário de embarque, rastreamento em tempo real da carga, enfim, terá um histórico completo da venda que ele fez. “Além disso, a plataforma terá algumas métricas como margem de ganhos e perdas de acordo com o mercado spot e futuro”, adianta Raad.

Outra vantagem apontada pelo trader de commodities é a migração dos contatos feitos por WhatsApp ou e-mail, evitando dispersão de informações. O Objetivo do Thomas é centralizar as informações para melhor aproveitamento de informações que podem ser transformadas em dados para melhor gestão da empresa. “O cliente vai poder fazer cotação de preços, negociação, enfim, terá todo atendimento feito pela equipe da Bravus Trading de forma mais rápida e eficiente, com colaboração em tempo real”, atesta.

O principal objetivo de Raad com o lançamento da plataforma é simplificar a distribuição de comida no mundo. Para acelerar a colocação do sistema no mercado, a Bravus conta com o apoio da Founder Institute, maior programa global para lançamento de startups no estágio de ideação.

Fonte: Thomas Raad

 

02/08/2021 0 Comentários
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Produtores são visitados por representantes de ministério, após geadas

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Produtores são visitados por representantes de ministério, após geadas

Equipes da Conab estão em campo nos estados mais atingidos pela geada da semana passada e representantes do Mapa estão se reunindo com lideranças de cooperativas e bancos para levantar as demandas dos produtores atingidos

Equipes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão em campo nos estados mais atingidos pela geada da semana passada, em propriedades rurais onde há uma provável mudança nas expectativas de produção das culturas de café, cana-de-açúcar e grãos, em especial o milho e o trigo. Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão se reunindo com lideranças de cooperativas e bancos para levantar as demandas dos produtores atingidos.

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese, diz que o café foi a cultura mais afetada pela geada das últimas semanas, sobretudo em Minas Gerais, que é o maior estado produtor. No entanto, ele explica que atual safra de café (2021) já foi colhida e será suficiente para atender a demanda de consumo interno e os contratos no mercado externo.

“Estamos esperando um levantamento preciso sobre o que aconteceu com o café, o nível de comprometimento, dependendo da intensidade da geada que atingiu as lavouras. A recomendação dos técnicos agora é que os produtores que já foram atingidos não façam nada enquanto não souberem qual é a situação de cada planta”, diz.  A ministra Tereza Cristina esteve em Alfenas (MG) para se reunir com os produtores locais de café.

Em relação ao milho, Farnese diz que também não há cenário de falta de produto. Ele explica que a atual safra sofreu com a seca, pelo plantio tardio, e lembra que o governo já suspendeu a alíquota do imposto de importação aplicado às importações de milho até dezembro.

- Produtores são visitados por representantes de ministério, após geadas

 

Monitoramento

A Conab passou a divulgar em seu site um trabalho extra de acompanhamento e análise específica dos impactos climáticos nas localidades atingidas pelo frio extremo. Os resultados iniciais do trabalho já podem ser acessados no  site da Conab, no documento intitulado Monitoramento de Geada.

A Companhia também monitora os impactos da geada na produtoras de hortaliças e frutas. Os resultados estão no Relatório de Monitoramento Semanal da Comercialização dos principais produtos nas Centrais de Abastecimento, divulgado semanalmente.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desenvolveu a Plataforma de Monitoramento de possíveis Geadas no Brasil, que apresenta um mapa de possíveis ocorrências de geadas baseado nos dados registrados pelas Estações Meteorológicas Automática.

Geada

A geada é a formação de finas camadas de gelo sobre as superfícies expostas ao relento, e pode provocar prejuízos em diversos tipos de cultura. Temperaturas a 0ºC já são suficientes para formá-las.

Do ponto de vista agronômico, a geada é caracterizada por um fenômeno de frio intenso, com ou sem deposição de gelo sobre as plantas, mas que resulta no congelamento do conteúdo intracelular dos vegetais. Por isso, poucos dias depois da geada pode-se visualizar a morte das plantas ou de algumas de suas partes.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Pulverizador se transforma em distribuidor

Por redação 02/08/2021
Escrito por redação

- Pulverizador se transforma em distribuidorMudança promovida pela MP Agro gera uma economia de até 80% do valor em relação à um autopropelido novo

Para uma fazenda ser produtiva, ela precisa ser inevitavelmente, rentável, eficiente e sustentável em todos os aspectos e processos. Quando chega a hora de substituir um pulverizador antigo, por exemplo, não é diferente. Primeiro que o mercado não está disposto a pagar o que ele realmente vale, desvalorizando-o em até 20% do valor e o agricultor fica no dilema o que fazer com esse equipamento? A preocupação com a sustentabilidade e com os gastos na atividade pautam essa dúvida também.

Ao fazer as contas, a solução encontrada pelo experiente produtor Marcio Leandro Basso, foi transformar seu pulverizador antigo em novo distribuidor de fertilizantes. Segundo ele, que cultiva soja e milho, a escolha por transformar seu autopropelido no primeiro momento foi financeira. “Nós precisávamos mudar de equipamento, mas naquele momento não estávamos capitalizados para comprar um produto pronto de fábrica, foi quando pesquisamos e conhecemos a linha Z da MP Agro, a grande solução para o nosso negócio”, destaca Basso.

A linha Z da MP Agro é a única do mercado com soluções desenvolvidas para cada modelo de autopropelido. Entre seus diferenciais está aproveitamento do recurso automotriz já investido, diminuição do amassamento das culturas utilizando o mesmo rastro do pulverizador e a adubação nitrogenada parcelada em estágios mais avançados do milho, uma prática bastante indicada para a cultura que garante melhor rendimento e alta produtividade.

Isso porque a quantidade de nitrogênio presente no solo não supre, em geral, a demanda da cultura. Portanto o parcelamento da adubação nitrogenada é uma técnica fundamental, porém é importante levar em consideração vários fatores como tipo do solo, época de semeadura, rotação de culturas, operacionalidade para que atinja de forma assertiva o nível produtivo desejado.

Com o equipamento a fazenda Irmãos Basso, que fica localizada em Lucas do Rio Verde–MT, também aumentou sua produtividade. Segundo Basso, hoje utilizando a máquina transformada pela MP Agro, colheu na última safra 64 sacas de soja por hectare e 145 de milho sc/ha. “O custo benefício foi muito bom, além de aumentar nossa produtividade média geral, podemos fazer as aplicações principalmente na cultura do milho sem limitações”, acrescenta o produtor.

Sustentabilidade 

Como já destacado, a transformação do autopropelido na fazenda gera grande economia, contudo, somado a isso há ganhos também em sustentabilidade, afinal o produtor está reaproveitando um equipamento, ainda com seu recurso automotriz em boas condições, que na maioria das vezes é descartado e segue poluindo o meio ambiente. Justamente com essa preocupação e foco na maior durabilidade na utilização dos equipamentos em campo, que a linha Z da MP Agro é produzida em inox ideal para combater o efeito da abrasão e corrosão sendo de fácil limpeza por conta da baixa rugosidade e assepsia.

Assim, gera um aumento da vida útil em pelo menos três vezes maior em equipamentos sujeitos ao desgaste, como os distribuidores de fertilizantes e corretivos que sofrem agressão do tempo combinados com os efeitos químicos dos produtos. “O distribuidor em aço inox é uma boa opção, pois não resulta em ferrugem no implemento, isso para nós é um grande benefício no dia a dia”, finaliza o produtor.

Fonte: MP Agro

 

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Safra de soja sinaliza avanço de área de 4%

Por redação 30/07/2021
Escrito por redação

- Safra de soja sinaliza avanço de área de 4%Consultoria Datagro também aponta para elevação na área plantada do milho

Levantamento anual de intenção de plantio da Consultoria Datagro para a soja brasileira da safra 2021/22 aponta incremento de área pelo 15º ano consecutivo, passando de 39,05 milhões de hectares na temporada 2020/21 para 40,57 mi de ha, aumento de 4%.

“Importante ressaltar que qualquer reação mais brusca das cotações nos próximos 60 dias pode trazer alteração nessa proporção de aumento, uma vez que naturalmente há predisposição dos produtores em direção à soja, exatamente o que aconteceu em 2013, 2014, 2015, 2017 e na safra 2020”, ressalta Flávio Roberto de França Junior, coordenador de Grãos da Datagro.

A princípio, a produção potencial é de 144,06 milhões de toneladas. Em caso de confirmação, esse volume médio seria 5% superior aos 136,96 mi de t da safra recorde colhida neste ano.

De acordo com o levantamento feito com os sojicultores, o aumento de área deve acontecer em todo o Brasil, mas de forma mais intensa nos estados da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A soja deve avançar sobre áreas de cana-de-açúcar na região central, sobre áreas de pastagens em todo o País e áreas de abertura de Cerrado, notadamente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Milho

Ainda de acordo com a análise realizada pela Datagro, a área de milho na safra de verão deve subir no Brasil em 2021/22, depois do leve aumento já ocorrido neste ano. A área total da 1ª safra deverá atingir 4,56 mi de ha na nova temporada, 4% superior aos 4,40 mi de ha colhidos na safra atual.

Considerando a hipótese de normalidade climática e com utilização de elevado padrão tecnológico, a 1ª safra de milho tem potencial de produção de 28,83 mi de t, 16% superior aos 24,91 mi de t da prejudicada safra 2020/21.

Já para a safra de inverno 2022, embora com números muito preliminares, a tendência inicial também indica forte elevação na área. No total do País, a projeção em termos de área é de 16,37 mi de ha, 5% superior aos 15,59 mi de ha deste ano. Também considerando clima regular, a previsão de produção da 2ª safra é de 90,84 mi de t, 45% acima dos 62,74 mi de t da fortemente quebrada safra atual.

No total das duas safras, o Brasil tem previsão de área para 2021/22 de 20,94 mi de ha, 5% acima dos 19,99 mi de ha recordes deste ano, e produção potencial de 119,68 mi de t, 37% superior aos 87,65 mi de t da revisada safra atual.

Fonte: Datagro
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Parceria quer ampliar oportunidades às mulheres do agro

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

- Parceria quer ampliar oportunidades às mulheres do agroA Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lança um Protocolo de Intenções nesta quinta-feira (29) em adesão ao Programa Qualifica Mulher, chefiado pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM)

O Brasil possui 76,9 mil estabelecimentos da agricultura familiar chefiados por mulheres, das quais 14,8 mil nunca frequentaram a escola, segundo dados do último Censo Agropecuário. Visando alcançar este grupo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lança um Protocolo de Intenções nesta quinta-feira (29) em adesão ao Programa Qualifica Mulher, chefiado pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM).

Com a nova parceria, será possível estender o alcance do Qualifica Mulher para o meio rural. Com a expertise da SNPM e a capilaridade da Conab, será possível levar educação e oportunidade para mulheres do meio rural, especialmente agricultoras familiares e integrantes de comunidades tradicionais.

O protocolo de intenções será lançado em evento que acontece nesta quinta-feira (29), na sede da Conab em São Paulo. Participam do evento a Secretária Nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Rodrigues Britto, o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, parlamentares e representantes da agricultura familiar.

Qualifica Mulher

O projeto piloto visa proporcionar às mulheres condições de trabalho dignas e oportunidades de projeção econômica e social, além de bem-estar. O objetivo é potencializar os talentos das mulheres para que elas sejam capazes de desenvolver e ingressar no mundo do trabalho, conquistando autonomia financeira e livre de qualquer tipo de violência.

Serviço:

  • Lançamento do Protocolo de Intenções
  • Data: 29 de julho de 2021
  • Horário: 16h
  • Local: sede da Conab em São Paulo
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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
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Novo seguro para café cobre perdas por geadas e granizo

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

- Novo seguro para café cobre perdas por geadas e granizoA apólice vai indenizar de acordo com o valor de produção, assegurando a safra corrente e safra futura de café, considerando a bienalidade da cafeicultura

A Fairfax lançou um seguro para proteger a cafeicultura brasileira dos danos causados por geadas e chuvas de granizo. O novo produto está disponível para assegurar cafezais de variedades do tipo arábica, cultivados em sequeiro, em qualquer região do Brasil.

Tradicionalmente, os seguros disponíveis no mercado brasileiro são voltados para garantir o pé de café. Ou seja, em caso de sinistro, o seguro convencional cobre os tratos culturais, como os procedimentos de esqueletamento e recepa, para que a planta volte a produzir.

No entanto, a proposta da Fairfax é diferente porque assegura o valor de produção. A seguradora vai avaliar os danos causados pelo evento climático para calcular a indenização. Desse modo, o cafeicultor será ressarcido de acordo com as perdas na safra assegurada, o que engloba os insumos e preço das sacas de café que deixou de colher.

“Permitimos que o produtor forneça dados de histórico de produção e parâmetros para subscrição como idade do café, variedade e espaçamento das entrelinhas. É um seguro para café arábica, uma apólice de dano direto causado por granizo e geada, em que se indeniza o valor da produção”, explica Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da Fairfax Brasil.

Coberturas disponíveis

O seguro agrícola para cafeicultura da Fairfax tem como cobertura obrigatória a proteção contra granizo e o cafeicultor pode optar por contratar a cobertura contra geada. Quando um cafezal é atingido por essas intempéries, a planta sofre lesões e fica mais suscetível à incidência de doenças e pragas, por isso, também é importante reforçar o manejo. Pensando nessa necessidade, a Fairfax também oferece a cobertura adicional de tratamento fitossanitário, que indeniza o produtor para realizar aplicação de fungicidas e inseticidas.

Outro diferencial do novo seguro é considerar o fenômeno da bienalidade da cafeicultura, que faz com que as plantas registrem safras mais produtivas alternadas aos anos de queda na produção.

Por ser uma planta perene, o cafeeiro produz continuamente e os resultados de diferentes safras estão relacionados. A safra corrente é representada por ramos de idade superior a um ano, apresentando rosetas com os chumbinhos já formados e que serão colhidos. Enquanto isso, a planta também já apresenta ramos verdes, provenientes do crescimento durante o ano. Esses ramos verdes possuem as gemas que irão amadurecer e se diferenciar, para então por volta do mês de setembro florescerem, formando os chumbinhos que darão resultados na colheita da safra futura.

Por essa razão, o produtor pode optar por assegurar apenas a safra corrente ou proteger a safra atual e a safra futura em uma mesma apólice. É recomendável escolher a cobertura da apólice mais completa, que tem início na floração da safra corrente, ultrapassa o período de colheita e se estende da brotação até o abotoamento da safra futura.

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O crescimento da produção de grãos deverá ser de 6,5 milhões de toneladas o que representa um volume 2,8% superior
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Mudanças climáticas afetam contratos de milho

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

- Mudanças climáticas afetam contratos de milhoProdutores estão tendo que realizar ‘washouts’ em acordos de vendas firmados no mercado internacional; a prática é normal, porém exige conhecimento profissional para não causar prejuízos financeiros

A segunda safra de milho brasileiro está causando grande alvoroço no mercado internacional de commodities. Os problemas climáticos resultaram em grande demanda e valorização do cereal no mercado interno fazendo com que muitos vendedores realizassem “washout” em contratos já firmados do exterior.

Para quem não está familiarizado com o termo, o “washout” é um método especial de acordo entre as partes quando um contrato de suprimento não será completado com a entrega física da mercadoria contratada. É um acordo que resulta no pagamento da diferença do preço do contrato e o preço de mercado, já que a entrega física da mercadoria não ocorrerá.

Segundo a economista e doutora em agronegócios, Claudine Saldanha Cesar Pinheiro Machado, CEO da boutique financeira Pinheiro Machado, esse acordo é feito sem declarar “default”, por exemplo, quando o vendedor sabe que não entregará a commodity contratada, antes de descumprir o contrato pode propor o “washout”, ou seja, propõe uma compensação ao comprador para que ele compre no mercado spot as commodities que não receberá na data contratada. “É importante notar que esse é um passo antes de declarar a falha em cumprir o contrato e que as partes firmam um acordo, ou seja, ambos precisam concordar com os termos desse acordo”, destaca.

Ainda segundo a especialista é fundamental que o acordo esteja bem documentado e que a forma de cálculo da diferença de preços fique clara, pois isso pode evitar uma discussão futura do próprio contrato. “ O ‘washout’ não é uma cláusula prevista em todas as negociações de commodities. Ela é um meio tradicional neste mercado de se liquidar um contrato que, por algum motivo, não poderá ser cumprido. É uma forma de solução negociada, cuja aceitação não é obrigatória para a outra parte”, ressalta.

A definição do valor do “washout”, contudo, pode ser controversa. Por isso, durante a negociação é importante estabelecer um critério tecnicamente efetivo de cálculo e redigir o acordo a termo. Isso é muito importante, porque muitas arbitragens e mesmo litigâncias internacionais envolvem questões desses acordos. “Se não for, a parte que se sentiu lesada deverá iniciar uma arbitragem em Londres, buscando indenização por perdas e danos”, diz a economista.

Possíveis impactos

O mercado internacional de commodities é sofisticado, as partes fazem hedge das posições quando assumem os compromissos contratuais. Nesse sentido, movimentos de curtíssimo prazo acontecem, especialmente, quando há quebra de safra. É importante ressaltar, contudo, que uma oferta de “washout” é corriqueira nos mercados internacionais e não é vista como uma ofensa ou julgada de maneira negativa.

Tampouco deve-se imaginar que a utilização de um costume de mercado para se fazer ajustes decorridos de variação de curto prazo, como o washout, seja utilizado apenas pelos produtores. Normalmente são as traders que se valem de mecanismo em contratos entre elas, muitas vezes em contratos circulares, onde há recompra do produto de uma pela outra. “Dessa forma, não acreditamos que uma proposta de washout possa impactar no relacionamento comercial entre as partes. Nem há que se falar em “ondas de cancelamentos”. Trata-se de um movimento tradicional nos mercados de commodities, de liquidar contratos quando há variação muito brusca dos preços no curto prazo”, reforça a CEO da Pinheiro Machado.

A especialista acrescenta ainda que não haverá impactos macroeconômicos para o setor como um todo, pois o comércio internacional de commodities não é tão frágil. Porém, no aspecto microeconômico, um washout mal negociado ou acordado sem formalidades mínimas pode trazer uma série de problemas para ambas as partes. “Se os contratos forem bem renegociados, pautados em comunicação escrita cuidadosa, mesmo que se tenha uma discussão arbitral posterior, os passos estão claros e tomados dentro de um padrão internacional como o do Gafta, por exemplo. Isso amplia a capacidade de defesa em um tribunal arbitral estrangeiro”, afirma.

Vale lembrar, sempre, que os contratos internacionais de commodities são padronizados com cláusula arbitral em Londres e regidos pela lei inglesa. Por isso, para o operador brasileiro, há que se ter cuidado não dobrado, mas sim triplicado. Isso porque se uma proposta de acordo for frouxamente delineada, com brechas para erros no estabelecimento do preço ou com alegações que o próprio contrato já previa que não são válidas, vai gerar discussão e poderá sair mais caro do que cumprir o contrato, se isso for possível, é claro”, destaca a doutora em agronegócios.

Orientação profissional

Em situações atípicas como a quebra de safra onde terá que rever os contratos já firmados, a melhor indicação sempre é buscar ajudar de especialistas. Hoje já há empresas especializadas e experientes principalmente no mercado internacional de commodities como a Pinheiro Machado Finance (PMF), que presta serviço de assessoria financeira para produtores e empresas.

De acordo com a CEO da boutique financeira, em situações semelhantes a orientação para os clientes é que mantenham um planejamento financeiro estratégico de longo prazo, que contemple hedge das posições firmadas e, sempre que possível, também a contratação de seguro para as operações. “Para casos assim é altamente recomendável fazer seguro contra disrupções na comercialização das commodities. Existem apólices no mercado internacional para cobrir até mesmo perda de lucros ou aumento de custos na cadeia de suprimentos, por exemplo”, diz.

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